CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

FOME

Diz a voz popular. Saco vazio não se sustenta em pé. Murcha e cai. O corpo também fala e reclama quando está com fome. Não aceita desobediência se o assunto é fome. Barriga vazia. Senão, o caldo entorna e situações estranhas aparecem no organismo, trazendo complicações para a pessoa. Todo organismo, humano ou animal, precisa se alimentar para manter o corpo em movimento. Gozar de saúde para conservar a vida, sem problemas. Na verdade, a fome não passa de uma necessidade fisiológica. Sinaliza de que pessoa alguma pode deixar de se alimentar. Se acaso não comer algo, matar a fome, surgem estragos no corpo. Traz consequências ruins. Provoca desnutrição, perda de peso, abatimento orgânico, desânimo, limitação da capacidade de movimento, chama doenças. A fome é resultado da falta de comida na mesa e de deficiências públicas.

A fome é originada de diversas causas. Pode ser gerada por instabilidade política, más gestões públicas, carência de recursos naturais, conflitos diversos, guerras devastadoras, deficientes programas agrícolas, subnutrição, disparidades de renda, falta de salário e de epidemias de pragas que atacam a agricultura, dizimando plantações. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), para se manter saudável, cada pessoa deve consumir no mínimo 2500 calorias por dia. Quem tiver a infelicidade de comer abaixo dessa média, corre o risco de ficar subnutrido ou ingressar na lista dos que são atingidos por fome endêmica ou oculta.

Embora as melhorias econômicas, sociais e tecnológicas avancem com o tempo, os órgãos internacionais calculam que mais de um bilhão de pessoas passam fome no mundo. Em 2018, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO) constatou a quantidade 821 milhões de famintos no planeta. Nos países que sustentam uma economia fraca, a fome impera. É o que acontece em muitos países da África, Ásia e também no continente americano. No Brasil, enquanto mais de 32 milhões de pessoas passam fome, existem 65 milhões de famintos que comem mal, bem abaixo do necessário recomendado diariamente. Não têm o que comer em casa, todo dia. Não existe fórmula mágica para combater a fome no mundo. No entanto, o único programa que apresenta condições para matar a fome mundial é aquele que pode contar com dinheiro e muitos recursos disponíveis.

Não importa se o país é rico, tenha boa produção agrícola. Mas, sendo fraco no combate às desigualdades, não elimina a miséria. Não adianta discursar que a fome no Brasil é manobra populista. Afinal, o IBGE mostra com dados frios que a pobreza cresceu no Brasil, no período 2016/2017. Passou de 25,7% para 26,5%. Lamentável situação que apenas o Bolsa Família, contaminado de corruptos, não resolve. Por causa da escassez de alimentos, causada por uma série de fatores que não desaparecem como seca, pragas de insetos, doenças agrícolas, instabilidade política, precários programas agrícolas, a ingrata estrutura fundiária que alimenta a famigerada indústria da seca, a péssima distribuição de renda, a perpetuação de interesses políticos e o injusto acesso aos recursos produtivos, o panorama não se altera. São estes repetitivos itens que fazem o Brasil, um país rico de recursos naturais, curtir as desigualdades e o crescente problema da fome.

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O bitcoin, a moeda virtual, chegou para ficar. Agitar as transações monetárias através da internet. Desde o seu aparecimento no mercado internacional, em 2009, o bitcoin, o BTC, faz sucesso também no Brasil. Por ser uma moeda digital, supervalorizada, barata, segura e lucrativa, é usada nas transações online ao redor do mundo. Por ser ágil, virou mania entre os especuladores, que anonimamente movimentam altos valores, livres do controle de bancos ou de um órgão regulador. Graças, evidentemente, à avançada tecnologia utilizada nas operações. O desemprego, que baixa o padrão de vida das famílias, é a chama para o nego entrar neste novo tipo de mercado financeiro. Conseguir uma viração. Trabalhar em casa, pela internet, com a utilização de programas de afiliados, mercado de infoprodutos ou de lojas virtuais. No entanto, um detalhe para evitar o marinheiro de primeira viagem cair em armadilhas. Proceda com fez Satoshi Nakamoto, o criador do bitcoin, o pai da carteira virtual que, utilizando conhecimentos de matemática, bolou este sistema de pagamento eletrônico.

Estima-se que no período entre 2011 e 2017, as transações de bitcoin feitas no Brasil tenham superado a marca de 2,18 bilhões de reais. Também pudera, cada bitcoin em 2017, valia 2740 dólares e com o tempo valorizou-se. Motivado por vários fatores. A principal foi a estabilidade da moeda americana, na era Trump. Tem brasileiro que por acreditar na magia desse mercado financeiro global, apesar de representar altos riscos para quem não manja de certas dicas, investiu uma determinada quantia e acabou faturando um bom lucro. Porém teve investidor que entrou pelo cano. Para participar das transações de bitcoin basta baixar um aplicativo no computador ou no smartphone, cumprir as regras da carteira virtual e ficar atento às movimentações de mercado. Ficar atento às orientações de especialistas de mercado financeiro para não dançar. Uma coisa é certa, se dormir nas operações, o bicho pega. Arranca tudo.

Muitos dos usuários do mercado de bitcoin entraram no jogo sem conhecer as regras. Manjar dos detalhes técnicos. Porém, após instalar endereços de carteiras no computador ou no smartphone, com a garantia da criptografia, via chave privada, as transações começam a aparecer e, posteriormente são confirmadas através de uma movimentação conhecida por mineração. Quando então, o sistema de consenso confirma as transações. Tudo eletronicamente, sem ninguém para intermediar as transações, via rede mundial de computadores, que na opinião de estudiosos, o BTC deve desaparecer no ano de 2140. No Brasil, pelo menos, por ser uma praça ainda desconhecida no ramo, existem inconvenientes. A pequena aceitação da moeda, o baixo domínio, a fraca infraestrutura, os possíveis ataques de hackers e de vírus e a frequente oscilação da moeda tem feito muito aplicador chorar o leite derramado.

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Com o passar do tempo surgem relatos sobre a existência de muitos estados, particularmente prefeituras enfrentando crises. Apertadas com graves problemas financeiros. Sem ter como fechar as contas, sob a simples alegação de queda nas receitas, causada por alguns detalhes. Redução da atividade econômica brasileira, orçamentos apertados com a folha de pessoal e com os pagamentos de encargos financeiros à União. Com base nesses argumentos, então, nem milagre salva os prefeitos enrolados em dívidas que, inexpressivos, repetem o deslize apurado em pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Municípios-CNM que constatou a convicção de que muitas prefeituras vão fechar mais um ano no vermelho. Com as contas desequilibradas no balanço financeiro. Segundo os gestores, a falta de receita impede honrar os compromissos. Pelo visto, os atuais gestores, cujos mandatos se encerram em 2020, provavelmente não terão condições de transferir para os futuros prefeitos reservas de caixa para garantir, pelo menos, o pagamento de despesas já autorizadas nesta gestão. Correndo o risco de sofrer penalidade por descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, no item transparência, e também de atropelar a Lei de Crimes Fiscais.

No ano que passou, quase 2 mil municípios se enquadraram nesta terrível situação. Deixaram de pagar fornecedores, atrasaram salários dos funcionários, empurraram o décimo terceiro para outro período futuro. A crise não é nova. Nem começou ontem. O início desse problemão se deu em 1985, quando foram criados, aleatoriamente, muitos novos municípios. Sem nenhuma cobertura contábil e jurídica. Tudo feito na base da politicagem. A doidera se estendeu até o ano de 2003, quando os dados comprovam terem sido criados exatamente, em apenas duas décadas, 1.450 novos municípios. O que mais pesou foi a falta de responsabilidade política para criação de novos municípios, sem se preocupar com os meios econômicos próprios para sustentar, financeiramente, uma estrutura administrativa à altura. Sem esse critério, a responsabilidade passou para os cofres da União que, inclusive não se pronunciou sobre a contratação irregular de apadrinhados sob a aprovação de correligionários de partidos que estavam no comando do país que visavam apenas garantir reeleições. Como de fato aconteceu. A irresponsável decisão foi a causa que fez a quantidade de servidores municipais duplicar. Crescer mais de 60%, até o ano de 2016.

Na Bahia, 168 prefeitos teriam confessado que transferiram débitos para anos posteriores a 2018. Outros tiveram a petulância de reconhecer que a prefeitura sob sua gestão está quebrada. Esfacelada financeiramente. Sem recurso algum no caixa. Evidente que para tudo tem exceção. Enquanto a maioria das prefeituras reconheceram a inadimplência, a falência, outras garantem estar com a situação financeira equilibrada. Sem apresentar dor de cabeça para os gestores. Em 2014, 17 dos 26 estados também fecharam as contas justamente dentro do risco da Lei de Responsabilidade Fiscal. Ultrapassarndo os limites percentuais da receita corrente líquida, criados em 2014 que estabelece três esquemas fundamentais. Alerta, prudencial e máximo.

Com estes parâmetros negativos, se encontravam na época, os estados do Piauí, Alagoas, Paraíba e Sergipe. Aliás, as desonerações fiscais massacram as contas públicas. De 2008 a 2013, os estados receberam menos de R$ 229 bilhões. Faltou planejamento, tanto estadual quanto municipal. Desobedeceram ao que está escrito na Constituição sobre o Fundo de Participação dos Estados (FPE) e o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Contudo, as causas que levaram o estado do Rio de Janeiro à falência são exemplares. Os excessivos gastos com os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo, a má gestão de recursos públicos, a queda na arrecadação de royalties de petróleo e, especialmente a falta de órgão capaz de exercer uma severa fiscalização e denunciar os maus exemplos que agora pipocam a todo instante.

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

SINDICATOS

Foi a industrialização, iniciada na Inglaterra no século 18, que apresentou o sindicato para a classe trabalhadora. A finalidade da corporação era defender o trabalhador, dentro de suas especialidades nos campos profissional, econômico, social e político. Desde então, compete ao sindicato responder diretamente pelos acordos coletivos, entrar com ações na Justiça, quando necessário, na defesa do associado, orientar e acompanhar os associados nas dúvidas trabalhistas, trabalhar no lado social, promovendo a interação das classes, montar plantão permanente no acompanhamento do salário e horário de expediente. Para se manter ativo, o sindicato é mantido pelas contribuições dos associados. No entanto, depois que tornaram a contribuição sindical facultativa, o sindicalista paga se quiser, os associados eram felizes e não sabiam porque a tendência do enfraqueceram.

No Brasil, o sindicato foi regulamentado em 1930. Entrou em vigor o imposto sindical. No ano de 1964, o sindicato perdeu força. Sofreu repressão. Com a ditadura, a associação sofreu dois duros golpes. A Lei de Greve apertou as manifestações, trocaram a estabilidade pelo FGTS. Mas, apesar das limitações, estourou uma greve de arrombar em Osasco, São Paulo. Os comandos sindicais eram corajosos, enfrentavam a barra pesada. Não tinham medo de cara feia e nem de fardas. Todavia, com o passar do tempo, as coisas mudaram. Depois da extinção da obrigatoriedade do imposto sindical, em 2017, os sindicatos enfraqueceram. Perderam a ousadia e a autonomia. A lei força os dirigentes sindicais a se curvarem diante das circunstancias atuais, especialmente após entrar em vigor a terceirização nas empresas que obriga o terceirizado a usar uniforme e se submeter as ordens do chefe imediato. Quem é desse tempo, lembra da garra do Sindicato Solidariedade, uma federação sindical que, que, sob a liderança do eletricista do estaleiro, Lech Walesa, Prêmio Nobel da Paz, em 1983, e Presidente da Polônia em 1990, representava 9,5 milhões de associados. A federação polaca nasceu nos Estaleiros de Gdansk, Polônia, em 1979. Nas manifestações de protesto, o Solidariedade não abria nem pro trem. Enquanto pode, o objetivo do Solidariedade era conseguir conquistas trabalhistas. Obter melhores condições de vida.

