70 ANOS DO FILME SANSÃO & DALILA

O diretor do filme SANSÃO & DALILA lançado no ano de 1949, um super espetáculo épico bíblico teve o carimbo do cineasta perfeccionista Cecil B. DeMille, uma superprodução que encantou multidões. Como esquecer a paixão arrebatadora entre o herói danita e a linda filistéia que descobre onde reside a força de Sansão e o trai por puro despeito? Até os anos 1970, em cidades interioranas brasileiras, reprisava-se esse épico religioso na Semana Santa. Depois passou a ser exibido na tevê na mesma data. Não é um bom filme, beira a caricatura e as caretas do ator Victor Mature desestimulam. Mesmo assim, em 1950, o filme abocanhou dois Óscares de melhor cenografia em cores e melhor vestuário em cores.

Como nos conta o cinéfilo Paulo Telles, ao lado de O Maior Espetáculo da Terra (1952) e Os Dez Mandamentos (1956), SANSÃO & DALILA despontou como um dos trabalhos mais populares da fase sonora da extensa carreira de Cecil B. DeMille, após seu lançamento oficial em 1949 (no Brasil, o filme chegou em 1951), a projeção cinematográfica baseado no Velho Testamento teve relançamentos e reprises pelo mundo nas grandes salas de cinema, e também pela televisão, como um dos cardápios principais da Semana Santa ou Natal. Justamente pelas reprises ao longo dos últimos setenta anos, que críticos divergem entre si quanta as qualidades de sua produção.

A sinopse do filme consta que, Sansão, um forte homem de uma tribo escravizado pelos filisteus, se apaixona por Semadar, uma devota ao reino dominante que se envolve com Ahtur, o que leva a uma guerra entre os dois povos. Na briga, Semadar acaba morta e sua irmã Dalila, que sempre amou Sansão secretamente, jura vingança. Ela planeja seduzi-lo para que ele revele seu segredo para entregá-lo ao seu líder, Saran de Gaza. Como curiosidades, o ator Burt Lancaster esteve cotado para interpretar Sansão e a atriz Betty Hutton para interpretar Dalila.

É preciso ter em mente que, muitas das histórias narradas na Bíblia Sagrada são fantásticas e dariam ótimos filmes, quer sejam elas verdadeiras ou lendas. A história de Sansão é uma delas!!! Na interpretação do diretor Cecil B. DeMille, a história de Sansão foi o que podemos chamar de amor e traição, onde o grande destaque é Dalila. Se o ponto fraco desse filme é a interpretação robótica de Victor Mature, a atuação de HEDY LAMARR como Dalila é o grande destaque do filme. Ardilosa, cruel, manipulativa, sedutora e vil e, ao mesmo tempo apaixonante, é uma atuação para ficar durante muito tempo na memória do espectador. Vale muito a pena presenciar essa grande produção da história bíblica!!! Recomendo-o.

Sansão, de acordo com a sua descrição na bíblia hebraica, foi um homem que liderou os israelitas contra os filisteus. A Bíblia relata que Sansão foi juiz do povo de Israel por vinte anos de 1177 a.C. a 1157 a.C. Distinguia-se por ser portador de uma força sobre-humana que, segundo a Bíblia, era-lhe fornecida pelo Espírito do Senhor enquanto se mantivesse obediente ao senhor dos Exércitos. Subjugava facilmente seus inimigos e produzia feitos inalcançáveis por homens comuns, como rasgar um leão ao meio, enfrentar um exército inteiro e matar uma multidão de filisteus. De acordo com o texto bíblico, Sansão apaixonou-se por Dalila, a qual o traiu entregando-o aos filisteus, depois de saber sobre o segredo de seus cabelos. Sansão morreu sacrificando-se para se vingar de seus inimigos, após ter clamado a Deus pela restituição de sua força para um último e definitivo ato.

