CONTINGENCIAMENTO

O termo contingenciamento tá na crista da onda. Debate-se em todas as esquinas e mesa de bar. Faz parte do cotidiano. Uma ala aprova. Outra, desaprova, critica. Tem uns achando uma péssima atitude executar tal antipática medida. Por representar um retrocesso. Bastou o presidente Bolsonaro explorar a palavra para as ruas de 250 cidades ficarem entupidas de manifestantes para protestar contra o corte de verbas na educação. Compareceram mais de dois milhões de manifestantes nas avenidas.

Apesar do gestor jurar de pés juntos que as verbas não serão cortadas, mas apenas distribuídas de acordo com a arrecadação federal em queda. Caso a receita cresça, o governo solta mais verbas. No entanto, se a arrecadação cair, o corte de verba temporário é necessário. Natural. Alguns presidentes usaram deste esquema e resolveram os seus problemas de distribuição de recursos financeiros. Sem serem despejados do Poder. Destituídos do cargo maior do país.

A causa de tantas discussões está no orçamento. Orçamento é um parâmetro, uma guia para mostrar ao governo o quanto ele pode gastar num ano. Sem ultrapassar o limite estabelecido. Havendo recursos disponíveis, o cofre é aberto até o limite estabelecido no Orçamento. Todavia, se a arrecadação escassear, lógico, os recursos serão distribuídos com parcimônia. Austeridade. Sem fechar a mão. Obedecendo os critérios de acordo com as necessidades. Como é ruim na comunicação, o governo gerou toda esta confusão. Gerou um verdadeiro balaio de gato. Enveredar pelo caminho do corte linear para as universidades e institutos federais foi um erro. Não foi uma atitude sensata. Agora, Bolsonaro tá vendo grilo para escantear o imbróglio, contornar o problemão. Sem comprometer a meta fiscal. Segundo a Secretaria da Receita Federal, em janeiro passado, o recolhimento caiu pelo terceiro mês seguido. Ficou em R$ 160 bilhões. Aliás, faz cinco anos que o país só registra rombos nas contas públicas. Sinal de crise braba. Recessão das piores. Mas, não representa o fim da jornada.

*
O comércio internacional é uma minha de ouro. Com reservas Inesgotáveis. A penetração e o sucesso da capacidade produtiva e comercial dependem da base econômica do país que quer vender para o exterior. Sabendo exportar, garante o crescimento do Produto Interno Bruto. Embora o princípio das vendas externas tenha começado com a rota da seda, somente nos últimos séculos foi que a prática engrenou. Consolidou-se. É evidente que para produzir melhor e vender a preços comparativos e competitivos, cada país tem de dispor de mão de obra, qualificada e barata, capital e tecnologia. Tendo o básico, o passo seguinte é a especialização em determinadas linhas de bens e serviços para conquistar comprador no comércio mundial.

Lógico que para fechar negócios no concorrido mercado internacional, o essencial é o fechamento de acordos bilaterais entre as nações, em virtude da dificuldade de autossuficiência na produção e consumo de bens. Existem duas correntes no esquema. As economias mais poderosas simpatizam com o livre comércio para defender os interesses agrícolas. Já os maiores produtores de manufaturados tentam impor barreiras. Cobram tarifas de importação como forma de proteger a produção doméstica.

O pau brasil, o açúcar, o ouro e o café introduziram o Brasil no setor de exportação. Serviram de pontos de apoio para essa grandiosa empreitada. Na verdade, foi a partir da década de 90 que o país deu um grande salto na diversificação da pauta de exportação. Além da inclusão de produtos agrícolas, foram incorporados também nas exportações brasileiras, bens de valor agregado como joias, aviões, automóveis e peças de vestuário. Depois dos Estados Unidos, o líder, o Brasil é o segundo maior exportador mundial de produtos agrícolas. Além do café, o país exporta soja, carne de vaca e açúcar, cuja renda ultrapassa os 80 bilhões de dólares, anualmente. No entanto, lutar para diversificar as exportações é o sonho geral, inclusive do brasileiro. Mas, para conseguir tal intento, tem de lutar, ajustar as engrenagens e cair em campo. Com técnicos gabaritados no comando das negociações para não dar pixotadas.

*
No Japão, a população vive na maior tranquilidade, protegida pela segurança policial. Para viver seguro, longe da violência, o japonês conta com sensores, câmaras de vigilância em vários locais, leis rigorosas e ativas, policiamento preventivo, ações comunitárias e educativas. Por isso, segundo o Índice Global da Paz, o Japão ocupa a 9ª posição. É o nono país mais seguro do mundo.

Mas, por causa da derrota na segunda Guerra Mundial, o crime organizado tomou as ruas. Mandava em tudo. As facções criminosas se uniram, formando a poderosa organização Yakuza que não se intimidava em punir com a morte ou mutilações, os membros dissidentes. Porém, diante do rigor da lei e de um efetivo de 300 mil homens, a polícia japonesa consegue manter uma baixa taxa de crimes. Em 1990, o Japão enfrentava seria onda de furtos, roubos, assaltos e homicídios.

Enquanto os Estados Unidos registraram 12 mil mortes com armas de fogo, em 2014, o Japão deu-se ao luxo de só catalogar seis homicídios cometidos por bala. Em 2017, o país asiático registrou somente 22 crimes cometidos por bala. A diferença é que em terras nipônicas, a venda de armas portáteis é proibida. Os policiais são treinados em artes marciais, ostentam o título de faixa preta no judô. Lixeiras nas ruas eternamente limpas, não existem. Os furtos, são escassos. Fumar em público é proibido, para não prejudicar o próximo. Gorjeta, é vedada. Estacionar carro em passeio público, nem pensar. Furar fila, é inadmissível. Os banheiros públicos, obrigatoriamente, são limpinhos da silva. Faz gosto, usar. Lixo reciclável, não fica acumulado nas ruas. É recolhido logo. Político que comete crime contra a Nação, quando não é condenado, envergonhado, comete suicídio para o bem da sociedade. Educada, honesta e pacata.

*
Os gestores não cansam de gastar os recursos públicos à toa, incentivados por duas brechas claras e perigosas. A corrupção e a impunidade. Enquanto a Lei da Transparência permanecer fraca e a Operação Lava Jato não recuperar o prestígio anterior, perdido com a mudança aprovada para o TSE, em votação apertada no STF, os casos ficarão restritos apenas às altas esferas. Colabora para os municípios torrarem o patrimônio público de maneira berrante. Descontroladamente.

Existem muitos modos de dilapidar, lesar o erário público. Improbidade, inadequada utilização, roubos, desvios de recursos, políticas públicas deficitárias, enriquecimento ilícito, fraudes em licitação e ineficiência fiscalizatória. A população cansou de ver os péssimos exemplos. A quantidade de diligências, processos, condenações de empresários corruptos, falsos políticos, alguns presos, mostra que o país tem de acordar. Rejeitar de todas as formas os desmandos administrativos que lesam os bens públicos de maneira sutil. Descaradamente.

A sociedade desacreditando nas falsas fiscalizações tem de lutar pela defesa dos bens do país. Fazer valer a Lei de Improbidade Administrativa, de 1992, exigindo o fiel cumprimento da Lei do Colarinho Branco, que se rege pela legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa. Está claro que os gastos públicos são necessários para fortalecer o desenvolvimento. Quanto menores os gastos públicos, o crescimento esfria, o PIB amolece, não sobe conforme os projetos e a vontade dos homens. Mas, gastar além da conta, traz péssimas consequências. Gera déficits públicos, força a alta da taxa básica de juros, provoca inflação e desemprega. Causando aflição no pedaço.

Deixe o seu comentário

LINHA DE POBREZA

Lamentavelmente, mais de 50 milhões de pessoas viviam na linha de pobreza no Brasil, em 2017. O total de indigentes corresponde a 25,4% da população. Os dados, entristecem porque essa gente dispõe apenas de uma renda familiar superbaixa que, segundo o Banco Mundial, refere-se a apenas R$ 387,07 mensal. Deplorável é o fato do contingente de pobres, quase a metade, 43,5% da população, vegetar no Nordeste, uma região paupérrima. Sem condições de abrigar ou amparar os necessitados.

O panorama de carentes evidencia dois fatores. O país alimenta um quadro de desigualdades sem limites. As mulheres são descriminadas, os trabalhadores pretos e pardos lideram na lista de desempregados, apresentam menor nível de escolaridade, são pessimamente remunerados. Quanto menos estudos, mais cedo o jovem é forçado a procurar emprego. Enfrentar o mercado de trabalho, muitas vezes sem estar preparado, sem apresentar o necessário estágio educacional que prejudica a formação escolar, inclusive a profissional.

