DESMATAMENTO

O desmatamento é o assassino das florestas. O malvado dos recursos naturais. Insano, o homem, na maioria dos casos, não pode ver uma árvore bonita, frondosa, viçosa, em pé que pensa logo em derrubar, desflorestar, eliminar o espaço verde das matas. O sonho de ganhar dinheiro com o desmatamento virou comércio. Lucrativa atividade com objetivos definidos. Aumenta a agropecuária e as pastagens para o gado, valoriza a pecuária, favorece a mineração, aquece o mercado das queimadas, atende os interesses dos urbanizadores. A cada ano a cobertura vegetal do Brasil diminui. Desaparece savanas, pradarias e o cerrado, levando para o espaço toda espécie de vida local com a extinção da área. A cultura afirma que o desmatamento surgiu, por necessidade, na época da pré-história. Mas, com a Revolução Industrial o desaparecimento das florestas temperadas do Hemisfério Norte acelerou-se. Ganhou velocidade. Representa o começo da agressão à economia.

Quem desmata florestas não se preocupa com o prejuízo causado aos ecossistemas. Não se toca com a repercussão do impacto ambiental. Não imagina que as florestas exercem benéficas missões. Purifica o ar, oxigena a atmosfera, regula o clima e o regime de chuvas, protege o solo, evita a erosão, preserva rios e nascentes, limpa a sujeira da água doce, afasta a desertificação. A industrialização acendeu a vontade do homem em faturar com a venda de madeira, o fornecimento de substâncias medicinais e a comercialização de frutos e fibras. O contingente de pessoas que depende da aditividade do desmatamento de florestas é enorme. Cresce sempre. Atualmente passa de um bilhão de intgrantes. Até os índios estão metidos no negócio, pouco se lixando se causam desequilíbrios ambientais. Segundo estimativas, desde a derrubada da primeira árvore, o mundo já perdeu quase a metade das florestas que existiam na face da Terra.

No Brasil, o desmatamento acontece desde o tempo do ronca. A prática é velha pra chuchu. Foram os portugueses que trouxeram a mania de devastar matas. A maior vítima das derrubadas, dentre os seis tipos de florestas, é a Mata Atlântica. Toda vez que a sociedade pensa em ocupação, derruba árvores. Atualmente, estimam haver somente 7% da vegetação do tempo do descobrimento, cuja extensão cobria 17 estados e abriga 72% da população brasileira. Para se mensurar a importância da Mata Atlântica, basta observar a riqueza do local. A Mata Atlântica conserva mais de 20 mil espécies de plantas, 298 espécies de mamíferos, 992 de aves, 200 de répteis, 370 de anfíbios e 350 de peixes. Agora, imagine constatar que 20% da Floresta Amazônica se transformam rapidamente em áreas privadas. Pelos dados levantados em março passado, acabaram com 67 quilômetros quadrados da Amazônia Legal. A ganância humana devastou florestas no Mato Grosso, Roraima, Amazonas, Rondônia, Pará e Acre.

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Pessoas insensatas e inescrupulosas, por conta de péssimas administrações, afundaram o país na lama. Contaminaram diversas de áreas de porcaria. Pra onde o brasileiro se vira, topa com nojeira, podridão, esculhambação, falta de moral, crises. Evidente que problemas não são exclusividade do país. Afinal, todas as economias, os países potências ou emergentes, enfrentam dificuldades. Mas, acumular pobreza, desigualdades, conviver com corrupção, quadrilhas de ladrões, violência, injustiças, parcialidade judicial, sofrer com impostos de arrombar, carência de infraestrutura, saúde pública debilitada, educação desqualificada, insegurança e cultura salgada parece ser exclusividade do Brasil. É muita bala para infernizar a ordem e a paz interna. Intranquilizar as pessoas de bem. Desde que o país passou a ser leiloado para os partidos políticos, a devassidão e a desgraceira rolam por todos os cantos. Descaradamente.

Ora, se os brasileiros de fibra não suportam tanta desarrumação e bagunça, imagine os gringos que ao pisarem em solo brasileiro são obrigados a ouvir e conviver com som alto, principalmente durante as madrugadas, gerando discórdias e brigas, agressividade gratuita, egoísmo acentuado, desrespeito em todos os níveis, malandragem no serviço, arrogância nas ruas e nas filas de ônibus. Daí a fama do brasileiro não ser chegado a leis. No trânsito, nos estádios de futebol é normal cada motorista, cada motoqueiro, cada torcedor seguir as suas próprias normas e convicções. Sem perceber, a população lida costumeiramente com serviços de eletricidade e internet de baixa qualidade, toma água mineral engarrafada porque a da torneira é desaconselhável. Não recebe o devido tratamento durante o consumo. Agora, reclamar, adianta? Por acaso tem alguém disposto a ouvir e providenciar as reclamações neste país acumulado de desorganização?

