MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

UM ATENTADO EM ANDAMENTO

Desde a divulgação que o Intercpt fez das conversas da força tarefa da Lava Jato, a gente tem assistido um bombardeio sem precedentes às instituições desse país. No meu entendimento, o órgão mais desrespeitado é a Polícia Federal porque seus agentes fazem um trabalho fora de série para desbaratar quadrilhas, prender corruptos e num curto espaço de tempo um ministro do STF, um juiz de plantão, concede habeas corpus e “tá lá” a quadrilha rindo da cara da gente. O casal Garotinho foi preso no dia 03/09 e no dia 04/09, foi concedido um habeas corpus.

O que mais me emocionou foram as palavras de Garotinho: “Fiquei aqui menos de 24 horas e mais uma vez foi uma perseguição de um grupo político de Campos [dos Goytacazes] e da turma do Sérgio Cabral. Sempre brota em Campo tudo contra nós. Eu quero dizer que isso é uma perseguição de um grupo segmentado, que está partidarizado. Um grupo, infelizmente, do judiciário”. O cara foi deletado por dois executivos da Odebrecht, Leandro Andrade Azevedo e Benedicto Barbosa da Silva Júnior, que deram todos os detalhes do esquema e o cara diz que se trata de uma ação orquestrada, inclusive com a participação do judiciário… que o soltou.

Durante a campanha política do ano passado, a coisa que eu mais ouvi foi a ameaça à democracia que Jair Bolsonaro representava. No alto da minha inocência eu respondia falando da minha confiança nas instituições, no amadurecimento da nossa democracia, lembrando que remédio para presidente ruim, chama-se impeachement. Perdi alguns amigos, outros passaram a me chamar de bolsominion e outros mais contundentes, já me chamam de imbecil mesmo. Eu continuo dizendo que o país tem uma Constituição e todos devem obediência a ela.

Tem comentado por aí minhas impressões sobre o andamento da economia e cada comentário que faço sinto os olhares fulminantes. Descobri que as pessoas não estão interessadas no Brasil. Tardiamente? Não, é que eu sou imbecil mesmo. Recebi uma mensagem de um conhecido falando sobre “entrar com um pedido de impeachment contra Bolsonaro”. E eu, como idiota, perguntei qual seria a base porque até o momento eu não vi nenhuma violação dos preceitos previstos na lei, para tal.

O fato é simples: as pessoas que votaram no candidato derrotado, não aceitam a vitória de Bolsonaro. Simplesmente querem apear o presidente do poder porque foram derrotados nas urnas. A pesquisa ridícula do Datafolha mostra o combustível para avivar uma disputa que faz 11 meses que acabou. As pessoas deveriam seguir em frente e buscar construir um Brasil que se não der tempo de ser nosso, será dos nossos filhos, netos, etc. Não se faz isso. O discurso é uma música com diversas versões, mas a melodia é a mesma: Lula livre, Moro Corrupto, Força tarefa corrupta. Os caras que saquearam os cofres públicos são todos, sem exceção, inocentes.

O cenário que se desenha para este país é terrível. O pessoal do PT não tem votos sem Lula. Lula para eles é o oxigênio e por isso a necessidade de manter o Lula livre é premente. Haddad tem a incumbência de percorrer o Brasil catequizando a massa, mas esse papel está reservado para Lula, assim que ele for libertado. Haddad é só um poste imbecil e incompetente que não aglutina nada em torno dele, mas o que o pessoal quer, de fato, é Lula atiçando o povo para inviabilizar o atual governo.

Toda vez que penso nisso fico como o fubânico Adônis Oliveira: doido para ir embora desse país. Estamos nos encaminhando para um ambiente de instabilidade civil, criado, propositadamente, pela esquerda. A esperança é que tudo isso resulte numa intervenção militar que coloque a comunidade internacional contra o Brasil. isso assusta, pelo menos a mim. Por exemplo, a vaza jato, faz uma seletividade tremenda na sua divulgação. Diz apenas aquilo que retira de um contexto mais amplo e merece todo destaque e comentário, enquanto o que diz Palocci, agora comprovado, não merece o mesmo destaque na mídia. Eu imagino o que aconteceria se fossem divulgadas as conversas dos deputados do PT com os ministros do STF.

O Brasil não pode se manter firme com um STF composto por canalhas, a começar pelo asqueroso, Gilmar Mendes. Nunca antes na história desse país se viu um crápula de tamanha grandeza. A anulação da condenação de Bendinni mostrou o que se promete para os demais. No entanto, o fato de Bendinni ter sua condenação anulada não significa que ele é inocente. Ele é ladrão. Assim como todos os outros delatados por empreiteiros. Ladrões, simplesmente ladrões e a soltura desses bandidos mostra, decididamente, que a justiça no Brasil só se aplica a quem é pobre.

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

JATINHOS FINANCIADOS

O BNDES divulgou uma lista com no nome de 134 empresas que usaram recursos da FINAME para aquisição de jatinhos da Embraer. Logicamente, basta entrar no site da Receita Federal para identificar o quadro acionário da empresa e se ela está ativa ou não. Observe-se o caso da empresa BAHIA GOLF AGENCIA DE VIAGEM EIRELI, inscrita no CNPJ sob o No. 07.183.844/0001-64, atribuída a Cláudia Leite (ou a seu pai). Se você consultar Receita Fazenda, verá que essa empresa usou R$ 6.114.218,30 para adquirir um jatinho pelo prazo de 120 meses. A data de abertura da empresa 16/07/2004, a operação foi aprovada em outubro de 2009, então o vencimento da operação seria outubro de 2019, mas CNPJ foi baixado em 09/08/2018. Pergunta: a empresa liquidou antecipadamente a operação?

Para entendermos essa questão, vamos fazer uma breve exposição sobre o sistema BNDES. Ele é composto por três “braços”, digamos assim, cada qual com sua atuação bem definida. Vamos a eles:

1) BNDESPAR – BNDES Participações financia empresas de capital aberto adquirindo ações dessas empresas, tomando por base um projeto econômico e financeiro ou um processo de recuperação/reestruturação financeira e administrativa. Por exemplo, em 1992 o BNDES participou da gestão de uma metalúrgica chamada COSINOR que ficava localizada em Ponte dos Carvalhos, no Cabo de Santo Agostinho-PE. Essa empresa entrou num processo de insolvência e os próprios funcionários se organizaram para mantê-la atuando no mercado. O BNDES comprou ações e com a injeção de capital e a gestão compartilhada a empresa voltou a dar lucro e em 1992 suas ações foram leiloadas e adquiridas pela Gerdau (que na verdade, comprou o mercado, visto a empresa foi fechada).

