CARLOS EDUARDO GOMES - PENSAMENTO LIVRE

O QUE OS OLHOS NÃO VEEM

“O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que não é intervencionista nem quer fazer as políticas que fizeram no passado, mas afirmou que ligou para o presidente da Petrobras exigindo explicações sobre a proposta de reajuste de 5,7% sobre o preço do diesel e pedindo que recuasse da decisão. A fala aconteceu após a inauguração do novo aeroporto de Macapá nesta sexta-feira. (Valor Econômico, 12/04)

“O presidente Jair Bolsonaro vetou uma propaganda do Banco do Brasil que estimula a abertura de conta corrente por meio do aplicativo da instituição financeira e é marcado pela diversidade e juventude dos personagens. O diretor de comunicação e marketing da estatal, Delano Valentim, foi afastado do cargo. Procurado por VEJA, o Banco do Brasil afirmou que o presidente da instituição, Rubem Novaes, concordou com Bolsonaro sobre a necessidade de retirar do ar a peça publicitária. O afastamento de Valentim, que está de férias, foi um consenso, segundo o banco, que não informou o motivo do veto presidencial à campanha, que estava no ar desde o início de abril” (Veja 26/04)

“Qualquer empresa privada tem liberdade para promover valores e ideologias que bem entendem. O público decide o que faz. O que não pode ser permitido é o uso do dinheiro dos trabalhadores (?) para isso. Não é censura, é respeito com a população brasileira” (Bolsonaro, Jovem Pan, 04/05)

“Em 2018 a Petrobrás assinou contrato de publicidade de R$ 782 milhões com a Mclaren, válido por 5 anos. No momento a empresa, por decisão do meu Governo, busca uma maneira de rescindir o contrato. Boa noite a todos!” (Twiiter, Jair Bolsonaro, 17/05)

Atenção para o detalhe: “por decisão do meu Governo”. Nosso presidente não passa 15 dias sem interferir na gestão das grandes estatais. Dane-se para o que a administração da empresa acha melhor para seu resultado. Os concorrentes agradecem e os investidores pulam fora enquanto é tempo. Nós cidadãos brasileiros que somos indiretamente, todos acionistas dessas companhias, sofremos a perda indolor dessas decisões insensatas dos seguidos governos, que para beneficiar poucos, destroem a riqueza que tanto dizem querer preservar.

Vejam como sofreram as ações da Petrobras, quando comparadas a duas concorrentes: Em 19/03, dia em que o Índice Bovespa atingiu sua cotação máxima, o petróleo estava cotado em US$ 60,00/barril. Nesse dia as ações da Petrobrás (objeto de tentação de todos os presidentes) custavam R$ 29,18, ou US$ 7,68. As ações da Shell estavam cotadas por US$ 28,36 e as da BP (Cia Britânica) US$ 558,5. As cotações hoje (18/05) apresentam a seguinte evolução: petróleo US$ 62,7 (valorização +4,5%), Shell US$ 28,92 (+1%), BP US$ 556,00 (- 0,5%) e Petrobrás US$ 6,02 (- 21,6%).

Nós brasileiros, via BNDES, Caixa Econômica, FPS, e União Federal, temos 45% do capital social da Petrobrás. A desvalorização mencionada acima, equivale a US$ 12 bilhões. Bolsonaro não percebe o estrago, nem a grande maioria dos brasileiros, a perda é indolor. Até os caminhoneiros, que só contabilizam o ganho direto com o preço do combustível, estão perdendo quando o patrimônio público desvaloriza. O que os olhos não veem, o coração não sente.

Difícil compatibilizar o que o Presidente fala, com aquilo que ele faz e o que propõe seu Ministro da Economia. É a “aliança frankestein” segundo Demétrio Magnoli, entre o nacionalista/populista e o liberal. Em função disso, neste ano de 2019, até 18/05, R$ 5 bilhões de investimento estrangeiro saiu das ações de empresas brasileiras. O Relatório FOCUS, do Bco. Central mostra a cada semana uma expectativa menor para o crescimento do PIB, a última estimativa para 2019 é de 1,24%. No mercado financeiro existe um “elegante” ditado que diz: enquanto os passarinhos fazem piu piu, seu dinheiro vai para a …

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SEM O TRIPÉ, NÃO PARA EM PÉ

Nosso presidente Jair Bolsonaro não entendeu o jogo. O que sustenta seu governo em pé é o competente tripé generais, Moro e Guedes. Essa troica é confiável e republicana, sem eles o Governo cai em pouco tempo. Embora os brasileiros estejam se acostumando a trocar de presidente no meio do mandato, isso não seria nada bom.

Os generais estão abandonados pelo Presidente que continua dando demonstrações de admiração e respeito pelo “ideólogo” Olavo de Carvalho, que já foi comunista, astrólogo, agora é ativista radical de direita e mentor dos Bolsonaro. Moro está vendo sua imagem de paladino da justiça derreter como picolé. O Juiz que defendeu o Brasil da roubalheira escandalosa do Petrolão, que foi usado como selo de qualidade pelo Novo Governo para propor uma nova política sem negociatas, agora é desprezado, tratado como um pedinte a um posto no STF.

