EU ACREDITO!

Nosso Presidente Bolsonaro que sempre foi um nacionalista e intervencionista, está sendo convertido ao liberalismo pelo seu Posto Ipiranga, que foi essencial para a vitória em 2018. Foi assim com FHC que passou a vida inteira escrevendo que o culpado pela inflação descontrolada era o juro alto. Foi convencido do erro pela excelente equipe liderada por Malan e Gustavo Franco e seu governo adotou a política monetária como principal instrumento para controlar o dragão. Deu muito certo.

Em evento “Fórum VEJA EXAME 100 dias de governo”, em 15/04/2019, o sociólogo Demétrio Magnoli chama atenção para a associação imprevisível, bastante instável, mas que pode repetir o acerto da década de 90. Uma associação que não deve ser desfeita para o bem de todos e felicidade geral do Brasil. É uma questão de fé. Fé demais ou fé de menos.

“Não é possível que liberais, como Guedes, unam-se a nacional-populistas, em função da narrativa da guerra cultural adotada pela ala ideológica do governo – o próprio presidente e seus filhos incluídos – que denuncia a união entre globalistas e comunistas conspiram em escala mundial.

A aliança é tão inviável que, para que ela se formasse, foi necessária a destruição do sistema político da Nova República. Foi só com isso, uma combinação extraordinária de depressão econômica, Lava Jato, desmoralização dos dois grandes partidos da Nova República, PT e PSDB, que permitiu que surgisse esse Frankesntein, a aliança entre liberais e nacional-populistas Declarou Magnoli, que prevê uma intensificação do conflito entre liberais e nacional-populistas para os próximos cem dias de governo. Ele classifica como ilusão imaginar que um globalista como Guedes sobreviva ao governo Bolsonaro.

Para o sociólogo, o episódio do diesel deve ter feito o ministro da Economia perceber que está em um governo à la Dilma Rousseff, com sua política econômica intervencionista, e indicar a ele que ou deixa o governo ou troca suas convicções econômicas pela permanência no cargo. Demétrio Magnoli entende que a segunda hipótese, que faria do liberal um mero agente da política dos nacional-populistas, é a mais provável (revista Exame 15/04)”

Será trágico para o Brasil se a “aliança frankestein” entre os liberais da área econômica e os nacional-populistas do Governo se desfizer. Porém se Magnoli está pensando que P. Guedes trocará suas convicções de uma vida inteira para permanecer no cargo, o competente sociólogo está redondamente enganado. Pior ainda se o Presidente estiver achando que PG, será convertido, ou que será fácil encontrar alguém COMPETENTE, para substituir o talentoso e bem preparado economista.

Disse Hélio Gaspari no seu artigo de 17/04 no jornal O Globo: “Se o Posto Ipiranga pegar fogo, por acidente ou autocombustão, a conta irá para todo Brasil, para as pessoas como as que procuram emprego na fila do Vale do Anhangabaú”

Nem Guedes desistirá do seu objetivo de fazer do Brasil um bom lugar para empreender, que respeite contratos, que acredite que a interação dos indivíduos e negócios (mercado) é capaz de produzir melhores resultados do que o Estado atuando como indutor do crescimento econômico. Nem nossa democracia, um tanto bagunçada, sucumbirá à ameaça do STF de censurar a mídia. Apesar da possibilidade de existirem “argumentos” que justifiquem a medida inconstitucional como disse o Zero Um: “Eu sou contra qualquer tipo de censura. Agora, para ele ter dado uma decisão dessas, tem que ver quais foram os argumentos.” Quais argumentos? Capitão tire o celular da mão dos meninos.

Está difícil aguentar esse período de acomodação do Novo Governo e a Nova Política, mas a fé não costuma faiá.

Eu acredito! Eu acredito! Eu acredito!

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O USO DO CACHIMBO DEIXA A BOCA TORTA

O Antagonista, 12/04/2019 – “Jair Bolsonaro teve um surto à moda de Dilma Rousseff. Mandou brecar à noite um reajuste no preço do diesel que a Petrobras anunciara durante o dia. Coisa de 5,7%. A nova cotação, que vigoraria nesta sexta-feira, chegou a ser anotada na tabela exibida no site da estatal. Mas, o Planalto mandou passar uma borracha. Caminhoneiros celebraram em grupos de WhatsApp a intervenção de Bolsonaro.”

