RESUMO ECONÔMICO

Uma recente pesquisa da FGV diz que o crescimento econômico dessa década tenderá a ser o menor do Brasil em 120 anos. Não quero nem me alongar muito no passado, mas vamos pegar o bonde a partir do período 1968-1973. Os economistas chamam esse período de “milagre brasileiro” porque o Brasil cresceu 12% ao ano. Mas, em 1973 vem a crise do petróleo e joga a economia brasileira no chão. A partir de 1974, já no governo Geisel, houve aumento da dívida pública (Angra I e II pesaram bastante) de modo que entramos na década de 1980 com a economia já enfraquecida a ponto de nos submeter as orientações do FMI, por muitos anos.

A década de 1980 ficou conhecida como a “década perdida”. Em 1986 tivemos os Planos Cruzado I e II, em 1987 o Plano Bresser e 1989, o Plano Verão (Maílson da Nóbrega). Foram quatro planos econômicos em quatros anos e nenhum deles foi eficiente na estabilização da moeda. Sarney entregou o governo a Collor de Mello, em 1990, com a inflação de fevereiro em 84% ao mês, ou 150.496,15% ao ano. De fato: dez anos jogados no lixo. Além dessas tentativas tivemos o Plano Collor, com o famoso confisco da poupança das pessoas e apenas no Plano Real, implantado em julho de 1994, tivemos a tão sonhada estabilização da moeda e o aumento do poder aquisitivo das pessoas. O Plano Real, nos seus primeiros anos de vida, passou por duas crises graves conhecidas como “Crise Tequila” e “Crise Hong Kong”. FHC ficou oito anos no poder e na sua gestão o país cresceu, em média, 2,4% ao ano.

Lula assumiu o governo favorecido pela expansão da economia no mundo e adotando a mesma política expansionista do governo FHC. Lula favoreceu as indústrias automobilística e de linha branca, com redução de IPI, houve aumento do crédito por parte dos bancos e muita gente aproveitou as facilidades para comprar carros, imóveis, etc. Em 2008 veio a crise mundial, menosprezada por Lula. Ele sai do governo do governo em 2010 deixando um crescimento econômico de 4% ao ano, em média, pelos seus oito anos de governo. Os efeitos da crise começaram a ser sentidos em 2011, quando um crescimento esperado de 7,35% se transformou em 3,9%.

A maior desgraça econômica desse país tem nome, sobrenome e cargo: Dilma Rousseff. Entre 2011 e 2016, tivemos crescimento de 3,9%, 1,2%, 3,0%, 0,5% -3,77% e -3,9%, ou seja, estas taxas credenciam Dilma como a pior desgraça econômica do Brasil desde Deodoro da Fonseca. Portanto, nos últimos 130 anos ninguém conseguiu ser tão ruim quanto Dilma Rousseff. Seu governo produziu um crescimento econômico de 0,22%. Dilma saiu do governo deixando 13 milhões de desempregados (a taxa de desemprego passou de 5,8% para 8.9%), a inflação chegou a 9,20% ao ano e dívida pública cresceu 70%. Talvez isso seja um argumento suficiente para explicar o motivo das pedaladas que lhe custou o mandato. Temer pegou a economia esfacelada e não tivemos muito a comemorar na presença no cenário político, exceto sua recente prisão relaxada por um desses laxantes togados.

Os problemas do Brasil são cruciais. Gasta-se mais do que se arrecada, convive-se pacificamente, e até sob as bênçãos do STF, com a corrupção; promove-se quem rouba o dinheiro público; busca-se desconstruir quem procura combater desvios de condutas. A imprensa prefere noticiar que o presidente foi ao cinema ou falar da dissertação de mestrado de um juiz, como se quantidade de páginas fosse um determinante para aprovação de uma tese ou de uma dissertação, do que promover debates relevantes. Quando estava escrevendo minha tese precisei de informações de um artigo sobre crescimento econômico com crescimento populacional negativo. O artigo que li tinha seis páginas e demonstrava matematicamente como isso poderia ocorrer. Em apenas seis páginas o autor conseguiu demonstrar seu modelo.

Eu nunca me iludi sobre crescimento econômico espetacular nesta década. Não depois de ter visto o governo Dilma. O fato é que foi colocada uma proposta econômica na campanha eleitoral que me agradou. Exatamente essa economia de mercado proposta por Paulo Guedes, mas que, infelizmente, há pontos importantes que necessitam ser aprovados pelo congresso. Aí entra minha descrença. A visão de congresso é sempre de negociata, de toma-la-da-cá. Temer conseguiu se livrar da investigação porque liberou emendas parlamentares, distribuiu cargos, etc. Nitidamente, nossos nobres deputados votam com o bolso e não com o compromisso por um Brasil melhor.

O projeto anticrime proposto por Moro deveria ser prioridade. Sua aprovação daria um sinal extremamente positivo para a comunidade internacional e traria credibilidade para nossas instituições, muito embora os nossos togados não mereçam o respeito devido.

Acho que o projeto que temos de crescimento econômico é este que está sendo pautado pelo atual governo. A esquerda vai desconstruir sempre porque para essa gente o que interessa é tirar o presidente do cargo. A esquerda foi desmascarada duramente com a confissão de Battisti que, de fato, tinha praticado os assassinatos pelos quais era acusado. O comentário de Tarso Genro beirou o ridículo. O cara disse que acreditou no depoimento de Battisti. Ô jumento! Na tua posição o correto era pedir o processo aberto na Itália para estudar. Olhar as provas e decidir. Mas, o resumo da ópera é isso: esquerda acredita em qualquer merda que se diga. Acreditam até que Maduro é democrata.

O fato é que para essa gente, criar um clima de insegurança política, econômica e social é o caminho mais viável para continuar em evidência, mas a imbecilidade é tão grande que eles esquecem que há um vice-presidente. E me parece que mexer com Mourão …

4 pensou em “RESUMO ECONÔMICO

  1. parabens mauricio , analse lucida e verdadeira da historia recente deste pais , onde lula caso fosse realmente um presidente , teria feito como se fez na china, optou-se pelo capitalismo, e nao pelo vies ideologico , o que fez a china crescer e o brasil mediocrizar , sem a menor duvida , lula foi na realidade o pior presidente que o brasil ja teve , e jogou fora , a melhor oportunidade de fazer o brasil se tornar uma naçao de primeiro mundo , com o mundo todo crescendo quase cinco por cento ao ano em media , e os resultados daqueles que aproveitaram estas oportunidades nos as vemos no peru , mesmo no chile com bachelet , no panama e ate no paraguai .

  2. Mauricio, vamos ficar otimistas. Hoje tem um ministro que enxerga longe e pensa grande. Temos um grupo de generais, que ainda acredito, irão convencer o Mito a se controlar. Jair Rousseff Bolsonaro precisa ouvir criticas, ele está iludido que pode tudo, mas vai cair na realidade. Enquanto o tripé, generais, Guedes e Moro estiverem de plantão a coisa vai. Aos trancos e barrancos, mas vai. Só não pode é um dos pilares ruir.
    Aí é o caos.

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