IMBECILIDADE À FLOR DA TOGA

O comportamento tendencioso do STF – Suprema Troca de Favores, baseado nas decisões do Sinistro Ricardo Lewandowski, causa asco em que tem discernimento e que olha o passado na busca da construção de um futuro melhor. Eu penso assim: não adianta perder a dignidade defendendo o PT, nem a coerência se matando por Bolsonaro. Chega de divisões. O muro de Berlim caiu, ou melhor, o “muro da vergonha” porque não passava disso: uma enorme vergonha concretizada em tijolos, cal e cimento, misturados a uma ideologia que acabou, praticamente, no mundo inteiro.

O Sinistro Lewandowski foi relator da ação, votada na quinta feira (06/06), que tratava da autorização do Congresso para vendas de empresas públicas. Na ótica do Sinistro, como o Congresso autoriza a criação caberia autorizar a venda. Estamos falando de 134 empresas públicas e 88 subsidiárias criadas, exclusivamente, para fortalecer candidaturas e partidos políticos, como o caso de Renan Calheiros que colocou Sérgio Machado na Transpetro e este, em delação, já declarou o quanto repassou para Renan, Sarney, Jucá e toda essa corja do MBD.

Entende-se que uma despesa tenha, necessariamente, que ser justificada por uma receita. Em palavras simples é isso que diz a Lei de Responsabilidade Fiscal que foi, tão, combatida pelo PT. Embora, a previsão de receita seja um item presente no orçamento, não há qualquer cabimento em não aceitar receitas eventuais. De certo modo, as despesas são mais ou menos conhecidas, mas as receitas são incertas porque dependem da arrecadação. Então, o que o congresso deveria votar era o ajuste no orçamento após a venda de uma estatal, não a autorização para a estatal ser vendida.

O pensamento ardiloso do Sinistro Lewandowski tem relação com o aparelhamento estatal feito pelo PT. Se estes cabides de empregos são esfacelados, principalmente com Lula na cadeia, o PT se enterra para nunca mais ressurgir. Estas empresas, embora se observe um processo de substituição de cargos pelo atual governo, continuam com diretores ligados aos partidos que deram sustentação aos governos anteriores e que ficam ali, caladinhos, porque não querem perder a “boquinha”. Tem uns que se declaram bolsonaristas desde criancinha.

O Sinistro Lewandowski já mostrou, em mais de um momento, que seu interesse é proteger e salvaguardar os ideais do partido que lhe colocou no STF. A lambança no impeachment de Dilma na qual ele violou um artigo constitucional pra manter seus direitos políticos ativos é uma das constatações mais gritantes. A voz de prisão dada a um jovem advogado que disse, usando seu direito constitucional de liberdade de expressão, que o STF causa vergonha ao Brasil, também é mais um caso de violação constitucional por um ministro que deveria ser guardião da constituição.

Não satisfeito com suas lambanças constitucionais, o Sinistro Lewandowski autorizou a entrevista de Lula dias antes da eleição passada. A irritação dele com Dias Toffoli, que proibiu a entrevista, chegou aos jornais. Então, o que a gente precisa se perguntar é: não tem jurista nesse país com capacidade de apresentar um pedido de impeachment desse canalha? Adicionalmente, o presidente do Senado precisa ser alertado que ele está ali para defender interesses da população e tenho certeza de que basta aceitar um pedido de impeachment para que os demais canalhas (Gilmar, Marco Aurélio, etc.) entendam que não estão acima da lei.

O resultado da votação no STF foi pela aprovação das subsidiárias sem necessidade de aprovação do congresso. É pouco, mas representa um avanço. Estamos falando de 88 empresas, 16 das quais penduradas no Banco do Brasil, 35 penduradas na Petrobras (coloque os 7 mil postos de combustíveis que vendem gasolina no Brasil mais caro do que vende no Paraguai).

Seguramente dirão alguns: vai aumentar o desemprego. Poucos dirão: estas empresas não deveriam ter sido criadas. Pegue o caso da Trasnpetro. Uma empresa destinada a logística do combustível no Brasil. Alguém sabe o motivo dessa empresa não ter sido escolhida, mediante licitação, na iniciativa privada? C-O-R-R-U-P-Ç-Ã-O.

