A ÁRVORE AMIGA

Hoje é sobre a árvore amiga
A narrativa em cordel,
Esse ser que a natureza
Atribuiu-lhe o papel
De nos dar para usufruto
A sombra, a flor, e o fruto,
De forma ampla e fiel.

E peço ao leitor amigo
Que pondere e pense bem,
Sobre a vasta serventia
Que qualquer árvore contém,
Reflita sobre o conceito
E se sinta no direito
De preservá-la também.

Toda árvore é importante
Para humanos e animais,
Pra que prevaleça a vida
Elas são essenciais,
Então evite as queimadas
E nem faça derrubadas
Clandestinas e ilegais.

Eu sei da necessidade
Que tem de se utilizar,
A madeira de uma árvore
Para a mobília do lar,
Mas, quando isso acontecer,
Pra flora não perecer
Plante outra no lugar.

O corte indiscriminado
Só causa devastação,
Quando uma árvore frondosa
É jogada sobre o chão
Fica a clareira na mata
E essa atitude insensata
Contribui pra a extinção.

A copa d’árvore frondosa
Contém em sua ramagem
Bons frutos para o consumo
Além de densa folhagem
Que servem de arejamento
Como também de alimento,
Pra os animais, é pastagem.

Da árvore se extrai a lenha
Que é usada no fogão,
No forno da padaria
Tem grande utilização
E sem que cause transtorno
Ela é quem aquece o forno
Para assar bolacha e pão.

A árvore é indispensável
Em toda edificação,
Nos esteios dos andaimes
Nas taboas pra formação
Das colunas de concreto,
Sempre está do piso ao teto
Na área da construção.

Também é da árvore feita
As peças da cumeeira
Os caibros, portais e ripas,
Está pela obra inteira,
Na laje da cobertura
Quem suporta a estrutura
São as toras de madeira.

Estaca pra fazer cerca
É a árvore quem fornece,
O papel em que se escreve
São elas que lhe oferece,
Quando o frio se apresenta
A lenha é quem alimenta
A lareira que lhe aquece.

Com a árvore se fabrica
Móveis pra decoração,
É feita a cama em que dorme,
A mesa pra refeição
Enfrentando o desafio
Está no mastro do navio
E na hélice do avião.

No guarda-roupa elegante
Ali a árvore se ostenta,
No banquinho mais singelo
No sofá que a gente senta,
No balcão que arranja o bar
Na cruz que adorna o altar
No cabo da ferramenta.

Eu vejo a árvore presente
Na arte do artesão,
Numa casinha de taipa
Nas varandas da mansão
No pau que virou gamela
No feitio da cancela
Do batedor ao mourão.

A árvore serve de abrigo
No sertão ensolarado,
Para as cabras e ovelhas,
Para o cavalo e o gado,
A sombra de um juazeiro
Oferta rancho ao roceiro
Que lida no seu roçado.

A árvore na Amazônia
Está sendo eliminada
Grileiros e madeireiros
De forma indiscriminada
Com ganância e ambição
Agem sem ponderação
Deixando a flora arrasada.

Os algozes da floresta
Com a motosserra na mão,
Jogam árvores milenares
Sem piedade no chão,
E com seus atos insanos
No prazo de poucos anos
Acontece a extinção.

Quando uma árvore perece
Logo o nativo descobre,
Que também foi vitimado
Com aquele ato desnobre
A fauna se prejudica
E a floresta densa e rica
Fica mais rala e mais pobre.

Com as queimadas constantes
Estou consciente e certo,
Que o fim da selva amazônica
Cada dia está mais perto,
E aquele “mar florestal”
Terá um triste final
Ao transformar-se em deserto.

Não posso ficar calado
Ante ao macabro proscênio,
Vendo as árvores massacradas
Nesse terceiro milênio,
Onde o fogo e a fumaça
Quando não mata ameaça
Por falta de oxigênio.

O fogo transforma em cinzas
As árvores da flora bela,
O povo indígena padece
Com os efeitos da procela
Que atormenta a sua gente,
E mesmo o meio-ambiente
Já sofre a cruel sequela.

Cada árvore derrubada
Vai promovendo a chacina,
O espaço da ciência,
Já sofre letal ruína,
Também a agronomia
Além da biologia,
E a área da medicina.

Devastam nossa floresta
Sem licença ou protocolo.
Todo dia são milhares
De árvores que vão ao solo
Avulso, só por maldade,
Sem qualquer formalidade
Só por trapaça e por dolo.

A devastação da flora
Causa descontentamento,
A desertificação
Alcançará cem por cento,
Pra que evite a extinção
Das árvores, a solução,
É o reflorestamento.

Se todos agirmos juntos
A floresta se renova!
Eu aqui fiz minha parte,
Faça a sua dando a prova
Que a árvore amiga e querida
Faz parte da nossa vida
Desde o ventre até a cova.

3 pensou em “A ÁRVORE AMIGA

  1. Obrigado Meu amigo Papa Berto por restabelecer a minha Coluna Proseando na Sombra do Juazeiro farei o possível para colaborar sempre com essa Gazeta da Bexiga Lixa!!

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