MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

FAZENDO CONTAS

No âmbito da Matemática Financeira, a gente chama de anuidades uma série de pagamentos. Por exemplo: o financiamento de um veículo em X parcelas mensais; o saldo acumulado de um depósito mensal numa caderneta de poupança; o recebimento mensal de um benefício de aposentadoria ou de uma previdência privada. As séries podem ser finitas ou infinitas (o pagamento do IPTU de um imóvel, por exemplo) e também podem ser antecipadas (plano de saúde) ou postecipadas (salário, por exemplo). Toda anuidade tem um fluxo de caixa e o diagrama abaixo pretende mostrar uma série finita, postecipada, imediata (sem carência, ou seja, financia um carro hoje e a primeira parcela vence em 30 dias) e de termos constantes (valor do pagamento é fixo).

Neste diagrama vamos admitir que temos n meses e que são feitos depósitos mensais de R (reais) que serão remunerados a uma taxa de juros de i% ao mês. Após o último depósito, na data n, o poupador resgatará o valor acumulado, S, que é determinado pela seguinte fórmula:

Considere uma pessoa que recebe R$ 998,00 e que resolve poupar, mensalmente, R$ 99,80, ou seja, 10% do seu salário bruto (note que não pode haver saque ao longo do período) e que este valor será depositado ao longo de 35 anos = 420 meses, sendo remunerado pela taxa de poupança. A taxa da caderneta de poupança é 0,5% ao mês acrescido da variação da TR – Taxa de Referência. Vamos deixar somente os juros. Com isso, esta pessoa teria direito a receber, após o último depósito

Fazendo um paralelo com a previdência, este valor seria o saldo das contribuições realizadas pelo trabalhador depois de 35 anos de contribuição. Cabe lembrar que a poupança é taxa mais baixa do mercado (só é melhor do título de capitalização, esse sim, a pior desgraça disponível no mercado financeiro). Considere, agora, que ao invés de 0,5% ao mês, o banco que você faz os depósitos resolve aplicar seus recursos no mercado e consiga remunerar suas aplicações a taxa de 1% ao mês. Neste caso, o valor acumulado para o mesmo depósito de R$ 99,80 seria R$ 641.809,76. Opa! Então, em tese, a questão não seria o valor do depósito mensal, mas a taxa de juros.

No caso da previdência existem regras mínimas e os valores dos benefícios pagos se encontram limitados a um teto. Aposentadoria e pensão não podem ser inferiores a um salário mínimo. Outro detalhe é que, do ponto de vista matemático, o benefício da aposentadoria deve ser visto como uma série infinita afinal além de não se saber quando o aposentado vai morrer há os direitos da pensão por morte. Então, para se receber R$ 998,00 reais, o saldo acumulado deveria ser R$ 199.600,00 o que significaria contribuir com R$ 140,10 ou 14,04% do salário.

No sistema previdenciário brasileiro existe o mecanismo da repartição, ou seja, rateia-se entre os contribuintes as despesas com os benefícios em manutenção. Com isso, a população economicamente ativa de hoje sustenta os inativos e vai ser sustentada pela população economicamente ativa do seu tempo. Se a taxa que se aposentam é maior do que o aumento da força de trabalho, fica claro que vai faltar dinheiro.

Esse exercício é apenas uma tentativa de mostrar a questão da capitalização ou de se pensar num sistema onde cada contribuinte é responsável pela sua poupança e o governo seria o gestor das contas não permitindo saques, definindo regras para o caso de óbito e de sucessão e também de regras para os casos de desemprego do contribuinte.

O problema é que temos um déficit expressivo no sistema previdenciário e a reforma proposta, ligeiramente diferente da aprovada, não é uma questão definitiva. O que temos é uma reforma paliativa, mas necessária para equilibrar contas no curto prazo porque num período de 10 anos, ou menos, a gente vai precisar ajustar, principalmente, se o volume de contribuições não crescer a uma taxa maior do que o volume de benefícios pagos.

Dessa forma, apenas para ajudar na educação financeira dos inúmeros leitores dessa Gazeta Escrota, segue uma tabela com várias taxas mensais com prazos semestrais. Se você quiser saber quanto terá de saldo se aplicar determinado valor, basta pegar o fator que está no cruzamento da linha com a coluna referente a taxa da aplicação.

Por exemplo, quem aplica R$ 100,00 por mês durante 36 meses a taxa de 1% ao mês terá, após o último depósito, 100×43,0769=R$ 4.307,69. Se você quiser saber quanto você deve aplicar para ter R$ 10.000,00 daqui a 36 meses, basta fazer 10.000,00/43,0769 = 232,14, a taxa de 1% ao mês.

Se quiser outros valores, clique aqui.

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

MUDANÇA DE RITMO

Nossa jovem democracia, conforme se referiu Gleenoragia numa palestra, dá sinais de que não largou o andaja. Entendendo que nossa perestroika veio ao mundo em 1986, lá se vão 33 anos de incertezas econômicas, incongruências jurídicas, protecionismo aos poderosos, mesmo que isso significando velados atentados a nossa jovem Constituição Federal, que fará 30 anos em outubro próximo, mas que tem mais emendas do que as estradas brasileiras.

O Brasil não sofre ameaça de guerra, de invasão territorial, nada disso. O maior inimigo do país é parte da sua própria população. Falo essencialmente daqueles que se locupletam do poder, defendendo corruptos e corruptores para que, eles próprios, não percam a chance de enriquecer ilicitamente. O Brasil não pode continuar assistindo, como se tivesse anestesiado, ao espetáculo de ópera-bufa proporcionado por pessoas cujo interesse se resume a dimensão de uma ilhota. Falo, diretamente, desse conjunto de pessoas que tenta, a todo custo, impor como ilegais as conversas da força tarefa da Lava Jato.

No meu entender, tais conversas trazem cunho técnico, mesmo quando Moro externou a dúvida de que o STF tivesse capacidade de julgar os poderosos. Não tem. Todo mundo sabe disso. Querer transformar numa ilegalidade o comentário que Dallagnol fez sobre a projeção de Moro no caso, significa botar na cadeia 80% da população brasileira porque o cara é admirado até por advogados de réus da Lava Jato. Ademais, o conhecimento de algumas conversas dos ministros do STF deixaria Messalina corada de vergonha. Pergunto: julgar o caso de um cara no qual o ministro foi padrinho de casamento do filho do acusado é normal? Chorar numa ligação telefônica com um presidiário é normal?

