UISQUISANDO A PROPINA

Em sua delação premiada firmada com a Polícia Federal, o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci relatou que entregou dinheiro em espécie ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dentro do avião presidencial e em caixas de uísque.

Palocci contou que ele era o único responsável por levar valores pessoalmente até Lula.

* * *

Dinheiro vivo.

E corruptos não tão vivos, pois atualmente estão ambos engaiolados.

O que me chamou a atenção nesta dedurada de Palocci foi o fato de ter ele informado que levava o pixuleco de Lapa de Corrupto em caixas de uísque.

Como cachacista militante, embora em abstinência compulsória, afirmo que se o dinheiro fosse embalado em caixas de aguardente teria muito mais valor!!!!

“Chefe, é uísque escocês envelhecido 13 anos”

11 comentários em “UISQUISANDO A PROPINA

  1. Continuo feliz em saber que o máximo que conseguiram encontrar para falar mal do governo é essa merreca de um assessor do filho, e tenho certeza que procuraram muito.

    Respondendo, 600 mil por ano dá um pouco menos que meia caixa de uísque. Mas os vinte e cinco milhões dos assessores do André Ceciliano, do PT, enchem várias caixas.

      • Dizem que o patriotismo é o último refúgio dos canalhas. No Brasil, é o primeiro.

        Millôr Fernandes

        Mas falando sério, eu ficaria feliz se multas servissem para melhorar o trânsito, e, neste caso, eu teria que ficar quieto se fosse multado. Obviamente, não é o caso do Brasil.

  2. Benito di Paula se revoltou com o uso da música “Tudo está no seu lugar”, entoada pelo deputado Carlos Marun (PMDB-MS) na câmara dos deputados no dia do arquivamento da denúncia contra o presidente Michel Temer (outubro/2017).
    Imagino que, se estivesse vivo, Millôr Fernandes também ficaria incomodado por ver frase sua usada por quem defende as safadezas protagonizadas pelo assessor do filho do mito.

      • Caro editor, boa tarde!
        A frase de Millôr Fernandes entrou na conversa aqui na área de comentários, no quarto comentário dessa postagem, para falarmos sobre patriotismo.

      • Respondi o questionamento do editor identificando-me como Valter Ego, o apelido que passei a usar em comentários de algumas pastagens depois que um frequentador deste espaço comentou equivocadamente que Eremildo deveria ser o alter ego do Goiano. Achei engraçada a condição de alter ego e, por causa disso, adotei a alcunha de Valter Ego.

  3. Eremildo, só para esclarecer (já que dizem que no Brasil, depois de explicar, tem que desenhar, explicar o desenho e desenhar a explicação):

    Bolsonaro e seus filhos estão longe dos padrões que eu desejaria ver em um presidente, embora os ache infinitamente melhores que os analfabetos ladrões que os precederam. (e acho pior ter um presidente analfabeto que um presidente ladrão).

    Entretanto, a realidade está aí, o presidente é ele, e eu não sou como certos idiotas que descendem de famílias de chuveiros ou ferros de passar, e que dizem se dedicar à “resistência”. Desejo, como sempre desejei, que o país em que moro seja o melhor possível.

    Isto posto, reitero que acho muito positivo que o máximo que nossa bisonha e ridícula oposição tenha encontrado para ser “do contra” seja que um filho do presidente fez o que 99% dos deputados e vereadores do país fazem, ou seja, rachid com os assessores. Podia ser muito pior. Podiam ter descoberto que o presidente alterou a legislação na área de telecomunicações para favorecer uma empresa que fez um contrato milionário com seu filho, por exemplo.

    Para tentar deixar bem explicadinho: há uma diferença entre dizer “Gastrite é uma coisa boa”, e dizer “Meu médico pediu uma biópsia do estômago. Felizmente, é uma gastrite.”

    • Agradeço os esclarecimentos.
      Completando o desenho: Quem falou isso aí – que no Brasil, depois de explicar, tem que desenhar, explicar o desenho e desenhar a explicação – foi o Olavo de Carvalho, que parece estar perdendo a paciência com o pessoal do PSL e bolsonaristas toscos que o tem como guru, mas pelo visto não entendem o que o guru ensina.
      Eu também desejo que o nosso país seja o melhor possível.
      E também acho melhor ser governado pelo pessoal que aí está do que ser governado pelos analfabetos que os precederam.
      Mas não dá para transigir com safadezas ou malfeitos com a coisa pública.

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