JOSÉ NÊUMANNE - DIRETO AO ASSUNTO

A HORA DA POESIA

ALMA SOLITÁRIA – Cruz e Sousa

Ó Alma doce e triste e palpitante!
que cítaras soluçam solitárias
pelas Regiões longínquas, visionárias
do teu Sonho secreto e fascinante!

Quantas zonas de luz purificante,
quantos silêncios, quantas sombras várias
de esferas imortais, imaginárias,
falam contigo, ó Alma cativante!

que chama acende os teus faróis noturnos
e veste os teus mistérios taciturnos
dos esplendores do arco de aliança?

Por que és assim, melancolicamente,
como um arcanjo infante, adolescente,
esquecido nos vales da Esperança?!

Colaboração de Pedro Malta

DEU NO TWITTER

STF, VERGONHA NACIONAL

AUGUSTO NUNES

PRESIDIÁRIO MODELO

Lula jura que virou preso voluntário para facilitar a captura dos bandidos que fazem fila para visitar o chefão em Curitiba

“Eu quero sair daqui com 100% de inocência. Estou aqui porque eu quero. Eu poderia ter saído do Brasil. Tive muita oportunidade. Não quis sair porque o jeito
de eu ajudar a colocar bandido na cadeia é ficar aqui. É daqui de dentro que eu quero provar que eles são bandidos e eu não. É isso que eu quero provar”.

Lula, numa entrevista a um canal de televisão da Bahia, informando que, decidido a facilitar o trabalho da Justiça, resolveu virar preso voluntário para que a Polícia Federal engaiolasse sem muito esforço os bandidos que visitam o chefão da quadrilha na cadeia em Curitiba.

CHARGE DO SPONHOLZ

ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

ALTAMENTE SUSPEITOS

Afirmar que Lula é inocente equivale a dizer que:

• O mensalão simplesmente não existiu;

• A Petrobras não foi roubada. Os BILHÕES de Reais de superfaturamento, as obras fraudulentas, aquisições por preços estratosféricos, contratos com aditivos que multiplicaram os preços, e por aí vai, não houveram;

• Os fundos de pensão das empresas estatais simplesmente não foram espoliados através de jogadas financeiras as mais diversas, razão que os levou a estarem todos falidos exatamente por conta disso,

• Que centenas de obras eleitoreiras e propagandísticas, todas elas intermináveis, indo de lugar algum a lugar nenhum, extremamente superfaturadas e inchadas de propinas, simplesmente nunca existiram;

• Que dezenas dos empresários mais poderosos de nosso país nunca foram presos e nem confessaram longas listas de crimes, todos envolvendo a estrutura criminosa criada e gerida pelo Partido dos Trabalhadores;

• Que dezenas de políticos das mais altas esferas de poder nacional simplesmente nunca foram presos e confessaram extensas listas de delitos, todos eles envolvendo a coordenação e liderança propiciada pela organização criminosa chamada PT, da qual Lula era o regente;

• Que os bancos estatais não foram utilizados para fornecer abundantes financiamentos a juros subsidiados para empresários de estimação da facção criminosa então no poder, grande parte deles justificados por projetos inexequíveis, quando não simples pirâmides financeiras;

• Que, de forma semelhante, outros BILHÕES de Reais não foram desviados ilegalmente para financiar obras superfaturadas em republiquetas bolivarianas, todas utilizadas para a geração de propinas impossíveis de serem rastreadas e que nunca deverão ser pagas de volta ao povo brasileiro;

• Que não foram desviados BILHÕES de Reais de recursos públicos para cevar e manter miríades de Organizações criminosas travestidas de ONGS, todas elas voltadas para o fomento da instabilidade política e preparando para a tomada definitiva do poder pela “Ditadura do Proletariado”;

• Que os BILHÕES de Reais que, como consequência da Operação Lava-Jato, foram devolvidos pelos ladrões privilegiados pela estrutura de poder petista nunca existiram. Semelhantemente, aquela miríade de contas secretas identificadas pelo Ministério Público na Suíça foram apenas uma miragem;

• Que os BILHÕES de Reais sem origem, encontrados em malas de viagem, apartamentos isolados, cuecas, e outros locais menos inusitados, nunca existiram. Foram meramente fruto de alucinação coletiva;

• Que toda a imprensa não foi miseravelmente comprada através de abundantes verbas públicas a fim de propagandear uma moral de bordel de quinta categoria, a louvar e glorificar toda e qualquer atitude da facção dominante, por mais imbecil que fosse, assim como idolatrar um jumento barbudo e denegrir as reputações de todos os cidadãos que ousassem se contrapor ao projeto de poder em instalação;

