1 – USINA NUCLEAR – A Origem da Patifaria!

Todo governo, qualquer um, é apenas uma maneira que pessoas espertas encontraram para viver à tripa-forra às custas dos outros. Isto é válido em todos os lugares e tempos, muito mais especialmente no Brasil atual.

Estamos há longo tempo garroteados, numa situação maldita em que uns 2% de parasitas extorquem sem dó nem piedade os demais! Possuem ainda o poder discricionário para decidir onde alocar quase metade de toda a riqueza produzida por este mesmo bando de otários. É lógico que, sendo expertos e vorazes como são, a destinação preferencial desta incomensurável montanha de dinheiro será os próprios bolsos. Desviam candidamente montanhas de recursos através de jogadas tenebrosas e criativas, bem como mordomias inimagináveis à imensa população de otários, coisas como vinhos finos e premiados, lagostas grelhadas na manteiga, carnes finas em grande quantidade, viagens internacionais com enormes diárias em dólares, apartamentos e casas funcionais gratuitas, viagens em jatinhos da FAB, auxílio moradia, auxílio paletó, carros de luxo com motorista e miríades de outras “cozitas más” como a contratação sem nenhuma restrição de dezenas de ASPONES, todos escolhidos ao seu bel prazer e talante, normalmente parentes e apaniguados, dos quais se apoderam de parte significativa dos gordos e generosos proventos. E por aí vai, uma lista interminável de atrocidades. São mil e uma maneiras criativas através das quais essa horda de canalhas dilapida e depena sem dó nem piedade o erário público.

A maneira escrota através da qual essa multidão de patifes se assenhorou do comando e dos recursos públicos, de uma maneira que torna dificílimo removê-los da nossa corcunda, chama- se Democracia Representativa!

ESTE ARREMEDO DE “DEMOCRACIA” É HOJE O GRANDE ENGODO DOS NOSSOS TEMPOS!

Esses bandidos não representam nada nem ninguém que não sejam os próprios interesses. São corruptos elegendo e indicando outros corruptos, tudo bancado com o nosso dinheiro. E esta situação vem já de longa data!

O grande medo dessa horda imensa de canalhas é o desenvolvimento tecnológico, muito especialmente das comunicações e da computação, do qual o exemplo mais gritante é a internet. O grande sonho desses canalhas é o famigerado “Controle Social da Mídia”, ou seja: Controle com “Mão de Ferro”, pelo tiranete de plantão no momento, de todas as informações que chegarão até os cidadãos que são diuturnamente depenados e esfolados por eles. A infinita proliferação de smatphones e whatsapp no Brasil foi a única barreira que nos livrou do poder absoluto dessa corja de canalhas e bandidos. É a mesma internet que, caso não seja emasculada por alguma manobra sinistra do lado escuro da força, nos levará ao glorioso momento em que veremos bandidos desta laia pendurados pelo pescoço por guindastes em praças públicas das cidades de nosso país.

O grande foco dessa roubalheira são as obras megalomaníacas de infraestrutura, todas sempre superfaturadas e cheias de aditivos contratuais imensos e prazos intermináveis. Dentre estas, o setor energético sempre se destacou pelo imenso nível de corrupção, pela quantidade de escândalos e pelo valor astronômico das roubalheiras.

Desde o governo dos militares, quando foram realizadas de maneira impecável obras gigantescas como Itaipu, a ponte Rio-Niterói, e muitas outras mais, a única iniciativa no setor energético que não culminou em extensa roubalheira e fracasso monumental foi o PROALCOOL, que hoje produz 1/6 da energia consumida no país, razão que nos leva a ter a matriz energética MAIS LIMPA e RENOVÁVEL do planeta, apesar dos imensos esforços realizados por Lula, Dilma e sua trupe para detonar com tudo de bom que havia sido realizado anteriormente! Vejamos a relação das patifarias:

• A compra dos milhares de inúteis geradores, ao custo de bilhões de dólares, proeza efetuada por FHC no apagar das luzes de seu governo, ocasião na qual garantiu para si uma confortável aposentadoria, e que nunca foram utilizados por absoluta impossibilidade de sincronizar todos eles com a frequência do sistema.

• As licitações das usinas de Belo Monte, Santo Antônio, Girau e outras, todas devidamente superfaturadas e onde o ministro da área garantiu financeiramente umas cinco gerações de sua família. Culminou com a carésima linha de transmissão não sendo adequada aos geradores e transformadores das usinas.