Baseado em conhecido episódio bíblico do Velho Testamento o cineasta trata com sua habitual espetaculosidade e uma ligeireza de aventura de histórias em quadrinhos, o relato com 128 minutos de projeção, abrigando a saga do famoso juiz dos hebreus Sansão (Victor Mature), conhecido por sua força descomunal, cujo segredo estava no comprimento de seus cabelos. Popis bem!!! Se o filme tem 70 anos de produzido, há 4 ou 5 décadas, na cidade de Garanhuns-PE, no Cine Theatro Jardim, este escriba que ora escreve ou tecla essas palavras abençoadas, por na época ser “DIMENOR” fui impedido de entrar devido à idade. O filme era “ERÓTICO” demais. Há quem diga que SANSÃO & DALILA foi o primeiro filme em que o mocinho tinha mais peitos que a mocinha …

3 Cometários!

A POLÊMICA E ETERNA DIVA DO CINEMA FRANCÊS

Conta-se nos dedos as atrizes bonitas quando jovens que, com o passar dos anos, acabaram adquirindo maior magnetismo e beleza. Ao lado de Sophia Loren(84 anos), a francesa Catherine Deneuve (75) é uma dessas exceções. Além da beleza estonteante, o seu talento ou a responsabilidade passou a se fazer sentir mais intensa a partir da demente Carol em “REPULSA AO SEXO”, de Roman Polanski. Dois anos depois, faz outra personagem bizarra em “A Bela da Tarde”, de Luis Buñuel. Ela chocou as plateias do mundo inteiro na pele de uma burguesa bem casada que a tarde trabalhava como prostituta em um bordel. Durante todo esse tempo a grande estrela francesa já construiu uma filmografia com mais de 120 títulos. Nada mais natural do que prever, em função de sua beleza serena e madura, mais brilho em sua carreira.

Catherine Deneuve(75 anos) que foi casada com Marcello Mastroianni(de 1971 a 1975), Mastroianni que morreu em 1996 aos 72 anos e deste relacionamento teve uma filha a atriz CHIARA MASTROIANNI(46 anos), recentemente, já em 2019, a especulação corre solta que a atriz está à espera de um bebê com seu ex-parceiro, após ter sido vista com uma barriga saliente durante um jantar romântico perto de sua casa. Verdade ou boato o que rola nas redes sociais europeias é que a filha de Catherine Deneuve conhecida por ter se envolvido romanticamente com Benicio del Toro está grávida e foi vista sozinha o que tudo leva a crer que está solteira pois terminou o relacionamento com seu parceiro.

Quanto à mãe, Catherine Deneuve, que em 1965, com apenas 22 anos de idade protagoniza o filme REPULSA AO SEXO, quando interpreta uma mulher tímida e sexualmente reprimida, que trabalha como manicure em um salão de beleza londrino. Constantemente, é assediada por um homem extremamente apaixonado, que deseja lhe tirar a virgindade a qualquer custo. Quando sua irmã, com a qual mantém uma relação de dependência muito forte, vai viajar com o namorado, acaba por ficar sozinha no apartamento que dividem, solitária e gradativamente alucinada. Apesar de Repulsa ao Sexo ser meio chato e confuso é de um certo modo um filme apavorante!!! Telefonemas misteriosos, rachaduras na parede, um coelho morto na geladeira… É um grande filme do grande diretor Roman Polanski, pois é cheio de simbolismos.

Ela é uma das 100 mulheres francesas signatárias de uma carta aberta, em 2018, publicada pelo jornal Le Monde, alertando para o que chamam de novo “PURITANISMO”, diante das recentes denúncias de assédio sexual na indústria do entretenimento. “Nós defendemos a liberdade de importunar, indispensável à liberdade sexual”, diz o título da carta. A polêmica carta de Catherine Deneuve e outras 99 francesas pelo “DIREITO” dos homens de cantarem as mulheres. No ano passado, aos 74 anos a atriz francesa Catherine Deneuve veio a público para dizer que os homens deveriam ser “LIVRES PARA FLERTAR” com as mulheres.

