A SUCATEIRA E O ADVOGADO ESCROQUE

Dona Maria da Sucata é uma favelada íntegra. Tem orgulho de ser conhecida por todos por esse epíteto. Para sobreviver sai todos os dias com sua carroça humilde à procura de latinhas de cervejas vazias, refrigerantes, garrafas plásticas, copos descartáveis, papelões, peças de computadores, ferros velhos e outros objetos recicláveis. É uma recicladora do planeta.

Dona Maria da Sucata tem um neto incapaz que é viciado em craque. Por ser inábil em conter sua vontade, não pode ver nada fácil que furta para sustentar o vício da droga. O medo dela: que ele seja executado por débito com os traficantes que não perdoam.

Recentemente foi preso numa boca de fumo, e desceu diretamente para o “Muro das Lamentações” do município de Abreu e Lima. Não houve audiência de custodia porque Dona Maria da Sucata não pôde pagar um advogado, e na hora não havia defensor público para acompanhá-lo.

O Defensor Público plantonista estava ocupado com afazeres pessoais!

Busca aqui, busca dacolá, ela encontrou um advogado para acompanhar o neto, mas de cara ele cobrou mil paus. Ela pagou. Ele não deu recibo do dinheiro recebido e prometeu soltar o neto de Dona Maria da Sucata em menos de vinte quatro horas se ela conseguisse mais mil.

Depois do acerto com o advogado, Dona Maria da Sucata trabalhou dia e noite, quase desmaiando de fome para conseguir o dinheiro. Conseguiu juntar sucatas que valiam mais de dois mil paus, mas o dono do depósito a ludibriou, burlou-a na pesagem e só pagou a metade do valor. Mas, mesmo assim ela aceitou e agradeceu, pois estava precisando do dinheiro para entregar ao advogado que prometera soltar o neto.

Dinheiro na mão, neto liberto! – disse sarcástico o advogado escroque!

Do depósito de sucata com o dinheiro dentro do“porta seio”, ela foi direto para o advogado e entregou a outra metade combinada, sem receber comprovante. De posse do dinheiro o advogado disse a ela que esperasse em casa, preparasse uma feijoada para comemorar a liberdade do neto no outro dia. Não pediu procuração do custodiado, nem cópia do CPF, RG, CTPS, nem endereço residencial, nem rol de testemunhas para preparar a defesa do indiciado. Nada!…Nada! Só quis saber do dinheiro!

Passadas duas semanas do prometido, e depois de várias idas ao “Muro das Lamentações” para visitar o neto, Dona Maria da Sucata descobriu que o advogado a tinha enganado. Sequer visitou o neto. Quem compareceu ao ato processual designado foi um defensor público nomeado pelo juiz que, a contragosto, não abriu o bico na audiência.

Temendo pela vida do neto nas duas visitas feitas ao Inferno de Dante, ela procurou outro advogado que prometeu soltar o neto em vinte quatro horas. De cara para trabalhar no caso e entrar com o pedido de relaxamento de prisão lhe cobrou três mil paus de entrada e os outros três mil divididos em duas parcelas de mil e quinhentos.

Desconfiada com a proposta do “advogado” ela procurou uma vizinha que tinha sido vitima das mesmas artimanhas do jurisconsulto escroque, inclusive, forçada por ele, teve de vender uma casa que alugava para complementar a renda familiar, e o jurisperito não soltou o filho conforme havia prometido. O causídico lhe furtou tudo. Não passou recibo e o viciado continua preso à espera de um habeas corpus de Gilmar Mendes.

Desesperada e vendo a hora o neto morrer envolvido com gangues lá dentro do Inferno de Dantes ela recorreu a uma pessoa de bom coração, lide comunitária, que conhecia um advogado muito solícito que trabalhava para uma ONG da qual ela fazia parte como voluntária!

Sem cobrar nada de Dona Maria da Sucata, o advogado, já aposentado, comovido com o sofrimento dela e percebendo a angústia, o desespero de o neto ser morto lá dentro, juntou provas da incapacidade transitória dele, participou da primeira audiência, juntou as provas da incapacidade do neto da sucateira e requereu ao juiz exame de insanidade mental do preso que foi provado por uma junta médica nomeada pelo magistrado como incapaz, e o juiz o soltou por insuficiência de provas da materialidade do delito e por incapacidade mental do prisioneiro.

Após o neto solto e já em casa, Dona Maria da Sucata recebeu a visita de uma vizinha com o mesmo problema com o filho, informando que tinha sido procurada pelo advogado que a enganou, cobrando-lhe o mesmo valor para soltar o filho em vinte quatro horas como o havia feito com o da “velha da carroça”. E a vizinha queria saber da lisura do tal advogado à colega para confiar a tentativa de soltura do filho a ele.