• Que não foi miseravelmente hipertrofiado o aparato estatal com milhares de militantes da facção criminosa que desejava se apossar definitivamente do poder, cooptando-os todos através de salários altíssimos e benesses inimagináveis, provocando com isso a mais completa falência financeira de todo o aparato estatal;

• Que todas as formas de escória social não foram cooptadas como massa de manobra para o projeto de poder hegemônico da gangue, sempre através de discursos demagógicos e de abundantes benesses financeiras, concedidas sempre com recursos estatais, mesmo à revelia da imensa maioria da população;
E por aí segue o festival de horrores promovidos e cevados pela canalha petista!

A facção criminosa travestida de partido político deseja agora realizar uma obra prima de prestidigitação política: Dizer que Lula é inocente e que toda a miséria acima citada, ou não existiu, ou o patife não sabia de nada. Para isto, utiliza intensamente os resquícios de domínio que ainda dispõe sobre os meios de comunicação para trombetear uma lista imensa de imbecilidades. O lema é: VAMOS AGITAR PARA VER NO QUE DÁ!

• Bolsonaro utilizou o helicóptero para os familiares irem para o casamento.

• Moro conversou com Dallagnol.

• Bolsonaro chamou os nordestinos de “Paraíba”.

• Bolsonaro disse que o governador do Maranhão é o pior de todos.

• Bolsonaro contingenciou as verbas da educação.

• Bolsonaro liberou a destruição da Amazônia.

• OAB e Juízes Federais condenam MORO por agir politicamente.

• ONU condenou a prisão de Lula.

• Juristas pedem a libertação de Lula.

• Papa mandou um terço para Lula.

• FAO diz que a fome aumentou no Brasil depois de Bolsonaro.

• Pressão em Moro cresce no STF e no Congresso por sua atuação após prisão de hackers,

• Corregedoria do MP deseja punição para Deltan D´Allangnoll,

• Ministro da França (ou da Alemanha, ou da Noruega) só fará acordo com o Brasil se mostrar provas de que está defendendo o meio ambiente. Se não, fica de castigo!

• OEA diz que Bolsonaro está ferindo o direito de expressão de Verdevaldo ao dizer que ele será preso aqui mesmo. E o direito de expressão de Bolsonaro?

O festival de imbecilidades segue incólume e altaneiro sem dar sinal de que se aproxima do final, especialmente ao verificar que o festival de asneiras parece estar apresentando efeito exatamente contrário ao pretendido:

-Tentaram avacalhar com Bolsonaro? A popularidade do presidente segue incólume!

– Tentaram derrubar e desmoralizar Moro? A popularidade do juiz até aumentou.

– Partiram agora para cima de Dallangnol? Podem esperar que o resultado será o mesmo.

Para complicar ainda mais, a população que ainda utiliza seus próprios neurônios, enojada com a avalanche de imbecilidades e patifarias, simplesmente deixou de ler, comprar, assinar e assistir qualquer meio de comunicação infectados pela canalhice galopante. Toda esta movimentação dos celerados visa libertar, a qualquer custo, o maior salafrário de que se tem notícia aqui por estas terras ao sul do equador (ao norte também), assim como preservar a multidão de bandidos no congresso e no STF de uma visita da Polícia Federal de manhã cedo.

São estas figuras tétricas, lúgubres e tenebrosas, trevosas mesmo, que persistem nesta patética cruzada contra tudo o que há de decente e digno na nação brasileira. O que devemos fazer com essas assombrações? Por mim, despachá-los rapidamente para o reino das trevas e de Lúcifer, de onde vieram, seria uma excelente pedida!

Segundo pesquisa realizada pela FGV Direito SP, o Supremo Tribunal Federal arquivou todos os 111 pedidos de impedimento ou suspeição feitos e analisados contra os ministros das cortes desde a promulgação da Constituição de 1988. A pesquisa ainda aponta violações do tribunal ao regimento nas ações sobre imparcialidade.

Pois agora, a patifaria que está sendo armada por esta coorte satânica, que só não é mais suspeita porque temos certeza absoluta quanto a sua canalhice, é declarar o juiz Sérgio Moro suspeito, apenas com base em gravações roubadas e editada por uma dupla de pederastas, traficantes de drogas e produtores de vídeos de pornografia gay. Belas credenciais para quem visa denegrir a honra da pessoa que se tornou motivo de orgulho nacional.