Isso não pode passar despercebido. Nem passará. A menos que seja uma troca que faça parte da negociação para aprovação da Reforma da Previdência, tal qual foi proposto pelo Ministro da Economia (não acredito nessa hipótese). Bolsonaro está fazendo opção pelo populismo que usou como estratégia durante seu longo tempo como deputado. Está indo frontalmente contra o liberalismo da área econômica do Governo Bolsonaro. É Bolsonaro fazendo oposição ao Governo. O uso do cachimbo deixa a boca torta.

“Esse problema das milícias tem que ser enfrentado, não se pode fugir disso aí, de modo que o estado possa desempenhar o seu papel. É inadmissível que haja nesses locais, que autoridades, trabalhadores das companhias de energia e gás, não possam entrar lá dentro.” É o General Mourão falando a verdade sobre organizações perigosas, muito violentas que dominam de forma crescente, territórios nas metrópoles do Brasil, especialmente no Rio de Janeiro.

Enquanto o Vice-Presidente com muita lucidez e atuando em nome do cidadão de bem recomenda um combate a essas organizações criminosas, o Zero Um pensa de forma diferente: “a milícia nada mais é do que um conjunto de policiais, militares ou não, regidos por uma certa hierarquia e disciplina, buscando, sem dúvida, expurgar do seio da comunidade o que há de pior: os criminosos” Quem fala pelo Governo? Qual será de fato o pensamento do Governo Bolsonaro em relação a essa versão do crime organizado?

O Governo Federal está apoiado no tripé Generais, Sérgio Moro e Paulo Guedes. Assim como nas manifestações do Fora Dilma, onde o povo aclamava Sérgio Moro, nos movimentos de 07/04/2019 os participantes gritavam o nome do Ministro da Economia, orgulhosos por ver alguém dizer a verdade nua e crua para os antigos ocupantes do poder, na audiência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal em 03/04. Ele disse o que todo brasileiro que coloca o Brasil acima de suas escolhas ideológicas gostaria de falar para o PT e seus apoiadores que desgovernaram o Brasil desde 2003.

Jair Bolsonaro confessou que não nasceu para ser presidente, isso está cada vez mais claro para os brasileiros. Mas ele se ofereceu como candidato e foi eleito. Leu um discurso maravilhoso no dia 28/10, assim que foi declarado vencedor. Deu orgulho em cada eleitor que confirmou o 17 na urna naquele dia. Montou um tripé capaz de entregar o que foi prometido ao longo da campanha e principalmente no seu Discurso da Vitória, mas parece que ele próprio não acredita no que foi proposto, ou não acredita na equipe que tem.

O populismo de direita terá o mesmo destino da esquerda que desgovernou o País. O texto de 28/10/2018 (Discurso da Vitória) dá o mapa da mina. Siga aquele roteiro Capitão. Liberte-se do seu passado, ele é um campo minado onde explodem armadilhas inesperadas e totalmente fora do roteiro combinado no dia da vitória.

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AS MORDOMIAS DO PRESIDENTE

Jair Bolsonaro candidatou-se a presidente e ganhou, só de onda. Só para mostrar ao PT que ele seria capaz de derrota-los. Queria colocar a Faixa Presidencial e garantir para si as mordomias que um Presidente da República tem durante o exercício e conserva muitas, depois de deixar o cargo. Se Lulla que está no xilindró tem um motorista a sua disposição, imagine o Mito cheio de mordomias. Leu um discurso maravilhoso no dia da vitória e parece que depois rasgou.

Viaja no avião da presidência. Visitou e tirou um retrato ao lado do Galegão Trump, seu ídolo. Já foi no Chile, em Israel para reencontrar seu parceiro Bibi Netanyahu. É isso! Essa é a vida glamourosa que ele via Lulla e Dilma curtindo e precisava se lambuzar nesse melado também. E o trabalho Bolsonaro? – Trabalho? Eu sou é presidente “taoquei”? Isso aí é coisa para ministro e a turma do segundo escalão.

