COLUNISTAS FUBÂNICOS EM CONVERSA BIOGRÁFICA

Comentários sobre a postagem CÍCERO TAVARES – RECIFE-PE

José Domingos Brito:

Além de parabenizar o ilustre colega, já que somos fubânicos”, quero falar de biografias, o que temos feito aqui no JBF, e da “quase autobiografia” que ele inventou e publicou, um subgênero, digamos assim, sobre Fernando Pessoa .

Que a Biografia é um gênero – ou melhor, espécie – relevante da Literatura, não se discute. Aliás, é o que tem mais aparecido na área desde fins do milênio passado. O Romance, dizem à beça, morreu ou está morrendo há anos; a Poesia, então nem se fala, é coisa pra poucos

Aí surge a Biografia, querendo fazer um balanço da Humanidade, ao fim de 2 mil anos de acúmulo de conhecimentos, digo, das pessoas que o fizeram. O mercado editorial nesta área vem crescendo vertiginosamente desde a década de 1990.

O “novo” gênero ou espécie literário se consagra e produz subgêneros, como a autobiografia, a biografia romanceada, e até a biografia não-autorizada; aquela que não quer se fazer, mas alguém cisma que tem que ser feita, e faz à revelia do biografado.

E agora surge a “Quase Biografia”, criada pelo jurista, poeta e escritor José Paulo Cavalcante. Fernando Pessoa é uma das pessoas mais biografadas atualmente. Mas, o “cabra” é tão enigmático que a biografia, talvez não consiga retratá-lo . Aí surgem os “interpretadores” tantos que tentam se aproximar do “cabra”.

A quase autobiografia é uma ousadia literária que não tenho visto até agora. Mas que me animo em conhece-la, colocando-a na lista na cabeça do das próximas leituras.

É disso queria falar com os colegas fubânicos.

* * *

José Paulo:

O título se explica, amigo Brito, pela forma como foi se construindo o livro.

Em um momento mágico, percebi que Pessoa só escrevia sobre ele mesmo ou o que estava em sua volta. Nesse sentido, sua obra é uma espécie de testamento.

Foi quando decidi escrever sua biografia usando suas próprias palavras.

Não em uma sequência ordenada, pela data em que os textos foram escritos. Mas usando as palavras dele para dizer o que eu desejava dizer.

Parece que deu certo. É o livro, sobre Pessoa, mais vendido no mundo. E o mais traduzido, longe dos demais.

Por favor mande endereço com CEP, amigo. Para meu e-mail. Mando um exemplar do livro, você lê, e depois diz se funcionou. Ou não.

Grato pelas palavras, abraços, José Paulo. 

* * *

7 pensou em “COLUNISTAS FUBÂNICOS EM CONVERSA BIOGRÁFICA

  1. Mestre Berto:
    Papo de intelectuais de verdade é outro nível. Duro é aguentar o festival de besteiras dos “intelequituais” e “fisólofos” esquerdopatas. Se Sérgio Porto não tivesse nos causado o pesar de vê-lo deixar o mundo jovem demais, Stanislaw Ponte Preta já teria tido assunto para escrever ao menos uns 20 volumes do FEBEAPÀ depois que a escória esquerdista chegou ao poder.

  2. Mestre Brito:

    Senti-me honradíssimo com a dádiva do honrado Dr.º José Paulo Cavalcanti Filho: “FERNANDO PESSOA – Uma Quase Autobiografia” que, infelizmente, o eficiente Correios só me entregou dois meses após a postagem!

    Tanto ele quanto “SOMENTE A VERDADE”, magnífico livros de crônicas quase autobiográficas, mas “A GUERRILHA DE PALMARES”, do nosso editor Luiz Berto, estão sendo minha leitura obrigatória antes de descansar a alma.

    • Olá Meu Caro Cicero Sincero

      Faz tempo que não nos falamos por estas bandas do JBF. Foi graças ao seu texto que conheci a “Quase autobiografia de Fernando”, do nosso lustre colega José Paulo Cavalcanti, que escrevi um “texticulo” sobre a obra e, com isso, consegui um presente inestimável do autor: um exemplar autografado.

      Não é pouca coisa, é uma conquista admirável, além da conversa que tivemos sobre biografias que o Berto abriu ao publico do JBF

      Desse modo fico muito grato ao seu gesto e digo-lhe que sou devedor do presente que você me proporcionou ,

      Um abraço

  3. O livro de Elisa Lucinda é interessantíssimo. Recomendo, com entusiasmo. Abraços desde essa Lisboa que, para nosso amigo Pessoa, era só “ uma verdade vazia e perfeita “ .

    • É muito bom mesmo. Ela une trechos do Pessoa (em itálico) aos dela mesma montando uma, digamos, quase autobiografia… Um desafio e tanto para ela.

  4. Caro Berto

    Veja no que deu minha ousadia em falar de biografias, em referência à “Quase biografia de Fernando Pessoa”, feita por nosso amigo José Paulo Cavalcanti Filho.
    Veja quanta ignorância a minha ao dizer que “agora surge a quase biografia”, quando ela já existe há quase 10 anos. E veja só quanta benevolência do autor em relevar minha ignorância e me enviar um exemplar autografado.

    Além dos 10 anos de existência, não é apenas mais um livro sobre o poeta. É o livro mais completo, mais vendido e mais traduzido no mundo sobre o poeta. Tudo isso só amplia a dimensão da minha ignorância. Como é que não conheci antes um livro desse porte. Em verdade um tratado biográfico como nunca se viu até agora sobre (uma) Pessoa.

    Pois bem, minha ousadia animou o autor a me enviar o livro que acabo de receber e mais outro contendo poemas curtos e CD recitando a obra do poeta. Em seu texto, que você alardeou em nosso JBF, ele fala com uma simplicidade assombrosa que seu trabalho “parece que deu certo”. Ao folhear o livro, reparo nas orelhas e vejo depoimentos de algumas pessoas falando do quanto o trabalho acertou. E quem são estas pessoas? Millôr Fernandes, Alberto Dines, Eduardo Galeano, Marcos Vilaça, Richard Zenith, Tereza Sobral Cunha. Cada qual mais efusivo nos elogios ao livro.

    Finalizando seu texto, ele pede meu endereço para mandar o livro para eu ler e “depois diz se funcionou. Ou não”. Veja só a enrascada em que me meti! O que eu posso dizer além do que já disse os ilustres depoentes nas orelhas?

    Vou ler o tijolaço de 734 páginas e ver como saio dessa. Por enquanto só posso dizer ele realmente teve um encontro com Fernando Pessoa. Um encontro que não foi possível com a Cecília Meireles, conforme vimos em sua biografia concisa que publicanos no JBF. Ela teve um encontro agendado com o poeta, mas ele não compareceu e deixou um bilhete se desculpando e justificando que segundo os astros aquele não era um bom dia para o encontro de dois poetas.

    Pelo visto os astros agora convergiram para esse encontro, que Jose Paulo Cavalcanti promoveu e divulgou-o em todo o mundo. Ao receber o livro autografado com um verso do nosso amigo jurista, poeta e o maior biógrafo de Fernando Pessoa fiquei ancho que só a bixiga, como você costuma dizer.

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