NORMA PIMENTEL – FLORIANÓPOLIS-SC

Meu querido Editor Berto:

Veja só que foto reveladora.

O da direita é Alan Garcia, ex-presidente do Peru, que se matou essa semana após ter a prisão decretada por receber propina na Odebrecht, por obras realizadas naquele país.

E o da esquerda é Marcelo Odebrecht.

Adivinhe quem intermediou os negócios?

Veja quem está no centro da mesa!

Ele mesmo!!!

R. Veja só, cara leitora: o Corruptor Ativo Marcelo Odebrecht, enrabado pela Lava Jato, eu identifiquei na foto.

Bem como o Corrupto Passivo, o saudoso Alan Garcia.

A dupla dinâmica está bem destacada com círculos vermêios (êpa!)

Mas, esse barbudo aí no meio, que você diz ter intermediado a trambicagem e que está vestido com uma camisa bolivariana à moda de Evo Morales, eu não sei quem é.

Olhei, olhei, olhei, e não consegui identificar.

Tô meio ruim das vistas…

Algum leitor poderia me tirar desta aflição e me dizer quem é esta eminente figura?

Fico no aguardo.

4 Comentários!

MAIS BOSTA NOS ARES

* * *

Tão vendo aí? Pois é.

Deu no Globo.

Messias Bolsonaro “incentivando” ataques ao seu vice.

Tá desse jeito o nível da extrema imprensa banânica desde que o PT foi extinto e sepultado na última eleição..

Esta é a coluna do Lauro Jardim, um sujeito que vive colhendo flores fedorentas e empesteando a internet com seus tolôtes.

Só ele mesmo sabe adonde é que ficam estes danados destes “bastidores”

Estamos diante de um caso de “jornalista” investigativo que deve colher suas “provas” no diretório central do PT e na cela da Polícia Federal em Curitiba.

Depois da cagada do Estadão, com a história de menina que “se recusou” a cumprimentar Bolsonaro, agora vem mais esta.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!

A cachorra Xolinha de tabaca arrombada com o babaquismo zisquerdóide da grande imprensa contra o atual governo; uma “isenção” da porra!!!

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BIMBA-DE-ALAVANCA JÁ ESTÁ DE PLANTÃO

* * *

Hoje é o dia em que a Mãe de Calor-de-Figo limpa os dentes com uma escova fabricada com os pentelhos da sogra de Belzebu, a madrasta de Caralho-de-Asas come bimba de gato frita em sebo de bode, a nêga Espanta-Cacete amarra o pixaim com biliros feitos de ossos de cachorro doido, a madrasta de Cavalo-do-Cão come barro e caga tijolo pra levantar a caverna do Tinhoso, a cabôca Traça-Pica faz careta pra Tranca-Rua em cima de um pinico de loiça, a enfezada Catraia Sibita lava a priquita com o mijo da Besta Fera pra se enxugar com um pedaço da estopa de Maria Mulambo e a irmã de Pancanha cata chatos na barba do cabôco Papa-Cu.

Conforme seja a canetada que será dada em Brasília, o moleque Bimba-de-Alavanca já está de plantão, preparado pra fazer a sua parte.

Moleque Bimba-de-Alavanca já está de plantão, pronto pra botar sua estrovenga em ação conforme sejam as notícias desta terça-feira

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DEDOS SUJOS INDICARAM NOVE DO SS-TF

José Antônio Dias Toffoli era da Segunda Turma, a que solta aprisionados, até assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), contando sempre com aprovação de Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Alexandre de Moraes é da Primeira Turma e nos julgamentos dela alia-se mais aos rigorosos Cármen Lúcia, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso do que ao voto vencido de Marco Aurélio Mello. Por que, então, formaram a dupla que está despejando a instituição no fosso da História desde que o primeiro inventou o infame inquérito da caça às bruxas entre críticos dos 11 ungidos e seus entes queridos? E o segundo aceitou com prazer a função de Torquemada do século 21 para relatá-lo. Juntos instituíram um arremedo farsesco de Estado policial, passando por cima da Constituição em nome do regimento da grei ao mandarem a Polícia Federal invadir domicílios, quebrar sigilo de computador e censurar site, revista e perfis de redes sociais de irredentos na fogueira medieval da prepotência, da arrogância e da truculência da carteirada institucionalizada.

