FALA, BÁRBARA !

A HORA DA POESIA

UM PÁSSARO A CANTAR DENTRO DE UM OVO – Antonio Juraci Siqueira

Se o mundo quer calar-me, eu não hesito:
recorro à trova e crio um mundo novo
onde ponho o calor e a voz do povo,
um punhado de humor, um beijo e um grito.

Na trova eu me divirto e me comovo,
nela o meu sonho é muito mais bonito,
nela eu prendo as estrelas do infinito
e um pássaro a cantar dentro de um ovo.

Trova é roupa estendida na varanda,
relva molhada pela chuva branda,
rosa vermelha, moça na janela,

gotas de orvalho a tremular na flor…
Por isso não a queiram mal, pois ela
é a voz e o coração do trovador!

Colaboração de Pedro Malta

JOSÉ NÊUMANNE - DIRETO AO ASSUNTO

RAPPHAEL CURVO - VIA DO FATO

PROPOSTA PARA AMAZÔNIA

Volta e meia a discussão e o falatório sobre a Amazônia vem à baila, principalmente quando tal tema parte de fontes do exterior que procuram dar seus pitacos em uma questão exclusiva do governo brasileiro. Os ambientalistas fazem de tudo para tentar entregar a maior região florestal do mundo para os gringos, há um frenesi no meio desses intelectualóides que resolvem os problemas brasileiros sentados em mesa de bar e destilando suas raivas com conhecimentos formatados em informações de tabloides, imprensa ideológica e outros caminhos criados por imaginação gerada por muita fumaça na cabeça. O Brasil tem mais de 200 milhões de habitantes e nessa região de 20 milhões, menos de 1/10 tem o conhecimento dos reais problemas que envolvem a manutenção in natura da floresta amazônica. Não se conhece nenhuma proposta de ocupação racional e corretamente ecológica plausível de aplicação na região, que seja isenta de influências ideológicas.

Em todas as propostas possíveis de serem estudadas, tem o dedo estrangeiro que quer atuar no processo em uma nítida tentativa de usufruir das enormes riquezas minerais e da biodiversidade. Preservar é sinônimo de zelar, cuidar e para isso necessita de ações inteligentes e sábias com pessoas capacitadas e instituições não vulneráveis as possibilidades de corrupção e de contrabando de informações. Infelizmente não temos essas instituições ainda. Cria-las demanda muita perseverança na descontaminação da imoralidade e reconquista da ética na administração pública. Acredito que o novo governo, dentro em breve, conseguirá dar cabo a essa tarefa. É o ponto de partida para o avanço do Brasil no seu desenvolvimento tecnológico, social e econômico.

O exposto até aqui me traz de volta a um ponto que insisto por décadas. A Amazônia merece um Ministério. Afinal, representa 61% do território nacional e é onde está concentrada a maior biodiversidade do mundo. As riquezas minerais são gigantescas e elas podem impulsionar o crescimento econômico do Brasil, trazendo um enorme avanço na qualidade de vida do brasileiro. É preciso acabar com essa história construída pela esquerda socialista francesa e abraçada por meio mundo, de que a Amazônia tem que ficar intocada. Inventaram que somos o pulmão do mundo e que avançar nesta região, será a desorganização do equilíbrio ecológico. Balela, caso isso fosse um discurso sério e honesto, não se utilizariam da madeira que sai do Brasil para suas indústrias no continente europeu. São milhões de toneladas de madeira que aportam todos os anos na Europa para o deleite de sua população. Criando um Ministério da Amazônia, haverá uma maior aproximação do governo federal com a região, um canal direto de comunicação. Dará oportunidade de acesso a informação do povo que lá vive bem como fonte para estabelecimento de políticas de ação para a região. Hoje isso não existe devido a diversidade de responsabilidades diluídas entre estados e seus governos, o que sempre gera fracassos nas ações de preservação.

Muito poderia se fazer com uma administração mais presente do governo federal na região. Primeiro seria o estabelecimento de divisas entre a Amazônia Legal daquela Amazônia considerada reserva da biodiversidade ou chamadas de nativas, regiões de

florestas. O ideal seria a elaboração de políticas específicas para cada uma, com determinação de fronteiras entre elas, uma não interferindo na outra em suas ações de desenvolvimento, preservação e exploração. A inserção de centros de estudos, via universidades dos estados Amazônicos e outras, bem como de postos avançados das Forças Armadas do Brasil, iriam inibir sobremaneira a ocupação desenfreada e prejudicial a todo ecossistema. Seria um freio brutal ao desmatamento que ainda ocorre de forma descontrolada na região. Existiria um melhor serviço de fiscalização dos órgãos que lá atuam com o apoio dos militares. Começaria a gerar maior pressão contra os contrabandistas de toda estirpe que hoje lá atuam. As chamadas estradas vicinais poderiam ser bloqueadas, pois são construídas para o escoamento de madeira extraída ilegalmente e, o que é pior, servem como via de infiltração de invasores. Sei que muitos irão considerá-la como sonhadora, é o costume de quem pouco ou nada acredita no que é inovador, mas eu penso diferente e creio, piamente, ser uma boa ideia que pode se transformar em proposta para Amazônia.

DEU NO JORNAL

CHARGE DO SPONHOLZ

EVENTOS

É HOJE! – COLUNISTA FUBÂNICO LANÇA LIVRO EM ACARI-RN

No dia de hoje, sexta-feira (09), às 17:00 h, logo após a solenidade de entrega da Comenda do Mérito Histórico-Cultural Paulo Frassinete Bezerra (Paulo Balá), haverá lançamento de livros na Câmara Municipal de Acari.

