QUAL O PAPEL DA IMPRENSA?

A Constituição Federal permite a livre manifestação, vedando o anonimato, e concede a liberdade de expressão às atividades artística, científica, intelectual e de comunicação, independente de censura ou licença. Parece absolutamente justo num país de Direito Democrático. Desde a redemocratização do país, a imprensa vem tendo um papel destacado na cena política brasileira. As denuncias de corrupção, por exemplo, são mais comuns a ponto de a gente acreditar que se trata de algo novo, mas na verdade, corrupção sempre existiu, a diferença é que agora ela se torna pública com mais rapidez.

Um repórter sensato, antes de noticiar deve checar as fontes, apurar fatos com total independência porque se assim não for contamina-se a democracia. É sabido que Ary Barroso, flamenguista doente, narrava jogos do Flamengo e quando o time fazia um gol ele se passa uns dois minutos gritando “gol”. Também quando o time adversário partia para o ataque ele dizia “lá vem eles para cima de nós”. Ano passado o repórter Lucas Strabko, conhecido como Cartalouco, foi afastado de suas funções porque após um jogo que livrou o Ceará do rebaixamento chamou o time do Fortaleza de “pequeninho”.

O jornalista Diego Bargas foi demitido da Folha de São Paulo porque “fez perguntas inconvenientes a Danilo Gentilli” e o sindicato de jornalistas de SP emitiu uma nota dizendo que “a Folha demonstrou não ter o mínimo compromisso com princípios como a liberdade de imprensa e com a pluralidade, dos quais a empresa se reclama em suas campanhas de marketing“. Bóris Casoy foi afastado da Rede Record, em 2005/2006, por pressões do PT, segundo ele próprio declarou mais tarde. Verdade ou não, fica a pecha do quanto o interesse político-partidário pode influenciar no conteúdo, e na forma, do noticiado. O destaque vai, sempre, na direção dos fatos negativos. Lembro um caso de uma revista que escreveu na sua capa MIGUEL FALABELLA: não TENHO AIDS. O “não” era imperceptível e se alguém lesse de longe entenderia que Falabella estava declarando ter AIDS.

Entre 2000 e 2014, o governo federal gastou R$ 23 bilhões dos quais 73% foram gastos com televisão (a Rede Globo recebeu R$ 7,4 bilhões), os jornais receberam R$ 2,8 bilhões (a Folha de São Paulo recebeu R$ 275,2 milhões, o Estadão recebeu R$ 263 milhões) e a Carta Capital recebeu R$ 64 milhões. Tadinha!!!!! Cabe ressaltar que delatores da Lava Jato disseram que Lula e Mantega pediram dinheiro para a Editora Confiança que publica a Carta Capital. Acabado o dinheiro do PT circulou na internet, em 21/01/2019, a notícia de que a Carta Capital não seria mais vendida nas bancas. O que se tira disso: a revista é lixo. Não tem atrativo e como tinha dinheiro do PT para falar bem do governo, não importava se era vendida ou não.

Não importa o partido. Não pode haver cordão umbilical entre imprensa e governo. Quando há transferência de recursos de um lado para outro, acaba-se a lisura. Foi assim com a UNE – União Nacional dos Estudantes. Altamente combativa no passado, mas quando recebeu R$ 25 milhões para construir sua sede (alguém sabe como está esta obra?), simplesmente passou a acatar e, pior ainda, justificar erros dos governantes.

O presidente atual já havia declarado durante a campanha que cortaria gastos com propaganda. Sua relação com a imprensa é distante. Ele prefere as redes sociais e pouco atende repórteres. Obviamente, que seu comportamento causa apreensão nas grandes redes porque estas precisam de dinheiro e num momento de crise, investimento de empresa privada em propaganda passa a ser item supérfluo, mas o governo precisa divulgar suas ações para dar satisfação aos eleitores. É aí que a surge a promiscuidade. Falar contra o governo não é uma ação saudável. Durante a campanha de reeleição de Dilma, a analista do Santander chamada Sinara Polycarpo enviou carta para os investidores do bando informando que havia risco de crise com a eleição de Dilma. Ela foi demitida por pressão de Lula. Ganhou uma indenização e mostrou ao mundo que estava certa, mas a pressão do governo foi imoral.