Para entender essa questão aparentemente bizarra basta compulsar a implacável Wikipédia no velho Google. Todo mundo já sabe que Toffoli foi reprovado em dois concursos para juiz de primeira instância, o que o inabilitaria definitivamente para ocupar uma cadeira (a ser puxada por um “capinha”) no STF, por lhe faltar “notório saber”. Já era público e notório também que foi indicado ao pináculo da carreira pelo dirigente do Partido dos Trabalhadores (PT) na Presidência da República, que o havia nomeado antes para a Advocacia-Geral da União (AGU). Mas não é muito divulgado o fato de que está ligado ao partido e ao patrono desde o começo de uma carreira sem brilho nem destaque. Ruy Castro, o biógrafo de Mané Garrincha, Nélson Rodrigues e Carmen Miranda, encarregou-se de pôr o foco nos primeiros passos do atual chefão do “Pretório Excelso” em sua coluna da página 2 da Folha de S.Paulo na sexta-feira passada. Ou seja: tornou notório o que já podia ter sido público desde sua nomeação.

Espie só, preclaro leitor, a joia resgatada no computador ao alcance dos dedos pelo autor de O Anjo Pornográfico: “Toffoli foi consultor jurídico da CUT, ligada a Lula, em 1993-94; assessor jurídico da liderança do PT, partido de Lula, na Câmara dos Deputados, entre 1995 e 2000; advogado de três campanhas presidenciais de Lula, em 1998, 2002 e 2006; subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil de Lula, de 2003 a 2005; indicado por Lula para o cargo de advogado-geral da União, de 2007 a 2009; e, finalmente, indicado por Lula ao cargo de ministro do STF em 2009”. Completou: “E não dizem que Lula não é amigo de ninguém?”.

Lula foi citado cinco vezes no resumo biográfico do “supremo” juiz. É pouco ou quer mais? Não precisa ser um maldoso de nascença e ofício, como o autor destas linhas, para entender por que o “amigo do amigo de meu pai” – como foi citado, segundo o empreiteiro Marcelo Odebrecht, em ofício encaminhado ao juiz e deste ao Ministério Público Federal, no “propinoduto” da empreiteira – nunca se considera suspeito para julgar alguém do PT. Como Zé Dirceu, que foi seu chefe na Casa Civil… sabe de quem, sabe de quem? De Lula, do PT, naturalmente. Engana-se quem pensa que nessa negação de um velho princípio de ética de juízes ele apenas seguia os passos de um tucano, Gilmar Mendes. Qual o quê?!

Nem o leitor mais desavisado deixa de saber que o pentapadrinho de Toffoli, o cinco vezes citado em sua biografia resumida a um parágrafo deste texto, está cumprindo pena de 12 anos e 1 mês por corrupção e lavagem de dinheiro numa dependência da Polícia Federal em Curitiba. E que a pena passou por unanimidade no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, em Porto Alegre, e no Superior Tribunal de Justiça. E que, com pena mantida por 6 a 5 no SS-TF, ele já foi condenado mais uma vez e é réu em mais cinco processos penais.