O que enfraqueceu o mundo sindicalista brasileiro foi o aparecimento de muitos sindicatos. A subdivisão de classes. A quantidade cresceu tanto que atualmente passa de 18 mil organizações representativas. O excesso de sindicatos enfraquece as lutas pelas categorias de trabalhadores. Realmente, o fim do imposto sindical foi uma paulada nos sindicatos. Doravante, com a queda na arrecadação e a elevação de custeio, a tendência dos sindicatos no Brasil é enfraquecer, amarelar nas lutas. Curvar-se diante da superioridade do empresariado e do reduzido poderio financeiro dos sindicatos.

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O brasileiro começa a se preocupar com os estragos provocados pelo avanço do mar. A cada ano, surgem novas áreas danificadas nas áreas costeiras. Tanto no Sudeste, quanto no Nordeste do país. No Rio de Janeiro, o desmoronamento do calçadão da Praia da Macumba, no Recreio dos Bandeirantes, mostra que falta empenho do poder público para evitar que a atuação da Natureza destrua pavimentos por causa de falhas estruturais. Os 600 metros derrubados do calçadão da praia que expulsaram ciclistas, demoliram quiosques e derrubaram coqueiros, aflige os moradores de casas e apartamentos do bairro. Na Praia do Tombo, no Guarujá, Baixada Santista, a ressaca derrubou um barranco, estragou parte da rua local. Por sua vez, o Norte e o Nordeste também não escapam da fúria do mar. A cada ano, toda vez que o mar avança, as regiões perdem cinco metros de praias por causa da erosão.

No Rio Grande do Norte, mais precisamente no litoral norte do Estado, os pescadores das praias de Muriú, Touros e Caiçara do Norte sofrem com a fúria do mar. Porém, no litoral Sul rio-grandense, o mar revolto também causa destruição. Em Barra de Cunhaú, na cidade de Canguaretama, distante 75 quilômetros de Natal, capital potiguar, exatamente no local onde o mar e o rio se encontram, o mar comeu 200 metros de faixa de areia. Na área, enquanto a aflição perturba 3 mil residentes, com medo de catástrofe, muitos moradores preferiram dar no pé. Foram procurar abrigo em local seguro. No Recife, Olinda e Paulista, três municípios do litoral pernambucano, o mar não perdoa. Tem engolido faixas de praias. Nem os sacos de areia, colocados estrategicamente, barram a fúria marinha.

O prejuízo para moradores e comerciantes potiguares e pernambucanos é enorme. As causas de tanta destruição são atribuídas ao acúmulo de sedimentos na beira de rios. Embora assustadoras, as cenas da ressaca marinha, avançando contra a praia e recuando em seguida, são impressionantes. Enfim, o fenômeno natural acontece em boa parte da costa brasileira, composta por 17 Estados banhados pelo oceano Atlântico. O que encabula é a alteração do mapa do litoral brasileiro depois que o mar avança e recua nas praias. Os estuários, os manguezais e a pequena formação da plataforma continental de Alagoas, por serem invadidos de sedimentos que, aliados ao crescimento de recifes, agitam o mar. Fragilizam a costa alagoana. O que amedronta é a redução de areia acabar com algumas praias do litoral brasileiro. As mudanças climáticas e a repetição de muitas tempestades são responsáveis pela agitação marítima. Resultado da destruição ambiental e do aquecimento global.

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De uns tempos pra cá, a violência urbana cresceu no território brasileiro. Parece estar acima da lei e da ordem pública. A frequência de assaltos, assassinatos, o tráfico de drogas e a violência doméstica enfurecem a sociedade. Os especialistas atribuem o crescimento da violência urbana à desorganização do crescimento urbano, causado principalmente pelo êxodo rural, o desemprego, a carência de moradia, a desqualificada educação, a precária infraestrutura e os eternos problemas sociais. Palpitantes assuntos para incentivar as crises e o desajuste familiar. Acentuar a marginalização. Outro fator quem não pode ser desconsiderado no caso é o fato de nos centros metropolitanos, o sujeito representar apenas um número. Significa mais um habitante desconhecido na longa lista de residentes a dificultar a aproximação, o relacionamento social, o respeito e a consideração.

As antigas crises econômicas, não resolvidas, mas, politicamente maquiadas e empurradas com a barriga pra frente, somadas às dificuldades financeiras e desigualdades, estimulam a corrupção, o vandalismo, os roubos, os homicídios e o vício das drogas. A pobreza tem de ser combatida com veemência. Não pode ser tratada apenas como ponto de apoio eleitoreiro. Garantindo reeleições. Embora não seja a principal causa da violência, mas a pobreza, a favelização e a segregação social estimulam a criminalidade. Segundo o IBGE, em 2010, existiam 6.329 favelas no país. Imagine a quantidade de favelas atualmente. Como resultado do abandono pelo Estado.

O que empurra a violência urbana para os intoleráveis índices é a crítica formação do povo brasileiro. Descendente direto dos regimes escravista e autoritário, desde pequena, a criança convive com os exemplos de desigualdade racial e econômica. Com a divisão de classes. Os ricos pra lá, vivendo no bem bom dos melhores bairros, os pobres pra cá, comprimidos na periferia, atordoados de problemas. Os dados são claros. A década de 80 foi o marco inicial para a explosão da violência. O disparo para a delinquência desenfreada. No entanto, a precariedade do sistema prisional que perdeu a função de ressocialização, contribuiu também para fomentar a violência urbana. Até o machismo elevou as agressões contra a mulher. A realidade está expressa nas ocorrências. Em 2017, 2,4 milhões de mulheres sofreram um tipo de agressão. Situação que nem a Lei Maria da Penha consegue barrar, reduzir a fúria doméstica, que assusta, impressiona, atormenta. Deixa a sociedade em polvorosa. Temendo alguém próximo ser vítima da raiva urbana.

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

DESMATAMENTO

O desmatamento é o assassino das florestas. O malvado dos recursos naturais. Insano, o homem, na maioria dos casos, não pode ver uma árvore bonita, frondosa, viçosa, em pé que pensa logo em derrubar, desflorestar, eliminar o espaço verde das matas. O sonho de ganhar dinheiro com o desmatamento virou comércio. Lucrativa atividade com objetivos definidos. Aumenta a agropecuária e as pastagens para o gado, valoriza a pecuária, favorece a mineração, aquece o mercado das queimadas, atende os interesses dos urbanizadores. A cada ano a cobertura vegetal do Brasil diminui. Desaparece savanas, pradarias e o cerrado, levando para o espaço toda espécie de vida local com a extinção da área. A cultura afirma que o desmatamento surgiu, por necessidade, na época da pré-história. Mas, com a Revolução Industrial o desaparecimento das florestas temperadas do Hemisfério Norte acelerou-se. Ganhou velocidade. Representa o começo da agressão à economia.

Quem desmata florestas não se preocupa com o prejuízo causado aos ecossistemas. Não se toca com a repercussão do impacto ambiental. Não imagina que as florestas exercem benéficas missões. Purifica o ar, oxigena a atmosfera, regula o clima e o regime de chuvas, protege o solo, evita a erosão, preserva rios e nascentes, limpa a sujeira da água doce, afasta a desertificação. A industrialização acendeu a vontade do homem em faturar com a venda de madeira, o fornecimento de substâncias medicinais e a comercialização de frutos e fibras. O contingente de pessoas que depende da aditividade do desmatamento de florestas é enorme. Cresce sempre. Atualmente passa de um bilhão de intgrantes. Até os índios estão metidos no negócio, pouco se lixando se causam desequilíbrios ambientais. Segundo estimativas, desde a derrubada da primeira árvore, o mundo já perdeu quase a metade das florestas que existiam na face da Terra.

No Brasil, o desmatamento acontece desde o tempo do ronca. A prática é velha pra chuchu. Foram os portugueses que trouxeram a mania de devastar matas. A maior vítima das derrubadas, dentre os seis tipos de florestas, é a Mata Atlântica. Toda vez que a sociedade pensa em ocupação, derruba árvores. Atualmente, estimam haver somente 7% da vegetação do tempo do descobrimento, cuja extensão cobria 17 estados e abriga 72% da população brasileira. Para se mensurar a importância da Mata Atlântica, basta observar a riqueza do local. A Mata Atlântica conserva mais de 20 mil espécies de plantas, 298 espécies de mamíferos, 992 de aves, 200 de répteis, 370 de anfíbios e 350 de peixes. Agora, imagine constatar que 20% da Floresta Amazônica se transformam rapidamente em áreas privadas. Pelos dados levantados em março passado, acabaram com 67 quilômetros quadrados da Amazônia Legal. A ganância humana devastou florestas no Mato Grosso, Roraima, Amazonas, Rondônia, Pará e Acre.

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Pessoas insensatas e inescrupulosas, por conta de péssimas administrações, afundaram o país na lama. Contaminaram diversas de áreas de porcaria. Pra onde o brasileiro se vira, topa com nojeira, podridão, esculhambação, falta de moral, crises. Evidente que problemas não são exclusividade do país. Afinal, todas as economias, os países potências ou emergentes, enfrentam dificuldades. Mas, acumular pobreza, desigualdades, conviver com corrupção, quadrilhas de ladrões, violência, injustiças, parcialidade judicial, sofrer com impostos de arrombar, carência de infraestrutura, saúde pública debilitada, educação desqualificada, insegurança e cultura salgada parece ser exclusividade do Brasil. É muita bala para infernizar a ordem e a paz interna. Intranquilizar as pessoas de bem. Desde que o país passou a ser leiloado para os partidos políticos, a devassidão e a desgraceira rolam por todos os cantos. Descaradamente.

Ora, se os brasileiros de fibra não suportam tanta desarrumação e bagunça, imagine os gringos que ao pisarem em solo brasileiro são obrigados a ouvir e conviver com som alto, principalmente durante as madrugadas, gerando discórdias e brigas, agressividade gratuita, egoísmo acentuado, desrespeito em todos os níveis, malandragem no serviço, arrogância nas ruas e nas filas de ônibus. Daí a fama do brasileiro não ser chegado a leis. No trânsito, nos estádios de futebol é normal cada motorista, cada motoqueiro, cada torcedor seguir as suas próprias normas e convicções. Sem perceber, a população lida costumeiramente com serviços de eletricidade e internet de baixa qualidade, toma água mineral engarrafada porque a da torneira é desaconselhável. Não recebe o devido tratamento durante o consumo. Agora, reclamar, adianta? Por acaso tem alguém disposto a ouvir e providenciar as reclamações neste país acumulado de desorganização?

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A necessidade muda costumes, altera opiniões, modifica teorias. É a lei da natureza que obriga a humanidade a se adaptar, sem reclamar. Considerada uma das mais antigas e tradicionais culturas do mundo, o povo árabe é conservador. As pessoas são trancadas e reservadas. Não gostam de se abrir para estranhos. Preferem guardar a privacidade entre quatro paredes. A história registra que a convivência entre palestinos e judeus é cheia de conflitos. Rodeada de tensão que ultrapassa os 1400 anos. Os árabes adotam religiões diferentes. Uns são cristãos. Outros seguem o judaísmo. No entanto, a maior parte da população é muçulmana.

No entanto, em 2019, as mulheres árabes e judias resolveram marchar unidas em busca da paz. A última caminhada sob a bandeira da “Jornada para a Paz” reuniu milhares de mulheres, próximo ao Mar Morto. Os grupos percorreram o trecho entre a Cisjordânia e Jerusalém no intuito de solicitar aos líderes dos dois países o acordo sobre o entendimento, visando pôr fim à discórdia. Reiniciando o diálogo interrompido desde 2014. Quem promoveu a caminhada foi a ONG Women Wage Peace com o objetivo de abrir espaço, além do sonho de paz, para a mulher árabe obter representação nas negociações.

