NOTAS

A natureza beneficiou Omã. Localizou este país árabe na foz do Golfo Pérsico, bem na fronteira com os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Iêmen. País de monarquia absoluta, o Sultão, Qaboos bin Said Al Said, é o mais antigo gestor do Oriente Médio. Desde 1970, se mantém no poder, conservando o poderio do Sultanato no Golfo Pérsico. Desprovido de ricas reservas de petróleo, Omã compensa a prosperidade com o turismo, o comércio de peixes, indústrias, a privatização de atividades e a produção agrícola. Estratégia que proporciona à população, alta renda, excelente condição de vida, atendimento médico gratuito e boa educação escolar. O imenso deserto e a cadeia de altas montanhas não prejudicam o progresso. A vizinhança com Dubai e Abu Dhabi, famosos destinos turísticos internacionais, e com o estreito de Ormuz, por onde passam 60% do petróleo das Arábias, transformam a vida em Omã e na sua capital, Mascate. Importantes cursos de tecnologia de informática, técnicas de administração e da língua inglesa, colocam Omã na 41ª posição no ranking de competitividade mundial.

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Cresce a desconfiança de motoristas contra a adulteração de combustível nos postos de gasolina. Para alguns consumidores, a fraude parece acontecer nas vésperas de feriados ou nas quintas e sextas-feiras. Segundo observações de motoristas de carros flex, é nestes períodos que a mistura de gasolina e etanol se acentua. Colocam álcool acima do normal. Desconfiada, a Polícia Civil do Espírito Santos intensificou a fiscalização nos postos de Vitória, a capital do estado, contra a gasolina batizada e também contra a bomba-baixa, quando o consumidor paga por mais litros de combustível que não foi colocado no tanque do carro. Com um chip na bomba e controlado remotamente ou por celular, o visor da bomba altera o preço a cobrar por menos gasolina despejada no tanque do veículo. Entre 2016 2017, a fiscalização do Ipem-instituto de Pesos e Medidas de São Paulo encontrou 55 postos, da capital e interior, trabalhando com bombas adulteradas. Então, para escapar do golpe, o motorista deve conhecer a autonomia do veículo. Conhecer a média de consumo do carro por quilometro rodado para não ser enrolado.

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A violência arrebenta o Brasil. A criminalidade, chacina o país. A corrupção, presente na vida pública e privada, aniquila o cenário político brasileiro. Os três crimes, atuando em conjunto, massacram a sociedade. Quebram o país. Colocam o Brasil na 106ª posição na lista mundial de crimes hediondos. Por falta de estrutura policial, a violência aprisiona as famílias em casa, amedrontadas. Devido a morosidade judicial, os processos abarrotam gavetas. Como a impunidade compensa os crimes, a depravação e a desmoralização invade o conceito social, causando incertezas e desconfianças no serviço público. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública registra 63.880 mortes violentas intencionais, como homicídios e latrocínios, cometidas no país, em 2017. Os números bateram recordes. O Rio Grande do Norte, assustou. Por cidades, Fortaleza, impressionou. Promessas para conter a criminalidade enchem a mídia. Contudo, na prática, a novidade nunca aparece. Falam em renovar a frota nacional de segurança pública, mas não realizam a promessa. O que se constata, são brigas entre organizações criminosas por causa de territórios e de dinheiro. Numa clara demonstração de que a política nacional de Segurança Pública se arrebentou da cabeça aos pés. Estourou, para desespero da sociedade.

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A Lava Jato completou 5 anos. Na trajetória, executou 60 fases, combatendo a corrupção e a lavagem de dinheiro. Instaurou 2.476 procedimentos, colocou figurões na cadeia, condenou 159 das 426 pessoas denunciadas, dentre ex-presidente, ex-governadores e líderes políticos, com penas que passam de 2,2 mil anos. Além disso, realizou 1.072 mandados de buscas e apreensões, cumpriu 227 mandados de condução coercitiva, executou 120 mandados de prisões preventivas, efetuou 6 prisões em flagrante, recuperou R$ 40 bilhões de recursos desviados. Com base em Curitiba, a sociedade teme o futuro da Lava Jato, depois que o STF, num placar apertado, decidiu que o TSE-Tribunal Superior Eleitoral tem competência para julgar crimes comuns, desde que movam Caixa 2. A decisão, deixou a população temerosa da corte superior pretender reincorporar ao cenário político a impunidade que fortalece o jogo de interesses nas esferas financeiras e empresariais. O STF deu uma rasteira na Lava Jato. Na votação da alta corte, teve ministro que se excedeu na abordagem do voto. Passou do limite, se esquecendo de que a morosidade no julgamento de processos é uma das causas de desacertos fervilharem no país.

2 comentários em “NOTAS

  1. Nosso governo e nossos congressistas só sabem fazer duas coisas diante de um problema: criar o “Sistema Nacional de qualquer-coisa” ou criar o “Cadastro Nacional de qualquer-coisa”. Ambos servem para abrir mais um ou dois departamentos e arrumar vaga para mais uns quantos apadrinhados. O problema, esse continua no mesmo lugar.

    É o caso de se perguntar por quê as soluções óbvias não são sequer discutidas, quanto mais implementadas: Redução da maioridade penal parece ter o apoio de uma esmagadora maioria, mas parece que mais importante é a opinião de meia dúzia de intelectuais e acadêmicos. Tráfico de drogas é outra maluquice: compra-se e vende-se à vontade, a polícia finge que reprime, o povo finge que acredita. Mas qualquer tentativa de conversa vira uma troca de xingamentos.

    Será que tem jeito?

  2. Caro Ex-microempresário, do jeito que está, não tem jeito, não. Enquanto o STF se imaginar o único dono da verdade, querendo, sem estrutura, jogar os casos do Caixa 2 para o TSE, enquanto deixa prescrever processos de políticos, sem o responsável sofrer punição, o Brasil não sai do,lugar.

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