Ontem li uma notícia que me deixou bastante preocupado. Trata-se de uma suposta entrevista feita por um jornalista francês com uma jornalista de O Estadão. Essa jornalista é responsável pelas denúncias contra Flávio Bolsonaro e se tais fatos são verdadeiros, pode-se deduzir que parte da imprensa pode levar esse país a uma situação de caos inigualável. É preciso apurar a veracidade do que foi anunciado e punir os responsáveis. Não se pode destruir um governo por interesses particulares. As pessoas dizem que não há democracia sem imprensa livre, mas liberdade envolve direitos e deveres (“meu direito termina onde começa o do vizinho”). Houve um tempo, recente, políticos falavam sobre a criação de regras para a imprensa, para o judiciário (aquela coisa do abuso do poder), mas a melhor regra é ser decente. Ser coerente com a verdade e deixar interesses particulares em detrimento dos interesses coletivos.

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INTERESSES PARTICULARES X INTERESSES COLETIVOS

O presidente Bolsonaro está sendo provocado, diariamente, e está revidando direta ou indiretamente através dos filhos. Existe uma orquestração simples para fazê-lo quebrar o decoro e a turma da esquerda protocolar um pedido de impeachment. Discutir publicamente com Daniella Mercury é uma bobagem inominável. Ameaçar processar o ator Zé de Abreu por conta da idiotice cometida por ele (se autoproclamar presidente do Brasil) significa pura perda de tempo. A questão com Zé de Abreu deve seguir outro ritmo: entregar a CGU o processo de prestação de contas dos recursos públicos que ele usou e apurar o que foi indevido. Constatado que houve fraude, que se abra um processo um administrativo, exigindo devolução dos recursos que foram desviados da finalidade dos projetos apresentados. Emite-se uma GRU no valor devido e se não for pago, inscreva-se o nome dele na Dívida Ativa da União, declarando inidôneo para firmar contratos com o setor público e pronto.

A celeuma recente é por conta de um vídeo de uma cena carnavalesca que foi postado por Bolsonaro. Não importa se ele se indignou com o que viu e postou. Importa que ele postou e por isso já se fala em quebra de decoro. Em tempos remotos, lá pelos idos dos anos 1980/1990, a molecada que não curtia o carnaval na rua ficava grudada na TV para assistir o baile Vermelho e Preto do Flamengo. Putaria em larga escala. Sexo ao vivo e em cores transmitido, principalmente pela TV Manchete. Esse baile competia com o Scala, de Chico Recarey e a sacanagem era tanta que num determinado ano, Alexandre Garcia, então na Manchete, pediu demissão por conta das cenas absurdas que foram mostradas. Para não esquecer Recarey recebeu o título de cidadão honorário da cidade do Rio de Janeiro. Ele não foi preso, não foi condenado por favorecimento à prostituição. Foi condecorado.

De todos os comentários que vi sobre essa postagem, o mais sensato me pareceu ser o de Janaína Paschoal. Creio que ela interpretou corretamente o momento: a questão não foi o vídeo, mas Bolsonaro ter postado o vídeo. Eu concordo plenamente com ela. Qualquer coisa que Bolsonaro faça vai servir de munição para a oposição. Se ele entrar no meio de um tiroteio numa favela do Rio e salvar uma criança vítima de bala perdida, irão dizer que ele é exibicionista e que isso não é atitude para um presidente. Se o pegarem com a Bíblia na mão, provavelmente dirão que dentro da Bíblia tinha um texto de Olavo de Carvalho.

Bolsonaro não entendeu ainda a dimensão do cargo que ocupa. Agora, a palavra da pessoa física se confunde, em tudo por tudo, com a palavra, com a opinião do presidente. Então, volto a concordar com Janaína quando ela diz que o governo tem um porta-voz que deveria expressar a opinião do governo/presidente. Eu tenho muito receito desse comportamento porque eu acredito que o caminho para o Brasil crescer é através da economia de mercado proposta por Guedes. Concordo plenamente com as privatizações e pela primeira na vida vi um ministro dizer publicamente como iria reduzir o déficit. Outros diziam “precisamos reduzir o déficit em x%” e nunca externavam os caminhos.

A presidência não é como aquele brinquedo que a gente soca e ele volta a ficar em pé. Entende-se, perfeitamente, a defesa de Carlos Bolsonaro pelo pai e vice-versa, mas agora a questão não é defender o pai, mas sim, defender o governo. E as atitudes de Carlos causam o mesmo efeito da bomba de Hiroshima. De modo igual, entende-se perfeitamente a defesa feita por Bolsonaro. Trata-se do filho dele. Conheço muitos casos de pais que se desentenderam porque os filhos brigaram na escola e alguns deles terminaram em morte de um dos lados. O instinto paterno se sobressai, lógico, mas se Bolsonaro tivesse um entendimento maior da sua função, já teriam controlado seus rebentos.