As dificuldades familiares estimulam o abandono dos estudos precocemente. Segundo as estatísticas, na época, os estados nordestinos que abrigavam a maior quantidade de pobreza eram o Maranhão, com 54,2% da população, e Alagoas com 47,4%. O fator que incomoda é veririfcar que a pobreza vem desde o descobrimento. A colonização, a escravidão e o êxodo rural contribuíram demais para o enraizamento da pobreza no país. Depois, a corrupção, as más políticas sociais e as drogas ajudaram a indigência a se manter em alto nível de intolerância. Situação difícil de ser eliminada, enquanto o país permanecer submisso aos maus gestores, que só pensam em si, eternamente. Famintos de vaidade, egoismo e ganância no cenário político.

*
Para compensar o pequeno tamanho territorial, Israel, no Oriente Médio, agiganta-se na tecnologia. Mantem-se concentrada nas pesquisas para oferecer bom nível de vida aos quase 9 milhões de habitantes. Com apenas 70 anos de fundação, o estado judeu foi constituído em maio de 1948, e embora sobreviva sob tensão nas fronteiras com o Líbano, Síria, Jordânia e Cisjordânia e o Egito, Israel, obtém destaque em vários aspectos. Em valores culturais, então, Israel é o berço do Livro dos livros, a Bíblia Sagrada, onde prega as origens da criação.

Fora esse destaque universal, Israel apresenta outros realces. É sucesso na educação, de alto retorno, registra excelente estágio de desenvolvimento econômico, industrial e médico, os indicadores sociais são elevados, graças ao PIB de 350 milhões de USD, principal moeda negociada no mundo, oferece boa expectativa de vida à população, preserva os direitos políticos e civis. Embora conte com limitação de recursos naturais, o país experimenta autossuficiência na produção de alimentos. Exporta frutas, vegetais, produtos farmacêuticos, software, tecnologia militar e diamantes.

Possuidor de rico patrimônio arqueológico, Israel ganha boa receita com o turismo, principalmente o religioso. Para comprovar a imensa riqueza cultural, 12 cientistas israelenses foram laureados com o Prêmio Nobel, dos quais cinco pertencem as áreas da ciência. Com temas que contribuem para o progresso da agricultura, ciências da computação, o processo de criptografia, de Adi Shamir, impondo mais segurança aos computadores é uma láurea, da eletrônica, genética, medicina, o escâner de câncer é um avanço na ciência médica. O valor de Israel, comprova ainda a eficácia da óptica, energia solar e de várias áreas da engenharia. Com bom porte científico, Israel domina nos setores de biotecnologia agrícola, irrigação por gotejamento, solarização de solos, reciclagem de águas de esgoto para uso no campo. Até a metralhadora automática Uzi, invenção do major Uzi Gaf, por conter inúmeras novidades mecânicas, é utilizada em vários países como poderosa arma de guerra.

*
Para dar fim ao tradicional esquema do “toma-lá-dá-cá”, método bastante utilizado pelos governos para se manter na crista da onda, vencendo adversários políticos, o velho esboço parece entrar na rota final da política. Pelo menos os primeiros ensaios foram implantados no país. Contudo se vai dar certo, é outra hipótese. O toma lá, dá cá comprova ser um sistema pouco frutífero, viciado, em virtude de possibilitar a prática da corrupção e dos escândalos que desorganizaram as estruturas brasileiras e resultaram na Operação Lava Jato.

Com a preferência em nomear técnicos para os principais cargos, Jair Bolsonaro iniciou um novo processo. Prometeu sepultar a composição da base com partidos políticos, enterrando o fisiologismo, base para a troca de favores, método bastante usado nos Estados Unidos até 1950. Embora ainda não tenha acertado o passe, os chutes não acabam em gol, passam acima do trevessão, o governo passou a adotar a regra de bancadas temáticas, de modo a facilitar o diálogo. As conversas de bastidores. Dessa forma sugiram as bancadas evangélicas, da agropecuária e da segurança pública com o propósito de abrir caminho para garantir a votação dos pleitos do presidente.

Porém, como o ciclo de coalizão parece não dar mais certo, as atenções se voltam para novos métodos, especialmente depois da Câmara ter aprovado, na maior urgência, a Proposta de Emenda à Constituição-PEC que limita o poder de gastos do governo. Nos bastidores, recrudescem as críticas, a troca de ameaças e os desentendimentos políticos entre o Executivo e o Legislativo, e para completar a confusão, o Judiciário entrou no fogo, dando umas tacadas meio duras para incendiar o imbróglio. Elevar a tensão. Aliás, as discordâncias entre os Poderes são velhas pra caramba no país. Começaram no governo Floriano Peixoto, que se desentendeu com o Supremo Tribunal de Justiça, em 1893, quando deixou de aceitar indicações para preencher as vagas no órgão. O problema é que passado tanto tempo, os poderes não se afinam. Falam línguas diferentes dificultando o o diálogo e o entendimento.

*
Não se iluda. Quem pensa em progresso, constrói projetos. Quem confia no desenvolvimento planejado, não se desgruda de bons programas estruturadores. Mas, quem pensa apenas em enrolar, não sai das promessas. É por causa de falsas promessas que o Brasil acumula, segundo dados do Tribunal de Contas da União (TCU), 12 mil obras paradas. As obras paradas estão lá, no mesmo cantinho onde foram esquecidas, sem ir nem pra frente, nem pra trás. Como não preocupam os gestores que idealizaram os péssimos projetos com intenções próprias, as obras se deterioram com o tempo, apesar de terem sido financiadas com o dinheiro do povo ao custo de R$ 10 bilhões.

O estranho é que do total de obras públicas paralisadas, 2.8 mil são trabalhos de construção civil financiados pelo PAC-Programa de Aceleração do Crescimento, criado em 2007, pelo governo federal, cujo objetivo foi justamente o de incrementar o planejamento e execução de importantes obras de infraestrutura social, urbana, logística e energética para garantir o desenvolvimento acelerado e sustentável do país. Na abrangência dos investimentos federais estavam previstos agilizar obras de diversos portes como portos, rodovias, aeroportos, redes de esgotos, geração de energia, hidrovias e ferrovias.

No início do programa reservaram R$ 500 bilhões para injetar nas obras até o ano de 2010. Posteriormente, adicionaram mais R$ 140 bilhões para investir nas três gigantes hidrelétricas do Amazonas, usinas Santo Antônio, em 2008, Jirau, 2009, e Belo Monte, em 2011. No entanto, somente a hidrelétrica de Jirau chegou a ser inaugurada, até então, sete anos depois do projeto iniciado. Foi por falta de adequado planejamento que o PAC envergou. Em vez de produzir progresso, acelerar o crescimento econômico, a elevação dos gastos públicos, coordenada pelo programa, deixou como herança maldita foram a crise fiscal e acelerada inflação. A maior surpresa apareceu após a inauguração das hidrelétricas. As linhas de transmissão não estavam prontas para a disribuição da energia gerada por causa de más licitações. A ferrovia Transnordestina, abandonada, é a peça que falta para impulsionar e economia do Nordeste, travada, que não avança por falta de estímulos e de interesse de progresso.

Deixe o seu comentário

NOTAS

Apesar de estar acostumada a decepções, acontece a toda hora no país, a sociedade se surpreendeu com mais uma notícia triste e negativa. O Banco Central divulgou as novas taxas para as operações de crédito. Tem sido praxe, elevarem os juros do cartão de crédito e do cheque especial. Agora, ao parcelar dívidas do cartão de crédito, o cliente paga 178,41% a.a. É o quinto aumento consecutivo. A taxa realmente é assustadora. Mete medo. Então, por enquanto nada de pagar o mínimo da fatura, senão dança. A taxa de cheque especial também aumentou tanto que dá calafrio só em pensar no furo do bolso da pessoa que entra no saldo devedor. Em ambos os casos citados, os aumentos são recordes. O problema é saber até quando as taxas de juros continuarão subindo, subindo, sem parar. Sem apresentar sinais de baixa. Pelo menos por enquanto.

A tendência natural do aumento da taxa de juros é elevar as demais taxas de juros do mercado. Com isso, a renda familiar cai, retem o consumo, segura a produção, podendo causar, inclusive mais desemprego. A salvação tem sido a taxa Selic se manter abaixo de 10% ao ano faz um bom tempo. A intenção é manter a inflação sob controle.

