JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

PASSANDO O JOGO A LIMPO

Futebol é o único esporte que eu conheço com resultados injustos. Porque nem sempre vence quem joga melhor a partida.

O Fortaleza ontem foi superior em 70% do tempo normal. Tática e tecnicamente.

Se muito o Vasco talvez teve seus vinte e sete minutos de organização, mas ainda é um time precisando de muitos ajustes. Muitos!

Para o time cearense ficou a lição de que não existe jogo vencido no futebol.

Quando se acomodou, levou dois empates e uma virada.

Já ao Vasco a lição de que quando se tem o domínio da bola no pé não há risco nenhum de tomar gol, parexe nunca haver sido ensinada. Nunca!

Vencia aos quarenta e três minutos do segundo tempo, estava com a posse de bola num dos raros momentos de organização, quando um chutão para frente entregou a pelota para o adversário que trabalhou e empatou com o terceiro gol. Aliás um belíssimo gol, num daqueles chutes espíritas indefensáveis, pegando na chamada “Barriga da Rede”. Somente o comentarista da transmissão achou falha do goleiro.

Quase levou uma “revirada”, se Léo Jardim, o dito goleiro, não estivesse usando um par de luvas maior que o seu número (aqui há ironia). Literalmente pôs a bola para escanteio com a costura da luva.

Do lado do Vasco eu fico com a sensação de que Payet pode crescer ainda mais quando tiver ao seu lado alguém pelo menos com um terço de sua técnica, Vegetti mostrou outra vez seu lado artilheiro e Adson fez sua melhor partida pelo Gigante da Colina.

Pelo Fortaleza deu novamente gosto ver a equipe de Vojvoda jogar. Um time muito bem arrumado. Só pecou ontem no excesso de confiança nas duas vezes que esteve à frente do placar. Destaco também as atuações de Zé Welison marcando Payet enquanto teve fôlego, dou visão à classe e técnica do craque argentino Pochettino e o talento do jovem Hércules. Esse terá futuro, se Deus quiser.

Na outra partida pela mesma copa, o Red Bull Bragantino despachou o Sousa. Com um justíssimo três a zero. Não obstante a goleada, mesmo assim, o time paraibano merece nossos aplausos.

Hoje teremos outros jogos e o leitor já sabe qual o clube que eu desejo ver perdendo.

Ao Vasco tudo!

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

CORAÇÃO VIOLA

Eu sigo o perfil no Instagram de um jovem e promissor artista. Luís Carlos “Violeiro” encanta e resgata a essência mais fantástica da nossa musicalidade, na raiz da arte que ele abraçou.

Não bastasse o seu dom para dedilhar a viola, Luís Carlos, em parceria com sua mãe Maria de Lourdes, tem nos deixado vídeos de tirar o fôlego.

Juntos resgatam canções e modas que me são como uma espécie de máquina do tempo, porque me transportam em pura emoção a um paraíso antigo que há muito vem sendo esquecido e trocado por músicas sem sentido algum.

Cada vez que eles lançam um vídeo novo eu penso “há esperança para a MPB”, e agradeço a Deus por haver gente abraçando a beleza da arte.

A simplicidade e a facilidade com que cantam, as vozes, as figuras sem os trejeitos forçados da maioria, a graça da senhora Maria de Lourdes, o palco das gravações, o cenário escolhido… Tudo! Tudo isso traz paz ao meu espírito, quando eu paro para assistir filho e mãe.

Não os conheço pessoalmente. Mas eu auguro em breve ouvir ao vivo essa parceria divina.

Para ele eu escrevi sigelamente:

CORAÇÃO VIOLA
(Ao querido amigo Luís Carlos Violeiro)

Faço da minha viola
Instrumento de paixão
Extensão da minha vida
No dedilhar da canção
Ela é a minha amada
Quando ao peito está colada
Meu segundo coração.

Minha alma está nela
A dela está em mim
Ninguém pode explicar
Tal magia sendo assim
Se um dia ela calar
Meu coração vai parar
E eu chegarei ao fim.

Abaixo um vídeo para que vocês também possam se deliciar com a beleza da dupla.

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

DESABAFO

Eu me pego refletindo sobre esses vinte e dois anos anos de humilhações incessantes pelas quais temos passado. Nós os torcedores do Clube de Regatas Vasco da Gama.

A escassez de títulos, as goleadas humilhantes sofridas e que a cada ano aumentam dentro unclusive do São Januário, as derrotas muito mais frequentes, os quatro rebaixamentos e as vezes que escapamos por um triz, as gozações inesgotáveis por parte de torcidas que são dwz oir cento da nossa e não têm um por cento da grandeza que tínhamos, a contumaz falta de planejamento na contratação de jogueiros, o complexo de cachorro morto crescendo, a infeliz retórica de que o árbitro ajudou ao adversário sendo usada para camuflar as contratações equivocadas não rendendo em campo, erros conscientes, má vontade dos diretores etc.

