CAMINHOS DA EDUCAÇÃO

Nesse debate sobre educação, corte ou contingenciamento de verbas para educação, etc. muitas manifestações, expressas de diversas formas, foram vistas por aí. Por isso, como um trabalhador na área de educação, pretendo abordar dois aspectos cruciais relacionados ao tema. O primeiro é sobre um cartaz que vi dizendo “O governo não dá educação porque a educação derruba o governo”. Perdi o sono com isso porque um fato tão relevante como a educação não pode se prestar como instrumento pontiagudo colocado no pescoço do governo, ou seja, se qualquer pessoa ameaçada tomaria medidas de proteção, então o governo ameaçado usaria a mesma medida. Raul Seixas dizia “pena eu não ser burro, não sofria tanto”, mas conhecimento impõe forma diferente de agir. Eu não posso alegar que cometi um crime porque desconhecia a lei, sendo eu formado no início médio ou com doutorado. Manter pessoas burras até faria sentido se o objetivo fosse se perpetuar no poder, mas aqui temos eleição a cada quatro anos e não me parece ambiente para um estado de exceção.

Esse ponto de vista me pareceu extremamente grosseiro porque, mesmo no âmbito de governos totalitários, a questão da educação sempre foi uma temática intensa na defesa do governo. Em Cuba, por exemplo, a política de Fidel era que o estado se responsabilizava pela criança dando-lhe tudo da educação básica até a universidade. A pesquisa deles na área de câncer de pulmão gerou um join venture entre cubanos e americanos (pasmem!). Na, então, União Soviética, Yuri Gagari foi o primeiro homem no espaço, fato que colocou os Estados Unidos na corrida espacial e fez Armstrong ser o primeiro homem a por os pés na lua. As contas para isso foram feitas por cientistas de diversas formações, ou seja, pessoas que tiveram, diga-se, uma extraordinária educação.

Parece-me, portanto, muito pobre essa noção de que ao educar-me, passarei a ser uma séria ameaça ao governo. Creio que meu conhecimento deveria ser colocado a serviço das necessidades do meu país. Na minha sala de aula me convenço de que faço isso porque transmito aos alunos o conhecimento básico para que eles se tornem profissionais capacitados no mercado ou sigam a carreira acadêmica enfrentando uma pós graduação. É isso que a gente sente quando leva um aluno para a defesa de uma tese ou de uma dissertação.

O segundo ponto diz respeito à escolha entre educação básica e educação superior. Certamente, educação básica de qualidade significa uma educação superior ou técnica, também, de qualidade. Deficiências da base se propagam, inevitavelmente, pelo ensino superior e daí tem-se um grande número de reprovações, repetências, etc. em diversos cursos. A escolha do investimento na educação básica ou superior, não pode ser palco, ou ficar ao sabor, de ideologias absurdas. Existem técnicas científicas que auxiliam na tomada de decisão dentre as quais cito programação linear e análise de multicritério. Vamos a um exemplo: George Joseph Stigler, economista americano, lançou um problema relacionado a dieta de soldados. A ideia era saber como fornecer um conjunto mínimo de vitaminas dentro de uma especificada quantidade ração. O problema foi publicado no Times e daí surgiu essa linha de pesquisa denominada Pesquisa Operacional. Com ela eu posso dizer qual a quantidade mínima de nutrientes que uma pessoa deve receber, ou dizer quantas pessoas e máquinas deverão ser usadas num sistema de produção para a produção ser máxima, ou lhe dizer quais as ações que você colocar num portfólio para maximizar seus lucros.

Quem faz avaliação de investimento sabe que os méritos são fundamentais para decisão, ou seja, calcule-se valor presente líquido, taxa interna de retorno, relação custo/benefício e o tempo de retorno. É esse parâmetro que eu quero chegar: tempo de retorno. Compare o tempo de retorno com um investimento feito em cada um desses segmentos. Na educação básica nós vamos esperar os 9 anos de primeiro grau, mais três anos de ensino médio, mais uns quatro anos de ensino superior. Temos 16 anos de espera, no mínimo, considerando que não houve abandono ou repetência.

