NOTAS

Carlos Ivan

O mal do poder é o vício. O poder atrai, fascina. Gozar as mordomias do poder, induz a pessoa a perpetuar o mandato até a posentadoria, depois de transferir o manto para os herdeiros. Pouco se lixando de que quem paga a farra do bem bom é o povão que, em troca, vive numa pior, sufocado com as dificulades da vida. Como o brasileiro não é chegado a cobranças e renovação, mantém velhos caciques políticos fazendo besteiras no poder. Só levando vantagens e rindo na cara dos infelizes. Inocentes.

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No ano passado, quando projetos de interesse nacional entravam na pauta, o plenário do Congresso esvaziava. A falta de quorum nas sessões deliberativas decepcionava a sociedade. Este ano, espera-se novo comportamento dos parlamentares. Mais um motivo para que a votação seja nominal e aberta. Embora o mandato do deputado não se restrinja somente ao plenário. Mas, como o Congresso é muito caro para o país, pobrezinho, e bonzinho na concessão de férias dobradas, recesso e enforcamento do expediente nos feriados, o eleitor exige mais responsabilidade parlamentar. Mas respeito com o cidadão e menos enroladas.

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Tem muito dinheiro público jogado no lixo. Patrimônios são desprezados ao relento, enferrujando. Como o povo não fiscaliza as irregularidades, sofre calado as consequências na pele. O desleixo de quem devia agir com responsabilidade, lealdade e respeito é condenado. Afinal, o dinheiro do povo, por ser escasso, é sagrado. Tem de ter destino certo para provocar retorno e bem-estar à população.

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