GRANDES METAS

Uma das empresas onde trabalhei, lá pelos idos de 1989, me designou para fazer parte dum grupo de profissionais de diversos países que, lá na casa matriz nos Estados Unidos e respondendo diretamente ao “Board of directors”, deveriam traçar estratégias que direcionassem o desenvolvimento futuro daquela imensa organização. Um dos frutos deste trabalho foi uma metodologia de gestão que, com pequenas variações, permeia hoje a direção de quase todas as grandes corporações do mundo. O nome que demos ao conjunto de técnicas de gestão então desenvolvidas foi de “Metodologia do Contexto”. É bem simples e é basicamente o seguinte:

Primeiro, divide-se a organização grandes áreas ou setores, normalmente associados à responsabilidade de um único gestor. Para cada setor, identificam-se os Fatores Críticos de Sucesso. São aqueles indicadores de desempenho que definem se o gestor foi bem-sucedido, ou não, em seu trabalho. Normalmente são em número bastante reduzido e o critério para a escolha de cada um deles é: 1) São variáveis de resultado final, e não de processo. 2) São apenas designados os necessários e os suficientes. Isto significa dizer que, caso o gestor tenha bons resultados em todos eles menos UM, mesmo assim sua gestão será considerada um fracasso. Por outro lado, não pode haver indicadores redundantes, em que um tenha a mesma origem ou significado de um outro. A lista deve ser bem enxuta, a fim de facilitar as avaliações, bem como a compreensão dos critérios e resultados.

A etapa seguinte é montar gráficos com o histórico dos últimos anos para cada indicador escolhidos. Nesse mesmo gráfico são adicionados os seguintes históricos para comparação e contextualização: 1) Resultados dos melhores do mundo naquele indicador. 2) Potencial teórico máximo para aquele resultado. 3) Potencial que consideramos poder atingir dentro de um limite razoável de tempo (Limite Prático). 4) Meta ou objetivo a ser alcançado dentro de um intervalo de tempo previamente definido.

O nosso presidente, apesar de termos lutado tanto pela sua eleição, especialmente devido a tudo o que o mesmo representa, parece estar sendo engolido pela imensa massa de baba-ovos e pelo antagonismo criminoso das facções de facínoras. Assim sendo, creio que se fazerem necessárias estas modestas sugestões, para que o mesmo não fique dando tiro para todo lado e sem chegar a lugar nenhum. Quem não sabe aonde quer chegar fica feito bosta n´água: Maré me leva… Maré me traz…. Analisemos primeiro a economia, prioridade absoluta:

1. ECONOMIA – Variável de Resultado – CRESCIMENTO DA RENDA PER CAPITA!

No período militar, saímos rapidamente de uma situação em que a renda média do brasileiro era ¼ da renda média de um Norte Americano, para uma situação em que precisava apenas da renda de 2,5 brasileiros para igualar com a renda de um americano. Foi aí que veio a turma do “Tudo Pelo Social” e nós retornamos rapidamente à mesma situação de miséria da década de 50. Foi um desastre de proporções bíblicas. Uma hecatombe! Fomos sendo tornados miseráveis lenta e silenciosamente, iludidos por utopias escrotas, sempre e de forma inexorável. Será que conseguiremos reverter esta maldição, essa praga de mãe que paira sobre nosso pátria amada? Para fazer isto acontecer, teremos de trabalhar as variáveis de processo que levam à variável de resultado. Vamos a elas!

• Crescimento do PIB – (Variável de Processo) – Seu crescimento tem de ser, pelo menos, maior que o crescimento da população. Só a título de comparação, os USA apresentaram em 2017 um PIB de US$ 19,39 trilhões, enquanto que o do Brasil foi de apenas US$ 3,388 trilhões (PPP – segundo o FMI). Como a população do Brasil era de 209,3 milhões, enquanto a dos USA era de 325,7 milhões, isso nos dá uma Renda per capita US$ 62.673,84 para eles, e de US$ 16.191,88 para nós. A proporção se mantém em 25,8%. Para termos uma renda que represente 40% da americana (US$ 25.000,00), nosso PIB deveria ter sido de US$ 5,247 trilhões. Ou seja: Quase o dobro! Com a população crescendo 3% ao ano e o PIB estagnado, a Renda per capita retornou a patamares do século passado. É aí que se apresenta a próxima variável de processo.

