HISTORINHAS DE NOSSO HINO

Ainda é carnaval. O ano só começa na segunda. E, já que na semana passada falei sobre nosso hino, aproveito e conto algumas historinhas sobre ele.

1. Nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, a organização determinou que as delegações deveriam entrar no estádio entoando o hino de seus países. História contada por Waldemar de Almeida. Problema é que, salvo um único e solitário atleta nosso, mais ninguém conhecia toda a letra. Fez-se uma consulta para encontrar, no grupo, música que todos conhecessem. Havia só uma. E de carnaval. Razão pela qual nossa brava delegação entrou no estádio, sob o ritmo solene das marchas, cantando: “O teu cabelo não nega, mulata, porque és mulata na cor”. Os alemães não entenderam nada. Bateram palmas. E nossa delegação, nem aí. Viva o Brasil.

2. Outra, quase igual. O encouraçado Minas Gerais estava ancorado em New York. História contada por Antônio Sérgio Ribeiro. Em solenidade no Cordigal Hotel, os anfitriões entoaram o hino dos Estados Unidos. Depois, as fanfaras tocaram a introdução de nosso hino. Que deveria ser cantado pelos marinheiros presentes. Um certo Bernardo, mestre de bordo, passou rapidamente recado a seus subordinados. Que cantaram, com caras sérias, “Laranja da China/ laranja da China/ laranja da China/ Abacate, limão doce, tangerina…” E por aí foi. Por incrível que possa parecer, tudo acabou num grande sucesso.

3. Em 1867, Machado de Assis, com 28 anos, escreveu letra para música que acabaria mais tarde sendo nosso hino. Tudo esclarecido pelos imortais Geraldo Holanda Cavalcanti e Antônio Carlos Secchin. Por conta de notícia do jornal O Constitucional, de Florianópolis. Passada a primeira estrofe, ele começava assim: “Das florestas em que habito/ Solto um canto varonil/ Em honra e glória de Pedro/ O gigante do Brasil”. Uma letra ruim o bastante para que Machado tivesse o pudor de não a incluir em suas Obras Completas. Ainda bem.

4. Transmissão de posse para o novo Ministro da Justiça (1986), o gaúcho Paulo Brossard. Segundo Brizola, um “Rui Barbosa em compotas”. Brizola sabia ser maldoso. Fernando Lyra dava suas últimas instruções, como Ministro da Justiça que se despedia. E determinou, ao cerimonial, tocar o hino nacional cantado por Fafá de Belém. Quem viveu a morte de Tancredo se lembra da emoção na sua voz. Ela quis por em disco e a censura não deixou. Por conta da Lei 5.700/71, que autorizava execução apenas “em andamento metronômico de uma semínima igual a 120, em tonalidade de si bemol” (art. 24) e mais outras exigências. Dei parecer autorizando aquela execução, que só seria obrigatória em “Sessões Cívicas” (art. 25). Sem problemas para se ouvir em disco, que acabou dedicado a mim. Obrigado, Maria de Fátima.

Ponderei a Fernando que seu último ato, como Ministro de Justiça, não poderia ser uma ilegalidade. Que a posse era uma “Sessão Cívica”. Enquadrada na bendita Lei. Não podia usar aquela gravação. Só uma com “andamento metronômico”. Fernando disse “É danado. Você dizendo sempre que não pode”. E, em sequência, “Deixe comigo”. Tentei ponderar. E ele insistiu no “Deixe comigo”. Início do evento com o responsável pelo cerimonial formando a mesa: Presidente da República, Ministro que sai, Ministro que entra, por aí. Foi quando, seguindo as instruções de Lyra, o cidadão disse: “Formada a mesa, e ANTES de começar esta Sessão Cívica, vamos ouvir o Hino Nacional cantado por Fafá de Belém”. Palmas. E ele, depois: “Começa, agora, a cerimônia de posse”. Saudades de Fernando Lyra. E de um tempo em que política ainda se fazia com humor e arte.

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TÁ QUASE COMPLETANDO UM ANO

No dia de hoje, 7 de março de 2019, se completam exatamente 11 meses que o ex-presidente Lapa de Corrupto está engaiolado, vendo o sol nascer quadrado na hospitaleira cidade de Curitiba.

