FRANCISCO ITAERÇO - MEUS RISCOS E RABISCOS

CARNE FRACA

Se a carne não fosse tão fraca
Não fosse tão curto o teu vestido
Se você não fosse tão bonita…
Nada disso teria acontecido

Não houvesse tanta maçã madura
Pendendo dos galhos da macieira
Se teu corpo não fosse essa loucura
E se não faltasse folhas de parreira

Se teus joelhos não se separassem
Quando você senta nesta cadeira
Resolveria, talvez, este impasse

Se só, no Paraíso, Deus me deixasse
Sem cobra, sem maçã, sem companheira
Talvez, quem sabe, eu inda me salvasse

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MÁRIO MONTALVÃO – CAMPINAS-SP

Caro Editor Berto,

Peço que publique no nosso jornal de estimação este vídeo da jovem e destemida deputada Carla Zambelli.

Votei nela ano passado. Voto bem dado!!!

Publique aí para conhecimento dos diletos comentaristas do JBF.

Abraços e muito sucesso

PERCIVAL PUGGINA

1964 – O BRASIL ENTRE ARMAS E LIVROS

Percival Puggina

Tão logo teve anunciada sua projeção para o dia 31 de março, o filme “1964 – O Brasil entre armas e livros“, produzido pelo Brasil Paralelo, causou enorme indignação em muitos meios de comunicação. Indignação do tipo que faz os dentes rilharem, causa pesadelos e contraturas musculares, dá cefaleia e dor no ciático. Coisa séria mesmo.

Há muito tempo tem-se a impressão de que a esquerda brasileira é proprietária dos direitos autorais referentes à interpretação e descrição dos acontecimentos históricos em geral e daquele período em particular. É por não admitirem esse tipo de “invasão de propriedade” que são contra o Escola Sem Partido e a favor do absolutismo monárquico em sala de aula. A história que se conta define o que se pensa sobre o presente e o futuro. Capice?

A simples ideia de que o Brasil Paralelo pudesse aparecer com algo diferente foi vista como usurpação abominável. A Rede Cinemark, que passaria a exibir comercialmente o filme após a estreia nacional, desistiu de fazê-lo. O Globo produziu extensa matéria que mereceria ser estudada em curso de Jornalismo mostrando como se faz uma reportagem para desacreditar seu objeto mediante termos vagos, expressões dúbias, e entre aspas que valem por uma negação do que se destaca. E tudo sem parecer que se está fazendo exatamente isso.

Pois bem, no dia 31 de março, a pré-estreia ocorreu em diversas capitais do país. A partir daí tornou-se impossível negar-lhe o apego aos fatos e o desapego às paixões políticas neles envolvidas. É um documentário sobre conteúdo político explosivo, sério e honesto como a esquerda nunca viu.

Horas após a rede Cinemark haver suspendido a projeção comercial do filme, a direção do Brasil Paralelo determinou sua disponibilização pelo YouTube. E foi o que se viu: dois milhões de visualizações em 24 horas e 4,4 milhões nesta noite de domingo em que escrevo. A mesma imprensa que se alvoroçou em desacreditar o documentário antes de assisti-lo, agora silencia para não ampliar sua propagação e suas visualizações. Por quê?

Porque o filme é honesto, bate recordes de público, enterra narrativas oportunistas e mentirosas que descolam os acontecimentos de seu tempo histórico e das circunstâncias em que aconteceram.

Parabéns à direção do Brasil Paralelo pela decisão e pelo merecido sucesso da obra que produziu. O documentário incomodou duas vezes a Globo. Primeiro pelo que seus palpiteiros supuseram a respeito do filme e, segundo, pelo êxito alcançado. Êxito para o qual, de certo modo, seus detratores contribuíram.

PENINHA - DICA MUSICAL