PARLAMENTO

Ao pé da letra, Parlamento é o poder que representa o povo no regime constitucional. O verdadeiro guardião da vida institucional do País. Baseado na teoria, o Parlamento devia ser a voz da sociedade dentro da estrutura governamental. Representar a Casa do Povo, legislar projetos que, aprovados, possam regular a ordem e o dinamismo internos a fim de favorecer a tranquilidade social. Pela ordem, a Câmara apresenta projetos, analisa e submete à apreciação do Senado que pode concordar, discordar ou emendar a seu critério. Todavia, na prática, o parlamento brasileiro, na atualidade, anda longe de executar esta função, falar em nome da sociedade com imparcialidade. Aliás, expressar a mesma língua do cidadão, advogar a vontade popular, representar, na verdade, quem elegeu o parlamentar é devaneio. Pura quimera. Falhas gritantes são observadas no atual Parlamento que se desvia de suas reais funções na arena política. Face não legislar, julgar crimes de responsabilidades políticas contra o coletivo, não autorizar transações de dinheiro para o Executivo trabalhar pelo povo. Até a responsabilidade de fiscalizar o poder executivo é fraca. O Parlamento só atina para os interesses partidários e os próprios interessesm ideológicos. Aí, quem não seguir a cartilha partidária, cacete. Se ferra.

É notório. Não existe consenso no Congresso e nem nas Assembleias Legislativas. O que prevalece na estrutura legislativa brasileira é o jogo de interesses. O corporativismo. A falta de base para fundamentar as estruturas social, política e econômica do país. Nos quase 200 anos de exercício, o Parlamento brasileiro peca por inaptidão, despreparo da maioria dos mandatários e abuso de poder. Muito luxo, exagerado falatório e pouquíssimo resultado coletivo. Na legislatura passada a bancada da oposição, autoritária e cheia de direito, perdeu a estribeira. O bloco de senadores do PT, chafurdou, esculhambou, bagunçou muitas sessões do plenário. Formado em bloco, o grupo só fazia criticar, defender a própria ideologia, como se fosse a única, proteger líderes e abnegados, tumultuar o expediente, confiante na impunidade. Sem apresentar sequer uma proposta convincente. Até nas Comissões a desordem da ala opositora imperava .

Justamente por desviar de seus objetivos, o Congresso brasileiro foi fechado ou dissolvido 18 vezes. No Império, o Congresso foi lacrado 11 vezes. D. Pedro I, descontente, tomou a iniciativa de dissolver a assembleia, prender e exilar deputados. D. Pedro II repetiu a dose 11 vezes. Depois, marechal Deodoro da Fonseca fechou uma vez, Getúlio Vargas duas. A Ditadura finalizou a antipática decisão, quando fechou os trabalhos legislativos por três vezes e cassou 173 deputados federais. Entre as glórias e a vergonha da Casa, a corrupção e o autoritarismo derrubam a bonita história do Parlamento que em algumas ocasiões agiu certo. Mereceu receber elogios. A magia de transformar recursos públicos em privados, mediante o desvio de dinheiro do povo para depósito em seguros bancos do exterior é um crime a ser combatido para eliminar a roubalheira que correu frouxa durante muitos anos no país. E ainda não acabou. Enquanto o Congresso aceitar fichas sujas e figuras incompetentes no exercício do mandato, perde em conceito e credibilidade. Fica desacreditado por conta de a representatividade política ser inexpressiva e apática. Para sair da inexpressividade, a Reforma Política também é imprescindível.

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Parece olho grande, mas, caso não tomem atitudes, do jeito que vai, daqui a pouco o brasileiro perderá o contato com as florestas tropicais, sobretudo da Amazônia. As que restam correm perigo de extinção. A ganância pelo lucro incentiva o desmatamento. A madeira, o aproveitamento do solo com a soja, o milho, o óleo de palma, a borracha, o cacau e a pecuária são as maiores incentivadoras na destruição de florestas, da vegetação nativa do Cerrado e do meio ambiente. O desejo crescente de exportar commodities agrícolas acelera a agressão à biodiversidade que, por enquanto, ainda é rica. Dá para o país ganhar muitos dólares nas vendas externas. Porém, como apenas poucos se preocupam com a questão do desmatamento desenfreado, os registros assombram. Entre 2010 e 2017, para ampliar as fazendas de soja e de gado, foi preciso devastar cinco milhões de hectares de matas que, antes, ampliavam a vastidão do cerrado. Até a mineração e as hidrelétricas são motivos para o desmate.

Ora, já imaginou. Cada árvore da Amazônia que é derrubada deixa de sugar do solo gotas de água e jogar na atmosfera centenas de litros do precioso líquido diariamente, na forma de vapor. Vapor d’água que é levado pelo vento para outros locais e por onde passar vai irrigando plantações e enchendo reservatórios de água. Então, quem derruba uma árvore trabalha contra o processo natural da Natureza que visa simplesmente produzir, enriquecer o meio ambiente. Quem desmata nem desconfia de que o desflorestamento elimina trilhões de tonelada de vapor que deveriam subir para a atmosfera para favorecer o clima. Com a ausência do vapor d’água na atmosfera, os gases do efeito estufa são liberados em maior quantidade. As consequências são desequilíbrios climáticos e ecológicos na Terra. Extinção de várias espécies de animais, pois a árvore tem o dom de reservar habitats para a vida animal.

