RETRATO DE UM CASAMENTO

Faço parte, no facebook, do grupo “NOVA-CRUZ NA MEMÓRIA E NO CORAÇÃO”. O presidente do grupo é Celso Lisboa Neto, o nosso querido amigo Celsinho. Ontem à noite, ele postou uma foto das antigas, como ele diz, e pediu a quem identificasse alguma pessoa conhecida, que se pronunciasse. A foto era de um casal de noivos, na calçada da Igreja, com um grupo de convidados, incluindo os padrinhos. Um grupo grande de pessoas. Os noivos, eu não conhecia. Do grupo, identifiquei, apenas, dois casais, que, conforme alguém comentou, eram as testemunhas. Tratavam-se do Sr. Carluce e esposa dona Bernadete, e do Sr. Alfredo Ângelo e esposa, dona Terezinha. Repito que os noivos, eu não conhecia.

Na leitura dos vários comentários à postagem da fotografia, fiquei surpresa, quando alguém escreveu que ali na foto estavam Seu Chico e Dona Lia, exatamente meu pai e minha mãe.. Eu contestei e escrevi um comentário, dizendo que meus pais não estavam na foto. Disse que a autora do comentário, certamente, havia confundido Seu Alfredo com meu pai. Aliás, sempre achei os dois parecidos.

Ao ler meu comentário, contrário ao dela, a moça insistiu que na foto estavam seu Chico e dona Lia. Fiquei irritada e voltei a repetir que não eram eles.

A moça voltou a insistir que Seu Chico e Dona Lia estavam na foto, a qual lhe fora ofertada pela própria dona Lia. Para completar minha irritação, a moça comentou que aquele casamento era, exatamente, de Seu Chico e Dona Lia.

Então, aqueles noivos eram os meus pais, e eu não tinha reconhecido??? Disparate maior do que esse não podia existir. Quase pirei, pois sempre soube que minha mãe e meu pai se casaram em Natal, onde ela morava. Eles fixaram residência em Nova-Cruz, a terra dele e onde ele sempre morou, mas, repito, o casamento deles foi celebrado em Natal. E a foto, mesmo antiga, era de um casamento em Nova-Cruz!!!

Quando eu já estava cansada de repetir, que naquela foto não estavam meu pai e minha mãe, um conterrâneo que também é do grupo, “salvou a pátria”, com um comentário definitivo:

– Minha gente, esse retrato é do casamento de “CHICO PRETO” e Dona Lia, pessoas de Nova-Cruz.

Chico Bezerra e Dona Lia Pimentel Bezerra, meus pais, realmente, não estavam na foto. Eu tinha razão…

Tive uma crise de riso e fiquei aliviada por ter sido desfeito o equívoco. Ora, ora, meu pai era Francisco Bezerra e o apelido era Chico. Minha mãe se chamava Lia e não tinha apelido. Nasci e me criei, sabendo que eles haviam se casado em Natal. De repente, vejo na página do Grupo NOVA-CRUZ NA MEMÓRIA E NO CORAÇÃO, a foto do casamento de Chico e Lia, na Igreja de Nova-Cruz!… Vi logo que não eram eles. Mas, a moça que postou a foto teimou comigo e repetiu diversas vezes. que Seu Chico e Dona Lia estavam na foto, e que a mesma era do casamento deles.

Tive razão de me irritar. Mas ela também teve. Só depois da confusão, foi que o nome de Chico Preto apareceu. A noiva também se chamava Lia, o nome da minha Mãe.

Haja Deus!!!

8 pensou em “RETRATO DE UM CASAMENTO

  1. Como sempre, Violante é genial nas suas crônicas. Do nada ela tira assunto para uma matéria, numa ação típica dos bons escritores. Parabéns, amiga!

  2. Violante,

    Parabéns pela criatividade de elaborar uma crônica sobre uma foto que não era dos seus pais e uma pessoa insistia que o casal se chamava Seu Chico e Dona Lia. No final, tudo se esclareceu, pois houve uma coincidência de nomes. O seu texto um me fez recordar um caso de um senhor que teve sérios problemas devido a um homônimo comprar e não pagar, então os credores terminavam localizando-o pelo fato de ter o mesmo nome.

    Saudações fraternas,

    Aristeu

  3. Obrigada pelo gratificante comentário, prezado Aristeu Bezerra! O curioso desse caso, é que eu nunca tinha ouvido falar que, em Nova-Cruz, houvesse outro casal com os nomes de Seu Chico e Dona Lia, como os meus saudosos pais. Depois da confusão formada, foi que o nome de Chico Preto veio à tona..
    O equívoco foi hilário, mas ainda bem que foi esclarecido a tempo…rsrsrsrs.

    Um grande abraço e um feliz fim de semana!

    Violante

  4. Queridíssima cronista Violante Pimentel:

    A narrativa de “Retrato de Um Casamento” me fez lembrar muitos casos de “assassinatos por engano feitos de encomenda por promessa de recompensa”, fatos acontecidos – e muitos – na Zona da Mata de Pernambuco no início do século XX.

    Um sujeito, dono de um armazém de “Secos e Molhados” bem sucedido, pôs na cabeça que um determinado sujeito estava tendo um “caso” com a mulher dele.

    Procurou um matador de aluguel, acertou o preço da empreitada e deu um retrato todo borrado do “desafeto” ao pistoleiro.

    De posse do retrato e do revolver, o pistoleiro foi exatamente no local indicado pelo dono armazém onde, segundo ele, o pistoleiro iria encontrar o desafeto e matar.

    Chegando ao local, pela imagem da fotografia borrada, o pistoleiro, “para não cometer injustiça”, não executou o “serviço” e foi se encontrar com o dono do armazém e reclamar dele uma fotografia nítida “para não matar alguém injustamente.”

    – “Doutô, disse o pistoleiro ao dono do amazém – “matar por matar sem saber quem estou matando, eu posso matar até o ‘sinhô'”. E eu não quero cometer essa injustiça”! E se for um irmão seu, o senhor iria gostar.”?

    Tome seu revolver e seu dinheiro que não pretendo ser justiceiro injusto, não!

    Fraternais saudações, queridíssima cronista, com um ótimo final de semana para você e família querida!

  5. Obrigada pelo comentário, grande cronista Cícero Tavares! A coincidência de nomes entre os meus pais e os noivos que estavam na fotografia, ainda nítida, levou-me a incorrer nesse equívoco hilário. Ainda bem que se tratava de um acontecimento feliz.

    Um grande abraço e um feliz domingo, para você e seus familiares!

  6. Me acabando de rir..finalmente Chico Preto pois fim a confusão ;;se não fosse isto, ainda estariam afirmando e negando kkkk Muita coincidência amiga Violante e foi salutar vc esclarecer aqui em sua página.
    Abraços..gostei do è e não era kkk

  7. Obrigada pelo comentário, amiga Disterro Palitot. Esse equívoco foi cômico. Eu dizia que a foto não era do meu pai e minha mãe, e a dona da foto dizia que sim …Eu já estava perdendo a paciência, quando um amigo do grupo “salvou a Pátria”, e disse que a foto era do casamento de Chico Preto e outra Lia, pessoas bem diferentes., .Eu.nunca tinha ouvido falar em Chico Preto…….kkkkkk

    Grande abraço!

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