Esse apoio deu um rolo desgraçado. A legendária atriz francesa lamentou, num artigo publicado no jornal Libération, que seu apoio ao polêmico texto sobre a “LIBERDADE MASCULINA DE IMPORTUNAR” tenha sido tirado de contexto, e pediu perdão às vítimas de abusos que se sentiram ofendidas pelo texto, do qual era uma das signatárias. “Evidentemente nada naquele texto pretende apresentar o assédio como algo bom. Se fosse assim, não o teria assinado”, justificou-se a atriz de filmes como A Bela da Tarde (1967). Deneuve sente que o texto publicado no Le Monde – uma defesa do direito ao flerte e ao galanteio e contra o “PURITANISMO” das feministas – foi manipulado por outras mulheres que também o assinaram.

Diz Catherine: várias vezes me acusaram de não ser feminista. Preciso lembrar a vocês que sou uma das 343 vadias, junto a Marguerite Duras e Françoise Sagan, que assinaram o manifesto “EU FIZ UM ABORTO” escrito por Simone de Beauvoir? O aborto era um crime passível de processo penal e encarceramento à época. É por isso que digo aos conservadores, aos racistas e aos tradicionalistas de todos os tipos que acreditaram que seria estratégico me apoiar que eu não sou uma tola. Eles não terão minha gratidão ou minha amizade, muito pelo contrário. Eu sou uma mulher livre e continuarei sendo. Eu saúdo fraternalmente todas as vítimas de atos odiosos que podem ter se sentido agredidas pela tribuna publicada pelo Le Monde. Apresento minhas desculpas para elas, e somente para elas”, justificou Deneuve.

Tratando-se de uma grande oportunidade para o público brasileiro, Em 2002, na cidade de Barcelona, ela deu uma entrevista exclusiva para o melhor cinéfilo do país que reside em Natal, o norte-rio-grandense Antonio Nahud e naquela oportunidade afirmou o seguinte: “Estou cansada da minha suposta beleza em primeiro plano, principalmente da dita “BELEZA FRIA”, que pouco tem a ver comigo. A beleza pode ser um grande fardo, pode ter certeza. Felizmente nunca me consideraram uma estúpida. O consolo que tenho na maturidade, ao perder a beleza física, é que finalmente lembraram a boa atriz que sempre fui”. De resto só me sobra mandar um au revoir e um merci beaucoup mes lecteurs!!!

Clique na imagem abaixo para assistir matéria da GloboNews

2 Cometários!

A SEDUÇÃO DE JACQUELINE BISSET

Altamir Pinheiro

Há três anos, parecia que a carreira espetacular da atriz estava perdendo fôlego. De repente, ela estava de volta no topo. A PEOPLE WITH MONEY noticiou na segunda-feira (18 de fevereiro), que Bisset é a atriz mais bem paga no mundo, faturando surpreendentes $96 milhões entre janeiro de 2018 e janeiro de 2019, quase $60 milhões de vantagem à frente da sua competidora mais próxima. A atriz britânica tem um patrimônio líquido estimado em $275 milhões. Ela deve a sua fortuna a investimentos inteligentes em ações, propriedades imobiliárias substanciais, acordos lucrativos de patrocínio com os cosméticos CoverGirl. Bisset também é proprietária de vários restaurantes (a rede “Jacqueline Gordona”) em Londres, um time de futebol (os “Anjos de Weybridge”); lançou sua própria marca de vodca (“Pure Wonderbisset – UK”), e está entrando no mercado jovem com um perfume líder em vendas (“De Jacqueline com Amor”) e uma marca de roupas chamada “Sedução by Jacqueline Bisset”.