Quando este pessoal pensa que ganhou o jogo surge, nesse meio termo, o tal Pavão Misterioso trazendo diálogos entre uma penca de canalhas como Davi Miranda, Glenorragia, Paulo Pimenta (o mesmo canalha que junto com Paulo Rocha e Wadih Damous tentaram tirar Lula da cadeia com a ajuda de um canalha petista que estava de plantão no STF-4, lembram?) e o “ameaçado” de morte Jean Wyllys. Pela conversa atribuída a Jean Wyllys, o Glenorragia vivia pressionando para ele renunciar ao mandato, então, quem não garante que as tais ameaças não são fruto dessa pressão? Fala-se de US$ 700 mil que seriam repassados e, ao que parece, ainda não se concretizou porque “Amor” estava com medo do COAF e de buscas da PF. Segundo O Antogonista, Jean Wyllys tuitou, em fevereiro de 2018: “Nunca ofendi Greenwald, sempre o tratei com respeito e nunca questionei publicamente sua ‘arbitragem’ partidária (a força da grana que compra candidaturas)”. Tem uma solicitação de investigação sobre isso. Vamos esperar que prospere.

O fato é que, até o momento, nenhum dos expostos pelo Pavão veio a publico para desmentir. Ficaram incapacitados de dizer se tais mensagens são verdadeiras ou não. O tal áudio que seria divulgado, também foi antecipado pelo Pavão. Agora, o que mais me chamou a atenção foi um comentário feito aqui no JBF com o nome de Fuso Horário. Nele, pode-se ver que a conversa entre Davi Miranda e Jean Wyllys destaca o horária da troca de mensagens, com uma diferença de horas. Então, o Pavão foi gênio até mesmo para arquitetar isso?

O Brasil precisa mudar de ritmo. Urgentemente. A gente não pode dançar essa falsa escabrosa. Para quem pensa na Economia, há muitas coisas acontecendo, mas parece que isso não traz o menor interesse. “Bolsa de Valores bate recorde fechando acima dos 104 mil pontos” e a grande mídia “Novas mensagens da Vaza Jato mostram Moro tramando para derrubar Maduro”. “Brasil fecha acordo entre Mercosul e a União Europeia” e a grande mídia “Conversas da Vaza Jato mostram que Moro mija em pé”. “Reforma da Previdência foi aprovado por 379 votos” e a grande mídia “Conversas da Vaza Jato mostram que Dallagnol fez xixi na cama.”

Parei de entender o que pensa a esquerda, no mundo inteiro. Na minha época de adolescente, lendo livros de Frei Betto e Fernando Morais, etc., carregando aquele pensamento de Che Guevara, achava que o caminho era, de fato, socialismo. Depois percebi que o pessoal de esquerda não quer dividir benefícios, mas sim, favorecer o benefício de alguns, incluindo eles próprios. Se a esquerda implanta um programa social, se prepare para o custo que isso representa. O que a esquerda gosta mesmo é de dinheiro, principalmente para gastar em projetos eleitoreiros, em conselhos administrativos que não servem para porcaria nenhuma. O que a esquerda quer é mandar e continuar mandando, jogando fora o preceito de que democracia prevê alternância no poder. Olhemos os governos de esquerdas no mundo e vamos observar se tem algum líder pobre. Pobre mesmo?, só o povo.

Se formos insistir nessa agenda ridícula de viver em torno da liberdade de Lula, esse país não avançará um milímetro sequer. Uma pena que na eleição passada a limpeza não tenha sido geral. Inconcebível acreditar como algumas figuras, enroladas até o pescoço em atos de corrupção, conseguiram se eleger.

Precisamos estancar a vergonha nesse país. Recentemente, o tribunal de justiça do Distrito Federal deu permissão para o senador Acir Gurgacz passar férias no Caribe. O canalha está em prisão domiciliar!!!! Deveria estar na cadeia, mas como tem dinheiro vai para as mordomias de sua casa. Como dizia Justo Veríssimo o pensamento do político é assim: “eu quero é me arrumar. Eu quero que o povo se exploda.”

Fecho meu comentário com o título de uma matéria que acabei de ler no jornal petista Brasil 247: “Economistas já preveem recessão com a reforma.” PUTA QUE O PARIU!!! Fala direito!!!!!! Seria mais honesto dizer que a descaracterização da reforma trará uma economia menor do que a prevista que era de R$ 1 trilhão. Isso é o prazer de confundir. Ainda bem que pessoas sensatas não leem essa porcaria.

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

EM DEFESA DO PAÍS

Há inúmeros trabalhos publicados demonstrando o quanto a corrupção afeta o sistema econômico de qualquer país. O preço dos produtos e serviços contratados pelo poder público são maiores do que quando contratados pelo setor privado. As estimativas de gastos ultrapassam, e muito, qualquer orçamento elaborado, para qualquer que seja a obra. As Arenas construídas para a Copa do Mundo de 2014 são exemplos claros do que a gente vê. O estádio Mané Garrincha, em Brasília, foi orçado em R$ 600 milhões, mas teve um custo total de R$ 1,57 bilhão, ou seja, 161,66% maior do que o previsto. A Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, foi orçada em US$ 2,3 bilhões e teve seu orçamento ajustado para US$ 20,1 bilhões (note que aqui estamos falando em dólares!!!!!), isto é, um orçamento 773,91% maior do que o previsto e está sem funcionar, ou seja, até o momento ela só tem 75% da sua capacidade instalada. A Exxon Mobil custou US$ bilhões e é a maior do mundo.

Todos nós sabemos que tudo isso se retrata em corrupção, em dinheiro desviado para contas de diretores, de políticos, de partidos políticos. As empresas envolvidas em corrupção ganharam tubos de dinheiro com isso e do ponto de vista econômico vamos colocar a coisa assim: o que foi feito pela Odebrecht, OAS, UTC, etc. foi u aumento na concentração de renda do país porque eles ficaram mais ricos e a população, o empregado simples dessas empresas continuou pobre. Vamos dizer assim para ver se a esquerda desperta e crítica essa concentração de renda. Se vai às ruas protestar contra essa concentração de renda.

Acho incrível que pessoas como o Saad (Bandeirantes) dizer publicamente que a operação Lava Jato foi responsável pela derrocada da economia. Acho incrível que professores e pesquisadores, com trabalhos publicados sobre corrupção, venham a público defender o que foi feito nesse país nos últimos 16 anos. O déficit orçamentário é fruto da corrupção. A gente gasta mais do que arrecada por conta das propinas que são pagas nas compras de produtos e serviços superfaturados. Se o preço pago pelo setor público fosse equivalente ao que se cobra do setor privado, muito provavelmente o volume do déficit, se existisse, não seria nesse patamar porque a carga tributária do Brasil é muita alta (coisa de 40% do PIB).

