VIVA A DITADURA!

Uma das maiores balelas, e acho que a mais bem explorada pela canalha comunista, esta corja que tenta nos impingir a famigerada ditadura do proletariado a qualquer preço, é essa estória de DEMOCRACIA.

Primeiramente, o conceito é propositadamente deixado vago e mal definido, já que a imensa multidão de imbecis que compõe a humanidade tem a característica marcante de, quanto menos entende um conceito, mais é dominado pelas paixões e, a partir daí, torna-se capaz de matar e morrer por aquilo que não entendeu direito.

A verdade é que a democracia… NUNCA EXISTIU NA FACE DA TERRA, NUNCA VAI EXISTIR e, se vier a existir, VAI SER UMA GRANDE MERDA!

O engodo vem de longe. Em 431 a.c., no célebre discurso que fez em Atenas para homenagear os mortos na 1ª guerra do Peloponeso, Péricles (Considerado o “pai” da democracia) já embutia uma grande falácia. Dizia ele: “Nossos homens públicos, além da política, possuem atividades privadas, e nossos cidadãos, ainda que ocupados nos seus negócios, são julgadores sensatos das questões públicas”.

Primeiramente, vejam que não havia “Políticos Profissionais”. Cada um tratava de cuidar da sua vida e, quando necessário, se encarregava dos negócios públicos. Depois, ele se referia aos CIDADÃOS ATENIENSES, uma pequena aristocracia masculina composta por apenas uns 10% da população. Nem as mulheres nem os jovens participavam das discussões, nem muito menos a imensa multidão de escravos que trabalhava nos campos para alimentar e prover de bens toda a população. Isso significa dizer que, de “DEMO” (povo), essa democracia só tinha mesmo o nome. Sempre foi, na verdade, uma grande ARISTOCRACIA, onde os mais preparados se encarregavam das decisões que afetavam todos. Platão, em sua obra máxima, A República, já alertava que boa parte da humanidade teria nascido para a escravidão e que se sentia confortável nela. Abdicavam da liberdade pela segurança. Foi desta forma que as cidades gregas atingiram um apogeu que nos influencia até os dias de hoje.

Quando o império romano veio a suceder as cidades-estados gregas, dominando todo o mundo então conhecido, a grande filosofia adotada para o governo dos negócios públicos era a célebre “Panis et Circensis” (Pão e circo). Trazida para os nossos dias, esta filosofia se resume em o governo prover a imensa patuleia de alimentos e, junto a isto, dar-lhe alguma diversão aos finais de semana. Pode ser um circo romano de gladiadores, uma partida de futebol ou o Faustão. Dá na mesma! O importante é manter essa multidão de subdesenvolvidos mentais bem longe das complexas questões da gestão do aparato estatal. Se lhes for dada a chance de dar palpite, podemos ter certeza absoluta de que sairá uma verdadeira montanha de imbecilidades.

Mais adiante, Thomas Jeferson, considerado o “Pai” da democracia moderna devido à imensa influência das suas opiniões sobre a formação dos Estados Unidos, afirmava que “Democracia pressupõe homens livres e só quem liberta é o conhecimento”. Esta frase foi considerada tão importante que está escrita no mármore e no bronze do seu memorial em Washington (Capital) e levou a educação das crianças a se tornar obrigatória no país. Na realidade, este repetia o que já se afirmava desde o império romano:

“Não devemos acreditar na maioria que diz que apenas as pessoas livres podem ser educadas, mas sim acreditar nos filósofos que dizem que só as pessoas educadas são livres”. — Epiteto 50 a 138 D.C.

Desta forma, acreditar que os palpites de multidões de ignorantes produzirão soluções melhores e mais adequadas que as ponderações judiciosas de uma elite intelectual e moral, só é possível em outras mentes ignorantes.

De forma semelhante, acreditar que uma imensa gangue de vigaristas, hábeis em manipular a opinião e o favor das massas abstrusas, será capaz de dirigir de maneira adequada o bem público, é o mesmo que acreditar em contos de fadas e gnomos.

Foi com base nestas constatações que o Bertrand Russell, em sua monumental obra denominada de História da Filosofia Ocidental, logo na introdução da mesma, afirmou categoricamente que a humanidade só experimentou desenvolvimento nas suas condições de vida quando submetida a governos fortes.

Não precisamos ir muito longe para termos excelentes exemplos daquilo que o filósofo quis dizer. Basta dar uma olhada no estonteante desenvolvimento econômico verificado pela Alemanha, sob o comando de Hitler, entre os anos de 1933 e 1939. Um país que havia sido destroçado pela derrota na 1ª guerra mundial, e esfolado pelas pesadas indenizações que lhes haviam sido impostas pelo Tratado de Versalhes, de repente se coloca como uma das grandes potências mundiais. Para realizar tal proeza, bastou ao “Fuher” eliminar completamente todas as discordâncias e dissidências. A mesma coisa se deu na Itália de Mussoline. Com a centralização do poder, este conseguiu acabar com a proverbial esculhambação italiana e até os trens italianos começaram a chegar no horário. O mesmo se deu com os militares no poder, aqui no Brasil após 1964. Fizeram o milagre brasileiro! Tanto fizeram que, mesmo 50 anos depois, permanece o fato de que toda nossa infraestrutura atual teve origem em projetos e obras realizadas durante aquela época. Bastou para tanto termos no comando homens honestos, bem-intencionados, patriotas e minimamente competentes. Vivemos neste período a concretização daquilo que preconizava Aristóteles: O comando de um “Ditador Filósofo”.