Ousem libertar o canalha com base nessa desculpa esfarrapada para ver qual vai ser a reação da população.

DEU NO JORNAL

TODOS NAS RUAS

Associações da magistratura, do Ministério Público federal e estaduais e das polícias estão organizando para protestos para pressionar o presidente Jair Bolsonaro a vetar o projeto de lei que criminaliza o abuso de autoridade, aprovado pelo Congresso na quarta-feira 15.

Os atos estão previstos para ocorrer no próximo dia 19 em Belém, Natal, Campo Grande e Curitiba.

No dia 20, a manifestação será em Brasília, e no dia 23 em Belo Horizonte.

* * *

“A sanção do Projeto de Lei 7.596/2017 não coíbe abusos de autoridade, não corrige equívocos dos agentes públicos. Ao contrário, transforma-os em burocratas acuados, incapazes de cumprir seus deveres e contrapor interesses ilícitos em nome da democracia e da probidade”.

Este é um trecho de uma petição pública que circula na internet e já conta com mais de 30.000 assinaturas.

Eles fazem muito bem.

Parado é que ninguém pode ficar.

Um abuso dessa ordem precisa ser contestado.

Quem quiser assinar a petição, é só clicar aqui.

SONIA REGINA - MEMÓRIA

NEM TODOS FORAM ENGANADOS

Hélio Bicudo (1922–2018) nasceu em Mogi das Cruzes, estado de São Paulo. Foi jurista, político, também atuou em vários seguimentos da sociedade. Em 2005, acrescenta mais um importante feito no seu curriculum de cidadão brasileiro, ao protocolar junto ao também juristas: Miguel Reale Junior e Janaina Conceição Paschoal no Legislativo, abertura de processo de impeachment da Presidente da República.

Sempre existirão personagens que podem mudar o curso da história.

Milhardário

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TIÃO CARREIRO & PARDINHO

Compositores e interpretes da música de raiz, contavam histórias do cotidiano ao som da viola. Eles também inovaram introduzindo o gênero “Pagode” na música caipira.

Chega de Tanta Sujeira

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Um filme recheado de astros e estrelas conhecidos do público que aprecia o gênero faroeste, com destaque para James Cagney. A direção é de Robert Wise. Dublado em português. Uma ótima sugestão do Sr. d.matt, assíduo leitor do Jornal da Besta Fubana.

Clique aqui imagem abaixo para assistir ao filme Honra a Um Homem Mau

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LUIS MÁRIO DO COUTO – CACHOEIRO DO ITAPEMIRIM-ES

Sr. Editor,

Eu já ouvi este vídeo várias vezes e repassei para todos os meus amigos.

Seria possível publicar no nosso querido jornal JBF?

Eu ficaria imensamente agradecido.

Cordiais saudações.

R. Meu caro, aqui quem dá as ordens são os leitores.

A gente publica tudo que vocês mandam para cá.

Até mesmo Lula falando!!! (Argh!!!)

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILERIOS: Assis Chateaubriand

Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo nasceu em Umbuzeiro, PB, em 4/10/1892. Jornalista, advogado, empresário e político. O nome Chateaubriand é prenome e não sobrenome familiar. Seu avô paterno, apreciador do escritor François Chateaubriand, registrou os filhos com este prenome Teve uma infância difícil, com problemas psicológicos, devido a uma gagueira e uma grande timidez. A família mudou-se para Belém do Pará e deixou-o aos cuidados do avô materno. Na convivência com os avós, melhorou bastante e voltou a viver com seus pais, em 1901, quando se estabeleceram no Recife. Foi alfabetizado em casa, aos 10 anos, pelo tio, utilizando antigos exemplares do “Diário de Pernambuco”. O destino de jornalista e magnata da imprensa estava sendo traçado.