Então, vermos um empresário, dono de um canal de televisão, corroborar com uma coisa dessa natureza é algo que constrange, mas tudo isso tem um motivo, tem uma razão de ser. O cerne da questão é a redução de gastos do governo com propaganda na mídia. Note que não deixa de ser uma forma de contribuir para os desmandos com recursos públicos. Nesse contexto, a gente vê a Folha de São Paulo, e agora a Veja, se associando com o Intercept Brasil para desqualificar uma operação que balançou as estruturas da corrupção e colocou corruptos na cadeia deixando outros com a “barba de molho”.

Até onde entendo, as conversas de Moro com Dallagnol são franciscanas quando comparadas as de Gilmar Mendes com Demóstenes Torres ou com Aécio Neves. Até onde entendo o comportamento de Gilmar Mendes soltando bandidos ou julgando casos do “Rei do ônibus”, corruptor do Rio de Janeiro, são mais graves do que o comportamento de Moro e dos procuradores da força tarefa. Moro conversou num sentido de procurar combater um crime. As conversas de Lula, Palocci, Dirceu e todo staff do PT foram sempre na direção de cometer crimes.

Vamos esquecer que Dilma tinha um e-mail cuja senha era “Iolanda” em conjunto com o casal João Santana e Monica Moura? Palocci disse que Joesley Batista tinha uma conta de US$ 30 milhões, autorizado por Dilma, para comprar o apoio do MDB na eleição de 2014. O próprio Joesley já tinha dito isso, enquanto Palocci estava preso. Então, eles combinaram a resposta?

Precisamos defender este país dessa sanha de canalhas que querem continuar roubando recursos públicos de hospitais, financiando ambulâncias que nunca foram entregues, construindo obras que não se destinam a nada. Precisamos lutar para manter na cadeia esse tipo de canalha.

Precisamos pressionar deputados e senadores mostrando que não estamos mais dispostos a aceitar a corrupção como um fato inerente a qualquer governo. Não podemos aceitar mais que Folha, Veja, etc. se prestem a fazer um desserviço à nação, apenas porque perderam verbas publicitárias. A gente precisa entrar mostrar aos anunciantes desses canais que não estamos satisfeitos com essa postura. A imprensa é livre, mas não se pode dar ênfase apenas ao que foi dito em relação ao presidente Lula.

Chega: cancelei minha assinatura da Veja. Parei de ler a Folha. No meu entender, divulguem tudo. Mas, enquanto isso não vem, vamos torcer para que a Polícia Federal conclua as investigações e identifique tudo que se fala sobre esse vazamento. Que se verifique a autenticidade das conversas. Como se trata de algo ilegal, vamos convidar Gleenorreia ou Gleenoragia para ir cantar noutro poleiro.

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

CHEGA DEU PENA

O cataclismo previsto pelo PT, pelos simpatizantes do “Lula livre” tinha data, local e hora certa para acontecer: 19/06/2019, Comissão de Cidadania e Justiça so Senado Federal, 9h. O motivo: a derrocada do Ministro Sérgio Moro. A aniquilação do juiz imparcial que prendeu Ali Babá deixando os 40 ladrões órfãos. Como inquisidores, alguns senadores como Cid Gomes, Ciro Nogueira, Eduardo Braga, Fernando Collor, Humberto Costa, Kátia Abreu, Renan Calheiros. Todos estes políticos altamente honestos. Renan, por exemplo, detentor de 13 inquéritos e continua escapando da lei porque as investigações são lentas e não focam os objetivos como a Lava Jato focou.

A constatação de que o circo estava para pegar fogo veio com o inusitado comentário (indagação) do senador Rogério Carvalho (PT) sobre o media training que Moro fez. Diante da postura de Moro, sua segurança, sua consciência limpa, o senador antista ficou estupefato e pensou que aquele comportamento só poderia ter vindo de um treinamento. Como o PT usou Duda Mendonça, que admitiu ter recebido recursos no exterior pagos por financiadores do PT e João Santana e Mônica Moura, na campanha de Dilma, mostrando que se ela não fosse eleita, as pessoas passariam fome.

O que se viu, na verdade, foi uma orquestração desafinada com instrumentos enferrujados e regida por um maestro despreparado. Acabou a tese de perseguição a Lula a muito tempo e a resposta veio de forma imediata com a reação do mercado. O dólar caiu e a Bolsa de Valores ficou acima dos 100 mil pontos. Isso é um grande sinal para a economia, para sustentabilidade do governo, mas, lamentavelmente, a burrice da esquerda não consegue enxergar um palmo a frente do nariz. Vão continuar ladrando (do verbo latir, mesmo, não de ladras).

A cena vista confunde muito a opinião pública, principalmente, investidores externos. Imagine um finlandês ou norueguês, acostumados com um nível de corrupção baixíssimo, vendo uma cena daquele. Um ministro, ex-juiz diante de vários ladrões, tendo que responder pela lisura dos atos em condenar corruptos. Fica muito claro que se Moro tivesse roubado, aceito propina para liberar um ou outro, haveria um monte de senadores interessados em defender os feitos.

O espetáculo se encerra, melancolicamente, para as esquerdas, para o cafajeste do Glenn Greenwad (referido aqui no JBF como Glenorreia) e para todos os construtores desse lamaçal. Como disse Moro, se tem o que dizer… digam de uma vez e esperem a sociedade julgar. As conversas de Rui Falcão, de Lula, Dilma, etc. são sempre associadas a práticas de crimes. Pergunta para “Bessias” que estava levando o papel em branco para Lula assinar se tivesse necessidade. O que era o papel? Um salvo conduto para ele se livrar da polícia federal, ou seja, se a PF fosse acordá-lo, ele assinava o papel e declarava de foro privilegiado.

Calem-se bandidos. Vocês saquearam os cofres dessa nação. Não fosse assim, não haveria devolução de recursos para as empresas saqueadas. Lamentavelmente alguns desses bandidos foram reeleitos e com isso a população não conseguiu expurgar tudo que é ladrão que hoje posa de congressista. Mas a armação que vocês fizeram para levar este país a uma derrocada institucional é morreu e foi cremada ontem diante das de todos. Vamos esperar que Humberto Costa diga, em juízo, o que sabe. Pelas suas palavras, continua-se tramando contra a democracia. Exatamente isso: ao longo da campanha Bolsonaro foi acusado de várias coisas dentre as quais de ser uma ameaça à democracia. Agora estamos vendo que essa ameaça vem das esquerdas e conta com o apoio de ministros do STF como Gilmar Mendes, Lewandowski e Marco Aurélio.