O Ministro Paulo Guedes, que foi fundamental para muitos agentes econômicos aderirem a campanha “Brasil acima de todos, Deus acima de tudo”, hoje sofre com as besteiras diárias espalhadas pela Família B e as consequências na economia. Apesar do projeto transformador de uma economia tutelada pelo Estado, num ambiente menos burocrático e mais competitivo; apesar da “Coragem” de Guedes em enfrentar praticamente sozinho as comissões parlamentares defendendo em nome do Governo a reforma constitucional (Previdência) que poderá ser a pedra fundamental para uma possível e indesejável reeleição do Mito; Bolsonaro com seu populismo histórico está minando as expectativas positivas que a sociedade criou ao depositar 57 milhões de votos na sua chapa, dar ao PSL 54 cadeiras na Câmara e 4 no Senado. Bolsonaro não abastece mais no Posto Ipiranga e anula o efeito Guedes.

A cada semana o Relatório FOCUS, do Banco Central, mostra uma expectativa de crescimento do PIB menor. No final de 2018, depois da eleição do Mito, as instituições financeiras representadas nesse documento estimavam um aumento do PIB em 2019 da ordem de 2,7%. Esse número hoje está em 1,45%. Há quem fale em menos de 1%. Outro aspecto curioso é que os investidores estrangeiros sempre estiveram muito interessados em aportar recursos no Brasil, afinal de contas somos um país por construir. Nossa infraestrutura, por exemplo, é do século passado, as oportunidades são enormes. Porém, o dinheiro especulador, que compra ações em Bolsa de Valores e precede o investimento fixo está deixando o Brasil. Não é um bom sinal. Desde outubro 2018 até hoje (14/05/2019) o fluxo está negativo em R$ 11 bilhões.

Em 29/04 escrevi aqui no JBF, o texto “Filhos acima de todos, Deus acima de tudo”, em 14/05, no jornal “O Globo” o colunista Merval Pereira, compartilha essa percepção e dá o título ao seu artigo “O Mito acima de todos”. Bolsonaro erra se achar que ele é o Mito e que pode sustentar seu governo num outro tripé formado por Olavo de Carvalho, igrejas e caminhoneiros.

“Eu (Senador Flavio Bolsonaro) estava na mesa quando o Moro conversava com Jair recém-eleito presidente e pediu para levar o Coaf com ele. Jair falou: problema nenhum, é seu. Nunca tínhamos ouvido falar de Coaf na vida”. (Estadão 12/05) Se não sabia, agora já sabe. Não pode subestimar a astucia da Velha Política que está preparando o bote.

O Mito tem pés de barro, não se sustenta sozinho. Se antes tinha a expectativa a seu favor, agora ela passou a ser mais um obstáculo. Afasta-se cada vez mais do seu discurso sedutor de 28/10/2018. Ainda pode virar o jogo, basta retomar aquele roteiro.

Para ver muita coisa é preciso despregar os olhos de si mesmo – Friedrich Nietzsche

CARLOS EDUARDO GOMES - PENSAMENTO LIVRE

ORDEM X PROGRESSO

“Arroz, feijão, macarrão, farofa, salada, frango, carne, peixe… Com a crise financeira que se abateu sobre o estado (RJ), muita gente que ficou desempregada tem ganhado a vida vendendo quentinhas. Num espaço de menos de 5 quilômetros percorrido pela Barra da Tijuca, a reportagem conseguiu contar 15 pontos de venda de comida.

Entre eles estava o empresário Alexandre Cavalcante, de 43 anos. Formado em contabilidade e pós-graduado em finanças ele chegou a trabalhar como executivo em uma multinacional canadense no ramo de petróleo, mas com a desaceleração de investimentos do setor ele precisou mudar de área:

— Há quatro anos, montei uma cozinha industrial na Gardênia Azul, em Jacarepaguá, e me associei a um outro empresário que também vendia quentinhas. Hoje, temos cinco pontos de vendas pela Barra da Tijuca e a nossa ideia é aumentar ainda mais os nossos negócios aqui pela Barra” (Jornal Extra 06/06/2018)

A Guarda Municipal do Rio (GM-Rio) realizou, nesta quinta-feira, dia 09/05/2019, operação integrada de ordenamento urbano nos bairros da Ipanema, Leblon, Lagoa e Copacabana, na Zona Sul da cidade, para coibir a venda irregular de quentinhas e outros tipos de desordens. Durante a ação foram apreendidas 90 quentinhas e 17 estruturas para armazenamento da comida, 41 bebidas diversas, dois isopores e um guarda-sol. O material apreendido foi descartado. (Informativo Carioca Digital, Prefeitura do Rio)