Foi bonito ver cerca de 4,5 mil mães cristãs, muçulmanas e judias, com sorriso no rosto, marchar de mãos dadas e conduzindo cartazes com mensagens escritas em inglês, árabe e hebraico exigindo um acordo político, onde o pedido fundamental abrangia três desejos. Paz, segurança e igualdade. O fato marcante da manifestação, que terminou na cidade de Jerusalém, foi constatar que no meio de registros de violência na região, as mulheres árabes e judias sonham com a possibilidade de haver paz entre israelenses e palestinos. Numa confirmação de que havendo oportunidade, as pessoas preferem viver em harmonia a ficar escravizado por ondas de radicalismo que segue os caminhos do extremismo, da força e da intransigência.

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Nos momentos decisivos, o Parlamento brasileiro exerceu importante papel. Na construção da democracia do país, os deputados agiram com denodo, tanto na fase do Império como na República. Em 1821, o país elegeu os primeiros deputados. Dos 97 deputados eleitos, somando os suplentes, apenas 51 tomam assento na Corte Constituinte para instalar a democracia nacional. Atualmente, a estrutura parlamentar é formada por 594 mandatários. Sendo 81 senadores e 513 deputados. Todavia, como ao longo das legislaturas os parlamentares têm colocado as manguinhas de fora, desviando de função, muitos senadores e deputados foram cassados, sob a obediência das regras constitucionais vigentes, desde 1945. Os últimos cassados foram o senador Delcídio do Amaral-PT (MS), por obstrução de Justiça, e o deputado federal Eduardo Cunha, do PMDB (RJ), por quebra de decoro parlamentar. Ambos em 2016.

Em 2019, o Congresso Nacional iniciou a nova etapa da redemocratização brasileira. Sofreu rigorosa alteração. Tradicionais partidos políticos desapareceram, surgiram novas siglas para trabalhar nas cortes legislativas. Na Câmara, somente 49% dos deputados se reelegeram. No Senado, apenas 8 dos 32 que lutaram por novo mandato assumiram um assento na Casa. Em síntese, o Congresso está de cara nova. Muitos novatos integram o Parlamento. Todavia, não perdeu o timbre conservador. A turbulência do passado não acabou. Cheio de vilões, mocinhos e traidores, o Congresso anda desacreditado. Recebe muitas críticas. Protegido pelo manto da impunidade, tem parlamentar sujando a imagem da Casa. Outrora respeitadíssima.

Também pudera. O Congresso agigantou-se de excessos. Conforme dados de março, na Câmara trabalham 13.299 entre servidores concursados, ocupantes de cargos de natureza especial e secretários parlamentares, no total de quase 9 mil assessores. Fora os terceirizados. Cada deputado pode contratar até 25 secretários parlamentar. Considerando a média nacional, o salário na Câmara é bom. Varia de R$ 1.025,12, o menor nível, até R$ 31.536,03 paga a técnicos e analistas legislativos. Na Senado, apesar de menor, o cenário de exorbitância impressiona. São quase 10 mil servidores. Tem senador que emprega 54 comissionados. O salário de chefe de gabinete chega a R$ 28 mil. Mas, impressionante é o salário do parlamentar. Somando os benefícios, compreendidos entre salário, cotão, auxílio moradia e verbas de gabinete, o total marca mais de R$ 159 mil. É muito dinheiro para pouco resultado. Exagerado abuso de poder. Fruto de muitos incompetentes usando a tribuna para falar apenas besteira. Arrotar hipocrisia. Fantasiados de falsas personalidades e aparentes representantes da sociedade, os parlamentares transformam o Congresso, a Casa do povo, numa verdadeira arena de falsas personalidades, vestindo grosseiras fantasias. Todavia, pra mudar a imagem, sair do negativismo para o lado da hombridade, compete ao povo, saber votar. Escolher bem o candidato.

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

ESCÂNDALOS

Existem denúncias de que no período da redemocratização, em 1983, foram desviados empréstimos da Caixa Econômica para determinados grupos privados, amigos. A mídia soube e penetrou nos meandros das irregularidades para revelar a podridão. Por sua vez, o Ministério Público e o interesse popular, também resolveram agir até chegar aos escândalos políticos. Em 2010, denunciaram seis escândalos. Um de autoria do PSDB e cinco deles praticados pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Todavia, foi em 2014 que estourou a roubalheira na Petrobrás. Graças à intervenção da Operação Lava Jato, a Polícia Federal pegou muita gente de calça curta. No rolo, estavam envolvidos agentes públicos, políticos, executivos, famosas construtoras e inúmeros “laranjas”. A PF descobriu que a Petrobrás fechava empreitadas com licitações fraudulentas. Em acordos mútuos, as construtoras combinavam jogadas para superfaturar as obras. Com o apurado, pagavam gordas propinas a graduados da estatal petrolífera, cujo prejuízo provocado pela corrupção foi estimado em R$ 10 bilhões.

Em Pernambuco, a Refinaria Abreu e Lima teve o projeto lançado em 2005 com o preço de R$ 2,5 bilhões. Com os costumeiros entraves políticos, a construção só começou em 2007. Prestes a completar quatro anos de operação, a Rnest não foi concluída. Com tantas paralisações, a obra atualmente está avaliada em R$ 17,8 bilhões. Como não pode parar, opera com a metade d capacidade de operação. Apesar de ser conceituada como a refinaria mais moderna do país, construída com tecnologia nacional, a irresponsabilidade e os joguetes políticos balançaram o coreto da Petrobrás.

Sem poder fazer nada, o pais paga pelo ilícito que não cometeu. Embora seja vítima das falcatruas. Mas, vibra com a prisão do bando de corruptos que se juntou a ex-presidente, ex-governadores, ex-deputados, ex-conselheiros do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, poderosos políticos e renomados empresários que se encontram guardados no xilindró. Na plateia, o povo torce para ver a fila andar mais depressa porque o jogo não acabou. Continua em outros campos. Existem 80 projetos anticorrupção engavetados no Legislativo federal que renovam a esperança do brasileiro em sonhar com o fim da bandalheira. Almeja diminuir a roubalheira que sugou os cofres públicos do país. Embora seja utopia pensar no desaparecimento da corrupção no serviço público. Mas, sonhar não é crime. Desde que o julgamento prossiga nas mãos de magistrados de fé e não descontinuidade.

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Não é segredo, o ensino público brasileiro é desqualificado. O professor é desvalorizado, o salário é vergonhoso, desestimulante, a atualização de currículos dos docentes não existe, os edifícios escolares são mal projetados por falta de investimento na área. Nas escolas da periferia a insegurança é precária, dificilmente tem biblioteca e equipamentos esportivos, além de serem administradas por gestores despreparados. Sem fiscalização, os alunos perdem o estímulo de estudar, fazer excelentes provas, garantir boas, sem a necessidade de filar. Daí ser fácil encontrar aluno com crítico conhecimento de Matemática e Português. As deficiências são tão intrínsecas que nem o Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb) detecta. Por sua vez, como os estados e municípios não querer perder tempo em diagnosticar o problema, as deficiências aumentam e se alastram na educação brasileira.

Depois que os pais resolveram investir nos filhos apenas em áreas que garantam bom salário no futuro, em vez de lutar pelo preparo intelectual, o nível de aprendizagem e de conhecimentos caiu e muito. O que faz impactar sobre a falta de vocação do estudante brasileiro para os estudos. Quem ousar insistir pelo modo contrário, será esquecido e tachado de “metido” nos assuntos dos outros. As escolas de qualidades diminuem. As que existem, destinam-se a atender a classe dos ricos, dos“abonados” que podem pagar caras mensalidades nas escolas particulares que realmente oferecem bons ensinamentos didáticos. Outro sério problema vivenciado pela juventude da classe menos favorecia relaciona-se a um problema Constitucional. Na Constituição está bem claro. Educação é um direito social. Este item evidencia que estudar não se trata de uma necessidade fundamental para garantir um futuro melhor à garotada. Não enfoca, por questão de mentalidade, que a educação, inclusive a pública, tem objetivos definidos. Proporcionar conhecimentos, desenvolver habilidade intelectual ou manual para ajudar no desenvolvimento econômico e social do país.

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A curiosidade impressiona. Desperta atenção em saber porque tem curiosidade mais interessante do que a outra. O Mar Morto, localizado entre a Jordânia, Israel e a Cisjordânia, e comentado no mundo inteiro, não passa de um lago com água salgada. Ao contrário dos demais que existem por aí. Por ser mais salgado do que o oceano, o Mar Morto atrai, inclusive a atenção da ciência. Curiosos por descobrir a razão das propriedades curativas e de evitar que a pessoa afunde, fique flutuando na superfície, cientistas não se cansam de analisar os efeitos da água do Mar Morto. Descobertas recentes apontam que os cristais de sal que se acumulam nas profundezas do lago salgado, formam depósitos de sal. Desde 1979, o fundo, causa dois fenômenos. Os cristais saltam na água do mar que tem a água desviada. Então, com menos quantidade de água no lago, sobram cristais de sal.

O acúmulo de sal causa dois fenômenos. Os cristais saltam da camada superior do lago para o leito do lago que cresce a cada ano, dando a impressão de nevar sal, contrariando as leis da física. As ondas do mar geram “dedos salgados” que se estreitam sobre o leito do lago.

Apesar de diminutos, os dedos quando descem para o fundo, formam estruturas crescentes na superfície. Daí a explicação do Mar Morto vir se tornando mais salgado ainda. A formação das duas camadas. A superior, na superfície, mais densa e quente, e a inferior, logo abaixo, menos densa e mais fria. Quando o Sol aquece a superfície, a água evapora. Deixa, então a superfície mais quente e bem mais salgada. A neve formada pelo calor é resultado da densidade da água que não se mistura. Na medida em que esfria, fica menos salgada, aí forma os cristais e empurra para o fundo do lago.

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Incrível, uma coisa que não se sustenta em pé, vive em queda constante, atacado de fraqueza, é o PIB nacional. Pela 19ª semana seguida, de tanto balançar, feito vara fina e verde, o Produto Interno Bruto, tem a projeção de crescimento encurtada. Fica menor. O país, entrincheirado no meio de muita podridão que lhe roubam, perde a sustentabilidade. Comete pecados. Concede indulto a corrupto, mantem o fórum privilegiado, uma injustiça com o povo, não se esforça de jeito algum para endurecer as leis. Comprovadamente fracas. Daí a subtração de recursos. A frequência de fraudes, a coragem da rataiada em devorar o patrimônio nacional.

As causas que vem derrubando a projeção do PIB, mostram os motivos das previsões de crescimento do mercado financeiro decrescer, sofrer consequências do passado que reduzem os índices de crescimento da economia. Em abril de 2018, a previsão de mercado registrou 3%, em janeiro de 2019, 2,3%, em maio passado, 1,24%. De acordo com a análise da última previsão, os analistas asseguram apenas 0,82% para julho, em andamento. A se confirmar a taxa realmente está baixa em excesso. A esperança são algumas previsões não se modificarem. A meta central de inflação fechar em 4,25% ou variar até a casa de 5,75%, a Selic, a taxa básica de juros da economia, atualmente fixada em 6,5%, baixar, talvez, para 5,5%, o dólar não ultrapassar os R$ 4,00 planejados, a balança comercial continuar apresentando o resultado positivo previsto para 2019, em torno de US$ 50 bilhões e os investimentos estrangeiros diretos não caírem demais. Para 2019, as projeções preveem US$ 85 bilhões de entrada de capital novo.

O impedimento para a economia não decolar deriva de vários fatores. A queda de preços das commodities, reduz a lucratividade nas exportações, a corrupção afasta os investimentos, a alta de preços na tarifa de energia elétrica, por causa de poucas chuvas no passado, reestruturação da capacidade produtiva, o desemprego e o respectivo endividamento da população, a herança inflacionária, o descontrole fiscal e, sobretudo, o panorama de incertezas. Toda essa desarrumação, que não é de agora, precisa ser varrida do mapa. Mas, como o país ainda não engrenou, não encontrou o Norte, o radar aponta que, por enquanto, a economia ainda vai enfrentar muitos vexames. Para sair dessa encruzilhada, só aprovando as reformas que deveriam vigorar já nos governos anteriores. A esse governo, só compete arrumar o meio de campo que ainda não se entrosou.