O momento é grave para o Brasil. A esquerda não tem interesse nenhum em contribuir com o crescimento econômico do país, não tem compromisso em votar em políticas que gerou um contingente de 13 milhões de desempregados (tudo que é ruim tem 13 no meio?). O desemprego chegou a este nível durante o governo Dilma, por isso, acho muito engraçado ver os canalhas do PT acusando o governo por esse fato.

A limpeza desse país, passa pela consciência de cada um. Se você vota num corrupto, não tem como exigir moralidade. É simples assim.

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

CONVERSAS DE MORO

Impressionante como alguns tentam mudar rumos na vida no grito, na marra como costumamos dizer. A divulgação das conversas de Moro com Dallagnol tem, exatamente, essa conotação. O que se tenta fazer é aproveitar um fato novo no sentido de soltar Lula com ajuda do STF. Até onde me lembro ninguém, nem a OAB que vive sempre atenta ao cumprimento dos direitos, condenou a ligação que o ministro Gilmar Mendes fez para Lula no dia do enterro do seu neto. Com direito a lágrimas, diga-se. Por que choras Gilmar? Choravas porque não conseguistes proteger um crime?

Gilmar Mendes foi flagrado em conversas telefônicas com Sinval Barbosa. Queria saber porque a prisão dele e no meio da conversa El diz: “Que absurdo! Eu vou lá. Depois, se for o caso, a gente conversa” e o inocente Sinval Barbosa, responde: “Tá bom, então, ministro, obrigado pela atenção”. Anteriormente, Demóstenes Torres, falando com Carlinhos Cachoeira comentou sobre um processo envolvendo a CELG – Companhia de Eletricidade de Goiás, no qual Carlos Cachoeira tinha interesse, veio essa pérola: “Conseguimos puxar para o Supremo uma ação da Celg aí, viu? O Gilmar mandou buscar. Deu repercussão geral pro trem aí”. Numa outra situação, Aécio Neves pede ajudar a Gilmar no projeto contra abuso de autoridade, dizendo: “Dá uma palavrinha com o Flexa… A importância disso e no final dá sinal para ele porque ele não é muito assim… De entender a profundidade da coisa… Fala ó… Acompanha a posição do Aécio porque eu acho que é mais serena. Porque o que a gente pode fazer no limite? Apresenta um destaque para dar uma satisfação para a bancada e vota o texto… Que vota antes, entendeu?”

Nitidamente, estes diálogos são notórios na prática de crimes. Ora Gilmar Mendes traz para o STF um processo de interesse, ora fala com um governador preso por corrupção que estatizou uma faculdade da família de Gilmar Mendes, por R$ 7,7 milhões; ora, Gilmar conversa com Aécio Neves sobre mecanismos de controle de autoridade. Cabe lembrar que Gilmar Mendes proibiu condução coercitiva a pedido do PT?

Se a gente for comparar essa nojeira acima com as conversas de Moro, fica patente a diferença entre as posturas. Na conversa de Moro há um trecho no qual ele diz: “Ainda desconfio muito de nossa capacidade institucional de limpar o congresso. O melhor seria o congresso se autolimpar, mas isso não está no horizonte. E não sei se o stf tem força suficiente para processar e condenar tantos e tão poderosos”.

Moro tem total razão quando fala da incapacidade do STF em condenar poderosos. Em 5 anos de Lava Jato apenas uma condenação no STF e, ainda assim, o condenado continua solto. É ridículo admitir que Lewandowski votaria contra Lula, que Gilmar condenaria Aécio, que Marco Aurélio acusaria Collor de Mello ou que Alexandre de Morais botaria Temer na cadeia. Estes ministros estão no STF graças aos canalhas aqui citados.

Até hoje a postura do STF foi na defesa do crime e dos criminosos. Embora a prisão em segunda instância tenha tido 6 votos no plenário em 2016, esse tema voltou a ser pauta (por que?). Marco Aurélio, por exemplo, mandou soltar tudo que era condenado em segunda instância (Lula, membros do PCC, do CV, estupradores, assassinos, etc.). O cunhado de Beto Richa, um corrupto do PSDB, ganhou um HC de Gilmar e, simplesmente, fugiu para o Líbano. Nunca mais volta.
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O Brasil está diante de duas escolhas: acredita que os diálogos de Moro são atos criminosos ou apóia o trabalho que foi feito porque este trabalho abalou a estrutura de um prédio, chamado corrupção, com sede ficando no Palácio do Planalto, cuja prática era atos não republicanos por parte de: presidentes (Lula, Dilma, Sarney, Collor e Temer), Ministro da Fazenda (Guido Mantega, Palocci), Ministro da Casa Civil (Zé Dirceu, Erenice Guerra, Gleisi Hoffman), de Minas e Energia, da Defesa (Jacques Wagner), Ministro dos Esportes (Agnelo Queiroz, Orlando Silva), de Minas e Energia (Silas Rondeua, Edison Lobão), da Comunicação (Edinho Silva), Ministro do Planejamento (Paulo Bernardo), Ministro dos Transportes (Alfredo Nascimento), Ministro das Cidades (Mário Negromonte), Ministro da Previdência (Carlos Gabas), Ministro do Desenvolvimento (Fernando Pimentel), sem contar com o Presidente da Câmara (Eduardo Cunha) e a gama de deputados e senadores que fica mais fácil consultar para saber se é investigado ou não.

Estes cidadãos, acima de qualquer suspeita, usam a estrutura judicial desse país em benefício próprio. Utilizam meios escusos para justificar falcatruas e querem, por meio de pessoas sem caráter, colocar em dúvida um julgamento definido por 9 juízes. Este tal Glenn Greenwald atacou a grande imprensa (Globo) e disse que, hoje, somente O Antagonista está a favor da Lava Jato. Errou feio. O Jornal da Besta Fubana sempre esteve contra a roubalheira e a favor da decência.

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

IMBECILIDADE À FLOR DA TOGA

O comportamento tendencioso do STF – Suprema Troca de Favores, baseado nas decisões do Sinistro Ricardo Lewandowski, causa asco em que tem discernimento e que olha o passado na busca da construção de um futuro melhor. Eu penso assim: não adianta perder a dignidade defendendo o PT, nem a coerência se matando por Bolsonaro. Chega de divisões. O muro de Berlim caiu, ou melhor, o “muro da vergonha” porque não passava disso: uma enorme vergonha concretizada em tijolos, cal e cimento, misturados a uma ideologia que acabou, praticamente, no mundo inteiro.

