CANALHAS

Paulo Okamoto, amigo pessoal do Lula diz: “Nem todos vocês que vieram vão poder participar da FESTA.”

Isto se referindo ao velório de uma criança de sete anos de idade.

Não dá nem pra acreditar, mas tá no vídeo

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Acho que nessa história de reforma da previdência o Presidente Bolsonaro deveria ouvir as abalizadas opiniões do presidiário Lula e da futura presidiária Dilma.

Acabei de enviar mensagem ao Palácio do Planalto dando esta sugestão.

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CARNAVAL FUBÂNICO

Neste Sábado de Zé Pereira, abertura do Carnaval,  vamos dar destaque ao jumento Polodoro, o mascote desta gazeta escrota.

Letra e música de Bráulio de Castro 

Uma composição de 2013.

Interpretação de Ivanildo Silva.

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HOMOFOBIA E RACISMO

Partidos de poucos votos na urna e no Congresso Nacional, pavoneando-se mesmo assim como representantes das mais sentidas reivindicações populares, adquiriram o hábito de levar suas pautas diretamente ao STF. Ser bem sucedido ali é muito mais fácil do que obter apoio e maioria entre 513 deputados e 81 senadores. Por isso, buscam o atalho judiciário, onde lhes basta a simpatia de meia dúzia de togados ativistas. Tão simples quanto impróprio. Parlamento para quê?

Nos últimos anos, nossos onze ministros se aferraram com braços e pernas à tese de que seu poder cumpre função contramajoritária. Não é uma beleza? Cabe-lhes, então, por via de consequência, incontido empenho pró-minoritário, tornando-os avessos aos resultados das deliberações repulsivamente majoritárias do Congresso Nacional.

O imenso voto dissertado pelo ministro Celso de Mello na ação que clama pela criminalização da homofobia surpreendeu a nação. Do que disse, pode-se concluir que o decano identifica no Congresso Nacional, em primeiro lugar, o vício infame de decidir por maioria e, em segundo lugar, uma demora em deliberar que – aí digo eu – só é superada pelo próprio STF.

É desnecessário aos fins deste artigo reiterar o que já escrevi em vários outros: nos parlamentos, não deliberar é uma forma legítima de deliberação, quase sempre orientada pelos próprios autores de projetos que reconhecidamente não contam com votos para aprovação. E o STF, em tempos de ativismo judicial, tem passado um trator sobre textos claríssimos da Constituição. Foi o que aconteceu quando autorizou a criação de cotas raciais como medida temporária (se permanente seria inconstitucional). Perenizou-se, assim, a multiplicar-se por prazo indefinido, a aberrante inconstitucionalidade. Foi, também, o que aconteceu quando o STF reduziu a pó o artigo 226 da Constituição que reconhece, para efeito da proteção do Estado, a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar. Alertam-me amigos juristas sobre outros casos em que o STF produz sentenças aditivas maquilando-as com “interpretação conforme a Constituição”. É mais ou menos o que está sendo alinhavado em relação ao aborto.

No caso da homofobia, o ministro Celso de Mello gastou a paciência da corte ao longo de dois dias num imenso esforço retórico para proclamar a tese que tudo indica será acolhida pela maioria: deve-se aplicar à homofobia, por analogia, os tipos penais referentes ao racismo. Sua Excelência descobriu algo que antigamente se chamava “ninho de égua”, e o falecido padre Quevedo dizia “isso non ecziste”.

Aliás, estou a um passo de concluir que a criação de tipo penal por analogia também é uma forma de racismo.

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O GALO DO DIA TODO

Hoje é dia de saída do bloco O Galo da Madrugada, aqui nesta carnavalesca e festiva cidade do Recife.

Na verdade, trata-se do galo da madrugada, da manhã, da tarde e da noite, pois a festa dura o dia todo e só acaba no dia seguinte.

Com a modéstia que é sua marca registrada, o recifense costuma ressaltar que o Galo “é o maior bloco de carnaval do mundo”.

Não são milhares de pessoas: são milhões.