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

COMBUSTÍVEL

Embora seja aceito e vendido na Europa com tecnologia de última geração, o veículo elétrico ainda não está acessível no mercado brasileiro, embora existam opções de venda no país. O que invalida as vendas do veículo elétrico em território nacional é o alto preço de venda, puxado pelos caros impostos de importação. Então, em virtude desse impedimento, sobra para o brasileiro a obrigação de comprar carros que utilizam os tradicionais combustíveis vendidos nona praça que utilizam uma mistura de gasolina com álcool. São dois os tipos de combustível. O derivado de combustíveis fósseis e o bioetanol. Dos combustíveis fósseis surgem a gasolina, oriunda de recursos não renováveis, descoberta no início do século 20. O combustível de álcool é obtido pelo uso da cana-de-açúcar, mandioca, batata, milho e beterraba como matéria-prima para a fabricação do produto.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha utilizou o álcool combustível, produzido a partir da batata. Os Estados Unidos, ao contrário, usam o milho para produzir o etanol. Apesar do elevado custo de produção, os “isteites” figuram como o maior produtor desse tipo de biocombustível. O Brasil, permanece como o segundo maior produtor mundial de álcool combustível, atrás dos Estados Unidos, utilizando como matéria prima a cana de açúcar, cujas usinas de moagem ficam concentradas no Nordeste e na região do Centro-Sul. Predominam no mercado automotivo, os veículos leves fabricados para trabalhar com o motor flex, onde o etanol entra na combustão do motor, desde 2003. Tanto que nos Estados Unidos, Brasil e Europa, com destaque para a Suécia, circulam milhares de carros flexíveis consumindo o etanol como combustível.

Combustível é a substância que, através do contato com o oxigênio, libera energia. A energia pode aparecer sob a forma de calor, chamas e gases. Dentre as substâncias mais comuns utilizadas como combustível estão o carvão, a madeira e a turfa. O carvão é reservado para as caldeiras. Já a madeira e a turfa destinam-se a aquecer os ambientes doméstico e industrial. No passado, as locomotivas queimavam madeira para gerar energia. Aliás, a combustão da madeira foi usada pela primeira vez há dois milhões de anos, posteriormente substituída pelo carvão vegetal. Acontece que, em virtude do desmatamento de florestas europeias verificado a partir do século 18, surgiram automaticamente a substituição sucessiva por outros tipos de combustíveis, como os de origem animal e mineral. Considerados fósseis, os combustíveis minerais, incluídos os gasosos, tipo gás natural ou GLP, indicados como combustíveis reservas para os momentos de escassez, são explorados na forma de gasolina, óleos diesel e querosene que passaram a ser consumidos pelos motores de combustão interna. Porém, diante do largo consumo, poucas reservas e elevado custo de produção, A ciência prevê que os combustíveis fósseis deverão ser extintos até o ano de 2025. Época em que os veículos elétricos, por serem baratos, vão predominar no mercado automotivo.

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Queira ou não, os países de primeiro mundo, consideradas potências, não se misturam com as economias emergentes, em processo de desenvolvimento. Por um simples motivo. Agem de modo bem diferente. Enquanto as nações desenvolvidas costumam valorizar os profissionais, os técnicos, os países atrasados não gostam de dispensar atenção a quem exerce uma profissão. Tem qualificação profissional. Na Alemanha, por exemplo, que não se guia pelas ideologias populistas, mas segue uma diretriz política/social vigorando há duzentos anos, o professor, como executa uma profissão pública, é considerado funcionário público, recebe atençao. Por isso tem valor. É reconhecido como profissional de primeira linha. Como adota um esquema de ensino gratuito desde a 1ª série até a universidade, as escolas alemãs são públicas. Embora existam escolas e universidades privadas destinadas exclusivamente às altas camadas sociais, as ricas, que podem pagar caras mensalidades. Nas universidades públicas da Alemanha, o estudante paga um preço simbólico mensal que lhe garante semestralmente transporte livre, seguro saúde, biblioteca, restaurante e equipamentos esportivos.

Dependendo do local de trabalho, evidentemente, o docente alemão goza de estabilidade profissional e financeira. É vacinado contra crises. O bom em ser professor na Alemanha é poder espichar o salário, desde que comprove ter mais de 15 anos dedicados ao ensino e apresente excelente experiência profissional. Lógico que existem as exceções. Dependendo da região onde o professor é lotado. Pra começo de conversa, para ser um educador ou educadora de creche, o professor germano é obrigado a comprovar formação técnica de no mínimo três anos de duração de curso. Mesmo ser tem graduação universitária. Já nas universidades, a estrutura salarial de um docente é diferente. Depende de acordo tarifário estadual.

No Brasil, ser professor é questionável. Apesar do país possuir 8 mil cursos de licenciatura na área educacional, a formação de professor peca por alguns deslizes. Nem todas as faculdades de formação de docentes tem qualidade. Outra falha diz respeito à atualização dos currículos, raramente solicitada, de modo a assegurar competência e habilidades no exercício da profissão. É desestimulante a procura pelos cursos de docência em virtude de o profissional do ensino ficar preso a currículos altamente burocratas. Sem dar chances ao professor se estender em aperfeiçoamentos, pesquisas, leituras ou troca e conhecimentos com colegas do mesmo nível ou superior. Faz uns 50 anos que a profissão de professor no Brasil é desvalorizada em dois aspectos. O nível salarial é baixo e, socialmente, o mestre não tem valor. Lamentável situação, porque, afinal de contas, o professor pertence à classe dos profissionais que formam a juventude para atuar na política, na economia e na sociedade com determinação e conhecimento de causa. Impressiona acompanhar o excesso de candidatos a vagas no curso de medicina. Enquanto sobram vagas nos cursos de Pedagogia e Licenciaturas, geralmente desprezadas.

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Incomoda ver a política gastar bilhões nas campanhas eleitorais, na comilança em mordomias e benefícios e não sobrar um níquel sequer, nem a boa vontade dos candidatos e atuais parlamentares para suprir a carência nos hospitais públicos. Insatisfeitos com os descasos, e a obrigação de chegar de madrugada para tentar a sorte na fila, quando não dormem ao relento no chão, os pacientes reclamam, com razão, contra a dificuldade para marcar exames, obter consultas ou ser internado. No hospital Pelópidas Silveira, no Curado, Recife, uma paciente teve de aguardar sete meses para conseguir vaga. Enquanto isso, o ministro da Saúde, da época, comentou sobre o excesso de hospitais no Brasil. Segundo o ex-ministro, 1.500 hospitais seriam suficientes para cuidar da saúde pública no país. Sem atropelos. Mas, a falta de gestão atrapalha a estrutura hospitalar.

Até as unidades básicas de pronto atendimento servem de moeda de troca para a política explorar a seu bel prazer o descalabro na saúde. Sem lembrado nas horas de precisão. Quanto maior a fila, melhor é a chance de conseguir votos para a reeleição. Na visão dos gestores da Saúde brasileira, lamentável é observar um paciente ocupar um leito sem, no entanto, usar o tomógrafo, a ressonância magnética e o centro cirúrgico de um hospital público disponíveis, que sem uso, ficam parados. Enquanto dezenas de pacientes passam horas deitados em macas improvisadas nos corredores hospitalares, reclamando a falta de atendimento, equipamentos médicos ficam parados com defeito, esperando bom tempo pelo conserto. Situação perfeitamente desconhecida nos bastidores pelos administradores da saúde pública.

Tudo bem que o Sistema Único de Saúde, quando bem executado apresenta resultados. Justamente porque o SUS foi criado com esta finalidade. Resolver as dificuldades, reparar os erros, eliminar as deficiências na saúde oferecida ao povo. Não é mole deixar 75% da população brasileira dependente de um serviço de saúde deficiente e precário. Apesar do país investir mais de R$ 103 bilhões por ano. Sabe-se que apenas 25% da sociedade, por ter dinheiro, tem condições de pagar consultas e exames à vista nos consultórios e laboratórios médicos ou pagar caros planos de saúde, gozam de outro tipo de atendimento na saúde privada. Na saúde suplementar, cuja receita chega bem próxima, pelo menos os últimos dados revelam que na saúde privada os pacientes investem R$ 90,5 bilhões anuais. Relata o Conselho Federal de Medicina que o contingente médico brasileiro, depois da abertura de novas faculdades de medicina, a partida da década de 70, registra mais de 450 mil médicos em atuação no país para atender a população que se danou a envelhecer mais depressa. O problema é a concentração de médicos em centros evoluídos, desprezando o interior, sempre carente de tudo. Uma questão encabula. No preceito defendido pela Organização Mundial de Saúde, órgão integrante da ONU, que recomenda ser imprescindível a presença de um médico para cada mil habitantes da localidade. O Brasil, atualmente, dispõe de 2,11 médicos para cada mil habitantes. Então. alguma coisa tá errada. Tá, não?

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Todo governo que se preza, pensa no coletivo. Mas, quando tem segundas intenções, o executivo tenta enrolar para não perder o espaço na mídia. Doido por manchetes. No entanto, por mais que planeje trabalhar pelo país, em prol do social, o gestor tem de se agarrar ao orçamento. Quando dispõe de recursos suficientes, dá para investir no essencial. Infraestrutura, saúde e educação. Todavia, quando o caixa público anda meio liso, por incompetência administrativa, o executivo tem de escolher onde aplicar o dinheiro para não iludir o povo. Não enganar. Infelizmente, nos últimos governos, as despesas públicas cresceram demais, o desperdício agigantou-se por conta de exageradas gastanças, forçando o dinheiro público sumir, desaparecer. Por outro lado, a pesada carga tributária comprime a arrecadação, baixa o investimento, corrói a massa salarial e o consumo. Em consequência, o resultado não poderia ser diferente, senão travar a economia, produzir estagnação, paralisar obras, reduzir as políticas públicas. Avolumar as necessidades.

Como a desgraça não aparece repentinamente, da noite pro dia, o Brasil entrou em parafuso. Ver tudo bagunçado. Desordenado, fora do trilho. Faz tempo. Como não gosta de perder oportunidades, a oposição aproveita a ocasião para se mostrar. Sai da toca, manda brasa, senta a pua, critica tudo de errado, como se seus representantes fossem a salvação da lavoura. Ajudassem a solucionar problemas. Muito pelo contrário, a oposição faz é jogar gasolina na fogueira para assistir da arquibancada a desgraceira explodir de canto a canto do país. Depois jogar a culpa nos atuais gestores por incompetência. Acontece que o maior problema crônico brasileiro não começou agora. A corrupção política nasceu lá atrás e veio se aprimorando e se ramificando ao longo dos tempos. Modificando o sentido de decoro parlamentar, a imoralidade em vários campos, a ilegalidade e a usurpação de bens público pelos agentes públicos. Incentivando empresários, funcionários do governo e políticos a praticar ações ilícitas, ativa ou passiva, visando obter vantagens, ganhar propinas. Enriquecer fácil às custas da improbidade administrativa. Incrível como tem pessoas ricas à custa de corrupção política no país.

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

MERCOSUL / UE

O Mercosul-Mercado Comum do Sul é o bloco econômico formado pelo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A finalidade do bloco sul-americano, fundado em 1991, é sustentar um mercado livre para a circulação de pessoas, bens, serviços e produtos, manter e fortalecer políticas macroeconômicas com o objetivo de promover a integração social e de cidadania, valorizar a diversidade de culturas e melhorias nas áreas de saúde e educação nos países membros. Fora os países membros, os acordos também foram estendidos para os países associados como Chile, Peru, Colômbia, Equador, Guiana do Suriname e a Bolívia, em processo de aprovação. Interessados nas permutas, surgiram depois dois países, considerados observadores, México e a Nova Zelândia. A exceção é que os países associados não têm o privilégio de gozar da TEC-Tarifa Externa Comum, taxa padrão cobrada nas exportações com os países não efetivados como membros. Posteriormente, a Venezuela foi integrada como país membro, no ano de 2012, mas por rebeldia está suspensa momentaneamente do bloco. Somando o PIB dos 4 países membros, o Produto Interno Bruto do Mercosul passa dos 3 trilhões de dólares e engloba uma população total de quase 300 milhões de pessoas.