Em 1903, foi estudar em Campina Grande, PB, indo morar com o tio e padrinho Chateaubriand Bandeira de Melo. Em 1904, retornou ao Recife e prestou exame de admissão na Escola Naval. O curso secundário foi realizado no tradicional Ginásio Pernambucano. Por esta época passou a estudar alemão com os frades do convento de São Francisco e tornou-se um leitor compulsivo. Com o destino de jornalista traçado, seu primeiro emprego foi na “Gazeta do Norte”, recortando anúncios classificados. Em 1908, ingressou na Faculdade de Direito do Recife e, durante o curso, foi trabalhar como aprendiz de repórter no jornal “A Pátria”. Trabalhou também no “Jornal do Recife”, no “Diário de Pernambuco” e no “Jornal Pequeno”. Aos 21 anos, ao formar-se em Direito, já era editor e redator-chefe do “Diário de Pernambuco”, cujo proprietário era o conselheiro Rosa e Silva, influente político da época. Em 1915 foi para o Rio de Janeiro e fez amizades com pessoas influentes. Colaborou nos jornais “A Época”, “Jornal do Commercio”, “Correio da Manhã” e na edição vespertina d’ “O Estado de São Paulo”. Seu sonho era “adquirir um jornal, como primeiro elo de uma cadeia”. Para conseguir o dinheiro, instalou uma banca de advocacia e com seu bom relacionamento com pessoas importantes, conseguiu vários clientes e associados.

Chegou a trabalhar no Ministério das Relações Exteriores, como consultor para leis de guerra, no governo Nilo Peçanha, mas deixou o cargo para ser redator-chefe do “Jornal do Brasil”.A carreira de jornalista foi se consolidando até 1919, quando foi convidado pelo “Correio da Manhã” para ser correspondente internacional na Europa. De volta ao Brasil, adquiriu o “O Jornal” em setembro de 1924, dando início à cadeia nacional de jornal e rádio dos “Diários Associados”, que iria revolucionar o jornalismo brasileiro. Casou-se com Maria Henriqueta Barroso do Amaral, filha do juiz Zózimo Barroso do Amaral e teve três filhos: Fernando, Gilberto e Teresa. Em 1934 desquitou-se e uniu-se a jovem Corita, com quem teve uma filha. Logo depois, a jovem decidiu deixá-lo e levou a filha. Ele ficou enfurecido e sequestrou a própria filha. O caso foi parar na polícia e deixou-o acuado. Foi quando proferiu uma de suas frases célebres: “Se a lei é contra mim, vamos ter que mudar a lei”. Assim, conseguiu de Getúlio Vargas a promulgação de um decreto que lhe deu direito à guarda da filha.

Em seguida, adquiriu o “Diário de Pernambuco”, ampliando o império jornalístico, Chatô, como alguns o chamavam, foi se tornando poderoso e temido pelos poderosos. A partir deste poderio, o “Cidadão Kane tropical”, teve enorme influência na política brasileira, sobretudo por ter apoiado a Revolução de 30, que levou Getúlio Vargas ao poder. Desenvolveu com Getúlio uma proximidade contraditória, de apoios e reveses, e agiu empresarialmente com uma ética própria, ameaçando ou gratificando inimigos e aliados, inclusive lançando campanhas contra ou a favor deles em seus jornais. Farto de ver seu nome na lista de insultos, o industrial Francisco Matarazzo ameaçou “resolver a questão à moda napolitana: pé no peito e navalha na garganta”. Chatô devolveu: “Responderei à moda paraibana, usando a peixeira para cortar mais embaixo”. Sua ligação com Vargas durou pouco; na Revolução Constitucionalista de 1932, tomou partido por São Paulo e teve que ser exilado por algum tempo. Reabilitado, promoveu a Campanha Nacional da Aviação, com o lema “Deem asas ao Brasil”, na qual foi criada a maioria dos atuais aeroclubes pelo interior do País.l

Além dos “Diários Associados” chegou a possuir 10 fazendas agropecuárias e laboratórios farmacêuticos. Seus empreendimentos abrangiam 34 jornais, 36 emissoras de rádio, 18 emissoras de TV, uma agência de notícias, uma revista semanal (O Cruzeiro), uma mensal (A Cigarra), várias revistas infantis e a editora O Cruzeiro. Comandava o império das comunicações com mão de ferro. Conta-se que seu funcionário, o escritor Joel Silveira, escreveu um editorial que ele não gostou e chamou-o ao seu gabinete. “Como é que o sr. escreve um negócio desse?” indagou. “Bem, é essa a minha opinião. O sr. não gostou?”. “Não, sr. Joel. Não gostei e vou lhe dizer uma coisa: se quiser ter opinião, o senhor adquira um jornal. Quem tem opinião aqui sou eu”. Ficou conhecido, também, como o cocriador e fundador, em 1947, do Museu de Arte de São Paulo (MASP), junto com Pietro Maria Bardi. Negociou belos quadros no mundo todo e depois pedia aos grandes empresários para pagarem. Dizia que eles estavam doando ao futuro museu. Se não quisessem pagar, poderiam sofrer uma campanha difamatória através de seus jornais e revistas. Essa é uma história que se conta a seu respeito. Outra mais real é que ele pedia aos empresários para pagarem os quadros e fazia contratos de publicidade no valor estipulado do quadro e as empresas passavam a ter anúncios nos jornais, rádios e TV com base naquele valor “doado”. Foram tantos quadros e negócios feitos nesta base que isto se constituiu num dos fatores que levaram seu conglomerado à falência. Os valores eram tão altos que a coleção de quadros foi colocada, na gestão do presidente Juscelino Kubitschek, sob a custódia de uma fundação, em troca de auxílio governamental ao pagamento de parte da astronômica dívida do Condomínio Diários Associados.

