GUERRA CIVIL NO BRASIL

Dizem que até mesmo um relógio quebrado costuma dar a hora corretamente duas vezes ao dia. É o mesmo caso dos “Santos Padroeiros” dos comunistas e socialistas: Karl Marx e Antônio Gramsci.

O italiano, em meio a suas brilhantes maquinações maquiavélicas, visando sempre implantar a estupida da “Ditadura do Proletariado”, saiu-se com a constatação de que “O velho mundo está morrendo e o novo mundo está lutando para nascer. Este seria o tempo das monstruosidades”. Já o alemão residente em Londres, em meio a montanhas de baboseiras e previsões fracassadas, saiu-se com a notável constatação de que a história costuma se repetir. Só que aquilo que ocorre primeiro como tragédia, repete-se sempre como palhaçada. Os dois pareciam estar mirando o Brasil atual quando emitiram estas sentenças!

Estamos exatamente na fronteira entre a morte anunciada de toda uma velha maneira de se fazer política e gestão pública, enquanto que os novos valores e princípios lutam denodadamente simplesmente para nascer. Enquanto isso, todo tipo de aberração e monstruosidade tem surgido à luz do dia ininterruptamente.
Nossa situação atual a mim parece ser a repetição de um conjunto de eventos anteriores, só que desta vez como farsa. Eu imagino sempre que estamos vendo outra vez todo o filme das encrencas anteriores à Guerra Civil Espanhola (1936 a 1939), e que levaram ao dilaceramento da daquele país maravilhoso.

A economia espanhola havia tido um bom crescimento ao longo de todo o século XIX, especialmente nas regiões mineiras (Astúrias e país Basco) e industriais (Catalunha). Enquanto isso, as demais regiões permaneceram agrárias, com uma estrutura atrasada e aristocrática, o que condenava grande parte da sua população a uma permanente pobreza. O país inicia o século XX dividido entre grupos de socialistas, comunistas e anarquistas, oriundos da crescente classe operária das áreas desenvolvidas, e uma Andaluzia, Extremadura, Galícia e demais regiões centrais, fortemente católicas, conservadoras, monárquicas e pobres. Desde o início do século XX, uma série de levantes de ambos os lados tentou conseguir a hegemonia, mas sempre sem sucesso. Este processo culminou com a queda da monarquia, em 1931, e com a proclamação da república, ao fim do apoio militar de parte das tropas à monarquia.

Em dezembro deste ano, são realizadas eleições gerais e a esquerda sai vitoriosa. Ao longo de 1932, as reformas iniciadas foram consideradas excessivamente tímidas pelas esquerdas, enquanto que, por sua vez, algumas intervenções do Estado foram consideradas inadmissíveis pelos direitistas. Diante do descontentamento de ambas as facções, realizam-se novas eleições em 1933. Desta vez, quebrou-se a Frente Ampla das esquerdas pois os anarquistas passaram a pregar o que chamaram de “Greve do Voto”. A consequência foi a vitória da direita. Desta vez, quem se recusou a aceitar a alternância de poder foram todas as diversas facções em que se fragmentava a esquerda. Os levantes esquerdistas se sucederam, sendo o maior deles o dos operários mineiros de Astúrias. Foi a repressão brutal do governo central que unificou as esquerdas para que ganhassem a eleição seguinte. Este fato precipitou a escalada do conflito e o início do levante armado nas regiões dominadas pelos conservadores, especialmente no Marrocos e Ilhas Canárias, de onde partiu a força expedicionária de Franco.

Ao se ampliarem os conflitos, ambos os lados trataram de buscar apoio e ajuda internacional. Inglaterra e França lavaram as mãos, à la Pôncio Pilatos. Stalin mandou equipamentos, mas em quantidades insuficientes e vendidos a bom preço, tendo sido pagos com os recursos do Tesouro Espanhol. O ditador queria a vitória dos aliados republicanos, mas não desejava o surgimento de um polo concorrente na liderança do comunismo mundial. Já Hitler e Mussolini, apoiaram decisivamente o lado dos conservadores. Afiavam as garras para a guerra que se avizinhava. Pode-se dizer que o apoio da aviação alemã, através da “Legião Condor”, foi decisivo para sua vitória.

Mas…e o Brasil? Onde é que nossa situação atual se identifica com esta estória?