Conforme nos conta a ardorosa fã de Jacque Bisset, Ana Cristina Marques, apesar de nunca ter casado, Bisset teve quatro companheiros de longa data e é mãe de dois filhos. Mas esta é também a mulher que, ainda como adolescente, se viu “obrigada” a ser modelo para sustentar a família (a mãe francesa, diagnosticada com esclerose múltipla, foi abandonada pelo pai inglês). Apesar disto, sempre foi insegura quanto à aparência, mesmo sendo, em tempos, um sex symbol. Hoje, prestes a completar 75 anos, no seu aniversário de 70 anos de idade ela afirmou ao GUARDIAN que, “As mulheres mais velhas continuam a querer ter sexo, mas os homens não querem dormir com elas”…

Depois de tantos anos a ser cobiçada pela imagem feminina. Apesar de, nas décadas de 1960 e 1970, ter contracenado ao lado de atores como Steve McQueen, Frank Sinatra, Christopher Plummer e Marcello Mastroianni, foram as cenas subaquáticas protagonizadas no filme O Fundo do Mar, de Peter Yates (1977), que levaram o nome Bisset à ribalta. Bela fotografia e uma boa trama sustentada pelo carisma e beleza de Jacqueline Bisset e a atuação sempre forte de Nick Nolte. Com 50 anos no batente — a mais recente participação enquanto atriz remete para o filme BEM-VINDO A NOVA IORQUE, de Abel Ferrara, onde dá vida à esposa de um executivo viciado em sexo, interpretado pelo francês Gérard Depardieu. A história tem um fundo de verdade e inspira-se no mediático caso de Dominique Strauss-Kahn.

Na sua vasta biografia a sedutora tem uma frase emblemática quando afirma que, “Comportamento animal ainda domina homens e mulheres”. Não é à toa que, vestindo camiseta branca molhada em O FUNDO DO MAR (1977) ou transando no banheiro de avião em RICAS E FAMOSAS (1981), Jacqueline Bisset enlouqueceu os homens no esplendor da sua beleza e juventude. “Naquela época nem tinha total consciência do meu poder de sedução’’, conta à Status a atriz inglesa, que se mantém bonita e esguia aos 75 anos. Por receber poucos convites para filmar (“com a idade, acham que virei uma mulher tediosa’’), Bisset agarrou a chance de viver a esposa do banqueiro viciado em sexo (Gérard Depardieu) de Bem-Vindo a Nova York.

Entres os diretores com quem trabalhou, estão mestres como François Truffaut, John Huston, George Cukor, Roman Polanski, e mais recentemente Abel Ferrara e Stephen Poliakoff. Foi este último que lhe deu o papel com quem ganharia o Globo de Ouro 2014 de melhor atriz coadjuvante, na série DANCING ON THE EDGE. Na ocasião, ela fez um dos discursos de agradecimento mais antológicos da premiação tentando explicar o que de fato sentiu ao receber o troféu 47 anos depois de ter levado o prêmio de revelação e, no período, ter sido cinco vezes indicada.

Em uma entrevista dada a imprensa brasileira, Jacque Bisset afirmou que em seus primeiros trabalhos, década de 1960, ela foi constantemente escalada para papéis que valorizavam seus dotes físicos. Em 1977, seu STATUS DE SEX SYMBOL chegou ao auge com o filme “O Fundo do Mar” famoso pelas cenas subaquática protagonizada por uma Bisset trajando apenas camiseta molhada e parte debaixo do biquíni. Além de boa bilheteria, o filme rendeu ao produtor uma frase que se tornou clássica nos bastidores do cinema: “Aquela camiseta me fez um homem rico”. Na ocasião disse a atriz: “Fui completamente enganada ou explorada, não durante a rodagem, mas pelo estúdio. Eles não tinham o direito de usar fotos minhas sob a água para promover o filme. Não estava no contrato”.

Há cinco anos mais precisamente em 2014, um dos rostos mais lindos do cinema de todos os tempos esteve no Brasil para participar do 6º Festival do Cinema em Paulínia e deu uma canja para o Programa de Jô Soares: Assista-a clicando aqui.