O Sinistro Lewandowski foi relator da ação, votada na quinta feira (06/06), que tratava da autorização do Congresso para vendas de empresas públicas. Na ótica do Sinistro, como o Congresso autoriza a criação caberia autorizar a venda. Estamos falando de 134 empresas públicas e 88 subsidiárias criadas, exclusivamente, para fortalecer candidaturas e partidos políticos, como o caso de Renan Calheiros que colocou Sérgio Machado na Transpetro e este, em delação, já declarou o quanto repassou para Renan, Sarney, Jucá e toda essa corja do MBD.

Entende-se que uma despesa tenha, necessariamente, que ser justificada por uma receita. Em palavras simples é isso que diz a Lei de Responsabilidade Fiscal que foi, tão, combatida pelo PT. Embora, a previsão de receita seja um item presente no orçamento, não há qualquer cabimento em não aceitar receitas eventuais. De certo modo, as despesas são mais ou menos conhecidas, mas as receitas são incertas porque dependem da arrecadação. Então, o que o congresso deveria votar era o ajuste no orçamento após a venda de uma estatal, não a autorização para a estatal ser vendida.

O pensamento ardiloso do Sinistro Lewandowski tem relação com o aparelhamento estatal feito pelo PT. Se estes cabides de empregos são esfacelados, principalmente com Lula na cadeia, o PT se enterra para nunca mais ressurgir. Estas empresas, embora se observe um processo de substituição de cargos pelo atual governo, continuam com diretores ligados aos partidos que deram sustentação aos governos anteriores e que ficam ali, caladinhos, porque não querem perder a “boquinha”. Tem uns que se declaram bolsonaristas desde criancinha.

O Sinistro Lewandowski já mostrou, em mais de um momento, que seu interesse é proteger e salvaguardar os ideais do partido que lhe colocou no STF. A lambança no impeachment de Dilma na qual ele violou um artigo constitucional pra manter seus direitos políticos ativos é uma das constatações mais gritantes. A voz de prisão dada a um jovem advogado que disse, usando seu direito constitucional de liberdade de expressão, que o STF causa vergonha ao Brasil, também é mais um caso de violação constitucional por um ministro que deveria ser guardião da constituição.

Não satisfeito com suas lambanças constitucionais, o Sinistro Lewandowski autorizou a entrevista de Lula dias antes da eleição passada. A irritação dele com Dias Toffoli, que proibiu a entrevista, chegou aos jornais. Então, o que a gente precisa se perguntar é: não tem jurista nesse país com capacidade de apresentar um pedido de impeachment desse canalha? Adicionalmente, o presidente do Senado precisa ser alertado que ele está ali para defender interesses da população e tenho certeza de que basta aceitar um pedido de impeachment para que os demais canalhas (Gilmar, Marco Aurélio, etc.) entendam que não estão acima da lei.

O resultado da votação no STF foi pela aprovação das subsidiárias sem necessidade de aprovação do congresso. É pouco, mas representa um avanço. Estamos falando de 88 empresas, 16 das quais penduradas no Banco do Brasil, 35 penduradas na Petrobras (coloque os 7 mil postos de combustíveis que vendem gasolina no Brasil mais caro do que vende no Paraguai).

Seguramente dirão alguns: vai aumentar o desemprego. Poucos dirão: estas empresas não deveriam ter sido criadas. Pegue o caso da Trasnpetro. Uma empresa destinada a logística do combustível no Brasil. Alguém sabe o motivo dessa empresa não ter sido escolhida, mediante licitação, na iniciativa privada? C-O-R-R-U-P-Ç-Ã-O.

Em resumo: empresas foram criadas com autorização do congresso e gerando custos para o erário de diversas formas, dentre as quais, desvios de recursos para alimentar partidos e políticas. As atividades dessas empresas poderiam ser conduzidas por empresas privadas, desde o início, mas não foram e agora tentam passar a imagem de o governo vai acabar com o patrimônio público. Esse pensamento conta com a anuência do Sinistro Lewandowski cujo voto foi para que o congresso autorizasse a venda. Ele sabe que o governo Bolsonaro não tem base e uma proposta dessa não passaria, ou passaria com grande desgaste.

Senhor Sinistro, o congresso deveria estar votando os ajustes orçamentários por receitas não previstas diretamente, porque conseguem o financeiro, mas não pode gastar porque não está no orçamento. Sinistro, tem uma frase célebre do interior nordestino que é dita a um jogador ruim que está em campo. No seu caso seria assim: “Lewandowski, pede para cagar e sai”. Espero que essa decisão seja revista como vocês tentam rever a decisão de prisão em segunda instância e que o governo, qualquer que seja ele, tenha total liberdade de negociar seus ativos.

Finalmente, senhor Sinistro, ajude o Brasil. Solte Lula. Nossa economia está combalida demais pelos desmandos econômicos praticados desde 2010 para cá. No dia 14 estão querendo parar o país. Mais uma vez, “Lula livre” que ninguém agüenta. A gente quer produção, emprego, renda, segurança presente e futura. Dê logo um HC e avise a turma que não tem compromisso, porque os que trabalham precisam continuar trabalhando.

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

CAMINHOS DA EDUCAÇÃO

Nesse debate sobre educação, corte ou contingenciamento de verbas para educação, etc. muitas manifestações, expressas de diversas formas, foram vistas por aí. Por isso, como um trabalhador na área de educação, pretendo abordar dois aspectos cruciais relacionados ao tema. O primeiro é sobre um cartaz que vi dizendo “O governo não dá educação porque a educação derruba o governo”. Perdi o sono com isso porque um fato tão relevante como a educação não pode se prestar como instrumento pontiagudo colocado no pescoço do governo, ou seja, se qualquer pessoa ameaçada tomaria medidas de proteção, então o governo ameaçado usaria a mesma medida. Raul Seixas dizia “pena eu não ser burro, não sofria tanto”, mas conhecimento impõe forma diferente de agir. Eu não posso alegar que cometi um crime porque desconhecia a lei, sendo eu formado no início médio ou com doutorado. Manter pessoas burras até faria sentido se o objetivo fosse se perpetuar no poder, mas aqui temos eleição a cada quatro anos e não me parece ambiente para um estado de exceção.

Esse ponto de vista me pareceu extremamente grosseiro porque, mesmo no âmbito de governos totalitários, a questão da educação sempre foi uma temática intensa na defesa do governo. Em Cuba, por exemplo, a política de Fidel era que o estado se responsabilizava pela criança dando-lhe tudo da educação básica até a universidade. A pesquisa deles na área de câncer de pulmão gerou um join venture entre cubanos e americanos (pasmem!). Na, então, União Soviética, Yuri Gagari foi o primeiro homem no espaço, fato que colocou os Estados Unidos na corrida espacial e fez Armstrong ser o primeiro homem a por os pés na lua. As contas para isso foram feitas por cientistas de diversas formações, ou seja, pessoas que tiveram, diga-se, uma extraordinária educação.

