MENDIGOS ARROGANTES

Todas as vezes que vou a Brasília, algo muito interessante ocorre. Ao descer para o café da manhã, nos hotéis onde me hospedo, encontro sempre uma multidão de patéticos senhores empalitozados, todos invariavelmente de cor escura e sempre com um ar de quem não estaria muito confortável naquela vestimenta.

Na primeira vez, só depois de nos reunirmos na entrada principal, esperando pelo transporte que nos levaria ao local onde trabalharíamos naquele dia, foi que fiquei sabendo a razão daquela verdadeira romaria: Eram todos eles prefeitos de pequenas cidades. Tinham vindo a Brasília, em bandos, sempre em busca de repasse de verbas, investimentos a fundo perdido, fundos não reembolsáveis, emendas parlamentares, e todos os eufemismos que se possa imaginar para a simples e pura doação de dinheiro do governo federal às suas minguadas prefeituras. Tinham vindo todos lá dos cafundós dos sertões mais obscuros de nosso país, ali perto de Nossa Senhora das Cuecas Frouxas, simplesmente para mendigar dinheiro nos órgãos federais. A primeira imagem que me veio à mente foi um bando de pedintes, todos choramingando por mais mamatas.

Até pouco antes do ano 2.000, o Piauí tinha cerca de 80 cidades. Hoje tem 225 municípios. Foram emancipados mais de 120 distritos, a grande maioria com pouco mais de 5.000 habitantes. Onde havia uma bodega, com alguns bêbados enchendo a cara de cachaça, virou município. Tudo o que coletam com a arrecadação própria de impostos não dá para pagar nem o papel higiênico usado na prefeitura. Lógico que as novas cidades têm de possuir toda uma estrutura administrativa: Prefeito, Vice, uma penca de secretários, vereadores, assessores diversos, motoristas, agentes administrativos, fiscais de diversas modalidades, juiz, delegado, promotor de justiça, defensoria pública, funcionários e mais funcionários para os mais diversos fins, etc. O dinheiro recebido do Fundo de Participação dos Municípios só dá para pagar os salários desta multidão imensa de parasitas e o aluguel de Pajeros, ou Hilux, para usufruto das “otoridades”. Sempre no desempenho do cargo, É CLARO!!!!!

O mesmíssimo quadro de completa e total esbórnia na administração pública se repete nos estados, muito especialmente nos estados do Nordeste, com o agravante de que, desta feita, a esculhambação se dá numa escala imensamente maior. Ali, nestas terras esquecidas por Deus e onde o Diabo perdeu as botas, a situação atinge píncaros de avacalhação nunca dantes sequer imaginados. Vamos a alguns números:

Segundo os dados disponibilizados por diversas fontes, os estados do Nordeste recebem a cada ano uma quantia que se aproxima dos R$ 300 Bilhões A MAIS do que todos os impostos e taxas que arrecadam para o Governo Federal.

São os Fundos de Participação dos Estados e Municípios; os FNE e FDNE (Fundos de Desenvolvimento do Nordeste). São as aposentadorias diversas, inclusive rurais; são as diversas bolsas, especialmente a Bolsa Família; o FUNDEB e os repasses às Universidades e os Institutos Federais; são as emendas parlamentares, são os salários de todos os funcionários federais dos mais diversos tipos (Juízes, promotores, procuradores, órgãos federais como Receita Federal, IBGE, INSS, CODEVASF e uma miríade de outros), e por aí vai. Com exceção apenas da Bahia, essas doações federais representam aproximadamente METADE DO PIB desses estados famélicos.

A consequência: Quase todos os carros de luxo ou casas bonitas que você vê em cidades do Nordeste são propriedade de algum nababo da administração pública. Promotores, juízes, auditores, defensores, desembargadores, procuradores, corregedores, delegados, e por aí vai. Todos os grandes prédios são sede de algum órgão da administração pública. Não existem sedes de empresas ou de grupos empresariais. A razão é bem simples: NINGUÉM PRODUZ PORRA NENHUMA nesses estados! Só se produz crianças bastardas, que depois virarão garçons e frentistas de postos de gasolina em Brasília ou em São Paulo. As meninas virarão putas mesmo.

Quem banca essa esbórnia é o estado de São Paulo, que manda um superávit de mesmo valor para o governo federal. Quer dizer: São Paulo produz e os parasitas dos 9 estados nordestinos usufruem.

Para completar a cachorrada, os governadores se mancomunaram em um “consórcio” cuja única finalidade é peitar o governo de Jair Bolsonaro, já que este não acoita e nem aceita as putarias e as maluquices que os 9 palhaços aprontam e defendem. Não satisfeitos, aprovaram na Câmara dos Deputados aquilo que chamam de Orçamento Impositivo”. Isto quer dizer o seguinte: O Governo Federal não poderá opinar ou decidir sobre nada que conste no orçamento definido pelos deputados federais. Ou seja, aquele bando de ladravazes, que os mortos de fome do Nordeste mandam para Brasília, liderados por bandidos da estirpe de um Rodrigo Maia e outras escórias sub-humanas da mesma laia vindas de outros estados, ditarão de forma inquestionável quem é que deverá receber quantias imensas de um dinheiro QUE O GOVERNO FEDERAL NÃO TEM!