Todos os anos é montado um galo gigantesco no centro da cidade, sobre a Ponte Duarte Coelho e, também todos os anos, a montagem deste galo é motivo pra arengas, brigas, trocas de tapas, matérias na imprensa local e muito bate-boca.

A crista, as pernas, o bico, os olhos, as penas, os esporões, tudo no galo é motivo de discussão.

Já faz parte da tradição carnavalesca do Recife.

As pessoas se dividem, umas dizendo que o galo do ano está ótimo, outras achando que está mais ou menos e outras garantindo que o galo está uma merda.

Todo mundo dá seu pitaco.

Ontem, sexta-feira, no noticiário local, o repórter ficou em tempo enorme em cima da ponte, ao vivo, entrevistando as pessoas que passavam e pedindo suas opiniões, enquanto o galo estava sendo montado.

Uma parafernália enorme, uma estrutura complexa de máquinas, guindastes, engenheiros, decoradores e operários davam duro no local.

Hoje cedo, quando tomava meu café da manhã, a televisão transmitia ao vivo do centro da cidade, onde os primeiros foliões já estavam fazendo plantão, aguardando o início do desfile.

A incrível e descomunal festa deve começar daqui a pouco e que vai durar até amanhã.

A charge de Miguel, no Jornal do Commercio de ontem, resume tudo sobre a arenga anual que montagem do galo provoca:

* * *

Hino do Galo da Madrugada. Uma composição de José Mário Chaves interpretada por Alceu Valença.

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AGORA CLAMAM POR NEUTRALIDADE

Em abril de 2006, numa discurseira em Curitiba, Hugo Chávez pediu à plateia que reelegesse o presidente Lula, qualificado pelo companheiro venezuelano de “herói do Brasil”. A retribuição veio em novembro do mesmo ano: num comício em Ciudad Guayana, na Venezuela, Lula recomendou aos espectadores que mantivessem Chávez no poder. Entusiasmado com o som da própria voz, o futuro presidiário incluiu no berreiro uma saudação a Daniel Ortega, que acabara de vencer a disputa pela Presidência da Nicarágua.

Em outubro de 2009, Chávez comparou Lula a Jesus Cristo e virou cabo eleitoral de Dilma Rousseff. Em abril de 2013, o candidato Nicolás Maduro animou a turma no palanque em Maracaibo com a apresentação do vídeo em que Lula afirma que a vitória do sucessor do Bolívar de hospício consumaria o parto da Venezuela sonhada pelo inesquecível amigo Chávez. Comovido, Maduro agradeceu a Lula “por todo o apoio que deu a Chávez, por todo o apoio que deu à revolução bolivariana”.

Em fevereiro de 2017, Lula e Dilma apoiaram publicamente a candidatura de Maduro. Nos anos seguintes, o coração de Dilma Rousseff sempre bateu em descompasso nos encontros com o homem que conversa com um passarinho em que Chávez costuma reencarnar. Os governos petistas, ao longo de 13 anos, torraram dinheiro dos brasileiros com os donativos que financiaram a construção do metrô de Caracas e outras bandalheiras da Odebrecht. Maduro anunciou há poucos meses que vai agradecer a ajuda com um calote bilionário.

Agora, confrontados com a irreversível agonia da ditadura bolivariana, Lula e o que restou do PT em liberdade exigem que o governo Bolsonaro respeite a soberania da Venezuela. Entre Maduro e Guaidó, o partido que virou quadrilha quer que o Brasil escolha a neutralidade. Haja cinismo.

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UM PRIMO QUE PARTIU

Quitéria e Amara são duas irmãs que já se encantaram e partiram pro infinito.

Quiterinha, como era conhecida, é minha saudosa mãe.

Amara é mãe do meu primo Ricardo.

Amara era minha madrinha de crisma. Eu a chama de Madrinha Amara e pedia-lhe a bênção sempre que a encontrava.

Ricardo, filho de Madrinha Amara, encantou-se na quinta-feira passada, jovem, moço, aos 57 anos, porque não resistiu a uma danada duma doença maligna.

Ontem, sexta-feira, fomos nos despedir dele. Como ressaltou um amigo presente, nada de tristezas. Só saudades.