Parece-me, portanto, muito pobre essa noção de que ao educar-me, passarei a ser uma séria ameaça ao governo. Creio que meu conhecimento deveria ser colocado a serviço das necessidades do meu país. Na minha sala de aula me convenço de que faço isso porque transmito aos alunos o conhecimento básico para que eles se tornem profissionais capacitados no mercado ou sigam a carreira acadêmica enfrentando uma pós graduação. É isso que a gente sente quando leva um aluno para a defesa de uma tese ou de uma dissertação.

O segundo ponto diz respeito à escolha entre educação básica e educação superior. Certamente, educação básica de qualidade significa uma educação superior ou técnica, também, de qualidade. Deficiências da base se propagam, inevitavelmente, pelo ensino superior e daí tem-se um grande número de reprovações, repetências, etc. em diversos cursos. A escolha do investimento na educação básica ou superior, não pode ser palco, ou ficar ao sabor, de ideologias absurdas. Existem técnicas científicas que auxiliam na tomada de decisão dentre as quais cito programação linear e análise de multicritério. Vamos a um exemplo: George Joseph Stigler, economista americano, lançou um problema relacionado a dieta de soldados. A ideia era saber como fornecer um conjunto mínimo de vitaminas dentro de uma especificada quantidade ração. O problema foi publicado no Times e daí surgiu essa linha de pesquisa denominada Pesquisa Operacional. Com ela eu posso dizer qual a quantidade mínima de nutrientes que uma pessoa deve receber, ou dizer quantas pessoas e máquinas deverão ser usadas num sistema de produção para a produção ser máxima, ou lhe dizer quais as ações que você colocar num portfólio para maximizar seus lucros.

Quem faz avaliação de investimento sabe que os méritos são fundamentais para decisão, ou seja, calcule-se valor presente líquido, taxa interna de retorno, relação custo/benefício e o tempo de retorno. É esse parâmetro que eu quero chegar: tempo de retorno. Compare o tempo de retorno com um investimento feito em cada um desses segmentos. Na educação básica nós vamos esperar os 9 anos de primeiro grau, mais três anos de ensino médio, mais uns quatro anos de ensino superior. Temos 16 anos de espera, no mínimo, considerando que não houve abandono ou repetência.

Investimento no ensino superior gera pesquisa. Lógico que a qualidade de algumas pesquisas, alguma teses ou dissertações, é plenamente refutável, incluo aqui a de Alexandre de Morais. Nem ele seguiu o que defendeu. Eu quero falar de coisas palpáveis como:

a) O vírus HPV é responsável por 80% dos casos de câncer de colo de útero e se não fosse o trabalho de pesquisadores não haveria vacina para reduzir a taxa de contaminação e o número de óbitos;

b) Albert Sabin evitou que milhares e milhares de pessoas fossem usuários de muletas e cadeiras de rodas. A certeza que ele tinha na sua pesquisa era tanta que ele injetou o vírus nele para convencer sobre a necessidade de produção em série;

c) Gerar energia limpa não significa botar um catavento na porta de casa ou uma lâmina de vidro para esquentar ao sol. Precisa pesquisa para conduzir a energia gerada para consumo ou para distribuição;

d) O celular que você usa, hoje, inclusive para fazer ligações telefônicas, é fruto de pesquisas em softwares. Hoje, tem alternativas de transformar texto voz em texto, fato que beneficia, por exemplo, a Polícia Federal que na precisa fazer transcrição das conversas gravadas nas escutas telefônicas;

Poderia enumerar várias questões que fortalecem a ideia de que o investimento no ensino superior traz retorno que beneficiariam os investimentos na educação básica. Tem desvios? Sim! Não quero defender aqui as teses esdrúxulas das experiências pessoais de sexo grupal, animal, homossexual, etc. em banheiros públicos. Então, ao invés de condenar os bons pela ação dos ruins, devemos definir critérios.

Finalmente, o trabalho de pesquisa feito na universidade tem como destino a sociedade. No mundo todo, existe parceria entre sociedade e universidade. As empresas se desenvolvem por que tem um cientista doido pensando na solução do seu problema. Sem pesquisa, o futuro é incerto e insustentável. Se você quiser saber como resolver uma equação do 3º grau do tipo x³ + bx² + dx + d=0, estou à disposição.

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

TERCEIRO TURNO

Em outubro de 2018 Jair Bolsonaro venceu as eleições presidenciais com 57 milhões de votos e desde então vencidos e vencedores continuam no afã de uma, aparente, disputa eleitoral. No meu entende, o que mais se sobressai é a falta de compromisso com o Brasil. A gente se convence disso diante da postura dos deputados do PT que se colocam contra qualquer coisa que venha de Bolsonaro. Se amanhã ele declarar que descobriram a cura do câncer, o PT vai dizer que se trata de uma exploração dos incautos, dos pobres e que isso só irá beneficiar a classe rica e poderosa. Nesse sentido, é extremamente cansativo ver as publicações de Haddad nas redes sociais. Não é hora para isso. O PT tem uma bancada no congresso e se tiver propostas – vejam bem: eu disse propostas – apresente, se não tiver, arrume.

Não precisa ir muito longe, pois basta lembrar o discurso de Paulinho da Força no 1º de maio. Sem esquecer que o STF abriu um inquérito para apurar a participação desse nobre deputado em desvios de recursos do BNDES; sem esquecer que o TRF-3 o condenou à perda dos direitos políticos e vai por aí. Esse honesto cidadão – porque tudo que a Polícia Federal e o Ministério Público disseram contra ele é mentira – está articulando, com o chamado Centrão, uma forma de “desidratar” a reforma da previdência, simplesmente para não capacitar Bolsonaro para uma tentativa de reeleição em 2022. Nas suas palavras: “Precisamos de uma reforma da Previdência que não garanta a reeleição do Bolsonaro”. Estamos no início do governo e o canalha pensando na eleição de 2022. Isso é que é otimismo, porque não leva em conta a probabilidade de estar preso!!!!!