A União Europeia é o poderoso bloco da Europa, iniciado em 1957, por apenas seis países, foi aumentando com a chegada de novos membros. A UE, com sede em Bruxelas, Bélgica, atualmente comporta 28 Estados membros. Tem uma população superior a 500 milhões de pessoas, acumula um extraordinário PIB de mais de 12 trilhões de euros, segundo dados de 2010. A constituição da UE surgiu após a Segunda Guerra Mundial que deixou a Europa totalmente arrasada, basicamente destruída em vida humana, danos materiais e em termos econômicos. Com o intuito de reerguer a arruinada economia europeia, criaram em 1950, uma única autoridade transnacional com o objetivo de cuidar da produção, autonomia e comercialização do aço e carvão, de modo a desestimular o aparecimento de novos conflitos bélicos e incentivar a integração entre os países membros. A Comunidade Europeia veio para consolidar a siderurgia e levantar as arrasadas economias. A UE tem se comportado bem na administração de um mercado comum. Facilita a livre circulação de pessoas, bens e capitais numa área maior a 4 milhões de quilômetros quadrados. A metade da extensão territorial brasileira, porém indiscutivelmente bem mais rica. Nem se compara o nível de qualidade de vida.

Agora, os dois blocos, Mercosul e UE, se unem. Juntam forças, através de um acordo comercial. Assinam um pacto para favorecer o comércio, mediar as trocas, regular as tarifas alfandegárias e sanitárias, a propriedade intelectual, as compras públicas e, especialmente reduzir barreiras comerciais, até do agronegócio entre os dois blocos. O pacto tem um lado positivo. Abre espaço para os pobres países da América do Sul, o Brsil em especial, importar máquinas de alta tecnologia para reforçar a industrialização das fracas economias sul-americanas. O Brasil, lógico, como tem uma economia altamente atrasada e enfraquecida, deve se esforçar para tirar bons proveitos desse pacto que esbarrou em debates desde 1999. Foram duas décadas perdidas, sem chegar a nenhum resultado. Mas, aogra finalmente foi assinado. O gigantesco bloco econômico da UE/Mercosul forma um PIB de U$ 20 trilhões, com um mercado composto por 780 milhões de pessoas. No ano passado, isoladamente, o Brasil exportou mais de R$ 160 bilhões. Resta torcer para que esse valor ultrapasse os registros. Como o oitavo maior parceiro comercial do bloco europeu, espera-se que com a gradual redução de tarifas de importação, o PIB brasileiro possa dar um bom pulo com a melhoria tecnológica e a expansão da competitividade. Venda mais produtos agrícolas, café solúvel, peixes, óleos vegetais, açúcar, etanol, arroz, ovos, mel e carnes, bovina suína e de aves uma vez que em termos de valor agregado o Brasil das pernas. Cambaleia.Todavia, o importante é a abertura de mais uma porteira, descortine novas fronteiras para a iniciativa privada aproveitar e, modernizando-se, deslanchar. Produzir, faturar, exportar, gerar empregos para desapertar o baixo consumo. Dilatar o giro econômico.

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Por ser deficiente nos meios de transporte, o Brasil prioriza o rodoviário, justamente um dos setores mais lentos e caros do país. Para atrasar a entrega dos produtos no destino, o caminhoneiro enfrenta uma série de contratempos. Cruza muitas barreiras. A insegurança nas vias, os roubos de cargas no percurso, estradas esburacadas, o fraco apoio logístico e a péssima sinalização atrapalham um bocado o escoamento da produção nacional. A preferência dos assaltantes é por cargas de produtos alimentícios, cigarros, eletrodomésticos, produtos farmacêuticos, químicos e de autopeças. Enquanto as empresas, consumidores, seguradoras, transportadoras, indústrias e o governo ficam na torcida para que dê tudo certo, não hajam atrasos na entrega e muito menos acidentes, tome tempo e paciência. Por isso, transportar cargas pela malha rodoviária brasileira é um risco, devido a atividade ser altamente perigosa. Em 2015, aconteceram 20 mil ocorrências, a maioria realizada nas periferias das grandes cidades. Rio de Janeiro e São Paulo são destaques na preferência dos bandidos.

Depois então que o patrulhamento rodoviário foi reduzido, cresceram os roubos e os assaltos aos caminhões, colocando o país na 6ª posição dentre os piores lugares para registrar roubos. Imita a insegurança que é normal na Síria, Líbia, Afeganistão e Iêmen. Mas, não só de tristeza e decepção vive o motorista do transporte de cargas. Em meio à crise econômica, a classe de transportadores experimentou alguns momentos de alegria, especialmente no ano de 2017, que trouxe maior movimentação de cargas internas. A tecnologia tem favorecido o modal rodoviário. Agilizou as operações, diminuíram as falhas, reduziram um pouco os custos na frota de veículos, atenuaram os problemas, incentivou a eficiência operacional.

Por outro lado, apesar das incertezas rodar o cenário brasileiro, o setor do transporte de cargas nutre uma certa dose de otimismo. Estimula as transportadoras a pensar em investimentos nas empresas. Situação bem diferente daquela que se arrasta dede 2014, minada de crises e de perturbação política. No segundo semestre de 2017, a economia experimentou leve crescimento no consumo, ocasionado pelo pequeno aumento da massa salarial, queda na taxa básica de juros e de inflação e, principalmente por causa da abertura do crédito. Um detalhe precisa ser debatido. O sistema de transporte de cargas pelas estradas, também desperta interesse. Assim como os demais modais, ferroviário, ainda fraco no país, o marítimo e o aéreo são essenciais para dar aquele empurrãozinho no desenvolvimento econômico e social do país. Transportar passageiros e cargas de matérias primas e mercadorias representa fomento. Afinal, 75% da produção brasileira viaja pelas estradas, conduzida pelas mãos de motoristas. De sorte que se o caminhoneiro entrar em greve, traz crise de abastecimento. Para o país. Trava ainda mais a economia.

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O AVC-Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame, é cruel. Quando não mata, aleija. Quando acontece, fecha a circulação sanguínea para o cérebro, deixando a caixa craniana praticamente sem função. Com o corte de estímulos nos órgãos sensoriais desaparecem os impulsos motores. Somem as atividades vitais. Deixa a pessoa com sequelas, deformada, incapacitada, sem movimentos em alguns membros.

No Brasil, por falta de informações sobre o modo de evitar o ataque, a doença é a segunda mais mortal, depois do infarto. Existem três tipos de AVC. Tem o isquêmico, quando um vaso entope, o hemorrágico, quando vários vasos se rompem, e o ataque isquêmico transitório, o AIT, quando o fornecimento de sangue para o cérebro é passageiro. Dura poucos segundos, apenas. Normalizando a passagem de sangue em seguida.

Como mata 120 milhões de células cerebrais por hora, o atendimento médico deve ser rápido, senão o caso se complica. A recuperação pode ficar difícil. Antes do ataque, o AVC sinaliza. O corpo perde força, repentinos formigamentos surgem no rosto, braço ou perna, num lado apenas, a fala se altera e a visão fica turva, acompanhada de intensa dor de cabeça. Mas, copiando a atitude da medicina da Flórida, EUA, Canadá e Minas Gerais, o Hospital Geral Roberto Santos, da Bahia, se prepara para implantar também a neurocirurgia com a intensão de eliminar as consequências do AVC.

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Os escândalos de corrupção só acontecem nos bastidores da política. Prova, com rara exceção, que os homens públicos ocupam cargos e mandatos com segundas intenções. A história brasileira mostra que o país é sensível aos malefícios da corrupção. Todos os governos tiveram de encarar lances, tímidos ou escancarados, de desvios de funções para fins privados, ilegítimos. Sob a falsa bandeira de lutar pelo bem do país. Daí a quantidade de políticos condenados, presos ou respondendo a processos judiciais. Tomara a recente decisão do STF, de empurrar os casos de Caixa 2 para o TSE, desestruturado para assumir tamanha responsabilidade, não entregue o ouro aos bandidos.

Na década de 90, Medelin, próspera cidade colombiana, era submissa ao tráfico de drogas. Mas, confiante na força da disciplina fiscal, ciente de que a ordem era uma medida eficaz para derrubar os juros altos, investiu em tecnologia, transporte, geração de renda e na preservação do meio ambiente. Resultado, a segurança pública na segunda mais importante da Colômbia se fortaleceu. Pouco depois, os gestores tomaram conta do pedaço. Atualmente, a Colômbia se vangloria. Tem o terceiro PIB da América Latina, depois do Brasil e Argentina. É a sétima economia das Américas e a quadragésima do mundo. Exemplo de que a honestidade e a força, quando necessárias, não podem ser desprezadas. Desconsideradas. Ignoradas.

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Cientificamente, não existe um remédio para eliminar a corrupção. Então, como a corrupção, punida, não devolve tudo que roubou, é conveniente, para desestimular as práticas de desonestidade, prevenir. Tomar medidas de precaução. No Brasil, uma boa decisão foi tomada. Proibir as doações feitas por empresas durante as campanhas eleitorais, justamente para frear as “jogadas” eleitorais não pode ser a única decisão energética. Então, como a corrupção, as operações fraudulentas com o dinheiro público tornaram tradição no país, convém aos gestores tomar algumas medidas eficazes. Eliminar a fragilidade de instituições exigir mais da Justiça, atualmente branda, e sancionar decisões que aumentem a fiscalização nos órgãos públicos, particularmente nas questões de privatização que acendem a atenção pelas propinas. Acionam os mecanismos a favor do individualismo, contra o coletivo, que dever prioridade. Uma coisa é certa. É o descumprimento de leis que impune a corrupção, liberta os corruptos. Nos Estados Unidos, 90% das pessoas processadas criminalmente, são presas na Primeira Instância. O Reino Unido, para não perder tempo em discussões banais, que só tumultuam a ordem, segue o exemplo dos EUA. Prende também o réu com o resultado da primeira Instância. Não espera “milagres”.

Desde 1995, a Transparência Inrernacional atualiza o Relatório Anual sobre o Índice de Percepção de Corrupção, no entanto o brasileiro parece indiferente sobre os poucos resultados alcaçados. Demonstra desinteresse, apesar do Código Penal classificar os crimes de abuso de poder, falsificação de papéis púbicos, lavagem de dinheiro, emprego irregular de verbas ou renda públicas, emprego irregular de verbas ou rendas públicas, suborno e nepotismo, os homens púbicos abusam. Extrapolam. Não cobram justiça. Não apoiam a Lava Jato que vem sendo tratada como uma medida parcial. Injusta. Condenando “inocentes”.

A Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção, promulgada em 2003, penaliza quem comete altos ilícitos, tanto no setor privado, quanto na área pública. Colabora na recuperação de ativos, sejam bens, valores, créditos, ações e títulos remetidos para o exterior.

O que falta é transparência e boa vontade para estruturar os órgãos competentes como fazem a Dinamarca, Nova Zelândia, Finlândia, Singapura, Suécia e Suíça que fazem questão cerrada de seguir à risca as recomendações para combater a corrupção com gosto de gás. Jogando na cadeia os desonestos, os ladrões do dinheiro do povo.

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

AGRESSÃO

Quem lesar o meio ambiente e agredir os ecossistemas, sujeita-se a sofrer punição penal ou administrativa. A transgressão consta em lei de 1998. A Mata Atlântica é um ecossistema. Dos mais belos e fortes do país. A pessoa que agredir a flora, a fauna, os recursos naturais e o patrimônio cultural podem acabar no xadrez. Até quem violar a tranquilidade dos povos indígenas compromete-se a responder legalmente pelas agressões.

