ALÔ, ALÔ, CÂMBIO!

A economia é uma ciência social; baseia-se no comportamento do ser humano. Se houvesse vida em Marte, talvez as leis da economia lá fossem diferentes daqui. Por outro lado, alguns fundamentos da economia se baseiam em pura lógica, e são simples de entender (menos para quem tenta entender a economia a partir de uma ideologia política).

Um exemplo: é melhor morar em um país com moeda forte ou moeda fraca? É quase instintivo pensar que moeda forte é bom. E é verdade, menos para certos políticos. Eles argumentam que uma moeda fraca favorece a balança comercial. Mas o que isso quer dizer?

Uma moeda fraca favorece as exportações porque faz os produtos ficarem mais baratos no exterior. Ora, isso é o mesmo que dizer que baixar os preços aumenta as vendas, ou que trabalhar por salário menor aumenta as chances de emprego. É verdade, mas a que custo? Uma empresa que reduz os preços graças à boa administração e alta eficiência está no caminho certo, mas quem reduz preços porque só assim consegue competir está no caminho da falência.

O objetivo de produzir é ganhar dinheiro, e o objetivo de ganhar dinheiro é poder comprar o que se quer. Então, qual a vantagem de vender muito graças a um câmbio desvalorizado, se com o dinheiro que ganhamos não podemos comprar nada? Ah, podemos comprar no mercado interno. Ou seja, podemos comprar de quem está tão desvalorizado como nós: o sujo negociando com o mal-lavado.

Outra coisa importante: se um produto é comercializado no mundo inteiro, desvalorizar o câmbio encarece o produto na moeda local. Fica mais fácil de entender com um exemplo: O preço internacional de determinado produto é dois dólares o quilo. Isso dá 7,60 reais, com o dólar a 3,80. Se o produtor vende aqui, recebe em reais, 7,60. Se exporta, recebe em dólares lá fora e é obrigado pelo governo a trocar por reais). Aí o Ciro Gomes ganha a eleição e leva o dólar para 6,00 reais. Agora o produtor que exportar recebe os mesmos dois dólares por quilo, mas troca por 12 reais. Por quê ele venderia por menos que isso no mercado interno? Não venderia, é lógico. Consequência: ou o preço aqui sobe para 12 reais, ou vai faltar produto. Provavelmente o presidente Ciro vai inventar um jeito de fazer o governo controlar ainda mais a economia para “resolver” a situação. Cada vez que o governo se mete para resolver um problema, cria outros dois ou três, e é por causa das milhares de “soluções” que o governo inventa que a economia brasileira está como está.

Recapitulando: enfraquecer a moeda pode aumentar a quantidade de exportações, mas com prejuízo, porque o valor recebido compra o mesmo que antes (tanto no mercado externo como no interno). É trabalhar mais para ganhar a mesma coisa.

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  1. Caro Marcelo,
    Tem alguma coisa aí que eu não estou entendendo.
    Quando Deng Shiao Ping assumiu o comando da China, uma de suas primeiras providências foi desvalorizar brutalmente a moeda. O RMB pulou para 12 por um dólar e, segundo dizem, este foi um dos principais fatores da explosão de crescimento da China daí em diante.
    O modelo deu tão certo que passou a ser chamado de Export Driven Growth e os americanos nunca engoliram esta manipulação e controle governamental do câmbio.
    De lá para cá, à medida que a produtividade da economia ia crescendo, o governo chinês ia aliviando um pouco. Hoje está em 6 para 1 e a China já não está mais tão barata para nós, já que fazemos parte de uma economia naufragante, cuja produtividade andou de ré.
    Esta, aliás, foi uma das proezas mais incríveis do governo da camarilha petista. Caso único na história da humanidade.
    Então? Desvalorizar a moeda e lutar freneticamente para acelerar as exportações, especialmente de manufaturados, não é bom?