Ele encontra tempo para: Matéria de “O Antagonista” – Jair Bolsonaro encerrou seu expediente no Planalto mais cedo hoje (29/03) para participar de um evento chamado Escola de Hombridade, informa o Valor. O evento é promovido por uma igreja evangélica, a Comunidade das Nações, e fechado para mulheres –em paralelo, há outro evento só para elas, chamado Modeladas. Segundo a igreja, a Escola de Hombridade é parte de “um movimento de avivamento e despertamento, (em que) os valores e princípios serão restabelecidos contra os modismos e histerias da pós-modernidade”. Bolsonaro já esteve no evento no ano passado, levado por sua mulher, Michelle, que é evangélica. Hoje, o presidente foi assistir à palestra do pastor Cláudio Duarte, seu amigo.

Pois é Presidente, trabalhar pela Reforma da Previdência não dá, mas prestigiar o Pastor Cláudio Duarte é essencial. O Brasil está sem comando, o piloto largou o timão. Enquanto o Presidente Encrenqueiro, reclama da mídia, a Rádio Jovem Pan faz uma campanha firme pela Reforma da Previdência. Quem houve o Jornal Da Manhã, sabe bem do que estou falando. Foi a Jovem Pan que adotou o lema da campanha e está colocando o Brasil acima de todos.

O Messias está acreditando que foi escolhido por Deus e está deixando nas mãos divinas o nosso destino. Vejam parte do discurso do Presidente em Israel: “Há dois anos estive em Israel. Visitei o Rio Jordão. Por coincidência, meu nome também é Messias. Senti-me emocionado naquele momento. Aceitei um chamamento de um pastor da nossa comitiva e desci as ruas do Rio Jordão, uma emoção, um compromisso, uma fé verdadeira que me acompanhará pelo resto da minha vida… Nós sabemos que Israel não é tão rico quanto o Brasil em recursos naturais entre outras coisas. Eu dizia: olha o que eles não tem e veja o que eles são. Como poderemos ser iguais a eles? Precisamos ter a mesma fé que eles têm. E com esse sentimento e usando também uma passagem bíblica, João 8:32, que diz: conhecereis a verdade e ela vos libertará, conseguimos vencer desafios no Brasil. Dois milagres aconteceram comigo. Um é estar vivo… pelas mãos de Deus, consegui sobreviver e também ser eleito presidente da República num clima completamente hostil a minha pessoa.”

Segundo o lema de Bolsonaro, Deus está acima de tudo, mas deixar todo trabalho a cargo dos ministros e nas mãos de Deus é muito feio. No seu discurso em Israel ele diz “conseguimos vencer desafios no Brasil”. Está completamente enganado, não venceu nenhum desafio e aparentemente nem conhece os verdadeiros desafios que tem pela frente. Não chegaremos ao nível de desenvolvimento desejado só com fé. É preciso muito trabalho e trabalho bem feito.

Aguinaldo Ribeiro, do PP da Paraíba, líder de um bloco de 15 partidos, com mais de 300 deputados, disse à Folha de S. Paulo que Jair Bolsonaro “tem que suar a camisa” para aprovar a reforma da Previdência. “Vir para cá o projeto sem articulação significa dizer que o autor não tem interesse na aprovação ou não está com pressa.” Está errado?

Capitão Bolsonaro, vamos trabalhar, marcar o ponto todo dia. Não interessa ao Brasil ficar discutindo se o Nazismo é uma ideologia de direita ou esquerda. Você não prometeu um governo livre de ideologias? É isso que esperamos, nada de radicalismos. Para o bem do Brasil tire o celular das mãos dos seus filhos. Chega de trapalhada.

Tá OK?

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BOLSONARO OU BRANCALEONE

Vou repetir aqui o que escrevi no texto da semana passada: O Presidente e seus filhos precisam entender bem que o povo não quer a cabeça de Lulla numa estaca, queremos o crescimento econômico e a queda do desemprego. É isto que disse Janaína Pascoal – Matéria de O Antagonista 27/03/2019: “Deixem 64 em 64 – Ontem, fui muito criticada, em Plenário, em razão de ter defendido a necessidade de o Brasil virar a página. Sabendo que desagrado gregos e troianos, insisto: Deixem 64 em 64! Temos 2019 e diante para cuidar! É preciso dar um passo adiante! Se o Governo e seus apoiadores não saírem de 64, não pararem de se pautar pelo que fez, falou e fala o pessoal do PT, o país estará fadado ao fracasso! Todos perderemos!”