Ao que Dona Maria da Sucata, curta e grossa, a alertou e aconselhou-a:

– Minha filha, aquilo é um ladrão descarado! Me roubou dois mil reais e não fez nada pelo meu neto. Eu não sei como a OAB mantém nos seus quadros um cabra safado desses enganando o povo desesperado! Se fosse por ele eu teria enterrado meu neto há muito tempo. Foi graça a solidariedade de um advogado de uma ONG que meu neto está comigo. Tome o telefone onde ele presta serviços voluntários e ligue, ou senão procure Fulana, líder comunitária, que ela lhe leva até ele.

Antes de se despedir de Dona Maria da Sucata e agradecer-lhe a orientação, o celular da vizinha toca. Ela atende. Era o advogado querendo saber se ela já estava com o dinheiro na mão para ele ir pegar e preparar a defesa do filho…

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A DEUSA DA ENCRUZILHADA

Para Alcione Souza, cuja beleza vai além dessas notas taquigráficas

Todas as vezes que ela passa no Lago da Encruzilhada balançando as ancas protuberantes, sensuais, cobertas por um vestido de helanca dourado, transparente, colado à bunda hígida, um admirador lhe observa com olhar de desejos e sentimento de posse, imaginando-a toda nua nos seus braços fazendo amor com ela sob a luz da lamparina.

Ela é uma balzaquiana de folhas de ouro ou de outro metal precioso que, na Roma antiga, era oferecida às grandes atrizes de beleza ímpar, in natura, como reconhecimento e celebração de seus atributos corporais.

– “Meu Deus! Quanta beleza, formosura, rebolado, gingado nos quadris daquela morena de bunda e pele banhada de morenidade – sem protetor solar!” – observa, sempre, o sessentão do outro lado da praça, sentado no tamborete do bar “O Apreciador”, degustando-a de desejos com a libido a flor da pela e o órgão genital intumescido dentro da cueca!

Certo dia, ela de passagem pela Praça da Encruzilhada, de repente um vento macho levanta-lhe a saia que ela tenta segurar com as mãos delicadas aquilo que o observador, à distância, já havia notado em suas andanças nuas, o que havia intimamente escondido dentro do vestido de helanca: Uma calcinha cor de rosa protegendo a sensualidade que enlouqueceu o apreciador.

Daquele dia em diante nunca mais ele conseguiu desvencilhar-se dela. A Deusa da Encruzilhada, fez morada na sua lascívia e o transformou num vassalo, escravo daquela beleza que só a Natureza é capaz de florescer nas fêmeas para os machos. Ela não precisou fazer mais nada para conquistar o coração do observador, apenas utilizar seus artifícios sensuais enigmáticos tal qual Capitu de Machado de Assis para Bentinho, com o olhar.

Ela sabe da existência dele. Sabe o quanto ele a tem como paradigma de beleza e sensualidade. Sua cor, sua pele, seu corpo trigueiro, seus olhos negros penetrantes e sexuados fazem com ele a considere a mina dos seus olhos e dos seus desejos, mas falta ela saber a falta que ela faz a ele.

Será que um dia ela vai perceber a emoção que ele sente por ela quando a ver, o coração batendo acelerado? Ou será que ela já sabe e disfarça que não para manter o segredo como idolatria?

Enquanto ela não descobre essa obsessão dele por ela ele vai vivendo de sonho porque sonhar é realizar os desejos da vontade e senti-los verdadeiros.

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ASSIS VALENTE – UM GÊNIO DE ALMA ATORMENTADA

Carmen Miranda e Assis Valente

José de Assis Valente nasceu no dia 19 de março de 1911 no distrito de Bom Jardim, Santo Amaro, Bahia, município do Recôncavo baiano e encantou-se em 1958, tomando formicida com guaraná sentado no banco de Rua no Rio de Janeiro.

Ficou conhecido no meio artístico como Assis Valente, compositor genial, dono de uma versatilidade extraordinária para compor clássicos alcançáveis a toda classe social, desenhar e fazer escultura.

Tornou-se conhecido por compor diversos sucessos para Aracy Cortez, o Bando da Lua, Orlando Silva, Altamiro Carrilho, Aracy de Almeida, Carlos Galhardo e Carmen Miranda. Para esta compôs inúmeros sucessos e também nutria uma tesão e paixão arrebatadora. Na época, teve a canção “Brasil Pandeiro”, samba exaltação recusada pela Pequena Notável, o que lhe deixou triste, mas depois se tornou um imenso sucesso com os Anjos do Inferno, conjunto vocal instrumental brasileiro de samba e marchinhas de carnaval formado em 1934, e principalmente com os Novos Baianos, conjunto musical brasileiro, nascido na Bahia na época da Tropicália, atingindo seu auge entre os anos 1969 e 1979, por mesclar guitarra elétrica, baixo e bateria com cavaquinho, chocalho, pandeiro e agogô. Formado por Moraes Moreira, Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor, Dadi e Luiz Galvão. Carmem Miranda veio a se arrepender depois por não ter gravado Brasil Pandeiro, que alcançou enorme sucesso na voz dos Novos Baianos, gravada no segundo Long Play do conjunto Acabou Chorare, de 1972.