Serão lançados: “Do Acary de Nossas Raízes“, de Cícero Araújo Silva e Fernando Antonio Bezerra, e “De Uma Terra Amada: Acari do Meu Amor 4” de Jesus De Ritinha de Miúdo, colunista do Jornal da Besta Fubana.

DEU NO JORNAL

CARTÃO FUXICATIVO

Em sua live nas redes sociais, ontem à noite, Jair Bolsonaro voltou a criticar a cobertura da imprensa sobre o seu governo.

O presidente prometeu divulgar os gastos com o cartão corporativo e encaminhar aos veículos de comunicação.

“Eu vou abrir o sigilo do meu cartão. Para vocês tomarem conhecimento quanto gastei de janeiro até o final de julho. Ok, imprensa? Vamos fazer uma matéria legal?”, disse Bolsonaro.

“Gostaria que a imprensa fizesse uma materiazinha com o meu gasto com cartão corporativo. Não vou falar quanto gastei, não. Está desafiada a imprensa. Vou com vocês, na boca do caixa, digito a senha e vai aparecer todo meu gasto com cartão corporativo.”

* * *

Quem quiser ouvir o que esta notícia aí de cima chama de “live“, contendo as cacetadas do presidente, é só clicar aqui.

No vídeo, que dura quase uma hora, o assunto “cartão corporativo” começa em 23:10.

Mas eu recomendo que vejam tudo, do começo até o final. Garanto que não vão se arrepender.

Agora, aqui entre nós, quando Bolsonaro convoca a imprensa pra ir com ele à boca do caixa, certamente está se referindo à chamada “grande mídia”.

Mas, se ele quiser também a presença da “escrota mídia”, o JBF estará lá pra testemunhar e noticiar o fato.

Acabei de enviar uma mensagem pro presidente sugerindo que pague a minha passagem que eu irei a Brasília testemunhar o acontecimento e contar tudo aqui neste jornal. Um jornaleco que, mais que corporativo, é mesmo muito fuxicativo.

Não precisa nem pagar a hospedagem porque eu posso ficar na casa da minha filha.

Aliás, a propósito deste assunto, o asqueroso “cartão corporativo”, eu se alembrei-me de uma matéria publicada na revista IstoÉ, em janeiro de 2018, com o instigante título de A farra acabou.

Quem quiser ler a matéria completa, é só clicar na ilustração abaixo:

E quem quiser matar as saudades, tem mais reportagens sobre o assunto.

É só clicar nos títulos abaixo para ler:

Revista Veja Seguranças e amante de Lula também gastaram com cartões corporativos

Extra Globo: Lula defende sigilo de gastos da Presidência e apóia uso de cartões corporativos

Nos tempos do emirado do PT, a farra com cartões corporativos foi tão intensa que virou até deboche.

Foi uma zona da porra.

Confiram no vídeo abaixo.

CHARGE DO SPONHOLZ

PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

QUATRO MESTRES DO IMPROVISO E UM DOCUMENTÁRIO

Sebastião Dias:

Das quatro e meia em diante,
Sinto de Deus o poder,
Um sopro espatifa as nuvens
Para o dia amanhecer,
Deus enfeita o firmamento
E a vassoura do vento
Varre o céu pra o sol nascer.

Otacílio Batista:

Nas brancas areias formosas da praia
Um homem com trinta e seis anos de idade
Chorava com pena dessa humanidade
Que tomba, desmaia, delira e fracassa
Usava um túnica da cor de cambraia
Seus olhos brilhavam sem pestanejar
Nenhuma sereia podia imitar
Sua voz de veludo a Deus dirigida
Eu sou o caminho, a verdade e a vida
Palavras de Cristo na beira do mar.

José Monte:

É bonito se olhar numa represa
A marreca puxando uma ninhada
Com um gesto de mãe tão dedicada
No encontro das águas da represa
Quanto é lindo o arrolho da burguesa
Num conserto de notas musicais
A lagarta com letras naturais
Numa folha escrever fazendo um cheque
E palmeira selvagem abrindo o leque
Espantando o calor que a tarde faz.

Manoel Xudu:

O mar se orgulha por ser vigoroso
Forte e gigantesco que nada lhe imita
Se ergue, se abaixa, se move se agita
Parece um dragão feroz e raivoso
É verde, azulado, sereno, espumoso
Se espalha na terra, quer subir pra o ar
Se sacode todo querendo voar
Retumba, ribomba, peneira e balança
Não sangra, não seca, não para e nem cansa
São esses os fenômenos da beira do mar.

O próprio coqueiro se sente orgulhoso
Porque nasce e cresce na beira da praia
No tronco a areia da cor de cambraia
Seu caule enrugado, nervudo e fibroso
Se o vento não sopra é silencioso
Nem sequer a fronde se vê balançar
Porém se o vento com força soprar
A fronde estremece perde toda calma
As folhas se agitam, tremem e batem palma
Pedindo silêncio na beira do mar

Não há tempestades e nem furacões
Chuvadas de pedras num bosque esquisito
Quedas coriscos ou aerólito
Tiros de granadas de obuses canhões
Juntando os ribombos de muitos trovões
Que tem pipocado na massa do ar
Cascata rugindo serra a desabar
Nuvens mareantes, tremores de terra
Estrondo de bombas, rumores de guerra
Que imite a zoada das águas do mar.

* * *

DESAFIOS – UM DOCUMENTÁRIO DA TV SENADO

O universo em torno dos cantadores e dos repentistas e a riqueza contida em suas memórias. O documentário reúne uma coletânea de histórias sobre os cantadores de viola nordestinos, homens de raciocínio rápido e língua afiada, que deixaram um rastro de poesia mundo afora.