2 Cometários!

GRANDE OTELO: O PEQUENO NOTÁVEL

Altamir Pinheiro

Tanto riso, oh quanta alegria / Mais de mil palhaços no salão / Arlequim está chorando pelo amor da Colombina / No meio da multidão. Ouvindo-se Zé Keti vem a nossa lembrança a figura do “neguinho” Sebastião Prata, em que pese sua vida ter sido marcada por tragédias pessoais, porém, sua simpatia esfuziante, ruidosamente alegre, já era uma tremenda gargalhada a céu aberto. Que não nos deixem mentir os filmes Carnaval no Fogo (1949) e Carnaval Atlântida (1952).

A propósito, as filmagens de CARNAVAL NO FOGO foram bastante tumultuadas; paralelamente, uma tragédia se abate sobre ele, um dos astros do filme. Sua mulher, depois de matar o filho, enteado de Otelo, se suicida, deixando-o em profunda depressão; a famosa cena do balcão em que ele e Oscarito parodiam Romeu e Julieta, no entanto, foi realizada sem que ele ainda soubesse do acontecido. A partir dessa data, ele filmou, quase sempre, embriagado. Apesar disso, cumpriu seus compromissos até o fim.

Àquele brilhante tiquinho de nego, depois que perdeu o pai esfaqueado e vivia com a mãe alcoólatra foi parar no juizado de menores e logo após adotado por uma família rica de São Paulo, e daí veio a ganhar o sobrenome do casal que o educou – Prata – chamando-se Sebastião Bernardes de Souza Prata, donde, veio a estudar no Liceu Coração de Jesus e, em 1926, com apenas 11 anos, ingressou na “Companhia Negra de Revista”, composta exclusivamente por artistas negros, entre eles, Pixinguinha, que era o maestro e o músico e compositor Donga.

Continue lendo

4 Cometários!

O MÁGICO DE OZ

A FÁBULA DO MÁGICO DE OZ E A MAGIA DOS SEUS 80 ANOS

Altamir Pinheiro

O Maravilhoso MÁGICO DE OZ é uma história desprovida de violência que povoa as páginas dos antigos contos de fadas. Trata-se de um livro infantil escrito em 1900, na aurora do Século XX, por um ex-artista circense(mágico), o escritor norte-americano Lyman Frank Baum. O mágico recanto criado pela imaginação de Baum, assemelha-se em muito ou tem muito a ver com as graciosas e inocentes leituras dos livros infantis dos escritores o papa da literatura infantil brasileira Monteiro Lobato e o garanhuense Luís Jardim com o Sítio do Picapau Amarelo (lançado em 1939) e Boi Aruá (de 1940), respectivamente.

O filme que foi lançado em 1939 com a direção de Victor Fleming tendo como protagonista a adolescente atriz Judy Garland e todo seu enredo se passa no Estado do Kansas, donde DOROTHY (Judy Garland) vive em uma fazenda com seus tios. Quando um tornado ataca a região, ela se abriga dentro de casa. A menina e seu cachorro são carregados pelo ciclone e aterrissam NA TERRA DE OZ, caindo em cima da Bruxa Má do Leste e a matando. Dorothy é vista como uma heroína, mas o que ela quer é voltar para Kansas. Para isso, precisará da ajuda do Poderoso Mágico de Oz que mora na Cidade das Esmeraldas.

Continue lendo

2 Cometários!

O CELULAR QUANDO NÃO MATA, MUTILA!!!

Altamir Pinheiro

Há quem diga que o telefone celular, principalmente o tal do SMARTPHONE, abre as portas para Tumores Cerebrais, agride as Células Sanguíneas, lesa o DNA, Danifica Nervos, causam Lesões Oculares, Alterações do Sono, Fadiga, Dor de Cabeça e pode Acelerar Autismo, Mal de Alzheimer e homens que usam o celular por mais de cinco horas por dia estão mais propensos a ficarem “CAIADOS”, com o bilau mole e com o tempo passam a fazer sexo de MARCHA À RÉ… Quer dizer, viram “pirobos”, no popular conhecidos como bichonas desvairadas!!!