Em resumo: empresas foram criadas com autorização do congresso e gerando custos para o erário de diversas formas, dentre as quais, desvios de recursos para alimentar partidos e políticas. As atividades dessas empresas poderiam ser conduzidas por empresas privadas, desde o início, mas não foram e agora tentam passar a imagem de o governo vai acabar com o patrimônio público. Esse pensamento conta com a anuência do Sinistro Lewandowski cujo voto foi para que o congresso autorizasse a venda. Ele sabe que o governo Bolsonaro não tem base e uma proposta dessa não passaria, ou passaria com grande desgaste.

Senhor Sinistro, o congresso deveria estar votando os ajustes orçamentários por receitas não previstas diretamente, porque conseguem o financeiro, mas não pode gastar porque não está no orçamento. Sinistro, tem uma frase célebre do interior nordestino que é dita a um jogador ruim que está em campo. No seu caso seria assim: “Lewandowski, pede para cagar e sai”. Espero que essa decisão seja revista como vocês tentam rever a decisão de prisão em segunda instância e que o governo, qualquer que seja ele, tenha total liberdade de negociar seus ativos.

Finalmente, senhor Sinistro, ajude o Brasil. Solte Lula. Nossa economia está combalida demais pelos desmandos econômicos praticados desde 2010 para cá. No dia 14 estão querendo parar o país. Mais uma vez, “Lula livre” que ninguém agüenta. A gente quer produção, emprego, renda, segurança presente e futura. Dê logo um HC e avise a turma que não tem compromisso, porque os que trabalham precisam continuar trabalhando.

6 pensou em “IMBECILIDADE À FLOR DA TOGA

  1. mauricio e exatamente por isto e por outras canalhices mais que hoje embora tenha lutado pelo voto para presidente , quando dos governos militares , afirmo sem nenhum medo de errar , que para o brasil voltar a crescer e a ser um pas onde impere a honestidade e a moral , so com uma intervençao miltar e a tirada dos poderes , criminosos e corruptos e seus cumplices travestidos de congressistas e juizes de suprema corte , pois estes sao canceres e como tais teem que serem extirpados , semque haja siquer um resquicio destes nefastos canceres instalados nos tres poderes , mas hoje predominantes no congresso e no supremo , , sem isto havera sempre a possibilidade , como vivenciamos da remissiva desta nefasta corja que hoje e responsavel pela mediocridade a que chegamos , portanto baionetas caladas , para que retornemos a honra e a a honestidade neste pais , , nao existe democracia , com supremos e congressistas corruptos e criminosos , e a venezuela e a provaviva disto.

  2. Meu caro Alberto, nós tivemos, ano passado, oportunidade de limpar o congresso, no entanto, alguns canalhas conseguiram votos de outros canalhas que não pensam no Brasil. Gostaria mais que essa limpeza fosse através do voto, para não ter justificativas contrárias no futuro. Veja a derrota acachapante de Dilma. Ela pode reclamar de perseguição política?

  3. Segura, que é tua, Assuero!

    Difícil e escolher o maior absurdo do STF. Basta citar que o ministro Dias Toffoli, num só despacho, defenestrou uma decisão soberana do Senado e, ao mesmo tempo, avacalhou a Lei da Ficha Limpa. De iniciativa popular, sofreu um duro golpe o legítimo anseio da sociedade que, democraticamente, tinha sido aprovado pelo Congresso Nacional.

    Avacalhou a lei da ficha limpa quando suspendeu a inelegibilidade do ex-senador Demóstenes Torres, ainda procurador do MP de Goiás, que havia perdido em 2012 os direitos políticos até 2027, sob acusação de ter usado o cargo para defender os interesses do empresário Carlinhos Cachoeira.

    Ora, se seu colega de Corte Ricardo Lewandowski, que ao presidir o processo de impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff a julgou indigna de permanecer no cargo, porem, sem tirar o “direito” de concorrer a outros mandatos eletivos, mantendo seus direitos políticos ao arrepio do que diz a Constituição.

    Dias Toffoli impediu que Demóstenes Torres voltasse ao Senado, mas suspendeu sua inelegibilidade. Assim, tornou Demóstenes um ex-senador e um ex ‘ficha-suja’, com direito a concorrer nas eleições de outubro, quando pretende obter nova vaga no Senado.

    Toffoli “ignorou solenemente o fato de que a cassação de um mandato eletivo é acompanhada pela perda dos direitos políticos do parlamentar cassado.

    Indiferentes a perplexidade da população, os membro do STF agem sem nenhum constrangimento, interpretando a CF ao sabor de seu pendor ideológico, como se autoproclamassem os novos Luiz IV tupiniquins, que em semelhante tom e comportamento anunciam: “O ESTADO SOU EU”.

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