Com o desmatamento, o Brasil perde anualmente milhares de quilômetros quadrados de vegetação. Perde o equivalente ao tamanho do estado de Sergipe por ano. É muita destruição, sem a devida restauração florestal. Isto traz esgotamento do solo, erosão, desertificação, degradação de rios e lagos e, também menos umidade do ar e muito mais calor atmosférico. Entre 1982 e 2016 devastaram imensas florestas. Prejudicaram o Pará, Mato Grosso, Rondônia e Amazônia. No Mato Grosso, a força da exploração madeireira e a busca por mais solo para a produção agropecuária age impiedosamente. Contudo, existem bons projetos para reverter o desarborização. Substituir áreas de pastagens de baixo rendimento por cultivos de alta produtividade, trocar florestas nativas por manejo florestal sustentável, implantação de assentamentos para incentivar a regularização ambiental. Resta saber se governo quer agir.

Construir 700 quilômetros de canais em dois eixos, norte e leste, a partir do rio São Francisco para levar água para Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte e irrigar áreas do semiárido nordestino de modo a mudar o cenário da Região é excelente ideia. Pelo menos cria emprego e renda. No entanto, a oscilação do projeto produziu muitas críticas. O longo atraso da obra, iniciada em 2007, o elevado custo, constantemente atualizado, e o desvio da água para beneficiar principalmente alguns projetos da agroindústria e da carnicicultura, criação de camarão em viveiros, desviando os objetivos do programa é inaceitável. Pelo eixo Norte, a partir de Cabrobó, em Pernambuco, a transposição do rio São Francisco deve correr pelos rios Salgado e Jaguaribe, para alimentar os reservatórios dos açudes Atalho e Castanhão, no Ceará, passar por Apodi, Piranhas-Açu, até chegar nos reservatórios de Engenheiros Ávidos e São Gonçalo, na Paraíba, e terminar a corredeira no reservatório de Pau dos Ferros, no Rio Grande do Norte.

Pelo eixo leste, percorrendo uma distância menor, a água é captada na barragem de Itaparica, em Floresta, Pernambuco, via rio Paraíba, e esbarrar no reservatório de Epitácio Pessoa, (Boqueirão), na Paraíba. Ao todo, o projeto prevê abastecimento para 12,4 milhões de pessoas, além de amenizar os problemas causados pela seca, como a escassez de alimentos, a baixa produtividade no campo, o desemprego rural e fomentar a criação de novas fronteiras agrícolas, com o emprego da irrigação. Também a transposição garante a redução de doenças e óbitos, por causa de água contaminada.

O lado negativo da transposição é o fato do projeto possuir muitos traçados políticos. Serviu de palanque para muitas viagens presidenciais e comitivas desnecessárias, rodeadas de mordomias, ausência de estudos sobre os impactos ambientais, perda de empregos nas áreas desapropriadas, alteração de ecossistemas, desmatamento da flora nativa, eliminação de habitats de animais, agressão a sítios arqueológicos, mudança no regime fluvial do rio São Francisco, provável redução do nível de energia, perdas de terra agricultáveis. Sinal de que o Brasil permanece refém de ideais inteiramente políticos. Visando apenas as reeleições de lideranças. Descartando programas destinados ao desensvolvimento da economia e bem estar-social.

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Diante da dificuldade em arranjar emprego e da vontade de conseguir uma viração para ganhar uns trocadinhos extras, o mercado está aberto. O segmento do home office, em crescimento, permanece de portas abertas, bombando. Existem atividades lucrativas para quem não quiser ficar dependendo apenas do emprego formal, com carteira assinada. O leque de opções é extenso. Às vezes, trabalhar em casa, deixou de ser hobby. Quem sonha com a independência financeira e possui tendência de empreendedor, o campo é convidativo. Passou a ser encarado como uma boa opção para melhorar a renda. O contingente de pessoas se virando como pode, sem vínculo empregatício, contanto que não fique parado, se lamentando da sorte, passa de 10 milhões de candidatos a uma vaga no mercado de trabalho formal. As opções para o pretendente a exercer trabalho remoto, com negócio próprio são válidas.

Além das franquias, já consolidadas na praça, as mais comuns profissões de trabalho remoto, com negócio próprio, são promotora de vendas, agentes de viagens, artesão, artista, publicidade, fotógrafo, criador de software, cabeleireira, consultor, costureira, quituteira, profissional de estética, revisor de textos, fornecedor de marmitas saudáveis e por aí, vai. As qualidades do empreendedor quem determina é a própria pessoa. No entanto, desde que demonstre paciência, seja competente para administrar o seu próprio tempo, disciplinado, habilidoso, disponha de servidor de internet para facilitar os contatos, possa desvendar as prioridades, geralmente acaba se dando bem.

Para escapar da crise econômica, teve cearense que preferiu ser criador de tilápia e camarão em cativeiro. Em 2015, o negócio foi bom demais. A produção de 55 mil toneladas desses crustáceos foi vendida. Depois, então de investir na técnica de cultivo intensivo na genética para fortalecer o animal contra doenças, especialmente contra a enfermidade conhecida como mancha branca, letal, a tendência é aumentar a produtividade nos tanques de criação. Sacramentar o Ceará como o maior produtor de tilápia e camarão do país está no programa dos criadores. Havendo sobra no consumo interno, o criador cearense planeja retomar à exportação. Visando competir com o Equador e a Índia, atualmente apresentando menores custos de produção. A saída para atrair mercado externo nas vendas são os criadores cearense empregar novas tecnologias na criação de peixes específicos e de frutos do mar nos tanques.

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