2) O banco BNDES financia projetos de expansão, modernização e implantação de empresas nacionais, mas na minha época de banco fizemos o primeiro projeto com uma empresa estrangeira, Tintas Coral, localizada no parque industrial do Curado (Recife). Fazia-se um projeto econômico financeiro que era analisado pelo banco repassador do crédito. Máquinas, equipamentos e veículos (utilitários, caminhões) não eram financiados pelo BNDES, mas pela FINAME. Então, nos usos do projeto tivesse esse tipo de investimento, a gente subtraia e calculava a participação do BDNES apenas sobre os demais usos (obras civis, instalações, móveis e utensílios, etc. ). Toda a responsabilidade dessa operação era do banco. Se o cliente não pagar o empréstimo, o banco paga ao BNDES com seus recursos.

3) A Agência Especial de Financiamento Industrial – FINAME é responsável pelo financiamento de máquinas, equipamentos ou veículos, novos, fabricados no país ou com índice de nacionalização superior a 80%, constantes ou não em projetos. Por exemplo, uma empresa de ônibus poderia comprar quantos ônibus quisesse sem a necessidade de ter um projeto econômico respaldando isso. A análise a capacidade de pagamento era feita pelo banco, logo o risco do BNDES é zero.

Surgiu o BNDES Automático e os financiamentos da FINAME passaram a ser feitos no âmbito desse programa, ou seja, o valor total dos investimentos financiáveis poderia ser feito diretamente pelo BNDES, mas, toda responsabilidade pela operação é inteiramente do agente financeiro. Ou seja, cabe ao banco avaliar a viabilidade econômica financeira do projeto, contratar a operação depois de homologada pelo BNDES, solicitar a liberação dos recursos, fiscalizar a execução do projeto, etc. Após 180 após a última liberação, encaminhar um relatório final sobre o projeto, guardando as notas fiscais de tudo que foi comprado.

A remuneração de uma operação dessas é forma de três partes: custo de captação do BNDES (7% aa), Taxa do BNDES (1,5% aa) e del credere (comissão do agente financeiro, 3%aa), de modo que compondo estas taxas obtém-se 11,86% aa. Estes financiamentos são indexados pela TJLP – Taxa de Juros de Longo Prazo. Vamos então ao caso particular da empresa BAHIA GOLF AGENCIA DE VIAGEM EIRELI, que se assemelha aos outros 133 casos.

O financiamento dos jatinhos foi enquadramento no PSI – Programa de Sustentação do Investimento que financia a empresa. A lógica desse financiamento é como um CDC – Crédito Direto ao Consumidor porque é como se a Embraer imitiu a nota fiscal contra o Itau que pediu dinheiro à FINAME para pagar o jato e nós acabamos pagando o pato. Então, sob esta lógica a Embraer está sendo financiada tanto quanto uma concessionária de veículos. Sendo a responsabilidade dessa operação do agente repassador, Itau, esse financiamento deveria ter sido fruto de uma análise econômica financeira mais coerente. Primeiro, o jatinho só beneficia o adquirente e não a sociedade (não é como um ônibus financiado para uma empresa de transportes urbanos). Segundo, a operação mais freqüente no financiamento de aeronaves é o Leasing. Esta operação tem taxa mais alta do que o FINAME, mas estes clientes possuem capacidade de pagamento, então o uso de recursos da FINAME é lamentável.

A questão da taxa de juros é triste. Esta operação foi contratada a taxa de juros fixa de 4,5% ao ano. Como se fez através de um agente repassador é provável que o del credere seja 3% ao ano por que a taxa de juros do BNDES É 1,5% ao ano. Tabela seguinte mostra, por ano, o que foi cobrado de juros (somente juros porque o principal é devolvido, obrigatoriamente) em dois tempos: COMO FOI, representa os juros cobrados nas condições divulgadas; COMO DEVERIA TER SIDO, tem uma coluna a mais referente ao custo de captação do BNDES, que, aparentemente não foi inserido na operação. Os valores estão em Reais e foram anualizados.

Observe que nas duas situações a rentabilidade do Itaú não muda, mas na segunda tem-se uma perda de R$ 12.756,65 na parcela de juros e, ao que parece, o BNDES assumiu a perda de R$ 1.618.340,43. Cada contrato tem um valor diferente, portanto, se for analisado cada um deles é provável que tenhamos nas mãos o volume de recursos públicos que usados e não ressarcidos nestes financiamentos.

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

ACREDITE NO QUE QUISER

Nos últimos meses o debate no Brasil passou a ser a divulgação que o Intercpt fez das conversas da força tarefa da Lava Jato e do, então, juiz Sérgio Moro. Quando vi as primeiras mensagens percebi uma diferença enorme em relação ao comportamento dos implicados (políticos, tesoureiros de partidos, empresários, doleiros, etc.) que falavam de “pixulecos” (João Vaccari Neto), “tico-tico” (Beto Richa) , “atas” (Coronel Lima), “oxigênio” (Hudson Braga), “acarajé” (Maria Lúcia Tavares), para acertar a entrega de propina. O fato é que jogaram Moro nas cordas e a Polícia Federal, com sua magnífica eficiência, sabia, 10 dias após os vazamentos, quem eram os implicados. Por que não os prendeu imediatamente? Não teria cabimento uma prisão sem a devida certeza de que se tratava dos responsáveis.

Após as prisões, imediatamente, começaram as ironias: “a PF fez o que a KGB não fez”, “sabem onde estavam os hackers, mas não sabem onde está o Queiroz”, e outras coisas mais, nesse sentido. Sentimentos de frustrados, só isso. Pensamentos dessa natureza demonstram o total desconhecimento das pessoas em relação a Constituição Federal cujo inciso LXI, do artigo 5º, diz, in verbis: “ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei.” Queiroz não foi autuado em flagrante delito e não existe mandato de prisão expedido contra ele, por isso, a PF, não pode, simplesmente, prender o cara. Todos sabem que Queiroz não compareceu para depor, embora tenha sido convidado por três ou quatro vezes e poderia ter conduzido coercitivamente? Sim, se Gilmar Mendes, a pedido do PT, não tivesse proibido condução coercitiva devido ao caso de Lula que teve essa experiência. A alternativa seria prendê-lo preventivamente, mas com base em quê? Nas investigações do COAF?

Lewandowski, o ministro de Lula, deu voz de prisão a advogado em total desrespeito a este preceito constitucional porque o rapaz usou o direito de liberdade de expressão. Não existe mais prisão por desacato a autoridade. O CPP fala, no seu artigo 331, de prisão por desacato a funcionário público no exercício da função. Esse crápula desse ministro violou duas vezes a CF, visto que a outra foi não caçar os direitos políticos de Dilma, no impeachment.

O inciso XII desse mesmo artigo 5º diz, in verbis, “é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal”. Importante, grifar que há necessidade de autorização judicial, com fins numa investigação, para que se quebre esse sigilo de qualquer pessoa. Não conheço nenhum processo contra Moro ou contra membros da força da tarefa. Não foi apresentada, até o momento, nenhuma ordem judicial autorizando a quebra do sigilo dessas pessoas e se houvesse autorização isso deveria ser feito pela autoridade policial, não por particulares. Qual a resistência em entender que estes caras cometeram um crime?

