GILETES ATRAPALHANDO O TRABALHO DO JBF EM PARIS

Vim a Paris, a mando do editor do Jornal da Besta Fubana, para fazer análises sérias da França e da Europa.

Para isso conto com assistência maciça, por meios e recursos nunca antes imaginados por alguma grande empresa de comunicação, inclusive com deslocamentos garantidos a tempo e à hora para qualquer parte do Velho Continente.

Pergunte ao Faustão, que vive elogiando a Globo como o melhor ambiente de trabalho do mundo, se ele não sairia de lá na hora se Berto lhe fizesse uma oferta, que Berto não faz porque não queremos qualquer um aqui dentro.

Pois bem, em minha primeira reportagem, que deveria conter material visando certos aspectos políticos locais, dirigi-me ao Arco do Triunfo. Aprecio muito fazer entrevistas e verificações “in loco”.

Pois quando tentei descer nas estações que servem o Champs Elysées, onde fica o arco (o outro, não o do tarco e da verva), elas estavam fechadas ao público.

Um bom pesquisador não se deixa vencer tão fácil. Voltei à estação do Louvre e tratei de fazer o caminho a pé.

Inútil, todas as passagens estavam barradas pela polícia. Havia uma manifestação de uns giletes.

Uns tais de Giletes Jaunes, que são giletes amarelos (imagino que sejam chineses que cortam dos dois lados, ou coisa assim), estavam badernando no Arco do Triunfo e a gente não podia ir lá.

Fico pensando o que eles estariam fazendo: certamente se reuniram com os elegebetês para farrear e ficar beijando na rua.

Eles deviam estar se manifestando sobre os problemas do país deles, em vez de ficar zoneando.

Por que não deixam lugares como o Arco do Triunfo e vão bagunçar no Marais?

(Só me falta agora criarem um grupo de fanchonas vermelhos ou coisa assim).

Ora, se você está em Paris, quer fazer uma análise sociológica e política mas não pode ter acesso a um dos principais pontos da cidade, o que poderá fazer?

Perguntei-me isso e fui para a Torre Eiffel, de onde pude observar o belo panorama da cidade, tirar fotos e comer gaufre, que suja a cara da gente toda de creme.

Quando esses tais giletes pararem de prejudicar e atrapalhar a gente de andar pela cidade livremente, farei uma análise da situação política da França e mandarei para vocês.

Beijo no coração.

16 pensou em “GILETES ATRAPALHANDO O TRABALHO DO JBF EM PARIS

    • Goiano é daltônico e não sabe. Esse pessoal estava vestido de vermelho. Uns gritavam Lula libre e outris diziam se retrouver libre apresentação 10 ans.

      • Maurício, eu sou daltônico de verdade. E sei disso. Pessoa com Daltonismo Dicromático não tem todos os receptores de cor e por isso não consegue identificar uma das três cores, vermelha, verde e azul. Eu tenho um deles. Por isso, tua observação pode ser verdadeira, caso exista o daltônico que troca o amarelo por vermelho. Tomar Cuba Libre é uma coisa, querer Lula Livre é outra. Essa linha de raciocínio nos leva a um impasse.

  1. E olha que foi até o cabo.
    Às vezes o pouco é muito, como, por exemplo, pimenta no acarajé da baiana.
    Tu come hoje e o teu cu responde amanhã.

    • Não se discute , és um grande conhecedor. E de cu ,tu sabes que a maioria dos esquerdistas entende bastante , talvez sejam gillette mesmo . Este nível não queremos alcançar ( nós).

      • Joaquimfrancisco, a grande diferença entre esquerdistas e vós não tem cunho sexual, mas alimentar: vós sois de elite, comeis presunto. Nós somos da baderna, comemos mortandela.

  2. Goiano, uma amiga minha há vinte anos morando em Paris, vive me repetindo que o francês é para a Europa o que o português é para o brasileiro: uma eterna piada.
    E vai mais longe! Afirma-me a cada novo contato (hoje em dia facilitado pela tecnologia visual do WhatsApp) que o resto do mundo não pode jamais levar um francês a sério.
    Se você houvesse ousado passar no meio dos giletes, sairia sem um corte. Pode apostar e, doutra feita, meter-se no meio deles gritando exatamente o contrário daquilo que por acaso eles estejam pedindo.
    Sairá ileso sabe o porquê? Porque apesar de uma eterna piada, o francês embora engraçado é bicho educado de verdade.