O que fazer diante dessa situação de desalento que vivemos no Rio de Janeiro e em muitos outros lugares do nosso Brasil? Lógico que todos queremos uma cidade com ordem e progresso, porém, a realidade é que existem 14 milhões de brasileiros desempregados precisando fazer alguma coisa para sobreviver. Segundo o Ministro da Economia “o país tem uma população economicamente ativa (em idade de trabalho) de 96 milhões de pessoas, das quais 46 milhões estão na informalidade, por causa dos altos encargos trabalhistas e, por isso, não conseguem contribuir para o financiamento da Previdência, o que torna o sistema inviável.” (EBC 07/02/2019)

Para manter a ordem, atender aos comerciantes estabelecidos que pagam impostos e sofrem com um automóvel que estaciona em frente ao seu restaurante e vende uma marmita por um terço do preço que ele cobra, é preciso impedir a concorrência desleal promovida pela necessidade do outro que não conseguiu manter-se no emprego, ou com seu negócio legalizado e partiu para o que muita gente poderia chamar de capitalismo selvagem.

Por que o cidadão pagaria 3 vezes mais pela refeição? Passo pelos automóveis com a mala aberta, cheios de quentinhas e sinto rejeição pela bagunça que essa informalidade causa na Cidade Maravilhosa. Concorrência desigual com outros negócios que pagam impostos e obedecem a lei. Ao mesmo tempo compreendo que aquele comércio não alimenta apenas quem compra a marmita, é o que sustenta a família do ambulante, seus fornecedores e colaboradores. Se tem fila para comprar é porque a comida é boa e o preço justo.

“Estamos pensando, justamente, em tributar um espaço novo. De pagamentos, para ter base boa e desonerar a folha de pagamentos. Você vai ter um choque de empregos. De repente, você vai gerar 2, 3, 4 ou 5 milhões de empregos em um espaço de um ano, um ano e meio. Empregos novos, porque você desonerou a folha de pagamentos. O trabalhador vai ganhar mais e vai custar menos”, disse o Ministro Guedes….

O ministro declarou que todos que fazem pagamentos terão de pagar os impostos, inclusive traficantes e bandidos.”Aí é que está, eu preferia que ele (Marcos Cintra, Secretário Receita Federal) tivesse falado que os bandidos vão pagar, os traficantes vão pagar. Ele falou logo igreja? Deu azar. Quem vai pagar é bandido, traficantes, todo mundo que faça pagamentos. Então, essa que era a ideia dele”, disse Guedes… (uol.com.br/noticias/redacao/2019/04/30)

Não só na cobrança de impostos, também em relação ao código de posturas e legislação municipal, é preciso haver uma adequação a nossa realidade. O Ministro da Economia demonstra estar atento ao mundo real e procurando soluções que não façam a ordem se opor ao progresso. Paulo Guedes ganha cada vez mais a admiração e confiança da sociedade por demonstrar conhecimento econômico, sem abusar do pedante economês, dizendo a verdade nua e crua para quem quiser ouvir.

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A ESPERANÇA QUE MORRE A CADA DIA

A esperança é a última que morre, mas infelizmente acaba morrendo também. A eleição de Bolsonaro trouxe expectativa da consolidação da mudança que começara dois anos antes com a troca da “Nova Matriz Econômica” pelo projeto “Uma Ponte Para o Futuro”. Mudamos o programa econômico, para melhor, mas continuamos com a corrupção instalada no comando central, cobrando o preço do Governo fraco, cambaleante, até a eleição do Mito. O Quadrilhão denunciado por Joesley, comprometeu tudo de bom que estava encaminhado no Congresso.

Não vou cansar de cobrar do atual Presidente que ele siga o roteiro do discurso do dia da vitória: “O compromisso que assumimos com todos os brasileiros foi de fazer um governo decente, comprometido exclusivamente com o País e com o nosso povo” Isso Bolsonaro, esqueça os combates inúteis contra a esquerda derrotada, coloque seus esforços naquilo que faz a diferença para o Brasil.

“Liberdade (1) é um princípio fundamental. Liberdade (2) de ir e vir, andar nas ruas em todos os lugares deste País. Liberdade (3) de empreender. Liberdade (4) política e religiosa. Liberdade (5) de informar e ter opinião. Liberdade (6) de fazer escolhas e ser respeitado por elas. Este é o país de todos nós, brasileiros natos ou de coração, um Brasil de diversas opiniões, cores ou orientações. Como defensor da liberdade (7), vou guiar um governo que defenda e proteja os direitos do cidadão que cumpre seus deveres e respeita as leis. Elas são para todos, porque assim será nosso governo: constitucional e democrático”

No parágrafo acima, do impecável discurso, nosso Messias usa sete vezes a palavra liberdade. Na prática, ele anda tirando a liberdade das empresas ainda estatais, de precificar seus produtos e fazer o marketing que julgam adequado. Pode repetir quantas vezes quiser que não está interferindo na gestão. Não adianta. As pessoas acreditam cada vez menos no que você diz, acreditam no que você faz. Basta fazer o que discursou em 28/10/2018 e seremos todos felizes.

