NOVO GOVERNO E TROCA DE SINAL

Qualquer observador atento se terá deparado com o uso da expressão “troca de sinal” significando que – ao desalojar do poder o PT, bem como os partidos que o parasitam e seu ajudante de ordens, o MDB – o novo governo estaria agindo como seu inverso. Se o que tínhamos era “x”, o novo governo seria “-x”.

Há que considerar, aqui, dois aspectos. O primeiro, sem dúvida, é o inteiro direito que assiste ao novo governo de atuar com os que têm a mesma visão sobre as necessidades do país e sobre os modos de lhes dar atendimento. Sintonia de ideias. A irracionalidade do nosso modelo institucional (para o qual ninguém presta a menor atenção) entrega ao Presidente não apenas o governo, mas a administração e a maior parte do aparelho de Estado.

O segundo é não delirar imaginando que o governante disponha de uma administração pública e de um aparelho de Estado (autarquias, Estatais, agências, conselhos, órgãos de fiscalização e controle, etc.) formado por servidores profissionais politicamente neutros. Há uma enorme imprudência, ou má intenção, em presumir que todos os servidores que operam nessas áreas, independentemente de suas preferências pessoais, trabalham para que os governos sejam bem sucedidos. Como esperar que não militem, não sabotem, não vazem informações? A vida não é assim no nosso sistema de governo. Quando o poder muda de mãos, é imperioso, de fato, dar reset em todas as equipes, principalmente após um longo período de hegemonia do mesmo grupo político.

“Mas e o pluralismo?”, leitores perguntam e colunistas escrevem. Sobre pluralismo, senhores, presumo que tenham recebido suas aulas do PT. E se prestaram atenção, se fizeram o dever de casa, terão percebido o quanto se faz urgente desaparelhar a máquina federal, arejar o MEC e as universidades (em especial os cursos de humanidades), o STF, os Conselhos (quaisquer conselhos), as estatais, as agências, as ONGs e por onde quer que vá o trem blindado de Trotsky.

Nada disso é troca de sinal. É apenas troca de um governo socialista por um que reúne conservadores e liberais. O sinal estaria realmente trocado, se o novo governo usasse a máquina para corrupção financeira, se permitisse a formação de quadrilhas em seu interior, se criasse movimentos sociais para promover atos de violência e propaganda política, se usasse recursos públicos de maneira não técnica para financiar mídia amiga e se permitisse que, em cada programa social do governo, se instalassem mecanismos escandalosos para serviço de seus parceiros.

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UMA REPUBLIQUETA BANÂNICA SURREALISTA

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, telefonou para o ex-presidente Lula neste sábado (2) para apresentar condolências pela morte do neto dele, Arthur, que morreu aos 7 anos vítima de meningite.

O magistrado afirmou que ele e a mulher, Guiomar, lamentavam muito a tragédia.

“Estamos rezando por você. Que você tenha força”, disse Gilmar.

Lula agradeceu.

E começou a chorar, a ponto de não conseguir dizer mais nada. Gilmar também chorava, e a conversa teve que ser interrompida.

Um dos amigos do petista, que estava ao lado dele, pegou o telefone e terminou o diálogo com Mendes.

* * *

Um ministro do Supremo Tribunal Federal telefonar pra um prisioneiro.

Condenado e preso por corrupção.

Além das condolências, presta solidariedade e chora junto com o encarcerado.

Não dá pra fazer comentário.

Fico em silêncio.

Num vou falar nada…

Aliás, vou falar sim.

Não aguento ficar calado.

É PHODA!!!!!

É PRA ARROMBAR A TABACA DE XOLINHA!!!!

É UMA PUTARIA DO CARALHO!!!!

SOMOS UM PAÍS ESCULHAMBADO QUE SÓ A PORRA!!!

DESEJO A ESTES DOIS CAFAJESTES, SÍMBOLOS DESTE NOSSA REPUBLIQUETA BANANEIRA, QUE O JUMENTO POLODORO ENTERRE A SUA PAJARACA NO OLHO DO FURICO DE CADA UM DELES!!!!

VÃO SE LASCAR VOCÊS DOIS, PARELHA DE VAGABUNDOS!!!!!

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PSICOPATA

“Lula aproveitou a morte do próprio neto de 7 anos para fazer política. Não cumpriu a promessa de não falar durante o velório do garoto. Riu. Fez comício. Cuspiu na Justiça, que acabara de mostrar compaixão com ele, acusando seus juízes de serem carrascos. É um caso irrecuperável.”

J.R.Guzzo no Twitter

* * *

Concordo integralmente com você, grande Guzzo.