Que fique claro, também, que o presidente eleito perde oportunidade de acertar ou de tratar a presidência com seriedade. Não tem cabimento ficar no twietter rebatendo declarações de adversários. O que o governo precisa é apresentar projetos. Note-se que, somente Paulo Guedes e Sérgio Moro, foram capazes de encaminhar para o congresso propostas decentes para o país. Fala-se que os ministros da área militar se destacam também nas suas expertises, mas os efeitos são ofuscados por essa mania boba de Bolsonaro em responder qualquer crítica. O que precisa ser divulgado, numa linguagem simples, são as ações que tendem a melhorar a vida das pessoas. O que for de ruim, não pode ser escondido, mas o presidente deve deixar claro o que está sendo feito para contornar.

Um exemplo que aparentemente se perdeu nas discussões menores. O governo lançou um sistema, chamado Plataforma + Brasil, totalmente informatizado que vai centralizar os tipos de transferências que são feitas, em todos os níveis. Hoje, o governo conta com um sistema, chamado Siconv, pelo qual transitam transferências de diversas naturezas, mas que registra menos de 3% do total de transferências do governo, ou seja, algo em torno de R$ 10 bilhões. O que ocorre com os outros 97%? Fica claro que esse montante é objeto de desvios, de fortalecimento de contas privadas com recursos próprios, porque não há rastreamento.

De acordo com o cronograma divulgado, o Siconv atenderá 500 mil usuários, isto é, vai crescer 270%. Os Termos de descentralização de crédito serão feitos por essa plataforma. Todas as informações estarão disponíveis para qualquer cidadão. Isso significa que a evaporação do dinheiro público tende a diminuir porque o acompanhamento da execução será melhor e ao alcance de qualquer um. Tal feito era para ser divulgado com mais ênfase. Que Bolsonaro fosse ao twietter explicar este alcance e deixasse que a população julgasse a dimensão, a funcionalidade, os efeitos. Mas, perde tempo com picuinha, com bobagem digna de quem, de fato, não sabe a extensão do cargo que ocupa.

No meu entender, esse clima de terceiro turno precisa acabar e as pessoas buscarem soluções para os problemas do país. Quem foi eleito, deve satisfações do voto recebido e seria muito bom que demonstrasse afinidade com os interesses da população. Pensar em eleição presidencial, agora, é olhar para o próprio umbigo e desprezar as necessidades da população, principalmente dessa gama de desempregados construída nos últimos governos. É acreditar que é uma pessoa insubstituível em qualquer processo e cabe lembrar que “o cemitério está cheio de insubstituíveis”. Simples assim.

A eleição acabou. Temos um presidente eleito pela maioria e temos a necessidade de fazer o Brasil voltar a crescer. O convencimento da população pode ser feito através de propostas. Então, coloque-as à mesa e vamos discutir. Propostas, discutir propostas.!!!!

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

MAIS IDIOTAS

Semana passada eu fiz um resumo sobre uma declaração de Ciro Gomes que, nas suas palavras, “o Brasil escolheu um idiota”. Enumerei alguns pontos mostrando o quanto Ciro Gomes é idiota e se ele fosse eleito, o Brasil teria, de fato, escolhido um idiota. Como em Banânia a idiotice anda a galope e todo dia você tem motivos infinitos para descobrir mais idiotices, resolvi estender um pouco o assunto.

Primeiro cabe dizer que nossas autoridades (in)competentes fazem de tudo, diuturnamente, para transformar a população numa massa cinzenta de idiotas. Lamentavelmente, a gente assiste as negociatas entre poderes para livrar da cadeia um preso famoso. Ministros do STF – Suprema Troca de Favores, confabulam, descaradamente, sobre a melhor alternativa para mandar Lula para casa. Aí, os jornalecos ou bloguetes (como um tal Blog do Esmael), idiotas, publicam pérolas como “Lula solto impulsionará o Brasil”. Prisão domiciliar continua sendo prisão.

Afora a canalhice orquestrada por essas excelências, eis que dentre elas surgem nada mais nada menos que uma babaquice monumental feita por Alexandre de Moraes que foi a censura ao O Antagonista e a Revista Crusoé por conta do “Amigo do amigo do meu pai”. Vamos lá! Alexandre de Moraes tem livros publicados na área de Direito Constitucional. No ano 2000, pela Universidade de São Paulo (USP) defendeu uma tese de doutorado na qual condena a nomeação para ministro do STF de pessoas que ocuparam cargos no governo. Para ele correria o risco de haver “demonstração de gratidão política”. Todos nós sabemos que Alexandre de Moraes era ministro de Temer quando foi indicado ao STF. Por um lado isso é bom porque ninguém pode dizer nada sobre uma eventual nomeação de Moro.

Uma tese envolve um período de pesquisa, envolve uma banca formada por cinco doutores sendo três externos ao programa. Essas pessoas gastam parte do seu tempo analisando resultados, o fato inédito da tese e quando esta é aprovada, tem-se uma contribuição para a academia e para a sociedade porque qualquer trabalho científico deve mirar o bem estar social. Lógico que os resultados de uma tese depende do momento da sua realização. Lógico que ela pode ser ajustada por um trabalho posterior realizado com um arranjo tecnológico diferente. Mas, o autor negar seu próprio trabalho, ou seja, agir de encontro aquilo que a sociedade acatou como sugestão, realmente é um fato inusitado. O título de doutorado de Alexandre de Moraes deveria ser cassado.

Na antiguidade havia defensores do sistema geocêntrico para explicar o movimento dos planetas. Nesse sistema a Terra era estava no centro do sistema solar (a expressão “nascer do sol” é fruto desse sistema) até que Nicolau Copérnico propôs o sistema heliocêntrico (o sol no centro do sistema) e mais tarde Newton mostrou, matematicamente, que a órbita dos planetas em torno do sol eram elipses. Claro que as teses anteriores foram refutadas com argumentos matemáticos. Não é o caso de Alexandre de Moraes que ao tomar posse no STF rasgou e jogou no lixo um trabalho que serviu de referências para outros trabalhos. É assim que a ciência evolui: olhando o que já foi feito e aprimorando.

A atitude de proteger o “Amigo do amigo do meu pai” viola, frontalmente, a Constituição que esse togado de meia tigela deveria defender. Sua atitude coloca em risco o funcionamento das instituições desse país porque intensifica o corporativismo existente naquela espelunca e coloca os ministros acima do bem e do mal; imunes a lei. A sociedade não pode permitir que esse tipo de ação ganhe corpo. Se não reagirmos agora, a próxima ação será ainda mais escabrosa. Mas, como dar um basta a este tipo de coisa?

