CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

VIOLANTE PIMENTEL – NATAL-RN

Prezado Editor Luiz Berto:

Segue o comprovante da doação do mês de agosto.

Um grande abraço!

R. Minha querida amiga e colunista fubânica, além de Chupicleide, quem fica se rindo-se de felicidade com as doações de vocês é o Bartolomeu, o competente técnico que hospeda e que dá suporte a esta gazeta escrota.

É que ele se sente tranquilo, sabendo que vai receber em dias o merecido pagamento mensal pelo excelente serviço que nos presta, mantendo o JBF nos ares 24 por dia, sem problemas e funcionando tudo a contento.

Um xêro e um excelente final de semana!!!

“Muito obrigada, querida Violante!!!”

A PALAVRA DO EDITOR

ABSTINÊNCIA NA MESA DO BAR

Neste sábado, 24, este Editor irá participar do programa Mesa de Bar, na Rádio Jornal aqui do Recife, a nossa emissora de maior audiência.

O programa é comandado pelo radialista Wagner Gomes

Estarei ao lado de mais outros quatro convidados.

Uma tremenda ironia da vida: eu, abstêmio compulsório, obediente às ordens do meu cardiologista, participando de um programa chamado “Mesa de Bar“…

Será um encontro abestatório-filosofofal, com amplo enchimento de linguiça e conversação de miolo-de-pote.

A transmissão será ao vivo, diretamente do Bar Caldinho do Nenen, recanto marcante da boemia e da gastronomia recifense, localizado no bairro do Pina.

A chamada divulgada pela Rádio Jornal para o programa de hoje me colocou na condição de “jornalista”.

Vejam:

Num sei mesmo de onde tiraram isso.

E o pior: não sei se estão me elogiando ou me avacalhando…

Bom, ser chamado de “jornalista” é o de menos.

O danado foi escrever “Luis” com “s”.

Dona Quiterinha, minha saudosa mãe, muito zelosa com estes detalhes, vai ficar danada.

O programa começa daqui a pouco, às 11 da manhã.

Com imagem e som.

Vocês poderão ver minha linda figura a cores e ao vivo!

Conto com a audiência de toda a comunidade fubânica.

Para abrir a página da Rádio Jornal, basta clicar aqui.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

WILTON CARVALHO – VITÓRIA-ES

Boa tarde Berto.

O presidente Bolsonaro não tem provas de quem está provocando as queimadas, mas há uma grande possibilidade de os isquerdoides, estarem por trás, com intenção de tumultuar o governo, tornando um problema internacional.

A maioria dos brasileiros, não tem conhecimento da catástrofe causada pelos terroristas, na região cacaueira no baixo sul da Bahia, com a introdução proposital, nos cacaueiros, da doença conhecida como vassoura de bruxa.

A trama foi executada, na década de 80, por um grupo de técnicos da Ceplac, militantes petista, que trouxeram a doença de cacaueiros infectados de Rondônia. (ver na internet. Terrorismo na lavoura cacaueira e O no).

Isso para quebrar a hegemonia dos barões do cacau na região.

Conseguiram, levando toda região ao declínio econômico, com o desemprego de cerca de 400 mil pessoas ligadas à atividade, causando um grande êxodo para o litoral e para o Espirito Santo,

Na periferia de Guarapari-ES, há uma favela formada somente de retirantes da cidade de Gongugi -Ba.

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MADONA FUDEU O BRASIL

* * *

Tão vendo???

Tamos lascados!

Madonna fudeu Bolsonaro (e não o contrário…)

A imagem do Brasil, ardendo em chamas de canto a canto, é “terrível” lá nos zistrangeiros por conta de uma declaração da brilhante inteliquitual político-ambiental-sociológica Madonna.

Depois desta declaração que Madonna fez, ficamos mais sujos do que pau de galinheiro.

Irremediavelmente sujos.

Não vou conseguir dormir direito e terei meu final de semana devastado.

Pra quem ainda não sabe, Guga Chacra é aquele isento “jornalista” banânico, apresentador do noticiário da GloboNews.