É a história extraordinária de um clube fantástico sendo jogada no lixo!

E enquanto o clube era usado para o enriquecimento de particulares, que se achavam donos dele, a entidade ia apequenando, se curvando à posição fetal pelas dores que só ela sentia. A torcida junto.

Tudo isso nos deixa triste.

Eu não sou nada. Não sou ninguém. Não tenho voz. Mas, mesmo assim, critiquei por minhas redes virtuais oitenta por cento das contratações desde o início da SAF. Mantendo contato particular com pessoas dentro de São Januário, para eles também enviei os “meus desconfortos”. Em vão.

A culpa é da 777? Não creio que ela seja a principal culpada para esse caos instalado. No entanto, vejamos por outro ângulo: é certo que os caras não entendem de futebol e colocaram o dinheiro deles há dois anos para salvar um barco que vinha afundando havia vinte. Antes de tudo eles confiaram naqueles que lhes disseram “venham”, que são os mesmos que indicaram administradores para o futebol. Já esses “gerentes”, por exemplo, usaram só este ano cento e dez milhões para trazer jogadores que jamais seriam titulares absolutos nos quatorze melhores colocados do Brasileirão, Serie A de 2023. Alguns desse jogadores sequer merecem a reserva do Vasco, mesmo com muitos dos nossos titulares não merecendo a reserva nos cinco primeiros colocados do ano passado.

O Campeonato Carioca/2024 foi um laboratório nos mostrando o que viveremos no Brasileirão. Ora! Vencemos com dificuldades times que nem série têm! Perdemos feio pela falta de reação para times montados às vésperas do campeonato, sendo nossa base treinada há seis meses.

Não estou passando pano, mas se não fosse o capital investudo pela 777 não teríamos nem subido em 2022!

Os Dias – a eles todo o meu respeito e gratidão – nunca conseguiram de fato implantar um padrão de jogo. Culpa deles? Não creio também. O nível técnico em oitenta por cento do nosso elenco é sofrível. Está muito mais para abaixo do meio da tabela na Série B, que para permanência na Série A. É nítido!

Sinceramente? Torço para que venha uma comissão técnica que saiba tirar leite de pedra, conseguindo dar um padrão de jogo à equipe e nos livrar da humilhação de outro rebaixamento.

Permanecer na Série A com esse elenco já será um grande feito.

Desculpem o desabafo.

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

DUAS GLOSAS

Seu garçom, traga logo a saideira
Vou seguir biritando em meu caminho.

Sob o mote acima, do poeta Marco Silva, eu recebi por WhatsApp os versos em glosa do tabirense Marcílio Pá Seca Siqueira, poeta de coturno alto:

Eu deixei um bilhete sobre a mesa
Rasurado com gotas de bebida
Frases parcas falando em despedida
Num enredo de drama e de tristeza
Sugeri ao garçom traga a despesa
Se tiver bem gelado traga um vinho
Minha dama não veio e eu sozinho
Vou beber minha mágoa derradeira
Seu garçom, traga logo a saideira
Vou seguir biritando em meu caminho.

Então este colunista, potiguar de Acary do Seridó, respondeu no mesmo estilo:

Fingirei não ouvir o violão
Nem a voz do cantor bem afinado
No bolero com verso esmerado
Suplicando às horas “passe não”.
Mas farei de relógio o coração
No compasso batendo bem baixinho
E nas horas passando de mansinho
Solidão será minha companheira
Seu garçom, traga logo a saideira
Vou seguir biritando em meu caminho.

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

ÉS LINDO

Homenagem deste colunista para o Açude Gargalheira, 3ª Maravilha do Rio Grande do Norte, que há treze anos não transbordava.

De em ti deitar meus olhos
O meu olhar não se cansa
Percorro teu corpo todo
Até onde a vista alcança
Tua beleza é completa
E à vista deste poeta
És portal de esperança.

Contigo meu olho dança
No verde te rodeando
Na água te invadindo
No concreto bloqueando
Nas serras que são teus braços
Por todos esses teus traços
Sigo te admirando.

És lindo!

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

UM CANTO À MINHA TERRA

Do meu querido Acary
Eu canto sua beleza
Algumas obras dos homens
Outras da Mãe Natureza
Canto o velho e canto o novo
Canto também o meu povo
A nossa maior riqueza.

A mais formosa represa
Entre serras está deitada
O Açude Gargalheira
De esperança renovada
“Dá gosto de se olhar”
Pois, parece até o mar
Sua água abençoada.