Os números mostram que o “mercado” está menos otimista, por enquanto. Com o tempo poderá virar o viés. O Relatório Focus divulgado toda segunda-feira pelo Banco Central, considerando as expectativas de mercado coletadas entre agentes financeiros mostra que o crescimento esperado para 2019, em dezembro do ano passado estava em 2,7% e o último número disponível já considera que poderá ser de apenas 1,7%. O crescimento global estimado pelo FMI é de 3,3%. Ficaremos na metade.

Em 18/04/2019, eu escrevi aqui para os confrades que “Está difícil aguentar esse período de acomodação do Novo Governo e a Nova Política, mas a fé não costuma faiá”. Continuo acreditando, um pouco menos a cada dia, porque na vida, o componente expectativa é um motivador tão grande quanto os fatos. Às vezes até mais. As trapalhadas do Capitão e seu clã vão minando esse viés otimista que ainda está instalado na sociedade.

A mudança de expectativa tem preço, começam a mudar dólar (no auge do otimismo 3,65 – hoje 3,97. Alerta ligado já custou 4,20), Bolsa (100.000 – 95000), juros (+/- estável), inflação (estável) tudo isso combinado não ajuda a tarefa que já não é fácil para colocar o Brasil no caminho do crescimento econômico.

O tempo corre, a dívida aumenta, os ativos desvalorizam, os negócios diminuem, as expectativas também, continuam desvalorizando as ações, desvalorizando o real, aumentando o rombo fiscal, caindo as ações, diminuindo o otimismo…

CARLOS EDUARDO GOMES - PENSAMENTO LIVRE

FILHOS ACIMA DE TODOS, DEUS CIMA DE TUDO

“Um outro tema que o senhor presidente gostaria de colocar um ponto final é essa pretensa discussão, entre o senhor vice-presidente e o vereador Carlos Bolsonaro que é filho do nosso presidente. […] Quanto aos seus filhos, em particular ao Carlos, o presidente enfatiza que ele sempre estará ao seu lado. […] E eu abro aspas para a frase “é sangue do meu sangue”, disse Rêgo Barros, porta voz da Presidência. (O Globo, 23/04)

O Presidente deixa claro que sempre estará ao lado dos filhos, porque “é sangue do meu sangue”. Isso quer dizer que o Brasil não está mais acima de todos? Ser presidente exige tomar posições, as vezes antipáticas e duras.

Lá vai o 02 e diz: “Começo uma nova fase em minha vida. Longe de todos que de perto nada fazem a não ser para si mesmos. O que me importou jamais foi o poder. Quem sou eu neste monte de gente estrelada?” Uma mensagem cifrada que alguém deve ter entendido, mas que não ajuda a esclarecer coisa nenhuma, nem colabora para unir esforços em torno dos grandes temas nacionais. Parece um desafio aos Generais, ou à um determinado General Vice-Presidente que incomoda muito aos Bolsonaro.

Astronauta Ministro Marcos Pontes sobre a privatização dos Correios: “É uma decisão importante que afeta dezenas de milhares de famílias e precisa ser feita de forma responsável e lógica, sem precipitação”.

O Secretário de Privatizações, Salin Matar – “Me apontem uma só estatal eficiente. Não existe”, ele próprio respondeu, ao acrescentar que empresas eficientes não precisam de monopólio, em uma referência à Petrobras. “Setenta por cento da receita dos Correios vem da entrega de pacotes. O Estado é dono de uma transportadora. Isso é absurdo”

O general Santos Cruz, ministro-chefe da Secretaria de Governo, deu entrevista a O Globo. Ele disse que o governo está entre a cruz e a espada no caso dos caminhoneiros. Santos Cruz também disse que “a ideologia de esquerda foi um câncer no Brasil da maneira como foi feita. O problema é o extremismo, é o fanatismo. Quando você fanatiza perde qualquer capacidade de análise. O problema não é ter gente de direita, gente de esquerda. A filosofia e ideias você pode discutir, o que eu condeno é o fanatismo, seja ele de um lado, seja ele do outro”.

Ministro Onyx Lorenzoni – “Já demos uma trava na Petrobras. Qualquer modificação de preço, no mínimo entre 15 e 30 dias, não pode ter menos que isso”, declarou Onyx ao caminhoneiro, dando a entender que o governo interveio na petroleira.

Tem muita confusão no Governo e isso tem preço. Toda expetativa positiva desde a eleição do Capitão, está se desgastando, mostrando que a sociedade e os investidores estrangeiros estão cautelosos quanto as promessas da campanha. No último pregão antes da votação do segundo turno, o IBOVESPA estava cotado em 84.000. Atingiu a cotação máxima de 100.000 (valorização de 19,4%) em 19/03. Diante dos desencontros e pouco envolvimento direto do Presidente com a Reforma da Previdência e no processo de privatizações, o conjunto de ações medidas pelo Índice desvalorizou, estando hoje em 94.000. O Dólar estava cotado a R$ 3,67 e hoje custa R$ 3,96. Desde a eleição de Bolsonaro e sem entender direito todo esse enrosco familiar/institucional os investidores estrangeiros retiraram R$ 9 bilhões das ações brasileiras. O crescimento econômico decepciona e o desemprego impressiona.