Assis Valente era filho de José de Assis Valente e Maria Esteves Valente. Segundo relato da época, fora roubado dos pais ainda pequeno, sendo depois entregue a uma família de Santo Amaro que lhe deu educação, ao mesmo tempo em que o forçava a trabalhar, algo extenuante, semi escravidão para ele que não morria de amores pela profissão.

Quando tinha seis anos, houve nova mudança na vida, passando a ser criado por um casal de Alagoinhas, Georgina e Manoel Cana Brasil, dentista naquela cidade. Assis Valente realizava trabalhos domésticos a contragosto, mas com a mudança do casal para a capital baiana, logo conseguiu trabalho no Hospital Santa Izabel e, por suas habilidades, acabou sendo contratado pelo médico irmão de seu pai adotivo, que dirigia a Maternidade da Bahia. Ali demonstrou talento para as artes e foi matriculado pelos criadores no Liceu de Artes e Ofícios da Bahia, a fim de aprimorar-se no desenho e em escultura, dividindo seu tempo entre o trabalho e o estudo.

Por esta época, foi convidado por um padre para trabalhar num hospital católico na interiorana cidade de Senhor do Bonfim, mas ao declamar versos anticlericais do poeta Guerra Junqueiro, político e panfletário da escola nova, numa festa popular, foi demitido. Juntou-se, então, ao Circo Brasileiro, onde declamava versos de grandes poetas de improviso, que encantava a todos que estivessem presentes, admirados com seu talento precoce!

Em 1927 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se empregou como protético e conseguiu publicar alguns desenhos em magazines como Shimmy e Fon-Fon, revistas brasileiras fundadas no Rio de Janeiro no ano de 1907.

Em função de uma dívida cobrada por Elvira Pagã, atriz, cantora, compositora e vedete brasileira da época, Assis Valente tentou o suicídio pela primeira vez, cortando os pulsos. Elvira cantara alguns de seus sucessos junto com a irmã.

Casou-se, em 23 de dezembro de 1939, com Nadyli da Silva Santos. Em 1941, no dia 13 de maio, tentaria o suicídio mais uma vez, saltando do Corcovado – tentativa frustrada por haver a queda sido amortecida pelas árvores. Em 1942 nasce sua única filha, Nara Nadyli, depois se separa da esposa devido à vida pregressa que levava!

Em 1958, desesperado com as dívidas, Assis Valente foi ao escritório de direitos autorais, na esperança de conseguir dinheiro. Ali só conseguiu um calmante. Telefonou aos empregados, instruindo-os no caso de sua morte, e depois para dois amigos, comunicando sua decisão.

Sentado num banco de rua ingeriu formicida com guaraná, deixando no bolso um bilhete à polícia, onde pedia ao também compositor e amigo Ary Barroso que lhe pagasse dois alugueis em atraso. No bilhete, o último verso:

“Vou parar de escrever, pois estou chorando de saudade de todos, e de tudo.”

Seu trabalho foi um do mais profícuo na música. Conta-se que chegava a compor quase uma canção por dia, muitas delas vendidas a baixos preços para “comprositores” que então figuravam como autores.

Seu primeiro sucesso de 1932 foi Tem Francesa no Morro, cantado por Aracy Cortez.

Foi autor, também, de peças para o Teatro de Revista, como “Rei Momo na Guerra”, de 1943, em parceria com Freire Júnior.

Após sua morte, foi sendo esquecido, para ser finalmente redescoberto nos anos 1960, na voz de grandes intérpretes da MPB, como Chico Buarque, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Novos Baianos, Elis Regina, Adriana Calcanhoto, dentre outros.

Em 2014 teve uma biografia digna lançada, a altura da sua genialidade, “ Quem samba tem alegria: A vida e o tempo de Assis Valente”, escrita pelo pesquisador baiano Gonçalo Junior, recheado de revelações sobre o grande compositor de “Boas Festas”, sem dúvida a mais perfeita tradução da farsa do velhinho do trenó.

Suas canções foram regravadas depois de sua morte alcançando enorme sucesso. Algumas composições suas trazem um conteúdo poético-gingado que buscam emocionar; outras trazem um teor mais reflexivo. Assis Valente tinha na alma a verve da mistura brasileira. A melancolia da sofrência. Exemplo: A composição “Boas Festas”. A letra tem uma ironia refinadíssima, típica de sua alma errática.

Já faz tempo que eu pedi
Mas o meu Papai Noel não vem.
Com certeza já morreu
Ou então felicidade
É brinquedo que não tem.