    • Adônis,

      – Entre os anos 50 e 70, a moeda chinesa era artificialmente valorizada, como parte dos “planos quinquenais”. Ou seja, o governo bancava a diferença para que as empresas locais pudessem comprar máquinas e produtos importados em um ambicioso programa de industrialização. Quando a economia local já estava suficientemente equipada para concorrer no mercado externo, o governo moveu o câmbio para uma taxa mais realista (nas minhas fontes o máximo foi 8.7, janeiro/1994, não 12), mas ainda controlada, entre 1994 e 2005, e de lá para cá a taxa vem flutuando com certa liberdade. Lembre-se que a China é uma ditadura, então as leis da economia nem sempre parecem funcionar no curto prazo. No longo prazo, porém, as leis da economia são (quase) tão inexoráveis quanto as leis da natureza.

      – Moeda forte ou fraca é sempre um termo relativo: nosso real pode ser fraco em comparação com o Euro, mas é forte em comparação com a moeda da Venezuela ou do Zimbábue. Sim, é verdade que o Bush filho e o Obama reclamavam muito do câmbio chinês, mas isso é apenas choradeira de político. Na verdade, eles queriam que a moeda deles, o dólar, é que fosse mais fraca, para fazer demagogia interna e para diminuir as vantagens competitivas da China.

      – Export Driven Growth é ótimo se for levado a sério, como mostra a China. Mas o crescimento chinês veio de uma política planejada com minúcia chinesa, não simplesmente de moeda desvalorizada. Basta lembrar que a China sempre foi uma grande importadora de ferro e petróleo e também de comida. Se o câmbio fosse “desvalorizado”, qual seria a vantagem?

      – Em resumo, lutar para acelerar as exportações é ótimo, e foi isso que a China fez; desvalorizar a moeda é péssimo e insustentável a longo prazo, e não foi isso que a China fez.

  2. O problema da macroeconomia é que ela por vezes dá um nó na lógica, de modo que o que dizes, Marcelo, pode ser verdadeiro, ou não, tudo depende – e o Adônis abordou exemplo concreto que também parece lógico; e se não foi lógico foi um ilógico que parece que deu certo.
    Há o aspecto de a moeda fraca convidar o estrangeiro a comprar, o que pode determinar o aumento da produção industrial e agrícola, assim como aquecer o turismo. Ao que tudo indica, a economia é até certo ponto auto-regulável, de modo que se está agradando aos setores produtivos isso deve ser bom. Vale pensar que o produtor estaria ampliando sua produção além do absorvido pelo mercado interno para atender, face à maior demanda internacional, determinada pelo valor da moeda, aumentando suas vendas, o que pode manter estáveis os preços internos. Até por isso os países estabelecem as tais barreiras, para evitar que suas importações prejudiquem o mercado interno. Como sabemos, também, o comércio costuma ter uma margem bastante ampla na composição dos preços, o que pode permitir, por exemplo, liquidações astronômicas sem prejuízo, ou com pouco lucro, o que, quando acontece, pode ser minimizado pelas aplicações do reforço de caixa. Enfim, a economia depende de tal amontoado de circunstâncias e vieses que não me arrisco a taxar algo como bom ou ruim, útil ou inútil, favorável ou desfavorável, lucrativo ou não, por uma visão generalista da coisa.

    • Eu acredito que a macroeconomia e a economia em geral tem leis irrefutáveis. O “nó na lógica” vem quando as pessoas não entendem (ou não querem entender, no caso dos políticos) estas leis e optam por acreditar em fantasias ou wishful thinking.

      Sim, a economia é auto-regulável, exceto quando os políticos se metem com suas promessas. Exemplo: a “margem bastante ampla na composição dos preços” será tanto maior quanto menor for a concorrência. Quem diminui a concorrência? O governo, com suas regulações e barreiras, sempre com uma desculpa bem-intencionada.

  3. Ainda quero acrescentar algum fenômeno, tipo dólar e euro alto, aumento do turismo em real, isto é, do turismo interno. Em compensação, dólar e euro baixos, facilidade de pagamento de dívidas internacionais, de compra de insumos, de bens e equipamentos em geral etc.
    De modo que eventualmente as oscilações podem ser ora favoráveis de um jeito, outras de outro.
    Entretanto, surge a questão quanto a outro fenômeno, que deve estar ligado a outros fatores que seria preciso analisar: Como um país, como os Estados Unidos, que tem sempre o dólar forte, não sofre com a perda de exportações? Ou sofre? Se não sofre, como pôde a China açambarcar-lhe boa parte do mercado internacional?