O que se sabe é que diversas autoridades tiveram suas mensagens acessadas, mas numa ação orquestrada apenas diálogos da Lava Jato foram divulgados. Imaginem que o Brasil seria refém dessa corja porque se não fizessem o que eles desejam, as conversas se tornariam públicas.

Alguns comentaristas políticos fizeram associação entre a data da visita de Glenorragia a Lula, com a divulgação. Também surgiu a grande dúvida: qual o papel de Manuela d´Ávila nesse esquema? Servir de intermediação para fornecer o telefone de Glenorreia? Os caras descobriram o telefone de Moro, mediante o contato entre Rodrigo Janot e Deltan Dallagnol. Precisavam mesmo da intervenção de Manuela d´Ávila, conhecida como Avião nas planilhas da Odebrecht, para fazer esse contato? Querem insultar nossa inteligência? Querem insultar a experiência da PF? O outro ponto dessa história é a divulgação.

Mais uma vez o artigo 5º da CF, agora o inciso XIV: “é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional.” Quando foi divulgado que Manuela d´Ávila tinha feito o contato dos hackers com Glenorragia, ela se apressou a dizer que estava no direito dela, como jornalista, a proteger a fonte. Ela está no exercício da função? Tudo converge, na verdade, para o interesse de dizer que os diálogos de Moro inviabilizam as provas. Por parte da justiça ninguém forjou provas, por parte dos acusados …. a prática do crime bate “no meio da canela”.

O STJ julgou a condenação de Lula e entendeu que as provas são reais, tanto que reduziram a pena para um prazo semelhante ao que Moro havia condenado, mas não retiraram uma prova sequer. Olhando o inciso LVI do artigo 5º da CF (“são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos”) e o artigo 157 do CPP (“são inadmissíveis, devendo ser desentranhadas do processo, as provas ilícitas, assim entendidas as obtidas em violação a normas constitucionais ou legais.”), só não entende quem não quer que tudo isso é um lixo. Agora, é lícito usar uma gravação sem o conhecimento da outra pessoa num processo?

Há alguns um policial paulista, apelidado de Rambo, estava numa blitz e parou um veículo com 4 ocupantes. Os rapazes foram revistados, levaram tapas, foram constrangidos e tudo mais. Tiveram a ordem de sair e quando o veículo estava em movimento, este policial fez um disparo em direção ao carro e o projétil atingiu a nuca de um dos rapazes que veio a falecer. Num prédio em frente, uma pessoa filmava sem que os soldados soubessem e este filme serviu de base para condenação desse policial. Repare a diferença: a prova foi obtida durante a ocorrência de um crime. Querer se utilizar desse argumento para o caso Glenorreiagate é querer humilhar a inteligência dos demais. Lembremos de Maurício Marinho, a Roberto Arruda, a Waldomiro Diniz, que foram gravados cometendo crimes. A Dilma, quando mandou “Bessias” entregar o papel em branco para Lula assinar caso fosse visitado pela PF.

Volta-se para a divulgação. Liberdade de imprensa é uma coisa. Formação de quadrilha para desestabilizar o país é outra. O artigo 153 do CPP diz que é crime “divulgar alguém, sem justa causa, conteúdo de documento particular ou de correspondência confidencial, de que é destinatário ou detentor, e cuja divulgação possa produzir dano a outrem”. Alguém tem dúvida de que Glenorreia fez isso? “Nada como um dia atrás de outro e uma noite no meio.”

Acredite no que você quiser. Você é livre pra isso. Só não seja burro.

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

FAZENDO CONTAS

No âmbito da Matemática Financeira, a gente chama de anuidades uma série de pagamentos. Por exemplo: o financiamento de um veículo em X parcelas mensais; o saldo acumulado de um depósito mensal numa caderneta de poupança; o recebimento mensal de um benefício de aposentadoria ou de uma previdência privada. As séries podem ser finitas ou infinitas (o pagamento do IPTU de um imóvel, por exemplo) e também podem ser antecipadas (plano de saúde) ou postecipadas (salário, por exemplo). Toda anuidade tem um fluxo de caixa e o diagrama abaixo pretende mostrar uma série finita, postecipada, imediata (sem carência, ou seja, financia um carro hoje e a primeira parcela vence em 30 dias) e de termos constantes (valor do pagamento é fixo).

Neste diagrama vamos admitir que temos n meses e que são feitos depósitos mensais de R (reais) que serão remunerados a uma taxa de juros de i% ao mês. Após o último depósito, na data n, o poupador resgatará o valor acumulado, S, que é determinado pela seguinte fórmula:

Considere uma pessoa que recebe R$ 998,00 e que resolve poupar, mensalmente, R$ 99,80, ou seja, 10% do seu salário bruto (note que não pode haver saque ao longo do período) e que este valor será depositado ao longo de 35 anos = 420 meses, sendo remunerado pela taxa de poupança. A taxa da caderneta de poupança é 0,5% ao mês acrescido da variação da TR – Taxa de Referência. Vamos deixar somente os juros. Com isso, esta pessoa teria direito a receber, após o último depósito

Fazendo um paralelo com a previdência, este valor seria o saldo das contribuições realizadas pelo trabalhador depois de 35 anos de contribuição. Cabe lembrar que a poupança é taxa mais baixa do mercado (só é melhor do título de capitalização, esse sim, a pior desgraça disponível no mercado financeiro). Considere, agora, que ao invés de 0,5% ao mês, o banco que você faz os depósitos resolve aplicar seus recursos no mercado e consiga remunerar suas aplicações a taxa de 1% ao mês. Neste caso, o valor acumulado para o mesmo depósito de R$ 99,80 seria R$ 641.809,76. Opa! Então, em tese, a questão não seria o valor do depósito mensal, mas a taxa de juros.

No caso da previdência existem regras mínimas e os valores dos benefícios pagos se encontram limitados a um teto. Aposentadoria e pensão não podem ser inferiores a um salário mínimo. Outro detalhe é que, do ponto de vista matemático, o benefício da aposentadoria deve ser visto como uma série infinita afinal além de não se saber quando o aposentado vai morrer há os direitos da pensão por morte. Então, para se receber R$ 998,00 reais, o saldo acumulado deveria ser R$ 199.600,00 o que significaria contribuir com R$ 140,10 ou 14,04% do salário.

No sistema previdenciário brasileiro existe o mecanismo da repartição, ou seja, rateia-se entre os contribuintes as despesas com os benefícios em manutenção. Com isso, a população economicamente ativa de hoje sustenta os inativos e vai ser sustentada pela população economicamente ativa do seu tempo. Se a taxa que se aposentam é maior do que o aumento da força de trabalho, fica claro que vai faltar dinheiro.

