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A MISERA, DA MISERA, DA MISERA, DA CASA DO CARALHO

ALEXANDRE GARCIA

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

“ARRUMA UM PAU QUE TEM SOMBRA”

Posto de Saúde Missionária Terezinha Batista

Eram cinco horas da manhã de uma segunda-feira chuvosa.

Nesse dia o setor de emergência do Posto de Saúde Freira Terezinha Batista estava abarrotado de indigentes esperando atendimento, principalmente de jovens grávidas, geração Bolsa Família, programa esmola criado e ampliado no governo LULA, que tinha como lenitivo o suposto combate à pobreza, à desigualdade social e à assistência à população miserável, segundo exposição de motivos da lei 10.836, de 9 de janeiro de 2004, mas que, criminosamente, foi desviado do seu objetivo principal para dar lugar a um assistencialismo ladravaz jamais visto na história do Brasil.

Às seis horas da manhã chega ao setor de emergência uma paciente já em trabalho de parto. Os enfermeiros de plantão correm para atendê-la, mas quando se aproximam o bebê já está aos berros nas mãos da avó materna que veio acompanhada da neta na ambulância.

Mal a genitora e a avó descem do socorro, aparecem mais quatro crianças, filhos da neta, que tinham entre dois e três anos. Afora três de idade entre quatro, cinco e seis anos que haviam ficado no barraco assistidos pela irmã adolescente da genitora que, além de prenha do terceiro filho, também possuía mais dois de pais diferentes.

Arrancando os cabelos diante de tal situação e não controlando o desespero por ver tanto neto ao seu redor, a avó da genitora, uma senhora de quarenta anos, mas aparentando ter mais de sessenta, não contém a lágrima e, se dirigindo à neta, desabafa:

– Carminha, minha fia! Onde tu vai parar com tanto fio? Tu e tua irmã já tem pra mais de doze! Não é possível, fia! Tu tá pensando que o governo vai te sustentar e teus fios com essa esmola do bolsa família pra o resto da tua vida, é? Acorda pra Jesus, menina!

E continuou:

– Acaba com essa ilusão e vai arrumar um pau que tem sombra para tu descansar debaixo! Quem vive de promessa são palavras, menina! Tu precisa de um homem que cuide de tu e desses meninos, porque depois que Deus me levar, quem vai cuidar de tu e teus fios?

Desabafou a avó, soluçando, atenta a uma nova ambulância que chegava ao pátio do Posto de Saúde com mais uma filha do bolsa família com a barriga carregando trigêmeos, preste a dar a luz!

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PERCIVAL PUGGINA

O SILENCIOSO GRITO DO ATRASO

O atraso grita no silêncio, fala aos olhos e expressa escolhas. Há muitos anos o Brasil, por avenidas tão largas quanto indiretas, vem optando pelo atraso.

A história dá vida aos nossos equívocos. Tem sido sistematicamente audível a opção preferencial dos brasileiros por uma ideologia que fala enternecida sobre os pobres e os produz em proporções demográficas. Por isso, com aquelas inexpugnáveis certezas que a análise marxista estabelece, politizamos todo o ambiente cultural. Impuseram-nos associações mentais entre o privado e a ganância, entre o público e a solicitude, entre igualdade e justiça. E disso redundou uma inexcedível fé no Estado. Reverenciamos quem pretende acabar com a pobreza mediante farta conversa fiada e tal discurso eleva o orador a um padrão moral superior. Quantas vezes, falando entre pessoas esclarecidas, percebi entranhado nelas o conceito de que o igualitarismo seria um desejável horizonte para a organização social!

Durante décadas me incluí entre os raros autores brasileiros a combater aquelas ideias. Tempos em que “liberal” e “conservador” eram xingamentos. Tempos em que ser “de direita” definia um tipo marginal da política. Roberto Campos estava errado. Meira Penna estava errado. Leonardo Boff e João Pedro Stédile estavam certos. Sobre isso nascia e crescia o ruído. Mas o atraso vinha de arrasto, silencioso.