No momento, contrair dívidas nas modalidades do cartão de crédito e do cheque especial nem pensar. Só em última instância. Todavia, quem tá no fogo é bom sair logo da encruzilhada. Quem puder trocar tudo pelo empréstimo consignado, que também é empréstimo, embora com juros menores, o mais recomendável é tentar se manter longe dos empréstimos por uma razão muito simples. A situação brasileira anda muito controversa. Daí as lojas e financeiras, também cobrarem juros bem acima do normal, sob algumas alegações. Garantir o risco nas operações, envolvendo valores, situação cadastral do cliente e o prazo da operação. Afinal, sair do vermelho o quanto antes, é a melhor decisão. Trocar os gastos supérfluos pelos estritamente necessários, o item mais recomendável. Faz bem à beça.

*
Para compensar o pequeno tamanho territorial, Israel, no Oriente Médio, toma construtivas medidas. Agiganta-se na tecnologia para oferecer bom nível de vida aos quase 9 milhões de habitantes. Com apenas 70 anos de fundação, foi constituído em 1948, e sobreviva sob tensão nas fronteiras com o Líbano, Síria, Jordânia e Cisjordânia e o Egito, o Estado Judeu obtém destaque em vários aspectos. É elogiado, sobretudo pelas nações mais desenvolvidas.

É sucesso na educação, de alto retorno, registra excelente estágio de desenvolvimento econômico, industrial e médico, os indicadores sociais são elevados, graças ao PIB de 350 milhões de USD, principal moeda negociada no mundo, oferece boa expectativa de vida à população, preserva os direitos políticos e civis. Embora conte com limitação de recursos naturais, o país experimenta autossuficiência na produção de alimentos. Exporta frutas, vegetais, produtos farmacêuticos, software, tecnologia militar e diamantes. Possuidor de rico patrimônio arqueológico, Israel ganha boa receita com o turismo, principalmente o religioso.

Para comprovar a riqueza cultural, 12 cientistas israelenses foram laureados com o Prêmio Nobel, dos quais cinco pertencem as áreas da ciência que contribuem para o progresso da agricultura, ciências da computação, eletrônica, genética, medicina, óptica, energia solar e em várias áreas da engenharia. Com bom porte científico, Israel domina nos setores de biotecnologia agrícola, irrigação por gotejamento, solarização de solos, reciclagem de águas de esgoto para uso no campo.

*
O adulto, com certeza, lembra do passado dos Correios. Instituição séria, competente, rentável e de forte credibilidade na praça. Naquela época, as críticas à instituição eram mínimas. A desorganização da ECT praticamente começou com o excessivo pagamento de dividendos à União, responsável pelo controle dos Correios. Com o impasse, a ECT descontrolou-se. Perdeu o essencial, inclusive o nível de qualidade dos serviços. Situação que piorou drasticamente depois que as administrações desastradas passaram a comer pelas beiradas o patrimônio financeiro da empresa.

De 2007 em diante, a empresa nunca mais conseguiu segurar a capacidade de investimentos e a viabilidade econômico/financeira. A tecnologia, os roubos de carga, inclusive os desvios internos, os incêndios nos centros de distribuição, a concorrência dos motoboys, as más gestões, gerando monstruoso prejuízo de R$ 2 bilhões, mexeram nas estruturas dos Correios. Fraquejado, a empresa teve de tomar sérias decisões impopulares. Demissão em massa de trabalhadores, fechamento de agências, especialmente nas pequenas cidades.

Sem contar com os Correios, a população dos pequenos municípios enfrenta problemas. Com os assaltos e destruição de agências, os bancos preferem, em vez de recuperar o que foi destruído pelos bandidos, fechar as agências. Por falta de segurança. Com isso, as operações bancárias passaram a ser executados pelos correios. Evidente, que sem os Correios, as pessoas terão de viajar para os municípios mais prósperos. Para tirar os Correios do buraco, falam em privatização. A ideia não é nova. É cópia da experiência da Alemanha, Holanda, Áustria e Bélgica. A intensão é acompanhar a evolução do mercado, ter condições de concorrer com o bom desempenho do comércio eletrônico, que bomba. Lógico que a privatização machuca. Deixa mágoas e traumas. Mas, é preferível privatizar, caso seja a melhor solução para o caso, a suportar a lembrança do Postalis, fundo de pensão dos Correios, que ficou arrobado em R$ 7 bilhões, fruto de falcatruas administrativas.

*
De fato, o Brasil de hoje, não é o Brasil que o povo quer. A sociedade sonha. O cidadão exige. Os desequilíbrios travam a economia, causam incertezas, mancham a imagem do país no exterior, destroem planos, envergonham a Nação. No espaço de um ano apenas, no período entre 2016 e 2017, a pobreza evoluiu 4%. Passou de 52,8 para 54,8%. Como as mazelas não são eliminadas, a pobreza extrema subiu acima da média. Marcou 13%. Revelou existir no país 15,3% de indigentes. Morrendo de fome. Enchendo as ruas e as comunidades de maltrapilhos, pedindo esmolas. Atraídos pelas bocas de fumo.

Segundo apurou o IBGE, o acréscimo de 2 milhões de pessoas pobres alarga as necessidades econômicas, expande as carências sociais. Como a recessão desgastou o mercado de trabalho, o PIB cresceu pouco, bem abaixo das necessidades. O desemprego explodiu, a taxa de desocupação agigantou-se, a informalidade cresceu. Então, é evidente que a renda familiar caiu e a pobreza aumentou. Para classificar o trabalhador pobre, a renda mensal não passa de R$ 406 mensal. Já para ser considerado integrante da pobreza extrema, a renda individual por mês, esbarra em R$ 140.

Lamentavelmente, quase a metade da pobreza, cerca de 25 milhões de brasileiros, vive no Nordeste. O Sul abriga apenas 3,8 milhões de pobres e o Sudeste fica com 15,2 milhões de carentes. É preciso mexer na política de distribuição de renda que no Brasil permanece péssima. Do jeito em que se encontra, o contingente de 10% da população ativa, concentra quase a metade do conjunto de rendimento dos brasileiros. A desigualdade social estimula a miséria, a fome, a violência, a criminalidade. Fora isso, acirra também a desigualdades racial, desnivela a educação. Lamentável verificar que em termos de desigualdade social, o Brasil ocupa a oitava posição no mundo. Bem diferente da Noruega, Japão e Suécia, onde as desigualdades sociais são superbaixas.

Deixe o seu comentário

NOTAS

O Sistema Tributário brasileiro é complicado. Muito complexo. As leis e normas contábeis são tão distorcidas que impacientam contadores e técnicos em tributação, especialmente na hora de apurar o imposto a pagar. É com o recolhimento de tributos que o Estado honra os compromissos. Liquida suas contas, presta serviços à população, investe em saúde, sgurança e na infraestrutura, paga o salário de servidores. Moderniza o país. Incrementa a economia. Atende os interesses da sociedade.

Direta ou indiretamente o cidadão paga impostos. O valor está encaixado no preço de compra de qualquer produto, serviço adquirido, na conta de luz e até no combustível comprado no posto. Existem cinco tipos de tributos: impostos, taxas, contribuições de melhoria, empréstimos compulsórios e contribuições parafiscais. No total, existem 61 tributos que tornam o Sistema Tributário brasileiro o mais caro do mundo. Quando compra um produto na loja ou quando recebe um serviço prestado por empresas privadas ou públicas, o contribuinte paga imposto. No final do ano passado, o impostômetro, funcionando a toda velocidade, marcou mais de R$ 2,3 trilhões arrecadados. Um recorde na história dio país.

O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), imposto estadual, um dos mais conhecidos, é complicadíssimo. Em cada um dos 27 estados brasileiros vigora uma legislação tributária própria, destinada a complicar a situação. Os 5.600 municípios do país, também adotam o ISS (Imposto Sobre Serviços) para embaralhar a vida da sociedade. Além disso, tem os tributos federais, de responsabilidade da União, que encucam o contribuinte. Os mais conhecidos são o IPI, o IRPF, o IRPJ, o ITR. A insatisfação contra o Sistema de Tributação atual é corriqueira. O que inquieta o cidadão é o fato dos impostos crescerem demais, colocar mais dinheiros nos cofres públicos, no entanto, não há a garantia de retorno. Não recupera estradas, Não moederniza portos e aeroportos. O governo investe pouco na pesquisa científica e no desenvolvimento da ciência e tecnologia.

*
De fato, a economia dos Estados Unidos experimenta um bom momento. Embora as circunstâncias sejam um pouco menores de outras épocas do passado, mas os americanos andam eufóricos com as últimas conquistas. Vivenciam alguns triunfos. O PIB, apesar de se apresentar inferior ao obtido em 2014, quando marcou 4,9% de crescimento, no segundo trimestre de 2018, agora deu uma de herói. Registrou 4,2%. Ótimo índice. O bom desempenho carregou no colo o mercado de ações que se valorizou também.