  4. Não, os EUA não tem sempre o dólar forte. O dólar é a referência mundial, mas não é uma referência fixa. Durante os pífios governos de Bush filho e Obama, o dólar estava fraco, basta ver que o preço em dólar de todas as commodities subiu. Aliás, foi exatamente essa a causa do “milagre brasileiro” na década passada: o dólar fraco fortaleceu, por comparação, todas as outras moedas, e o valor das exportações brasileiras disparou.

    Alguns exemplos:
    – Soja em 2000-2001: 180~200 dólares. Soja em 2008: 400~500 dólares
    – Minério de ferro em 2000-2001: 28~30 dólares. Minério de ferro em 2008: 180-200 dólares
    – Ouro em 2000-2001: 270~290 dólares. Ouro em 2008: 900-950 dólares. Ouro em 2012: 1500-1700 dólares.

    A China acabou com o mercado de exportação dos EUA, porque produzia melhor e mais barato, enquanto a produção dos EUA ficava cada vez mais cara por conta de carga tributária, burocracia, regulações, ineficiência e obesidade. Nos anos 90, a GM gastava mais com o fundo de pensão dos funcionários do que com aço.

    Por isso que os políticos de todos os países reclamavam da China, botando a culpa no câmbio. Não era o câmbio, era a produtividade.

  5. Caro Marcelo,
    Tens razão com relação à taxa máxima de câmbio atingida pela China. Eu me empolguei e chutei um valor lá em cima.
    Caso tenhas interesse em aprofundar a análise sobre a influência do cambio supervalorizado da China no seu comércio exterior, assim como a maneira como se desenrolou a polêmica sobre essa suposta supervalorização, recomendo que leias o seguinte trabalho:
    The impact of the Chinese exchange policy on foreign trade with the European Union
    http://www.scielo.br/pdf/rep/v37n4/1809-4538-rep-37-04-870.pdf
    Com relação à desconstrução da indústria brasileira, e muito especialmente a nordestina, durante a era petista, recomendo a leitura da obra de minha lavra:
    http://www.funag.gov.br/ipri/btd/index.php/10-dissertacoes/4341-o-comercio-dos-estados-do-nordeste-do-brasil-com-a-china-na-1-decada-do-seculo-xxi-desempenho-problemas-e-oportunidades.

    • Dei uma lida rápida nos dois. O primeiro me pareceu uma choradeira acadêmica, um monte de citações e fórmulas tentando provar que o câmbio da China está “errado”. O problema é que todo mundo acha que câmbio certo é aquele que o favorece. Delfim Neto disse uma vez “todo mundo elogia o câmbio flutuante mas reclama quando ele flutua”.
      A China dominou o mercado mundial com planejamento e baixos custos, mas os países desenvolvidos não podem admitir que são menos eficientes, então botam a culpa no câmbio.
      Quando à sua tese, que também li correndo, acho que se o governo parar de atrapalhar os empresários e parar de dar poder e dinheiro para os Sarneys, os Calheiros e outros coronéis, o potencial do Nordeste é enorme.

  6. Eu acho o seguinte: Acabei de tomar uma Baltus 10%, é foda, vale por 4 latinhas, não comi nada, estou bebum, e quero que a Chine os Etados Unidos em fodam. A Baltus ou seja lá o nome que for dessa porra é gostosa e barata e eu que5po é qu3e o comunismo vença e o Brasil seja feliz pra caralho, valeu? Vai todo o mundotomar no cu, porra!

