CÂMARA FEDERAL, VAZIO INTELECTUAL

O espetáculo grotesco proporcionado esta semana em uma Comissão da Câmara, a CCJ, confirmou o que já se tinha conhecimento, nas últimas duas décadas, na história daquele parlamento. É um circo dos horrores capitaneada pelos grupos de esquerda sob o comando da quase linda, Deputada Maria do Rosário, e da transformer Gleise Hoffmann. Esse grupo vive para fazer da Câmara Federal um verdadeiro circo, mas o que chama atenção é que a era do terror imposta pelo PT e o presidiário de Curitiba, já não está mais vigorando. Há um novo tempo e um novo governo em que eles estão plenamente descartados. Montar aquela oposição de palhaços no debate com o ministro Paulo Guedes sobre o projeto da Previdência Social transpassa o limite do razoável. Mostra à população a baixa qualidade educacional, formal e social, que compõe a maioria dos membros daquela Comissão, que lá está para discutir um dos pontos vitais para o Brasil nos próximos anos mas, apesar de assunto da maior relevância a população brasileira, se mostraram desconhecedores da proposta enviada e debatida pelo ministro Guedes. Fica claro que são meros sugadores da crença, da fé e do dinheiro do povo que os colocaram no Congresso.

Nas últimas décadas, a produção de projetos desenvolvimentistas, que teriam o objetivo de fazer o Brasil crescer e se tornar um rico País, foram sofríveis e improdutivos para esse fim. Foi o tempo em que tínhamos no Congresso Nacional uma supremacia da qualidade sobre a mediocridade. A tomada da mídia pela esquerda pouco qualificada e a massificação publicitária de que o regime militar foi um atraso na vida brasileira, induziu o povo a crer que a saída seria eleger aqueles que realmente viessem da base popular, mesmo que de pouco ou quase nenhum preparo profissional ou cultural, seriam os que poderiam trazer a felicidade e riqueza para a Nação. Mal sabia o povo que diante dessa massificação publicitária, que permaneceu até o advento da desastrada “presidenta”, seria manobrado para um projeto de Poder que o tornaria subserviente, ou seja, servil a vontade dos outros e deixar de existir como ser humano dignificado.

Esse tipo de massificação da mídia foi aos poucos anulando o mérito e a formação profissional, isto é, o valor da educação, e isso persiste até a presente data. Com isso, foi ocorrendo o afastamento da política daqueles que detinham certa base de conhecimento para dar impulso ao desenvolvimento cultural e econômico, setores dependentes de bom governo. Era preciso surgir um estadista na história política brasileira, acabar com presidentes que só utilizavam do populismo para se manter no Poder, a famosa politicagem do “toma lá dá cá”. Collor até que foi um arremedo, mas logo foi absorvido por ações da velha política. O Brasil tinha pouco dinheiro e Collor almejava aprovar a reeleição e para isso precisava de recursos, por isso não se tem uma única obra do seu governo, a não ser um CIAC em Belo Horizonte. Aconteceram, é verdade, muitas medidas importantes e que favoreceram a implantação do Plano Real, uma delas a liberação das importações com a abertura do mercado brasileiro. Foi, e até hoje ainda é, uma das mais importantes medidas de um governo, pós regime militar.

Por tudo exposto, fica a pergunta: o que podemos esperar de um Congresso que tem, na sua maioria, membros que mal sabem o que estão fazendo lá, pouco informados sobre o seu papel na melhoria da vida dos brasileiros e que pouco ou nada sabem da função de cada um dos parlamentos e da estrutura de governo? Isso não mudou, é bem possível que seja este o motivo, acrescido da falta de uma boa formação educacional, que tem feito o Congresso, em grande parte, a pautar por procedimentos sem conhecimentos. Querem apenas conseguir seu espaço midiático de forma a se manter expressivo diante do seu eleitorado, mesmo que por mentiras e ilusões. Passam horas e dias em busca de alguma notícia nos ministérios, via assessores ou informantes, para que a possa levar ao seu reduto eleitoral e ser apresentada como sua atuação. Propostas de relevância à vida nacional não lhes desperta interesse, até porque exigem conhecimento de causa, e isso é uma raridade, é coisa para os bons. Estes são muito raros. Percebam leitores, apenas um pequeno grupo se destaca com boas propostas. Outros, que conseguem algum destaque, são favorecidos com benesses ou como fonte aos meios de comunicação. A Câmara Federal é um vazio intelectual.

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