Duas medidas foram essenciais para a economia americana cantar de galo. Saltar mais alto do que no ano passado. O corte de impostos, a firme decisão de priorizar a economia do país acima de qualquer outro interesse, o investimento em infraestrutura e, sobretudo, a redução da burocracia, influenciaram bastante o novo boom americano. Outro ponto fundamental para sustentar a continuidade de progresso econômico nos Estados Unidos foi a política para manter o mercado de trabalho em efervescência. Não foi milagre e nem a mão de fada de Trump. Muito pelo contrário. O excelente resultado confirma apenas a seriedade empregada na política econômica que, quando bem assessorada, dá certo. Encurta os caminhos da esperança, realizando bons feitos. Excelentes ações.

Isso, assegurou, desde o governo Obama, a queda da taxa de desemprego que atualmente se firma em apenas 3,7%. A valorização de trabalhadores com idade acima da média, com bom nível de escolaridade e experiência profissional, valeu. No item salário, a situação também tá tão boa que puxa para o patamar de cima a renda familiar. Repete os feitos do governo anterior. Os últimos dados comprovam. Realmente, a economia dos Estados Unidos é a maior do mundo. O PIB dos EUA, com 19,39 trilhões USD, moeda americana, superam com larga vantagem o segundo maior PIB mundial, o da China que, em 2017 apurou 12,24 trilhões USD. Os destaques dos Estados Unidos são, o forte mercado consumidor, a tecnologia avançada, os gêneros agropecuários, de mineração em elevação, o turismo, com 1,5 bilhão de visitantes estrangeiros em média, e a produção de manufaturados de primeira classe.

*
Os números assustadores revelam o lado perverso da criminalidade. A violência armada e os homicídios ultrapassam a média mundial. A existência de 726.718 presos no Brasil até bem pouco tempo, aponta algumas deficiências na segurança pública brasileira. O policiamento é insuficiente e despreparado para agir em pé de igualdade com a marginalidade. Impossível aceitar a comprovação de que jovens e negros integram a lista das vítimas de crimes hediondos.

As desigualdades, a baixa escolaridade, as leis individuais para quem tem maior nível cultural, o desemprego, a extrema pobreza, a precária infraestrutura e as longas filas nos hospitais engrossam as estatísticas policiais. A lentidão da Justiça é outro lamentável esquema a colaborar para a prática de crimes bárbaros, graças à sensação de impunidade. Infelizmente, aliado ao descaso de gestão, o pais sofre outros problemas crônicos. Prisões obsoletas, abarrotadas de defeitos, a superlotação, o orçamento precário e a eternização de prisioneiros provisórios, causada pela morosidade na tramitação processual, também ajuda na gabunça criminal. Além disso, a timidez do Estado diante da audácia do crime organizado e a coragem das facções criminosas em administrar o controle dos presídios mexem nos brios governamentais.

Também pudera! Desde 2010, o estado de Pernambuco lançou, porém deixou pendente por um bom período, o Plano Estadual de Educação em prisões. Fez altas despesas, hospedou profissionais do Direito em hotéis 5 estrelas para debater o tema que, lamentavelmente, morreu no nascedouro. O presídio de Itaquitinga, próximo ao município de Goiana, no Grande Recife, recém-inaugurado, esteve com as obras paralisadas desde 2012. Por falta de recursos financeiros, baixo salário na escala policial, desaforamento do narcotráfico, do tráfico de armas, extorsão, roubos e assaltos, o crime organizado, oficializado desde 1970, deita e rola no país. Então, quem for podre que se quebre. A sociedade que guente porradas nas ruas.

*
O investidor é precavido. Só entra na dança com segurança, para não perder capital, acumulado às custas de muito sacrifício. Com o intuito de orientar os investidores internacionais sobre o destino certo de evitar riscos, uma empresa de consultoria, com base na opinião de 500 executivos internacionais consultados, criou a lista de mercados mais confiáveis no mundo. Capaz de garantir a integridade dos investimentos diretos. Desde 1996, a lista é pesquisada com muito interesse pelo mundo capitalista. Por incrível que pareça, o Brasil passou um tempão figurando como um atrativo porto seguro para valorizar os investimentos estrangeiros. A fama do Brasil permaneceu ativa do período entre 1998 a 2013. O quinto lugar estava reservado exclusivamente para o Brasil, como um dos mercados mais seguros e confiáveis. Com excelente atratividade e garantido retorno.

No entanto, devido aos inúmeros contratempos políticos, o país foi perdendo credibilidade internacional. Sucessivamente. À medida que o tempo passava, a classificação do Brasil caia de posição. Em 2016, ficou no 12º lugar. Em 2017 desceu para a 16ª posição, até cair desastrosamente para o 25º lugar em 2018. Figurando a partir de então no final da linha. Na pauta de exportações, o Brasil só aparecia com a venda de commodities. No restante da pauta, as vendas ao exterior eram fracas. Daí as quedas.

Pela importância econômica, os países mais confiáveis e seguros para o investimento estrangeiro no momento são, pela ordem, EUA, Alemanha, Canadá, Reino Unido, França, Japão, China, Itália, Austrália, Singapura, Espanha, Holanda, Suíça, Dinamarca, Suécia, Índia, Coreia do Sul, Bélgica, Nova Zelândia, Irlanda, Áustria, Taiwan, Finlândia, Noruega e México. Dos componentes da lista, 22 são desenvolvidos. Catorze deles são do continente europeu e três apenas emergentes, China, Índia e México. As causas de o Brasil despencar de posição e ser excluído da lista dos países mais confiáveis foram os vírus de incertezas econômicas e políticas. A negação do Legislativo, a incapacidade de gesores. A omissão do Estado. Foi a primeira vez que o Brasil é eliminado da afamada relação de países confiáveis. Até então, o Brasil era o único representante da América Latina no respeitável bloco.

Deixe o seu comentário

NOTAS

A década de 80 destacou-se. Na política, marcou a despedida do militarismo, ensaiou a redemocratização do país com a abertura para um governo civil, via “Diretas já”. No campo econômico, para rolar as altas dívidas, empregou a ortodoxia econômica. Cortar custos do governo, aumentar a arrecadação. Mas, o que ficou de lembrança da década de 80 foram crises que provocaram excessivas dívidas externas, muitas impagáveis, enormes déficits fiscais e instabilidades inflacionárias e cambiais.

Na economia, o país se empenhou para apagar a imagem de década perdida. Combateu a hiperinflação e a braba fase de estagnação econômica. Pra isso, adotou vários planos econômicos, Cruzado, Bresser e Verão. Todos, malsucedidos, não trouxeram crescimento e muito menos o desenvolvimento econômico esperado. O retorno da democracia trouxe uma inovação. A reorganização do movimento social. Mas, não evitou a desaceleração do crescimento econômico que marcou intensos reflexos no mercado de trabalho, acionando o desemprego, na educação, que entrou em crise, e na saúde, com a redução de recursos disponíveis. No campo político, trouxe o PT que ontroduzu uma nova era.

Com o fim da guerra fria no mundo, o Brasil inovou. Implantou o modelo neoliberalismo, defensor de algumas ideias políticas de cunho socioeconômico. Redução do Estado na economia e no mercado de trabalho,inclusive com a redução de gastos do governo, privatização de estatais, abertura para o capital internacional, incentivos para conquistar empresas multinacionais, diminuição dos impostos de importação, fim das políticas sociais. De fato, o neoliberalismo abriu a porteira para introduzir uma sociedade industrial moderna. Diversificou a produção, fomentou a cadeia produtiva, passou a qualificar a mão de obra para substituir os serviços braçais. Nos bancos, engatinhava a automação. Máquinas substituíram a mão de obra humana. Método muito seguro no trabalho bancário. No fim das contas, o Brasil não pode comemorar as conquistas do neoliberalismo por mudanças de pensamentos políticos.

*
Foi o navegante espanhol Juan Diaz de Solís, no início de 1516, que desembarcando no estuário do Rio da Prata, tomou o território do Império Inca para a Espanha. Acreditando no potencial dos recursos naturais, na força do setor agrícola, na alfabetização do povo e na diversificação industrial, a economia da Argentina evoluiu. Cresceu. Desenvolveu-se. Em 2013, o PIB alcançava a 22ª maior posição do mundo. A renda per capita era excelente. Uma das melhores marcas da América Latina. O país obteve altíssimo Índice de Desenvolvimento Humano. Vangloriava-se com a poderosa classe média da época.