  7. Estou me lixando pra economia. Lula tem de ser solto, porque foi preso de pura sacanagem, e ele virá como presidente para acabar com essa bagunça dessa porra desse desgoverno de burros e malucos que vocês botaram no Brasil. Porra, vocês também são burros e malucos, porra| Que bosta é essa? Não estão vendo? Querem defender essa porra? Esse é um governo fudido, o presidengte é uma bosta, os ministros uma doideira só, vamos combinar, né? Está cderto que eu bebi, mas voc\è tamb~´em não bebem? Então precisam beber. Berto, acab a com essa porra dessa abstionêmcia e toma uns goles aí, porra! A vida pé para ser vivida.

  8. ***
    A China é comunista e uma ditadura.
    As mudanças mais importantes ocorridas lá e que motivaram o milagre chinês foram dar liberdade de empreender e continuar dirigista no setor financeiro.
    Resumindo os caras tem uma economia fechada e podem fazer o que quiserem com o dinheiro deles, pois são uma nação soberana e o yuan tem que ser utilizado em seu território.
    Assim, não recorreram a quase nenhum empréstimo externo, estabeleceram um mercado de bancos privados e investidores financeiros fechado ao exterior e as influências do mercado global (exceto em Hong Kong e Singapura), entregaram o controle e administração do crédito aos governos nacionais e locais regulamentando fortemente o sistema financeiro para que financiasse o crescimentos econômico (em Yuan!!!), ou seja, criaram dinheiro a partir do nada. Além disso tem manipulado direta e indiretamente a taxa de câmbio.
    Não foram as exportações e nem a taxa de câmbio quem fizeram a China o que é.
    Foi o fato de ser uma nação soberana.
    Ter mais de cinco mil anos de civilização também auxilia.
    Vejam bem, o Estado tem o poder de acabar com as dívidas públicas e privadas quando não é refém de financista globais.
    Com dinheiro nascido do nada e bem aplicado um país cresce.
    De 480 bi para 8,2 trilhões de dólares de PIB, tá bom?
    ***
    Esse tipo de solução: perdão das dívidas e criação de dinheiro do nada foi utilizado na Alemanha e Japão pós 2a guerra.
    ***
    Então os caras daqui estão cansados de saber o que tem que fazer, mas continuam com moeda lastreada em dívida pública e quando pinta um dinheirinho usam da maneira que querem ao invés de financiar o desenvolvimento da economia.
    Nem se fale da liberdade e facilidade para empreender. Que por aqui tem que passar pelo crivo dos interesses do camarada dono do soviete da área.
    ***
    Por último um lembrete de Warren Buffet a respeito da teoria da eficiência dos mercados:
    “Eu seria um mendigo vagando pelas ruas com uma caneca na mão se os mercados fossem sempre eficientes. Investir em um mercado no qual as pessoas acreditam em eficiência é como jogar bridge com alguém que acha que não é preciso olhar as cartas”.
    O bichim ficou bilionário assim.
    O Mises era bilionário?

    • Saniasin, você diz numa frase que a China é comunista e na frase seguinte diz que há liberdade de empreender. Minha definição de comunismo não é essa. Na minha opinião, comunista na China é só o nome do partido. Economicamente eles são capitalistas, embora com muita intervenção do estado.

      Outra coisa: não foram as exportações que fizeram a China ser o que é? Como assim? A China é o maior importador mundial de um monte de commodities de que jeito?

      Não, meu caro, eles pagam o minério de ferro, o petróleo, o carvão, a soja e o frango que importam com a grana do que eles exportam. Esqueça esta lenda de “dinheiro criado do nada”. Se fosse fácil assim, o Ciro Gomes seria o Imperador do Planeta.

      Quanto ao Buffet, ele com certeza não ficou rico contando seus segredos para todo mundo. As frases dele, como o Chacrinha, são mais para confundir do que para explicar. Aliás, o que é “eficiência dos mercados”? Eu sei o que é uma empresa eficiente, uma pessoa eficiente e uma máquina eficiente. O mercado é o meio ambiente da economia, não é eficiente ou ineficiente em si mesmo.