Daqui um mês, ele terá cumprido o primeiro dos muitos e muitos anos que ainda tem pela frente.

Os fanáticos de sua igreja continuam com a caricata campanha do “Lula Livre”.

E vivem chorando pelos pastos pedindo inutilmente a sua volta.

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BOLSONARO LIVRE!

Comentário sobre a postagem BOLSONARO CONTRA 000

Mauro Pereira:

“A unica coisa que prospera na esquerda é a bolsonarofobia. Principalmente na mídia militante.

Qualquer declaração do presidente é encarada como tosca e, por isso, tem de ser distorcida. Tem crises histéricas quando batem de frente com um outro tipo de presidente, que tem a ousadia de não usar a mídia tradicional, e militante, para revidar aos ataques e se comunicar com os brasileiros através das redes sociais.

Hoje Jair Bolsonaro comemora 48 dias no exercício do cargo de presidente do Brasil. No entretanto, a mídia, militante, e a esquerda desvairada têm certeza de que foi o capitão quem assumiu a presidência da República no dia 1.º de janeiro de 2003. Então, todo o mal por ele praticado contra o povo brasileiro durante esses 16 anos tem que ser castigado.

Ainda não ousam dizer publicamente, mas, se não reagirem à contaminação da bolsonarofobia que as consome, não demorarão muito tempo para que cedam à ânsia de “lacrar” e passem a verbalizar a crença de que foi Bolsonaro quem quebrou o Brasil. Que o apartamento na praia é do Bolsonaro. Que o sítio em Atibaia é do Bolsonaro. Que foi Bolsonaro quem assaltou a Petrobras. Insatisfeitos, se mostrarão indignados com os 000 que saíram da insignificância econômica para se transformarem em exemplos de empreendedores de sucesso.

Nada mais justo então, que Bolsonaro continue preso em Curitiba.

BOLSONARO LIVRE!”

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ARTE BONITA É ENFIAR O DEDO NO FURICO

O presidente Jair Bolsonaro postou um vídeo com conteúdo pornográfico em sua conta no Twitter nesta terça-feira (5).

A cena mostra dois homens dançando sobre um ponto de táxi em um bloco de rua no carnaval paulistano.

Um deles coloca o dedo no ânus e se abaixa para o outro urinar nele. 

* * *

Esta notícia aí de cima está na página global G1.

Gostei mesmo foi da expressão que o redator usou: “conteúdo pornográfico“.

Uma classificação certíssima e da mais pura isenção jornalística.

Sobre este escândalo presidencial absurdo, vejam o que escreveu um internauta no Twitter:

“Bolsonaro já fez ateu e comunista irem à missa, fez petistas tirar o Lula da campanha e trocar o vermelho por verde e amarelo. Agora fez jornalista, comunista, socialista e petistas virarem conservadores. Como faço para apertar 17 novamente?”

Não concordo com isto.

Acho que essa putaria do Capitão tem mesmo que ser combatida e condenada pela extrema imprensa.

Bolsonaro deveria ser mais cuidadoso em suas postagens e selecionar com rigor as imagens que publica na sua conta.

Deveria publicar só imagens e vídeos com arte nobre, de muita pureza, beleza e inspiração.

Acabei de enviar pro Presidente dois exemplos de arte de boa qualidade, como sugestão pra ele colocar no seu Twitter.

Vejam, no vídeo abaixo, como o ex-presidente Lula, exemplo de moralidade administrativa, de bom comportamento e de respeito à liturgia do cargo, sabia prestigiar manifestações artísticas geniais, puras e decentes:

E pra fechar a postagem, lindas imagens de artistas geniais, militantes zisquerdistas, enfiando o dedo um no cu do outro.

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BOLSONARO É LEGÍTIMO, MAS NÃO É MONARCA ABSOLUTO

Jair Messias Bolsonaro ganhou, sem dúvida nenhuma, a eleição presidencial em dois turnos em outubro do ano passado. Obteve 57,7 milhões de sufrágios, mais de 10 milhões a mais do que o adversário de esquerda, Lula, representado por seu boneco de ventríloquo, Fernando Haddad. E não é pouco. Entre a divulgação do resultado final e a posse os derrotados ainda tentaram descaracterizar a legitimidade de sua vitória, alegando que ele não conseguiu os sufrágios de mais da metade dos eleitores aptos, pois 89,4 milhões não o escolheram: 47 milhões preferiram o derrotado, 31,3 milhões abstiveram-se, 2,4 milhões ficaram em branco e 8,6 milhões anularam o voto. O argumento é estúpido sob qualquer ponto de vista, pois o slogan “ele não!” não é previsto no ordenamento constitucional de nossa democracia. O voto no Brasil nunca é negativo, mas sempre afirmativo.