Investimento no ensino superior gera pesquisa. Lógico que a qualidade de algumas pesquisas, alguma teses ou dissertações, é plenamente refutável, incluo aqui a de Alexandre de Morais. Nem ele seguiu o que defendeu. Eu quero falar de coisas palpáveis como:

a) O vírus HPV é responsável por 80% dos casos de câncer de colo de útero e se não fosse o trabalho de pesquisadores não haveria vacina para reduzir a taxa de contaminação e o número de óbitos;

b) Albert Sabin evitou que milhares e milhares de pessoas fossem usuários de muletas e cadeiras de rodas. A certeza que ele tinha na sua pesquisa era tanta que ele injetou o vírus nele para convencer sobre a necessidade de produção em série;

c) Gerar energia limpa não significa botar um catavento na porta de casa ou uma lâmina de vidro para esquentar ao sol. Precisa pesquisa para conduzir a energia gerada para consumo ou para distribuição;

d) O celular que você usa, hoje, inclusive para fazer ligações telefônicas, é fruto de pesquisas em softwares. Hoje, tem alternativas de transformar texto voz em texto, fato que beneficia, por exemplo, a Polícia Federal que na precisa fazer transcrição das conversas gravadas nas escutas telefônicas;

Poderia enumerar várias questões que fortalecem a ideia de que o investimento no ensino superior traz retorno que beneficiariam os investimentos na educação básica. Tem desvios? Sim! Não quero defender aqui as teses esdrúxulas das experiências pessoais de sexo grupal, animal, homossexual, etc. em banheiros públicos. Então, ao invés de condenar os bons pela ação dos ruins, devemos definir critérios.

Finalmente, o trabalho de pesquisa feito na universidade tem como destino a sociedade. No mundo todo, existe parceria entre sociedade e universidade. As empresas se desenvolvem por que tem um cientista doido pensando na solução do seu problema. Sem pesquisa, o futuro é incerto e insustentável. Se você quiser saber como resolver uma equação do 3º grau do tipo x³ + bx² + dx + d=0, estou à disposição.

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  1. Maurício,
    É só botar o “x” em evidência e, depois, resolver a equação do segundo grau que sobrou.
    Vou te arranjar um probleminha mais trabalhoso. Resolve o último teorema de Fermat:
    Encontra para qual “n” inteiro é válida a equação (a + b), ambos elevada a “n”. O valor 2 não vale pois seria o Teorema de Pitágoras.

    • Fermat anunciou que tinha uma demonstração linda para equações do tipo x^n +y^n=z^n, onde x,y,z são inteiros, mas que ela não cabia na margem do papel. Quando n=2 isso é válido porque se reduz ao teorema de Pitágoras. Este problema, proposto por Fermat em 1637, ficou conhecido como último teorema de Fermat. Ele foi demonstrado em 1996 pelo matemático inglês Andrew Wiles. A demonstração resultou num livro de 125 páginas, disponível no mercado.

  2. Maurício, como muitos outros problemas brasileiros, nosso ensino é um caso em que a teoria é uma coisa e a prática é outra.

    Tudo que você disse sobre a importância da ciência e da pesquisa é válido, mas nossas “autônomas” universidades públicas vivem em um mundo paralelo. Pesquisa, lá, ou é para glorificar Marx, Stalin ou Che Guevara, ou para exaltar as virtudes da comunidade GLBT, ou então é simplesmente para encher o currículo e engordar o salário.

    Pesquisa séria depende de resultados, e resultados podem ser avaliados e mensurados, e isso é tudo que nossos autônomos doutores não querem. É mais fácil fechar-se em sua torre de marfim, exigir verbas sempre crescentes, e blindar-se de qualquer crítica.

