DEU NO JORNAL

FALTA ESCLARECER UM IMPORTANTE DETALHE

Rompidas desde 2016, as duas maiores facções do Brasil se juntaram em uma tentativa de derrubar as restrições impostas pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, para o sistema penitenciário federal.

Integrantes das organizações criminosas paulista e fluminense concordaram em ir à Justiça para contestar a portaria 157, assinada por Moro em fevereiro, que proíbe o contato físico entre presos e seus familiares, além de reforçar o veto à visita íntima .

A medida visa a bloquear a comunicação com o mundo externo. Isso porque chefes presos costumam enviar ordens para os integrantes da rua, por meio de bilhetes entregues a familiares e advogados. 

* * *

Chefes de facções criminosas recorrendo à justiça.

Contra uma portaria do Ministro da Justiça.

Tá escrito aí na manchete de hoje da grande mídia.

Não poderia haver uma notícia mais brasílico-banânica do que esta.

Se a gente contar isto pros zamericanos, os gringos vão se mijar-se de tanto se rirem-se.

Levando-se em conta a atual situação político-policial deste país, a notícia do Globo omitiu um detalhe importante:

Ela não esclarece se o chefe da uma grande facção criminosa que usa sigla partidária, o PT, está envolvido nas negociações dos bandos paulista e fluminense.

Será que os dois bandos pediram a experiente assessoria pitaqueiro-peruativa de Lula, que comanda sua facção a partir da cadeia, pra mover esta ação contra a justiça?

Hein???

DEU NO JORNAL

SIM, PRECISAMOS DE HERÓIS

Carlos Alberto Sardenberg

Nesta semana, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, disse que a Lava Jato não é uma instituição e que o Brasil não precisa de heróis, mas de projetos.

Data vênia, cabe discordar. Primeiro, o Brasil precisa, sim, de heróis, por uma razão simples: há muitos vilões entre nós, e vilões em posição de mando. E também porque certas mudanças só ocorrem quando são promovidas por lideranças reconhecidas pela sociedade.

Esse reconhecimento não precisa ser pelo voto. Joaquim Barbosa nunca disputou uma eleição, jamais fez campanha ou coisa parecida. Mas tornou-se um presidenciável pela sua atuação — tão forte quanto inesperada — no processo do Mensalão. Foi uma mudança e tanto, não é mesmo?

O STF, mais conhecido por atrasar ad infinitum os casos envolvendo os agentes públicos com foro privilegiado, dedicou-se inteiramente, por meses, a julgar corruptos de primeiro escalão. Sob a clara liderança de Joaquim Barbosa. Se um herói é alguém sem o qual certas mudanças não ocorreriam, então o ex-ministro tornou-se um deles.

O que nos leva ao caso Lava Jato. Se o STF quebrou o gelo e colocou a corrupção na mira do Judiciário, a Lava Jato culminou o processo. Formalmente, trata-se de uma operação, uma simples força-tarefa — “reles” tarefa, gostariam alguns — mas alguém duvida que, na sociedade, tornou-se uma instituição superior?

Sergio Moro também não disputou eleição, não fez campanhas, mas se tornou uma forte liderança moral e política. Um herói, no modo como Joaquim Barbosa.

A resistência à Lava Jato revela, em setores jurídicos, uma combinação de inveja e ciúme. Como pode um simples juiz de primeira instância — de novo, um “reles” juiz? — tornar-se uma figura nacional?

Não entenderam que Moro encarna uma profunda mudança — e mudança para o bem. Ou entenderam e não estão gostando.

Cabe nessa história o procurador Deltan Dallagnol. A operação envolve uma legião de promotores, agentes da Polícia Federal, auditores da Receita, e funcionários do Coaf, Conselho de Controle de Atividades Financeiras — todos eles heróis pelos papéis exercidos e que levaram para a cadeia os vilões do primeiro escalão. Todos eles eram, por assim dizer, “menores” que os alvos. Todos ouviram, em algum momento, “sabem com quem estão falando?” E mesmo assim foram para cima.

O primeiro procurador da Lava Jato foi Carlos Fernando dos Santos Lima, uma liderança mais discreta. Mas Dallagnol, seu substituto, encarna a ousadia dos mais jovens enfrentando um poder superior. Daí seus exageros. Mas como queriam que se quebrasse uma quadrilha de políticos, empresários e agentes públicos, instalada no comando de instituições? Pedindo licença, faz favor?

Tirante os lulistas extremados, ninguém entre os críticos da Lava Jato diz que não houve roubalheira. Ou que a operação não pegou ladrões.

Dizem criticar apenas os métodos — ou o “direito penal de Curitiba”, como diz o ministro Gilmar Mendes.

Acontece que existe mesmo um direito penal de Curitiba. Trata-se de algo como um novo contrato social ou a reinterpretação de normas e mais, especialmente, um novo modo de fazer. Não apenas a Lava Jato encontrou lavagem de dinheiro onde o velho direito via simples caixa dois, como a operação foi fulminante na apuração e julgamento.