O Presidente Bolsonaro parece estar querendo criar a Comissão da Verdade versão direita volver. Se perde em temas inúteis e ultrapassados, como essa comemoração do 31 de março de 64. Lembra Brizola quando criou o feriado do Dia de Zumbi, que agora é o Dia da Consciência Negra. Mais uma inutilidade na nossa vida.

Como eleitor do Capitão será que tenho o direito de pedir ao Presidente que leia o seu discurso da vitória de 28/10/2018? Que seja fiel ao que discursou naquele dia tão comemorado pela maioria dos brasileiros que estavam felizes com a saída do esquema corrupto e podre que ocupou o Executivo por tantos anos. Vejam esse trecho do belíssimo discurso lido pelo Capitão no dia da sua eleição: “Acredito na capacidade do povo brasileiro, que trabalha de forma honesta, de que podemos juntos, governo e sociedade, construir um futuro melhor. Este futuro, de que falo e acredito, passa por um governo que cria condições para que todos cresçam. Isso significa que o governo federal dará um passo atrás, reduzindo a sua estrutura e a burocracia, cortando desperdícios e privilégios, para que as pessoas possam dar muitos passos à frente”

Essencial para isso são os projetos enviados ao Congresso pelo Governo Bolsonaro, mas que não estão sendo abraçados pelo Presidente. Como um pai desatento o Capitão prefere ter uma agenda pouco proveitosa, fora do Brasil, do que envolver-se decisivamente com o debate político crítico para a sorte do Brasil. Vamos todos nós 60 milhões de eleitores que escolhemos Bolsonaro, lembra-lo que o Brasil está acima de todos. Para que os brasileiros possam dar muitos passos à frente, como é prometido no seu discurso, é preciso que os Bolsonaros parem com os fuxicos, as mágoas passadas, que sejam conciliadores, ao invés de revanchistas. Estão praticando uma política que não é inteligente. É “rousseffica”.

Conheço bem o Ministro Paulo Guedes e sei que o motivo dele fazer parte desse Governo é, além de colocar as contas públicas em ordem, mudar a mentalidade do brasileiro em relação aos seus deveres e direitos. Não esperar de qualquer nível de governo soluções para suas demandas individuais, e sim condições para vencer os obstáculos. Assim como está escrito neste trecho do brilhante discurso de 28/10: “Nosso governo vai quebrar paradigmas. Vamos confiar nas pessoas. Vamos desburocratizar, simplificar e permitir que o cidadão, o empreendedor, tenha mais liberdade para criar e construir o seu futuro. Vamos desamarrar o Brasil” Ao invés disso, Bolsonaro parece estar criando ancoras no passado.

O Ministro da Economia gostava muito de usar uma analogia entre a ambição do PT pelo governo e seu despreparo para governar, comparando ao filme “O Incrível Exército de Brancaleone”, aquela divertida sátira do cavaleiro medieval e seu esfarrapado exército em busca de um reino. O que não desejamos é que o Governo Bolsonaro se transforme num Exército de Brancaleone e que abandone seu plano de voo inicial. Ou O Presidente entende que para manter Guedes e Moro (os dois selos de qualidade) ele precisa dar sangue, suor e lágrimas pelas reformas, ou ele vira Brancaleone e nós teremos guerra, peste e fome.

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AS LEIS VALEM PARA TODOS

Nesse exato momento (21/03, 11:30hs) temos dois ex-presidentes da república e vários ex-governadores presos. Além de vários políticos importantes. Estou escrevendo em cima da notícia da prisão de Michel Temer e do Gato Angorá Moreira Franco. Isso é um sinal da força da Lava-Jato, mesmo sob fogo intenso do meio político com apoio luxuoso do Supremo.