• Formação bruta de Capital Fixo – Apesar da raiva que os comunas têm da acumulação de capital, é exatamente com ela que se consegue o desenvolvimento: Tem que investir para ter crescimento econômico e, para investir, tem de ter capital acumulado. Nosso país, ao contrário dos chineses, não tem poupança. Tem GASTANÇA! Só em raros períodos de bonança externa que conseguimos poupar mais do que gastamos e, mesmo assim, investindo apenas uma taxa histórica entre 15 e 20% do PIB anualmente. Se considerarmos uma vida útil média de 8 anos para toda nossa economia, os investimentos realizados não são suficientes nem para reparar a degradação natural de nossa infraestrutura produtiva. Esta é a razão do sucateamento de nosso parque produtivo. Os investimentos, quando são feitos, normalmente capitaneados pela nossa ineficiente e corrupta administração pública, implicam sempre em maior endividamento, já que a poupança existente nunca é suficiente para atender à esbórnia governamental

• Carga Tributária – O peso da estrutura governamental brasileira saiu de 15% para quase 40% ao longo do meu período de vida. São exatamente esses 25% do PIB que estão fazendo uma tremenda falta a fim de reduzir a Dívida Pública e bancar os tão necessários investimentos. Atualmente, estas imensas montanhas de recursos são utilizadas para custear infindáveis discussões masturbatórias sobre Políticas Púbicas (só para nos lascar) e reuniões de Cópula (para nos estuprar), além de pagar 10% do PIB em juros sobre o rombo que nos foi legado por sucessivas levas de canalhas ladravazes que nos lideraram rumo ao caos.

• Custo da Estrutura Governamental – Respondam-me os senhores: qual é nome da situação em que se encontra um organismo ou pessoa que gasta 40% de toda a sua renda, mesmo esfolando as suas fontes de recursos, apenas para pagar os juros dos agiotas a quem está devendo até os cabelos? Se tirar a previdência desta conta, já que o dinheiro não é deles, então estão gastando mais da metade de tudo o que arrecadam só para pagar agiotas. É mais do que tudo o que gastam com a administração pública inteira. Assim não dá! Chega!

• Dívida Governamental – Ou Bolsonaro dá um freio de arrumação nesta merda, ou então a dívida pública vai continuar nos afundando e crescendo até o dia do juízo final.

Desejo Boa Sorte a Paulo Guedes. Como acho muito difícil a repetição do “Milagre Brasileiro”, estou só esperando sair minha aposentadoria para zarpar. Fui!

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INOCENTES OU CÚMPLICES COMPRADOS?

Todas as vezes que eu começo a meter o pau na nossa avacalhada Previdência Social, aparece sempre um honrado funcionário público querendo defender sua briosa categoria profissional. Os argumentos são sempre os mesmos:

1. Fui contratado por concurso público;

2. Trabalhei anos e anos, como qualquer trabalhador;

3. Contribuí para a Previdência Social a fim de garantir a minha aposentadoria;

4. A função pública é diferente, por isso os privilégios;

5. São direitos que me são assegurados por lei;

6. Tenho direito adquirido;

7. Não fui eu quem inventou. Não tenho culpa se as coisas são assim;

8. O problema do déficit da Previdência não está nos Funcionários Públicos; e outras merdas parecidas.

Tudo isso, naturalmente, é a mais pura verdade! Só que são um bando de meias verdades e, como todos nós que não estamos mais de fralda bem sabemos, uma meia verdade é uma mentira completa. Vamos aos detalhes:

1. Toda a putaria começa com esse papo de concurso público. Nossa juventude, desiludida com o monumental fracasso da nossa economia e seduzidos pelo nirvana dos funcionários públicos (onde se trabalha pouco, a cobrança é mínima, os salários são assombrosamente altos, são inamovíveis e contam com aposentadoria integral), viraram todos concurseiros. Ninguém mais quer produzir coisa nenhuma. Passam a vida toda parecendo Bob Dylan naquela célebre canção, “Batendo na porta do céu!” (Knocking on the heaven´s door)

2. Ultrapassada a barreira do concurso, é só aguardar o tempo da tão almejada aposentadoria. Desta feita, a trilha musical é outra. É uma tranquila caminhada rumo ao paraíso. Algo como a “Escadaria para o céu” preconizado pelo “Zepelim de Chumbo”. (Stair way to Heaven)