Basta poluir nascentes, fazer queimadas indiscriminadas, cortar árvores sem técnica e autorização, aprisionar animais silvestres, sem permissão de órgãos oficiais pode levar porrada judicial. Pelo menos, tá na lei. Se fazem vista grossa para as irregularidades, é outra história. Os registros apontam que desde o período da colonização, as agressões ao meio ambiente só crescem. Constantemente. Entristece saber que em 2016, o desmatamento intensificou-se demais no país. Aumentou em cerca de 60%.

Os crimes acontecidos pelo rompimento de barragens ferem a legislação ambiental. Como provocam também danos à saúde humana não podem ser esquecidas. Da mesma forma, quem causar mortandade de animais ou deixar marcas de destruição na flora tem de responder legalmente pelas afrontas à natureza. No Congresso, existe a Frente Parlamentar Ambientalista, composta por 205 deputados, para cuidar das ofensas ao meio ambiente. Todavia, depois dos impactos humanos e ambientais causados pelo rompimento da Barragem de Brumadinho, distante 60 quilômetros de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, o silêncio invadiu o país, diante da força da exploração mineral e do poderio financeiro do capitalismo. O Congresso, calado ficou, para não comprometer os interesses de grandes grupos empresariais.

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Preocupada com a preservação do meio ambiente e com o desenvolvimento social, a ONU tomou algumas atitudes. Estabeleceu metas. Com relação ao desenvolvimento sustentável, então, a Organização das Nações Unidas sonha combater a pobreza extrema e a fome, tomar medidas contra as doenças mortais, ampliar o nível educacional a todos os níveis das crianças, enfim, planeja proteger o planeta com a finalidade de garantir paz e prosperidade às pessoas. Sem afetar o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.

Os desafios são enormes, especialmente depois de reconhecer a limitação dos recursos naturais. Envolvem temas relacionados com os meios ambientais, os esquemas políticos e econômicos. Parâmetros difíceis de executar, em virtude de abranger várias áreas como desigualdades econômicas e sociais, inovação tecnológica, consumo sustentável, tranquilidade e justiça, aprimoramento da educação primária.

A luta é árdua. Afinal, erradicar a pobreza num curto espaço de tempo, só com milagre. E milagreiros autêntico tá difícil. Afinal, acabar com a fome é tarefa utópica, garantir saúde saudável e bem-estar geral são labutas caríssimas, assegurar educação de qualidade com o baixo nível político da atualidade é um projeto árduo, prometer o uso sustentável dos oceanos, mares e nascentes, diante dos níveis de poluição, são possibilidades remotas. Todavia, é dever do homem atender as necessidades do momento, sem arriscar e esgotar a capacidade das futuras gerações. Empreende a luta pela preservação da qualidade dos recursos terrestres ao invés de ater-se somente à quantidade. Aos países mais pobres, fica assegurado o direito ao desenvolvimento econômico. No entanto, as diretrizes devem ser diferentes das utilizadas pelos países que já atingiram um bom patamar industrial.

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No início da vida, o mundo guerreava rusticamente. Concentrado nas batalhas, o homem praticamente não progredia. Apenas gerava filhos para guerrear. Foram as invenções que modificaram as ideias humanas. A primeira máquina movida a vapor surgiu em 1765 na Inglaterra. Depois, apareceu a mecanização que implantou a Revolução Industrial no ano de 1800. A novidade se espalhou para a França, Holanda, Rússia, Alemanha e Estados Unidos e daí pro resto do mundo. Após alguns anos.

Posteriormente, outra descoberta revigorante impulsionou o parque industrial. O carvão, como produto utilizável, colocou fogo no ramo industrial. Botou pra quebrar. Como excelente fonte de energia, o carvão mineral agitou os setores do motor a vapor que alimentou as máquinas das fábricas, as locomotivas e os navios, melhorando o transporte de cargas. A indústria têxtil, anteriormente funcionando de maneira artesanal, com o carvão vegetal, lavou a burra. Entretanto, com a chegada da ciência, a produção industrial intensificou-se. Tomou vulto. Promoveu a valorização da relação entre capital e trabalho.

A substituição da força braçal pela máquina, energizou a produção industrial. Trouxe prosperidade para as cidades. A segunda revolução industrial que durou um século, rolou de 1850 a 1950. Notabilizou-se pela exploração da energia elétrica. Pela primeira vez o parque industrial passou a incrementar a produção em massa que também impactou. Lançou a lâmpada incandescente, o telégrafo, telefone, cinema, rádio, antibióticos e vacinas. A terceira revolução industrial surpreendeu com a informatização, a robótica e a eletrônica. Surgiu após a Segunda Guerra Mundial e se estende até a atualidade. A base da terceira revolução industrial é a tecnologia de ponta que incrementou as etapas produtivas. Na atualidade, o mundo atravessa a quarta revolução industrial ou indústria 4.0, apelidada de fábrica inteligente, cuja principal característica é mover a conexão entre as tecnologias digitais, físicas e biológicas. A era digital ou da informação tornou-se a base para os fomentar os negócios.

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O ponto forte que leva o governo a pensar na privatização dos Correios foi o rombo que a política destrambelhada deixou nos correios. O déficit na empresa assusta. É realmente bilionário. Em 2018, a intervenção encontrou um profundo buraco estimado em R$ 11,2 bilhões. O descontrole contábil pôs o futuro dos 115 mil funcionários e das 12 mil agências, que perderam a confiança da população, na maior dúvida. Os corruptos, depois de afanar os Correios, danaram-se a roubar abertamente diante de um esquema bastante vulnerável. O fundo de pensão Postalis, dos Correios, é um dos 15 maiores do país em recursos e o primeiro na quantidade de participantes ativos. É composto por 419 mil participantes. Além de ser roubado em R$ 7 bilhões, o fundo teve as contas rejeitadas. As irregularidades cometidas, deixaram de herança, além do vultoso prejuízo, muitos ativos podres e o encargo de obrigar os participantes a contribuir com parcelas extras para cobrir o vultoso rombo. Isto é, além da contribuição normal, na faixa de 8% do salário, o associado ainda teve de recolher uma nova taxa que pode variar até 6%. Decisão que penaliza também os aposentados e pensionistas.

Dói na consciência saber que a política de ontem só trabalhava para depenar o patrimônio público de forma acintosa. Descaradamente. Então, com imparcialidade, é hora de a Justiça agir de acordo com a lei e a Constituição, de modo a reaver a importância de R$ 2,2 bilhões que os gatunos surrupiaram do fundo. Com esse propósito, o Postalis já ingressou com seis ações na Justiça, na esperança de reconquistar as perdas e se safar do profundo poço de irregularidades praticadas pelos larápios de colarinho branco. Indicados pelos partidos políticos desprovidos de caráter.

Pelas apurações encontradas pela Previc-Superintendência Nacional de Previdência Complementar que mantem o Postalis, sob intervenção, ficou constado o descumprimento de normas, especialmente com relação à contabilização de reservas técnicas e a respectiva falta de aplicação dos recursos. Estão caracterizadas corrupção, fraudes, má gestão e desvios de dinheiro. Daí a enorme sangria. Por esta razão, o governo estuda com muito carinho a possiblidade de privatizar ou não empresa centenária, com 350 anos de plena atividade, muitos dos quais gozando de integral confiança da população brasileira. Faz tempos os escândalos rondam o Postalis. Em 2014, para cobrir um buraco deixado pela compra de dívidas da Argentina e da Venezuela, descobriram uma fraude no montante de R$ 250 milhões. Posteriormente, um ex-presidente do fundo foi convidado a renunciar em virtude do recebimento de propinas descobertas pela Lava Jato. Entre 2012 e 2017, o Postalis sofreu 43 autos de infração aplicados pela Previc. Envolvida em baixo astral, levada pela incompetência e desonestidade de dirigentes, fica difícil uma empresa, por mais forte que seja, escapar de derrocadas e ruínas que produzem marés altas para os Correios navegar em águas turbulentas.

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

FORCA

Não é somente o cidadão que anda com a corda no pescoço por causa de tanta dívida. O poder público também tacumula altas dívidas.A indústria da construção civil e setores afins reclamam da falta de pagamento de parcelas de subsídios do programa Minha Casa, Minha Vida. Como o novo governo não liberou as parcelas referentes a janeiro e fevereiro, muitas obras foram paralisadas, ameaçando a onda de demissões no setor. Todas as divisões administrativas do país, sem exceção, na esfera federal, estadual e municipal, estão carregadas de dívidas. O endividamento é alto, insuportável. Basta verificar o portal da transparência para constatar que o poder público é um grande devedor de bancos e de portadores de títulos públicos. Em 2003, a dívida líquida do setor público representava uma enorme fatia do PIB. Aliás, o vermelho nas contas públicas, repete o quinto ano consecutivo. O montante da dívida bruta, em 2018, atingiu R$ 108 bilhões.

Em síntese, este rombo significa que as despesas dos governos estão acima das receitas recolhidas de impostos e tributos. O calvário brasileiro com as contas no vermelho começou em 2001. De lá pra cá, para cumprir a meta fiscal tem sido osso duro de roer. O que tem salvo os governos no controle das dívidas é a colaboração dada pelo crescimento da economia. Pífio, mas positivo, que aumentou a arrecadação, o reforço de caixa proporcionado pelos royalties do petróleo, o aumento da tributação sobre os combustíveis e, sobretudo a dificuldade em gastar, em virtude de o caixa andar zerado ultimamente. Registrando empoçamento, isto é, valores autorizados, mas não pagos.

O ruim da história é que, quando se acrescentam os juros sobre os débitos, as contas públicas apresentam um déficit monstruoso de R$ 487 bilhões, como foi registrado no ano passado. Comparado aos valores internacionais, o Brasil está gastando demais. Além da conta. Isto é o principal fator para elevar o risco do Brasil em afugentar investidores. Caso as reformas, indispensáveis, demorem na aprovação, a situação brasileira piora, porque, como economia emergente, o Brasil com relação às finanças, anda completamente desorganizado. Totalmente fora do esquema internacional que impede o país de honrar os seus compromissos, obrigando a pagar mais juros aos investidores. Causando no fim enorme prejuízo às empresas e famílias, em virtude do travamento da economia que atravanca a geração de empregos. Por este motivo, a reforma da Previdência não pode se perder nas “costuras”. Tem de item prioritário.

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O papel do deputado e senador é simples. Legislar, elaborar leis e proteger o povo. Não ser eleito apenas para defender exclusivamente o seu bolso, desfrutar de diversos benefícios, enquanto a sociedade, que o elegeu, fica na rua da amargura, esquecida, sofrendo as piores consequências. Sem poder resolver as duas maléficas situações. Aliás, consta que é função do Parlamento exercer três funções básicas para fortalecer a democracia. Representar o povo, legislar sobre os assuntos de interesse nacional e fiscalizar a aplicação dos recursos públicos. É dever do Congresso apresentar propostas destinadas a proteger a área econômica e o lado social, com os recursos que são arrecadados através do recolhimento de impostos, de modo a ofertar ao cidadão boa educação, saúde, transporte, habitação.

Mas, por questões ideológicas, o papel do deputado mudou. Embora o Brasil represente a quarta democracia do mundo em número de eleitores, existe muita discriminação no Parlamento do país. A quantidade de parlamentar da cor negra é inexpressiva. A mulher quase não tem vez. Por incrível que pareça, quase a metade das cadeiras parlamentares são ocupadas por empresários ou endinheirados. Figurões, peixe-grande. O pobre, quase não tem vez. A não ser votar. Eleger candidatos que não merecem a votação, não demonstram qualidade para representar a sociedade com decência. Infelizmente, no Brasil, o que se vê na vida pública são hipocrisia, demagogia, falsas promessas, enganosos posicionamentos, desonestidade, informações distorcidas, corrupção, superfaturamento de obras, desvios de verbas, crimes. Enriquecimento ilícito. Daí a quantidade de políticos, e empresários diligenciados, condenados, presos e respondendo a processos.