Minha sensação é que não dá mais para enfrentar essa onda moralizadora que a sociedade abraçou. Foi surfando nessa onda que Bolsonaro chegou a presidência e não pode frustrar os brasileiros que o escolheram. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” Foi assim que o Capitão foi conquistando seus eleitores e nós vamos cobrar. O Brasil precisa disso, verdade, transparência e compromisso com o dinheiro público.

Até aqui a Equipe Econômica tem confirmado sua proposta de abrir a economia, equilibrar o orçamento e facilitar os negócios. Sérgio Moro, o outro ministro que também dá o selo de qualidade para o Governo Bolsonaro, trabalha incansavelmente pela Nação. Isso precisa ser muito bem entendido pelo cidadão. Nada é feito pelo Presidente, ou pelo seu Governo, mas pelo Brasil. Essas reformas que estão sendo encaminhadas ao Congresso são o que o Governo habilitado pelo voto, depois de ouvir a sociedade, está entendendo serem necessárias para viabilizar o crescimento econômico e o cumprimento das leis.

As vezes tenho a impressão que o cidadão pode entender mal quando dizem que o Governo ganhou. As mudanças encaminhadas ao Congresso Nacional são em favor de todos nós e caso sejam aprovadas quem ganha não é o Governo, somos nós. O clima de nós contra eles, só faz atrapalhar a compreensão da importância do que está sendo debatido e que decidirá o nosso futuro imediato e no longo prazo.

O acontecimento desta manhã está sendo entendido pelos agentes econômicos como um provável fator desestabilizador para o andamento dos projetos no Congresso. A Bolsa De Valores reage com queda de 1,7% e o Dólar com alta de 1,1% (12hs). Pode ser. Eu acredito que servirá como um alerta para quem ainda acha que pode ser mais forte do que o incessante clamor nacional pelo inalcançável fim da corrupção.

A prisão de Temer pode ajudar o Governo Bolsonaro, se o Presidente e seus filhos entenderem bem que o povo não quer a cabeça de Lulla numa estaca, queremos o crescimento econômico e a queda do desemprego. É inútil perder tempo e gastar cacife com picuinhas contra os derrotados.

Não dá mais para enrolar como os velhos políticos faziam. É preciso jogar aberto de verdade. Não só as contas públicas precisam estarem abertas, acabou também o tempo de reuniões tarde da noite em garagens, favores para amigos. Para isso o povo escolheu o Capitão. Ele precisa manter-se fiel ao seu maravilhoso Discurso da Vitória. “Como defensor da liberdade, vou guiar um governo que defenda e proteja os direitos do cidadão que cumpre seus deveres e respeita as leis. Elas são para todos, porque assim será nosso governo: constitucional e democrático”

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VOCÊ ACREDITA EM COINCIDÊNCIAS?

São tantos indícios e ligações que nos levam a acreditar que nosso Presidente da República aceita, conforma-se, ou participa de milícias, que chega a dar calafrios. No próximo dia 19/03 o Presidente Capitão estará embarcando para os Estados Unidos para encontrar-se com o galegão Donald Trump. NY Times já destacou que “a família Bolsonaro está sob escrutínio por seus laços profissionais e pessoais com suspeitos de atuarem como milicianos”

Vamos aos fatos.

O acusado de ser o executor da vereadora Marielle Franco morava no mesmo condomínio do nosso Presidente Bolsonaro.

Respondendo a uma pergunta de jornalista, o delegado responsável pelas investigações da morte de Marielle Franco, Giniton Lages, disse que um filho de Jair Bolsonaro namorou com uma filha de Ronnie Lessa, preso hoje acusado de ter matado a vereadora. (O Antagonista 12/03)

“Foragido desde 22/01/2019, quando teve início a operação “Os Intocáveis”, o ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) Adriano Magalhães da Nóbrega, de 42 anos, é hoje, um dos homens mais procurados do país” (O Globo, 29/01) Mãe e esposa do foragido foram lotadas no gabinete do então deputado estadual Flávio na Assembleia Legislativa do Rio, mas o filho do presidente diz não ter sido responsável pelas nomeações. Quando foi homenageado com a maior condecoração concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), a Medalha Tiradentes, por iniciativa do então deputado estadual Flávio Bolsonaro (à época filiado ao PP, hoje senador eleito pelo PSL), o então policial militar Adriano Magalhães da Nóbrega estava preso por suspeita de homicídio. (Estadão 24/01)