Qualquer cidadão de cultura mediana ou estudante secundarista que tenha o mínimo de conhecimento à radiação eletromagnética desses aparelhos ou estuda as propriedades magnéticas das correntes elétricas chega a uma simples conclusão que o aparelho já se transformou num veneno de bolso. Para quem não sabe, celular é veneno pior que cigarro, causa: impotência, câncer, danifica nervos, lesões nas vistas, fadiga e outros males safadélicos!!! Estamos apenas alertando, eu prefiro não pagar para ver, e você?!?!?!

Continue lendo

3 Cometários!

80 ANOS

Altamir Pinheiro

O MORRO DOS VENTOS UIVANTES CHEGOU AO TOPO DOS 80 ANOS

O Morro dos Ventos Uivantes, única obra da britânica Emily Bronte(morreu aos 30 anos de idade), é um dos romances mais bonitos e perturbadores que já existiu. Personagens fortes e intrigantes, Catherine e Heathcliff se tornaram quase como entidades, símbolos do amor intenso que dilacera o coração e sobrevive além do tempo e da morte. Transformada em filme, tendo como protagonistas o sombrio HEATHCLIFF (o admirável Laurence Olivier) e CATHY (a diva Merle Oberon), esta clássica história de amor sublime e paixão arrebatadora, PARADOXALMENTE, movido a ódio e vingança, tornou-se uma obra-prima do cinema, aclamada pela crítica e pelo público. Claro que o drama é geral, a dor é intensa e parece que tudo é só sofrimento, mas valeu a pena, pois levou a bela Merle Oberon a ser a eterna Cathy de Heathcliff.

Registros de jornais dão conta que o romance tem 34 capítulos, mas o premiadíssimo diretor William Wyler(3 oscars em 14 indicações) só utiliza 16, porém exibe o mais apaixonado enredo que poderíamos rotular de estilo shakespeariano ou shakespereano aos moldes de Romeu e Julieta às avessas. No desenrolar do filme, o ambiente sombrio e tempestuoso nos transmite um senso de mistério. Uma estória muito intensa e cativante. É uma narrativa sobre amor não correspondido e vingança.

O Morro dos Ventos Uivantes é colocado como o 73° maior filme do cinema americano de todos os tempos segundo o American Film Institute, também é colocado como o 15° maior romance. Foi vencedor do Oscar de 1940 na categoria de Melhor Fotografia – Preto e Branco. Em 2007, O Morro dos Ventos Uivantes foi selecionado para preservação no National Film Registry dos Estados Unidos pela Biblioteca do Congresso como sendo “culturalmente, historicamente ou esteticamente significante”.

A lenda exótica da atriz Merle Oberon que nasceu na Índia, como descreve seu biógrafo Michael Korda: “Ela foi uma das estrelas mais sofisticadas da década de 1930 e 40, uma sereia morena de características exóticas e olhos amendoados. Graciosa e assombrosamente bela. Em seu ápice, 1939, ela cativou o mundo no clássico romântico “O Morro dos Ventos Uivantes”, fazendo Cathy, o grande amor do Heathcliff de Laurence Olivier”.

O inglês Laurence Olivier que morreu aos 82 anos(1989), é considerado por muitos como o maior ator inglês de todos os tempos. Agraciado com o título de sir em 1947, Laurence Olivier foi um dos mais carismáticos atores do século XX. Sua presença em palco fascinava o público e sua credibilidade como intérprete, no drama como na comédia, proporcionou-lhe grandes êxitos na sua longa carreira. Olivier casou-se 4 vezes e sua segunda esposa foi VIVIEN LEIGH que viveu a personagem Scarlet OHara no filme E O Vento Levou. O casamento durou 21 anos.