3. Ninguém pode querer negar que essa casta de privilegiados contribui para suas próprias previdências. Longe de mim querer negar a realidade. Só que… Ao longo da carreira, que já começa em patamares salariais absurdamente superiores aos da iniciativa privada, vão agregando penduricalhos e benesses salariais. Ao final de uns 30 anos, o que já era um absurdo vira uma completa aberração, impossível de ser compreendida e aceita pelos humildes mortais pagadores de impostos. Para completar a sacanagem, aposentam-se com salários integrais, como se tivessem constituído um fundo de aposentadoria milionário, capaz de lhes sustentar como nababos indianos até que a morte lhes advenha.

4. Que a função pública é diferente, disso temos certeza absoluta! É sempre a mais completa esculhambação! Nada desta merda funciona a contento e ninguém liga para isso! Não há cobrança nem punição para nenhum dos vagabundos. Se o “cliente” se irritar, ainda lhes passam na cara a lei que diz serem “otoridades” e, portanto, INTOCÁVEIS. Privatizem qualquer bosta dessas e acompanhem o salto de produtividade que dará. Pelo que esses parasitas geram de riqueza para a nação, deveriam pagar para estar ali dilapidando o dinheiro dos nossos impostos.

5. Millôr Fernandez dizia que “A melhor forma de viver fora da lei é legislando em causa própria” É só o que essa imensa corja de bandidos tem feito década após década: Legislar em causa própria. O resto da população, que é quem lhes paga a conta da esbórnia, essa QUE SE EXPLODA!

6. Direito adquirido em uma sacanagem é a desculpa mais canalha de todas. Foi por causa desse tipo de argumentação que banhos de sangue foram necessários para estancar a bandalheira vigente em inúmeras ocasiões. Os parasitas só largaram as tetas após serem devidamente degolados. Fisicamente, e não metaforicamente! Lembrem-se da Revolução Francesa.

7. Só porque não foi você quem montou esta imensa putaria, quer dizer que tens o direito de continuar fazendo a população toda de otária até o final dos tempos? Direito de continuar praticando a mais descarada apropriação indébita, já que a contribuição que dão para a sociedade é ridícula e não justifica os imensossalários que recebem? Além do fato de que NÓS, O POVO BRASILEIRO, não demos autorização para esta continuada sodomização que sofremos destes canalhas. Vão ver o que é “direito adquirido” no dia que esta população de ignorantes tomar vergonha na cara e começar a enforcar e a fuzilar essa cambada de pústulas.

8. Por último, mas nem de longe o menos importante, é dizerem que o rombo da previdência não é provocado pelos funcionários públicos. É não? Pois, então, vamos fazer o seguinte: Cada um se aposenta EXATAMENTE com o dinheiro que depositou no seu fundo particular de aposentadoria. Vamos fazer uma experiência, só para ver no que dá?

P.S. Não polemizarei mais a respeito e nem tornarei a tratar deste assunto. O MEU SACO ESTOUROU!!!!!!!!

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MUDANÇAS EM GRANDES GRUPOS HUMANOS

“A natureza fez o homem feliz e bom, porém a sociedade o deprava e o torna miserável”. Jacques Rousseau

Na minha modesta visão, o filósofo genebrino falou enorme besteira nesta frase. Posso parecer um tanto arrogante e prepotente ao questionar o “grande filósofo”, mas meu posicionamento básico perante o mundo é:

“Nunca idolatrar! Jamais reverenciar! ”

Assim, coerentemente com esta visão do mundo, vejo que existem inúmeros estudiosos da personalidade humana, tais como Kurt Lewin e sua Teoria Dinâmica da Personalidade, que parecem descrever com muito mais correção a real situação deste animal sui generis que somos nós. A ideia básica é que a personalidade do ser humano ao nascer, seja por que motivo for (herança genética, reencarnação, composição aleatória, circunstâncias do período gestacional, etc.), parece já vir com traços básicos bem definidos e específicos em cada ser humano.

Por que é assim? Ninguém sabe!