Raimunda Magalhães, mãe de Adriano Magalhães da Nobrega, é mencionada no relatório do COAF como sendo responsável por parte dos depósitos feitos na conta do ex-motorista Fabrício Queiroz. (El País, 22/01). Esse mesmo Fabricio Queiroz que depositou dinheiro na conta da Primeira Dama Michelle Bolsonaro e que o Capitão Presidente reconheceu ser parte do pagamento de um empréstimo.

Valdenice de Oliveira Meliga, irmã dos policias militares Alan e Alex Rodrigues de Oliveira – milicianos presos em agosto do ano passado, na operação “Quarto Elemento” – funcionária do então deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e tesoureira de sua campanha ao Senado no ano passado, possuía uma procuração e inclusive, assinava cheques em nome do filho do presidente. (O Globo 22/02)

Fala de Flávio Bolsonaro na ALERJ em 2007: “a milícia nada mais é do que um conjunto de policiais, militares ou não, regidos por uma certa hierarquia e disciplina, buscando, sem dúvida, expurgar do seio da comunidade o que há de pior: os criminosos” Normalmente os milicianos são acusados de extorsão de moradores e comerciantes, agiotagem, pagamento de propina e grilagem de terras.

Eu votei a vida toda no Capitão Bolsonaro. Em todas as candidaturas a deputado e no ano passado para presidente. Estou surpreso com essa possível e desastrosa ligação dele com essas facções criminosas. O que me conforta é saber que não sou o único que anda com essa sensação de ter sido traído. Tenho certeza que a essa altura do jogo, nosso Ministro da Justiça deve estar com a mesma sensação de frustração do que eu e boa parte dos eleitores que escolheram o Capitão em 2018. Com o agravante dele ter colocado sua reputação a serviço de um governo tão ameaçado. Mas, estamos juntos Moro, eu votei contra o PT, a favor do Brasil e você colocou seu trabalho a serviço da Nação, não a serviço de Bolsonaro. Agora precisamos que Jair Bolsonaro cumpra o que prometeu: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”

Liberte-se Capitão.

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UM PAÍS DESIGUAL, CADA VEZ MAIS

A novidade é o crime de homofobia. Estamos assistindo essa perda de tempo injustificável, na minha opinião, debatendo se a homofobia deve ser tratado como um crime especifico, ou não. Mobilizam-se o STF e o Congresso Nacional para atender essa queixa da Associação Brasileira de gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT). Nossa Constituição de 1988 tem como fundamento a dignidade da pessoa humana. Parece que as mulheres, os gays e os índios não se incluem nessa categoria de pessoa humana.

Diz o Artigo Segundo, parágrafo IV – Promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Já no Artigo Quinto temos a seguinte redação: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança, e a propriedade nos termos seguintes:

Parágrafo I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição

Parágrafo III – Ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante.

O que mais é preciso para entender que todos deveríamos ser iguais perante a lei? Infelizmente não somos e cada dia criam-se mais classes privilegiadas, cotas e exceções. Fico incomodado com o feminicídio. Até o nome é feio. Por que o assassinato de uma mulher deve impor uma pena, ou tratamento diferente do que o assassinato de um homem? Não é isso que a Constituição Cidadã propôs. Os homens que andam surrando e matando mulheres devem ser punidos severamente, mas da mesma forma que qualquer um que mate um pai de família trabalhador. Sou totalmente a favor das delegacias das mulheres, para que elas sejam atendidas por quem está preparado para dar segurança e conforto emocional as vítimas. Daí em diante a polícia e a justiça devem dedicar os mesmos esforços para punir os agressores de homens, mulheres e qualquer outro gênero que não tenha sido criado por Nosso Senhor Jesus Cristo.