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ADELINO MOREIRA, O POETA DOS AMORES SUBURBANOS

Capa do LP Encontro com Adelino Moreira (1967)

Nascido em Gondomar, Portugal, em 28 de março de 1918, Adelino Moreira de Castro, nome artístico Adelino Moreira, veio morar no Brasil, Campo Grande, subúrbio do Rio de Janeiro, com apenas um ano de idade. Foi o maior compositor luso-brasileiro interpretado por Nelson Gonçalves. Entre suas obras-primas destacam-se Última Seresta (a primeira a ser gravada), A Volta do Boêmio, A Deusa do Asfalto (reinterpretada magistralmente por Xangai), Boêmia, Negue, Escultura, Flor do Meu Bairro, Fica Comigo Esta Noite, Devolvi (esta gravada por Núbia Lafayette), Ciclone (interpretada por Carlos Nobre), Cinderela, Beijo Roubado, Êxtase, Última Serenata, e tantas outras excelentes composições de amores suburbanos dramáticos gravadas principalmente por Nélson Gonçalves, seu intérprete maior.

Iniciou sua carreira musical a convite do compositor Carlos Alberto Ferreira Braga, o Braguinha, então diretor artístico da Continental, onde gravou, em 1944, os fados Saudades e Olhos d’alma, de Campos e Morais. Em 1945, começou a tocar violão. Nesse mesmo ano, gravou seu segundo disco com as primeiras composições: o samba Mulato Artilheiro e a marcha Nem Cachopa, Nem Comida!. Esta, uma parceria com Carlos Campos. Em 1946, gravou as canções A Minha Oração e Perdoa, de Moreno e Ferreira e as marchas Num Coração, duas Pátrias, de Renato Batista e O Expresso Continua, de sua autoria com Américo Morais. Em 1948, voltou a Portugal, gravando canções brasileiras. Lá, participou como cantor da revista Os Vareiros. Retornando ao Brasil, no início dos anos 1950, abandonou a carreira de cantor, intensificando sua atividade de compositor.

Em 1952, conheceu o cantor Nelson Gonçalves e iniciaram uma intensa parceria. Em geral Adelino compunha e Nelson gravava, mas em algumas músicas como o bolero Fica Comigo Esta Noite, os dois assinaram em dupla. A primeira canção gravada por Nelson foi Última Seresta (1952), seguida de inúmeras outras que passaram a dominar os discos do cantor – normalmente sambas-canções dramáticos – dos quais se destacam o clássico A Volta do Boêmio (que vendeu a astronômica cifra de um milhão de cópias), Meu Dilema, Meu Vício É Você, Doidivana, Flor do Meu Bairro, entre outras.

Durante uma década (1955-1965) Adelino Moreira foi uma máquina de sucessos, provando que era mais forte do que seus intérpretes. Quando se afastou de Nelson Gonçalves, em 1964, num período conturbado da biografia do cantor, Adelino começou a distribuir composições para outros intérpretes. Um dos maiores sucessos de 1959 foi o samba-canção Ciclone que fez para Carlos Nobre, um dos muitos imitadores de Nelson Gonçalves, com quem reataria a amizade dois anos depois. Adelino alegou, na época, que só deu a música para Carlos Nobre para que Nelson Gonçalves entendesse que não era insubstituível.

Foi uma amizade de ótimos resultados financeiros para Adelino Moreira. O sucesso de Argumento, Meu Desejo, Êxtase, Meu Vício é Você e, sobretudo, A Volta do Boêmio, renderam a Adelino Moreira, em 1960, o suficiente para comprar, à vista, um palacete por seis milhões de cruzeiros na Zona Norte carioca, andar de carro importado e deixar de lado os “bicos” (como aprendiz de teatrólogo, sem muito êxito, e radialista).

Sabia como ninguém a fórmula do sucesso e seus limites. Não aderia a modismos. Suas composições eram basicamente do samba-canção (e marchinhas carnavalescas). Em suas letras pintavam cenários suburbanos, habitados por manicures, mariposas (mulheres atraídas pelas luzes das casas noturnas), cinderela e uma fartura de desencontros amorosos.

Em 1962, no programa de TV, sendo entrevistado pelo cultuado e admirado compositor de Aquarela do Brasil, Ary Barroso, este se queixou a Adelino Moreira de não fazer mais sucesso e perguntou se ele poderia lhe explicar o motivo. Mesmo estando de ante de um mito da música popular brasileira, que morreria dali a dois anos, Adelino Moreira não se deixou por rogado, e fulminou naturalmente: “O senhor começou a compor músicas para meia dúzia de criaturas que o endeusam e colocam o senhor no lugar em que o senhor não se encontra. O senhor se esqueceu completamente daquela massa que o elegeu como o maior compositor brasileiro até dez anos atrás. Se o senhor volta a compor para essa massa popular, voltará a fazer o mesmo sucesso.”