Que dupla infernal!!! Que livro, que filme, que música, que atriz, que ator!!! Uma história na qual o ódio e o amor têm a mesma proporção, algo muito forte, tornando-se dramático, romântico, doce, triste e sofrível. Eles praticam um amor confuso e sombrio que mais parece obsessão, pois evidencia o lado humano de cada personagem, e lembra que nem sempre escolhemos de quem gostar, até porque a gente fica torcendo para o malvado. Mesmo assim, o filme mostra que a força do amor se mantém viva, através do ódio, do rancor, da desilusão. Definitivamente, podemos chamar O MORRO DOS VENTOS UIVANTES um tipo de romance/filme cebola. Um amor além da vida. Ou seja, além morte…

1 Resposta

NOTRE DAME

Altamir Pinheiro

O Corcunda de Notre Dame chegou à terceira idade ao atingir 80 anos nas telas de cinema

O Filme O Corcunda de Notre Dame é uma adaptação do clássico imortal literário do poeta, dramaturgo e escritor francês Victor Hugo (1802-1885), tendo como protagonista a deslumbrante atriz irlandesa Maureen O’ Hara, mulher esplendorosa, de rosto anguloso, olhos graúdos verdes e belos, lábios bem firmes numa face cheia de vida e dona ainda de um corpo perfeito e sem qualquer exagero. Neste filme a bela atriz Maureen O’Hara viveu a fascinante CIGANA ESMERALDA. Como costuma afirmar o cinéfilo carioca Paulo Telles, “Maureen foi a mais bela ESMERALDA das telas”…

A projeção cinematográfica retrata a coexistência do grotesco e do sublime e, ao mesmo tempo, as fronteiras que os separam, constituem-se em ponto de partida do cruel romance medieval escrito nos idos de 1831. Como nos revela o pesquisador filmélico do Rio Grande do Norte Antonio Nahud, a história é centrada no coxo e corcunda QUASÍMODO Adotado pelo diácono Claude Frollo e vivendo na Catedral de Notre Dame, ele enfrenta uma série de peripécias por conta de um amor não correspondido pela bela e sedutora cigana Esmeralda. Frollo, colocando em risco o seu celibato, também se apaixona por ela, mas são duas formas de amar diferentes. QUASÍMODO ama-a generosamente, enquanto Frollo nutre uma paixão desesperada, repleta de desejo sexual. No entanto, Esmeralda não corresponde ao amor de nenhum dos dois.

Continue lendo

3 Cometários!

…E O VENTO LEVOU

Altamir Pinheiro

80 ANOS DE UMA OBRA PRIMA DO CINEMA

Desta vez eu resolvi baixar as armas do Velho Oeste colocando-as de volta ao coldre e dei de garra de uma caneta para travar um Duelo de Titãs em razão da passagem dos 80 anos do filme “…E O VENTO LEVOU”. Será que um dia o tempo traz de volta?!?!?!

Pois bem!!! Esta homérica fita é “a produção mais bem-sucedida de Hollywood” disse o famoso crítico norte-americano Leonard Maltin. Sob seu ponto de vista, “parece melhor com o passar dos anos”. Este romance ambientado durante a Guerra Civil Americana ganhou o impressionante número de 10 Oscars, incluindo Melhor Filme, e seus imortais personagens, Scarlett, Rhett, Ashley, Melanie, Mammy e Prissy, popularizam esse épico de apelo permanente a todas as gerações. Tido por muitos como o maior filme de todos os tempos, inclusive superando a grande produção BEN HUR, haja vista possuir uma trilha sonora memorável!!! Um clássico com C maiúsculo!!! Suntuoso, fascinante, inesquecível!!! Afinal de contas, o filme foi ousado para os padrões da época…

O filme chegou ao Brasil na década de 1940, porém teve sua estreia nos Estados Unidos em 1939 baseado em um romance escrito entre 1926 e 1929 por Margaret Mitchel. A obra é ambientada na segunda metade do século XIX, época da Guerra Civil norte-americana, que narra as situações vividas pelos sulistas durante este período histórico. O clássico conta a história da atrevida Scarlet OHara, vivida pela atriz Vivien Leigh, tendo como pano de fundo a Guerra Civil Americana, quando fortunas e famílias foram destruídas, e sua relação de ódio e amor com Rhett Buttler (vivido por Clark Gable). Ele é um aventureiro que com ela acaba produzindo cenas clássicas de conflito e vivem uma relação amorosa que se arrasta entre tapas e beijos…