O Congresso Nacional engavetou o processo, talvez Dias Toffoli faça a mesma coisa no Supremo, ao invés de seguir com esse julgamento polêmico e inútil. Na minha modesta opinião. Mas a controversa matéria está tomando tempo, dinheiro e energia das entidades que deveriam estar usando esses recursos para temas que poderão tornar mais segura e próspera a vida de todos nós brasileiros. Esse assunto empolga tanto os nossos políticos que 16 deputados federais estão ameaçando pedir o impeachment dos quatro Ministros do STF que já deram voto favorável a equiparar a homofobia ao racismo.

Já temos tantos problemas emergenciais para ocupar os Três Poderes da República, será que não dá para os gays se conformarem em serem brasileiros como todos os outros?

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COMO DIZIA VINICIUS DE MORAES

Carlos Eduardo Gomes

O assunto do momento são as trapalhadas da Família Bolsonaro. Comparáveis às enrascadas do antigo grupo humorístico, formado também por quatro integrantes, Didi, Dedé, Zacharias e Muçum, “Os Trapalhões”. Só falta colocar aquela trilha sonora da abertura do antigo programa dominical para anunciar que lá vem trapalhada pelo Twitter. A diferença é que os trapalhões da arte, não afetavam a nossa vida e os trapalhões da política podem complicar muito a situação já bastante difícil do nosso país.

Jair e seus filhos são a oposição mais efetiva ao Governo Bolsonaro. Aparentemente envolvidos no submundo de desvio de recursos públicos (rachadinhas) e apoio político através de milicianos que controlam a vida e os votos em muitas comunidades nas periferias das metrópoles, os Bolsonaro precisam explicar muito bem essa situação para levarem a diante seu slogan moralizador “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. É exatamente isso que todos nós queremos: a verdade.

Para expor toda verdade que foi omitida dos brasileiros ao longo dos últimos quatro mandatos presidenciais, para dar transparência ao uso dos nossos escassos recursos, para moralizar e tornar eficiente o serviço público, para libertar o Brasil de compromissos ideológicos contrários a tradição da nossa diplomacia, para fazer as reformas constitucionais mais do que conhecidas e essenciais para nosso progresso, para tornar o Brasil um lugar bom para se viver, escolhemos o Capitão Jair Bolsonaro para liderar essa transformação.

Não falta coragem ao Presidente, não falta gente boa na sua equipe para ajudá-lo nessa tarefa, AINDA não está faltando boa-vontade nos eleitores e no Novo Congresso, mas o Capitão está mais comprometido com o sentimento de paternidade do que com seu patriotismo e com o mandato que lhe foi confiado. Ser presidente da república exige sacrifícios e entre eles está o de não poder escolher para quem governar, é preciso respeitar a Constituição e aplicar a lei para todos, incluindo familiares. É isso que esperamos de um bom presidente. É isso que o cargo exige.

O caso de Flávio Bolsonaro é preocupante. Está próximo demais de grupos criminosos. Será por descuido? Será que o Capitão Jair Bolsonaro sabia desse envolvimento do Zero Um com milicianos ao ponto de empregar familiares de chefes milicianos em seu gabinete? O conceito do Senador Bolsonaro 01 sobre milícias é assustador: “a milícia nada mais é do que um conjunto de policiais, militares ou não, regidos por uma certa hierarquia e disciplina, buscando, sem dúvida, expurgar do seio da comunidade o que há de pior: os criminosos” foi o que disse num de seus discursos na ALERJ em 2007. Ele não considera crime a atuação das milícias que praticam todo tipo de extorsão, por exemplo.

No caso do Secretário da Geral da Previdência, Gustavo Bebiano, assistimos atônitos a participação escandalosa de Carlos Bolsonaro. Sem nenhuma necessidade do enorme desgaste para o Presidente. Motivo para a demissão havia, o que faltou foi o vereador carioca controlar seu impulso e deixar o caso para quem deveria cuidar do assunto com autoridade. Que o Zero Dois não tem. O que poderia ser uma troca de ministro por motivo justo, virou uma crise fora de hora para o Governo. Carluxo parece um filho mimado que faz pirraça para andar de carona no conversível e ir todo dia ao trabalho do pai só para ver como é.