A nossa indefectivelmente fragmentada (e sempre altamente imbecil) esquerda parou no tempo. Agem exatamente da mesma maneira que agiram em 1936, na Espanha. Se não, raciocinem comigo:

1. Todo e qualquer opositor das emboloradas e embaralhadas ideias destas múmias ideológicas é imediata e inexoravelmente taxada de … FASCISTA. Parece até que todo o restante da nossa população acabou de se revelar um oficial da SS, ou mesmo um Camisa Parda, partidário de Franco ou Mussolini.

2. A oposição por eles praticada, após serem fragorosamente derrotados em eleições livres, é sempre baseada no lema do “Quanto pior, melhor”! O Brasil que se dane! A população que se exploda! A “Causa” do socialismo tudo justifica. O que interessa a eles é a confrontação aberta e direta. Mentir, mentir e mentir.

3. Derrotados em sua terra natal, passaram a desempenhar o mais abjeto de todos os papéis: Cuspir no prato em que comeram. Dedicam-se com denodo a denegrir a terra que lhes deu à luz em todos os locais e oportunidades possíveis. Canalhas traidores! Vão querer, por acaso, formar brigadas internacionais de novo?

4. Aqui, buscaram apoio na escória da sociedade, cooptando-a através da concessão de benesses bancadas pelo erário. Hordas de marginais sociopatas, no campo e nas cidades; todos direcionados para “tocar o terror” quando acionados. Se não os houver em quantidade suficiente, criam-nos através do caos social que pregam.

5. Escolados pela inutilidade (em leva-los ao poder) dos milhares de fuzilamentos de opositores, praticados naquela ocasião, passaram a adotar metodologia incomensuravelmente mais insidiosa. Passaram a transformar toda a nossa juventude em uma geleia indistinta de boiolinhas e franchonas descerebrados, todos altamente neuróticos, mais perdidos que cego em tiroteio e bem mais fáceis de utilizar como massa de manobra para a concretização da “Causa” através de “slogans” inebriadores do tipo: Ele Não! Lula Livre! No Pasaran!

6. Para efetivar esta emasculação mental da juventude, ocuparam todas as posições influentes do sistema educacional do país. A influência doutrinadora, antes exercida pela Igreja Católica, passou a ser praticada por seus agentes incrustrados no aparato estatal. Se lá fuzilavam padres que a eles se opunham, aqui contavam com a anuência e beneplácito de partidários da Neomarxista “Teologia da Libertação”.

7. Cooptaram multidões de funcionários públicos com mordomias e benesses inimagináveis, muito especialmente GORDÍSSIMAS APOSENTADORIAS. Blindaram o sistema com um aparato legal e institucional impenetrável. A Gestão Pública se transformou em imenso convescote. Uma verdadeira esbórnia.

8. Com isso, implantaram uma clivagem dentre a população, mais poderosa que a “Falha de San Andreas”. Os funcionários públicos, inamovíveis, com altíssimos e injustificados salários e aposentadoria INTEGRAL, versus imensa multidão de abandonados da sorte, gravitando ao redor do famigerado INSS, mendigando algumas migalhas oriundas das montanhas de dinheiro que lhes foram extorquidas por governos ladravazes.

9. Hoje, ao contrário do que ocorreu na Espanha, onde todos os apoios eram visceralmente baseados em firmes opiniões e ideologias, a grande maioria dos que aqui apoiam as panaceias preconizadas pelos “Rojos” o são devido à farta distribuição de recursos do tesouro com que foram agraciados. É uma verdadeira festa!

10. A ironia disso tudo é que se verificou uma interessante inversão. Ao invés das esquerdas serem apoiadas pelos operários e trabalhadores das cidades, cuja categoria vem sendo celeremente exterminada em nosso país, o apoio dos esquerdinhas vem agora de legiões de balofos e obesos funcionários públicos urbanos, acolitados por hordas de marginais, “Freaks” e favelados, junto com os miseráveis dos grotões do Nordeste. Quem diria?

A minha modesta opinião é de que, a continuar a ser praticada essa brutal injustiça pelos governantes, injustiça esta promovida por um legislativo altamente canalha e acoitada por um judiciário composto, em sua maioria absoluta, por funcionários também cooptados pela remuneração estapafúrdia que recebem, juntamente com um STF entupido de bandidos de altíssima periculosidade, a saída final para esta população seria uma guerra civil nos moldes espanhóis. Só que esta hipótese foi totalmente esvaziada pelo desarmamento da população.