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A necessidade muda costumes, altera opiniões, modifica teorias. É a lei da natureza que obriga a humanidade a se adaptar, sem reclamar. Considerada uma das mais antigas e tradicionais culturas do mundo, o povo árabe é conservador. As pessoas são trancadas e reservadas. Não gostam de se abrir para estranhos. Preferem guardar a privacidade entre quatro paredes. A história registra que a convivência entre palestinos e judeus é cheia de conflitos. Rodeada de tensão que ultrapassa os 1400 anos. Os árabes adotam religiões diferentes. Uns são cristãos. Outros seguem o judaísmo. No entanto, a maior parte da população é muçulmana.

No entanto, em 2019, as mulheres árabes e judias resolveram marchar unidas em busca da paz. A última caminhada sob a bandeira da “Jornada para a Paz” reuniu milhares de mulheres, próximo ao Mar Morto. Os grupos percorreram o trecho entre a Cisjordânia e Jerusalém no intuito de solicitar aos líderes dos dois países o acordo sobre o entendimento, visando pôr fim à discórdia. Reiniciando o diálogo interrompido desde 2014. Quem promoveu a caminhada foi a ONG Women Wage Peace com o objetivo de abrir espaço, além do sonho de paz, para a mulher árabe obter representação nas negociações.

Foi bonito ver cerca de 4,5 mil mães cristãs, muçulmanas e judias, com sorriso no rosto, marchar de mãos dadas e conduzindo cartazes com mensagens escritas em inglês, árabe e hebraico exigindo um acordo político, onde o pedido fundamental abrangia três desejos. Paz, segurança e igualdade. O fato marcante da manifestação, que terminou na cidade de Jerusalém, foi constatar que no meio de registros de violência na região, as mulheres árabes e judias sonham com a possibilidade de haver paz entre israelenses e palestinos. Numa confirmação de que havendo oportunidade, as pessoas preferem viver em harmonia a ficar escravizado por ondas de radicalismo que segue os caminhos do extremismo, da força e da intransigência.

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Nos momentos decisivos, o Parlamento brasileiro exerceu importante papel. Na construção da democracia do país, os deputados agiram com denodo, tanto na fase do Império como na República. Em 1821, o país elegeu os primeiros deputados. Dos 97 deputados eleitos, somando os suplentes, apenas 51 tomam assento na Corte Constituinte para instalar a democracia nacional. Atualmente, a estrutura parlamentar é formada por 594 mandatários. Sendo 81 senadores e 513 deputados. Todavia, como ao longo das legislaturas os parlamentares têm colocado as manguinhas de fora, desviando de função, muitos senadores e deputados foram cassados, sob a obediência das regras constitucionais vigentes, desde 1945. Os últimos cassados foram o senador Delcídio do Amaral-PT (MS), por obstrução de Justiça, e o deputado federal Eduardo Cunha, do PMDB (RJ), por quebra de decoro parlamentar. Ambos em 2016.

Em 2019, o Congresso Nacional iniciou a nova etapa da redemocratização brasileira. Sofreu rigorosa alteração. Tradicionais partidos políticos desapareceram, surgiram novas siglas para trabalhar nas cortes legislativas. Na Câmara, somente 49% dos deputados se reelegeram. No Senado, apenas 8 dos 32 que lutaram por novo mandato assumiram um assento na Casa. Em síntese, o Congresso está de cara nova. Muitos novatos integram o Parlamento. Todavia, não perdeu o timbre conservador. A turbulência do passado não acabou. Cheio de vilões, mocinhos e traidores, o Congresso anda desacreditado. Recebe muitas críticas. Protegido pelo manto da impunidade, tem parlamentar sujando a imagem da Casa. Outrora respeitadíssima.

Também pudera. O Congresso agigantou-se de excessos. Conforme dados de março, na Câmara trabalham 13.299 entre servidores concursados, ocupantes de cargos de natureza especial e secretários parlamentares, no total de quase 9 mil assessores. Fora os terceirizados. Cada deputado pode contratar até 25 secretários parlamentar. Considerando a média nacional, o salário na Câmara é bom. Varia de R$ 1.025,12, o menor nível, até R$ 31.536,03 paga a técnicos e analistas legislativos. Na Senado, apesar de menor, o cenário de exorbitância impressiona. São quase 10 mil servidores. Tem senador que emprega 54 comissionados. O salário de chefe de gabinete chega a R$ 28 mil. Mas, impressionante é o salário do parlamentar. Somando os benefícios, compreendidos entre salário, cotão, auxílio moradia e verbas de gabinete, o total marca mais de R$ 159 mil. É muito dinheiro para pouco resultado. Exagerado abuso de poder. Fruto de muitos incompetentes usando a tribuna para falar apenas besteira. Arrotar hipocrisia. Fantasiados de falsas personalidades e aparentes representantes da sociedade, os parlamentares transformam o Congresso, a Casa do povo, numa verdadeira arena de falsas personalidades, vestindo grosseiras fantasias. Todavia, pra mudar a imagem, sair do negativismo para o lado da hombridade, compete ao povo, saber votar. Escolher bem o candidato.

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