    Em países sérios, a universidade pesquisa em parceria com as empresas, para que a tecnologia desenvolvida chegue ao mercado. Aqui, a universidade faz caretas de nojo só em ouvir falar em mercado. Como resultado, a pesquisa no Brasil que traz algum resultado prático é uma raridade, meia dúzia de casos isolados. A regra é não fazer.

    Quanto à questão ensino fundamental x superior, é uma falsa dicotomia. O ensino tem que ser pensado como um todo. Gastar dinheiro em universidade se os alunos chegam à universidade analfabetos é inútil, é como projetar um telhado reforçado em uma casa sem alicerce.

    As equações de 3º grau eu coloco no Wolfram-Alpha, funciona direitinho. Mas só para quem teve a sorte, como eu, de entender os conceitos fundamentais da Álgebra no primeiro e segundo graus. Quem não teve, vai repetir a pérola que você, como professor, já deve ter escutado: “para que eu preciso estudar se existe o Google?”

  3. Meu nobre, um dia estava dando aula e um aluno, externo, me chamou e pediu pra fazer a divulgação de um evento. Permiti. Tratava-se de uma semana comemorativa a Marx. Feito o convite aos alunos ele me convidou e eu respondi: “meu jovem, me perdoe a franqueza, mas não tenho tempo a perder com uma discussão besta sobre o modelo marxista. Se Marx tivesse estudado matemática teria visto que o modelo dele não tem equilíbrio. Então, como eu posso acreditar num troço que não funciona?”. Ele tentou argumentar, mas eu cortei solicitando que ele buscasse um equilíbrio no modelo e publicasse o artigo. Iria revolucionar a matemática. Sobre a pesquisa, não é bem assim. Por mim passam 95% dos projetos de pesquisa da minha universidade. Eu o secretário da fundação de apoio. Entre 2014 e 2015, administramos R$ 517.430.455,76 – isso mesmo: meio bilhão de reais- em pesquisa. Um laboratório chamado LITPEG – se tiver curiosidade, procure no Google, gastou R$ 76 milhões e abriga 70 professores, numa área de 13 mil metros quadrados, distribuídos em seis pavimentos. ao contrário do que se pensa, os cursos sociais não procurados pra projeto de pesquisa e eu até busco meio de ajudar. Os recursos desses cursos são disponibilizados pelo PROAP, da CAPES, e são recursos destinados a melhoraria dos programas de pós graduação. Eu recuso apoiar o que não presta. Um dia recebi um pedido de ajuda financeira de um professor que queria apresentar um artigo num evento de fotografia. Fui ler o trabalho para avaliar o mérito e vi equaçãono texto fotos dele transando, ou simulando, com animais. Simplesmente neguei apoio. Quanto
    roa equação, quero dizer: resolver usando as operações elementares de soma, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e radiciação, como na fórmula de Baskhara. Abraços

  4. Caro Maurício,
    Já que você chamou o tema, vamos continuar nele.
    Quantas patentes foram registradas a partir desta verba anual de MEIO BILHÃO DE REAIS?
    Quantas empresas iniciantes tiveram origem a partir dessas pesquisas nos últimos 10 ou 20 anos?
    Qual o faturamento anual atual dessas empresas?
    Quantos empregos geram?
    Qual o volume de exportações delas?
    Sem querer ser chato, já sendo, pois sei o quanto deves ser dedicado e sério com teu trabalho, posso imaginar que os resultados apresentados devam ser pífios, tendo-se em vista o volume de imenso de recursos alocados. Publicam-se “papers” que só interessam para servir de base a novos “papers” e para engordar currículo Lattes de quem escreveu (e os salários).