Este sujeito é um caso sem cura.

É de causar nojo e revolta.

Que lá do infinito seu inocente neto perdoe o psicopata do avô.

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MEU CARNAVAL

Minha folia é um confete apenas, de qualquer cor, e um pedacinho pequeno de serpentina, desde que acompanhados de um frevo de Nelson Ferreira. Nem preciso de Felinto, Pedro Salgado, Guilherme ou Fenelon para que minha alma entre no passo e o meu coração bata num compasso binário acelerado, alegria nos pés, sorriso largo. Vim do Crato dos Anicetos para conhecer o som de Capiba, de Carlos Fernando, de Romero Amorim e de tantos outros Mestres, com seus bandolins e metais. Vim, encantei-me, fiquei e nunca mais o Frevo saiu de mim. Tal qual o Capibaribe, atravessando tantas pontes, a festa atravessa todas as fronteiras de minha emoção e estaciona, feliz e brincante, no pátio colorido do meu coração, na varanda de minha alma onde balança alegre uma rede com as cores de Pernambuco. Evoé!

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COISA DE BAITOLA

A prefeitura de São Paulo está publicando no Twitter esta idiotice:

Isso é coisa de burocrata municipal xibungo.

Paquera, cantada, abordagem, namorico, avançada, piscar de olhos, chegar junto, sorrir, encostar…

Só coisas boas e salutares, coisas que deixam as fêmeas envaidecidas, e que os tabacudos, os idiotas do politicamente correto, transformaram em “assédio sexual”.

Babacas descerebrados!!!

Com certeza isto é invenção de algum baitola que odeia ver aqueles lindos pés-de-rabo e aquele mar de peitos sacolejando no meio da folia.

Uma gostosa foliã muito incomodada com o “assédio” dos bateristas

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O BOM HUMOR NOS VERSOS DOS REPENTISTAS

Oliveira de Panelas, grande cantador repentista nordestino

* * *

Cristo foi crucificado
Em meio mil agressões
Porém por sorte morreu
Somente entre dois ladrões,
Se fosse hoje, na certa,
Seriam muitos milhões.

Oliveira de Panelas

O que eu tenho é esta casa
Que eu herdei do meu pai
É a chuva vem não vem,
É a casa vai não vai;
Todo dia eu boto barro,
Toda noite o barro cai!

Luiz de Campos (1939 – 2013)

Eu sou feliz porque vivo
Cantar verso sem quebranto
Sou feliz por ser poeta
Isso aí eu lhe garanto
Sílvio Santos tem dinheiro
E não canta o tanto que eu canto.

Geraldo Amâncio

Coisa ruim de fazer
É dirigir sem para-brisa
Entrar no xote com os filhos
Levando a carteira lisa
Amansar mulher valente
Que achou batom na camisa.

Rogério Menezes

Eu sou tão analfabeto,
Que nem sei dizer o tanto;
Vendo um lápis, tenho medo;
Vendo um caderno, me espanto,
Mas, quando um jumento rincha,
Eu penso um poema e canto.

Onésimo Maia (1951 – 2001)

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OS MARINES TÃO FUDIDOS

John Bolton, assessor de Segurança da Casa Branca, subiu o tom neste domingo contra Nicolás Maduro e disse que os Estados Unidos querem formar uma “ampla coalizão” internacional para substituir o ditador venezuelano.

“Gostaria de ver uma coalizão tão ampla quanto for possível juntar para substituir Maduro, para substituir todo o regime corrupto. Isso é o que estamos tentando fazer”, disse à CNN.

* * *

Esse cabra, esse tal de John Bolton, tá cutucando onça com vara curta.

João Pedro Stédile, comandannte dos batalhões de Lula, já mandou avisar que seu exército está pronto pra combater os Marines americanos.

Se Trump tentar invadir a Venezuela, será prontamente rechaçado pelas tropas lulistas do MST.

Os Marines serão derrotados se lutarem com o Exército de Stédile

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PAULINHO – O FILHO BASTARDO

Paulinho nasceu de um relacionamento extramatrimonial de sua mãe, Carminha, com um cardiologista famoso do estado.

Baixinha, de corpo escultural, inteligente, discreta, elegante, competente, atenciosa, Carminha logo foi despertando interesse no cardiologista que, sempre que o consultório ficava vazio, parava tudo e ia conversar com aquela enfermeira paradigmática, de olhos bem fixados nos peitos pontudos e duros dela, nas coxas grossas, com uma sensualidade à Marilyn Monroe, que o cardiologista jamais tinha vista em outras mulheres que conheceu e que já havia passado no consultório. Carminha era diferente de todas as mulheres que já haviam passado pelo consultório dele!