No fundo, a legião dos adversários da Lava Jato está incomodada porque que a operação se tornou uma instituição nacional, tanto que não se consegue encerrá-la, e com alguns heróis de peso. Mas por isso mesmo, há um esforço para limitar o sistema de investigação.

Dias Toffoli, que certamente não é um herói, mas o presidente de uma instituição, praticamente suspendeu as atividades do Coaf. O ministro Alexandre de Moraes suspendeu fiscalizações da Receita federal envolvendo 133 agentes públicos, inclusive os ministros Gilmar Mendes e o próprio Dias Toffoli, e ainda mandou suspender auditores fiscais.

E agora surgem essas conversas para alterar a estrutura desses órgãos.

Ora, sem Coaf e sem Receita, não tem Lava Jato. Só falta proibirem as operações da Polícia Federal.

Seria esse o triunfo das instituições?

Na verdade, seria o triunfo dos anti-heróis

ANDERSON BRAGA HORTA - SONETO ANTIGO

VANITAS

Eu quis beber, na taça da alvorada,
o néctar da Ciência e da Ventura.
E até hoje esta angústia me tortura:
eu quis ser quase tudo… e não sou nada!

Eu vi, nas formas nuas da natura,
tais como as curvas da mulher amada,
(eu, que às estrelas fui pedir pousada,
neste anseio de amor, que me amargura!)

eu vi todas as luzes do infinito,
e —num êxtase místico e profundo—
tentar possuí-las foi o meu delito.

Senhor! meu Deus! aplaca esta ansiedade,
e dá-me a paz dos simples deste mundo,
— felizes na pobreza e na humildade.

JOSÉ NÊUMANNE - DIRETO AO ASSUNTO

AUGUSTO NUNES

MONTANHA DE DELINQUÊNCIAS

Paulo Pimenta qualifica de organização criminosa a operação que desbaratou a quadrilha a que pertence

“A Lava Jato é uma organização criminosa que capturou uma investigação para perseguir adversários, proteger amigos, e enriquecer os integrantes da força- tarefa. CPI já ! O vazamentos de dados da receita e do COAF ilegalmente é crime tipificado e não podem ser tolerados no Estado Democrático“.

Paulo Pimenta, deputado federal pelo PT gaúcho, conhecido pelo codinome Montanha no Departamento de Propinas da Odebrecht, confirmando que os devotos de Lula devem considerar “integrantes de organização criminosa” todos os homens da lei engajados na operação que desbaratou a maior organização criminosa disfarçada de partido político da história do Brasil.

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SELMA MARIA DO COUTO – SÃO PAULO-SP

Editor Berto,

O nosso Presidente Bolsonaro esteve ontem na festa do Peão de Boiadeiro, em Barretos.

E lá ele andou a cavalo sob os aplausos da multidão.

Vamos aproveitar este fato para dar uma pequena aula de ortografia:

ARISTEU BEZERRA - CULTURA POPULAR

DITADOS POPULARES EXPLICADOS POR CÂMARA CASCUDO

Com o rei na barriga

A expressão provém do tempo da monarquia em que as rainhas, quando grávida do soberano, passavam a ser tratadas com deferência especial, pois iriam aumentar a prole real e, por vezes, dar herdeiros ao trono, mesmo quando bastardos. Em nossos dias, refere-se a uma pessoa que dá muito importância a si mesma.

Tapar o sol com a peneira

Peneira é um instrumento circular de madeira com fundo em trama de metal, seda ou crina, por onde passa a farinha ou outra substância moída. Qualquer tentativa de tapar o sol com a peneira é inglória, uma vez que o objeto é permeável à luz. A expressão teria nascido desta constatação, significando atualmente um esforço mal sucedido para ocultar uma asneira ou negar uma evidência.

Chorar as pitangas

Pitangas são deliciosas frutinhas cultivadas e apreciadas em todo o país, especialmente, nas regiões Norte e Nordeste. A palavra deriva de pyrang, que, em tupi-guarani, significa vermelho. Sendo assim, a provável relação da fruta com lágrimas, vem do fato dos olhos ficarem vermelhos, parecendo duas pitangas quando se chora muito.

Colocar panos quentes

Significa favorecer ou acobertar coisa errada feita por outro. Em termos terapêuticos, colocar panos quentes é uma receita, embora paliativa, prescrita pela medicina popular desde tempos remotos. Recomenda-se sobretudo nos estados febris, pois a temperatura elevada pode levar a convulsão e problemas daí decorrentes. Nesses casos, compressas de panos encharcadas de água quente são um santo remédio. A sudorese resultante faz baixar a febre.

Favas contadas

De acordo com Câmara Cascudo, antigamente, votavam-se com as favas brancas e pretas, significando sim ou não. Cada votante colocava o voto, ou seja, a fava, na urna. Depois vinha a apuração pela contagem dos grãos, sendo que quem tivesse maior número de favas brancas estaria eleito. Atualmente, significa coisa certa, negócio seguro.