    • EM TEMPO!
      Esqueci de dizer acima que, para mim, nenhum português é motivo de piada.
      Respeito muito tudo vindo de Portugal.
      Já da França… Apenas os “Culetes Amarelos”.

      • Jesus de Ritinha Miúdo, não vou ao extremo de achar que deve-se perder o amigo mas não se pode perder a piada: tudo tem limites. Mas vejo o exagerado cerceamento do humor como uma castração à liberdade de sacanearmos os argentinos.

    • Como tua amiga mora aqui há vinte anos, tenho de respeitar a antiguidade: somando tudo, tenho uns três anos de moradia na França, nem todo o tempo em Paris. Mas eu mesmo nunca observei essa relação do resto da Europa para com o francês, algo como o português para o brasileiro, no sentido da gozação. Aqui vejo, sim, os franceses fazerem piada dos belgas, isso é tradicional. Também não faz parte da minha vivência a observação de que o francês não é respeitado na Europa, muito pelo contrário. Além disso, eles se acham. Tanto que já existe uma corrente pelo Franxit (la France menace de quitter l’U.E.) desde os idos de 2016, pelo menos.
      Voltando aos Gilets Jaunes, eles não são essa serenidade toda não. Em não entraria em uma manifestação deles dizendo viva Macron…
      “Depuis le 17 novembre, le mouvement des gilets jaunes multiple les actions, émaillées parfois de violences et de dégradations.Lors de la première journée de mobilisation nationale, qui avait réuni 282 000 personnes dans toute la France, de nombreuses scènes de heurts ont été constatées, notamment sur les Champs-Elysées et à la Réunion. Plusieurs agressions ont été recensées et deux personnes ont perdu la vie.Nouvelles scènes de violences dans l’hexagone le 24 novembre. Le samedi suivant, pour l'”acte 3″, l’accès aux Champs-Elysées a été filtré, mais des manifestants violents ont réussi à y accéder. En tout, 412 personnes ont été arrêtées et l’Arc de Triomphe a été saccagé. En Auvergne, la préfecture du Puy-en-Velay a été incendiée.Samedi 8 décembre, pour l’acte 4 du mouvement, Beauvau a annoncé 2000 interpellations dans toute la France, dont 1082 à Paris, où de nouveaux heurts ont éclaté et des magasins ont été pillés.(…)”.
      Mas aí já estamos querendo entrar nas questões políticas e sociológicas mais profundas e não é para isso que o Jornal da Besta Fubana me paga.

  3. É o quê, ômi?? Tu cumesse o quê, ômidideusu?? Graufe?? Gaufre?? Que bixiga é isso? Issé coisa de ôtro mundo!!! Issaí deve de sê arte da minha sogra!!! Vôte!!! Apôi, inquanto tu se lambuzava de graufe, gaufre, domingo eu tava era inchêno o bucho cum uma rabada de manhã cedo no café, e no aimôço, ná chácara da véia malassombrada, tava me acabando-me num prato de buchada de bode!!! O caba se lambuza do mêrmo jeitin, vum!!! Graufe!!! Gaufre!!! Se assunte, rapái!!!
    Um abraço!!!

    • Môrinô, gaufre é um waffle gigante metido a besta cheio de chocolate, sorvete, chantilly, tem na rua, eu não deixo de pagar um quando vou ao Butes Chaumont e me lambuzar a barba, o bigode e o nariz de creme. Aliás, fim de julho vou morar lá perto e abrir uma carrocinha de buchada de bode. Vou ficar rico!

  4. Goiano: ao invés ficar “desfilando o esqueleto nas passarelas europeias”, como bom comunista você deveria estar em Cuba ou Venezuela, pegando no guatambú e, plantando alimentos para os famintos.

    • Oswaldo, porra, eu gosto é de conforto, boa cama e mesa, vinho, mulheres e música. Quem gosta de miserê é o pessoal da extrema direita.

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