DEU NO JORNAL

AUGUSTO NUNES

ALUNO EXEMPLAR

Toffoli reforça a suspeita de que anda tendo aulas de raciocínio lógico com Dilma Rousseff

“Não se pode permitir na República que algo se aproprie das instituições. Temos que dizer isso abertamente. A Operação Lava Jato é fruto da institucionalidade, não é uma instituição. Um país não se faz de heróis, se faz de projetos”.

Dias Toffoli, presidente do STF, numa palestra em São Paulo, reforçando a suspeita de que se matriculou no Curso Intensivo de Comunicação com Clareza da Professora Dilma Rousseff.

A HORA DA POESIA

SIMPATIA – Casimiro de Abreu

Simpatia – é o sentimento
Que nasce num só momento,
Sincero, no coração;
São dois olhares acesos
Bem juntos, unidos, presos
Numa mágica atração.

Simpatia – são dois galhos
Banhados de bons orvalhos
Nas mangueiras do jardim;
Bem longe às vezes nascidos,
Mas que se juntam crescidos
E que se abraçam por fim.

São duas almas bem gêmeas
Que riem no mesmo riso,
Que choram nos mesmos ais;
São vozes de dois amantes,
Duas liras semelhantes,
Ou dois poemas iguais.

Simpatia – meu anjinho,
É o canto de passarinho,
É o doce aroma da flor;
São nuvens dum céu d’agosto
É o que m’inspira teu rosto…
– Simpatia – é quase amor!

Colaboração de Pedro Malta

JOSÉ NÊUMANNE - DIRETO AO ASSUNTO

CHARGE DO SPONHOLZ

FALA, BÁRBARA !

DEU NO TWITTER

PERCIVAL PUGGINA

OS FORA DA LEI

De minha infância em Santana do Livramento resultaram inesquecíveis as longas matinês dominicais do Cine Rex, em Rivera. Quatro filmes eram exibidos em sequência e os mais ruidosamente saudados eram os de faroeste, de “bandido e mocinho”, rodados no Far West dos Estados Unidos, preferivelmente em meio às Montanhas Rochosas. As disputas se davam entre os homens da lei, os xerifes, que sempre venciam, e os fora da lei, os out law, que sempre perdiam. Saía-se do cinema com a gratificante sensação de que o Bem vencera e a Justiça fora feita. Talvez por isso me acompanhe a ideia de que Justiça e Bem devem fusionar-se de modo indissociável.

Modernamente, ideologias malsãs rompem esse lacre, em favor de suas próprias pautas. Cidadãos de quem não se esperaria algo assim aplaudem corruptos, torcem pelo bandido e condenam o xerife. Muitos protegem ovos de tartaruga, ninhos de passarinho e exigem o aborto como direito da mulher. Outros, ainda, desdenham a inocência das crianças. Magistrados devolvem às ruas bandidos perigosos, presos em flagrante. A vida honesta se faz perigosa e dispendiosa, e o crime, compensador. A ordem é destruída e a autoridade fenece em todas as esferas da vida social. Há muito sangue nas ruas e nas páginas dos jornais. É um filme sem sentido: mataram o xerife e foram ao cinema.

Estragaram a matinê! Isso não é coisa que se projete nem se proteja. O sucesso dos fora da lei empurrou a candidatura de Bolsonaro e, agora, os defensores de bandidos querem a cabeça do juiz. Filme desgraçado!

Percebo três tipos de fora da lei. O primeiro corresponde ao numeroso contingente dos bandidos da criminalidade rasteira. Estando ao alcance do braço da lei esquivam-se de seus efeitos graças a uma legislação leniente, às curvas e dobras processuais, às penas que não se cumprem, às franquias do semiaberto e a uma parceria ideológica entre setores do Estado e a criminalidade. No segundo grupo estão aqueles cuja conduta produz crescente indignação e repulsa social. Refiro-me aos criminosos beneficiados pelo aconchego da prerrogativa de foro junto ao Supremo Tribunal Federal. Esses têm a garantia da inconsequência de seus crimes; o braço da lei os alcança, mas não os toca. A frase de Fidel Castro, repetindo Hitler, lhes serve às avessas: o presente os absolve, só a história, na posteridade, os condenará.

Há por fim, o terceiro grupo dos fora da lei. A expressão lhes corresponde por outra razão. Eles são a última instância, a última voz, a última caneta do mundo onde a Justiça e o Bem deveriam firmar compromisso. No entanto, o que temos visto é abuso desse poder, condutas muito estranhas, intervenção de ministros em processos de seu próprio interesse, blindagem contra rotineira e impessoal averiguação. Todas as denúncias formalizadas contra membros da Corte perante o Senado Federal – dezenas! – foram sepultadas nos últimos quatro anos por decisão pessoal dos presidentes Renan Calheiros, Eunício Oliveira e Davi Alcolumbre. Acho que não preciso explicar. A condição não é meritória.

Alega-se, em favor dessa omissão, que o processo de impeachment contra um ministro do STF causaria grave problema institucional. Penso o oposto: problema é a situação atual. O devido trâmite de alguns desses processos causaria imenso bem ao Senado, ao STF e à nação neste novo momento de sua história. Veríamos a Justiça procurando o Bem. E vice-versa.

DEU NO JORNAL

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARLOS EDUARDO SANTOS – OLINDA-PE

Seu Berto.

Será que o senhor poderia publicar esta notinha favorecendo-me na forma da lei por conta de nossa amizade?

Trata-se de uma pessoa que tem ligações familiares com meu cliente Romildo, de Palmares.

Muitos conterrâneos seus estavam por lá.

Com um almoço e show de Adilson Ramos, em uma casa de festas na Torre, o advogado Manuel de Freitas Cavalcanti, titular da AUDIPLAN, comemorou neste sábado seus 90 anos, em companhia de seus cinco filhos, noras, genros, netos e bisneta.

Muitas pessoas vieram da Bahia, São Paulo e Fortaleza para cumprimentá-lo. “Doutor Manezinho” fez discurso, contou boas piadas e já convidou todo mundo para comemorar os 100 anos.

Está publicando agora seu livro de memórias, de autoria do fubânico jornalista Carlos Eduardo.

Ele é leitor inveterado do Jornal da Besta Fubana e dá boas risadas com as publicações da pica do seu jumento-símbolo.

Grato,

R. Parabéns, parabéns e parabéns para um leitor muito especial desta gazeta escrota.

Vamos nos preparar para a grande festa do seu centenário.

E já que o ilustre aniversariante é fã do nosso jegue, vamos botar Polodoro pra homenageá-lo.