A extrema imprensa deste país passou a ser um partido de oposição desde o dia 1º de janeiro deste ano.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!

“Aqui na Grobo nóis faz jornalismo independente, imparcial e sem necessidade de receber qualquer patrocínio do governo. As verbas que Bolsonaro cortou de nóis num vai fazer a menor falta”

FALA, BÁRBARA !

DEU NO JORNAL

LÍNGUA MOLE E GRELO DURO

No relatório que traz o e-mail com menção a “Lewan”, há várias mensagens trocadas entre Marcelo Odebrecht e seus executivos com queixas à inércia de Dilma Rousseff em deter a Lava Jato.

As mensagens encontram respaldo na delação de Antonio Palocci, que testemunhou Lula pressionando Dilma a remover os delegados da operação, em novembro de 2014.

“Lula estava irritado com José Eduardo Cardozo, pois dava a impressão de que não estava ajudando a remover os delegados”, contou o ex-ministro.

Segundo ele, Lula “se irritou ainda mais com a manifestação de Leandro Daiello, então diretor-geral da Polícia Federal, que estaria “defendendo os delegados”.

Questionado pela PF, Palocci contou que a petista Dilma “deu corda para o aprofundamento das investigações, uma vez que isso sufocaria e implicaria Lula”.

Segundo o delator, o ex-presidente queria “controlar o governo de sua indicada e preparar sua volta à Presidência”. Para isso, precisava manter o acesso sobre o financiamento lícito e ilícito do PT.

E Dilma tentou “asfixiar” esse poder de Lula.

Marcelo e seus executivos se deram conta dessa guerra interna. Numa das mensagens, Alexandrino Alencar se diz “muito preocupado”. “Acho que ela quer fazer um voo solo e ele se lançou a 2018 de modo a mantê-la sob controle.”

“Neste cenário entra também a Lava Jato, pois ela acredita que chega nele e não nela, aí está a grande confusão na qual estamos metidos. Alguns que foram presos são da turma dele, só que com fortes ramificações nela, aí mora o perigo.”

* * *

Pelo que se sabe do tamanho do grelo de Dilma, Lula tinha realmente razão de ficar temeroso com a integridade das pregas do seu furico.

Briga entre facções da mesma seita costumam ser bem mais cruéis e sangrentas do que aquelas entre seitas de credos diferentes.

De minha parte, só tenho um coisa a declarar:

Solte a língua e bote pra fudê, Italiano!!!!

O Italiano escuta muito bem tudo que se fala ao seu redor; e a língua presa fica completamente solta quando começa a descrever a putaria do bando

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MARCELO PERAL RENGEL – BEBEDOURO-SP

Sugestão de publicação, como recebida e assinada:

“Ah…EUROPA…sua linda…!!!

Europa sua linda, inocente, desinteressada e bondosa! Você dividiu povos e nações, criou fronteiras artificiais que colocaram povos amigos em guerras.

Escravizou milhões de africanos, dizimou milhões de indígenas, assassinou milhões de judeus, ciganos e gays. Viveu os últimos 2 milênios em guerras, produzindo inclusive duas guerras mundiais.

De quebra nos brindou com o comunismo, o nazismo e o fascismo.

A super civilizada Europa que matou, estuprou, explorou e roubou ouro, café, açúcar, madeira, minerais e vidas agora anda preocupada.

Devastou continentes e civilizações inteiras.

Extinguiu milhares de espécies animais.

Agora essa mesma Europa que transformou suas próprias florestas em carvão, essa tão boazinha e inocente Europa agora está preocupada com a Amazônia e quer dar sermão no país que mais protegeu as suas florestas no mundo.

Ah Europa sua colonialista genocida linda!”

Ricardo Paulo dos Santos.