É hora de abrir as janelas! Observem as economias desenvolvidas e as que saíram do atraso e cresceram mediante opções pela prosperidade, pelas potencialidades de seu próprio povo. E nós, país onde a pobreza parece ser objetivo e a riqueza um mal dispensável e desprezível, ostentamos um Índice de Desenvolvimento Humano que nos coloca em 79º lugar entre os povos da terra. Nosso índice de liberdade econômica nos guarda a posição 153 entre 180 países.

Sobre o silêncio do atraso, dá vontade de gritar o nome de Irineu Evangelista de Souza, nosso Barão de Mauá, o maior empreendedor de nossa história. Defensor do liberalismo econômico, empregava operários, combatia a escravidão, construía as próprias ferrovias e hidrovias, criou indústrias e empreendimentos comerciais em vários países, abriu o próprio banco e alcançou tamanha fortuna que o balanço de suas empresas se tornou muito maior do que o orçamento do Império. Fez-se o silêncio sobre o que sobreveio às pressões que o destruíram.

As últimas décadas adubaram o atraso. As ideias de liberdade foram sistematicamente sepultadas em favor de um Estado de porte crescente. Teoricamente, na Constituinte de 1988, o Brasil comprou o projeto de sair da pobreza mediante a constitucionalização de um Estado de Bem Estar Social. Sim, fizemos isso! Para sustentá-lo instituíram-se novos impostos, tomando dinheiro da sociedade, que ficou mais pobre e, na sequência, crescentemente endividada através do Estado. Como é que não o previmos?

O atraso é silencioso. A ruptura com a tradição, também. A burrice, contudo, é estridente. Vivemos dias decisivos. São grandes as possibilidades de recuperarmos as liberdades que perdemos para o Estado e de buscar os valores morais que, tombados no caminho, nos tornaram ridiculamente liberais em tudo que não convém, sob a servidão do politicamente correto.

Finalmente, creio, o atraso se faz ouvir.

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ATÉ OS CAVALOS SE RIEM-SE DO DATA-BOSTA

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A GENTE SÓ ACREDITA PORQUE ESTÁ DOCUMENTADO E ASSINADO

* * *

Acreditem:

É isto mesmo que vocês leram aí em cima.

A “jornalista” Mônica Babaca Bergamo cagou este tolôte midiático-banânico na Folha de Verdevaldo.

Uma “análise de especialistas” sobre como a esposa do Ministro Sérgio Moro arruma a mesa para o jantar do casal.

Repito: não é invenção, nem feiquiniu.

Mônica Babaca Bergamo se ocupou mesmo deste assunto.

É nestas horas que a gente sente uma alegria e um prazer enormes de não sermos lulo-zisquerdóides.

E temos a certeza de que estamos no caminho certo quando vemos este tipo de vigarice idiotal lulosa.

Mônica Babaca Bergamo, não custa nada lembrar, é aquela tabacuda que entrevistou na prisão um prisioneiro, um bandido condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, aguardando transferência para o Presídio de Tremembé.

Um corrupto que, muito acertadamente, a chamou de “minha jornalista“.

Os dois formam uma parelha tão perfeita quando nojenta.

ANDERSON BRAGA HORTA - SONETO ANTIGO

CONTRA MIM

Este amor me nasceu contra mim – foi meu fado –
e vive contra mim… Que fazer, se é destino?
Se, eu mesmo contra mim, pondo a razão de lado,
mais me entrego do sonho ao turvo desatino?

Vi-te ontem novamente. E ou estou enganado
ou tremeu-te, nervoso, o lábio purpurino.
E, trêmulas as mãos, trêmulo o seio inflado,
toda trêmula, ergueste o tronco alabastrino.

Foi um sonho? Beijei-te. E tu me deste o braço.
Nada disse. Calaste. Entretanto, risonhos
fitamo-nos, do amor no suave embaraço…

Que eu não possa, jamais, esquecer esse beijo!
Que a ilusão desse olhar ressuscite em meus sonhos!
Que eu te veja o esplendor em tudo quanto vejo!

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ROBERTO BAPTISTA CAPPELLETTI – ITANHAÉM-SP

Prezado senhor Luiz Berto

Terminei de ler a sua obra ‘A prisão de São Benedito’. Desculpe a demora: eu estava às voltas com a ‘A lanterna na popa‘, de Roberto Campos (a qual, aliás, recomendo vivamente) que ganhei meses atrás e estava sem coragem de enfrentar.