Nas primeiras fases do Peronismo, a Argentina se deu bem. Repetiu por cinco vezes a taxa de crescimento de 3,8% ao ano. Porém, por volta de 1976, a política tirou o pé do acelerador. Começou a frear, encerrando a fase de protecionismo. Em consequência, empresas começaram a falir. O descontrole de gastos e as incertezas políticas produziram alta inflação. A taxa inflacionária chegou a 800% ao ano, aumentando a dívida externa exageradamente. Revelando uma pobreza até então desconhecida.

Em 1999, outro desastre econômico. Para atender ao FMI, o país começou a fase de cortes. Cortou o orçamento da universidade, cortou salário dos professores, pensões e programas de saúde. O governo teve de demitir 40 mil funcionários públicos, incentivando o desemprego. Em 2018, veio a realidade. Com a retração do PIB, alto desemprego, elevada inflação e taxa de juros a 65%, a mais alta do mundo, a Argentina passa por uma recessão que perdura por dois anos. A situação tá preta. O governo só fala em austeridade para controlar a turbulência. Os reflexos do estado de caos estão explícitos no aumento da pobreza, aceleração inflacionária, desvalorização da moeda e bolsas no vermelho. Por causa do estágio político, a Argentina navega num mar de incertezas e de alta complexidade economica. .

*
A lista de países que que deram show no índice desenvolvimento mantem-se sugestiva e firme. Só contém gigantes, donos de conquistas econômicas e sociais. Os maiores destaques no registro de crescimento econômico em 2018 pertencem à China, 6,5%, EUA, 2,9%, Espanha, 2,5, Zona do Euro, 1,9, Alemanha, 1,5, França, 1,5 e Reino Unido, com 1,4%. Nesse embate, o Brasil é fraco. Como anda desengonçada, a economia brasileira ficou na 40ª posição no ranking de crescimento mundial, obtendo apenas a marca de 1,1%, dentre os melhores desempenhos de 47 nações. Neste âmbito, o Brasil faz companhia ao Japão, que registrou somente 0,7% de crescimento.

Na América Latina, algumas economias comemoraram vitórias. O Peru registrou crescimento de 5,4%, Chile, 5,3% e México, com 2,7%. Enquanto persistir desatento às questões tributárias e de infraestrutura, a econômica brasileira perderá competitividade. Emperradas, as empresas não resolvem os seus problemas de ociosidade. A alta taxa de juros real de curto prazo e o spread da taxa de juros inquietam. Atormentam os investidores.

Faz dez anos, o Chile se desdobra para solucionar alguns graves problemas internos. Agora, após duras batalhas políticas, os chilenos comemoram bons resultados. A taxa de crescimento foi de 4%, o desemprego fechou 2018 em 7% e a inflação marcou somente 2,4%. O que tem contribuído para o Chile alcançar excelentes dados é a sequência de vitorias. É a estabilidade macroeconômica e o equilíbrio fiscal. A dívida pública bruta causa inveja. Consolidou-se em apenas 25%. No momento em que o Brasil bate cabeça com a previdência, o Chile curou este calo em 1983. Converteu o sistema púbico de Previdência para um modelo de capitalização privado, que vem dando certo até o momento.

*
O petróleo é a mola do mundo. A principal fonte de energia. É o recurso natural mais disputado no planeta. Como é extraído do subsolo, com elevado custo, a exploração comercial do produto é caríssima. Do petróleo, além da gasolina, obtém-se óleo diesel e lubrificantes, GLP, produtos asfálticos e petroquímicos, querosene, solventes e até insumos para medicamentos. No Oriente Médio, o petróleo é a principal fonte de renda.

No começo da era cristã, os árabes já destinavam o petróleo para fins bélicos e de iluminação. Todavia, a indústria petrolífera só começou em meados do século XX. Porém, a explosão de consumo só aconteceu após a descoberta do refino. Em 1960, a Arábia Saudita, o Irã, Iraque e a Venezuela formalizaram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo. A finalidade de OPEP foi o de assegurar a soberania sobre as reservas petrolíferas.

No Brasil, a instalação da primeira refinaria aconteceu em 1932, na cidade de Uruguaiana, RS. O pais importava petróleo do Chile para refinar. Mas, com a descoberta da reserva da Bacia de Campos, a história mudou. Em 2007, surgiu a descoberta da camada do pré sal, numa extensão que se estende do Espírito Santos até Santa Catarina. Reserva que deve durar pelas estimativas até 2040. No mundo, cometa-se que o fim do petróleo pode ocorrer em 40 anos.

2 Comentários

NOTAS

Faz tempo, o alerta de que o país estava prestes a quebrar ocupava espaços nas redes sociais. Dava manchetes. Como não deram bolas, fizeram ouvido de mercador, o fato aconteceu. É verdadeiro e, embora machuque, mostra que a economia fraquejou. Caiu no fundo do poço. Prostrou-se. A recessão de 2014 colaborou com a queda. A falta de políticas econômicas de impacto, forçou o baque. Ajudaram o Brasil a quebrar. Agora, é procurar levantar-se e ir em frente. Cair em campo, com vontade de trabalhar.

Basta fazer uma análise rápida para constatar a triste realidade. A dívida pública, incluindo os gastos do governo federal, INSS, governos estaduais e municipais, só faz crescer. Fechou 2017 com a cifra de R$ 3,5 trilhões. A causa do disparo da dívida foi a apuração dos juros dos títulos públicos com os novos empréstimos que o país teve de contrair “pro mode” cobrir o déficit primário. Quem acompanha o noticiário nacional deve estar lembrado de dois detalhes. A dívida brasileira vem crescendo desde 2004. Em 2015, com novas emissões de títulos do governo, para conseguir empréstimos, e segurar o descontrole das contas públicas, a barra pesou. O pulo foi gigantesco. Bem maior do que o do consagrado atleta João do Pulo, nos jogos Pan-Americanos do México, em 1975. Com o pulo brasileiro, o país acrescentou quase R$ 500 ao montante dos débitos.

Puro desastre.

Outro petardo devastador da economia é o sistema previdenciário social que funciona sob o regime geral e de filiação obrigatória. Do jeito em que se encontra, não pode ficar. Tem de ser alterado, pra poder fechar a conta. A população cresceu, não é a mesma de 1990, envelheceu e o desemprego sobe, assustadoramente. Então, pra cumprir os compromissos, o país tem de alterar as normas atuais. Afinal, a dívida pública, crescente, tá impagável. Já afoga 70% do PIB. As contas primárias não batem. Como os juros estão estratosféricos, a nação perdeu a confiança do investidor que foge de incertezas. Se a economia não crescer, não baixar o déficit primário, bau, bau. Então, permanecer no mato sem cachorro, é ignorância. Alguma atitude, popular ou impopular, tem de ser tomada. Custe o que custar.

*
Em 2016, usando um perfeito instrumento de democracia, a decisão popular, apoiada pelo Ministério Público, enviou ao Congresso Nacional, um projeto de lei, visando combater a corrupção e a impunidade. A proposta seguiu com mais de 2 milhões de assinaturas. Mas, como ficou engavetada, o novo governo entregou nova proposta contendo 10 medidas contra os crimes de corrupção.

Dentre as medidas apresentadas, constam a criminalização de enriquecimento ilícito de agentes públicos, partidos políticos e punição para o Caixa 2. O novo projeto explicita o aumento das penas, criminaliza como crime hediondo o desvio de valores públicos. Impõe velocidade nas ações de improbidade administrativa, prisão preventiva para garantir a recuperação dos roubos.

O projeto sofreu críticas do meio jurídico porque não visa atualizar o Código de Processo Civil que tá caduco à beça. Especialistas afirmam que o projeto pune com mais rigor o preso pobre, embora vise em primeiro lugar punir os peixes grandes, enquadrar os poderosos dentro da lei. Na prática, o que tem acontecido são os magistrados e o Ministério público soltar de carrada, pessoas ricas com registros em casos de corrupção. Aí, desse jeito, o Brasil não se livra da terrível corrupção porque, incentivando a impunidade, os cupins dilaceram a economia.

*
O que faz o consumo crescer é a segurança financeira. Segurança financeira é a possibilidade de o cidadão vislumbrar saídas para escapar da crise de dinheiro. É uma situação de emergência que livra o devedor do aperto de modo a recuperar o equilíbrio financeiro. A fuga do sufoco para permitir alimentação, saúde, moradia, educação e transporte. Oferecer condições de pagar as contas em dia. Enfim, obter meios para viver em paz, tranquilo, sem insônia e estresse. Garantir no futuro uma aposentadoria decente.