Ainda bem! Resta agora confiar em Bolsonaro e sua turma, bem como apoiá-los de todas as maneiras.

Agora me digam: Tudo isso é, ou não é, uma repetição histriônica da Guerra Civil Espanhola.

8 comentários em “GUERRA CIVIL NO BRASIL

  1. ***
    Sua tomografia computadorizada dos erros da esquerda é digna dos mais efusivos elogios.
    É bem como você disse.
    Discordo apenas de acusar os funcionários públicos que fazem essa imensa nação continente existir de serem os culpados da situação de desgoverno.
    No caso das aposentadorias todos estamos sendo traídos pela quebra de contrato.
    Não estão entregando o que se comprometeram a entregar a, no mínimo, 30 anos atrás quando, ainda jovens, dedicamos a nossa vida ao trabalho honesto de maneira a garantir nosso sustento.
    É preciso reconhecer que o governo assevera que os direitos adquiridos (ou seja o contratado) estão garantidos. Que as novas regras valem daqui para frente que é como deve ser.
    Parabéns pelo ótimo texto.

  2. Adonis, recorro ao poeta Fernando Pessoa: “Se te queres matar, por que não te queres matar?”. Os homens são repetitivos e a história sempre se repete.

  3. Bravos professor. As esquerdas sempre foram, são e serão estúpidas , ignorantes e burras. Não sabem construir nada, somente destruir aquilo que existe pelo esforço do povo, para o povo.
    Parecem criaturas geradas pelos ovos de dinossauros gerados a milhões de anos e que involuiram com o passar dos milenios,

  4. Pra recomeçar, sem privilégios, chamar o soldado e o cabo para uma visita ao STF, STJ, Congresso nacional e palacios do poder executivo ….

  5. Em 1937, durante a guerra espanhola, os nacionalistas tomaram Bilbao, centro da produção de aço do país. Antes de fugir, os republicanos danificaram equipamentos para impedir que as fábricas continuassem produzindo nas mãos do inimigo.

    A rapidez com que as fábricas voltaram a funcionar surpreendeu até mesmo os militares encarregados da tarefa; poucos meses depois a produção era o dobro do que era antes da guerra.

    Quando Franco pediu uma explicação, um dos encarregados da tarefa, comandante Zayas, respondeu:

    “É que sem sindicatos e assembléias democráticas, as fábricas funcionam que dá gosto!”

  6. Texto enxuto, Mestre Adônis Oliveira, de altíssima catilogência!

    Imagino a não existência do Jornal da Besta Fubana, e a não publicação desse manuel de sabedoria esquecido nos arquivos do PC do professor à espera de um editor macho e interessado em publicá-lo.

    Com essa aula-mestra do professor Adônis se endente o por que daquela palhaçada criminosa de Lapa de Presidiário resumida da fala estúpida do salafrário Sakamoto: “Nem todos vocês que estão aqui poderão participar da FESTA do enterro do menino!”, disse este marginal a uma “multidão de descerebrado” à frente da sede da Polícia Federal no velório do Neto do Grão Canalha!

    Ainda bem que esses felas da puta foram banidos do poder democraticamente pela população esclarecida, porque senão estaríamos fudidos sem poder ler esse belíssimo texto!

    Saudações ao mestre!

  7. TtUDO BEM. Argumenta-se à esquera, argumenta-se à direita. E cada argumentação cai como verdade divina entre prosélitos e seguidores de todas as tendências. Lido o texto, cada um que faça sua “maiêutica”, quer criando a própria opinião quer aceitando a narrativa proposta. Assim caminha a humanidade (hi, h, hi).
    Agora me diga uma coisa: O que é que a Falha de San Andrés faz nessa hisrória?
    Me perdoe, Adonis, pois sou fã de seus textos.

  8. Prezados amigos,
    Os elogios de vocês me deixam o peito em festa e o coração a gargalhar mas…
    O melhor mesmo são os comentários e análises a partir do tema proposto, feito a estória da fábrica em Bilbao.
    Ah… usei a falha de San Andreas só como exemplo de rachadura que, qualquer dia desses, vai afundar os dois lados.

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