Por isso, a mídia enche páginas diárias com manchetes espalhafatosas. “Justiça determina bloqueio de bens de políticos”. “Deputados apostam em redes sociais para se promover”. “PF desarticula quadrilhas que recebem propinas no serviço púbico”, “Orçamento para lavar carros de deputados é quase três vezes maior do que o do Museu Nacional”, “Políticos defendem a reforma da Previdência, mas não abrem mão dos benefícios”, “Câmara concede passaporte diplomático a 404 filhos e cônjuges de deputados”. “Desvios em Camaragibe podem passar de R$ 60 milhões”. Por esta razão, alguns políticos de fama e íntegros deixaram suas mensagens contra a indecência na política. John Kennedy disse. “Se você agir com dignidade, talvez não mude o mundo, mas será um canalha a menos”. Por sua vez, Barack Obama, em discurso no Brasil, afirmou “O Brasil precisa valorizar o professor porque educação não é caridade”. Na Suíça, um dos países mais ricos do mundo, deputado não é tratado a pão de ló. Recheado de privilégios e gordas mordomias. Não tem o famoso cotão, carro oficial, vagas reservadas nos estacionamentos, auxílio moradia e vale alimentação. Não existe deputado profissional na Suíça. Ele tem de ter uma profissão ou um emprego paralelo. Profissão valorizada na Suíça é a de professores. Agora, com tantos benefícios à disposição, imagine se o deputado brasileiro pensa em fazer reforma política para perder as boquinhas? De jeito algum.

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Embora seja um órgão improdutivo, contudo, por ser autoridade central, compete ao governo a responsabilidade de preparar terreno, armar estrutura para a sociedade e a iniciativa privada atuar, juntas. Uma produzindo, a outra consumindo. Esta interação permite ao país crescer, desenvolver-se, proporcionar benefícios para todos, indistintamente. Todavia, como entrou em rota de conflitos, o Brasil sentiu a necessidade de promover reformas para escapar do marasmo. Sair das crises econômica, política, fiscal e previdenciária. Deixar de ser apenas uma “usina de crises”. Desta forma, após encaminhar a reforma da Previdência para a provação pelo Congresso, resta pensar nas demais reestruturações que são itens complementares. Não podem ser desprezadas, senão desvirtuam a ordem e o progresso do país.

Um dos erros do Brasil é permanecer utilizando o atual sistema tributário. Fonte básica para o recolhimento de tributos destinados a financiar as atividades do Estado, tanto na prestação de serviços, como nos investimentos em infraestrutura e no pagamento de salário dos servidores. Mas, por ser precário, de agigantada estrutura e extremamente complexo, em vez de ajudar, o Sistema Tributário Nacional complica. Cheio de leis e de regulamentações tributárias ultrapassadas, tumultua o meio de campo. Distorce as coisas. Ao contrário dos demais países, a legislação fiscal brasileira cobra imposto do cidadão quando compra um produto ou paga um serviço oferecido por empresas públicas ou privadas. Diferentemente da maioria dos países, o Brasil tributa o consumo, mas libera a renda. A regra, regressiva, penaliza a economia porque tributa injustamente quem tem menor renda. O mais pobre paga o mesmo imposto do rico, que tem maior renda.

Normalmente, nos países desenvolvidos a regra de tributação recai sobre a renda e o patrimônio. Alivia o consumo, cuja tributação é igual para todos. Os Estados Unidos cobram apenas um imposto no consumo. No Brasil, ao contrário, a lista de impostos, taxas e contribuições compõe-se de 63 tributos. Uma lástima. Comprova que o Estado, altamente incompetente para administrar os recursos, visa somente arrecadar. Recolher impostos. Agora, como empregar a arrecadação é um descontrole total. Por isso, os estados são endividados e quebrados. Sem condições de pagar salários em dia, quitar dívidas, investir em obras sociais, cumprir as obrigações públicas. Perturbado com a desarrumação de caixa, a União nem liga se a arrecadação tributária sobre o consumo, fixada em 65%, ultrapassa a média mundial que é de apenas 35%. Ignora que nos EUA e no Japão a taxação de impostos sobre o consumo está abaixo de 20%. Não se incomoda se a carga tributária, pesadona, corresponde a 35,42% do Produto Interno Bruto. Para os gestores federal, estaduais e municipais torrar os recursos sem prestar um bom serviço à população tem sido a regra geral.

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A década de 80 destacou-se. Na política, marcou a despedida do militarismo, ensaiou a redemocratizado do país com a abertura para um governo civil, via “Diretas já”. No campo econômico, para rolar as altas dívidas, empregou a ortodoxia econômica. Cortar custos do governo, aumentar a arrecadação.

Na economia, o país se empenhou para apagar a imagem de década perdida. Combateu a hiperinflação e a braba fase de estagnação econômica. Pra isso, adotou vários planos econômicos, Cruzado, Bresser e Verão. Todos, malsucedidos, não trouxeram crescimento e muito menos desenvolvimento econômico.

Com o fim da guerra fria no mundo, o Brasil inovou. Implantou o modelo neoliberalismo. Abriu a porteira para introduzir uma sociedade industrial moderna. Diversificou a produção, fomentou a cadeia produtiva, passou a qualificar a mão de obra para substituir os serviços braçais. Nos bancos, engatinhava a automação. Máquinas substituíram a papelada. Método muito seguro no trabalho bancário. Mas, não ajudou a tirar tirou a economia da oscilante e pouco criativa onda de prosperidade e desenvolvimento.

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

PARLAMENTO

Ao pé da letra, Parlamento é o poder que representa o povo no regime constitucional. O verdadeiro guardião da vida institucional do País. Baseado na teoria, o Parlamento devia ser a voz da sociedade dentro da estrutura governamental. Representar a Casa do Povo, legislar projetos que, aprovados, possam regular a ordem e o dinamismo internos a fim de favorecer a tranquilidade social. Pela ordem, a Câmara apresenta projetos, analisa e submete à apreciação do Senado que pode concordar, discordar ou emendar a seu critério. Todavia, na prática, o parlamento brasileiro, na atualidade, anda longe de executar esta função, falar em nome da sociedade com imparcialidade. Aliás, expressar a mesma língua do cidadão, advogar a vontade popular, representar, na verdade, quem elegeu o parlamentar é devaneio. Pura quimera. Falhas gritantes são observadas no atual Parlamento que se desvia de suas reais funções na arena política. Face não legislar, julgar crimes de responsabilidades políticas contra o coletivo, não autorizar transações de dinheiro para o Executivo trabalhar pelo povo. Até a responsabilidade de fiscalizar o poder executivo é fraca. O Parlamento só atina para os interesses partidários e os próprios interessesm ideológicos. Aí, quem não seguir a cartilha partidária, cacete. Se ferra.

É notório. Não existe consenso no Congresso e nem nas Assembleias Legislativas. O que prevalece na estrutura legislativa brasileira é o jogo de interesses. O corporativismo. A falta de base para fundamentar as estruturas social, política e econômica do país. Nos quase 200 anos de exercício, o Parlamento brasileiro peca por inaptidão, despreparo da maioria dos mandatários e abuso de poder. Muito luxo, exagerado falatório e pouquíssimo resultado coletivo. Na legislatura passada a bancada da oposição, autoritária e cheia de direito, perdeu a estribeira. O bloco de senadores do PT, chafurdou, esculhambou, bagunçou muitas sessões do plenário. Formado em bloco, o grupo só fazia criticar, defender a própria ideologia, como se fosse a única, proteger líderes e abnegados, tumultuar o expediente, confiante na impunidade. Sem apresentar sequer uma proposta convincente. Até nas Comissões a desordem da ala opositora imperava .

Justamente por desviar de seus objetivos, o Congresso brasileiro foi fechado ou dissolvido 18 vezes. No Império, o Congresso foi lacrado 11 vezes. D. Pedro I, descontente, tomou a iniciativa de dissolver a assembleia, prender e exilar deputados. D. Pedro II repetiu a dose 11 vezes. Depois, marechal Deodoro da Fonseca fechou uma vez, Getúlio Vargas duas. A Ditadura finalizou a antipática decisão, quando fechou os trabalhos legislativos por três vezes e cassou 173 deputados federais. Entre as glórias e a vergonha da Casa, a corrupção e o autoritarismo derrubam a bonita história do Parlamento que em algumas ocasiões agiu certo. Mereceu receber elogios. A magia de transformar recursos públicos em privados, mediante o desvio de dinheiro do povo para depósito em seguros bancos do exterior é um crime a ser combatido para eliminar a roubalheira que correu frouxa durante muitos anos no país. E ainda não acabou. Enquanto o Congresso aceitar fichas sujas e figuras incompetentes no exercício do mandato, perde em conceito e credibilidade. Fica desacreditado por conta de a representatividade política ser inexpressiva e apática. Para sair da inexpressividade, a Reforma Política também é imprescindível.

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Parece olho grande, mas, caso não tomem atitudes, do jeito que vai, daqui a pouco o brasileiro perderá o contato com as florestas tropicais, sobretudo da Amazônia. As que restam correm perigo de extinção. A ganância pelo lucro incentiva o desmatamento. A madeira, o aproveitamento do solo com a soja, o milho, o óleo de palma, a borracha, o cacau e a pecuária são as maiores incentivadoras na destruição de florestas, da vegetação nativa do Cerrado e do meio ambiente. O desejo crescente de exportar commodities agrícolas acelera a agressão à biodiversidade que, por enquanto, ainda é rica. Dá para o país ganhar muitos dólares nas vendas externas. Porém, como apenas poucos se preocupam com a questão do desmatamento desenfreado, os registros assombram. Entre 2010 e 2017, para ampliar as fazendas de soja e de gado, foi preciso devastar cinco milhões de hectares de matas que, antes, ampliavam a vastidão do cerrado. Até a mineração e as hidrelétricas são motivos para o desmate.

Ora, já imaginou. Cada árvore da Amazônia que é derrubada deixa de sugar do solo gotas de água e jogar na atmosfera centenas de litros do precioso líquido diariamente, na forma de vapor. Vapor d’água que é levado pelo vento para outros locais e por onde passar vai irrigando plantações e enchendo reservatórios de água. Então, quem derruba uma árvore trabalha contra o processo natural da Natureza que visa simplesmente produzir, enriquecer o meio ambiente. Quem desmata nem desconfia de que o desflorestamento elimina trilhões de tonelada de vapor que deveriam subir para a atmosfera para favorecer o clima. Com a ausência do vapor d’água na atmosfera, os gases do efeito estufa são liberados em maior quantidade. As consequências são desequilíbrios climáticos e ecológicos na Terra. Extinção de várias espécies de animais, pois a árvore tem o dom de reservar habitats para a vida animal.

Com o desmatamento, o Brasil perde anualmente milhares de quilômetros quadrados de vegetação. Perde o equivalente ao tamanho do estado de Sergipe por ano. É muita destruição, sem a devida restauração florestal. Isto traz esgotamento do solo, erosão, desertificação, degradação de rios e lagos e, também menos umidade do ar e muito mais calor atmosférico. Entre 1982 e 2016 devastaram imensas florestas. Prejudicaram o Pará, Mato Grosso, Rondônia e Amazônia. No Mato Grosso, a força da exploração madeireira e a busca por mais solo para a produção agropecuária age impiedosamente. Contudo, existem bons projetos para reverter o desarborização. Substituir áreas de pastagens de baixo rendimento por cultivos de alta produtividade, trocar florestas nativas por manejo florestal sustentável, implantação de assentamentos para incentivar a regularização ambiental. Resta saber se governo quer agir.

Construir 700 quilômetros de canais em dois eixos, norte e leste, a partir do rio São Francisco para levar água para Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte e irrigar áreas do semiárido nordestino de modo a mudar o cenário da Região é excelente ideia. Pelo menos cria emprego e renda. No entanto, a oscilação do projeto produziu muitas críticas. O longo atraso da obra, iniciada em 2007, o elevado custo, constantemente atualizado, e o desvio da água para beneficiar principalmente alguns projetos da agroindústria e da carnicicultura, criação de camarão em viveiros, desviando os objetivos do programa é inaceitável. Pelo eixo Norte, a partir de Cabrobó, em Pernambuco, a transposição do rio São Francisco deve correr pelos rios Salgado e Jaguaribe, para alimentar os reservatórios dos açudes Atalho e Castanhão, no Ceará, passar por Apodi, Piranhas-Açu, até chegar nos reservatórios de Engenheiros Ávidos e São Gonçalo, na Paraíba, e terminar a corredeira no reservatório de Pau dos Ferros, no Rio Grande do Norte.