Quem, como eu, tem mais de um filho, sabe bem que as personalidades parecem já sair formadas da barriga da mãe. Cada um deles apresenta características altamente específicas e que os diferenciam uns dos outros de forma quase que absoluta. A partir deste arcabouço básico, as vivências e convivências vão moldando as características. Primeiro, as lições recebidas junto com o leite materno vão inculcando na mente da criança, tal qual numa folha em branco, os valores básicos que irão guiar seu comportamento durante toda a vida. Depois, já na escola e no convívio com amigos e parentes, vão sendo-lhe agregados princípios de comportamento. Por fim, ao estudar o mundo que o rodeia e ao processar uma multitude de informações recebidas, vão sendo formadas as opiniões que, a depender da forma como se estabelecem, são embasadas em fatos mais ou menos mutáveis. Por fim, as opiniões que, por serem de menor importância para o indivíduo, e por terem sido menos ponderadas, fariam parte de um conjunto de palpites, mutáveis a depender de novas argumentações e fatos que vierem a ser conhecidos.

Devemos observar que, segundo este modelo de personalidade tipo “Pérola”, em camadas, os valores centrais seriam extremamente “duros” e difíceis de serem modificados. Já os demais aspectos da personalidade, à medida que se aproximam da superfície, seriam cada vez mais influenciados pelos contatos com o meio ambiente e flexíveis. Foi segundo esta visão que Homero, na Odisseia, fez Ulisses declarar “Sou o que sou e parte de tudo aquilo que encontrei”, ao ser questionado pela esposa a respeito da severidade de sua atitude ao matar todos os amigos que tinham lhe atraiçoado ao tentar se casar com ela para ganhar o trono. De forma semelhante, Ortega y Gasset declara que “O homem é o que é e suas circunstâncias”.

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GUERRA CIVIL NO BRASIL

Dizem que até mesmo um relógio quebrado costuma dar a hora corretamente duas vezes ao dia. É o mesmo caso dos “Santos Padroeiros” dos comunistas e socialistas: Karl Marx e Antônio Gramsci.

O italiano, em meio a suas brilhantes maquinações maquiavélicas, visando sempre implantar a estupida da “Ditadura do Proletariado”, saiu-se com a constatação de que “O velho mundo está morrendo e o novo mundo está lutando para nascer. Este seria o tempo das monstruosidades”. Já o alemão residente em Londres, em meio a montanhas de baboseiras e previsões fracassadas, saiu-se com a notável constatação de que a história costuma se repetir. Só que aquilo que ocorre primeiro como tragédia, repete-se sempre como palhaçada. Os dois pareciam estar mirando o Brasil atual quando emitiram estas sentenças!

Estamos exatamente na fronteira entre a morte anunciada de toda uma velha maneira de se fazer política e gestão pública, enquanto que os novos valores e princípios lutam denodadamente simplesmente para nascer. Enquanto isso, todo tipo de aberração e monstruosidade tem surgido à luz do dia ininterruptamente.
Nossa situação atual a mim parece ser a repetição de um conjunto de eventos anteriores, só que desta vez como farsa. Eu imagino sempre que estamos vendo outra vez todo o filme das encrencas anteriores à Guerra Civil Espanhola (1936 a 1939), e que levaram ao dilaceramento da daquele país maravilhoso.

A economia espanhola havia tido um bom crescimento ao longo de todo o século XIX, especialmente nas regiões mineiras (Astúrias e país Basco) e industriais (Catalunha). Enquanto isso, as demais regiões permaneceram agrárias, com uma estrutura atrasada e aristocrática, o que condenava grande parte da sua população a uma permanente pobreza. O país inicia o século XX dividido entre grupos de socialistas, comunistas e anarquistas, oriundos da crescente classe operária das áreas desenvolvidas, e uma Andaluzia, Extremadura, Galícia e demais regiões centrais, fortemente católicas, conservadoras, monárquicas e pobres. Desde o início do século XX, uma série de levantes de ambos os lados tentou conseguir a hegemonia, mas sempre sem sucesso. Este processo culminou com a queda da monarquia, em 1931, e com a proclamação da república, ao fim do apoio militar de parte das tropas à monarquia.