Isto significa dizer que os governadores nordestinos evoluíram da condição de mendigos para a de achacadores!

Como nenhum desses caras tem o mínimo de SIMANCOL, vou dizer qual é a minha posição (e aparentemente a da grande maioria da população brasileira que pensa) com relação a toda esta cachorrada. Meu saco estourou!

TOLERÂNCIA ZERO! PENA DE MORTE JÁ!

Minha modesta contribuição para que façamos acontecer aqui uma Revolução digna deste nome será construir uma réplica perfeita da guilhotina original francesa e posicioná-las bem em frente ao Congresso Nacional e ao STF, lá naquele gramado que tem na esplanada dos 3 poderes. Naquele local estratégico, ficaremos testando a bicha com melancias, de modo a espirrar abundantemente uma gosma vermelha para todos os lados, cada vez que deixarmos a lâmina descer. Os repetidos testes terão a função didática de ir criando o clima psicológico na multidão, preparando-os para quando as cabeças coroadas da república (soberanas, nas palavras do Rodriguinho) começarem a ser decepadas. Para isto, necessito de contribuições pecuniárias para: a) detalhar o projeto, b) cotar orçamentos, c) contratar a execução, d) transportar até Brasília e posicioná-la e) contratar um verdugo.

Dizem que a revolução de 1964 matou uns trezentos ou quatrocentos comunistas. Esperem só até soltarmos a ira da população contra a atual choldra de patifes e canalhas. Haverá filas imensas e teremos de agendar horários, para que sejam todos degolados.

Aguardo as manifestações de apoio ao projeto através de doações pecuniárias. Os que forem doar, deverão fazê-lo através de depósito em dinheiro, de modo a não ser rastreado e vir a sofrer represálias por parte da caterva. Prometo manter uma prestação de contas detalhada de todas as despesas e contribuições, assim como informá-la periodicamente.

8 pensou em “MENDIGOS ARROGANTES

  1. BRAVOS, BRAVOS, BRAVOS…. mil vezes bravos. Foi dito tudo que eu gostaria de dizer. Obrigado professor. Continue por favor.
    Um abraço . Que Deus lhe dê forças para continuar.

  2. Vc é um babaca! Não sabe nada de fisco. Vá estudar e vê o quê tem de benefícios
    Fiscais para os Estados do sudeste do Brasil. O estado de PE está bem sem precisar da sua bosta de estado. Vc é um babaca.

    • Caro Severino, (Ou posso lhe chamar de Biu?)
      Considerei bem interessante a lógica dos seus argumentos.
      Realmente, minha praia não é entender de fisco, como você chama. Eu entendo de somar e diminuir, e foi exatamente isso que fiz.
      Outra coisa, dizer que esse “Cu de Judas” conhecido como Pernambuco está bem é demais para o meu saquinho. Especialmente, quando afirmas que não precisa de mais ninguém. Se declarar a independência desta merda, vocês vão ter que virar canibais de novo, já que não produzem nem o que comem.
      Ah! Antes que eu esqueça: Você mistura infinitivo com presente do indicativo numa frase só. Isso é coisa de analfabeto. Acho que você faltou nesta aula. (Se é que foi a alguma aula!)
      Finalmente, cheque seus pressupostos. EU SOU PERNAMBUCANO.

  3. Você está, como sempre, coberto de razão, Adonis. Só não conte com a “ira da população”: o povo brasileiro, em sua esmagadora maioria, está muito preocupado assistindo o Big Brother e as finais dos estaduais para se preocupar com sua pátria.

  4. Estimado Prof Adonis, esse assunto merece uma sequência longa de textos, porque é bastante interessante. Sou defensor da descentralização, afinal de contas os tecnocratas de Brasília não enxergam os problemas distantes desse país continental. Talvez exista um excesso de municípios atualmente, principalmente se considerarmos apenas quanto custam e quanto arrecadam. Eu penso que os municípios que não são autossustentáveis não podem pagar salários aos vereadores. Sob o ponto de vista da transparência e da fiscalização do orçamento público, a prefeitura seria mais fácil de ser fiscalizada, mas não acontece, por causa do desinteresse, despreparo do cidadão e do difícil acesso (proposital) aos números.
    Infelizmente o bom caminho deixado pelo Governo FHC com a Lei de Responsabilidade Fiscal foi dinamitado pelo PT ao longo dos seus 13 anos de gastança, irresponsabilidade fiscal. Eu continuo achando que descentralizar é o caminho correto, porém qualquer modelo dará errado quando for administrado por políticos do tipo “Justo Verissimo”

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