Esse exercício é apenas uma tentativa de mostrar a questão da capitalização ou de se pensar num sistema onde cada contribuinte é responsável pela sua poupança e o governo seria o gestor das contas não permitindo saques, definindo regras para o caso de óbito e de sucessão e também de regras para os casos de desemprego do contribuinte.

O problema é que temos um déficit expressivo no sistema previdenciário e a reforma proposta, ligeiramente diferente da aprovada, não é uma questão definitiva. O que temos é uma reforma paliativa, mas necessária para equilibrar contas no curto prazo porque num período de 10 anos, ou menos, a gente vai precisar ajustar, principalmente, se o volume de contribuições não crescer a uma taxa maior do que o volume de benefícios pagos.

Dessa forma, apenas para ajudar na educação financeira dos inúmeros leitores dessa Gazeta Escrota, segue uma tabela com várias taxas mensais com prazos semestrais. Se você quiser saber quanto terá de saldo se aplicar determinado valor, basta pegar o fator que está no cruzamento da linha com a coluna referente a taxa da aplicação.

Por exemplo, quem aplica R$ 100,00 por mês durante 36 meses a taxa de 1% ao mês terá, após o último depósito, 100×43,0769=R$ 4.307,69. Se você quiser saber quanto você deve aplicar para ter R$ 10.000,00 daqui a 36 meses, basta fazer 10.000,00/43,0769 = 232,14, a taxa de 1% ao mês.

Se quiser outros valores, clique aqui.

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

MUDANÇA DE RITMO

Nossa jovem democracia, conforme se referiu Gleenoragia numa palestra, dá sinais de que não largou o andaja. Entendendo que nossa perestroika veio ao mundo em 1986, lá se vão 33 anos de incertezas econômicas, incongruências jurídicas, protecionismo aos poderosos, mesmo que isso significando velados atentados a nossa jovem Constituição Federal, que fará 30 anos em outubro próximo, mas que tem mais emendas do que as estradas brasileiras.

O Brasil não sofre ameaça de guerra, de invasão territorial, nada disso. O maior inimigo do país é parte da sua própria população. Falo essencialmente daqueles que se locupletam do poder, defendendo corruptos e corruptores para que, eles próprios, não percam a chance de enriquecer ilicitamente. O Brasil não pode continuar assistindo, como se tivesse anestesiado, ao espetáculo de ópera-bufa proporcionado por pessoas cujo interesse se resume a dimensão de uma ilhota. Falo, diretamente, desse conjunto de pessoas que tenta, a todo custo, impor como ilegais as conversas da força tarefa da Lava Jato.

No meu entender, tais conversas trazem cunho técnico, mesmo quando Moro externou a dúvida de que o STF tivesse capacidade de julgar os poderosos. Não tem. Todo mundo sabe disso. Querer transformar numa ilegalidade o comentário que Dallagnol fez sobre a projeção de Moro no caso, significa botar na cadeia 80% da população brasileira porque o cara é admirado até por advogados de réus da Lava Jato. Ademais, o conhecimento de algumas conversas dos ministros do STF deixaria Messalina corada de vergonha. Pergunto: julgar o caso de um cara no qual o ministro foi padrinho de casamento do filho do acusado é normal? Chorar numa ligação telefônica com um presidiário é normal?

Quando este pessoal pensa que ganhou o jogo surge, nesse meio termo, o tal Pavão Misterioso trazendo diálogos entre uma penca de canalhas como Davi Miranda, Glenorragia, Paulo Pimenta (o mesmo canalha que junto com Paulo Rocha e Wadih Damous tentaram tirar Lula da cadeia com a ajuda de um canalha petista que estava de plantão no STF-4, lembram?) e o “ameaçado” de morte Jean Wyllys. Pela conversa atribuída a Jean Wyllys, o Glenorragia vivia pressionando para ele renunciar ao mandato, então, quem não garante que as tais ameaças não são fruto dessa pressão? Fala-se de US$ 700 mil que seriam repassados e, ao que parece, ainda não se concretizou porque “Amor” estava com medo do COAF e de buscas da PF. Segundo O Antogonista, Jean Wyllys tuitou, em fevereiro de 2018: “Nunca ofendi Greenwald, sempre o tratei com respeito e nunca questionei publicamente sua ‘arbitragem’ partidária (a força da grana que compra candidaturas)”. Tem uma solicitação de investigação sobre isso. Vamos esperar que prospere.

O fato é que, até o momento, nenhum dos expostos pelo Pavão veio a publico para desmentir. Ficaram incapacitados de dizer se tais mensagens são verdadeiras ou não. O tal áudio que seria divulgado, também foi antecipado pelo Pavão. Agora, o que mais me chamou a atenção foi um comentário feito aqui no JBF com o nome de Fuso Horário. Nele, pode-se ver que a conversa entre Davi Miranda e Jean Wyllys destaca o horária da troca de mensagens, com uma diferença de horas. Então, o Pavão foi gênio até mesmo para arquitetar isso?

O Brasil precisa mudar de ritmo. Urgentemente. A gente não pode dançar essa falsa escabrosa. Para quem pensa na Economia, há muitas coisas acontecendo, mas parece que isso não traz o menor interesse. “Bolsa de Valores bate recorde fechando acima dos 104 mil pontos” e a grande mídia “Novas mensagens da Vaza Jato mostram Moro tramando para derrubar Maduro”. “Brasil fecha acordo entre Mercosul e a União Europeia” e a grande mídia “Conversas da Vaza Jato mostram que Moro mija em pé”. “Reforma da Previdência foi aprovado por 379 votos” e a grande mídia “Conversas da Vaza Jato mostram que Dallagnol fez xixi na cama.”

Parei de entender o que pensa a esquerda, no mundo inteiro. Na minha época de adolescente, lendo livros de Frei Betto e Fernando Morais, etc., carregando aquele pensamento de Che Guevara, achava que o caminho era, de fato, socialismo. Depois percebi que o pessoal de esquerda não quer dividir benefícios, mas sim, favorecer o benefício de alguns, incluindo eles próprios. Se a esquerda implanta um programa social, se prepare para o custo que isso representa. O que a esquerda gosta mesmo é de dinheiro, principalmente para gastar em projetos eleitoreiros, em conselhos administrativos que não servem para porcaria nenhuma. O que a esquerda quer é mandar e continuar mandando, jogando fora o preceito de que democracia prevê alternância no poder. Olhemos os governos de esquerdas no mundo e vamos observar se tem algum líder pobre. Pobre mesmo?, só o povo.

Se formos insistir nessa agenda ridícula de viver em torno da liberdade de Lula, esse país não avançará um milímetro sequer. Uma pena que na eleição passada a limpeza não tenha sido geral. Inconcebível acreditar como algumas figuras, enroladas até o pescoço em atos de corrupção, conseguiram se eleger.