De início, para se preparar para novas e positivas empreitadas, a pessoa tem de entender detalhes sobre educação financeira. Noção que só é valorizada, quando o sujeito passa por privações, dificuldades de dinheiro. Quando o sujeito cai nessa armadilha, deduz que nunca se preocupou em construir e manter uma reserva financeira.

Diz o ditado popular que “dinheiro não traz felicidade porque na realidade é a felicidade que traz o dinheiro”. Então se a pessoa não se movimentar, cair em campo com altivez, adeus sonhos de êxito e prosperidade. Como a juventude não se interessa por assuntos financeiros, então, preocupado com a estatística que aponta muitas famílias ter entrado no negativo em 2017, começam a aparecer no ensino médio e fundamental, noções sobre aplicação do planejamento financeiro. Situação que permitiu a classe média dos Estados Unidos ter acesso ao crédito fácil e detonar a economia americana a partir de 1945, tendo por base a educação financeira.

*
A Petrobrás agigantou-se. Com o inchaço, despertou a atuação de corruptos que, descaradamente, arrombaram o patrimônio da empresa, via desvios de recursos e lavagem de dinheiro. Com a perda de controle, a estatal do petróleo entrou em crise, motivada por vários fatores. Elevação do custo de produção, alto endividamento, queda do preço do barril de petróleo no mercado internacional, desaquecimento econômico global e, principalmente, pelos absurdos praticados contra a companhia, desde 2013.

Antes da crise, a Petrobrás estava avaliada em R$ 510 bilhões, a preço de 2008. Depois dos coices, o valor de mercado caiu para R$ 311 bilhões. Em quatro anos de gatunagem, a Petrobrás acumulou 80 bilhões reais de prejuízo. Somente com o pagamento de propinas e fraudes em contratos, entre 2010 e 2018, a roubalheira chegou a R$ 200 milhões. De juros pagos aos credores da dívida, a soma importou em R$ 85 bilhões.

Para fugir da crise, a Petrobrás instituiu o plano de reestruturação. O objetivo é recuperar a credibilidade. O plano é amargo, mas imprescindível. Começa pela redução de investimentos, suspensão momentânea do pagamento de dividendos a acionistas, revisão da política energética e venda de ativos, iniciando por oito refinarias, estimando apurar R$ 80 bilhões. A sorte é ó pré-sal ser um projeto altamente viável. Capaz de gerar boas receitas. Aí, quando detonar, a estatal vai tirar o pé da lama. Contar boas histórias. Alegrar os investidores.

Deixe o seu comentário

NOTAS

O mundo se moderniza. Superou a era braçal quando os serviços eram executados na base da munheca, força e paciência. Atualmente, graças às transformações, o conhecimento é o acelerador da informação. É o pivô da tecnologia. Responsável pela atualização tecnológica. Nas fábricas, o homem é substituído pela máquina, cada vez mais robotizada.

Nas montadoras, o robô ocupa cerca de 70% das atividades na fabricação de carros. Na fase inicial, quem faz tudo é a máquina. Insuperável. Até na soldagem de 5 mil pontos. O processo de montagem começa pela prensagem das chapas de aço na seção de estamparia. Pronta, a carroceria recebe a etiqueta de identificação. Depois o robô cola a parte lateral do veículo, concluindo o assoalho e a parte dianteira. Finda a operação, chega à funilaria, onde é impresso o número do chassi.

Na sequência, vem a pintura, a colocação das portas e do motor. Aí é quando o homem aparece, na parte final da montagem, para finalizar a colocação de 3 mil peças, incluídos os equipamentos internos e externos, o quadro de instrumentos, estofamentos, carpetes, bancos, para-brisas e a parte elétrica. Com o carro ainda suspenso, as máquinas colocam as rodas e os pneus, dando por encerrada a linha de montagem. É quando entra em ação o dinamômetro para inspecionar a parte elétrica. Após o ok final, quando são feitos os ajustes subsequentes e a inspeção visual, é encerrada a fabricação da unidade na montadora.

*
Os animais são idênticos a qualquer ser vivo. Nascem, crescem, se reproduzem e morrem. Não tem diferença. O que muda são as características de cada espécie. Uns andam. Outros nadam. Alguns saltam. Muitos voam e diversos rastejam. Enquanto certas espécies são paradas, não se deslocam de forma alguma, boa parte interage com a natureza.

Tem animais de tamanho reduzido como as pulgas e os mosquitos. Existem os de médio porte como os cachorros e os bodes. Afora os gigantes, compridos e pesadões, como os elefantes, os bovinos e as baleias. Quanto à maneira de se alimentar os animais agem de forma diferente. Tem os carnívoros, os herbívoros, e os necrófagos que comem cadáveres. Ingerem restos orgânicos, como os urubus.

Os animais não são objetos. Não podem ser abandonados, explorados excessivamente pelo homem ou maltratados. A pessoa que se arrepende de criar, abusa fisicamente do animal ou maltrata o bicho, comete crime. Existe lei federal de 1998, proibindo abandonar, espancar, mutilar, envenenar, aprisionar, deixar ao relento, negar comida, não cuidar da saúde, caçar animais silvestres, domesticados ou nativos. O responsável, denunciado, responde a processo.

*
São raros os países que ofertam benesses a ex-governantes. Esses caras têm tudo na mão. Verbas para viagens, dinheiro pra comprar roupas, palacetes, motorista, assessores, telefone pago, passagens aéreas, refeições grátis, desconhecem filas, gozam de aposentadorias especiais, impunidade, tratamento de saúde de primeira e muitas outras aberrações. Até juiz entra no critério das vantagens.

Caso um magistrado cometa falha grave, recebe aposentadoria precoce. Com todos os benefícios. Agora, o que ninguém adverte é que concedido o privilégio, as portas da corrupção se escancaram. Contradizem o artigo da Constituição que assegura, “todos são iguais perante a lei”. Mas, mudar essa cultura política, só alterando o Parlamento, via renovação nas urnas. Proibindo a reeleição.

Até nesse aspecto o Brasil é atrasado. Enquanto limita a reeleição para o Executivo, deixa as portas abertas para Congresso. Na prática, lentamente, acontece a renovação do Congresso. Teve deputado que passou 40 anos, cumprindo 10 mandatos consecutivos. Outros, festejaram 9, 8. 7 e 6 mandatos, sem perder uma eleição sequer. Verdadeiros absurdos. Pros parlamentares reeleitos, as reeleições foram boas à beça. Agora, para o país o resultado foi péssimo. Produziram muito pouco.Por issso, não deixram saudades.

*
Quando pensar em juros bancários, lembre-se, o Brasil tá na liderança. Neste tema, o país pratica uma das altas taxas do mundo. Em análise feita pelo FMI na taxa de juros de 107 países, o Brasil orgulhosamente encabeça lamentável posição. Como o salário da classe média pra baixo é curto e vergonhoso e as despesas com alimentação, roupa da família, transporte e colégio sobem demais, o cidadão contrai dívidas. Compra no crediário, pede empréstimo no banco, senão não salda os compromissos. Aí, depois de entrar na roda, enforca-se no círculo vicioso. Agora, pra sair da enrascada, o caminho é longo e penoso.

Quem gosta desse barato são os bancos que, semestralmente, divulgam lucros extraordinários. No último balanço dos 4 maiores bancos, o lucro, isoladamente, é na casa de bilhões. Fácil, fácil. Além dos juros estratosféricos, para compensar as despesas administrativas e de pessoal, são as tarifas cobradas pelos serviços e a anuidade sobre o cartão de crédito que engordam a lucratividade bancária.

As consequências dessa criminosa jogada de juros altos são graves. Economia travada, baixo consumo, menor produção industrial, desemprego, baixa arrecadação de impostos. Ora, com a taxa Selic, 6,5% a.a. por que os juros bancários superam os 300%? Não baixam nunca? Especialistas apontam os motivos dos juros no Brasil serem absurdos. Concentração de bancos, impostos exagerados, custos administrativos dos bancos proibitivos e inadimplência. Situação incômoda a ser atacada urgentemente. Sem mais delongas.

6 Comentários

NOTAS

O turismo é um santo remédio contra o atraso geral. Quando o turismo acontece, energiza a economia, alegra o ambiente, planta sementes germinativas na hotelaria, gastronomia, transportes, agricultura, recursos culturais. Fortalece, enfim, a economia de forma generalizada porque, segundo especialistas, a lista de áreas favorecidas pelo turismo é de 52 atividades.

