A VOLTA DO VASSALO

Celso Amorim luta para manter o título de maior sabujo da história do Itamaraty

“Será que Bolsonaro vai prestar continência a Trump?”. 

Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores no governo Lula, ao comentar a visita de Jair Bolsonaro aos EUA em artigo publicado na revista Carta Capital, com a autoridade de maior sabujo da história do Itamaraty, título conquistado depois de ficar anos a fio ajoelhado diante de Fidel Castro, Hugo Chávez e outros ditadores amigos do seu dono que virou presidiário.

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AMANTE RETARDATÁRIA

Gleisi informa que o PT começou a estudar a reforma da Previdência que Lula e Dilma prometeram e não fizeram

“Participamos hoje, em Brasília, da abertura do Ciclo de Oficinas do PT sobre a reforma da Previdência. Dizemos não à proposta defendida pelo governo, um verdadeiro atentado contra o povo brasileiro”.

Gleisi Hoffman, deputada federal e presidente do PT, conhecida pelo codinome Amante no Departamento de Propinas da Odebrecht, avisando que o partido está começando a preparar o projeto de reforma da Previdência que Lula e Dilma prometeram fazer durante 13 anos.

NEURÔNIO AVARIADO

Dilma culpa Bolsonaro e Sergio Moro pelo massacre em Suzano

“O porte de armas irrestrito e amplamente liberado a toda população vai dar instrumento para que o assassinato massivo se torne endêmico e cotidiano. A lei anticrime do minisro Moro é o encontro marcado com tragédias como a de Suzano”.

Dilma Rousseff, no Twitter, ao culpar pelo massacre na escola em Suzano a liberação do porte de armas, que ainda não aconteceu, e a lei anticrime proposta por Sergio Moro, que ainda não foi aprovada, fingindo esquecer que o recorde de mortes em ataques do gênero foi alcançado em 2011, quando ela desgovernava o país, com os 12 assassinatos na escola em Realengo, no Rio.

ANALISTAS DE GALINHEIRO EXPLICAM O INEXPLICÁVEL

“Não há explicação”, avisa o título do artigo publicado no Estadão desta quinta-feira pelo psiquiatra Daniel Martins de Barros, no espaço reservado ao noticiário sobre o massacre na escola em Suzano. “Não há como explicar o inexplicável”, reitera no primeiro parágrafo. “Crimes como o de Suzano angustiam pela morte de jovens, mas também pelo desejo nunca alcançado de se entender”. Para o articulista, episódios do gênero são especialmente chocantes também por não serem frequentes.

Nos últimos anos, 30 jovens brasileiros foram assassinados em selvagerias semelhantes à registrada nesta quarta-feira. Só em 2016, compara o psiquiatra, morreram mais de 30 mil brasileiros com 15 a 29 anos de idade, vítimas de outros tipos de homicídio. Desde o tempo das cavernas sobram evidências de que o ser humano tem defeitos de fabricação, alguns dos quais produzem assassinos patológicos. Não há como decifrar a mente criminosa, mas nossos especialistas em tudo não admitem a existência de perguntas sem respostas.

“É a cultura da violência”, garantem alguns decifradores de enigmas. Provavelmente ignoram que o mais apavorante desses crimes, consumado em 2011, teve como palco uma ilha da pacífica Noruega: um atirador solitário matou 92 jovens reunidos num acampamento. Outros gênios da raça culpam a chamada flexibilização do acesso às armas de fogo, por enquanto apenas um desejo do governo Bolsonaro. A legislação é a mesma de 2011, quando 12 jovens foram executados na escola em Realengo, no Rio de Janeiro.

A tragédia em uma escola de Realengo, no Rio: doze mortos

Há também os que atribuem tais erupções de violência à internet, acusada de manter à margem da vida lá fora uma imensidão de adolescentes. Mas são milhões os jovens que passam horas a fio enfurnados no quarto, às voltas com videogames sangrentos. E se contam nos dedos os que resolveram reproduzir no mundo real cenas de guerras virtuais. Mas explicadores de botequim pulverizam qualquer interrogação com menos de 50 palavras.

É hora de confrontá-los com as três perguntas que afligem a humanidade desde o Dia da Criação. Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Os analistas de galinheiro decerto já têm na ponta da língua a resposta errada.