Precisamos estancar a vergonha nesse país. Recentemente, o tribunal de justiça do Distrito Federal deu permissão para o senador Acir Gurgacz passar férias no Caribe. O canalha está em prisão domiciliar!!!! Deveria estar na cadeia, mas como tem dinheiro vai para as mordomias de sua casa. Como dizia Justo Veríssimo o pensamento do político é assim: “eu quero é me arrumar. Eu quero que o povo se exploda.”

Fecho meu comentário com o título de uma matéria que acabei de ler no jornal petista Brasil 247: “Economistas já preveem recessão com a reforma.” PUTA QUE O PARIU!!! Fala direito!!!!!! Seria mais honesto dizer que a descaracterização da reforma trará uma economia menor do que a prevista que era de R$ 1 trilhão. Isso é o prazer de confundir. Ainda bem que pessoas sensatas não leem essa porcaria.

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

EM DEFESA DO PAÍS

Há inúmeros trabalhos publicados demonstrando o quanto a corrupção afeta o sistema econômico de qualquer país. O preço dos produtos e serviços contratados pelo poder público são maiores do que quando contratados pelo setor privado. As estimativas de gastos ultrapassam, e muito, qualquer orçamento elaborado, para qualquer que seja a obra. As Arenas construídas para a Copa do Mundo de 2014 são exemplos claros do que a gente vê. O estádio Mané Garrincha, em Brasília, foi orçado em R$ 600 milhões, mas teve um custo total de R$ 1,57 bilhão, ou seja, 161,66% maior do que o previsto. A Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, foi orçada em US$ 2,3 bilhões e teve seu orçamento ajustado para US$ 20,1 bilhões (note que aqui estamos falando em dólares!!!!!), isto é, um orçamento 773,91% maior do que o previsto e está sem funcionar, ou seja, até o momento ela só tem 75% da sua capacidade instalada. A Exxon Mobil custou US$ bilhões e é a maior do mundo.

Todos nós sabemos que tudo isso se retrata em corrupção, em dinheiro desviado para contas de diretores, de políticos, de partidos políticos. As empresas envolvidas em corrupção ganharam tubos de dinheiro com isso e do ponto de vista econômico vamos colocar a coisa assim: o que foi feito pela Odebrecht, OAS, UTC, etc. foi u aumento na concentração de renda do país porque eles ficaram mais ricos e a população, o empregado simples dessas empresas continuou pobre. Vamos dizer assim para ver se a esquerda desperta e crítica essa concentração de renda. Se vai às ruas protestar contra essa concentração de renda.

Acho incrível que pessoas como o Saad (Bandeirantes) dizer publicamente que a operação Lava Jato foi responsável pela derrocada da economia. Acho incrível que professores e pesquisadores, com trabalhos publicados sobre corrupção, venham a público defender o que foi feito nesse país nos últimos 16 anos. O déficit orçamentário é fruto da corrupção. A gente gasta mais do que arrecada por conta das propinas que são pagas nas compras de produtos e serviços superfaturados. Se o preço pago pelo setor público fosse equivalente ao que se cobra do setor privado, muito provavelmente o volume do déficit, se existisse, não seria nesse patamar porque a carga tributária do Brasil é muita alta (coisa de 40% do PIB).

Então, vermos um empresário, dono de um canal de televisão, corroborar com uma coisa dessa natureza é algo que constrange, mas tudo isso tem um motivo, tem uma razão de ser. O cerne da questão é a redução de gastos do governo com propaganda na mídia. Note que não deixa de ser uma forma de contribuir para os desmandos com recursos públicos. Nesse contexto, a gente vê a Folha de São Paulo, e agora a Veja, se associando com o Intercept Brasil para desqualificar uma operação que balançou as estruturas da corrupção e colocou corruptos na cadeia deixando outros com a “barba de molho”.

Até onde entendo, as conversas de Moro com Dallagnol são franciscanas quando comparadas as de Gilmar Mendes com Demóstenes Torres ou com Aécio Neves. Até onde entendo o comportamento de Gilmar Mendes soltando bandidos ou julgando casos do “Rei do ônibus”, corruptor do Rio de Janeiro, são mais graves do que o comportamento de Moro e dos procuradores da força tarefa. Moro conversou num sentido de procurar combater um crime. As conversas de Lula, Palocci, Dirceu e todo staff do PT foram sempre na direção de cometer crimes.

Vamos esquecer que Dilma tinha um e-mail cuja senha era “Iolanda” em conjunto com o casal João Santana e Monica Moura? Palocci disse que Joesley Batista tinha uma conta de US$ 30 milhões, autorizado por Dilma, para comprar o apoio do MDB na eleição de 2014. O próprio Joesley já tinha dito isso, enquanto Palocci estava preso. Então, eles combinaram a resposta?

Precisamos defender este país dessa sanha de canalhas que querem continuar roubando recursos públicos de hospitais, financiando ambulâncias que nunca foram entregues, construindo obras que não se destinam a nada. Precisamos lutar para manter na cadeia esse tipo de canalha.

Precisamos pressionar deputados e senadores mostrando que não estamos mais dispostos a aceitar a corrupção como um fato inerente a qualquer governo. Não podemos aceitar mais que Folha, Veja, etc. se prestem a fazer um desserviço à nação, apenas porque perderam verbas publicitárias. A gente precisa entrar mostrar aos anunciantes desses canais que não estamos satisfeitos com essa postura. A imprensa é livre, mas não se pode dar ênfase apenas ao que foi dito em relação ao presidente Lula.

Chega: cancelei minha assinatura da Veja. Parei de ler a Folha. No meu entender, divulguem tudo. Mas, enquanto isso não vem, vamos torcer para que a Polícia Federal conclua as investigações e identifique tudo que se fala sobre esse vazamento. Que se verifique a autenticidade das conversas. Como se trata de algo ilegal, vamos convidar Gleenorreia ou Gleenoragia para ir cantar noutro poleiro.

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

CHEGA DEU PENA

O cataclismo previsto pelo PT, pelos simpatizantes do “Lula livre” tinha data, local e hora certa para acontecer: 19/06/2019, Comissão de Cidadania e Justiça so Senado Federal, 9h. O motivo: a derrocada do Ministro Sérgio Moro. A aniquilação do juiz imparcial que prendeu Ali Babá deixando os 40 ladrões órfãos. Como inquisidores, alguns senadores como Cid Gomes, Ciro Nogueira, Eduardo Braga, Fernando Collor, Humberto Costa, Kátia Abreu, Renan Calheiros. Todos estes políticos altamente honestos. Renan, por exemplo, detentor de 13 inquéritos e continua escapando da lei porque as investigações são lentas e não focam os objetivos como a Lava Jato focou.