    • Vamos lá: se você usa um aparelho Motorola, saiba que o teste de software dele é fruto de um projeto de pesquisa que dura 16 anos. Temos um programa chamado residência em software no qual qualificamos mão-de-obra e os melhores são contratos pela Motorola. Não sei o faturamento nem dela nem da Samsung. O LITPEG, que falei foi recurso da Petrobrás. O laboratório foi inaugurado em 12/03/19 e fizemos um workshop com investidores nacionais e internacionais. A ANP flexibilizou algumas normas que facilitarão parcerias com empresas privadas. Sexta da semana passada recebi um empresa pra discutir um projeto de pesquisa. Eles são produtores de ração, mas a ração tem 4% de umidade e o pessoal do Labenz descobriu uma forma de aumentar pra 10%. A análise que fizemos trará retorno em 5 meses. Essa equipe tem patente de um produto que está sendo usando em Porto de Galinhas relacionado com a recuperação de corais. Nem todos os projetos geram patentes porque nem sempre estão atrelados a construção de um produto, mas sim de uma solução. Um sistema de otimização de coleta de lixo, não é passível de patentes. De qualquer forma, posso fazer um levantamento desses dados.vsi servir de indicadores. uma coisa que lhe digo: pagamos 2 mil bolsas de pesquisas e temos 17 mil artigos publicados em periódicos internacionais. O espaço é pequeno, mas você pode consultar o site da FADE. Abraços

    • Adonis desculpe, esqueci de dizer que no período que destaquei, a fundação tinga contratado algo em torno de 600 funcionários, dos quais 120 trabalham na sede e o resto nos projetos. Com a crise, alguns projetos encerraram e tivemos que adequar o quadro. Hoje temos 402 funcionários nos projetos e 90 na sede. Em relação ao número de empregos gerados nas empresas, eu não tenho de todos os projetos. Sei os casos da FIAT, Motorola, Samsung e outros que geraram renda via cooperativas produtivas

  5. Caro Maurício,
    Tudo isso que você mencionou é bom MAS É MUITO POUCO para quem gasta MEIO BILHÃO POR ANO de recursos públicos.
    Qual é o Plano Estratégico?
    Onde estão querendo chegar?
    Qual o benefício final para a nação como um todo?
    Os militares tinham!
    Gastaram bilhões no pro-álcool. Hoje, mesmo depois do desastre provocado por Dilma, ao manipular os preços dos combustíveis de forma demagógica, somos o único país do mundo em que a cana de açúcar representa uma fatia importante das necessidades energéticas. Renovável, competitiva e com tecnologia totalmente nossa.
    Gastaram 5 bilhões a cada ano com a EMBRAPA? Hoje, só a soja do cerrado representa metade de nossas exportações e é quem está salvando este país de afundar em uma grave crise cambial.
    Gastaram bilhões com o Centro tecnológico da aeronáutica? Hoje a EMBRAER é a terceira maior empresa de aviação do mundo.
    Gastaram bilhões com o Centro Tecnológico da Petrobras? Temos o pre-sal e perfuração em águas profundas. Tecnologia na qual somos líderes mundiais.
    Gastaram no Centro Tecnológico da Telebras? Hoje temos um sistema de fibras óticas que não deve nada a pais nenhum.
    E essas tuas pesquisas todas, vão nos levar aonde? Qual o objetivo?]
    Se eu tivesse o poder de decisão, podes ter certeza de que direcionaria toda essa grana para coisas bem diferentes e de forma bem diferente.
    Escolham a área em que deveremos ser líderes mundiais e corram atrás. Não fiquem dando tiro pra todo lado, tipo metralhadora giratória. Não temos balas suficientes para isso.
    Fora disso, é chiar porque Bolsonaro cortou a grana.

    • Em vez de escutar “a universidade gastou X em pesquisa”, eu preferia escutar “a universidade ganhou X da empresa Y para um projeto de pesquisa em conjunto”.