O cúmplice de Toffoli em da violação da lei com a suprema carteirada, Alexandre de Moraes, tem luzes jurídicas mais variadas, não por atuações brilhantes em júris, mas pela autoria de livros teóricos da profissão, iniciada na Faculdade de Direito da USP, no Largo de São Francisco. Também não tem currículo de um padrinho só. Ao que se sabe, são três. Foi secretário de Justiça e, depois, de Segurança Pública do Estado de São Paulo em gestões de Geraldo Alckmin, do PSDB, partido ao qual se filiou em 2005. A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio dos bens de Geraldo Alckmin e de seis executivos da empreiteira Odebrecht. Uma ação movida pelo Ministério Público paulista acusa o ex-governador de improbidade administrativa e de recebimento de mais de R$ 10 milhões para a campanha de 2014, não declarados na Justiça Eleitoral. Sob a chefia de Moraes, a Polícia Civil de São Paulo descobriu e prendeu rapidamente um hacker responsável por clonar o celular da mulher do ex-presidente Michel Temer, Marcela. O criminoso exigiu R$ 300 mil para não divulgar dados sigilosos, vídeos e outras informações de Marcela e foi condenado em prazo curtíssimo, em outubro de 2016, a cinco anos de prisão.

De 2007 a 2010, Moraes participou da administração municipal da capital paulista, na qual não era tido como servidor comum, mas supersecretário, por acumular múltiplas chefias: foi secretário municipal dos Transportes e de Serviços, chefe da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da SPTrans. No ano passado, o Ministério Público de São Paulo denunciou seu chefe de então por suspeita de recebimento de R$ 21 milhões via caixa 2s, tendo sido usada parte do valor na campanha eleitoral de 2008 para a Prefeitura de São Paulo. Por causa desse senão, Gilberto Kassab, dono do PSD, não pôde assumir a chefia da Casa Civil do governador João Doria, do PSDB.

Moraes não se livrou de polêmicas quando advogou no curto interregno entre a Secretaria de Justiça e os superpoderes municipais. Então, ele defendeu Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, em ação sobre uso de documento falso, na qual conseguiu a absolvição do peemedebista. Cunha, o Caranguejo da Odebrecht, teve o mandato cassado e está preso preventivamente em Curitiba, no âmbito da Operação Lava Jato. Moraes atuou ainda em processos na área civil da Transcooper, cooperativa investigada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo como suspeita em movimentações de lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo a facção que atua dentro e fora dos presídios de São Paulo, o Primeiro Comando da Capital (PCC). A banca de advocacia dele havia renunciado aos processos quando ocupou cargos públicos.

Em 2016, ao assumir o Ministério da Justiça no mandato-tampão de Michel Temer, do MDB, Moraes contou que tinha relação de amizade travada com o então chefe ao longo de 20 anos de aulas e palestras de Direito Constitucional, tema no qual ambos são especialistas. De qualquer maneira, a nomeação serviu para devolver à luz dos holofotes dos noticiários a presteza com que foi resolvido com a então primeira-dama, como na polêmica atual, envolvendo crime cometido em redes sociais.

Como Lula, paraninfo de Toffoli, Temer, o terceiro protetor de Moraes, também não é imune a denúncias criminais. Acusado de ter chefiado o tal “quadrilhão do PMDB”, juntamente com Cunha, ex-cliente de Moraes, Temer, devassado com fúria pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot foi preso pela Lava Jato no Rio de Janeiro e responde a nove inquéritos. Esse total o aproxima dos dois presidiários mais famosos do País: o citado Lula, do PT, e o correligionário de Temer, Sérgio Cabral, do MDB.

A constatação de que quatro dedos podres indicaram o titular do inquérito fake da caça às bruxas e o relator que restaurou a censura, ao proibir divulgação da notícia, na revista Crusoé e no site O Antagonista, que celebrizou o presidente do SS-TF como “o amigo do amigo de meu pai”. Marco Aurélio Mello foi indicado ao topo da Justiça pelo primo Fernando Collor, deposto da Presidência por corrupção, depois negada pelo STF. Cármen Lúcia, madrinha do “cala-boca já morreu”, ascendeu ao posto máximo por indicação de Lula, que também nomeou Ricardo Lewandowski. E Dilma Rousseff, que tem sido citada em delações premiadas da mesma Odebrecht e do antigo lugar-tenente Antônio Palocci, impôs a unção de mais quatro: Fachion, Rosa, Fux e Barroso.