A constatação de que o circo estava para pegar fogo veio com o inusitado comentário (indagação) do senador Rogério Carvalho (PT) sobre o media training que Moro fez. Diante da postura de Moro, sua segurança, sua consciência limpa, o senador antista ficou estupefato e pensou que aquele comportamento só poderia ter vindo de um treinamento. Como o PT usou Duda Mendonça, que admitiu ter recebido recursos no exterior pagos por financiadores do PT e João Santana e Mônica Moura, na campanha de Dilma, mostrando que se ela não fosse eleita, as pessoas passariam fome.

O que se viu, na verdade, foi uma orquestração desafinada com instrumentos enferrujados e regida por um maestro despreparado. Acabou a tese de perseguição a Lula a muito tempo e a resposta veio de forma imediata com a reação do mercado. O dólar caiu e a Bolsa de Valores ficou acima dos 100 mil pontos. Isso é um grande sinal para a economia, para sustentabilidade do governo, mas, lamentavelmente, a burrice da esquerda não consegue enxergar um palmo a frente do nariz. Vão continuar ladrando (do verbo latir, mesmo, não de ladras).

A cena vista confunde muito a opinião pública, principalmente, investidores externos. Imagine um finlandês ou norueguês, acostumados com um nível de corrupção baixíssimo, vendo uma cena daquele. Um ministro, ex-juiz diante de vários ladrões, tendo que responder pela lisura dos atos em condenar corruptos. Fica muito claro que se Moro tivesse roubado, aceito propina para liberar um ou outro, haveria um monte de senadores interessados em defender os feitos.

O espetáculo se encerra, melancolicamente, para as esquerdas, para o cafajeste do Glenn Greenwad (referido aqui no JBF como Glenorreia) e para todos os construtores desse lamaçal. Como disse Moro, se tem o que dizer… digam de uma vez e esperem a sociedade julgar. As conversas de Rui Falcão, de Lula, Dilma, etc. são sempre associadas a práticas de crimes. Pergunta para “Bessias” que estava levando o papel em branco para Lula assinar se tivesse necessidade. O que era o papel? Um salvo conduto para ele se livrar da polícia federal, ou seja, se a PF fosse acordá-lo, ele assinava o papel e declarava de foro privilegiado.

Calem-se bandidos. Vocês saquearam os cofres dessa nação. Não fosse assim, não haveria devolução de recursos para as empresas saqueadas. Lamentavelmente alguns desses bandidos foram reeleitos e com isso a população não conseguiu expurgar tudo que é ladrão que hoje posa de congressista. Mas a armação que vocês fizeram para levar este país a uma derrocada institucional é morreu e foi cremada ontem diante das de todos. Vamos esperar que Humberto Costa diga, em juízo, o que sabe. Pelas suas palavras, continua-se tramando contra a democracia. Exatamente isso: ao longo da campanha Bolsonaro foi acusado de várias coisas dentre as quais de ser uma ameaça à democracia. Agora estamos vendo que essa ameaça vem das esquerdas e conta com o apoio de ministros do STF como Gilmar Mendes, Lewandowski e Marco Aurélio.

O momento é grave para o Brasil. A esquerda não tem interesse nenhum em contribuir com o crescimento econômico do país, não tem compromisso em votar em políticas que gerou um contingente de 13 milhões de desempregados (tudo que é ruim tem 13 no meio?). O desemprego chegou a este nível durante o governo Dilma, por isso, acho muito engraçado ver os canalhas do PT acusando o governo por esse fato.

A limpeza desse país, passa pela consciência de cada um. Se você vota num corrupto, não tem como exigir moralidade. É simples assim.

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

CONVERSAS DE MORO

Impressionante como alguns tentam mudar rumos na vida no grito, na marra como costumamos dizer. A divulgação das conversas de Moro com Dallagnol tem, exatamente, essa conotação. O que se tenta fazer é aproveitar um fato novo no sentido de soltar Lula com ajuda do STF. Até onde me lembro ninguém, nem a OAB que vive sempre atenta ao cumprimento dos direitos, condenou a ligação que o ministro Gilmar Mendes fez para Lula no dia do enterro do seu neto. Com direito a lágrimas, diga-se. Por que choras Gilmar? Choravas porque não conseguistes proteger um crime?

Gilmar Mendes foi flagrado em conversas telefônicas com Sinval Barbosa. Queria saber porque a prisão dele e no meio da conversa El diz: “Que absurdo! Eu vou lá. Depois, se for o caso, a gente conversa” e o inocente Sinval Barbosa, responde: “Tá bom, então, ministro, obrigado pela atenção”. Anteriormente, Demóstenes Torres, falando com Carlinhos Cachoeira comentou sobre um processo envolvendo a CELG – Companhia de Eletricidade de Goiás, no qual Carlos Cachoeira tinha interesse, veio essa pérola: “Conseguimos puxar para o Supremo uma ação da Celg aí, viu? O Gilmar mandou buscar. Deu repercussão geral pro trem aí”. Numa outra situação, Aécio Neves pede ajudar a Gilmar no projeto contra abuso de autoridade, dizendo: “Dá uma palavrinha com o Flexa… A importância disso e no final dá sinal para ele porque ele não é muito assim… De entender a profundidade da coisa… Fala ó… Acompanha a posição do Aécio porque eu acho que é mais serena. Porque o que a gente pode fazer no limite? Apresenta um destaque para dar uma satisfação para a bancada e vota o texto… Que vota antes, entendeu?”

Nitidamente, estes diálogos são notórios na prática de crimes. Ora Gilmar Mendes traz para o STF um processo de interesse, ora fala com um governador preso por corrupção que estatizou uma faculdade da família de Gilmar Mendes, por R$ 7,7 milhões; ora, Gilmar conversa com Aécio Neves sobre mecanismos de controle de autoridade. Cabe lembrar que Gilmar Mendes proibiu condução coercitiva a pedido do PT?

Se a gente for comparar essa nojeira acima com as conversas de Moro, fica patente a diferença entre as posturas. Na conversa de Moro há um trecho no qual ele diz: “Ainda desconfio muito de nossa capacidade institucional de limpar o congresso. O melhor seria o congresso se autolimpar, mas isso não está no horizonte. E não sei se o stf tem força suficiente para processar e condenar tantos e tão poderosos”.

Moro tem total razão quando fala da incapacidade do STF em condenar poderosos. Em 5 anos de Lava Jato apenas uma condenação no STF e, ainda assim, o condenado continua solto. É ridículo admitir que Lewandowski votaria contra Lula, que Gilmar condenaria Aécio, que Marco Aurélio acusaria Collor de Mello ou que Alexandre de Morais botaria Temer na cadeia. Estes ministros estão no STF graças aos canalhas aqui citados.