Por uma ironia do destino, Ricardo, que era um carnavalesco apaixonado, inventou de nos deixar em pleno Carnaval.

Ela era membro do grupo Guerreiros do Passo, uma turma de brincantes que preserva o Carnaval tradicional do Recife e faz muito sucesso em todos os seus desfiles e apresentações.

No vídeo abaixo, Ricardo aparece de suspensórios e camiseta branca, usando o mesmo chapéu que estava ontem sobre o seu ataúde.

Descanse em paz, sujeito.

E diga pra Madrinha Amara que peço a bênção e que mandei um beijão pra ela.

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COVARCHISMO

Este texto parecerá uma tentativa de fazer chover no molhado, por conta da notícia de que trata a matéria ter sido divulgada pelo país à exaustão. Nem assim controlarei a revolta que se avoluma em mim, desde a difusão da imagem de Elaine Peres Caparroz (55), agredida criminosamente no dia 16 de fevereiro último.

Um encontro engendrado durante oito meses de conversas numa rede social, por pouco não resultou num feminicídio. Sucedeu, porém, em 60 pontos na boca, o nariz fraturado, maxilar quebrado, um dente arrancado, a face dilacerada por socos de um lutador de jiu-jitsu e marcas da violência sofrida por todo o corpo da paisagista.

Uma mistura explícita de covardia e machismo, algo como um covarchismo – expressão do autor da matéria -, somente admissível em mentes doentes ou pervertidas, tamanho o estrago causado – no caso, a defesa alegou problemas mentais no agressor, um bem-apessoado estudante de direito de 27 anos.

A triste realidade é que, embora com o endurecimento das leis, a violência contra a mulher não estanca. Sequer mostra sinais de abrandamento. A cada hora 500 mulheres sofrem violências físicas ou psicológicas. Uma em cada grupo de quatro mulheres padeceram algum tipo de violência nos últimos 12 meses.

Eis que, uma leitora antenada na minha cruzada virtual de respeito ao sexo belo, enviou-me interessante publicação que faço questão de compartilhar. Não sei se a notícia procede ou é fruto da criatividade praticada na internet. Porém, a ideia bem que poderia funcionar como solução extrema para o problema em tela.

Trata-se de sentença prolatada por Juiz de Direito da Villa de Porto da Folha, da Província de Sergipe, em 15 de outubro de 1833 – quase 200 anos atrás -, por conta de agressão física sofrida pela mulher de Xico Bento por um tal Manoel Duda, que a agarrou-a e a deitou no chão, “deixando as encomendas dela de fora e ao Deus dará”.

Diz o seguinte a peça condenatória transcrita ipsis litteris, ipsis verbis, supostamente obtida no Instituto Histórico de Alagoas:

“CONSIDERO: Que o cabra Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento para conxambrar com ela e fazer chumbregâncias, coisas que só marido della competia conxambrar, porque casados pelo regime da Santa Igreja Cathólica Romana;

Que o cabra Manoel Duda é um suplicante deboxado que nunca soube respeitar as famílias de suas vizinhas, tanto que quis também fazer conxambranas com a Quitéria e Clarinha, moças donzelas;

Que Manoel Duda é um sujeito perigoso e que não tiver uma cousa que atenue a perigança delle, amanhan está metendo medo até nos homens.

CONDENO: O cabra Manoel Duda, pelo malifício que fez à mulher de Xico Bento, a ser CAPADO, capadura que deverá ser feita a MACETE. A execução desta peça deverá ser feita na cadeia desta Villa. Nomeio carrasco e carcereiro.

Cumpra-se e apregue-se editais nos lugares públicos.”

Depois de meia dúzia de macetadas nos possuídos de quem praticasse tais crimes, duvido que não parassem com as chumbregâncias desautorizadas de agora. E mais: dispensaria pregar-se editais em lugares públicas, pois a propaganda via redes sociais daria o recado ligeirinho.

Em tempo: MACETE é um tipo de martelo de madeira com cabeça no formato de paralelepípedo, ainda usado por carpinteiros e escultores. Arre!!!

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