      • Marcelo, é assim que eu atuo. A universidade só gasta dinheiro de pesquisa quando faz projeto de desenvolvimento institucional. Nesse valor que coloquei só tem um PDI de R$ 56 mil. A universidade só é executora do projeto cedendo laboratórios e pessoal pra fazer a pesquisa. Nos projetos há uma taxa destinada ao centro, departamento, fundo administrativo e fundo institucional. Esse valor é cobrado pela fundação e repassado através de GRU para a unidade gestora. Pra usar esse dinheiro é preciso que haja previsão no orçamento. O problema é que em dezembro de cada ano o MEC recolhe tudo e não devolve. Espero um dia montar um projeto de pesquisa com você.

        • Gostei, mas agora não tenho mais nem empresa nem verba. Tem vaga para gente esforçada mas sem qualificações acadêmicas?

    • Adônis, a Motorola, a Samsung, a Fiat, Suape energia, a Ironia House, o Boticário, MG polímeros, a Canon, a Toshiba, A Furigebio (Japão), a fundação Bill e Melinda Gates, Neoenergia, dentre outras são empresas privadas. Nas reuniões que faço com pesquisadores oriento e vou com eles visitar empresas apresentando projeto. Recursos públicos tivemos a Petrobrás, a CHESF, DNIT e ministério da Saúde. Estes dois últimos causam transtornos pela ineficiência e vez por outra entro no circuito pra liberar recursos pra cumprir metas do projeto.

  6. Desculpem-me por “meter meu focinho onde não sou chamado”.

    Mas, há algum tempo, li um artigo sério sobre administração pública – que, infelizmente, não salvei no meu computador (portanto, o “véio”, aqui, não se lembra onde leu!) – que para dotar e manter todo o necessário à população (de uma cidade com tudo – ou em falta ou precaríssimo) são precisos (com o dólar a R$4,25) quase R$2.500,00/habitante/ano – no máximo e na pior das hipóteses.

    Quando leio gastos de meio bilhão de reais (R$500.000.000,00) anuais, faço um rápido cálculo mental:

    R$500.000.000,00/R$2.500,00=200.000 habitantes atendidos, ou seja, o atendimento às necessidades totais da população de uma cidade de bom tamanho, que não tinha nada ou quase nada.

    E isso é gasto em uma só das universidades brasileiras, e é citado como se fosse uma coisa normal – “uns trocadinhos pra pinga”?!?!?

    E essa “montoeira” de dinheiro jorra do meu, do teu, dos nossos impostos – anualmente!!!

    Como muito bem escreveu o nosso cronista Adônis Oliveira:

    “Quantas patentes foram registradas a partir desta verba anual de MEIO BILHÃO DE REAIS?
    Quantas empresas iniciantes tiveram origem a partir dessas pesquisas nos últimos 10 ou 20 anos?
    Qual o faturamento anual atual dessas empresas?
    Quantos empregos geram?
    Qual o volume de exportações delas?
    Sem querer ser chato, já sendo, pois sei o quanto deves ser dedicado e sério com teu trabalho, posso imaginar que os resultados apresentados devam ser pífios, tendo-se em vista o volume de imenso de recursos alocados.
    Publicam-se “papers” que só interessam para servir de base a novos “papers” e para engordar currículo Lattes de quem escreveu (e os salários).”

    Sem contar as produções de “teses e dissertações” universitárias utilíssimas(?) – aprovadas!!! -, de norte a sul, de leste a oeste, do tipo:

    “A eco-influência da diuturna interdependência do galho seco, do semi-seco e do verde, com a vida saltitante e pós-socializante dos macacos-prego pré-adultos, com média pelagem, das matas de galerias restantes, no Médio São Francisco, no município de Pirapora (MG) .”;

    ou, quem, sabe:

    “Estatísticas interferenciais do probabilístico mini prazer resultante do semi-atrito dos pentelhos encaracolados de anões loiros no clitóris auto-excitado das mulheres afro-descendentes multi-adiposas do interior noroeste de Camaçari (BA).”