Conversa vai conversa vem, com seis meses de trabalho, Carminha e o cardiologista se tornaram amantes, paixão avassaladora que mesmo em dias de não expedientes no consultório os dois se encontravam para homéricas horas de prazer e curtição.

Dois meses depois da primeira relação amorosa, Carminha percebeu que estava grávida do médico, mas não lhe contou logo, esperando a confirmação do teste de gravidez.

Assim que confirmou a gestação procurou o cardiologista e contou-lhe a novidade. Como médico famoso na praça e temendo a repercussão do caso no meio onde era conhecido e admirado ele reagiu insidioso, soltando os cachorros na cara de Carminha e exigindo que ela abortasse aquele feto indesejado, sob pena de demissão por justa causa e fim do relacionamento.

De personalidade forte e determinada, já amando definitivamente aquela coisa linda crescendo no seu ventre, Carminha não atendeu ao apelo do médico, preferindo ser demitida. E foi o que aconteceu!

Rebaixada em outro emprego que havia sido admitida, Carminha foi até o fim com a gravidez que transcorreu, felizmente, numa boa, vindo a ter Paulinho saudável, lindo, tornando-se o xodó da família.

Guerreira, Carminha trabalhava em duas clínicas para sustentar o filho, que teve o registro de nascimento feito sem o assentamento do nome do pai que se recusou a registrar, e ajudar a família que tomava conta de Paulinho na sua ausência.

A criança cresceu e sempre soube pela boca da mãe quem lhe era o pai e que não o quis reconhecer para evitar escândalos na família, já que era um médico rico e influente no convívio com a sociedade.

Com a ajuda da mãe e muito determinado, estudando em colégio do estado e fazendo cursos particulares pagos por fora pela mãe, Paulinho conseguiu passar no vestibular de medicina da federal na primeira tacada em ótima colocação. Feliz consigo mesmo por ter tido o apoio irrestrito da mãe, da família materna e de ter sido classificado entre os dez primeiros colocados, resolveu procurar o pai biológico sem a mãe saber, mostrar-se a ele e dizer-lhe que havia passado no curso de medicina.

Foi o que fez assim que se matriculou na universidade federal!

Para não suscitar dúvidas, marcou uma consulta no consultório para ver o pai de perto, olhar-lhe nos olhos e dizer-lhe que era seu filho e havia passado no vestibular de medicina da federal.

Dia e hora marcados chega Paulinho ao consultório do pai, cardiologista famoso, conversa com a recepcionista que faz algumas anotações no prontuário e depois o manda sentar-se no sofá confortável da sala e ficar aguardando a chamada.

Meia hora após ter chegado, com a saída do paciente que o pai estava atendendo a secretária chama Paulinho e manda-o entrar.

Educadamente ele se levanta da poltrona e dirige-se à sala luxuosa onde o pai estava atendendo. Senta-se na frente dele e este lhe pergunta com sorriso largo:

– O que o traz aqui, meu jovem bonitão?

Paulinho, sem pestanejar, olhos firmes, com a mesma tranquilidade e firmeza do pai, responde:

– Não vim aqui para consulta, não, doutor! Vim aqui para conhecer meu pai de quem tanto mamãe fala, mas nunca me apresentou a ele porque ele não queria conhecer. Sou Paulinho, o filho que o senhor mandou minha mãe abortar! Lembra? Passei em medicina e vou me especializar na área cardiológica! Faço questão de seguir os seus passos com minhas próprias qualidades e defeitos!

– Não vim aqui pedi nenhum favor ao senhor – continuou – apenas dizer que sou seu filho e vou estudar medicina na mesma universidade que o senhor passou, estudou e se formou.

Percebendo que o pai ficou trespassado com a presença do filho renegado por ele no passado e percebendo que sua presença lhe teria provocado uma surpresa inesperada, aproveitou que o pai estava com o rosto pálido, tapando-o com as mãos trêmulas e mudo, levantou-se do sofá, abriu a porta, saiu e pediu à secretária que mandasse entrar outro paciente que o “doutor estava livre”!

O mundo dá muitas voltas! E cada volta é uma surpresa, para o bem ou para o mal, dependendo do que você plantou.

Hoje Paulinho trabalha no mesmo hospital e consultório onde o pai clinica. É um exímio anestesista. Tornaram-se dois passeiros inseparáveis, mas com uma condição: Paulinho não concordou em pôr o nome do pai no seu registro de nascimento, mesmo ele insistindo! “Tá bom assim, meu pai. O que vale é o que sentimos um pelo outro” – conclui.

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