No entanto, no momento em que não está com algum dos filhos, principalmente o zero dois, Carlos, o presidente constitucional e legítimo do Brasil precisa refletir um pouco sobre os números do primeiro parágrafo deste texto para adicionar a seu estilo de governar um mínimo de lógica aristotélica. Ninguém aqui quer tirar o mérito do triunfo de um candidato que desafiou todos os lugares-comuns de qualquer pleito eleitoral para qualquer cargo. Afinal, ele não participou de nenhum debate nos veículos de comunicação de massa, gastou uma quantia ínfima, se comparada com as fortunas dilapidadas pelos disputantes, e ainda foi esfaqueado brutal e covardemente num evento público, o que praticamente o impediu de fazer campanha. Todos os méritos ao vencedor!

Mas isso não o torna monarca absoluto para exercer o poder sob a mira da família onipresente e de militantes que se sentem seus donos. Os votos deles foram essenciais, mas não os únicos. Para sê-lo, a vitória teria ocorrido no primeiro turno. Já então tivera apoio de antipetistas inconformados com a eventual permanência da rapina da esquerda nas gestões anteriores, confirmando essa decisão na rodada final.

Ao dar ao economista Paulo Guedes, na Fazenda, e ao ex-juiz Sergio Moro, na Justiça, “carta branca” – que depois rasgaria ao interferir na negociação da reforma da Previdência e ao “desconvidar” Ilona Szabó da suplência de uma comissão sem poder –, o candidato tornou-se o ai-jesus do chamado “mercado” e de quem temia o desmanche do combate à corrupção. A trajetória do ex-parlamentar revela a guinada nas convicções do antigo crítico da necessidade de equilibrar as contas públicas reduzindo o rombo das despesas com inativos ao adotar o ideário liberal do auxiliar que chamou de “posto Ipiranga”. A desautorização do “indemissível” foi um ritornello a esse passado de fundamentalista devoto.

O presidente ainda tem três anos e dez meses para confirmar sua fidelidade aos acenos que fez ao liberalismo econômico e ao combate ao crime dentro das normas legais vigentes. Só que para tanto deveria cumprir sem tergiversar a promessa que fez no discurso de posse, e repetiu outras vezes, de seguir princípios fundamentais do Estado de Direito, que chefia: o de governar para todos, pois todos são iguais perante a lei – quem votou nele e quem não o escolheu na urna.

Há exemplos históricos de quem seguiu esses conceitos. Seu colega de armas Eurico Gaspar Dutra, ex-chefe militar na ditadura do Estado Novo, orgulhava-se de ter às mãos o “livrinho”, ao qual era tão leal quanto o era aos princípios de sua esposa, dona Santinha. Afinal, ele não interferiu no pacto do PSD, que o elegeu, com a UDN, que ele derrotou na eleição, na votação da Constituição mais liberal da História.

No governo seguinte, Getúlio Vargas, cuja ditadura do Estado Novo ruiu após entrevista do udenista José Américo de Almeida a Carlos Lacerda, do Correio da Manhã, nomeou o paraibano seu ministro de Viações e Obras Públicas, refazendo a aliança antiga de 20 anos na Revolução de 1930.

A “resistência” da esquerda, sob a égide do PT, não tem postura comparável à da UDN de 70 anos atrás e não se exige que o governo atual, escolhido sob a égide do abandono das práticas ilícitas da quadrilha que esvaziou os cofres da República e levou o País à maior crise econômica, política e moral da História, reedite a velha prática.

