OS TABACUDOS JÁ ERAM TABACUDOS HÁ 10 ANOS

Dia desses um cabra me mandou uma mensagem desaforada e me xingou de “velho“.

Seu velho canalha“, foi a expressão com que ele me brindou.

E logo me veio à memória um texto que publiquei há muito tempo. Há exatamente 10 anos, no antigo formato desta gazeta escrota.

A postagem foi feita no dia 13 de março de 2009.

Vou repetir hoje aquele texto de uma década atrás.

Ele continua atualíssimo.

* * *

DESASNANDO ALIMÁRIAS

Quando você xinga uma pessoa, você tá querendo esculhambar com o cidadão e avacalhar o seu distinto ego. Deixá-lo abaixo de puleiro de pato.

Quando você lasca um “seu filho da puta”, você quer que o destinatário fique ofendido, pensando na triste sina de ter uma genitora rapariga que dá a bacurinha pra qualquer macho a troco de dinheiro. Suprema ofensa!

Você pode usar tudo quanto é palavra e expressão pesada pra tentar ofender o próximo.

Só tem um xingamento que não é cabível: é tentar ofender chamando alguém de “velho”.

Estou me dirigindo especificamente ao simpático leitor que, há poucos dias, se referiu a este “bando de velhos safados da Besta Fubana“, numa furiosa tentativa de ofender. Foi tão desastrado que até conseguiu elogiar, chamando-nos de “safados”, uma condição que quero ter até o final dos meus dias.

Como é que você pode ofender uma pessoa citando uma condição que você mesmo está condenado a possuir? Quer dizer, nem todos ficaremos velhos. Só os que tiverem sorte. Os desgraçados morrerão jovens.

Se todos nós temos a sina de ficar velhos, não dá pra você xingar chamando de “velho”. Seria assim como se você estivesse xingando você mesmo no futuro…

As coisas óbvias e racionais nunca são percebidas pelos tabacudos das zisquerdas, condição do gentil leitor que xingou os “velhos” da Besta Fubana.

De modo que, exercitando minha proverbial paciência, sinto-me na obrigação de ser didático mais uma vez. Embora já saiba, de antemão, que estou malhando em ferro frio.

É mais fácil dar conselho pra doido do que fazer um zisquerdista enxergar um obviedade.

6 comentários em “OS TABACUDOS JÁ ERAM TABACUDOS HÁ 10 ANOS

  1. A respeito do respeito, deixe eu contar uma historinha que me aconteceu:
    “Estava eu, na porta de casa, quando passa uma morena, aqui da vizinhança, toda reboculosa e, por força do hábito, eu fiquei “filmando” o seu rebolado. Ela percebeu e perguntou: – E aí, coroa, gostou? Eu respondi: – Gostei, mas de que adianta, se eu não posso tê-lo. E ela: É so querer e ter grana. E eu disse: Grana eu até tenho, o que eu não tenho é potência prá encarar esse trembão.
    Ela se queimou e disse: – Véio safado, então venha aqui chupar meu c.. E saiu rebolando e rindo.Falta de respeito, né não?

  2. Se avexe não, meu editor preferido, hoje ninguém é velho. Explico: No tempo dos nossos avós eram velhos, os nossos pais eram idosos, nós somos da melhor idade, nossos filhos terão apenas muita juventude acumulada. Então partindo do sublime princípio. Velho é coisa do passado. Isso não nos pertence mais.
    Um abraço meu querido amigo

    Itaerço
    Imperatriz-ma

  3. Existe um tipo de xingamento que não é um xingamento, mas uma forma de auto-elogio, através de uma comparação implícita. Quem xinga o outro de velho está na verdade tentando mostrar que é jovem.

    Afinal, como entender que alguém ache útil xingar alguém que considere fascista, de… fascista? Será que Hitler se ofenderia ao ser chamado de nazista? Mas o que se procura não é ofender o outro. É dar a si mesmo a satisfação de pensar “Eu sou o maior. Os outros são inferiores.”

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