Mas gostei imensamente do seu livro. Creio que as reminiscências — mesmo que alheias — nos trazem sempre preciosas lições de vida, ainda mais quando temperadas pelo bom humor que lhe é característico.

Até mesmo a linguagem, seguindo a tal “norma culta” hoje aparentemente em desuso, agrada demais a um paladar como o meu.

Enfim, como já ‘curtia’ o seu Jornal da Besta Fubana, agora tornei-me fã incondicional; logo entrarei em contato com a “Bagaço” para adquirir mais algumas de suas obras.

Tenho feito muita propaganda do JBF por entre o meu restrito-porém-seleto grupo de amigos: tem sido o maior sucesso.

O que tem de gente que curte besteira é uma coisa excepcional!…

Um forte (embora heterossexual) abraço e novamente grato por sua atenção.

R. Meu caro, numa época em que a baitolagem e a xibunguia infestam os quatro cantos do mundo, é muito boa esta ressalva do “abraço heterossexual”.

Gostei e vou passar a usar esta advertência como sinal de alerta, antes de dar um amplexo em outro macho.

Começo dizendo que achei ótimo o fato de você dizer que leu o excelente livro “A Lanterna na Popa“, do genial Roberto Campos, um sujeito cujas tiradas certeiras e ferinas estão fazendo uma falta danada nos dias de hoje.

Os dois volumes desta obra magnífica são destaques aqui na minha estante. 

Quanto à apreciação que você faz da minha modesta obra, A Prisão de São Benedito, saiba que fiquei ancho que só a peste.

Já comecei a semana se rindo-me todinho!

Quem escreve gosta de saber que agradou aos seus leitores.

Este livreto de crônicas, memórias da minha infância em Palmares, já vai na sexta edição, lançada no mês passado.

Capas da terceira e da quinta edição de A Prisão de São Benedito

Para adquirir todos os meus títulos é só acessar a página da Editora Bagaço, uma das maiores do Brasil e a maior do norte e nordeste brasileiro, sob a competente direção do meu querido amigo e conterrâneo Arnaldo.

Fácil e rápido, tudo pela internet, com a entrega dos volumes pelos correios.

Quem quiser ajudar um pobre autor brasileiro, é só entrar na página da editora e fazer o pedido.

Agora, veja só uma coisa, meu caro leitor Roberto Baptista:

Por uma dessas coincidências da vida, quando eu estava editando esta sua mensagem aqui na seção de cartas, recebi uma outra mensagem de um conterrâneo, um amigo muito querido, o compositor e cantor Ozi dos Palmares, atualmente radicado em São Paulo.

Ozi gravou um vídeo, em março de 2013, que já não estava mais aqui nos meus arquivos, lendo alguns trechos da crônica de abertura deste meu livro que você citou na sua mensagem, A Prisão de São Benedito.

Um texto intitulado Nós, Os Meninos de Palmares.

Gravou e editou, botando no vídeo uma foto que escancara todo minha beleza heterossexual!!!

O vídeo é este que está a seguir.

Brigadão pela força e pela divulgação que tem feito desta gazeta escrota.

Abraços e uma excelente primeira semana de setembro!!!

A PALAVRA DO EDITOR

O DATA-BOSTA NÃO SE LIMPA

Olhando a pesquisa que o Data-Bosta cagou hoje no Twitter, e que está publicada logo aí embaixo, dizendo que Haddad, o poste de Lula, derrotaria Jair Bolsonaro se a eleição para presidente fosse hoje, eu se alembrei-me das eleições do ano passado em Minas Gerais.

No último mês de outubro, o Instituto Lulo-Petista Data-Bosta previu a vitória de Dilma nas eleições para o Senado.

No final, a Vaca Peidona ficou num humilhante quarto lugar.

Recordar é se rir-se.

Vejam:

Essa grande mídia banânica, que passou a ser oposicionista desde que foi derrotada nas últimas eleições, não cria mesmo vergonha na cada.

As redações se transformaram num verdadeiro esgoto despejando merda o dia todo e pra todos os lados.