Em dezembro deste ano, são realizadas eleições gerais e a esquerda sai vitoriosa. Ao longo de 1932, as reformas iniciadas foram consideradas excessivamente tímidas pelas esquerdas, enquanto que, por sua vez, algumas intervenções do Estado foram consideradas inadmissíveis pelos direitistas. Diante do descontentamento de ambas as facções, realizam-se novas eleições em 1933. Desta vez, quebrou-se a Frente Ampla das esquerdas pois os anarquistas passaram a pregar o que chamaram de “Greve do Voto”. A consequência foi a vitória da direita. Desta vez, quem se recusou a aceitar a alternância de poder foram todas as diversas facções em que se fragmentava a esquerda. Os levantes esquerdistas se sucederam, sendo o maior deles o dos operários mineiros de Astúrias. Foi a repressão brutal do governo central que unificou as esquerdas para que ganhassem a eleição seguinte. Este fato precipitou a escalada do conflito e o início do levante armado nas regiões dominadas pelos conservadores, especialmente no Marrocos e Ilhas Canárias, de onde partiu a força expedicionária de Franco.

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POLIAMOR – Antigamente conhecido como Suruba!

Adonis Oliveira

Tenho dois irmãos mais velhos que eu. O mais velho de todos é Engenheiro Industrial Mecânico. O melhor do Nordeste e, quiçá, do Brasil. O outro, formado em pedagogia, em abril de 1987 conseguiu se imprensar no IBAMA através da indicação de um primo nosso extremamente influente nesta área.

O contraste não poderia ser maior!

O Engenheiro vinha há décadas carregando nas costas, aos trancos e barrancos e com imenso sacrifício, um pequeno escritório de engenharia e construção de projetos industriais. O seu acervo de projetos realizados é imenso: Toda a indústria de castanha de caju do Ceará é ou foi sua cliente. O mesmo ocorre com a indústria da cera de carnaúba, no Ceará e no Rio Grande do Norte. Na área de siderurgia, todas as grandes foram clientes de seu escritório: Cearense, Açonorte (em Recife), Usiba (na Bahia), Cosigua (no Rio de Janeiro), CSN (em Volta Redonda, também no Rio de Janeiro), e por aí vai.

Pois bem… Mesmo com esta imensa bagagem de experiências e tendo ganhado inúmeros prêmios nacionais na sua área de atuação, especialmente com relação à preservação do meio ambiente, o cara se viu forçado a fechar o escritório ao final do ano passado devido à total ausência de projetos e clientes. Ninguém está investindo nada e as indústrias, muito pelo contrário, estão todas fechando as portas.

Aposentou-se aos 65 anos e está recebendo alguma coisa como R$ 2.000,00 por mês pois nem sempre conseguiu pagar o carnê da Guia de Recolhimento do INSS.

Quanto ao outro irmão, as coisas estão aparentemente indo de vento em popa. Sempre viveu morando muito bem. Seu último apartamento era uma cobertura com piscina e em frente ao mar. Conta-me a família, pois não temos muito contato, que o vendeu e comprou um outro que é verdadeiramente hollywoodiano: Uma grande área construída, andar alto, bairro nobre, condomínio fechado e uma vista deslumbrante do imenso mar do Nordeste em todas as direções que se olhe. NO STRESS!

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PREVIDÊNCIA BRASILEIRA

Adonis Oliveira

Projetada para ser roubada!

Dentre o imenso volume de canalhices e patifarias perpetradas pela nossa máfia política, sobressai o conto do vigário aplicado pelo sistema de previdência pública. A roubalheira é tão grande que mesmo os maiores crimes de corrupção e enriquecimento ilícito de nosso país, já considerados os maiores da história da humanidade, tornam-se minúsculos se comparados a esse estupro continuado. Vemos lá todos os mesmos ingredientes necessários à realização dos grandes crimes financeiros:

• Fluxo contínuo de montanhas imensas de dinheiro sendo drenado de absolutamente todos (ou quase todos) os trabalhadores do país, sempre de maneira sub-reptícia.

• Origem incerta, difusa e de difícil determinação sobre a origem desta fortuna, sua destinação e com quais critérios. Isso torna impossível aos interessados atuarem sobre o direcionamento do sistema.

• Indefinição sobre quem paga (empregados, patrões ou governo?), quem se beneficia e quais os critérios.

• Instabilidade na geração de receitas, tornando impossível o cumprimento dos compromissos assumidos demagogicamente na época das vacas gordas.

Esta é exatamente a mesma receita da roubalheira praticada por ditaduras sobre os imensos fluxos financeiros oriundos do petróleo, dos diamantes, da caça ilegal, das drogas e demais patifarias. No nosso caso, a matéria prima é vender a ilusão de uma aposentadoria após toda uma vida de trabalho honesto.

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