A ARTE DE ILUDIR

Um exemplo da herança produzida em 13 anos de governo é o extinto Banco Popular do Brasil, criado em setembro de 2003 no formato de subsidiário do Banco do Brasil S/A.

O público alvo, eram os mais necessitados, numa clara indução ao endividamento. E lá fomos nós às compras. Trocamos as velharias e adquirimos novos objetos para nossas casas. Contribuímos para a felicidade das lojas abarrotadas de produtos chineses para compor nosso vestuário e com vasta oferta de produtos eletroeletrônicos. Aproveitamos para fazer aquela viagem tão sonhada, com todo o conforto oferecido pelo mercado financeiro, sedento em atingir uma nova camada de clientes.

Geralmente, depois do terceiro mês, aumentam as dificuldades. Afinal, temos que dividir o mesmo rendimento mensal com as prestações do cartão de crédito, nessa hora, o calo começa a doer.

O Banco deixou de existir em 2008 e foi absorvido pelo Banco do Brasil ao acumular R$ 144 milhões em prejuízos, enquanto muitos cidadãos brasileiros, acumularam meses comprando o estritamente necessário até conseguir quitar suas dívidas.

A peça publicitária é da conhecida agência DNA que pertencia a Marcos Valério.

Banco Popular do Brasil

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GLENN MILLER

Um passeio pelos anos dourados de Hollywood, ao som da música no gênero Big Band Swing, gravada em agosto de 1939.

In The Mood

12 pensou em “A ARTE DE ILUDIR

  1. Prezada Sônia, uma das fontes de orgulho do PT é a migração entre classe. A política expansionista de crédito gerou esse endividamento que você fala. Além dos prejuízos aos cofres públicos, com a incorporação do banco popular, a renda diminuiu em função do desemprego. Então, quem saiu da classe C para a B, voltou com um agravante: devendo os olhos da cara!

    • Sr. Maurício, não deve ser novidade para o colunista sempre bem informado, mas, vou repetir. O filho de uma grande amiga, comprou uma casa nos USA sem qualquer compromisso do pagamento. Por volta de 2008, houve naquele país um problema de inadimplência gerando queda no preço das residências. tiveram que desfazer-se rapidamente do imóvel para amenizar o prejuízo e voltaram para o Brasil. Não sei exatamente quais foram os motivos daquela crise, não sou economista. A diferença é que lá eles aprendem com os erros e logo consertam.

      O inquilino vip da PF de Curitiba, era o Presidente na época e denominou a crise de “marolinha” e de lá pra cá as coisas só complicaram mesmo com a maquiagem aplicada aos problemas para esconder do povo. O problema que a maquiagem costuma derreter e mostrar os defeitos escondidos.

      Grata pelo comentário e bom final de domingo para toda família Assuero.

  2. talvez a melhor referencia da catastofre que foram os governos petistas ,estejam , no banco mundial , no bird , e naonu , onde podemos compara os nossos concorrentes com os quais a epoca estavamos em alinhamento , e hoje ou em 2016 , apos treze anos , a imensa distancia que nos separa [[[ a pior]] com estes concorrentes , o mundo evoluiu em titmo de jato e o brasil em ritmo de teco teco , perdemos posiçoes em idh , em competividade e em educaçao ,algumas absurdas em relaçao a estes , os dados esta ai e se somados a divida bruta e liquida que mais que triplicaram neste periodo , veremos a enormidade deste distanciamento

    • Peço desculpas ao prezado leitor e comentarista do JBF mas, cliquei errado e a resposta não foi colocada no local adequado. Está logo abaixo.

      GRata

  3. Sr. Alberto, nunca morei fora do Brasil e não posso afirmar, mas, acho que não deva existir outra Nação com um sistema de governo tão complicado quanto o nosso: muitos impostos, muitas leis, muitos cidadãos sem emprego, descontrole nos gastos, etc…

    A vantagem é que: não temos vulcões, não temos furacões agressivos, não temos maremotos, terremotos, não temos falta de sol, não temos falta de chuvas, etc…

    Porque será que não conseguimos acertar o passo?

    Grata pelo seu comentário e um excelente final de domingo.

    • Sônia, alguns dizem que é justamente pela falta de vulcões, terremotos e furacões que somos como somos. Como nunca passamos por dificuldades, não aprendemos a agir com prudência, fomos nos acostumando a viver de modo irresponsável.
      Mal comparando, os europeus do norte sempre tiveram a certeza de que se não se preparassem durante o verão, morreriam de frio ou fome no inverno. Aqui, temos clima ameno e comida abundante o ano todo, preocupar-se com o futuro prá quê?

      • É certo que ninguém nasce sabendo e nesse caso podemos até especular que os povos podem ter recolhido ensinamentos das nossas formiguinhas.

        Quanto aos despejados, passaram 13 anos imitando os ratos que gostam de roer, os gatos que roubam na surdina e as galinhas pródigas em cacarejar. Tem também os satélites que rodeavam os despejados. São os invasores de terras e casas alheias, imitam os chupins que se apropriam do ninho do Tico-Tico e finalizo com o bicho Preguiça bem ao gosto dos que fazem protestos durante a semana demonstrando que não são chegados a trabalhar por seu sustento.

        Peço desculpas aos bichos aqui citados, não tenho intenção de ofende-los, eles mesmo sem inteligência, mas, com instinto aguçado tem um certo respeito entre eles.

        Grata pelo seu comentário sempre muito oportuno.

        Um bom domingo pra toda família.

  4. Prezada colunista Sonia. Aqui não temos vulcôes, não temos tempestades de neve, não temos furacões, e não temos também Cérebros. O nosso povo é descerebrado,
    e como não tem cérebro, votam com a derriére. Infelizmente tem
    sido assim. Da última vez votaram com a esperança, que está sendo destroçada pelos inimigos de sempre.

    Quanto a orquestra de Glenn Miller , dispensa comentários, foi uma das
    melhores do mundo. Impossível apontar qual a sua melhor gravação.. Pobre daquele que nunca curtiu esse som magnífico da era das grandes orquestras, que podemos citar em dezenas, todas de qualidade, tais como exemplo Benny
    Goodman, Harry James, Tommy Dorsey e dezenas de outras maravilhas musicais.
    da época..
    Parabéns pela bela escolha.

    • Sr. d.matt, enquanto governos não se preocuparem em fornecer ensino integral a começar pelas crianças pois, nos dias atuais as mães precisam trabalhar fora, vai continuar tudo do mesmo jeito. Crianças não reclamam, seus pais menos ainda, não podem perder dia de trabalho, o jeito é aceitar. Os universitários, esses gritam e conseguem o que querem para depois de formados, alguns com a falta de emprego, seguirem para o estrangeiro, aceitando qualquer serviço, sabem que se não trabalhar, tem que voltar pra casa com o rabinho entre as pernas.

      Enquanto isso tudo vai preenchendo a estrada da vida, podemos amenizar com as preciosidades dos artistas que citou em seu comentário.

      Como sempre suas reflexões sempre colaboram com a postagem.

      Grata
      Um excelente final de domingo.

      • De fato Glen Miller era o que se tinha de melhor. Agora, quando ouvi Paul Mauriat tocar Aquarius, do filme Jair, fiquei paralizado. Acho Peninha ou Sônia poderiam dar uma amostra disso.

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