CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ADAIL A. AGOSTINI – ALEGRETE-RS

Dom Luiz Berto:

Abaixo, mais um depoimento bombástico do Palocci demonstrando a “inocência” da “alma mais honesta do planeta”, o presodentro Lula.

Um abração,

Desde o Alegrete- RS,

* * *

PALOCCI DIZ QUE LEVOU PROPINA ATÉ NO AVIÃO PRESIDENCIAL

No novo termo da delação premiada obtido por “O Antagonista”, Antonio Palocci confirma que a doação de R$ 4 milhões da Odebrecht para o Instituto Lula saiu da propina acertada na obra de Belo Monte.

Palocci diz ainda que, além de Bumlai, Paulo Okamoto também solicitava constantemente recursos – entre R$ 100 mil a R$ 200 mil – para quitar despesas pessoais de Lula e sua família.

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JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

ATÉ O DEDO!

Jesus de Ritinha de Miúdo

A propósito da postagem “Até o dedo iria aparecer

O dedo eu acho difícil
Encontrá-lo, meu parceiro
Ninguém sabe há muito tempo
O seu real paradeiro
Há que diga, no entanto
Que o dedo desse santo
Tá no cu do brasileiro.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

VANDERLEI ZANETTI – SÃO PAULO-SP

Caro Luiz Berto,

É assim que eu vejo a histeria coletiva com a questão do decreto do Bolsonaro:

Publicado no Fórum dos Leitores do jornal “O Estado de São Paulo”, de 18/01/2019

No tempo das diligências

Pelo que se vê na mídia, parece que a partir de agora poderemos pôr revólveres na cintura e entrar nos saloons das cidades deste imenso país, para sermos provocados ou até provocarmos verdadeiros duelos de titãs. A meu ver, mídia, políticos e até a Justiça acham que os brasileiros são otários, desinformados, desligados, alienados, sem bom senso e ainda vivem na época das diligências da Wells Fargo.

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

O “CINE ÉDEN”

Violante Pimentel

Paulo Bezerra era o retrato vivo da generosidade. Foi um dos maiores empreendedores de Nova-Cruz, na metade do século passado. Nessa época, na cidade, não havia agência bancária, e os financiamentos para instalação de empresas eram uma
utopia.

Paulo Bezerra era baixinho, (1,55) e franzino, mas dono de um grande coração. Era um sonhador e acreditava no futuro. Suas ideias eram ímpares, e ele não contava com assessoria técnica, para lhe dar orientações. Foi o dono do 1º cinema de Nova-Cruz, o “CINE ÉDEN”, cujo palco também serviu à apresentação de peças teatrais e shows. Nesse palco, houve encenação da peça O Avarento, de Moliére, com a troupe do grande artista Procópio Ferreira, além de apresentações de outras companhias de teatro, conhecidas nacionalmente…

Além de ter sido o dono do primeiro cinema de Nova-Cruz, Paulo Bezerra também foi dono de uma Gráfica, a única da redondeza, e de um enchimento de bebida, onde ele mesmo fabricava, artesanalmente, Vinho de Jurubeba, que, na época, tornou-se famoso na região..

O Cine Éden possuía um prefixo musical, que anunciava o início do filme. “Estrondava” no recinto a Ópera “O Guarany”, de Carlos Gomes. A plateia fazia silêncio total, igual ao que deveria ser feito durante a execução do Hino Nacional. O filme, propriamente dito, era antecedido de episódios de seriados, como TARZAN e JIM DAS SELVAS.

A torcida e a gritaria da plateia infantil e juvenil eram grandes. Eufóricos, todos torciam pelos seus heróis.

Os projetores não passavam o filme inteiro, e havia intervalos, para que o “rolo” da fita fosse trocado. Fora a troca normal dos rolos de filmes, havia interrupções da projeção, porque a toda hora as fitas se quebravam, A gritaria da plateia era grande, e Ernesto, o encarregado da projeção dos filmes, era xingado de fdp a toda hora. Quando recomeçava a projeção, Ernesto era louvado e aplaudido.

Os filmes de Carlitos e os de “O GORDO E O MAGRO”, além dos clássicos com Jonh Wayne, Gary Cooper, Bette Davis, Robert Mitchum e outros, garantiam a frequência dos amantes do cinema

Lindalva, esposa de Paulo Bezerra, era a vendedora dos “ingressos”, ou “bilheteira”. A ordem do marido era de que a bilheteria fosse fechada, logo que acabasse a fila de compradores. Simultaneamente, era aberto o portão lateral, que dava acesso à platéia 2, para que a turma da pracinha, que ficava ao lado da Igreja Matriz e em frente ao cinema, pudesse entrar, gratuitamente. Era a “hora dos lisos”, que ocupavam a plateia 2, mais perto da tela, e onde assistiam o filme sentados em bancos, ao invés de cadeiras. A intenção de Paulo Bezerra era beneficiar os pobres e descamisados. Entretanto, a afluência maior, na “hora dos lisos”, era de “pirangueiros”, que preferiam se arriscar a saírem do cinema com torcicolos, por ficarem mal sentados e olhando para cima, do que pagar ingresso para a Platéia !, onde havia cadeiras. .

Nova-Cruz teve a honra de ter sido berço de Paulo Bezerra, um homem generoso e preocupado com os pobres, que poderia muito bem ser cognominado de “Pequeno Grande Homem”.

JOSÉ PAULO CAVALCANTI - PENSO, LOGO INSISTO