O turista é louco por natureza, sol, praia com água transparente, falésias e biodiversidade. As riquezas turísticas do Brasil, somadas, chegam a 100 destinos selecionados no capricho. Quem procura parques, cachoeiras, dunas, lagoas, cidades históricas, monumentos famosos, acha. Tanto no Norte, quanto no Sul do país. Embora seja uma atividade crescente, no entanto o Brasil precisa acelerar a recepção de turistas.

Afinal, no continente americano, o Brasil ocupa a terceira posição em opções turísticas, depois do Canadá e Estados Unidos. Em 2018, por causa da presença de 7 milhões de visitantes, o turismo injetou US$ 5,92 bilhões na economia brasileira. Só que, comparado à cidade de Nova York, que recebeu 65 milhões de turistas em 2018, o Brasil é insignificante na atividade turística. Não passa de um aprendiz no ramo de atrair estrangeiros para visitas. Alguns motivo afugentam o tursita do Brasil. Recessão, fraca promoção no exterior, incontrolável violência, constantes assaltos a bancos e pessoas, incertezas políticas.

*
O Produto Interno Bruto é a riqueza do país. Consiste na soma dos produtos que a economia produz durante determinado período na indústria, agropecuária e serviços. É evidente que quanto maior a produção, mais alto é o consumo e os investimentos, melhor é o ciclo produtivo e comercial. Vai desde a fabricação do pão na padaria, como a montagem do carro nas montadoras, quando se trata de bens e produto finais. Lógico que os bens utilizados na produção de outros bens finais, não entram no somatório. Na parte de serviços, entenda-se os serviços executados pelos bancos e as diaristas em nossas casas.

No entanto, um fator preocupante relaciona-se com o crescimento da dívida pública. Neste aspecto, o Brasil vai mal das pernas. Cambaleia. Segundo estimativas do governo federal na proposta orçamentária de 2019 enviada ao Congresso, focando a realidade nacional, consta que a grosso modo a coisa tá ruim de verdade. A causa da preocupação é a dívida pública crescente. Encontra-se acima do quadro apresentado pelos demais componentes do Brics (Rússia, Índia, China e África) e da América Latina.

Enquanto os membros do Brics fecharam o ano de 2017 batendo a dívida pública na casa de 54,4% do PIB, o Brasil tem uma dívida pública beirando os 83,9% do PIB. Alta demais. Neste ponto, o medo é a necessidade de o Brasil ter de aumentar a taxa básica de juros para conter as pressões inflacionárias. O que vem acontecendo de verdade, jogando por água abaixo os projetos para baixar os juros. A dívida pública brasileira aumentou no passado em função justamente da alta da taxa Selic, que em 1999, registrou o pico de 45%.

*
Faz um ano que a Holanda inaugurou uma ponte de concreto protendido, projetada por uma impressora 3D na Universidade de Tecnologia de Eindhoven. Inicialmente, a ponte de pequenas dimensões, foi destinada aos ciclistas. Na construção, a ponte recebeu apenas o concreto necessário. Sem perder a segurança, mas, reforçada para receber a imensa quantidade de bicicletas que circulam entre duas importantes estradas do país.

Resistente, os construtores calculam que a ponte, além de durar mais de trina anos de uso, tem estrutura para suportar peso de até cinco toneladas. A construção que demorou somente três meses fica na cidade de Gemert. Dessa forma, a Holanda se integra aos EUA e à China no grupo de países que substituem a mão de obra pela máquina.

A tecnologia tem um dom. Despreza as formas tradicionais de construção e através da automação, implanta o trabalho automático, utilizando máquinas inteligentes e equipamentos autossuficientes. A técnica da robótica faz o computador, munido de conceitos fundamentais, facilitar o trabalho das pessoas, enquanto aumenta a produtividade. O lado negativo é o desemprego, com a redução de postos de trabalho. Mas, em país desenvolvido, o desemprego não preocupa. Emprego tem demais, oferecendo ótimo salário.

*
No passado, devido ao atraso do país, hospital público só prestava atendimento médico a quem tinha carteira assinada. Era contribuinte da Previdência Social. Quem não se enquadrava nesta situação, sobrava. O Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social-Inamps, órgão oficial da saúde pública, não atendia trabalhador que não fosse classificado. Mas, apesar da discriminação, havia respeito e consideração com a população.

O SUS-Sistema Único de Saúde só apareceu em 1988. Como é obrigação da União atender o povo nas doenças, mas, devido à quantidade de pacientes, presta péssimo serviço a 80% da população. Em função da precariedade, o SUS é criticado por mais de 166 milhões de pessoas que não tem plano de saúde. Porém, mesmo censurado, o SUS é tido como um dos programas de assistência pública no mundo, em eficiência.

Para um país pobre, custear um serviço público tremendamente caro, é dose para o Brasil. Ainda mais quando é mal administrado. Obrigado a prestar assistência a pessoas de reduzido poder aquisitivo que envelhecem rapidamente. Para 2019, a Lei Orçamentária Anual reserva R$ 128 bilhões para a saúde pública, quantia considerada insuficiente para o custeio do SUS. Faz 30 anos, os gestores classificam a saúde como despesa, embora seja investimento para os entendidos na matéria. Daí a redução da contribuição dos municípios cair para 3% e do governo federal despencar para apenas 40% dos investimentos. Com isso, quem sofre é o povo que se sente, com razão, desassistido.

Deixe o seu comentário

NOTAS

Pelo tamanho e aspecto de ferocidade do bicho homem, descobre-se a intenção da fera. Se é brado de verdade ou quer apenas amedrontar. No mundo animal, o bicho mata presas diferentes para variar de paladar. Saborear um jantar diferente. Da mesma forma, pela quantidade de cartuchos deixados no chão, pode-se avaliar o grau de violência na cidade.

É dureza, mas é verdade. O Brasil está na 13ª colocação no ranking mundial de assassinatos. O incrível é que mais de 70% dos homicídios registrados, são cometidos por armas de fogo e somente 23% das munições disparadas são vendidas dentro das normas legais nas lojas. Não foram compradas na clandestinidade. Não possuem a marcação que possa permitir o rastreamento.

Das 171 milhões de munições vendidas no Brasil, em 2017, 76% não registravam o código de identificação, item recomendado pela ONU com a finalidade de indicar a procedência. A liberdade para comprar munição no Brasil é enorme. Tal facilidade coloca o país como o 5º maior exportador mundial de munição. No continente americano, só perde para os EUA. Por isso, o Brasil se destaca como exportador de munição. Aliás, entre 2010 e 2018, o Brasil comercializou 1,4 bilhão de munições. Todavia, somente 30% das vendas tinham marcação para rastreamento, conforme determina a Lei de Desarmamento, de 2003. O resto era vendido por debaixo do pano. Na base do contrabano.

*
Existem fontes da longevidade pelo mundo. Quem beber de sua água cristalina e comer alimentos sadios colhidos em suas terras, com certeza chega aos 90 anos, exibindo vitalidade. Garante as fontes. O Sul do Japão, então, é um paraíso. O Oceano Pacífico banha as 169 ilhas, onde numa delas se localiza a província de Okinawa, com 1.222.500 habitantes.

Depois da Segunda Guerra, Okinawa passou três décadas sob o domínio americano. Mas, por volta de 1970, a província foi devolvida ao Japão. Por tradição, o Japão é tradicionalmente uma fonte da longevidade. Graças à gastronomia, puxada por vegetais e pescado, atividades físicas e muito relax, a população de Okinawa chega aos cem anos. Somente aos 114 anos, um ancião de Okinawa resolveu parar de fumar. Nunca enfretou problemas de saúde por causa do cigarro.

Outro paraíso de longevidade fica na Ilha de Icária, na Grécia, no mar Egeu. Na cidade de Christos, Ioanna Proiou, de 105 anos, para fugir da ociosidade ainda trabalha. No tear. Como não pensa em se aposentar tão cedo, produz, bolsas e roupas para vender na sua lojinha. O curioso é que um terço da população da Ilha de Icária, passa dos 90 anos de idade, proseando e tomando café. Tipo de atitude imitada pelos velhinhos da Sardenha, Itália, e Loma Linda, na Califórnia, EUA que abusando de bons hábitos alimentares e muita disposição social, também se tornam longevos.

*
Justamente no marco zero de Paris, na Ile de la Cité, ficava a Catedral de Notre Dame, consumida por um incêndio. Graças à visão de prosperidade do parisiense que vislumbrava em 1163 a possibilidade de transformar o belo local em polo religioso, cultural e intelectual, começaram a levantar, em estilo gótico, a famosa igreja. A construção, verdadeira obra de arte, com belos vitrais, quadros e esculturas, levou duzentos anos para ser inaugurada.