O compositor Fernando César, de grandes sucessos no início dos anos 1960, especialistas em versões (fez, por exemplo, a de Marcianita para Sérgio Murilo), definiu com precisão a música de Adelino Moreira: “O Adelino escreve pra gente que toma traçado (coquetel de cachaça com vermute), frequenta botequins, vai ao enterro de todos os amigos, dá cabeçadas nas vitrinas, usa sapato preto com meia branca, diz ‘com o perdão da palavra’ quando fala em suínos, e ‘Deus te ajude’ quando alguém espirra, ou seja, escreve para a grande maioria.”

Adelino Moreira morreu em 2002, com 84 anos, de um infarto, um óbito que ganhou grande cobertura da imprensa. Àquela altura, sua obra tinha sido reavaliada e ele desfrutava o status de mestre da MPB. Artistas de nichos diferentes o regravaram. Maria Bethânia deu uma interpretação definitiva a Negue, trazendo-a de volta às paradas e ao estrelato merecido em 1983 (no álbum Álibi). Em 2001, Negue foi incluída no CD São Vicente di Longe, de Cesária Évora. A banda mineira Pato Fu gravou A Volta do Boêmio, em 1995, no CD Gol de Quem? Sem contar as interpretações feitas pelo grupo Camisa de Vênus, em 1991, Ney Matogrosso e o genial violonista Rafael Rabelo. Em 1980, Ângela Ro Ro fez uma releitura de ‘Fica Comigo Esta Noite’ – música que foi faixa-título do CD da cantora Simone em 2000 – e, em 1998 as irmãs Alzira e Tete Espíndola reviveram ‘Garota Solitária’.

Adelino Moreira não era bem visto pela crítica high society da burguesia metida a bunda da bossa nova, tanto é que o produtor Valter Silva, conhecido como Pica Pau, recusava-se a apresentar as músicas dele no programa que tinha na Rádio Bandeirantes. Mas o grande compositor de ‘Deusa no Asfalto’ e ‘A Volta do Boêmio’ não perdeu a pouse e a classe e o fulminou nos versos do samba-canção ‘Seresta Moderna’ cantada por Nelson Gonçalves: ‘Um gaiato cantando sem voz/um samba sem graça/desafinado que só vendo/e as meninas de copo na mão/fingindo entender/mas na verdade, nada entendendo’.

“Quem vive de ilusão é urubu de curtume” – Jessier Quirino.

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GETÚLIO CORTÊS – O NEGRO GATO DA JOVEM GUARDA!

Getúlio Cortês visitando os amigos

Getúlio Francisco Côrtes, cujo nome artístico é Getúlio Cortês, nasceu no Rio de Janeiro no dia 22 de março de 1938. Além de excelente compositor de sacadas geniais nas histórias que conta nas letras das músicas, jogando com as palavras, é também cantor e exímio instrumentista.

É irmão do cantor e compositor Gérson Rodrigues Cortês, conhecido como Gerson King Combo, o James Brown Brasileiro, também cantor e compositor de soul e funk, exímio dançarino e coreógrafo, tendo feito muito sucesso nos anos sessenta, fazendo dublagem no programa Hoje é Dia de Rock, apresentado por Jair de Taumaturgo, um dos principais radialistas da Rádio Mayrink Veiga da época.

O início da carreira de Getúlio Cortês no meio artístico da época se deu por meio de interpretações de músicas dos grandes astros das canções norte-americanas, como Frank Sinatra, Louis Armstrong, dentre vários outros cantores de gêneros indefinidos.

Integrou nos anos 60 o grupo The Wonderful Boys, como compositor, depois se foi projetando e sendo cultuado graças ao talento para fazer composições de temas diversos, jogando com as palavras com a habilidade de um repentista, cordelista, glosador, com canções de versos curtos e precisos, resumindo sentimentos ambíguos e paixões numa só frase.

No início da carreira, teve suas composições gravadas por Renato e seus Blues Caps. E depois por Roberto Carlos. Mas foi na voz de Roberto Carlos que suas composições ganharam projeção e publicidade. Negro Gato (1968) (Uma versão da música “Three Cool Cats”, da dupla Leiber/Stoler, hit americano dos Coasters.); Atitude (1973); O Sósia (1967); (música de enorme sucesso na época, que Roberto Carlos de início se recusou a gravar ); O Gênio (1966); Noite de Terror (1965); O Feio (1965); Pega Ladrão (1966); Quase fui lhe procurar (1968); Por Motivo de Força Maior (1976), dentre outras de enorme sucesso na época na voz do Rei da Jovem Guarda. Getúlio Cortês foi um dos raros compositores que Roberto Carlos gravou duas canções em um único álbum.

Em 2002, Getúlio Cortês foi homenageado com um CD tributo “O Pulo do Negro Gato” no qual Erasmo Carlos, Léo Jaime, Renato e seus Blue Caps, Fagner, Leno, Almir, Golden Boys e Jerry Adriani relembraram seus sucessos, entre as quais, “Negro Gato”, “Pega Ladrão,” “O Tempo Vai Apagar” e “O Feio”. O CD é encerrado com sua interpretação para o tango-rock “Coração Embalsamado”, de sua autoria.

