JOSÉ NÊUMANNE - DIRETO AO ASSUNTO

CHARGE DO SPONHOLZ

DEU NO JORNAL

ENTREVISTA

Em entrevista à ISTOÉ, o ministro da Justiça, Sergio Moro, diz que as mensagens entre ele e os procuradores da Lava Jato são fruto da invasão da sua privacidade de forma criminosa. Para ele, tudo teve como objetivo soltar Lula da cadeia. Apesar disso, ele é contra a deportação do jornalista americano Glenn Greenwald, responsável pela divulgação dos vazamentos ilegais. Moro também garante que jamais pediu a destruição das mensagens.

O ministro Sergio Moro diz também que não pretende ser candidato a presidente da República e afirma ser prematuro falar que pode ser vice de Bolsonaro em 2022. Moro comenta que seu pacote anticrime pode reduzir a violência no Brasil e que tem feito grande esforço para resolver a crise no setor penitenciário: só este ano serão criadas 20 mil novas vagas nas cadeias. O ministro explica também que não está em análise a indicação de seu nome para ministro do STF.

AUGUSTO NUNES

DEU NO JORNAL

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ASSUCEDEU-SE HOJE NO NORDESTE, ESTADO DO PIAUI

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A HORA DA POESIA

O MILAGRE DO TEMPO – Baptista Santiago

Vê minha boa, minha doce amiga,
como pelo prazer de um só momento
o Destino implacável nos castiga
com longos dias de arrependimento!

Sem a luz de teus olhos, volto à antiga
solidão dum crepúsculo nevoento,
escutando a monótona cantiga
que a Saudade me traz na voz do vento.

É sempre assim o Amor quando nos deixa:
– primeiro a funda mágoa, o desconforto…
Ainda um soluço… ainda uma rara queixa,

e eis que voltamos a serenidade,
e sobre as ruínas do passado
morto despetalamos a última saudade…

Colaboração de Pedro Malta

DEU NO JORNAL

AS MENTIRAS DO DIA

Antonio Palocci disse em delação que o PT recebeu R$ 270,5 milhões em propina entre 2002 e 2014, informa a Veja.

Os valores eram doados por empresas para campanhas, mas em troca de favores: para cada doação, havia uma contrapartida.

As negociações eram feitas com a participação de João Vaccari, ex-tesoureiro do partido.

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O acordo de delação firmado entre Antonio Palocci e a PF, homologado pelo ministro Edson Fachin, do STF, conta com 23 anexos — que tratam de 12 políticos, entre ex-ministros de Estado, parlamentares e ex-parlamentares, e 16 empresas.

No anexo 12 da delação, o ex-ministro petista diz que Gleisi Hoffmann, atual presidente do PT, recebeu R$ 3,8 milhões na campanha de 2010, quando foi eleita senadora pelo Paraná.

Segundo Palocci, a Odebrecht teria repassado R$ 2 milhões a Gleisi, via caixa 2. A OAS, de Léo Pinheiro, mais R$ 800 mil.

E a Camargo Corrêa, R$ 1 milhão em um acordo que teria como objetivo enterrar a Operação Castelo de Areia no STJ.

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Gostei deste detalhe contido na noticia aí de cima: 

“Para cada doação, havia uma contrapartida”.

É o famoso “Toma lá, dá cá”, que era parte indissociável da maneira petralha de governar.

Reinaldo Azevedo e Mônica Bergamo, os maiores jornaleiros do Brasil na atualidade, já desmentiram tudo isso

Elas garantiram que Palocci, ex-ministro poderoso nos governos de Dilma, Casa Civil, e de Lula, Fazenda, está inventando coisas.

O desmentido da dupla de jornaleiros foi apoiado entusiasticamente pelo fubânico lulo-petista Ceguinho Teimoso.

A Editoria do JBF apurou que os quase 4 milhões de reais destinados a Gleisi Hoffmann pelas empreiteiras, as Corruptoras Ativas, tiveram uma destinação familiar, doméstica, conjugal.

A maior parte do dinheiro foi gasta com serrotes.

Serrotes pra cortar e diminuir os chifres de Paulo Bernardo, de quem ela se separou há poucos dias, cansada da mansidão do parceiro.

No flagrante abaixo, agente da Polícia Federal conduzindo o prisioneiro, então marido de Gleisi, segurando o corrupto pelo ombro para evitar que ele enganchasse os chifres ao embarcar na aeronave.

Não custa nada lembrar que este corno foi ministro das Comunicações de Dilma Rousseff, e ministro do Planejamento de Lula.

O homem certo nos governos certos.