Em virtude de ser ter sido palco de cultos religiosos dos celtas, ser local escolhido para a coroação de Napoleão, como Imperador, em 1804, honrar a beatificação de Joana D’Arc, em 1909, e servir para guardar em seu relicário a suposta coroa de espinhos de Jesus Cristo, a Catedral de Notre Dame caiu na graça do turismo mundial. A tendência, era o turismo crescer, ano a ano. Gradativamente.

Ora, se Paris encanta, a Catedral de Notre Dame fascinava, alucinava muito mais. Por isso, nos seus 850 anos de história, a Notre Dame foi curtição para 13 milhões de turistas por ano. Por causa de valioso acervo, a Catedral recebia um contingente de turistas bem maior do que a Torre Eiffel, outro ícone do turismo parisiense. A invejável marca registra que basta um monumento ter valor para superar muitos países, inclusive o Brasil, na conquista de visitantes estrangeiros. Comprovando extraordinário feito.

*
Para dar fim ao tradicional esquema do “toma-lá-dá-cá”, método bastante utilizado pelos governos anteriores para se manter na crista da onda, vencendo adversários políticos. Por ser um sistema pouco frutífero em virtude de possibilitar a prática da corrupção e dos escândalos que resultaram no fim das contas na Operação Lava Jato, Jair Bolsonaro iniciou um novo processo.

Prometeu sepultar a composição da base com partidos políticos, enterrando o fisiologismo, base para a troca de favores, método bastante usado nos Estados Unidos até 1950, e passou a adotar a regra de bancadas temáticas, de modo a facilitar o diálogo. As conversas de bastidores. Dessa forma sugiram as bancadas evangélicas, da agropecuária e da segurança pública com o propósito de abrir caminho para garantir a votação dos pleitos do presidente.

Porém, como o ciclo de coalizão parece não dar mais certo, as atenções se voltam para novos métodos, especialmente depois da Câmara ter aprovado, na maior urgência, a Proposta de Emenda à Constituição-PEC que limita o poder de gastos o governo. Agora, a equipe de Bolsonaro tem de mudar a trajetória na articulação política, procurando dialogar e conversar, caso queira engatar a reforma da Previdência, segundo sua ótica de propostas. Senão, a vaca pode ir pro brejo. Cedo. E, se for, a porca torce o rabo.

2 Comentários

NOTAS

Taí um lance político dificil de engolir. Quando desce, engasga. Arranha. O motivo é a desconfiança contra os deputados e senadores que, famintos por grana, armam esquemas, alguns de procedência duvidosa, para aumentar o valor dos ressarcimentos com as despesas parlamentares. Sabendo que a viuva é abestada na análise das contas, nunca contesta, os políticos aproveitam. Enchem os bolsos. Enganam o Congresso. Afinal, arranjar notas fiscais em branco é fácil. Difícil é comprovar a veracidade de todas as despesas efetuadas. Por isso, algmas são falsas.

Em 10 anos, as despesas realizadas por deputados e senadores com alimentação, combustível, fretamento de jatinhos, tem governador que esqueceu os voos comerciais, hospedagem, pesquisas, consultorias, trabalhos técnicos e passagens aéreas passaram dos limites. Cresceram absurdamente. No periodo entre 2007 e 2009, 443 ex-deputados promoveram a maior farra no item passagens aéreas, conhecido como o cotão parlamentar do Congresso. O montante chegou a R$ 2,8 bilhões. Os senadores, para não perderem o ritmo da dança, gastaram R$ 300 milhões.

O incrível é que, até momento, mesmo decorrido dez anos de irregularidades, ninguem foi punido. Nem pelo Congressso, o setor de fiscalização do Legislativo se julga incompetente para comprovar a veracidade das despesas, e muito menos pela Justiça. O volume gasto sobrou para o bolso do contribuinte pagar. Agora, imagine, o país dispor no momento de R$ 3 bilhões para empregar na educação, construindo ou retaurando escolas, na saúde, melhorando os serviços hospitalares, na conservação de estradas, portos e ferrovias, a fim de modernizar os modais de transporte para facilitar o escoamento da produção.

*
O graduado em nível superior tem melhor chance no mercado de trabalho. A instrução intelectual lhe concede a preferência na disputa por emprego, reserva ao candidato melhor preparado à vaga a oportunidade de ganhar um salário condigno. Pela lógica, o candidato de nível superior é mais qualificado do que quem mal passou do ensino fundamental ou parou no ensino médio. É evidente que a idade pesa. No entanto, na prática, os processos seletivos analisam outros fatores, além do grau de instrução. De antemão, a empresa, quando contrata, visa no novo funcionário condições de oferecer reciprocidade. Preencher requisitos para perseguir o lucro.

Afinal, é com lucro que a empresa cobre os custos do empregado. Todo funcionário tem um custo funcional. Custo com salário, benefícios e transporte. Para traçar o perfil do candidato, o recrutador solicita currículo e nível de experiência, para comprovar a qualificação profissional. Todavia, com a globalização do mercado de trabalho, outros requisitos são fundamentais. Um deles, básico, é cobrar do candidato à vaga a capacidade de ser um multitarefa. Jogar em várias posições. Não ficar restrito somente a uma função específica. Ter relação com a tecnologia da informação, ser expansivo, interessado, pontual, desenrolado, organizado, sincero e, sobretudo, extrovertido. Capaz de marcar presença na empresa e na praça.

*
Lamentavelmente, mais de 50 milhões de pessoas viviam na linha de pobreza no Brasil, em 2017. O total de indigentes corresponde a 25,4% da população. Os dados entristecem porque essa gente dispõe apenas de uma renda familiar superbaixa que, segundo o Banco Mundial, corresponde a R$ 387,07. Lamentavelmente, do contingente de pobres, quase a metade, 43,5% da população, vegeta no Nordeste, uma região paupérrima sem condições de amparar os necessitados. O quadro de carentes evidencia alguns fatores negativos. O país alimenta um quadro de desigualdades sem limites.

As mulheres são descriminadas, os trabalhadores pretos e pardos lideram na lista de desempregados, apresentam menor nível de escolaridade, são pessimamente remunerados. Quanto menos estudos, mais cedo o jovem é forçado a procurar emprego. Enfrentar o mercado de trabalho, mesmo sem apresentar o necessário estágio educacional que prejudica a formação escolar. Estimula o abandono dos estudos precocemente. Desvia a atenção da molecada para o rumo do crime e do tráfico. Segundo as estatísticas, na época, os estados nordestinos que abrigavam a maior quantidade de pobreza eram o Maranhão, com 54,2% da população, e Alagoas com 47,4%.

*
Apesar de extraordinário potencial turístico, mas, devido a problemas estruturais, o Brasil é fraco na recepção de visitantes estrangeiros. Numa análise envolvendo 136 países, o Brasil figura em primeiro lugar no conjunto de riquezas naturais, culturais e de entretenimento. No entanto, por oferecer uma segurança pública deficiente, elevada carga tributária, precária infraestrutura terrestre e portuária, sistema de saúde e de higiene de quinta categoria, além de mão de obra ainda pouco qualificada, o país perde divisas. Muitos comboios abarrotados de dólares e de euros, capazes de gerar bom nível de renda e de renda, fogem dos destinos turísticos brasileiros, desviados para outros lugares mais confortáveis do exterior.

Para reverter a magra situação, o Brasil tem tomado algumas acertadas medidas. Abertura total do capital de companhias aéreas nacionais ao capital estrangeiro, a contragosto da oposição política, dispensa unilateral para turistas dos EUA, Austrália, Japão e Canadá que queiram viajar ao Brasil com finalidades turísticas, de negócios, atividades artísticas ou desportivas ou em casos de interesse nacional, com estada pré-estabelecida de até 90 dias, prorrogável por igual período. O desejo de isentar vistos para estrangeiros não é novidade. É pleito antigo da indústria do turismo nacional que enxerga na atitude a possibilidade de escancarar um longo túnel de moeda estrangeira, principalmente dólar e euro.

Porém, o medo de violar princípios de reciprocidade na política externa, desencorajou presidentes que fugiram da raia para não se comprometerem, caso a decisão desmoronasse. Mas, a medida não foi rejeitada pela Argentina, México, Equador, Colômbia e África do Sul que estão se dando bem com a inovação unilateral. É isso, para se vencer na vida é preciso esbanjar coragem, determinação e peito. Quem sabe, essas medidas não abram portas para vários setores econômicos detonarem. Porém, se cairem no meio da jornada, sobram recursos para dar meia volta e sanar os erros. O ruim é ficar somente protestando, criticando, sem apresentar solução para o problema.

2 Comentários