MANIFESTO

Tem mais de 15 anos que lancei este Manifesto.

De lá pra cá, a situação piorou bastante pra nós outros, os machos do Brasil.

A androfobia é um fenômeno que vem aumentando em índices assustadores.

Vou republicar do jeitinho que escrevi àquela época:

* * *

Nesse Dia Internacional da Mulher, 8 de Março (por uma feliz coincidência, o dia do aniversário de Patrícia, minha filha mais velha), venha a público lançar o seguinte

MANIFESTO AOS HOMENS BRASILEIROS

1) Conclamo todos os homens brasileiros para nos unirmos e reinvindicarmos a aplicação real do princípio da igualdade e da isonomia que está contido na nossa Carta Magna. Vamos lutar para a criação da Delegacia do Homem em todas as cidades do país, nos mesmos moldes das já existentes delegacias da Mulher, do Idoso e da Criança e do Adolescente.

2) Na Delegacia do Homem poderemos nos queixar das agressões que sofremos das nossas mulheres, das pragas de sogras, das mal criações das filhas e dos ataques das vizinhas. A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco tem estatísticas incríveis sobre a quantidade de homens que são agredidos por suas mulheres, sobretudo nos bairros da periferia. Essas agressões geralmente acontecem com os companheiros exercendo seu saudável estado de embriaguês e são espancados bêbados, numa covardia inominável.

3) Briguemos pelo direito de sermos chamados de “Gostoso!” nas ruas, de termos a ventura de sentirmos uma mulher passar a mão na bunda da gente e de sermos estuprados por um trio de garotas jovens, num mato, num quarto ou numa beira de praia, assumindo o público compromisso de não nos queixarmos quanto a isso.

4) Batalhemos pela ascensão profissional das nossas mulheres, a fim de que elas passem a ter renda superior à nossa, de tal modo que possamos requerer pensão alimentícia em caso de separação.

5) E, no caso de ter a companheira uma renda de alto nível, batalhemos pelo direito de ficarmos no sagrado recesso do lar, exercendo as tarefas de dono-de-casa, com a competente assessoria de uma boa empregada.

6) Que façamos brotar um tempo onde a mulher abra a porta do carro, pague a conta no restaurante, escolha o motel, insista na cantada quando estivermos hesitando, tome a iniciativa de nos garanhar no carro e nos diga com os olhos brilhando: “Já estou molhada e de grelo duro…”.

7) Por fim, companheiros, nos unamos pelo sagrado direito de brocharmos e termos ejaculação precoce sem sermos alvos de jacotas, estatísticas, cobranças ou ameaças. Briguemos pela manutenção com altivez do lema “Enquanto eu tiver língua e dedo, mulher não me bota medo”.

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  1. Sobre o último ítem, vi certa vez uma entrevista de alguém contando o seguinte “causo”:

    O sujeito chegou no bar e encontrou um conhecido seu, já de avançada idade, com uma cara triste de fazer dó. Cumprimentos, cerveja solicitada ao garçom, e o amigo contou a causa de sua tristeza: havia brochado!
    O outro, compadecido, tentou consolar o amigo. Não devia ser nada sério, são coisas que acontecem, amanhã é outro dia, enfim. E tentou levar a conversa para o lado da brincadeira, usando a velha frase.

    “Disfarce, colega. Dê uma enrolada, ganhe tempo… Você tem duas mãos, cinco dedos em cada, vá variando, que você acaba contentando a moça…”

    “Que nada! Ela diz que depois do couvert, tem que vir a janta!”

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