Seu maior feito na área das comunicações, foi trazer a televisão para o Brasil ao criar a TV Tupi em 1950. Na época o aparelho de TV era quase inexistente no Brasil e a criação da emissora representou uma revolução nas comunicações. No campo pessoal, serviu para alçar novos patamares, lançando-se na política. Em 1952, foi eleito senador pela Paraíba e, em 1955, pelo Maranhão, em duas eleições escandalosamente fraudulentas. Seu posicionamento político era controverso como tudo em sua vida. Embora fosse um representante típico da burguesia nacional emergente da época, tinha uma postura pró-capital estrangeiro e pró-imperialismo, primeiro o britânico, depois o norte-americano. Admirava tanto a Inglaterra que renunciou ao mandato de senador para se tornar embaixador naquele país. Era temido pelas campanhas jornalísticas que promovia, como a defesa do capital estrangeiro e contra a criação da Petrobrás. Na área literária não escreveu nada. Porém, publicou cerca de 12 mil artigos assinados em seus jornais. Não havia um dia sequer que não saisse um texto seu na imprensa. Na literatura e na pintura abriu seus jornais para nomes ainda desconhecidos, que depois se tornaram famosos: Graça Aranha, Millôr Fernandes, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Cândido Portinari entre outros. Tal influência neste métier levou-o à Academia Brasileira de Letras, em dezembro de 1954.

Suas duas últimas criações foram o jornal “Correio Braziliense” e a TV Brasília, fundadas em 21/4/1960, no mesmo dia da fundação de Brasília. Meses depois, sofreu um derrame cerebral ficando paralítico. Mesmo assim, viajou muito dentro e fora do País, mantendo-se informado de tudo e dirigindo suas empresas e jornais. Comunicava-se apenas por balbucios e uma máquina de escrever adaptada. Suas últimas ações foram dirigidas a criação de um museu de arte em sua terra. Em agosto de 1967 entregou ao reitor da Fundação Universidade Regional do Nordeste (hoje Universidade Estadual da Paraíba- UEPB), o primeiro acervo do Museu Regional de Campina Grande, com 120 peças. Em seguida, o museu passou a ser chamado de “Museu de Arte Assis Chateaubriand”. Faleceu em 6/4/1968 e foi velado ao lado de duas pinturas dos grandes mestres: um cardeal de Ticiano e um nu de Renoir, simbolizando, segundo Pietro Maria Bardi, as três coisas que mais amou na vida: O poder, a arte e a mulher pelada. Junto com ele morria também seu império, que se esfacelava diante do surgimento do reinado de Roberto Marinho, com a rede Globo. Seu cortejo fúnebre reuniu mais de 60 mil pessoas pelas ruas de São Paulo, onde foi sepultado no Cemitério do Araçá.

Deixou os Diários Associados para um grupo de 22 funcionários, atualmente liderados por Álvaro Teixeira da Costa. O grupo Diários Associados é a terceira maior empresa de comunicações do país e mantém a Fundação Assis Chateaubrind, desde 1989, para atuar sem fins lucrativos na área de responsabilidade social. A memória de Chatô ficou registrada na biografia escrita por Fernando Moraes – Chatô, o Rei do Brasil – publicada em 1994, na qual são narrados os modos pouco ortodoxos que ele utilizou para construir seu império jornalístico. Foi retratado, também, no cinema. Marcos Manhães Marins escreveu, e dirigiu o filme Chateaubriand: Cabeça de Paraíba, em 2000, tendo sido selecionado para quinze festivais e mostras no Brasil e no exterior. Antes disso, o ator Guilherme Fontes decidiu adaptar a biografia escrita por Fernando Morais para o filme homônimo. O filme levou 20 anos para ser realizado, devido a interrupções decorrentes com problemas com a falta de verbas para sua conclusão, mas lançado em 2015.