Estamos vivendo um momento especial. A sociedade está consciente e disposta a promover os ajustes econômicos necessários para o equilíbrio financeiro do Estado. Só a Previdência Social Custa R$ 680bi por ano, desse custo os 20% mais pobres custam R$ 20bi e os 20% mais ricos R$ 280bi e fica um buraco de R$ 220bi, para o Tesouro cobrir com venda de patrimônio, ou aumento do endividamento. Está mais do que na hora dos Trapalhões entenderem que boca fechada não entra mosquito. Não está na hora de chamar inimigo para a briga. Dane-se que a Globo não gosta do Bolsonaro, se fizer o trabalho direito, eles vão aprender a gostar.

Filhos… Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-los?

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A CULPA TAMBÉM É DAS VITIMAS

Carlos Eduardo Gomes

Olá confrades do Blog do Berto. Apesar de estar sempre acompanhando e lendo as notícias que nosso líder e editor colocava na nova versão desta página, senti falta daquela interação entre as opiniões dos variados comentaristas e colunistas, com seus textos abordando assuntos diversos e atuais. A troca de ideias era quase como um bate-papo no animado boteco virtual.

Agora que Berto voltou a dar espaço para nossas resenhas, vamos continuar esse debate de opiniões como sempre, elogiando, criticando, fofocando com elegância e falando besteira que é essencial.

2019 entrou furioso causando estragos de todas as maneiras. Tivemos, até agora, acidente em Brumadinho, tempestade no Rio de Janeiro, fogo no alojamento dos jovens jogadores de futebol do Flamengo e por último a morte inesperada do jornalista Ricardo Boechat, que causou enorme comoção. Todos com repercussão nacional.

Com exceção do acidente brutal com o helicóptero em que viajava Boechat, as outras tragédias parecem ter contado com a falta de cuidados de empresas e autoridades públicas para alcançarem a dimensão que tiveram. Tenho residência efetiva no Rio de Janeiro e afetiva em Paty do Alferes, por isso sou testemunha da falta de manutenção nas galerias pluviais da Cidade Maravilhosa. Como os anos anteriores foram anos de pouca chuva, os alagamentos e deslizamentos não chamaram atenção. Mas, era inevitável que numa situação de chuva mais intensa a cidade viraria um lago de água suja, no mínimo, dificultando o trânsito de automóveis e pedestres.

Lamentavelmente a combinação da agitação atmosférica violenta com falta de manutenção pela Prefeitura no sistema de drenagem, a “desatenção consciente” com as construções em áreas de risco, deixou os cariocas vulneráveis aos acidentes fatais para sete cidadãos e muito transtorno para todos. Também chama atenção a omissão cumplice entre Prefeitura e Bombeiros no caso do incêndio no CT do Flamengo. Esse é o prefeito que foi eleito com o slogan: “Vou cuidar das pessoas”

Sobre a tragédia de consequências ainda incalculáveis em Brumadinho, o caso é bem mais complicado e grave. A empresa envolvida, as autoridades federais, estaduais e municipais aparentemente assumiram o risco de manter as atividades naquela região ao custo do enorme estrago ambiental, patrimonial e sobretudo das vidas humanas. Não é simples o dilema que se apresenta. Não sou técnico em segurança, ou mineração, por isso não tenho convicção para opinar com base sólida sobre o que ocorreu exatamente. Trocar anos de emprego, lucro e desenvolvimento regional pelo risco do rompimento da barragem e suas consequências valeu? Essa é a pergunta a ser respondida no meu ponto de vista.

Depois do desastre é difícil encontrar quem defenda a posição da Vale e das autoridades que permitiram que a operação continuasse apesar dos riscos envolvidos. Antes do acontecido, prefeitura, governo estadual, federal gostavam de arrecadar e fazer politica. Os próprios empregados, alguns vitimados na tragédia, também deveriam ser contra a paralisação e a perda dos empregos, tão escassos atualmente. A Companhia fez opção pela operação mais rentável. Existe um só culpado?

Se o cidadão parasse de construir em locais de risco, não jogasse lixo e esgoto nos rios, não desmatasse de forma criminosa, ajudaria muito a amenizar os desastres quase naturais. A desatenção da sociedade e das autoridades tem consequência.

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