A película narra a trajetória de Scarlett OHara (Vivien Leigh), uma mulher rebelde e decidida que sobrevive à Guerra Civil americana e luta para defender sua terra e para conquistar o amor de Rhett Butler (Clark Gable). A personagem Scarlett se apresenta como uma anti-heroína, egocêntrica e materialista. Em dezembro de 1939, é lançado o longa metragem com o título de Gone With The Wind, que se tornou sucesso absoluto e passou para a história como um dos grandes clássicos da sétima arte. Duas frases marcam a trajetória da personagem Scarlett OHara quando ela ficou praticamente na miséria: “Jamais passarei fome outra vez…”; na outra ela diz: “Tara, meu lar. Irei para o meu lar e pensarei numa forma de tê-lo de volta!!! Afinal, amanhã é um novo dia!!!)…

A crítica de cinema Sílvia Cristina afirma com todas as letras que, “…E o Vento Levou” é muito mais que uma grandiosa produção; é muito mais que um filme sobre a guerra e suas consequências; é um filme sobre a determinação e a sobrevivência, figuras encarnadas na imagem da terra. Scarlett é uma sobrevivente da guerra, da fome, da miséria, da perda trágica dos pais, de um amor nunca concretizado. Embora, seja vista como uma grande heroína por sua incansável capacidade de luta, a indomável personagem Scarlett de certa forma, é uma perdedora.

O cinéfilo carioca, Paulo Telles, que é leitor e escreve comentários aqui, no JBF, registra em seu excelente blog (Filmes Antigos Club – A Nostalgia do Cinema) que ao ser transmitido pela primeira vez na TV americana, pela cadeia NBC de televisão, em 7 e 8 de novembro de 1976, tornou-se também o filme de maior audiência já registrada até então pela TV dos Estados Unidos: 47.7 pontos de rating, o ibope americano. Aqui no Brasil, a Rede Globo exibiu na TV, em 1983, um especial as vésperas de seu lançamento pela televisão intitulado “A História de E O VENTO LEVOU”. Sem dúvida, sua estreia na TV brasileira (em duas partes) foi um evento inédito visto ser um dos mais esplendorosos e importantes filmes de todos os tempos, cuja saga de sua realização é tão épica quanto à própria fita.

No mesmo blog do leitor fubânico, Paulo Telles, lê-se que “…E O VENTO LEVOU” estreou na Cidade Maravilhosa a 12 de setembro de 1940, às 20h45m, no Cine Metro do Rio de Janeiro numa avant-première de gala, sob o patrocínio da Sra. Darcy Vargas(Primeira Dama do Brasil), com os 1.400 lugares inteiramente ocupados. No mesmo dia, diretamente de Hollywood, numa transmissão da A Hora do Brasil, servindo de locutor Luis Jatobá, Clark Gable, Vivien Leigh, e o produtor Selznick saudaram D. Darcy e contaram alguns detalhes da filmagem.

Entre tantas curiosidades que o filme apresenta, citaremos algumas começando por Bette Davis que chegou a ser convidada para o papel de Scarlet O’Hara, mas o recusou; há quem diga que, entre os rumores dos bastidores, circulava a informação de que VIVIEN LEIGH não suportava as cenas de beijo com CLARK GABLE por causa de seu mau hálito. Para se ter ideia da grandiosidade do filme, na sua montagem, em 1º de julho de 1939 terminaram as filmagens e o produtor e roteirista David Selznick tinha diante de si uma montanha de celuloide revelado (cerca de 60.000 metros de filme), equivalente a 28 horas de projeção; por puro preconceito da época a “negona” Hattie McDaniel não pôde comparecer na première do filme em Atlanta porque era negra. Ela foi a primeira atriz negra a conquistar um Oscar e, finalmente, …E O VENTO LEVOU foi o primeiro filme a cores a ganhar o Oscar de Melhor Filme. Apesar de ser uma fita muito demorada(4 horas de duração), quando o filme começa a ficar fascinante ele acaba…

1 Resposta