    (Sugestões minhas);

    ou, talvez, basear-se na Dissertação de Mestrado (2010):

    “Desejo, excitação e prazer: entre boys de programa com práticas homossexuais em Recife.”;

    ou, que tal, na Dissertação em Mestrado (2014):

    “A folia dos cus prolapsados: pornografia bizarra e prazer sexuais entre mulheres.”;

    ambas da Universidade Federal de Pernambuco:

    https://www.youtube.com/watch?v=cQV79fD1YRk

    E as tais de universidades – sujas e imundas – como se vê em inúmeras reportagens, tomadas por “zumbis” ideologizados e “professores” ideologizantes, tudo sob o amparo da tal de “liberdade universitária”!!!

    É uma tristeza imensa para mim que – como aluno e professor (há 22 anos aposentado) – vivi o auge do binômio ensino-aprendizagem em todos ambientes escolares, do pré-escolar ao universitário, saber e ver no que eles tornaram-se, graças a essas imundícies intelectuais(?) fedorentas e virulentas, que só servem para produzir imunizados cognitivos ambulantes esquerdopáticos, resultantes da aplicação e semeação sistemáticas desses lixos não recicláveis e pseudos filosóficos denominados marxismo, gramscismo e freireismo – que se adonaram de corpos e almas e, literalmente, de tudo e de todos.

    Sem contar que a mídia – também, pela mesma e única razão – totalmente amestrada e prostituída insiste, em toda a sua programação, incansavelmente, em destruir a família, último e fundamental base e baluarte dos preceitos, conceitos e religiosidades – por nós, secularmente herdados e cultivados desde os nossos antepassados.

    É que o caos resultante irá permitir – mais cedo ou mais tarde – a implantação, sem quaisquer resistências, de sua (nunca abandonada ideia de) tomada total do poder, por esses costumazes e idealistas liberticidas.

    • Adail, não são gastos. São investimentos. Eu citei algumas empresas privadas que investem em P&DI. Empresas públicas fazem projetos por imposição legal. Produtos patenteados são, muitas vezes, produtos produzidos ou ligados a indústria farmacêutica. Acabamos de fazer um projeto com a Canon passível de patente; um laboratório nosso produz um composto chamado GQ-16, que recebeu apoio da Finep e tem patente. Esse composto substitui injeção de insulina. Agora, imagine você usar um betatron para avaliar se a estrutura de uma torre de transmissão tem riscos de cair. Como patentear isso? A lei diz que não pode ser patenteado inventos que não podem ser industrializados. Todos os projetos que fazemos com o setor privado trazem cláusula de propriedade intelectual e fica claro a divisão entre universidade e empresa. Os percentuais são especiais no contrato. Fizemos um projeto com o sistema Eletrobrás para gerar energia solar com placas de captação colocadas sobre a água. Não basta apenas colocar as placas. Sem experimentos o rio levaria a água; o volume de água também se altera e as placas se deslocaram verticalmente. Pra quem a CHESF vai vender isso? No entanto, os pesquisadores podem descobrir mecanismos inteligentes que sejam passíveis de patente.

  7. Caro Maurício,
    Quero me penitenciar das minhas observações ácidas acima.
    Tenho certeza absoluta da tua total dedicação ao trabalho e da tua absoluta integridade. Não te conheço pessoalmente mas teus escritos dizem bem a excelente pessoa que deves ser.
    Gostaria imensamente de te conhecer pessoalmente e degustar uma garrafa de vinho ao redor de um bom papo furado a respeito dos atuais rumos dessa imensa e caríssima estrutura governamental que lideras;
    Já ocupei função parecida com esta tua e sei bem o peso que tem a pressão das estruturas encarquilhadas de nosso governo. Se queremos que esta coisa toda mude, a mudança terá de vir de bem mais alto. Vamos ver se a turma de Bolsonaro consegue dar a estes projetos a direção que tanto desejamos.
    Grande abraço.

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