O caminho mais adequado é pelo impeachment. Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski, não deveriam cruzar as portas do STF quanto mais participar de decisões. A ação de Alexandre de Moraes é tão esdrúxula quanto o fato de Lewandowski ter mantido os direitos políticos de Dilma no processo de impeachment, numa violação clara da constituição. A questão é simples: violou os preceitos constitucionais, não serve para ser guardião da constituição, mas para isso nós precisamos do senado. Precisamos que o presidente do senado acate um pedido, basta o de Gilmar Mendes. Começa por ele e o resto vai perceber que os tempos são outros.

Ademais, cabe a cada veículo de imprensa noticiar que houve uma violação a liberdade de expressão. Vamos homenagear o “Amigo do amigo do meu pai”. Ele merece explicar se o dinheiro que recebeu do PT era lícito, merece explicar como paga uma pensão de R$ 50 mil quando ganha R$ 39 mil, merece explicar se transava com Christiane Araújo em troca de passar informações privilegiadas. Então, com a palavra o todo poderoso Dias Toffoli.

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

IDIOTAS

Ciro Gomes disse semana passada que o Brasil escolheu um idiota para presidente. Quando se joga um dado só pode ocorrer, na face, um número entre 1 e 6, inclusive. Quando uma campanha presidencial traz, de um lado, idiotas e de outro, corruptos, só se pode eleger um idiota ou um corrupto. Fato inusitado nesta campanha foi termos candidatos, “comum de dois gêneros”, ou seja, corrupto e idiota, ao mesmo tempo e não necessariamente nessa ordem.

Dentre os pretensos candidatos, sem sombra de dúvida, Ciro Gomes é o mais idiota de todos. Motivos há vários, mas para não municiarmos sua biografia com informações excessivas vamos tratar do caso do SPCiro. O idiota, Ciro Gomes, colocou no seu programa de governo retirar as pessoas do SPC (quá quá quá) para dinamizar a economia brasileira. Uma proposta dessa natureza deveria concorrer ao Prêmio Ignóbil. Este prêmio existe de fato e se contrapõe ao Nobel, no sentido de premiar as ideias mais idiotas já publicadas. O lema do prêmio é “faz rir e depois pensar”. O último premiado, brasileiro, escreveu um artigo que falava sobre o impacto do tatu nos sítios arqueológicos.

Ciro Gomes foi muito jumento para achar que uma ideia dessa natureza tiraria o Brasil do atoleiro que ele se encontra. Durante a campanha de Dilma, uma peça publicitária mostrava uma família perdendo tudo caso Dilma não fosse eleita. Nitidamente, buscava atingir a classe menos favorecida, iletrada e dependente do paternalismo político. Ciro fez a mesma coisa. De olho na massa de endividados gerada e parida pela desgraçada política econômica dos governos anteriores, Ciro soltou essa “bufa” no ar. O que faz uma economia crescer é renda disponível para consumo. Leia Keynes, idiota, e busque caminhos para aumentar a demanda efetiva.

Passada a campanha, as idiotices de Ciro continuam a prosperar. Na falta do que fazer e sem qualquer compromisso com o Brasil, este nobre idiota continua a criticar. A mais recente idiotice de SPCiro é instruir quebra-quebra por conta da proposta de autonomia do Banco Central. Há duas formas de ação do governo numa economia. Uma através da política fiscal que é feita no congresso. Trata de receitas e despesas do governo e caso uma medida seja adotada há de se observar o principio da anterioridade, ou seja, se for proposta uma redução na alíquota do imposto de renda de 27,5% para 25%, com o objetivo de aumentar a renda disponível, ela só passaria a valer no exercício do próximo ano. A economia morreria por inanição.

A outra forma de ação do governo na economia é através da política monetária que é feita pelo COPOM e tem, como agente executivo dessa política, o Banco Central. Essa política controla a taxa de juros (e com isso, a inflação) mediante a oferta de moeda. Diminuindo a oferta de moeda a taxa de juros sobe, os preços caem. No Brasil, o Banco Central não é autônomo como o FED – Federal Reserve (Banco Central Americano). O presidente do Banco Central não tinha status de ministro, mas Lula no sentido de proteger Henrique Meirelles contra investigação de primeira instância deu esse status para que ele fosse investigado pelo STF.

O Banco Central deveria ser autônomo? Sim. A política monetária deveria ser feita com base em critérios puramente técnicos e não com espírito político escondendo o que é ruim e só divulgando o que interessa. Esqueceram Rubens Ricupero? Na famosa entrevista a Carlos Monfort ele, falando sobre as pretensões de FHC, disse que “o que é ruim eu escondo mesmo”. Isso é resultado da falta de autonomia. Essa loucura de Ciro em falar de “entregar o Banco Central para o mercado financeiro” não passa de sandices de candidato derrotado que não tem interesse em contribuir com o país. Mas, se uma pessoa pretende fazer uma angioplastia com stent vai procurar um cardiologista ou uma manicure? Quando Ciro precisou ser internado para tratar do seu problema na próstata ele ficou aos cuidados de um médico ou de um curandeiro? Entregar responsabilidades a quem é especialista, parece razoável.

Os fatos são simples: esse pessoal critica tais medidas porque temem em perder a boquinha. Enquanto o Banco Central, ou outro órgão, estiver sob a batuta do governo, irão prevalecer indicações políticas, e não técnicas, para determinados cargos. Se houver independência a chance torna-se muito menor. Se o Banco do Brasil fosse privatizado muito provavelmente o filho de Mourão não estaria numa diretoria ganhando R$ 36 mil por mês. Se o BB fosse privatizado, a verba de publicidade seria bem menor do que é hoje e não haveria João Santana nem Mônica Moura sugando dinheiro público.

Dessa forma, cabe lembrar a Ciro Gomes que, infelizmente, dos idiotas ou corruptos concorrentes apenas um poderia ser eleito. Henrique Meirelles foi um idiota ao gastar parte de sua fortuna com uma campanha para a qual ele não teria a menor chance. Só foi candidato porque seu partido não investiu um real sequer na sua campanha. Aproveitaram essa idiotice para eleger as sanguessugas de sempre.

Alckmin foi um idiota porque acreditou que ninguém iria falar sobre a corrupção do PSDB e tentou levar a eleição falando bobagens. Passava longe de fazer um discurso de combate à corrupção. Fernando Haddad não é apenas um idiota. Ele é um idiota pau-mandado, com 30 processos por improbidade, fazendo um papel ridículo de marmita de presidiário. O título de doutorado ficou na lata do lixo. O pior de tudo isso é que estes idiotas influenciam os outros que estão discutindo reformas crucias para o país.

Vou terminar trazendo outro grande idiota: Guilherme Boulos! Chamar esse cara de idiota é ser injusto com os idiotas. Chega!