GEORGE MASCENA - SÓ SEI QUE FOI ASSIM

VELHOS TEMPOS, BELOS DIAS. A EPOPÉIA DA VIAÇÃO ITAPEMIRIM

Lá por volta de 1955 ou 1956 Roberto Carlos sentiu que Cachoeiro do Itapemirim havia ficado pequena para o seu talento, e viajou para o Rio de Janeiro, onde alcançou o sucesso conhecido de todos nós, eu pesquisei como foi feita esta viagem entre sua cidade natal e a adotiva, se de carona, trem, avião, carro próprio ou ônibus, mas não consegui descobrir. Nesta mesma época a Itapemirim entrava no ramo do transporte interestadual de passageiros com a linha Cachoeiro – Rio e pode ter sido numa destas pioneiras viagens que o rei embarcou rumo ao sucesso, e é desta empresa tão famosa quanto Roberto (pelo menos no interior do Nordeste) que eu vou falar hoje: A Viação Itapemirim.

Casa onde viveu Roberto Carlos em Cachoeiro do Itapemirim, hoje Museu

No dia 4 de julho de 1953 foi fundada a Viação Itapemirim no Espírito Santo, fazendo rotas dentro do estado. Sob o comando de Camilo Cola, começou com 22 ônibus e foi crescendo, passou a fazer viagens interestaduais para estados vizinhos e depois subiu para o Nordeste para concorrer com os caminhões paus de araras, que dominavam o transporte rodoviário de “paraíbas” para o sul maravilha. Camilo Cola era um visionário, não tinha só uma empresa de ônibus, tinha a Itapemirim, comandada de perto por ele, esposa e filhos. A família morava literalmente dentro da empresa, a casa dos Cola era no mesmo terreno da garagem, oficina e administração.

Camilo Cola e o logo zebrado com o “vi”

Em 62 a VI deixa de ser uma “ltda” para ser uma “SA”. No começo dos anos 70, Camilo Cola encomenda ônibus de três eixos, inéditos no Brasil, com mais conforto e muita propaganda. Para entrar na região Sul adquire a empresa Penha, e constrói pelo Nordeste uns pontos de apoio nas rodovias para que os passageiros pudessem fazer refeições e tomar banho, enquanto os ônibus eram limpos e abastecidos, era a Rede Flecha. Lembro que em 1978 fui com os meus pais e irmãos para Salvador e no caminho umas placas com um indiozinho informavam a distância do próximo ponto de apoio, na medida em que se aproximava, o curumim ia ficando mais alegre, eu com 11 anos de idade achava aquilo muito interessante.

Ponto de apoio Flecha em Vitória da Conquista:

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Na década de 80 a Itapemirim lança o Tribus, um três eixos mais confortável que os anteriores, e com o sucesso deste, cria a Tecnobus, e passa a fabricar suas próprias carrocerias. Neste período até meados dos anos 90 a Itapemirim atingiu seu auge, a principal concorrente no Nordeste, a São Geraldo, foi adquirida pela Gontijo que entrou com preços mais competitivos, mas sem o conforto e o “glamour” da Itapemirim, os ônibus da Gontijo tinham fama de sujos e fedorentos por causa da viagem de três dias sem higienização interna e externa. Muitos caminhões tinham escritos em seus para-choques: “Deus me livre das almas do purgatório e dos ônibus da Gontijo”. O grupo Itapemirim era muito forte, tinha revendas Mercedes Benz, Fiat, Toyota, gráfica, loja de pneus e até uma empresa aérea, a Itapemirim Cargo, ou ITA, que chegou a ter seis Boeings 727.

Aeronaves da ITA em Viracopos e Tribus 3ª geração, fabricado pela Tecnobu

Em 2006 Camilo Cola se elege deputado federal pelo Espírito Santo, em 2008 perde a esposa Ignez Massad Cola, originando uma disputa judicial entre os filhos adotivos Ana Maria e Camilo Júnior, ela reclamando que recebeu uma fatia menor da herança e ele alegava que esta era a vontade da mãe deixada em testamento. Com muitas dívidas, a empresa decide vender garagens, algumas linhas e a Penha, foi neste período que eu comecei a pegar carona vez por outra nos ônibus da Itapemirim entre Arcoverde e Tabira, e escutar a história dos nordestinos que moram no Sul e querem voltar pra terrinha, mas não podem, porque lá estão seus filhos com seus empregos, estudos ou namoradas, hoje a frequência das viagens é muito pequena e quando preciso me deslocar sem o meu carro, vou de lotação ou de Progresso e quem eu encontro lá? Os “paraíbas” com suas malas “ostentando” a etiqueta da companhia aérea na sua bagagem, desembarcam no Recife e pegam o ônibus para completar a viagem. Talvez a baixa dos preços das companhias aéreas tenha sido a última estação destes quase 70 anos da empresa que fez história, principalmente neste Sertão nordestino.

