O PAI ZÉ E O FILHO ZECA

O texto abaixo foi escrito no dia 30 de novembro de 2005.

Há mais de 13 (êpa!) anos, portanto.

Naquela data estava sendo votada pela Câmara dos Deputados a cassação do mandato do então deputado José Dirceu.

José Dirceu perdeu o mandato por 293 votos a favor da cassação e 192 contra.

O Jornal da Besta Fubana ainda não existia e eu distribui o texto que escrevi naquele dia pros amigos e amigas que constavam da minha lista de endereços eletrônicos.

Neste texto aparece o nome do atual deputado Zeca Dirceu, filho do petralha condenado por corrupção José Dirceu.

Zeca ganhou notoriedade por conta da pajaraca que levou ontem do Ministro Paulo Guedes, que desmoralizou e mijou em cima do deputadinho vermêio-istrelado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

Por oportuno, republico o texto pra conhecimento dos meus estimados leitores fubânicos.

* * *

UMA HISTÓRIA E UM DESEJO

Caros e Caras:

Hoje é um dia decisivo na carreira pública do ex-ministro e deputado federal José Dirceu.

Quero aproveitar a data para falar de um fato da vida dele que nada tem a ver com sua história política, mas com sua vida pessoal e que é revelador da sua maneira de pensar e do seu caráter.

José Dirceu pegou em armas durante a ditadura militar, foi preso e, no sequestro do embaixador americano Charles Elbrick (do qual participou o atual Deputado Fernando Gabeira), foi um dos presos libertados em troca da vida do representante do governo ianque.

Banido e exilado, José Dirceu frequentou curso de guerrilha em Cuba, fez uma operação plástica a fim de mudar o rosto e voltou clandestino ao Brasil pra cumprir missão do partido.

Com nome e documentos falsos, instalou-se numa cidade no interior do Paraná onde se estabeleceu como pequeno comerciante, levando uma vida pacata e amena, interagindo com a comunidade e não despertando a menor suspeita de que se tratava de um “terrorista subversivo”.

Nessa sua estadia no interior, uma jovem da cidade apaixonou-se por ele. Casaram-se, constituiram uma típica família de classe média e tiveram um filho. (Esse filho é o hoje conhecido Zeca Dirceu, prefeito de sua cidade). Todos os depoimentos disponíveis concordam que ele era um marido apaixonado, bom pai de família e excelente cidadão.

Veio a anistia no governo Figueiredo, abriram-se os cárceres, voltaram ao país com festas os exilados e banidos e o país passou a respirar novos ares.

José Dirceu, no mesmo dia da assinatura do decreto de anistia, dirigiu-se à esposa dizendo que seu nome não era Francisco, que se chamava José Dirceu, que era guerrilheiro e revolucionário e que, naquele exato momento, estava saindo de casa e do Paraná e se dirigindo a São Paulo onde se apresentaria à direção do seu partido e voltaria à sua militância.

Foi embora e deixou a família pra trás, só voltando a ter contato com o filho muitos anos depois, no auge do mandato de deus-menino do petismo no Brasil.

Essa coitada moça apareceu apenas uma vez na imprensa brasileira, já quando José Dirceu era o todo-poderoso do governo Lula, e declarou candidamente que não entendia o que tinha acontecido com aquele seu marido que ela amava, que pensava chamar-se Francisco e que era o pai do seu filho. Que não entendia a frieza com que ele comunicara que era outra pessoa e a tranquilidade com que partira e ganhara o mundo, como se estivesse apenas trocando de camisa.

Pra não perder o viso autoritário que é comum a todos que idolatram Cuba, José Dirceu usou do seu prestígio e do seu poder para impedir que outras notícias e reportagens sobre a pobre moça viessem à tona na mídia brasileira. E assim se cumpriu.

Pois bem, caros e caras, eu quero fazer apenas um pequeno comentário sobre isso.

Um crápula que tem a sem-cerimônia de tratar dessa forma um ser humano, sobretudo uma mulher com quem se casara, não merece nem respeito, nem piedade, nem perdão.

Ontem à noite, quando vi na televisão as imagens do septuagenário espancando-o com uma bengala, tomei como sendo uma pisa de vingança daquela moça crédula abandonada no interior do Paraná.

E lamentei profundamente que o cidadão não tivesse força física suficiente pra exemplar com mais vigor o comissário prepotente.

Novembro de 2005: José Dirceu levando bengaladas do septuagenário cidadão Yves Hublet, que viria a ser morto misteriosamente algum tempo depois

Sim, é isso mesmo, senhores defensores do politicamente correto, eu aprovei o castigo físico, apesar do seu caráter apenas simbólico, já que as bengaladas quase nada fizeram efeito no corpo robusto e bem nutrido do ex-ministro.

Ser cassado hoje pela Câmara é muito pouco. Muito pouco mesmo por toda a desgraça que esse sujeito instalou no país durante o governo petista.

O esquema de corrução montado por José Dirceu torna o esquema PC Farias no governo Collor uma coisa de amadores.

Um bom final de novembro pra todos e que dezembro venha com mais luzes sobre os porões desse governo podre.

Abraços

Luiz Berto

5 comentários em “O PAI ZÉ E O FILHO ZECA

  1. Berto, só pra completar sua boa avaliação do Zé Dirceu vale dizer que o velhinho que deu-lhe umas boas bengaladas morreu misteriosamente pouco depois e não se sabe se foi por morte morrida.

  2. Olha, me desculpe mas acho que há um erro no texto do nosso Papa. O Zé Dirceu (chamado de guerreiro brasileiro pelos integrantes da seita) NUNCA pegou em armas no Brasil. E um dos companheiros dele em Cuba disse que nem lá ele gostava de treinar e que preferia ficar assistindo filmes. Quando voltou foi se esconder lá no sul e ficou quietinho que ele não é trouxa.

  3. Caro Berto, pesquisando sobre o indolente filho do dito guerrilheiro, descobri que ele se chamava José Carlos Becker Gouveia de Melo, filho de Clara Becker e Carlos Henrique Gouveia de Melo (O Zé Dirceu, judeu de Guaratingetá) e que depois o indolente filho do guerrilheiro retirou do nome o ‘Gouveia de Melo e adotou o Oliveira e Silva. A pergunta é de onde vem o ‘Francisco’ ?

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