Na briga entre o mar e o rochedo, os brasileiros continuam sofrendo.

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EU ACREDITO!

Nosso Presidente Bolsonaro que sempre foi um nacionalista e intervencionista, está sendo convertido ao liberalismo pelo seu Posto Ipiranga, que foi essencial para a vitória em 2018. Foi assim com FHC que passou a vida inteira escrevendo que o culpado pela inflação descontrolada era o juro alto. Foi convencido do erro pela excelente equipe liderada por Malan e Gustavo Franco e seu governo adotou a política monetária como principal instrumento para controlar o dragão. Deu muito certo.

Em evento “Fórum VEJA EXAME 100 dias de governo”, em 15/04/2019, o sociólogo Demétrio Magnoli chama atenção para a associação imprevisível, bastante instável, mas que pode repetir o acerto da década de 90. Uma associação que não deve ser desfeita para o bem de todos e felicidade geral do Brasil. É uma questão de fé. Fé demais ou fé de menos.

“Não é possível que liberais, como Guedes, unam-se a nacional-populistas, em função da narrativa da guerra cultural adotada pela ala ideológica do governo – o próprio presidente e seus filhos incluídos – que denuncia a união entre globalistas e comunistas conspiram em escala mundial.

A aliança é tão inviável que, para que ela se formasse, foi necessária a destruição do sistema político da Nova República. Foi só com isso, uma combinação extraordinária de depressão econômica, Lava Jato, desmoralização dos dois grandes partidos da Nova República, PT e PSDB, que permitiu que surgisse esse Frankesntein, a aliança entre liberais e nacional-populistas Declarou Magnoli, que prevê uma intensificação do conflito entre liberais e nacional-populistas para os próximos cem dias de governo. Ele classifica como ilusão imaginar que um globalista como Guedes sobreviva ao governo Bolsonaro.

Para o sociólogo, o episódio do diesel deve ter feito o ministro da Economia perceber que está em um governo à la Dilma Rousseff, com sua política econômica intervencionista, e indicar a ele que ou deixa o governo ou troca suas convicções econômicas pela permanência no cargo. Demétrio Magnoli entende que a segunda hipótese, que faria do liberal um mero agente da política dos nacional-populistas, é a mais provável (revista Exame 15/04)”

Será trágico para o Brasil se a “aliança frankestein” entre os liberais da área econômica e os nacional-populistas do Governo se desfizer. Porém se Magnoli está pensando que P. Guedes trocará suas convicções de uma vida inteira para permanecer no cargo, o competente sociólogo está redondamente enganado. Pior ainda se o Presidente estiver achando que PG, será convertido, ou que será fácil encontrar alguém COMPETENTE, para substituir o talentoso e bem preparado economista.

Disse Hélio Gaspari no seu artigo de 17/04 no jornal O Globo: “Se o Posto Ipiranga pegar fogo, por acidente ou autocombustão, a conta irá para todo Brasil, para as pessoas como as que procuram emprego na fila do Vale do Anhangabaú”

Nem Guedes desistirá do seu objetivo de fazer do Brasil um bom lugar para empreender, que respeite contratos, que acredite que a interação dos indivíduos e negócios (mercado) é capaz de produzir melhores resultados do que o Estado atuando como indutor do crescimento econômico. Nem nossa democracia, um tanto bagunçada, sucumbirá à ameaça do STF de censurar a mídia. Apesar da possibilidade de existirem “argumentos” que justifiquem a medida inconstitucional como disse o Zero Um: “Eu sou contra qualquer tipo de censura. Agora, para ele ter dado uma decisão dessas, tem que ver quais foram os argumentos.” Quais argumentos? Capitão tire o celular da mão dos meninos.

Está difícil aguentar esse período de acomodação do Novo Governo e a Nova Política, mas a fé não costuma faiá.

Eu acredito! Eu acredito! Eu acredito!

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O USO DO CACHIMBO DEIXA A BOCA TORTA

O Antagonista, 12/04/2019 – “Jair Bolsonaro teve um surto à moda de Dilma Rousseff. Mandou brecar à noite um reajuste no preço do diesel que a Petrobras anunciara durante o dia. Coisa de 5,7%. A nova cotação, que vigoraria nesta sexta-feira, chegou a ser anotada na tabela exibida no site da estatal. Mas, o Planalto mandou passar uma borracha. Caminhoneiros celebraram em grupos de WhatsApp a intervenção de Bolsonaro.”