      • Obviamente eles são capitalistas e compraram comodities, mas venderam manufaturas com preço superior ao que pagaram, utilizando este lucro para lastrear-se em títulos públicos dos USA.
        O que eles não fizeram foi conectar o seu sistema financeiro interno com o sistema financeiro global.
        Porque são soberanos, entendeu?
        Assim, por terem a estrutura do partido único, a ditadura, eles puderam, através do banco central, utilizar o seu poder para criar dinheiro e fazer desaparecer a dívida pública e privada (deles, na moeda deles) tornada excessiva ou incobrável. Porque se sabe que o dinheiro não é uma “riqueza”, mas uma convenção social, um mero instrumento regulado pelas leis da comunidade: e quando um excesso de dívida ameaça o funcionamento da sociedade, o Estado tem o poder de removê-lo. Na verdade não existe o problema da Dívida Pública, o Estado pode elimina-la quando assim desejar. No caso dos Países asiáticos, o Estado usou o seu poder para criar dinheiro a partir do nada e não deixou que a economia ficasse paralisada: através do Banco Central, o Estado cria dinheiro e assume as dívidas, neutralizando-as.
        Nem tudo é perfeito, mas o fato é que estadistas tem soluções melhores para as sociedades do que os mercados globais e o capital transnacional.
        ***
        Por sinal…
        O fluxo estrangeiro está negativo e é preocupante o fato de não ter ocorrido o tsumoney esperado.
        A bolsa a 106000 pontos sem esse fluxo é o quê?
        Eficiência dos mercados?

        • “O dinheiro não é uma riqueza, é uma convenção social.”
          E as coisas que o dinheiro compra são uma convenção social, também?

          “não existe o problema da Dívida Pública, o Estado pode elimina-la quando assim desejar”
          Concordo, isto se chama calote, ou “default” para os mais polidos.

          • O bicho homem nasce sem dentes porque se os tivesse ao nascer morderia com prazer o seio que o alimenta.
            O dinheiro é a maneira que o Estado tem de fazer com que esse “monstro” trabalhe em prol de seu semelhante acreditando que trabalha só para si, pois no mercado as coisas tem valor de troca e não valor de uso.
            Assim, produtores de leite jogam leite fora se o preço não compensar, pois produziram para ter lucro e não para alimentar o seus semelhantes. Assim é a lógica mesquinha e egoísta das pessoas..
            Essa lógica serviu em tempos de escassez e baixo nível de produtividade, mas agora
            ela não faz mais o menor sentido.
            Todos podemos ter uma boa vida com o nível tecnológico e de produtividade que atingimos.
            É uma tristeza ver os caras que trouxeram o iluminismo e o dinamismo do capital, se transformarem em criadores de pirâmides e bolhas tentando extrair da sociedade um valor que não existe mais.
            A.I. e mecatrônica mandaram para a lata de lixo da história todas as categorias capitalistas.
            Agora só resta a eles ficarem enganando uns aos outros e negarem o próprio progresso que engendraram.
            Senhores feudais fizeram a mesma coisa antes deles….

  9. Permitam-me meter a colher nesta conversa.

    Não entendo picas de economia, mas bebi um monte; cerveja artesanal produzida por um de meus irmãos, boa pra cacete, e neste grau etílico me sinto no mesmo nível do Goiano.

    Dito isto, lá vai: a China não pode ser modelo de comparação, pois trata- se de uma ditadura e pode explorar seus mais de um bilhão de habitantes, fazendo-os trabalhar como escravos, produzindo a custo baixíssimo, independente do câmbio.

    Quero que os chineses se fodam; que o Lula continue preso, babaca, e que o governo nos esqueça e nos deixe trabalhar.

    Pronto, vou tomar mais uma.

    • Pablo, notícia de 26/02/2017, no Globo – saiu nos outros jornais também:

      “O salário médio por hora na indústria chinesa triplicou entre 2005 e 2016, para US$ 3,60, segundo o Euromonitor. No mesmo período, o salário no setor industrial no Brasil caiu de US$ 2,90 para US$ 2,70.”

      A China tem custos baixíssimos por uma série de motivos, mas a tal “escravidão” hoje é só mais uma lenda urbana.

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