Roberto Carlos não participou. Justificou a Erasmo Carlos por telefone estar muito ocupado com os projetos dos edifícios de sua Construtora “Emoções”!

– Meu negócio é bufunfa e não homenagem, ainda mais de graça – concluiu.

Em 2008, apresentou, na quadra do G.R.E.S. Império Serrano, em Madureira, (RJ) o show “A Noite do Negro Gato”, em que recebeu amigos e o irmão Gerson King Combo, Lilian Knapp e Michel Sullivan, entre outros. Só não entrou o “rei” na homenagem porque quando o colega de surubas, Erasmo Carlos, o procurou para homenagear quem lhe projetou na Jovem Guarda, ele se encontrava “doidão”, “piradão”, no apartamento do Leblon fumando aquele cachimbo de marijuana como na capa do LP: Roberto Carlos: Pra Sempre, abraçado com a planta do edifício “Lady Laura”.

No próximo dia 22 de março de 2019, Getúlio Cortês chega aos 81 anos, e comemora também o relançamento do álbum solo, “Negro Gato” (com produção de André Paixão, direção artística do competente pesquisador musical Marcelo Fróes), com muitas histórias para contar.

Viva Getúlio Cortês!

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O CORONEL BITÔNIO COELHO

O coronel Bitônio Coelho, mas conhecido pelos capangas pela alcunha de Bitõequêi, era um fazendeiro ignorante, mais grosso do que cano de passar tolete. Era desses coronéis que arrancava a unha dos desafetos com alicate e a transformava em paleta de corda de viola.

Qualquer assassino de homem, mulher, matador de aluguel que chegassem à sua fazenda pedindo guarida, ele nunca dizia não, mas mandava o caboclo montar logo no cavalo alazão bruto, ou em boi brabo sem proteção e pegar cobra no mato com a mão e ter de trazer para ele ver e viva! Era adepto de São Tomé.

Odiava ladrão! Quando pegava um traquinando na fazenda, capturava, pendurava de cabeça para baixo no tronco, arrancava-lhe as tripas e pulava corda com elas e o resto do corpo fazia igual ao que Bruno, Macarrão e Bola fizeram no de Eliza Samudio: prensava!

Certa vez chegou um mulatão em sua fazenda, trazido pelos capatazes, assassino confesso da mulher que dizia ter matado por estar lhe botando chifres com um padeiro vizinho.

Seu Bitõequêi mandou o pretão aguardar no saguão do casarão enquanto calçava as botas para espiar a fazenda e vistoriar o gado no pasto junto com os outros capatazes.

Quando se aproximou do caboclo este estava de cabeça baixa, macambúzio, chapéu de palha na mão e com olhar fundo de fome.

Vendo que o negão estava com fome, o homem não perdeu tempo. Chamou uma das governantas da casa, mandou preparar um cuscuz com três pacotes de fubá, meio quilo de carne de charque para o visitante e mandou servi-lo com uma caçamba de leite de vaca tirado na hora. Não deu cinco minutos, o matuto valentão engoliu tudo quase de um trago só, tamanha era a fome!

Satisfeita a barriga, o fazendeiro chamou o caboclo na varanda da casa grande e, com um facão na mão e uma carabina nos quartos, perguntou-lhe o que fazia ali e o que queria dele.

O homem não teve demora nas suas pretensões, e falou:

– Se vosmicê permitir, eu queria ficá aqui por uns dias. É que matei minha mulé e estou fugindo do comissaro da puliça!

Seu Bitõequêi não negou a guarida ao caboclo, mas mandou que ele fosse à mata, pegasse um boi brabo pelos chifres, agarrasse uma cobra surucucu e ficasse em riba de um formigueiro por uma hora, e ainda lhe trouxesse um enxame de marimbondo numa cabaça!

O caboclo tentou argumentar que era uma injustiça as condições impostas pelo fazendeiro, e este argumentou:

– Interessante né seu cabra! Você é ou não é homem valente?! Não matou sua mulher e quer se esconder da puliça? Entonce, aqui é o lugar certo, mas com essas condições que eu meto a todo mundo que chega aqui! Você não vai me decepcionar, vai?

Percebendo não ter outra saída, o caboclo aceitou o desafio imposto. Garrou dum cavalo, danou-se pro mato, laçou o boi, pegou a cobra e veio todo encalombado de mordidas de formiga e marimbondo, apresentar o resultado da empreitada ao patrão.

Necessidade faz sapo voar – disse o caboclo aos colegas da fazenda!

Depois de passar pela empreitada macabra o caboclo ganhou a simpatia do fazendeiro e tornou-se seu capataz preferido ao ponto de tudo que o homem iria fazer o chamava para acompanhá-lo. Até motorista do fazendeiro o caboclo passou a ser.