Acho importante lembrar que até o momento temos duas propostas no congresso. A reforma da previdência e a lei anticrime. Foram as únicas apresentadas até o momento, então cabe aos demais ministros colocarem propostas para cultura, educação, saúde, etc. No governo Temer faltou relator para a reforma da previdência, neste está sobrando gente. O remédio é amargo, mas sem ele o paciente morre e o comportamento do presidente pode afetar a aprovação dessa proposta e se isto acontecer o governo acaba porque o mercado deixará de acreditar. Basta lembrar do governo Temer: acabou quando não conseguiu aprovar essa reforma.

No mais, a gente no dia a dia vai descobrindo quebra de decoro por tudo parte. E estas não são questionadas. O mais vergonhoso continua sendo o tratamento privilegiado concedido pelo STF aos bandidos de colarinho branco. Em pleno carnaval foi divulgado conversas entre Aloysio Nunes, advogado de Paulo Preto, Raul Jungmann e Gilmar Mendes. Conversas que culminaram com deferimento do HC que dava mais prazo para juntar provas contra Paulo Preto e o faria se livrar de vários crimes pelo fato de completar 70 anos. Raul Jungmann, tramando. Do mesmo que jeito que fez Thomas Bastos no caso de Palocci e por isso louvo as palavras de Moro respondendo a pergunta de um repórter: “o tempo em que ministros da Justiça atuavam como advogado de defesa de integrantes do governo acabou.”

Então, vamos colocar o comportamento do ministro Raul Jungmann (que na campanha para prefeito do Recife declarou ter um patrimônio de R$ 16.800,00 igual ao salário que recebia como deputado federal) e do canalha Gilmar Mendes, como a mesma cena do vídeo do carnaval: ambos enfiando o dedo no fiofó do povo e urinando nas nossas cabeças.

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ACABOU A LUA DE MEL?

A recente pesquisa de aprovação do governo Bolsonaro, 38,9% da população, divulgada pelo Instituto MDA, difere da aprovação pessoal do presidente, que chega a 57%. Acho que cabem, pelo menos, dois comentários aqui. O primeiro é que pesquisa de opinião varia muito de acordo com o cenário, com o interesse do financiador, com a isenção de quem faz a pesquisa, etc. Esse instituto tem, dentre os seus clientes, o PMDB, o PSB, Governo de Minas, ANEEL, enfim, mostra que conhece o ambiente político, mas eu prefiro muito a independência. No passado eu vi uma pesquisa no qual 42% dos homens diziam “a mulher que não se dá ao respeito é estuprada”. Levei essa discussão para minhas aulas na pós-graduação com o intuito de mostrar que a gente pode produzir o resultado que quiser numa pesquisa dependendo da formulação da pergunta. Fiz um questionário com perguntas que induziam o respondente, meus alunos, para a resposta que eu queria. Muitos deles com convicções diferentes do que estava sendo perguntando responderam aquilo que eu esperava. Apenas para mostrar que isso é possível.

Não quero dizer que foi isso que ocorreu nesta pesquisa, mas eu tenho certeza de que chegar para uma pessoa e dizer “você aprova o governo Bolsonaro?” é diferente de contextualizar o momento do governo, antes de perguntar. Nenhum governo é capaz de produzir nada no mês de janeiro porque a aprovação do orçamento só ocorre após o início do trabalho da câmara, que volta em 01/02, então, não temos nenhum mês de governo, rigorosamente falando. Certamente, se há esse desencanto com o governo, é possível ter um viés de desconhecimento das prerrogativas legais, porque não há imediatismo.

O ponto contraditório é a reação do mercado. A Bolsa de Valores bateu recordes com a eleição de Bolsonaro e com a posse e suportou, até mesmo, a desvalorização das ações da Vale do Rio Doce devido ao desastre de Brumadinho. Ao que parece, esse pessoal não deve ter participado dessa pesquisa. A leitura econômica mostra que empresários continuam interessados nas implantações da medida. A reforma da previdência, no governo Temer, ninguém queria relatar. Agora, há uma disputa entre parlamentares. Não tem como negar tais mudanças.