• A roubalheira sistêmica na PETROBRAS. Esta, de tão grande, dispensa até maiores explicações.

• As usinas térmicas a gás licitadas no governo de Dilma. Outra imensa fonte de pixulecos e monumental fracasso diante do altíssimo custo da energia produzida. Só serviu para abastecer o PT de imensas propinas oriundas de Eike Batista e do Grupo Bertin e para “sujar” a nossa matriz energética.

• Biodiesel originado de mamona, oriunda da agricultura familiar. Mais um imenso engodo petista e também um imenso fracasso. Enquanto a cana irrigada produz até 300 toneladas por hectare, sendo a colheita totalmente mecanizada, a mamona produz 600 Kg e deve ser colhida a mão, bolinha por bolinha. Fica fácil entender a total inviabilidade econômica de mais esta patifaria, dentre muitas outras.

Nunca é demais lembrar que a reversão da nossa imersão no caos só se deu sempre APESAR do Governo Federal. As iniciativas privadas foram sempre totalmente contrárias às odiosas determinações oriundas da casta dominante no sistema elétrico brasileiro. O governo Dilma decidiu priorizar a geração a gás natural. De lá para cá, esta forma de geração passou a representar quase um terço da capacidade geradora, mesmo sabendo que a energia produzida teria um custo de mais de R$ 1,00 por Kwh. Este custo é bem superior ao preço final de R$ 0,90 cobrado aos consumidores domésticos, sem contar com as tarifas de transmissão e distribuição. Na comparação com o custo de R$ 0,08 da energia produzida por hidrogeração, ou mesmo de R$ 0,13 da produzida por eólica, fica patente o absurdo da prioridade dada a este tipo de energia. Sem falar que a altíssima participação de energias renováveis em nossa matriz começou a se deteriorar aceleradamente. Conclusão: Todo o processo de degradação da nossa matriz energética, liderado pelo PT e conduzido pela gangue dos Lobão, só serviu para gerar propina milionária para os ladravazes envolvidos e piorar nossa matriz energética.

A etapa final da nossa decadência se deu quando Dilma decidiu subsidiar a gasolina a fim de fazer bonito junto à população. Com essa decisão, a alimária conseguiu quebrar todo o sistema econômico do álcool de cana. O preço pago pelo álcool passou a não ser suficiente para bancar seus custos. O Proálcool foi construído através de décadas de árduas pesquisas tecnológicas e investimentos de bilhões de dólares. É uma herança maravilhosa dos governos militares e que nos coloca em uma condição única no mundo. Dona Dilma quase conseguiu jogar tudo solenemente na lata do lixo com apenas uma decisão demagógica e populista.

A “jogada” preferencial agora é a frenética demanda pela construção de algumas usinas nucleares, “duela a quien duela”! Em função disso, e preparando o “clima” para uma reunião que será realizada no próximo dia 13 de dezembro de 2019, na sede da CHESF e contanto com a presença de todos os próceres desta estapafúrdia proposta, preparamos uma série de artigos visando esclarecer um pouco mais sobre os embasamentos desta imensa patifaria que está sendo urdida contra nós, os simples mortais da população brasileira. Os artigos serão os seguintes:

1. Dia 08/12 – USINA NUCLEAR? A Origem da Patifaria. (Este artigo)
2. Dia 09/12 – USINA NUCLEAR? A Falência do Modelo em todo o Mundo.
3. Dia 10/12 – USINA NUCLEAR? A Falsidade de Todas as Justificativas,
4. Dia 11/12 – USINA NUCLEAR? Tô Fora!
5. Dia 12/12 – USINA NUCLEAR? Opções e Alternativas.

Espero continuar contando com a atenção dos meus confrades fubânicos para este momentoso assunto.