Mas partir do pressuposto de que as redes sociais devam governar para substituir o que seus usuários, muitos deles à sombra do anonimato e de avatares substituindo fotografias, chamam de mídia lixo com insultos impublicáveis, não encontra amparo na mesma Constituição que legitima o chefe da Nação. Lula, cercado de extremistas que, armados, foram derrotados na guerra suja contra o regime militar, tentou usar suas falanges para destruir os meios burgueses de comunicação e malogrou. Na Vila Euclides, no auge de seu poder sindical, fazia as massas de grevistas ecoarem “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”. Hoje, 39 anos depois, ele está preso por corrupção, os sindicatos perderam a força e a emissora, com todos os seus defeitos, ainda é líder de audiência.

Desde aqueles anos 80, os veículos de imprensa e difusão pelo rádio ou pela televisão perderam muito do poder que tinham no fim do século 20, mas há algo que não pode ser deixado de lado no meio dessa crise. Talvez o presidente, notório admirador da democracia americana, devesse atentar para a observação judiciosa do historiador Timothy Snyder, professor de uma das mais respeitáveis instituições da cultura do Tio Sam, a Universidade Yale, em entrevista a Daniel Haiddar, publicada no Estadão do domingo 3 de março.

Disse o autor de Road to Unfreedom (A Caminho da Negação da Liberdade): “Qualquer oportunidade que tenhamos de reverter tendências, como desigualdade, corrupção ou aquecimento global, depende do trabalho de seres humanos reais para descobrir coisas e escrever sobre o que eles investigaram. Não há substituto para o jornalismo. A internet não substitui isso”. É isso mesmo.

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BANDIDAGEM CARNAVALESCA

A juíza Denise Frossard, celebrizada pelo enfrentamento a essa corja, deve ter achado no mínimo curioso, na Marquês de Sapucaí, bicheiros e traficantes empunhando bandeiras da esquerdopatia nacional.

* * *

Bem psiquiátricamente brasileirístico este termo “esquerdopatia”.

Gostei.

Quanto ao fato de bandidos celebrarem, em pleno carnaval, temas que são caros às zisquerdas banânicas, trata-se de um fenômeno perfeitamente coerente com as práticas destes marginais.

Manchetes de hoje da página global G1

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JOSÉ DE ANCHIETA – RIO BRANCO-AC

Mote:

– Passa o tempo pregando honestidade,
Todo mundo sabendo que é ladrão.

Diz que é servo de Deus, mas o demônio
Deve ser o seu guia e companheiro..
Do Tesouro, roubou muito dinheiro,
Garantindo este enorme patrimônio…
Debaixo da camada de ozônio,
Não existe um sujeito mais vilão,
Procurar outro igual será em vão,
No grande lamaçal da improbidade:
– Passa o tempo pregando honestidade,
Todo mundo sabendo que é ladrão.

No domingo o safado está na Missa
Como um anjo aos pés do Criador,
Faz ofertas também a algum pastor,
Diz que a Deus sua alma é submissa,
Prega paz, prega amor, prega justiça,
Prega tudo o que traz a salvação,
Diz que Cristo foi sua redenção
E que vive na luz e na verdade:
– Passa o tempo pregando honestidade,
Todo mundo sabendo que é ladrão.

É comprando seus votos que é eleito,
E assim, nunca perde o seu mandato.
O safado é ligeiro igual a um rato,
E na arte do roubo ele é perfeito,
Pois aí ele encontra sempre um jeito
De burlar os caminhos da prisão.
Não vai longe uma só acusação…
“É coisa de inimigo, é só maldade!”
– Passa o tempo pregando honestidade,
Todo mundo sabendo que é ladrão.

É por isso que nossa humilde gente,
Sem remédio, sem médico, sem leito
Nos hospitais mendiga seu direito,
Mas só vê o coveiro lá na frente…
E este bandido zomba impunemente
Da indigência da população…
Que sem comida, emprego e habitação
É por ele assaltada sem piedade…
– Passa o tempo pregando honestidade,
Todo mundo sabendo que é ladrão.

Porém Deus que não tem olhos fechados
E não deixa um pecado sem cobrança…
Vai fazê-lo subir numa balança,
Pra medir quanto pesam seus pecados…
Os tostões, um por um, serão cobrados…
Eu não sei de que jeito, mas serão!
Roubar do povo é crime sem perdão,
Pois só os pobres sofrem de verdade…
– Passa o tempo pregando honestidade,
Todo mundo sabendo que é ladrão.

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