Nossa fé foi aprovada
Desde os tempos de outrora
Manoel Esteves de Andrade
Construiu sem mais demora
Um templo pra devoção
De louvor, de oração
Erguido à Nossa Senhora.

Virgem do Rosário agora
Tem templo na freguesia
Mas outra igreja se fez
Pois, a cidade crescia
E o povo muito feliz
Construiu uma Matriz
À Nossa Virgem Da Guia.

Nossa cidade é magia
É orgulho, é paixão,
Na limpeza de suas ruas
No exemplo de educação
Do velho Grupo Escolar
Onde o prazer de estudar
Era quase devoção.

Por isso eu ergo a mão
E digo a Deus “obrigado”
Por essas tão belas serras
Por este céu azulado
Por cada nova manhã
Por nosso Rio Acauã
Que há muito tem nos banhado.

Um riacho represado
E um açude se criou
Com nome “Das Oiticicas”
Porém, “Da Santa” ficou
Por estar nas terras dela
E a sede, nossa mazela,
Por muitos anos matou.

No centro homenageou
Dois homens lá do passado
Com o busto do coronel
Silvino homem respeitado
E Otávio, o corajoso
Homem forte e brioso
Brutalmente assassinado.

Outro lugar festejado
É o nosso belo museu
À nossa gente lembrando
Da História, o lugar seu
Casa de Câmara e Cadeia
Hoje o museu nos norteia
Tudo que nos pertenceu.

Já se comprou e vendeu
Naqueles velhos mercados
Construídos como um só
Porém, depois separados
Se um ficou na estrutura
O outro a arquitetura
Fez seus traços reformados.

Temos também os sobrados
Três ao todo, na verdade,
São três raras construções
Nos evocando a saudade
Dos tempos de antigamente
E hoje em dia, no presente,
Enfeitam nossa cidade.

Foi Deus quem, por caridade
Me fez crescer em Acary
Lugar de raras belezas
Da gente melhor que vi
E a Deus vou agradecendo
Por me deixar ir vivendo
E por ter nascido aqui.

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

INSPIRAÇÃO PELO AVERSO

Eu também me atirei do mesmo jeito
Nos abraços dos braços de Maria
Lambuzei-me do doce da orgia
Bem mais doce que doce de confeito
Vi meu peito batendo no seu peito
Num compasso de gelo se quebrando
Eu gostando do beijo, ela gostando
E o romance rondando o lugarejo
Eu senti seu amor naquele beijo
E até hoje seguimos nos amando

Mote: Marcone Santos
Glosa: Marcílio Pá Seca Siqueira

Inspirado na extraordinária glosa acima, do poeta tabirense Marcílio Pá Seca Siqueira – porém, como sou fã de versos hoje em dia chamados de “sofrença” – eu imaginei uma situação ao contrário e escrevi a poesia que ora segue abaixo.

DESPEDIDA

Fim de tarde você me abandonando
Me dizendo “adeus e fique bem”
Eu calado, na dor, virei refém
Do olhar que lhe dei se afastando.
Eu confesso também fiquei chorando
Abraçado ao passado com carinho
Escorrendo do olhar, como um espinho,
Certa água furando o meu rosto
Você foi e eu fiquei a contragosto
Me lembrando que agora estou sozinho.

Você não sabe quanto eu chorei.

“Vá em paz” você disse e foi embora
Eu sozinho na rua atordoado
Sem saber onde ir, ou qual o lado
Deveria seguir naquela hora.
O passado apenas me escora
Me ampara de vez na solidão
Pois, por mais que você diga que não
Eu ficava feliz quando voltava
E a você, meu amor, eu me entregava
Como sendo só seu meu coração.

Você não sabe quanto eu chorei.

Mas agora acabou. O que fazer?
Lhe desejo também que vá em paz
E o destino brincando uma vez mais
Eu lhe juro não vou mais lhe perder.
Só me resta saudade e escrever
Alguns versos compostos de lamento
E viver de momento em momento
Sem saber o que a vida nos reserva
Guardarei no meu peito, em conserva,
Meu amor, meu mais nobre sentimento.

Ainda choro por você.

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

PARAFUSO

Eu me lembro daquela tarde quente de um fevereiro no calendário perdido no registro do ano. Não da minha mente.

Nós tínhamos acabado de almoçar, e os pratos ainda repousavam sujos sobre a mesa.

Era meu aniversário e nada demais havia sido feito para aquela refeição. Tampouco existia em mim qualquer expectativa de presente. Papai sentado à mesa, na esquina do móvel, limpava uma laranja girando-a contra a faca, sem deixar se romper a casca. Eu balançava os dois cubos de gelo no fundo do copo, numa água levemente avermelhada do restante do suco sem graça de beterrabas.