Certo dia, seu Bitõequêi precisou ir a uma concessionária no Centro da cidade comprar uma carreta Mercedes Bez para carregar cana, capim, adubo, para a fazenda e chamou o caboclo para acompanhá-lo porque naquela altura ele já lhe tinha adquirido sua confiança.

Ao entrar numa concessionária, seu Bitõequêi, com as duas botas meladas de barros, bostas de vaca, de cavalo e fedendo mais do que gambá, se dirigiu ao gerente da loja, que já o conhecia e o recebeu mais uma vez na maior bajulação.

Antes de se sentar com as calças toda suja de bosta, aparecendo os dois ovos murchos por causa da braguilha aberta, se dirigiu ao gerente com o capataz junto com ele todo ancho:

– Ôh! Paulo, me diga uma coisa meu fio: quanto é que custa aquela mecêda amarela que está logo ali na frente?

Antes de o gerente responder, o capataz, metido a intelectual e pensando que ia abafar, interveio e o tentou corrigir:

– Mas seu Bitõe, não é mecêda não, é carreta Mecedes Bez!

Ao que o velho, enfezado e puto, na bucha, respondeu:

– Taí, tu sabe dizê o nome correto, mas não tem dinhêro pra comprá! Eu não sei dizer, mas posso comprá tudo que está aqui na loja! E aí quem manda mais: sou eu ou é tu? De que vale tu sabê falá feito um dôtô e não ter dinhêro pra comprá uma picape velha?

O cabôco pôs o rabo entre as pernas e aprendeu mais uma grande lição na vida: Manda quem pode. Obedece quem é fudido! E, feito um burro, murchou as orelhas, e nunca mais questionou o patrão!

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PAULINHO – O FILHO BASTARDO

Paulinho nasceu de um relacionamento extramatrimonial de sua mãe, Carminha, com um cardiologista famoso do estado.

Baixinha, de corpo escultural, inteligente, discreta, elegante, competente, atenciosa, Carminha logo foi despertando interesse no cardiologista que, sempre que o consultório ficava vazio, parava tudo e ia conversar com aquela enfermeira paradigmática, de olhos bem fixados nos peitos pontudos e duros dela, nas coxas grossas, com uma sensualidade à Marilyn Monroe, que o cardiologista jamais tinha vista em outras mulheres que conheceu e que já havia passado no consultório. Carminha era diferente de todas as mulheres que já haviam passado pelo consultório dele!

Conversa vai conversa vem, com seis meses de trabalho, Carminha e o cardiologista se tornaram amantes, paixão avassaladora que mesmo em dias de não expedientes no consultório os dois se encontravam para homéricas horas de prazer e curtição.

Dois meses depois da primeira relação amorosa, Carminha percebeu que estava grávida do médico, mas não lhe contou logo, esperando a confirmação do teste de gravidez.

Assim que confirmou a gestação procurou o cardiologista e contou-lhe a novidade. Como médico famoso na praça e temendo a repercussão do caso no meio onde era conhecido e admirado ele reagiu insidioso, soltando os cachorros na cara de Carminha e exigindo que ela abortasse aquele feto indesejado, sob pena de demissão por justa causa e fim do relacionamento.

De personalidade forte e determinada, já amando definitivamente aquela coisa linda crescendo no seu ventre, Carminha não atendeu ao apelo do médico, preferindo ser demitida. E foi o que aconteceu!

Rebaixada em outro emprego que havia sido admitida, Carminha foi até o fim com a gravidez que transcorreu, felizmente, numa boa, vindo a ter Paulinho saudável, lindo, tornando-se o xodó da família.

Guerreira, Carminha trabalhava em duas clínicas para sustentar o filho, que teve o registro de nascimento feito sem o assentamento do nome do pai que se recusou a registrar, e ajudar a família que tomava conta de Paulinho na sua ausência.

A criança cresceu e sempre soube pela boca da mãe quem lhe era o pai e que não o quis reconhecer para evitar escândalos na família, já que era um médico rico e influente no convívio com a sociedade.

Com a ajuda da mãe e muito determinado, estudando em colégio do estado e fazendo cursos particulares pagos por fora pela mãe, Paulinho conseguiu passar no vestibular de medicina da federal na primeira tacada em ótima colocação. Feliz consigo mesmo por ter tido o apoio irrestrito da mãe, da família materna e de ter sido classificado entre os dez primeiros colocados, resolveu procurar o pai biológico sem a mãe saber, mostrar-se a ele e dizer-lhe que havia passado no curso de medicina.

Foi o que fez assim que se matriculou na universidade federal!

Para não suscitar dúvidas, marcou uma consulta no consultório para ver o pai de perto, olhar-lhe nos olhos e dizer-lhe que era seu filho e havia passado no vestibular de medicina da federal.

Dia e hora marcados chega Paulinho ao consultório do pai, cardiologista famoso, conversa com a recepcionista que faz algumas anotações no prontuário e depois o manda sentar-se no sofá confortável da sala e ficar aguardando a chamada.