Até hoje a postura do STF foi na defesa do crime e dos criminosos. Embora a prisão em segunda instância tenha tido 6 votos no plenário em 2016, esse tema voltou a ser pauta (por que?). Marco Aurélio, por exemplo, mandou soltar tudo que era condenado em segunda instância (Lula, membros do PCC, do CV, estupradores, assassinos, etc.). O cunhado de Beto Richa, um corrupto do PSDB, ganhou um HC de Gilmar e, simplesmente, fugiu para o Líbano. Nunca mais volta.
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O Brasil está diante de duas escolhas: acredita que os diálogos de Moro são atos criminosos ou apóia o trabalho que foi feito porque este trabalho abalou a estrutura de um prédio, chamado corrupção, com sede ficando no Palácio do Planalto, cuja prática era atos não republicanos por parte de: presidentes (Lula, Dilma, Sarney, Collor e Temer), Ministro da Fazenda (Guido Mantega, Palocci), Ministro da Casa Civil (Zé Dirceu, Erenice Guerra, Gleisi Hoffman), de Minas e Energia, da Defesa (Jacques Wagner), Ministro dos Esportes (Agnelo Queiroz, Orlando Silva), de Minas e Energia (Silas Rondeua, Edison Lobão), da Comunicação (Edinho Silva), Ministro do Planejamento (Paulo Bernardo), Ministro dos Transportes (Alfredo Nascimento), Ministro das Cidades (Mário Negromonte), Ministro da Previdência (Carlos Gabas), Ministro do Desenvolvimento (Fernando Pimentel), sem contar com o Presidente da Câmara (Eduardo Cunha) e a gama de deputados e senadores que fica mais fácil consultar para saber se é investigado ou não.

Estes cidadãos, acima de qualquer suspeita, usam a estrutura judicial desse país em benefício próprio. Utilizam meios escusos para justificar falcatruas e querem, por meio de pessoas sem caráter, colocar em dúvida um julgamento definido por 9 juízes. Este tal Glenn Greenwald atacou a grande imprensa (Globo) e disse que, hoje, somente O Antagonista está a favor da Lava Jato. Errou feio. O Jornal da Besta Fubana sempre esteve contra a roubalheira e a favor da decência.

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

IMBECILIDADE À FLOR DA TOGA

O comportamento tendencioso do STF – Suprema Troca de Favores, baseado nas decisões do Sinistro Ricardo Lewandowski, causa asco em que tem discernimento e que olha o passado na busca da construção de um futuro melhor. Eu penso assim: não adianta perder a dignidade defendendo o PT, nem a coerência se matando por Bolsonaro. Chega de divisões. O muro de Berlim caiu, ou melhor, o “muro da vergonha” porque não passava disso: uma enorme vergonha concretizada em tijolos, cal e cimento, misturados a uma ideologia que acabou, praticamente, no mundo inteiro.

O Sinistro Lewandowski foi relator da ação, votada na quinta feira (06/06), que tratava da autorização do Congresso para vendas de empresas públicas. Na ótica do Sinistro, como o Congresso autoriza a criação caberia autorizar a venda. Estamos falando de 134 empresas públicas e 88 subsidiárias criadas, exclusivamente, para fortalecer candidaturas e partidos políticos, como o caso de Renan Calheiros que colocou Sérgio Machado na Transpetro e este, em delação, já declarou o quanto repassou para Renan, Sarney, Jucá e toda essa corja do MBD.

Entende-se que uma despesa tenha, necessariamente, que ser justificada por uma receita. Em palavras simples é isso que diz a Lei de Responsabilidade Fiscal que foi, tão, combatida pelo PT. Embora, a previsão de receita seja um item presente no orçamento, não há qualquer cabimento em não aceitar receitas eventuais. De certo modo, as despesas são mais ou menos conhecidas, mas as receitas são incertas porque dependem da arrecadação. Então, o que o congresso deveria votar era o ajuste no orçamento após a venda de uma estatal, não a autorização para a estatal ser vendida.

O pensamento ardiloso do Sinistro Lewandowski tem relação com o aparelhamento estatal feito pelo PT. Se estes cabides de empregos são esfacelados, principalmente com Lula na cadeia, o PT se enterra para nunca mais ressurgir. Estas empresas, embora se observe um processo de substituição de cargos pelo atual governo, continuam com diretores ligados aos partidos que deram sustentação aos governos anteriores e que ficam ali, caladinhos, porque não querem perder a “boquinha”. Tem uns que se declaram bolsonaristas desde criancinha.

O Sinistro Lewandowski já mostrou, em mais de um momento, que seu interesse é proteger e salvaguardar os ideais do partido que lhe colocou no STF. A lambança no impeachment de Dilma na qual ele violou um artigo constitucional pra manter seus direitos políticos ativos é uma das constatações mais gritantes. A voz de prisão dada a um jovem advogado que disse, usando seu direito constitucional de liberdade de expressão, que o STF causa vergonha ao Brasil, também é mais um caso de violação constitucional por um ministro que deveria ser guardião da constituição.

Não satisfeito com suas lambanças constitucionais, o Sinistro Lewandowski autorizou a entrevista de Lula dias antes da eleição passada. A irritação dele com Dias Toffoli, que proibiu a entrevista, chegou aos jornais. Então, o que a gente precisa se perguntar é: não tem jurista nesse país com capacidade de apresentar um pedido de impeachment desse canalha? Adicionalmente, o presidente do Senado precisa ser alertado que ele está ali para defender interesses da população e tenho certeza de que basta aceitar um pedido de impeachment para que os demais canalhas (Gilmar, Marco Aurélio, etc.) entendam que não estão acima da lei.

O resultado da votação no STF foi pela aprovação das subsidiárias sem necessidade de aprovação do congresso. É pouco, mas representa um avanço. Estamos falando de 88 empresas, 16 das quais penduradas no Banco do Brasil, 35 penduradas na Petrobras (coloque os 7 mil postos de combustíveis que vendem gasolina no Brasil mais caro do que vende no Paraguai).

Seguramente dirão alguns: vai aumentar o desemprego. Poucos dirão: estas empresas não deveriam ter sido criadas. Pegue o caso da Trasnpetro. Uma empresa destinada a logística do combustível no Brasil. Alguém sabe o motivo dessa empresa não ter sido escolhida, mediante licitação, na iniciativa privada? C-O-R-R-U-P-Ç-Ã-O.

Em resumo: empresas foram criadas com autorização do congresso e gerando custos para o erário de diversas formas, dentre as quais, desvios de recursos para alimentar partidos e políticas. As atividades dessas empresas poderiam ser conduzidas por empresas privadas, desde o início, mas não foram e agora tentam passar a imagem de o governo vai acabar com o patrimônio público. Esse pensamento conta com a anuência do Sinistro Lewandowski cujo voto foi para que o congresso autorizasse a venda. Ele sabe que o governo Bolsonaro não tem base e uma proposta dessa não passaria, ou passaria com grande desgaste.