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  1. Caro Adônis, como certamente sabes, poucos são capazes de acompanhar a análise técnica que fazes de determinados setores da economia brasileira, acompanhada de gráficos e números, que certamente são corretos, cuja interpretação nos passa com a costumeira ferocidade.
    Aí é que mora o perigo: a ferocidade.
    Nisso as análises perdem o foco, como se não fossem más políticas, erros de administração, falhas de escolhas, desvios técnicos, os verdadeiros responsáveis pelos prejuízos ao desenvolvimento.
    Tratas a todos os políticos e administradores públicos como se fossem uma súcia de ladrões e aproveitadores, o que não é rigorosamente verdadeiro: dentro do sistema, eles desempenham importante papel na organização do Estado e da sociedade – certamente, os descaminhos e irregularidades praticados em certos setores e por determinadas pessoas, políticos e administradores, não invalida os bons serviços que a Administração Pública, incluindo aí todos os poderes, Executivo, Legislativo, Judiciário e seus órgãos auxiliares, nas escalas Municipal, Estadual e Federal, realizam diariamente em favor da população.
    Quando apontas falhas e erros na condução de projetos, na execução de obras e serviços, na ideologia, ou vontade política, podes colaborar com tomadas de posição críticas e alertar para a necessidade de melhor planejamento e execução. Mas quando reduzes tudo a roubalheira e corrupção, a meu ver te perdes no uso da metralhador giratória, que compromete a didática.
    Entendo que essas falhas da administração pública podem continuar acontecendo, ainda que em um governo capaz de inibir a corrupção e a roubalheira, como se afirma ser o caso do governo de Jair Messias Bolsonaro.
    Mas essa inibição não será, não tenho dúvida disso, capaz de promover, por si só, o desenvolvimento econômico, a despeito dos louváveis efeitos morais e civilizatórios. Esses – a corrupção e a roubalheira – são, talvez, dois aspectos menos importantes, sob esse ponto de vista de que falamos, o do processo econômico, até mesmo porque, por incrível que possa parecer, a despeito de altamente condenáveis, constituem formas de enriquecimento dentro do processo capityalista e podem, mesmo, motivar o aquecimento da economia: vimos o caso das grandes empreiteiras e a quantidade de obras e serviços de desenvolveram e implantaram, obtendo até mesmo desenvolvimento tecnológico (é preciso lembrar que o dinheiro da corrupção que empresas desonestas colocaram nas suas atividades não se dissolveu, permaneceu circulando e até mesmo gerou impostos – mas, atenção, isso não é uma defesa da corrupção, mas uma constatação de alguns efeitos que os procedimentos financeiros podem gerar; vamos ver um exemplo prático em atividades irregulares como o tráfico de drogas e o jogo do bicho – é do conhecimento geral que movimentam bilhões de reais e que isso, a despeito da criminalidade em que são envolvidos e que praticam, produz fenômenos econômicos por assim dizer “positivos” – eu tive de colocar esse termo “positivos” entre aspas, para que se saiba a relatividade em que é empregado…).
    Enfim: penso que o ataquismo ao PT (e a políticos de outros partidos, ou a outros partidos) e a condenação de todo o arcabouço político, tolda não só tuas análises como a própria compreensão delas.

  2. Prezado Goiano,
    Considero extremamente séria e responsável a crítica que fazes aos meus escritos.
    Realmente, a ferocidade que demonstro em meus pontos de vista pode toldar a compreensão dos argumentos que apresento, muito especialmente tendo em vista que desviam a atenção dos pontos apresentados de análises sobre a roubalheira governamental e do jugo que põe na população.
    Certamente que alguma coisa boa sempre resulta da atuação governamental! MAS AO CUSTO DE QUASE 50% DO PIB É DE LASCAR!!!
    São meras migalhas jogadas aos otários a fim de desviar-lhes a atenção das imensas mamatas e roubalheiras praticadas.
    Disse e repito: (Estou imitando Dias Toffolli) GOVERNO BOM É GOVERNO MORTO!!!!
    A grande missão da minha vida é avacalhar com essa corja de canalhas, ladravazes e com cara de bom moço, sempre fingindo que estão só buscando o bem da população e de rabo cheio às nossas custas.
    TUDINHO BANDIDO!!!

  3. Prof. Adonis, esqueça as críticas de Goiano, o que me motiva em ler seus artigos, é extamente “sua ferocidade” você não usa subterfúgios, é na lata, seus gráficos, nos ajudam a entender o seu pensamento, continue assim, que venham os listados artigos.e afirmo, distribuir conhecimento e uma arte para poucos. Obrigado.