Isso não pode passar despercebido. Nem passará. A menos que seja uma troca que faça parte da negociação para aprovação da Reforma da Previdência, tal qual foi proposto pelo Ministro da Economia (não acredito nessa hipótese). Bolsonaro está fazendo opção pelo populismo que usou como estratégia durante seu longo tempo como deputado. Está indo frontalmente contra o liberalismo da área econômica do Governo Bolsonaro. É Bolsonaro fazendo oposição ao Governo. O uso do cachimbo deixa a boca torta.

“Esse problema das milícias tem que ser enfrentado, não se pode fugir disso aí, de modo que o estado possa desempenhar o seu papel. É inadmissível que haja nesses locais, que autoridades, trabalhadores das companhias de energia e gás, não possam entrar lá dentro.” É o General Mourão falando a verdade sobre organizações perigosas, muito violentas que dominam de forma crescente, territórios nas metrópoles do Brasil, especialmente no Rio de Janeiro.

Enquanto o Vice-Presidente com muita lucidez e atuando em nome do cidadão de bem recomenda um combate a essas organizações criminosas, o Zero Um pensa de forma diferente: “a milícia nada mais é do que um conjunto de policiais, militares ou não, regidos por uma certa hierarquia e disciplina, buscando, sem dúvida, expurgar do seio da comunidade o que há de pior: os criminosos” Quem fala pelo Governo? Qual será de fato o pensamento do Governo Bolsonaro em relação a essa versão do crime organizado?

O Governo Federal está apoiado no tripé Generais, Sérgio Moro e Paulo Guedes. Assim como nas manifestações do Fora Dilma, onde o povo aclamava Sérgio Moro, nos movimentos de 07/04/2019 os participantes gritavam o nome do Ministro da Economia, orgulhosos por ver alguém dizer a verdade nua e crua para os antigos ocupantes do poder, na audiência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal em 03/04. Ele disse o que todo brasileiro que coloca o Brasil acima de suas escolhas ideológicas gostaria de falar para o PT e seus apoiadores que desgovernaram o Brasil desde 2003.

Jair Bolsonaro confessou que não nasceu para ser presidente, isso está cada vez mais claro para os brasileiros. Mas ele se ofereceu como candidato e foi eleito. Leu um discurso maravilhoso no dia 28/10, assim que foi declarado vencedor. Deu orgulho em cada eleitor que confirmou o 17 na urna naquele dia. Montou um tripé capaz de entregar o que foi prometido ao longo da campanha e principalmente no seu Discurso da Vitória, mas parece que ele próprio não acredita no que foi proposto, ou não acredita na equipe que tem.

O populismo de direita terá o mesmo destino da esquerda que desgovernou o País. O texto de 28/10/2018 (Discurso da Vitória) dá o mapa da mina. Siga aquele roteiro Capitão. Liberte-se do seu passado, ele é um campo minado onde explodem armadilhas inesperadas e totalmente fora do roteiro combinado no dia da vitória.

CARLOS EDUARDO GOMES - PENSAMENTO LIVRE

AS MORDOMIAS DO PRESIDENTE

Jair Bolsonaro candidatou-se a presidente e ganhou, só de onda. Só para mostrar ao PT que ele seria capaz de derrota-los. Queria colocar a Faixa Presidencial e garantir para si as mordomias que um Presidente da República tem durante o exercício e conserva muitas, depois de deixar o cargo. Se Lulla que está no xilindró tem um motorista a sua disposição, imagine o Mito cheio de mordomias. Leu um discurso maravilhoso no dia da vitória e parece que depois rasgou.

Viaja no avião da presidência. Visitou e tirou um retrato ao lado do Galegão Trump, seu ídolo. Já foi no Chile, em Israel para reencontrar seu parceiro Bibi Netanyahu. É isso! Essa é a vida glamourosa que ele via Lulla e Dilma curtindo e precisava se lambuzar nesse melado também. E o trabalho Bolsonaro? – Trabalho? Eu sou é presidente “taoquei”? Isso aí é coisa para ministro e a turma do segundo escalão.

Ele encontra tempo para: Matéria de “O Antagonista” – Jair Bolsonaro encerrou seu expediente no Planalto mais cedo hoje (29/03) para participar de um evento chamado Escola de Hombridade, informa o Valor. O evento é promovido por uma igreja evangélica, a Comunidade das Nações, e fechado para mulheres –em paralelo, há outro evento só para elas, chamado Modeladas. Segundo a igreja, a Escola de Hombridade é parte de “um movimento de avivamento e despertamento, (em que) os valores e princípios serão restabelecidos contra os modismos e histerias da pós-modernidade”. Bolsonaro já esteve no evento no ano passado, levado por sua mulher, Michelle, que é evangélica. Hoje, o presidente foi assistir à palestra do pastor Cláudio Duarte, seu amigo.

Pois é Presidente, trabalhar pela Reforma da Previdência não dá, mas prestigiar o Pastor Cláudio Duarte é essencial. O Brasil está sem comando, o piloto largou o timão. Enquanto o Presidente Encrenqueiro, reclama da mídia, a Rádio Jovem Pan faz uma campanha firme pela Reforma da Previdência. Quem houve o Jornal Da Manhã, sabe bem do que estou falando. Foi a Jovem Pan que adotou o lema da campanha e está colocando o Brasil acima de todos.