Não é nada confortável saber que nove membros do colegiado foram indicados por políticos encrencados com a polícia e a Justiça. Menos confortável ainda é saber que a sórdida censura caiu de podre, mas o decreto fake, embora fulminado pela catilinária impecável de Raquel Dodge, procuradora-geral da República, sobrevive, impávido colosso de lama, ao dispor de caprichos dos 11.

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ENTRE MAQUIAVEL E OLAVO DE CARVALHO

Lá no alto daquela duna passa camelo passa cáfila, cantava um beduíno sedento arrastando-se na areia ao meu lado.

Pedi-lhe para calar a boca, ô viado, está atrapalhando a minha concentração na busca de torre de comunicação para poder conectar meu celular.

Foi falar e a torre aparecer. Olhei no telefone, tinha sinal, mas não tinha wi-fi. Na verdade, tinha vários, mas eu não tinha as senhas.

Lembrei-me de quando votei em Lula para presidente pela primeira vez, wi-fi, celular, nem se sonhava com isso, era 1989, a Internet engatinhava, era à lenha, e os primeiros celulares que apareceram eram raros, caros e pareciam uns tijolos.

Se eu precisasse, então, enviar matéria para o Jornal da Besta Fubana teria de fazê-lo por pombos correios.

Isso me passava pela mente febril quando a lembrança do medo que tive quando elegemos o Lula presidente da república pela primeira vez em 2002 me gelou as veias.

Ele assumiu o governo em 2003 e eu fiquei apavorado: – Elegemos um cara rouco, revolucionário, cachaceiro, que não entende nada de administração pública, vai chegar com uma turma de despreparados e é capaz de só fazer besteira.

Eu era envolvido com o direito administrativo e tinha medo que o executivo trocasse leis por portarias e vice-versa, contratasse sem licitações, colocasse gente incompetente nos cargos, essas coisas.

Realmente, fizeram algumas besteiras, mas logo aprenderam as regras principais: era preciso ouvir os técnicos e, acima de tudo, era preciso garantir maioria na política em geral, ou seja, no legislativo e no próprio executivo, para alcançar o que se chama de governabilidade.

Fizeram até demais: consta que compraram deputados e senadores, à sombra do presidente.

Nisso pagaram caro por um lado, barato por outro, seguindo a doutrina de Nicolau segura aqui o meu Maquiavel, segundo cuja filosofia se depreendia que os fins justificam os meios, e navegaram em mar de aprovações de planos e projetos.

O País foi bem, seja porque as commodities favoreceram, seja porque Lula é O Bicho, digo, O Cara, só caíram os governos petistas coincidentemente com a questão internacional que incluía a baixa das commodities, isto é, a crise a partir de maio de 2014, cuja ocorrência os oposicionista do petismo insistem em ignorar e que foi o que deflagrou o desemprego em massa e lascou com a economia brasileira.

Pois bom, eu queria falar do medo, medo agora, recente, quando Bolsonaro foi eleito, o mesmo medo de uma turma de despreparados assumir o timão e levar ao naufrágio, com o agravante de que eu não votei nele.

Com Lula, o aprendizado foi rápido. Agora, a coisa custa a deslanchar e a cada dia as burradas feitas só reforçam a tese de que Bolsonaro é, no mínimo, maluco.

Enquanto escrevo, um sinal de bip bip me chama a atenção. O beduíno ao meu lado está recebendo mensagem em Morse: traço ponto ponto ponto ponto traço… traduzo: Vídeo com críticas a militares postado no canal de Bolsonaro e nas redes de Carlos, o Menino Maluquinho, reacende tensão no Planalto.

Aí penso, lascou-se mesmo.

Capturo um pombo correio e amarro-lhe no pé o texto mandando-o entregá-lo ao Berto.

Se chegou, todos saberão que entre Maquiavel e Olavo de Carvalho, fico com O Príncipe.

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