Um dos três ônibus da Itapemirim retidos em 2018 pela PRF de Caratinga por falta de licenciamento

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JOSÉ NARCELIO - AO PÉ DA LETRA

O VELHO REIS MAGOS

Tomei ciência da decisão acertadíssima do Conselho de Cultura de Natal, concordando com a demolição do antigo Hotel dos Reis Magos. Abaixo reproduzo um meu artigo abordando o problema em tela, em fevereiro de 2014.

“Perguntar não ofende. Respondam-me, por favor, o que existe de tão importante na carcaça do finado Hotel dos Reis Magos que o impede de ser demolido? Sinceramente, eu não vejo nenhum valor histórico relevante naquela edificação para preservá-la com tombamento. Tudo bem! O velho hotel representa um retalho de passado não tão distante da vida de Natal e marca os primórdios do turismo no Estado. Mas, vamos e venhamos, daí até o tombamento se contabiliza uma carga de preciosismo deveras exagerada.

Finado Hotel dos Reis Magos na Praia dos Artistas em Natal

Concordo, que durante as três décadas de funcionamento do Reis Magos numa construção que hoje beira os sessenta anos, muitas recordações ficaram acumuladas e ainda estão acesas na memória de saudosistas. Afinal, desde a diversidade de personalidades ali hospedadas, passando pelos encontros dominicais à beira da enorme piscina até às celebradas noitadas na boate Royal Salute, o Hotel dos Reis Magos funcionou como um cartão postal de Natal e registro vivo de uma época.

Efetiva-se o tombamento de um bem cultural levando em consideração suas características (no caso, a riqueza arquitetônica), sua história e o valor afetivo que apresenta. Isso após a comprovação de especialistas no ramo e o endosso da sociedade. Jamais mediante ato autoritário. E tem mais: desde que o tombamento não venha “congelar” ou “engessar” a cidade impedindo sua modernização ou progresso, injustificadamente.

Uso sempre como exemplo marcante o critério urbanístico utilizado no Wembley Stadium, em Londres, na Inglaterra. O lendário estádio foi inaugurado em 1932 e demolido 80 anos depois, em 2003, para dar lugar ao moderno Estádio de Wembley. Até aí tudo bem!

Agora, demolir os 150 mil assentos da primeira grande arena esportiva do mundo e templo sagrado do futebol – o mais popular esporte do planeta -, fica difícil acreditar que tenham consumado tal proeza. Ainda por cima, para edificar um estádio capaz de acomodar apenas 90 mil pessoas ou 60% da capacidade original.

Sabemos que o velho Reis Magos é o retrato decadente de um antes festejado hotel, hoje desprovido de quaisquer características que o insira na atualidade. Deduzo ser antieconômico tentar uma restauração para adequá-lo à modernidade arquitetônica em vigência, fator essencial para mantê-lo como hotel.

Se desprezadas as adaptações físicas requeridas pela legislação do setor ele não funcionará; tampouco, competirá com a rede hoteleira instalada em Natal. Daí o entendimento de que a demolição seria a solução ideal para o impasse do momento. O Hotel dos Reis Magos está desativado desde 1995. Abandonado por quase três décadas tornou-se uma nódoa incômoda num dos principais pontos turísticos da capital. Além do mais, Natal dispõe hoje de algo perto de 27 mil leitos.
Sem desmerecer a importância daquela estrutura hoteleira na história da cidade, que se guarde em arquivos escritos e fotográficos e nas gavetas da memória de cada um de nós as boas lembranças do Reis Magos. Porém, tenhamos o bom senso de permitir que ali se construam aparelhos comunitários que embelezem a cidade e tragam progresso e modernidade para o bem de nossa terra”.