ARMAÇÕES

O tempo passa, o povo politicamente se mostrou nos resultados das eleições desde 2016, mas os velhos políticos insistem em não abrir os olhos à nova realidade. É isso que nos leva a crer ao assistir vídeo da Convenção Nacional do PSDB, e outros com opiniões de Senadores e Deputados federais, sem mencionar as aberrações nos argumentos dos governadores, principalmente do Nordeste, sobre o que pretende fazer o governo federal na sua política de contenção de despesas e de reformas em várias áreas da administração pública. Percebe-se que as velhas raposas da politicagem no Brasil estão à deriva com a nova forma de governar que está sendo implantada pelo presidente Bolsonaro. É nítido o incomodo dos velhos políticos com o novo momento da política brasileira, não estão aceitando a transposição de comportamento do eleitor e da proposta ora em vigor do Palácio do Planalto. A citada reunião pessedebista confirma o que é geral nos partidos ainda existentes. A agressividade do ex governador e candidato Geraldo Alckmin contra o presidente eleito dos brasileiros, é assustadora, um enorme ranço que não o permite pensar em somar para melhorar o péssimo legado petista. É corrente no meio político e do povo, que o PSDB é apenas uma extensão do Partido dos Trabalhadores-PT. Essa é a razão que explica a afinidade de seu maior líder Fernando Henrique Cardoso, o FHC, com o encarcerado de Curitiba, o Lulla, inclusive na tentativa de criação da “Grande Pátria” via Foro de São Paulo onde ambos, em conjunto com outro chefe, Fidel Castro, agiram em busca do domínio político da América Latina, um desvario.

Da citada convenção do PSDB, algumas conclusões podem ser tiradas. A presença de Rodrigo Maia do DEM, do dirigente do PL Marcelo Ramos, do presidente do MDB Romero Jucá e alguns outros, na convenção que elegeu o presidente dos tucanos, pode-se levar ao pensar de que está se formando um “Big Centrão” ou “Banda Larga” na tentativa de dar freios ao crescimento político do presidente Bolsonaro e manter a sobrevivência dos velhos e arcaicos partidos. Estes, na verdade, são meros puxadinhos de uma organização multipartidária ávida pelo Poder e a sua manutenção, pouco voltada ao desenvolvimento da Nação, ou seja, do povo. Isto tanto é verdade que o grande impulso de crescimento do Brasil se deu entre os anos de 1964 e 1980, no governo militar. Após a eleição indireta de Tancredo Neves e do Vice Sarney, o País viveu espasmos de desenvolvimento na rápida passagem de Collor de Mello, com a abertura do mercado, que foi passo importante para a economia brasileira e com o Plano Real do governo Itamar Franco. Alguma euforia acontecida, após estas passagens de comando, tiveram como fonte a expansão e a oferta de dinheiro internacional. Voltando ao assunto “Big Centrão” ou “Banda Larga”, é uma tentativa de manter sob controle o governo Bolsonaro nas votações no Congresso Nacional. Existe também, em andamento, uma parceria com o STF que passou a legislar e tomar decisões.

Essa declaração de amor ao PSDB pelo presidente da Câmara Rodrigo Maia-DEM, dá a medida que vinha sendo tocada a política brasileira, ou seja, eram fortes grupos políticos partidários unidos em um único objetivo, o de tirar o máximo de proveito do Poder e lutar pelo espaço na estrutura dele e na sua manutenção. Fica claro que nunca houve, como preocupação principal, o desenvolvimento do Brasil e real melhoria da qualidade de vida do brasileiro, ficou sempre naquela “meia boca”, com a distribuição de migalhas como forma de iludir a população de que o social era a meta dos partidos e governos, pura balela. O desespero agora é enorme diante da maneira de agir e governar do presidente Jair Bolsonaro e isso está incomodando e, ao mesmo tempo, desmantelando essa forma que era, e ainda é, adotada pelo Centrão e petistas, de levar na conversa o povo brasileiro. Esse desespero aumenta mais ainda quando se vê no horizonte que não há condições de permanência da atual estrutura partidária. A reforma partidária é obrigatória e ela passa pela extinção das siglas atuais, principalmente daquelas de aluguel e caçadoras de cargos nos governos estaduais e federal. O fim da hegemonia política ideológica está próximo, não tem mais fôlego e isso está provado em todo o mundo. A atitude do povo em ir pra ruas em apoio ao presidente, desestabilizou o status quo que vigia na política no Brasil e o Congresso percebeu que ir contra pode ser suicídio político, ainda mais com eleições no ano que vem. Essas tentativas de ser contra as reformas propostas e em andamento do presidente Bolsonaro é um tiro que poderá sair pela culatra. O povo está de olho nessas armações.

1 pensou em “ARMAÇÕES

  1. Curvo, o pensamento ideológico dos partidos de esquerda é apenas um: a permanência no poder.
    O projeto que eles dizem ter para o Brasil é acima de tudo um projeto para eles mesmos.
    A prova? Os milhões de desempregados que nos entregaram em 01/01/2019, a quantidade de pessoas com dívidas, a indústria parada…
    E eles induzindo poucos beneficiados a vomitar pelas ruas a liberdade de um corrupto.
    Ora! Quando se pede mais pela liberdade de um condenado, do que pela prisão de quem agiu igual, apenas mostra o caráter de quem braveja.

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