  4. Adônis está certo na ferocidade. Qualquer projeto, se economico-financeiro, deve ser decidido pelos seus méritos (valor presente líquido, taxa Interna de retorno e tempo de retorno. Hoje se usa também opções reais. Projetos sociais são avaliados por custo/benefício ou custo-efetividade. Os projetos do setor público não gozam dessas análise porque a decisão é política conheço vários que foram implantados apenas porque o gestor tinha interesse político. Na maioria das vezes, implantam o projeto e depois encerram porque saiu da grade de prioridade

  5. Certíssimo o Adônis, certíssimo o Maurício. Qualquer projeto, seja uma ponte, um hospital ou uma hidroelétrica, ou se paga ou não se paga. Ou vale a pena ou não vale. Mas no mundo de hoje as pessoas acreditam que se foi o governo que fez, então foi de graça, ninguém pagou, o dinheiro nasceu em árvores e a mão-de-obra foi fornecida pelos elfos do Papai Noel. E ninguém vê a relação entre as obras bilionárias e deficitárias e a monstruosa carga tributária.

  6. Considero as análises do Adônis extremamente bem fundamentadas, demonstrando raro conhecimento e uma macro avaliação que poucos tem condição de fazer .
    Não as vejo tisnadas pela fúria, que existe, mas…
    Como não se enfurecer com esta corte de Versalhes brasileira, com seus abre portas, tira casaca, garçons, motoristas , carros, cozinheiros especiais ,vinhos e lagostas arrancados de quase 50 % do que duramente ganhamos ?
    Foi a falta de fúria e conhecimento que deixou as coisas chegarem neste ponto quase sem volta , ficamos como lesmas por anos.
    Como dizem, você é um homem ou é um rato ?
    Fúria neles que a coisa começa a andar .

  7. Caríssimo professor Adônis Oliveira:

    USINA NUCLEAR – Modelo Falido em Todo o Mundo, é uma obra-prima onde o estilo do homem mostra os fatos sem maquiagem!

    Parabéns!

  8. Vou fazer uma simplificação para Marcos, Maurício, Marcelo e Valéria: tens um problema a ser resolvido, mas ao invés de focares no problema e em suas causas concretas, deslocas a atenção para alguém que julgas teres causado o problema e te concentras em atacar esse alguém, ao invés de atacares o problema em si, o fenômeno, suas causas e soluções.
    Estás na estrada, com o carro enguiçado, e em vez de chamares o guincho ligas para quem vendeu o carro para xingá-lo de filho da puta e o carro fica lá, parado, começa a chover, alaga tudo, acaba a bateria do telefone, cai a noite e finalmente consegues socorro. Chega na oficina não era defeito, o marcador de gasolina é que estava travado e ficaste sem combustível. O problema não foi avaliado corretamente na hora. Mas o cara que vendeu o carro está lá, xingado.
    Entendo – vou repetir isso e espero não ser apedrejado – que o problema de desenvolvimento do Brasil não foi causado pela corrupção; esse é um mal dentro do sistema que causa prejuízos mas que não foi o que levou a redução de PIB, desemprego e outros. Esse deslocamento da atenção para auxílio-toga, remuneração de políticos e de juízes, ódio a Lula e ao PT, milhões de reais desviados pela corrupção, coisas assim, são questões que precisam ser debatidas mas não constituem a causa dos nossos problemas macroeconômicos, não têm relação com as deficiências que precisamos enfrentar para ir para a frente.
    A fúria está dando o que está dando em certos setores, pondo em perigo até mesmo a integridade da Lava Jato.

  9. Até certo ponto, sou forçado a concordar com o Goiano, apesar da analogia muito xinfrim que ele usou sobre o carro quebrado.
    Não podemos deixar que a nossa revolta, que é absolutamente IMENSA, venha a nos toldar o raciocínio.
    Temos que degolar, ou ao menos enforcar, todos esses filhos de uma puta gonorrenta que nos conduziram ao desastre que estamos vivendo, ABSOLUTAMENTE DE SANGUE FRIO. De um por um. Fazendo fila e com hora marcada para cada um e “Sem perder a ternura jamais!!!”, como diria aquele sanguinário psicopata da motocicleta.
    Não é só a consequência da patifaria que me deixa indignado, não! É também a absoluta impunidade! É o tremendo escárnio com que esses bandidos nos encaram, nós que os sustentamos e somos diuturnamente espoliados.
    Pena de morte é pouco.

    • O exemplo foi de lascar. Eu acho que não é só ligar para o guincho. Tem de pressionar quem vendeu porque essa venda pode ser uma forma atrativa de enganar. O conto do vigário. Estou tratando de projetos assinados em 2011, no setor elétrico, muito deles aprovados pelo interesse político.

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