O Messias está acreditando que foi escolhido por Deus e está deixando nas mãos divinas o nosso destino. Vejam parte do discurso do Presidente em Israel: “Há dois anos estive em Israel. Visitei o Rio Jordão. Por coincidência, meu nome também é Messias. Senti-me emocionado naquele momento. Aceitei um chamamento de um pastor da nossa comitiva e desci as ruas do Rio Jordão, uma emoção, um compromisso, uma fé verdadeira que me acompanhará pelo resto da minha vida… Nós sabemos que Israel não é tão rico quanto o Brasil em recursos naturais entre outras coisas. Eu dizia: olha o que eles não tem e veja o que eles são. Como poderemos ser iguais a eles? Precisamos ter a mesma fé que eles têm. E com esse sentimento e usando também uma passagem bíblica, João 8:32, que diz: conhecereis a verdade e ela vos libertará, conseguimos vencer desafios no Brasil. Dois milagres aconteceram comigo. Um é estar vivo… pelas mãos de Deus, consegui sobreviver e também ser eleito presidente da República num clima completamente hostil a minha pessoa.”

Segundo o lema de Bolsonaro, Deus está acima de tudo, mas deixar todo trabalho a cargo dos ministros e nas mãos de Deus é muito feio. No seu discurso em Israel ele diz “conseguimos vencer desafios no Brasil”. Está completamente enganado, não venceu nenhum desafio e aparentemente nem conhece os verdadeiros desafios que tem pela frente. Não chegaremos ao nível de desenvolvimento desejado só com fé. É preciso muito trabalho e trabalho bem feito.

Aguinaldo Ribeiro, do PP da Paraíba, líder de um bloco de 15 partidos, com mais de 300 deputados, disse à Folha de S. Paulo que Jair Bolsonaro “tem que suar a camisa” para aprovar a reforma da Previdência. “Vir para cá o projeto sem articulação significa dizer que o autor não tem interesse na aprovação ou não está com pressa.” Está errado?

Capitão Bolsonaro, vamos trabalhar, marcar o ponto todo dia. Não interessa ao Brasil ficar discutindo se o Nazismo é uma ideologia de direita ou esquerda. Você não prometeu um governo livre de ideologias? É isso que esperamos, nada de radicalismos. Para o bem do Brasil tire o celular das mãos dos seus filhos. Chega de trapalhada.

Tá OK?

CARLOS EDUARDO GOMES - PENSAMENTO LIVRE

BOLSONARO OU BRANCALEONE

Vou repetir aqui o que escrevi no texto da semana passada: O Presidente e seus filhos precisam entender bem que o povo não quer a cabeça de Lulla numa estaca, queremos o crescimento econômico e a queda do desemprego. É isto que disse Janaína Pascoal – Matéria de O Antagonista 27/03/2019: “Deixem 64 em 64 – Ontem, fui muito criticada, em Plenário, em razão de ter defendido a necessidade de o Brasil virar a página. Sabendo que desagrado gregos e troianos, insisto: Deixem 64 em 64! Temos 2019 e diante para cuidar! É preciso dar um passo adiante! Se o Governo e seus apoiadores não saírem de 64, não pararem de se pautar pelo que fez, falou e fala o pessoal do PT, o país estará fadado ao fracasso! Todos perderemos!”

O Presidente Bolsonaro parece estar querendo criar a Comissão da Verdade versão direita volver. Se perde em temas inúteis e ultrapassados, como essa comemoração do 31 de março de 64. Lembra Brizola quando criou o feriado do Dia de Zumbi, que agora é o Dia da Consciência Negra. Mais uma inutilidade na nossa vida.

Como eleitor do Capitão será que tenho o direito de pedir ao Presidente que leia o seu discurso da vitória de 28/10/2018? Que seja fiel ao que discursou naquele dia tão comemorado pela maioria dos brasileiros que estavam felizes com a saída do esquema corrupto e podre que ocupou o Executivo por tantos anos. Vejam esse trecho do belíssimo discurso lido pelo Capitão no dia da sua eleição: “Acredito na capacidade do povo brasileiro, que trabalha de forma honesta, de que podemos juntos, governo e sociedade, construir um futuro melhor. Este futuro, de que falo e acredito, passa por um governo que cria condições para que todos cresçam. Isso significa que o governo federal dará um passo atrás, reduzindo a sua estrutura e a burocracia, cortando desperdícios e privilégios, para que as pessoas possam dar muitos passos à frente”

Essencial para isso são os projetos enviados ao Congresso pelo Governo Bolsonaro, mas que não estão sendo abraçados pelo Presidente. Como um pai desatento o Capitão prefere ter uma agenda pouco proveitosa, fora do Brasil, do que envolver-se decisivamente com o debate político crítico para a sorte do Brasil. Vamos todos nós 60 milhões de eleitores que escolhemos Bolsonaro, lembra-lo que o Brasil está acima de todos. Para que os brasileiros possam dar muitos passos à frente, como é prometido no seu discurso, é preciso que os Bolsonaros parem com os fuxicos, as mágoas passadas, que sejam conciliadores, ao invés de revanchistas. Estão praticando uma política que não é inteligente. É “rousseffica”.