Pelo eixo leste, percorrendo uma distância menor, a água é captada na barragem de Itaparica, em Floresta, Pernambuco, via rio Paraíba, e esbarrar no reservatório de Epitácio Pessoa, (Boqueirão), na Paraíba. Ao todo, o projeto prevê abastecimento para 12,4 milhões de pessoas, além de amenizar os problemas causados pela seca, como a escassez de alimentos, a baixa produtividade no campo, o desemprego rural e fomentar a criação de novas fronteiras agrícolas, com o emprego da irrigação. Também a transposição garante a redução de doenças e óbitos, por causa de água contaminada.

O lado negativo da transposição é o fato do projeto possuir muitos traçados políticos. Serviu de palanque para muitas viagens presidenciais e comitivas desnecessárias, rodeadas de mordomias, ausência de estudos sobre os impactos ambientais, perda de empregos nas áreas desapropriadas, alteração de ecossistemas, desmatamento da flora nativa, eliminação de habitats de animais, agressão a sítios arqueológicos, mudança no regime fluvial do rio São Francisco, provável redução do nível de energia, perdas de terra agricultáveis. Sinal de que o Brasil permanece refém de ideais inteiramente políticos. Visando apenas as reeleições de lideranças. Descartando programas destinados ao desensvolvimento da economia e bem estar-social.

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Diante da dificuldade em arranjar emprego e da vontade de conseguir uma viração para ganhar uns trocadinhos extras, o mercado está aberto. O segmento do home office, em crescimento, permanece de portas abertas, bombando. Existem atividades lucrativas para quem não quiser ficar dependendo apenas do emprego formal, com carteira assinada. O leque de opções é extenso. Às vezes, trabalhar em casa, deixou de ser hobby. Quem sonha com a independência financeira e possui tendência de empreendedor, o campo é convidativo. Passou a ser encarado como uma boa opção para melhorar a renda. O contingente de pessoas se virando como pode, sem vínculo empregatício, contanto que não fique parado, se lamentando da sorte, passa de 10 milhões de candidatos a uma vaga no mercado de trabalho formal. As opções para o pretendente a exercer trabalho remoto, com negócio próprio são válidas.

Além das franquias, já consolidadas na praça, as mais comuns profissões de trabalho remoto, com negócio próprio, são promotora de vendas, agentes de viagens, artesão, artista, publicidade, fotógrafo, criador de software, cabeleireira, consultor, costureira, quituteira, profissional de estética, revisor de textos, fornecedor de marmitas saudáveis e por aí, vai. As qualidades do empreendedor quem determina é a própria pessoa. No entanto, desde que demonstre paciência, seja competente para administrar o seu próprio tempo, disciplinado, habilidoso, disponha de servidor de internet para facilitar os contatos, possa desvendar as prioridades, geralmente acaba se dando bem.

Para escapar da crise econômica, teve cearense que preferiu ser criador de tilápia e camarão em cativeiro. Em 2015, o negócio foi bom demais. A produção de 55 mil toneladas desses crustáceos foi vendida. Depois, então de investir na técnica de cultivo intensivo na genética para fortalecer o animal contra doenças, especialmente contra a enfermidade conhecida como mancha branca, letal, a tendência é aumentar a produtividade nos tanques de criação. Sacramentar o Ceará como o maior produtor de tilápia e camarão do país está no programa dos criadores. Havendo sobra no consumo interno, o criador cearense planeja retomar à exportação. Visando competir com o Equador e a Índia, atualmente apresentando menores custos de produção. A saída para atrair mercado externo nas vendas são os criadores cearense empregar novas tecnologias na criação de peixes específicos e de frutos do mar nos tanques.

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

PREOCUPAÇÃO

A situação do Brasil é delicada. Complicada. Do jeito em que se comporta causa preocupação. Depois de enfrentar dois anos de pura retração, o PIB voltou a crescer, embora timidamente. Em 2018, a duras penas, o PIB conseguiu subir 1,1% na escala de crescimento. Marca pior do que o de 2012, quando o PIB alcançou 1,9%.

Com este acanhado resultado, até o PIB per capita, divisão da riqueza nacional por habitante, chegou a míseros R$ 32.747 no ano que passou. Diversos temas colaboram para manter a economia presa. Travada. Sem disposição para crescer. A greve dos caminhoneiros ainda repercute, causa estragos, o mar de incertezas políticas, que não sabe que rumo tomar, a hesitação dos gestores que passaram, deixando profundas marcas negativas. Além de ficaram com as atadas, sem nada fazer de positivo, os antigos gestores permaneceram cegos. Pensando na reeleição, evitram tomar medidas com repercussões impopulares, apesar de necessárias para o país.

Os setores que se destacaram em 2018, em termos de crescimento foram serviços, que cresceu 1,3%, indústria, 0,6%, que mesmo fora de sintonia, conseguiu levantar um pouco os braços, depois de passar quatro anos seguidos de queda. Os resultados apurados em outros setores foram, investimentos, 4,1%, que passou três anos de inexpressividade, exportação, 4,1% e importação, 8,5%. Sinal de que os investimentos externos fugiram para os pouquíssimos lados que prometeram retorno financeiro. Um marco desesperador foi o da construção civil, que tem os trunfos nas mãos para elevar a taxa de emprego, produto e de renda. Quando a construção civil fraqueja, derruba várias áreas como a de pedras, parafusos, areia, tintas, madeiras, tijolos e também de acessórios. Nem o agronegócio confirmou o ímpeto de 2017. No ano que passou registrou somente 0,1% de alta. Índice puxado pelo café e algodão, ao contrário do milho, laranja e cana de açúcar que decepcionaram.

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A corrupção é uma praga mundial. É “o abuso do poder para fins privados”. Afirmou um entendido no asunto. Desde que o homem percebeu a possibilidade de corromper alguém para conseguir vantagens, obter benefícios por meios ilegais ou ilícitos, a prática do suborno invade a cabeça da humanidade. Faz escola. A desonestidade passou a imperar, especialmente nos órgãos públicos. Pouco importa se as consequências da deslealdade são devastadoras, afetam a moral, e são consideradas atitudes de caráter antiético paras as pessoas envolvidas na troca de favores. Neste jogo, com segundas intenções, figuram empresários, gestores e políticos. A Justiça não para de desmascarar as falsas honestidades.

O que estimula a corrupção é a ignorância ou a “esperteza” das pessoas. O surpreendente são os fatos acontecerem no meio de pessoas de elevada formação intelectual. Na corrupção existem três componentes. O corruptor, o autor da ação ilegal. O corrompido, a pessoa comprada por debaixo do pano para prestar favores indecentes. O terceiro ator nas operações de corrupção é o conivente. A testemunha ocular que, embora sabendo da transgressão à lei, se cala. Não denuncia a ilegalidade. Prefere manter-se omisso na jogada porque na jurisprudência, omissão não é crime. É fonte de renda.

Segundo a Transparência Internacional os países mais corruptos do mundo, conforme dados de 2016, são Somália, Sudão do Sul, Síria, Coréia do Norte e Iêmen. Por outro lado, os menos corruptos, os mais transparentes são a Dinamarca, Finlândia, Suécia e Suíça. Na América do Sul, o Uruguai figura como o país mais bem comportadinho no quesito corrupção. Enquanto o Brasil pune os corruptos de forma amena, solta pessoas mesmo as que apresentam passado sujo, trata os adeptos da má conduta com penas brandas, o Japão age de modo diferente. Demite, força a renúncia, ou testemunha o suicídio. Para enxugar a desonestidade, a China expurgou 1,34 milhão de funcionários corruptos, de 2012 em diante.

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Os animais são idênticos a qualquer ser vivo. Nascem, crescem, se reproduzem e morrem. Não tem diferença. O que muda são as características de cada espécie. Uns andam. Outros nadam. Alguns saltam. Muitos voam e diversos rastejam, enquanto certas espécies são paradas, não se deslocam de forma alguma, mas a interação com a natureza é perfeita. Na espécie de vertebrados, existem os mamíferos, as aves, os répteis, anfíbios e os peixes que são espécies possuidoras de crânio. No grupo de invertebrados, os que não possuem crânio e nem coluna vertebral, encontram-se as esponjas aquáticas, as aranhas, vermes, minhocas, borboletas, lagostas, caranguejos e carrapatos. Cada animal, no entanto, tem cor própria, tamanho diferenciado, come um tipo específico de alimentação e vivem num ambiente previamente escolhido e se locomovem à sua maneira. A única semelhança entre os animais é que todos se reproduzem. Geram filhotes e criam a raça para perpetuar a espécie.

Tem animais de tamanho reduzido como as pulgas, sanguessugas e os mosquitos. Existem os de médio porte como os cachorros e os bodes. Afora os gigantes, compridos e pesadões, como os elefantes, os bovinos e as baleias. Quanto à maneira de se alimentar os animais também agem de forma diferente. Tem os carnívoros, os herbívoros, onívoros e os necrófagos que comem cadáveres. Ingerem restos orgânicos, como os urubus. Outras diferenças entre os animais dizem respeito à cobertura do corpo. Uns tem escamas, outros, penas e pelos

Os animais não são objetos. Não podem ser abandonados, explorados excessivamente pelo homem ou maltratados. A pessoa que se arrepende de criar, abusa fisicamente do animal ou maltrata o bicho, comete crime. Existe lei federal de 1998, proibindo abandonar, espancar, mutilar, envenenar, aprisionar, deixar ao relento, negar comida, não cuidar da saúde, caçar animais silvestres, domesticados ou nativos. O responsável, denunciado, responde a processo. Afinal, assim como a raça humano, os animais gozam do direito de ter vida livre. Dentro de ambiente natural. Como são protegidos por Lei Federal, privar, então, o animal de usufruir de liberdade no seu próprio mundo, seja terrestre, aéreo ou aquático, comete um crime ambiental. Por outro lado, quem costuma cometer abusos, maus tratos, ferir ou mutilar qualquer espécie animal, seja doméstico ou não, infringe as normas, está, então, sujeito a punição. Da mesma forma que a raça humana, o reino animal também tem fundamental importância na ciência biológica.

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Quando a economia sofre uma contaminação generalizada de aumento de preços, o país é vítima de inflação. Processo que ataca o poder de compra das pessoas, fere a estabilidade de preços, debilita a renda, enforca o salário do trabalhador que fica mais pobre. Todo dia, quando o consumidor vai ao supermercado se surpreende com o aumento de preços, se espanta com a carestia de vida. A surpresa nas compras atormenta quem é fraco de bolso.

A inflação pode acontecer de algumas maneiras. Quanto maior a procura por um produto, o preço tende a subir naturalmente. Por outro lado, quando o produto tende a escassear nas prateleiras, o preço do danado também aumenta automaticamente. Pela escassez. O dólar é outra causa de aumento de preços porque se o dólar aumentar, o preço de importados, incluindo os insumos, também é majorado.

Mas, o governo, toda vez que gerenciar mal os recursos públicos, pressiona os preços. Se gasta mais do que arrecada, inflaciona. Se eleva os impostos, os preços disparam. Num país atordoado com a inflação, as consequências são a fuga de investidores, o medo em realizar projetos, a fraqueza para enfrentar as incertezas. A maior vítima da inflação é a classe mais pobre que paga mais pelo transporte, moradia e alimentação. Com o salário menor, o pobre compra menos tomate, feijão e arroz. O que caracteriza ser o empobrecimento a causa de muitos desgostos e aflição. Cenário difícil de resolver por falta de interesse político.