Hoje, o que vemos no Brasil é exatamente o pior dos mundos: Total balbúrdia nas discussões sobre os rumos a serem adotados. Quando uma facção conquista a hegemonia, outra facção, minoritária e terrorista, faz o possível e o impossível para bagunçar totalmente as decisões a serem adotadas. Nem o respeito pela decisão da maioria existe mais. Sabemos que esta não é a forma ideal de se decidir coisa nenhuma. Sabemos também, porém, que mesmo imperfeita, esta seria uma forma menos indesejável de se governar. Especialmente à medida que a população amadureça e adquira maior consciência das vantagens e desvantagens de cada alternativa.

O ideal seria que a população, ou pelo menos a sua grande maioria, evoluísse no conceito de autonomia tão bem descrito por Kastoriades que, mesmo sendo socialista, não era um imbecil. Seria o caso de termos o que denomino de socialismo anarquista, ou um anarquismo socialista. A própria evolução das pessoas levará o governo a se tornar cada vez mais irrelevante, tal como acontece nos países de pessoas mais desenvolvidas.

O que não pode ser aceito, de forma nenhuma, é que pessoas e facções consigam impingir a ferro e fogo seus pontos de vista imbecis, unilateralmente e sem discussão. Para estes intolerantes, qualquer sociedade, por mais tolerante que seja, deve ser absolutamente intolerante. Todo o peso do poder do estado neles é pouco.

5 pensou em “VIVA A DITADURA!

  1. ***
    Excelente!
    A Teoria Política de Platão vem provando sua veracidade através dos milênios.
    E você ainda citou Epíteto, filosofo que leio constantemente e cuja leitura recomendo enfaticamente.

  2. Professor, desta vez o senhor exagerou no conteúdo e na sua aula mestra de filosofia. Vou guardar o seu texto acima e sempre que puder vou passa-lo adiante
    pois o seu conhecimento filosófico, politico e sabedoria humana ( ex. comportamento das multidões) é excepcional.
    Concordo com toda exposição e peço licença para ressaltar alguns trechos da sua aula acima.
    Thomas Jefferson : DEMOCRACIA PRESSUPÕE HOMENS LIVRES E SÓ QUEM LIBERTA É O CONHECIMENTO.
    Platão : NÃO DEVEMOS DE FORMA ALGUMA PREOCUPAR-NOS COM O QUE DIZ A MAIORIA……… (A MAIORIA É BURRA E NÃO SE PREOCUPA EM CONHECER A PRÓPRIA VERDADE )
    Bertrand Russel : ……….A DEMOCRACIA DECIDE E A MAIORIA É FORMADA DE IMBECÍS.
    ….Como é perigoso libertar um povo que prefere a escravidão, seguindo falsos lideres analfabetos e desonestos………

    Todos os conceitos acima já foram testados e mal fadados no Brasil democrático)
    Obrigado e um abraço. Seu aluno d.matt.

  3. Simplesmente perfeito, professor. Como já disse alguém, “democracia é a crença que a soma de ignorâncias individuais resulta em uma sabedoria coletiva”.

    Os debates acadêmicos de hoje são prisioneiros de “fetichismo vocabular”, uma lista de palavras que não significam nada mas são usadas como uma vaca sagrada e inatacável, e que impedem que qualquer debate avance. Ao lado de “democracia”, temos “tolerância”, “inclusão”, “diversidade”. Também vale muito falar em “dialética”. Há também as acusatórias: palavras como “opressão” e “desigualdade” funcionam como armas químicas: basta lançá-las e todo mundo se esconde com medo de ser atingido pelos respingos, que são fatais.

  4. Caro professor Adônis Oliveira:

    Foi a primeira vez que li a palavra “estória” empregada no contexto adequado. O contexto histórico em que ela é fundamentada dá a verdadeira dimensão de sua falácia.

    Na explanação do nobre professor ficar perceptível o quanto Lapa de Presidiário e outros ditadores souberam e sabem manipular e dicotomia para manter o povo escravo, sem vez nem voz. O pão e circo são necessários!

    Sem dúvida alguma, os anos dos governos militares foram promissores principalmente na economia e na honestidade no trato com as coisas públicas. Veio a abertura democrática, a eleição, com a ascensão de Sarney, Itamar, Collor de Mello, o Doidão, o intragável FHC, Lula, Dilma, Temer, e a merda fez boner!

    Que herança da PORRA!

    Parabéns pelo artigo, grande professor! O Mestre honra esse espaço do JBF.

    Fraternais saudações!

  5. Adônis, você hoje arrebentou. Desde minha juventude eu acreditava que “A verdade é que a democracia… NUNCA EXISTIU NA FACE DA TERRA, NUNCA VAI EXISTIR e, se vier a existir, VAI SER UMA GRANDE MERDA!” Concordo com os comentaristas que me antecederam. Aceite o abraço do JCS.

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