Conheço bem o Ministro Paulo Guedes e sei que o motivo dele fazer parte desse Governo é, além de colocar as contas públicas em ordem, mudar a mentalidade do brasileiro em relação aos seus deveres e direitos. Não esperar de qualquer nível de governo soluções para suas demandas individuais, e sim condições para vencer os obstáculos. Assim como está escrito neste trecho do brilhante discurso de 28/10: “Nosso governo vai quebrar paradigmas. Vamos confiar nas pessoas. Vamos desburocratizar, simplificar e permitir que o cidadão, o empreendedor, tenha mais liberdade para criar e construir o seu futuro. Vamos desamarrar o Brasil” Ao invés disso, Bolsonaro parece estar criando ancoras no passado.

O Ministro da Economia gostava muito de usar uma analogia entre a ambição do PT pelo governo e seu despreparo para governar, comparando ao filme “O Incrível Exército de Brancaleone”, aquela divertida sátira do cavaleiro medieval e seu esfarrapado exército em busca de um reino. O que não desejamos é que o Governo Bolsonaro se transforme num Exército de Brancaleone e que abandone seu plano de voo inicial. Ou O Presidente entende que para manter Guedes e Moro (os dois selos de qualidade) ele precisa dar sangue, suor e lágrimas pelas reformas, ou ele vira Brancaleone e nós teremos guerra, peste e fome.

CARLOS EDUARDO GOMES - PENSAMENTO LIVRE

AS LEIS VALEM PARA TODOS

Nesse exato momento (21/03, 11:30hs) temos dois ex-presidentes da república e vários ex-governadores presos. Além de vários políticos importantes. Estou escrevendo em cima da notícia da prisão de Michel Temer e do Gato Angorá Moreira Franco. Isso é um sinal da força da Lava-Jato, mesmo sob fogo intenso do meio político com apoio luxuoso do Supremo.

Minha sensação é que não dá mais para enfrentar essa onda moralizadora que a sociedade abraçou. Foi surfando nessa onda que Bolsonaro chegou a presidência e não pode frustrar os brasileiros que o escolheram. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” Foi assim que o Capitão foi conquistando seus eleitores e nós vamos cobrar. O Brasil precisa disso, verdade, transparência e compromisso com o dinheiro público.

Até aqui a Equipe Econômica tem confirmado sua proposta de abrir a economia, equilibrar o orçamento e facilitar os negócios. Sérgio Moro, o outro ministro que também dá o selo de qualidade para o Governo Bolsonaro, trabalha incansavelmente pela Nação. Isso precisa ser muito bem entendido pelo cidadão. Nada é feito pelo Presidente, ou pelo seu Governo, mas pelo Brasil. Essas reformas que estão sendo encaminhadas ao Congresso são o que o Governo habilitado pelo voto, depois de ouvir a sociedade, está entendendo serem necessárias para viabilizar o crescimento econômico e o cumprimento das leis.

As vezes tenho a impressão que o cidadão pode entender mal quando dizem que o Governo ganhou. As mudanças encaminhadas ao Congresso Nacional são em favor de todos nós e caso sejam aprovadas quem ganha não é o Governo, somos nós. O clima de nós contra eles, só faz atrapalhar a compreensão da importância do que está sendo debatido e que decidirá o nosso futuro imediato e no longo prazo.

O acontecimento desta manhã está sendo entendido pelos agentes econômicos como um provável fator desestabilizador para o andamento dos projetos no Congresso. A Bolsa De Valores reage com queda de 1,7% e o Dólar com alta de 1,1% (12hs). Pode ser. Eu acredito que servirá como um alerta para quem ainda acha que pode ser mais forte do que o incessante clamor nacional pelo inalcançável fim da corrupção.

A prisão de Temer pode ajudar o Governo Bolsonaro, se o Presidente e seus filhos entenderem bem que o povo não quer a cabeça de Lulla numa estaca, queremos o crescimento econômico e a queda do desemprego. É inútil perder tempo e gastar cacife com picuinhas contra os derrotados.

Não dá mais para enrolar como os velhos políticos faziam. É preciso jogar aberto de verdade. Não só as contas públicas precisam estarem abertas, acabou também o tempo de reuniões tarde da noite em garagens, favores para amigos. Para isso o povo escolheu o Capitão. Ele precisa manter-se fiel ao seu maravilhoso Discurso da Vitória. “Como defensor da liberdade, vou guiar um governo que defenda e proteja os direitos do cidadão que cumpre seus deveres e respeita as leis. Elas são para todos, porque assim será nosso governo: constitucional e democrático”