Senhor Sinistro, o congresso deveria estar votando os ajustes orçamentários por receitas não previstas diretamente, porque conseguem o financeiro, mas não pode gastar porque não está no orçamento. Sinistro, tem uma frase célebre do interior nordestino que é dita a um jogador ruim que está em campo. No seu caso seria assim: “Lewandowski, pede para cagar e sai”. Espero que essa decisão seja revista como vocês tentam rever a decisão de prisão em segunda instância e que o governo, qualquer que seja ele, tenha total liberdade de negociar seus ativos.

Finalmente, senhor Sinistro, ajude o Brasil. Solte Lula. Nossa economia está combalida demais pelos desmandos econômicos praticados desde 2010 para cá. No dia 14 estão querendo parar o país. Mais uma vez, “Lula livre” que ninguém agüenta. A gente quer produção, emprego, renda, segurança presente e futura. Dê logo um HC e avise a turma que não tem compromisso, porque os que trabalham precisam continuar trabalhando.

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

CAMINHOS DA EDUCAÇÃO

Nesse debate sobre educação, corte ou contingenciamento de verbas para educação, etc. muitas manifestações, expressas de diversas formas, foram vistas por aí. Por isso, como um trabalhador na área de educação, pretendo abordar dois aspectos cruciais relacionados ao tema. O primeiro é sobre um cartaz que vi dizendo “O governo não dá educação porque a educação derruba o governo”. Perdi o sono com isso porque um fato tão relevante como a educação não pode se prestar como instrumento pontiagudo colocado no pescoço do governo, ou seja, se qualquer pessoa ameaçada tomaria medidas de proteção, então o governo ameaçado usaria a mesma medida. Raul Seixas dizia “pena eu não ser burro, não sofria tanto”, mas conhecimento impõe forma diferente de agir. Eu não posso alegar que cometi um crime porque desconhecia a lei, sendo eu formado no início médio ou com doutorado. Manter pessoas burras até faria sentido se o objetivo fosse se perpetuar no poder, mas aqui temos eleição a cada quatro anos e não me parece ambiente para um estado de exceção.

Esse ponto de vista me pareceu extremamente grosseiro porque, mesmo no âmbito de governos totalitários, a questão da educação sempre foi uma temática intensa na defesa do governo. Em Cuba, por exemplo, a política de Fidel era que o estado se responsabilizava pela criança dando-lhe tudo da educação básica até a universidade. A pesquisa deles na área de câncer de pulmão gerou um join venture entre cubanos e americanos (pasmem!). Na, então, União Soviética, Yuri Gagari foi o primeiro homem no espaço, fato que colocou os Estados Unidos na corrida espacial e fez Armstrong ser o primeiro homem a por os pés na lua. As contas para isso foram feitas por cientistas de diversas formações, ou seja, pessoas que tiveram, diga-se, uma extraordinária educação.

Parece-me, portanto, muito pobre essa noção de que ao educar-me, passarei a ser uma séria ameaça ao governo. Creio que meu conhecimento deveria ser colocado a serviço das necessidades do meu país. Na minha sala de aula me convenço de que faço isso porque transmito aos alunos o conhecimento básico para que eles se tornem profissionais capacitados no mercado ou sigam a carreira acadêmica enfrentando uma pós graduação. É isso que a gente sente quando leva um aluno para a defesa de uma tese ou de uma dissertação.

O segundo ponto diz respeito à escolha entre educação básica e educação superior. Certamente, educação básica de qualidade significa uma educação superior ou técnica, também, de qualidade. Deficiências da base se propagam, inevitavelmente, pelo ensino superior e daí tem-se um grande número de reprovações, repetências, etc. em diversos cursos. A escolha do investimento na educação básica ou superior, não pode ser palco, ou ficar ao sabor, de ideologias absurdas. Existem técnicas científicas que auxiliam na tomada de decisão dentre as quais cito programação linear e análise de multicritério. Vamos a um exemplo: George Joseph Stigler, economista americano, lançou um problema relacionado a dieta de soldados. A ideia era saber como fornecer um conjunto mínimo de vitaminas dentro de uma especificada quantidade ração. O problema foi publicado no Times e daí surgiu essa linha de pesquisa denominada Pesquisa Operacional. Com ela eu posso dizer qual a quantidade mínima de nutrientes que uma pessoa deve receber, ou dizer quantas pessoas e máquinas deverão ser usadas num sistema de produção para a produção ser máxima, ou lhe dizer quais as ações que você colocar num portfólio para maximizar seus lucros.

Quem faz avaliação de investimento sabe que os méritos são fundamentais para decisão, ou seja, calcule-se valor presente líquido, taxa interna de retorno, relação custo/benefício e o tempo de retorno. É esse parâmetro que eu quero chegar: tempo de retorno. Compare o tempo de retorno com um investimento feito em cada um desses segmentos. Na educação básica nós vamos esperar os 9 anos de primeiro grau, mais três anos de ensino médio, mais uns quatro anos de ensino superior. Temos 16 anos de espera, no mínimo, considerando que não houve abandono ou repetência.

Investimento no ensino superior gera pesquisa. Lógico que a qualidade de algumas pesquisas, alguma teses ou dissertações, é plenamente refutável, incluo aqui a de Alexandre de Morais. Nem ele seguiu o que defendeu. Eu quero falar de coisas palpáveis como:

a) O vírus HPV é responsável por 80% dos casos de câncer de colo de útero e se não fosse o trabalho de pesquisadores não haveria vacina para reduzir a taxa de contaminação e o número de óbitos;

b) Albert Sabin evitou que milhares e milhares de pessoas fossem usuários de muletas e cadeiras de rodas. A certeza que ele tinha na sua pesquisa era tanta que ele injetou o vírus nele para convencer sobre a necessidade de produção em série;

c) Gerar energia limpa não significa botar um catavento na porta de casa ou uma lâmina de vidro para esquentar ao sol. Precisa pesquisa para conduzir a energia gerada para consumo ou para distribuição;

d) O celular que você usa, hoje, inclusive para fazer ligações telefônicas, é fruto de pesquisas em softwares. Hoje, tem alternativas de transformar texto voz em texto, fato que beneficia, por exemplo, a Polícia Federal que na precisa fazer transcrição das conversas gravadas nas escutas telefônicas;

Poderia enumerar várias questões que fortalecem a ideia de que o investimento no ensino superior traz retorno que beneficiariam os investimentos na educação básica. Tem desvios? Sim! Não quero defender aqui as teses esdrúxulas das experiências pessoais de sexo grupal, animal, homossexual, etc. em banheiros públicos. Então, ao invés de condenar os bons pela ação dos ruins, devemos definir critérios.

Finalmente, o trabalho de pesquisa feito na universidade tem como destino a sociedade. No mundo todo, existe parceria entre sociedade e universidade. As empresas se desenvolvem por que tem um cientista doido pensando na solução do seu problema. Sem pesquisa, o futuro é incerto e insustentável. Se você quiser saber como resolver uma equação do 3º grau do tipo x³ + bx² + dx + d=0, estou à disposição.