De repente ele parou, deixou a casca totalmente retirada no prato e olhou para mim.

Do nada começou a me falar. Senti nos seus olhos calmos a necessidade de me repassar algo.

– Nunca deixe de colocar um parafuso no lugar do prego, quando quiser que a madeira fique mais segura.

A minha juventude não me deixou compreender muito bem aquela alegoria. E ele continuou:

– É sempre mais difícil extrair o parafuso.

Na inquietude de todo jovem, que se alia com a curiosidade própria da idade pouca, eu lhe perguntei “por que o senhor está me dizendo isso?”

Metade da laranja estava ocupando a sua fala. Seus olhos me passaram a mensagem “espere! Já, já eu digo”.

Um silêncio mastigado durou alguns segundos, talvez minutos, enquanto as sementes eram jogadas para fora da boca para a mão dele.

Antes de colocar a outra metade da laranja na boca ele piscou os olhos algumas vezes, olhando pela janela da cozinha aberta para o nosso muro.

– Não sei bem. Só não esqueça. O parafuso dá mais trabalho para entrar. Mas segura muito mais.

Disse isso, colocou a outra metade da laranja na boca, se levantou e saiu.

Nunca mais tocamos naquele assunto, ou falamos sobre algo que fizesse aquele conselho ter algum sentido. Nunca mais.

De vez em quando eu lembrava aquela cena, e um parafuso de incompreensão me tomava o raciocínio.

Até ontem eu não tinha a mínima ideia do que deveria pensar sobre a estranha conversa jamais esquecida em seus pormenores.

Hoje cedo estávamos sentados na calçada da mesma casa e eu tenho a idade que ele talvez tivesse à mesa naquele dia; Papai agora é um homem idoso com Alzheimer, sem a compreensão do que eu represento para ele e, se não fosse o tom sério emprestado à sua fala de vez em quando, eu não poderia dizer que a sua consciência é a do pai que me criou.

Assobiava algo alegre e eu olhava para o seu perfil. Tamborilava no braço da cadeira de plástico e eu olhava o seu perfil.

Do nada, como se um fragmento de qualquer tempo tivesse sequestrado a sua consciência por alguns instantes, ele se virou para mim e disse.

– O cabra só se apresenta parecido com quem ele acompanha.

Eu refleti urgente que Papai estava, do seu jeito, querendo me dizer “diga-me com quem andas, que eu te direi quem tu és”.

Mal deu tempo da frase ser completada em minha mente, ele virou o rosto para a frente e terminou:

– Por isso o sujeito só deve se acompanhar com madeira que segure parafuso. A amizade é de verdade e segura.

De onde Papai tirou isso?!

Não sei. Mas, por alguns segundos eu vi ali o emblema moral do meu velho pai.

Sim! Ali estava meu pai. Se ele não tem essa consciência, eu a tenho.

Doravante, Papai, não apenas nas relações de amizade, mas, em tudo buscarei por madeira que segure parafuso.

Semana que vem farei cinquenta e três anos. O presente veio adiantado.

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

FOLIA SAUDADE

Seu Moço, meu carnaval
Eu brinco só na vontade
Ouvindo o som do passado
Bailando sobre a cidade
Marchinha, frevo e samba…
Hoje meu passo descamba
Na folia da saudade.

Seu Moço, hoje me invade
Um bloco de nostalgia
Cantando um samba enredo
Na avenida da alegria
A letra diz que restou
Naquele jovem Pierrot
Só saudade da folia.

Carnaval sem euforia
Sem pandeiro, tamborim,
Sem treme-terra, agogô…
Seu moço, hoje é assim:
O surdo sem marcação
Esvaziaram o salão
Já não chora o Arlequim.

Sinto falta do cetim
Da ilusão por fantasia
Dos confetes, serpentinas
Do apito que fremia…
O lança não me apraz
Eu penso nem sentir mais
A saudade da folia.

Porque sem toda magia
Da batucada contida
Naqueles dias, Seu Moço,
Essa saudade sentida
É folia repentina
Passista tal Colombina
Que passou na avenida.

E se perdeu no passar.

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

TEMPO E TEMPO

Um dia puxa um outro
Que puxa um outro dia
Na roda viva do tempo
Seu eixo é pura magia
O seu motor jamais cessa
E o tempo cumpre a promessa
De passar, não se desvia.

Afinal, quem nos diria
Quem rola a roda dos anos?
Ou onde está escrito,
Do tempo, todos os planos?
Se o destino vem traçado
Nele tenho registrado
A minha salva de enganos.

Por meus tiros mais insanos
O tempo abre feridas
São chagas em minh’alma,
Medonhas, tão doloridas
Como eterna endecha
Que o tempo abre e fecha
Em rimas não repetidas.