O segundo ponto é o comportamento da equipe de governo e também dos filhos do presidente. A equipe é fraca. Destaca-se Moro e Paulo Guedes. O resto é um bando de malucos que não conseguem encaminhar propostas. O Ministro da Educação, calado seria um gênio, mas publicamente ele consegue, com um simples bom dia, causar um estrago sem dimensões para o próprio governo. Bolsonaro se deixou levar pela pressão das igrejas e vetou Mozart Neves, ex-reitor da UFPE e com um grande conhecimento na área de educação. Embora a obrigatoriedade de cantar o Hino seja fruto do governo petista, há coisas muito mais fundamentais a se fazer pela educação. Até o momento não sabemos qual será a prioridade do governo nessa área. Educação básica ou educação superior. Na primeira levar-se-á anos para formar um aluno. Na segunda são desenvolvidas pesquisas que podem contribuir com o ensino em todos os níveis.

Os filhos do presidente precisam entender que não estão numa reunião de condomínio. Bolsonaro é presidente, não síndico. Ele não foi colocado ali para pintar prédios. O que se espera é encaminhamento para problemas crucias do país, como o desemprego deixado pelas ações dos governos passados. É provável que o fato de não se ter geração de empregos tenha pesado nesse índice de aprovação. Particularmente eu continuo torcendo para que as promessas de campanhas sejam transformadas em projetos estruturadores para a economia.

Acho uma enorme perda de tempo ficar discutindo bobagem, mas acredito que é o despreparo que favorece essas babaquices. A população espera por emprego, renda, corrupção sendo combatida exaustiva e continuamente, violência diminuindo, etc. Moro levou a proposta anticrime e o que se sabe é que Rodrigo Maia coloque em pauta com as famigeradas emendas de abuso de poder. Aquelas mesmas que Deltan Dallagnol tanto criticou. Assim, seria muito bom que o Ministro da Educação apresentasse algo pró-educação, ao invés de ficar atirando no pé do governo ou cuspindo para cima.

A aprovação pessoal do presidente indica que a população ainda acredita. Mas, se o governo não agir, a lua de mel acaba e o casamento sobe no telhado.

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FALÊNCIA MORAL

Mauricio Assuero

O que tem acontecido neste país retrata a falência moral que envolve nossos dirigentes. Precisamos ter discernimento para isolar fatos de factoides, realidade e ficção. O recente caso envolvendo as contas pessoas do casal GG (Gilmar e Guiomar Mendes) escancarou o que há de mais esdrúxulo nesse país. Não é porque eu (e talvez 90% dos brasileiros) não suporte a figura asquerosa de Gilmar Mendes. Não é porque ele tem a capacidade de nos fazer palhaços com suas decisões particulares que beneficiaram Jacob Barata (do que ele foi padrinho do casamento da filha), Beto Richa ou Demóstenes Torres, mas é porque Gilmar Mendes “não vale o que o gato enterra”.

A suspeita de movimentação estranha nas contas de Guiomar teve como explicação uma sandice que apenas os imbecis acreditam. Ela disse que esperava ser chamada “como cidadã e contribuinte eventualmente com erros na declaração e não ser apresentada com alguém que cometeu fraude fiscal”. Guiomar crie vergonha nessa cara imunda. Erros na declaração são avaliados a partir do dia 02/05 de cada ano (a data final de entrega é 30/04) e a Receita comunica ao contribuinte os eventuais erros. Aconteceu comigo. Uma semana depois de entregar a declaração recebi uma correspondência informando que o CNPJ do meu plano de saúde estava errado. Eu tinha fornecido o CNPJ inexistente. Retifiquei imediatamente.

Quando o “erro” diz respeito a esconder renda ou patrimônio, não se trata de um simples equivoco, mas de fraude. A movimentação suspeita nas contas do casal indica isso, mas quem não se lembra da faculdade que Gilmar vendeu ao estado de Goiás por R$ 7,2 milhões causando grave prejuízo aos cofres públicos? Quem não se lembra da benevolência de empresas, algumas delas enroladas em problemas judiciais, em patrocinar os eventos do Instituto de Direito Público que tem Gilmar como principal acionista? Estas relações nunca foram devidamente examinadas porque as pessoas temem o corporativismo no judiciário e se sentem receosas em denunciar.

O que estamos vendo é a putrefação dos poderes públicos invadindo nossas narinas. A corrupção se alastrou durante anos e envolveu pessoas de diversos cargos. Lula está na cadeia; Temer está temeroso da visita indigesta da PF. Senadores e deputados, não importa o partido, com digitais em desvios de recursos públicos. Fernando Haddad disse essa semana que os feitos da família Bolsonaro em 30 dias superam os do PT em 40 anos. Então, ele está admitindo os “feitos” do PT. Ele, próprio, poderia falar dos dele na prefeitura de São Paulo. O PT criou um cargo para Haddad. Chefe do NAPP que deve significar Núcleo de Apoio a Políticos Presos. Diz-se que ele vai viajar pelo Brasil em caravana pregando o Lula livre.