Meia hora após ter chegado, com a saída do paciente que o pai estava atendendo a secretária chama Paulinho e manda-o entrar.

Educadamente ele se levanta da poltrona e dirige-se à sala luxuosa onde o pai estava atendendo. Senta-se na frente dele e este lhe pergunta com sorriso largo:

– O que o traz aqui, meu jovem bonitão?

Paulinho, sem pestanejar, olhos firmes, com a mesma tranquilidade e firmeza do pai, responde:

– Não vim aqui para consulta, não, doutor! Vim aqui para conhecer meu pai de quem tanto mamãe fala, mas nunca me apresentou a ele porque ele não queria conhecer. Sou Paulinho, o filho que o senhor mandou minha mãe abortar! Lembra? Passei em medicina e vou me especializar na área cardiológica! Faço questão de seguir os seus passos com minhas próprias qualidades e defeitos!

– Não vim aqui pedi nenhum favor ao senhor – continuou – apenas dizer que sou seu filho e vou estudar medicina na mesma universidade que o senhor passou, estudou e se formou.

Percebendo que o pai ficou trespassado com a presença do filho renegado por ele no passado e percebendo que sua presença lhe teria provocado uma surpresa inesperada, aproveitou que o pai estava com o rosto pálido, tapando-o com as mãos trêmulas e mudo, levantou-se do sofá, abriu a porta, saiu e pediu à secretária que mandasse entrar outro paciente que o “doutor estava livre”!

O mundo dá muitas voltas! E cada volta é uma surpresa, para o bem ou para o mal, dependendo do que você plantou.

Hoje Paulinho trabalha no mesmo hospital e consultório onde o pai clinica. É um exímio anestesista. Tornaram-se dois passeiros inseparáveis, mas com uma condição: Paulinho não concordou em pôr o nome do pai no seu registro de nascimento, mesmo ele insistindo! “Tá bom assim, meu pai. O que vale é o que sentimos um pelo outro” – conclui.

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PROJETO ANTICRIME

Cícero Tavares

BANDIDOS RICOS SE INSURGEM CONTRA O PROJETO ANTICRIME DO MINISTRO SÉRGIO MORO

Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakai, no corredor do STF

Revoltados com o fim da farra do dinheiro público que sustentava a corrupção, a cleptocracia e o crime organizado, e alimentava os milionários contratos advocatícios, a Associação de Advogados de São Paulo (AASP), o IDDD – Instituto do Direito de Defesa, Instituto de Garantias Penais, IGP, o MDA – Movimento de Defesa da Advocacia, a ABRACRIM – a Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas, o IASP – Instituto dos Advogados de São Paulo, a AASP – a Associação dos Advogados de São Paulo e o Conselho Federal da OAB, na pessoa do execrável presidente Felipe Santa Cruz, estão articulando uma Comissão Disciplinar de Estudo do Projeto de Lei Anticrime apresentado pelo Ministro da Justiça e da Segurança Sérgio Moro com o fito de barrar qualquer avanço significativo no endurecimento da legislação penal.

Para tal intento escuso, estão tentando agendar com deputados e senadores para “discutir” o projeto anticrime de Sergio Moro. Toda essa “preocupação” dessa corja de advogados criminalistas ricos e inescrupulosos só tem um objetivo: estão com o cu torando aço porque sabem que vão perder a mamata do dinheiro roubado do povo e que está escondido nos cofres dos mafiosos agentes que assaltaram o Brasil!

Em 27/novembro/2017, a revista Veja trouxe uma reportagem instigante sobre esses advogados magnatas que se instalaram no paraíso de Brasília para defenderem os mafiosos da Era Petista, articuladores da maior quadrilha de criminosos já organizados no mundo para saquear o país de dentro para fora.

Advogados inescrupulosos tipos Alberto Zacarias Toron, Antônio Carlos de Almeida Castro – o Kaykay – que recentemente mijou nos corredores do Supremo Tribunal de Favores (STF), José Luiz Oliveira Lima, Antônio Cláudio Mariz, Fábio Tofic, Augusto de Arruda Botelho e tantos outros que se instalaram na Ilha da Fantasia em Brasília, em grandes escritórios luxuosos pagos com o dinheiro advindos de contratos advocatícios bilionários pagos pela maior quadrilha de assalto aos cofres públicos do Brasil, estão preocupados em perderem a mamata. Para isso são capazes de tudo, até de se associarem com Deus e o Diabo, desde que seja extirpado o Projeto Anticrime do Ministro da Justiça e da Segurança, Sérgio Moro, uma pedra no caminho de suas investidas inescrupulosas!

– É chegada a hora de combatermos a decência, a honestidade e as boas intenções do governo Bolsonaro! Se não fizermos isso agora somos aniquilados no futuro! – declarou um deles reunidos em sala secreta luxuosa, olhando para um retrato com olhar sinistro do ministro Gilmar Mendes ilustrando a parede do auditório!

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