Bicho- de-sete-cabeças

Tem origem na mitologia grega, mais precisamente na lenda de Hidra de Lerna, monstro de sete cabeças que, ao serem cortadas, renasciam. Matar este animal foi uma das doze proezas realizadas por Hércules. A expressão ficou popularmente conhecida, no entanto, por representar a atitude exagerada de alguém que, diante de uma dificuldade, coloca limites a realização da tarefa, até mesmo por falta de disposição para enfrentá-la.

Cor de burro quando foge

A frase original era “Corra do burro quando ele foge”. Tem sentido porque, o burro enraivecido, é muito perigoso. A tradição oral foi modificando a frase e “corra” acabou virando “cor”.

Aquela que matou o guarda

Tratava-se de uma mulher que trabalhava para D. João VI e se chamava Canjebrina, que, como informam os dicionários, significa pinga, cachaça. Ela teria matado um dos principais guardas da corte do Rei. O fato não foi provado. Mas está no livro “Inconfidências da Real Família no Brasil”, de Alberto Campos de Moraes.

Sangria desatada

Diz-se de de qualquer coisa que requer uma solução ou realização imediata. Esta expressão teve origem nas guerras, onde se verificava a necessidade de cuidados especiais com os soldados feridos. É que, se por qualquer motivo, se desprendesse a atadura posta sobre as feridas, o soldado morreria, por perder muito sangue.

Luís da Câmara Cascudo (1898 – 1986) foi historiador, antropólogo, advogado, professor universitário, jornalista e, principalmente, folclorista brasileiro. Era apaixonado pelas tradições populares, superstições, literatura oral e História do Brasil. Ele passou toda sua vida em Natal e dedicou-se ao estudo da cultura brasileira. Foi professor da Faculdade de Direito de Natal, hoje Curso de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) , cujo o Instituto de Antropologia leva seu nome. O conjunto de sua obra é considerável em quantidade e qualidade: ele escreveu 31 livros e 9 plaquetas sobre o folclore brasileiro, em um total de 8.533 páginas, o que o coloca entre os intelectuais brasileiros que mais produziram. É também notável que tenha obtido reconhecimento nacional e internacional publicando e vivendo distante dos centro s Rio e São Paulo.

CHARGE DO SPONHOLZ

DEU NO JORNAL

PARCIALIDADE DA MÍDIA

Aluizio Torrecillas

Nessa última semana, o Brasil inteiro pode perceber o nível rasteiro, e até criminoso, com que grande parte da imprensa, cooptada pelos governos anteriores, tenta desestabilizar o atual governo utilizando informações vencidas e pessoais.

O desespero é tamanho, provavelmente pela certeza do fim das benesses que compravam suas matérias, que o limite ético passou a ser desconsiderado.

Na falta de fatos que possam ligar a imagem do Presidente à corrupção, o que igualaria o atual governo aos anteriores, a Revista Veja, linha de frente da estratégia destruidora, publicou matéria sobre a família da Primeira Dama, Michelle Bolsonaro, divulgando informações sobre o passado (há mais de trinta anos) de envolvimento com drogas de sua avó materna, tendo inclusive cumprido pena de reclusão, e de ilicitudes cometidas por sua mãe.

Os erros foram pontuais e ambas pagaram o que deviam a sociedade, de acordo com a lei vigente e não mais erraram.

A divulgação foi abjeta. Tentaram incriminar a Primeira Dama por crime alheio.

Ninguém está livre de passar por dissabores como esses na família, porém há grupos familiares em que eventuais erros de alguns não contaminam toda a linhagem. Esse é o caso de Michelle Bolsonaro.

A decisão governamental de reduzir sua propaganda e de remunerá-la proporcionalmente aos resultados criou um pânico na mídia, viciada com conchavos e recompensas, e não com proventos.

Todos esses ataques, distantes do ambiente político, estão, na realidade, revertendo contra os próprios caluniadores/difamadores, com intenso surgimento de boicote aos meios de comunicação que trocaram a ética pela cólera.

Estamos em meio ao “freio de arrumação”, onde a zona de conforto da imprensa foi retirada e cada um, dentro de seus limites profissionais e de caráter, busca ocupar os espaços disponíveis.

Muitos, não se sabe bem porque, ainda apostam no retorno do antigo e corrompido modelo, denunciando a irrelevância com que tratam a imparcialidade.

Enquanto isso, o país emite sinais de recuperação econômica, a inflação está sob rígido controle, o desemprego cai, a infraestrutura avança nos modais rodoviário e ferroviário, reforma previdenciária prospera, o estado reduz seu tamanho, a Amazônia foi finalmente declarada brasileira, acordos comerciais são articulados e o apoio popular ao Presidente e a Primeira Dama tem crescido geometricamente. A passividade brasileira evaporou.

O Brasil, hoje, possui norte.