O PSL foi envolvido esta semana com uma doação ilegal para uma candidata fantasma. Imediatamente envolveram Bolsonaro. Poucos se debruçam nos fatos para lembrar que Bolsonaro chegou a PSL como uma alternativa de candidatura. O PSL foi o único que lhe deu legenda, mas as mazelas já existiam. O que a sociedade deve cobrar é que se apure tudo doa a quem doer.

Decididamente, não tem como a população tirar corruptos do congresso e não fazer pressão pela saída dos canalhas togados. Sérgio Cabral vive prometendo delação premiada para citar os corruptos do judiciário. Não percamos a esperança. Ela tem nome: Sérgio Moro.

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ERA APENAS UM PALANQUE

Maurício Assuero

Sou apenas mais um indignado com a exploração do cadáver do irmão de Lula. Vavá, como era chamado, era um irmão querido e foi o responsável pelo ingresso de Lula na política sindical e partidária. Vavá foi flagrado uma ocasião em conversas telefônicas na qual dizia “manda dois pau pra eu” (sic) e Lula quando indagado pela imprensa sobre isso disse que “Vavá era só um lambari”, dizendo que havia grandes tubarões no mar da propina.

A morte Vavá fez o ex-presidente solicitar o direito de sair da cadeia para participar do velório e/ou do sepultamento. A juíza Carolina Lebbos, fez o que o bom senso manda: pediu que a PF se posicionasse sobre o pedido porque sabia da logística necessária para esse atendimento. Diante da impossibilidade operacional (deslocamento de helicóptero, escolta, controle da multidão, etc.) e do histórico ocorrido quando da ordem de prisão (os partidários sequestraram Lula na sede do sindicato), a PF externou os riscos a ordem pública e o pedido foi vetado.

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UM EXEMPLO DE PAI

Maurício Assuero

Na visita que a doidivana Gleisi Amante Hoffmann fez a Lula, ele saiu com uma máxima interessante; “Bolsonaro não cuida dos filhos e quer cuidar do país alheio?”, numa nítida referência aos problemas envolvendo Flávio Bolsonaro. Analisando bem a questão, a gente vê que se trata de mais contribuição negativa do ex-presidente, atual presidiário. Primeiro, porque é preciso deixar claro que as questões de Flávio Bolsonaro não práticas do governo, ou seja, nestes 25 dias, o governo Bolsonaro não fez nada que denegrisse sua imagem. Em segundo lugar, Moro fez uma afirmativa de que o governo não iria interferir nas investigações, bem em consonância ao que Bolsonaro disse em entrevista: “Se Flávio errou, ele terá que pagar”.

Diferentemente dos governos do PT onde os erros foram dos governos, dos mandatários e dos aliados. O que se sabe, hoje, é que esse pessoal assaltou as empresas públicas brasileiras e propagou a corrupção por países da América Latina, a exemplo do que se tem visto no Peru, na Argentina, na Colômbia, etc.
Lula tem toda razão quando diz que Bolsonaro não soube cuidar dos filhos porque ele é um grande exemplo de um pai que fez tudo para que seus filhos não passassem um milímetro sequer de necessidades. Fábio Luís, o Lulinha, por exemplo, é dono da Gamecorp que se enrolou em negócios escusos com a Telemar Oi da qual recebeu R$ 5 milhões. Tem ainda o Taigura, que era filho de Marisa, que de uma simples oficina em Santos passou a ser empresário do ramo da construção civil prestando serviços para as empresas enroladas na Lava Jato em países que receberam dinheiro do BNDES.

Seguramente: o pai exemplar. Um pai muito mais dedicado do que aquele que “vai brincar de vovô com meu filho”. Esse pai, agora Palocci deixou claro, tinha toda preocupação em conseguir recursos ilícitos para que, através de Bumlai, chegassem aos seus familiares. Lula, realmente, sabe o que é ser pai. Esperamos que Bolsonaro aja como um pai nesse caso de Flávio, mas como o pai que apoia, que ajuda a se reerguer, quando o filho erra. São muitos os pais que num esforço supremo denunciam filhos por erros cometidos, mas com o objetivo de salvar-lhes de mal maior. Lula chamou Fábio Luís de “Ronaldinho dos negócios” diante de toda divulgação que teve a criação da Gamecorp.

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