Na foto abaixo, Paulo Bernardo aparece posando logo após sua prisão.

Os chifres foram serrados em mais de 90% do seu tamanho, pra poder ele caber na cela.

ALEXANDRE GARCIA

A AMAZÔNIA É NOSSA

Esta semana, Sua Santidade o Papa fez um apelo para que os líderes do mundo salvassem a Amazônia. Perdão, Santidade, mas quando estouraram os escândalos do Banco do Vaticano ou da pedofilia, não ouvi nenhum líder brasileiro pedindo que o mundo salvasse a Santa Sé. Há quase um ano, achei bom que o Papa da vizinha Argentina não tivesse feito nenhuma manifestação quando o líder na campanha presidencial brasileira foi esfaqueado para morrer. Afinal, o Vaticano nada tem a ver com a política brasileira. Mas agora vão fazer por lá em outubro, um Sínodo para a Amazônia, cujo relator é o arcebispo de São Paulo, Dom Claudio Hummes. Vão tratar da amazônia brasileira, que é brasileira; e de suas populações, que são brasileiras – num território estrangeiro, tal como faziam os impérios espanhol e português, ao nos colonizarem.

Dois cardeais alemães discordam de Roma a respeito desse Sínodo. O ex-prefeito emérito da Congregação da Doutrina da Fé, Dom Gerhald Muller e o cardeal de 90 anos, Dom Walter Brundenmuller alegam que a carta com princípios do Sínodo é herética, estúpida e apóstasa. Não chega às 95 teses de Lutero nas portas da igreja de Wittenberg, há mais de 500 anos, mas é um aviso. Problemas internos na Igreja, mas problemas maiores com o Brasil. Da Alemanha também nos chega a informação de que o governo pode suspender 35 milhões de euros que seriam destinados a projetos contra o desmatamento da Amazônia. O dinheiro alemão, como de outros europeus, iria para ONGS que têm estabelecido territórios autônomos na Amazônia brasileira, onde já impediram a entrada de general brasileiro.

Como passou o tempo de governos mais preocupados em garantir dinheiro para permanecer no poder, estamos descobrindo agora de quem é a Amazônia. A riqueza do solo e do sub-solo é nossa e de mais ninguém. E a conquistamos a despeito do Tratado de Tordesilhas, não é, Pedro Teixeira? E depois de Tordesilhas, não é Plácido de Castro, não é José Maria da Silva Paranhos Jr? E agora vem um argentino nos dizer que líderes do mundo precisam “salvar” a Amazônia? O General Villas Boas, consagrado esta semana no Senado como nosso herói contemporâneo, tuitou a coincidência de a cobiça recrudescer depois de anunciado o acordo entre Mercosul e União Européia. Teria sido também coincidência o anúncio de suposto desmatamento por parte do então diretor do INPE?

Na homenagem a Villas Boas no Senado, ocupou a tribuna o líder do MDB, Senador Márcio Bittar, do Acre que, repetindo Plácido de Castro, lembrou que essa terra é nossa. Não temos que receber lições de ninguém. E nem é preciso discutir o mérito, porque nossa Soberania está acima de qualquer julgamento. Que toda essa cobiça insistente sirva para que pensemos sobre o bordão “sabendo usar não vai faltar”. A Amazônia, porque é nossa, é nossa responsabilidade. Significativamente, o Vice-Presidente da República, General Mourão, encerrou seu discurso de saudação a Villas Boas com o grito de SELVA!

DEU NO JORNAL

CADÊ O PERIGOSO DIREITISTA???

O mais novo lote de mensagens roubadas da Lava Jato, divulgadas hoje pelo UOL em parceria com o site de Verdevaldo, mostra que Deltan Dallagnol não quis receber um prêmio ao lado de Jair Bolsonaro, em 2016, em São Paulo.

A preocupação, como explicou a força-tarefa em nota, era evitar a “participação direta de seus membros em eventos que possam gerar, ainda que indevidamente, a vinculação do trabalho técnico feito na Lava Jato a bandeiras ideológicas e político-partidárias”.

Ou seja: Deltan acertou mais uma vez.

E, de novo, não há absolutamente nada de ilegal ou imoral nas novas mensagens divulgadas.

Mas cabem duas perguntas a Verdevaldo e sua turma:

– Deltan, afinal, não era um perigoso direitista?

– A Lava Jato não prendeu o Lula para eleger Bolsonaro?

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São dúvidas inquietantes.

Quem tiver as respostas pra estas perguntas, mande aqui pro JBF.

Agradeço antecipadamente.

“Não é apenas o Editor do JBF: eu também estou doido pra saber”