A HORA DA POESIA

RETRATO – Cecília Meireles

Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
– Em que espelho ficou perdida
a minha face?

Colaboração de Pedro Malta

A PALAVRA DO EDITOR

FUI VÍTIMA DE HETEROFOBIA

Recebi hoje um i-meiu com uma mensagem que me deixou muito feliz.

A mensagem foi esta aqui:

A mesma mensagem dizia que eu violei as “regras de conduta” do Twitter.

E qual a regra violada?

É que eu agi com uma “conduta de propagação de ódio“, conforme está lá escrito.

E que ódio foi este?

Foi tirar sarro com um baitola por conta de sua “orientação sexual, sexo, identidade de gênero“, entre um monte de outros itens.

Enfim, meu bloqueio foi efetuado por conta de gozações que fiz com um xibungo. (atenção, gente: “gozações” e não “gozo”…)

E quem é este frango que pediu o meu bloqueio?

Vejam só quem é o xibungo vingador, olhando as “provas” que vieram junto com a mensagem do Twitter:

Pois é, gente!

Foi ele mesmo!

O doador de furico Reinaldo Azevedo, um zisquerdóide idiota que faz oposição ao atual governo e que se passa por “jornalista”, pediu meu bloqueio no Twitter.

Pediu e obteve.

Fui vitima de heterofobia por parte de um viado!!!

Estou de quarentena por meio dia. Tá escrito lá:

“As funcionalidades da sua conta serão totalmente restauradas em: 12 horas e 0 minuto.”

De modo que meus seguidores no Twitter tenham paciência e me aguardem.

Amanhã estarei de volta por lá.

“Este jornaleco e seu Editor são horríveis. E, além disso, a pajaraca de Polodoro é muito pequena pro meu gosto. Afe!!!!”

O fato é que este bloqueio pedido por Reinaldo Azevedo foi uma distinção arretada,

Mais um honroso item pra minha folha  corrida.

Agora, eu quero ver é se ele consegue me bloquear aqui nesta gazeta escrota, me proibindo de falar dele e do seu desmunhecamento.

Aí eu vou dizer que ele é macho mesmo!!!

É mais um fácil um elefante sair avuando pelos ares do que eu entrar nesta viadagem do “políticamente correto”.

Argh!!!

DEU NO TWITTER

BEM NO MEIO DO OLHO DO FURICO

“A segurança e a vida do presidente Lula estarão em risco sob a polícia de Joāo Doria. Sua transferência para Tremembé 2, sem prerrogativas de ex-presidente, é mais uma violência da farsa judicial a que ele foi submetido”

Postado no Twitter por Gleisi Hoffmann, deputada federal e presidente do PT, conhecida pelo codinome Amante no Departamento de Propinas da Odebrecht.

* * *

“Fique tranquila, ele será tratado como todos os outros presidiários, conforme a lei, Gleisi. Inclusive, o seu companheiro Lula, se desejar, terá a oportunidade de fazer algo que jamais fez na vida: trabalhar!”.

João Doria, governador de São Paulo, respondendo a Gleisi Hoffmann também pelo Twitter.

AUGUSTO NUNES

TRINCA INSONE

Amante, Montanha e Drácula estão cada vez mais inquietos com a perspectiva de uma temporada atrás das grades

“Lula não deveria estar preso em lugar nenhum porque é inocente e foi condenado numa farsa judicial. Não deveria sequer ter sido julgado em Curitiba, pois o próprio ex-juiz Sergio Moro admitiu que seu processo não envolvia desvios da Petrobras investigados na Lava Jato. A decisão da juíza Carolina Lebbos caracteriza mais uma ilegalidade e um gesto de perseguição a Lula, ao negar-lhe arbitrariamente as prerrogativas de ex-presidente da República e ex-Comandante Supremo das Forças Armadas”.

Gleisi Hoffmann, Paulo Pimenta e Humberto Costa, codinomes Amante, Montanha e Drácula no Departamento de Propinas da Odebrecht, numa “nota de repúdio” à decisão da juíza Carolina Lebbos de transferir Lula de Curitiba para São Paulo, cada vez mais inquietos com a ideia de não passarem numa prisão cinco estrelas a temporada na gaiola que chegará mais cedo ou mais tarde.

DEU NO TWITTER

DEU NO JORNAL

O EDITOR ESTÁ SOLIDÁRIO COM O MINISTRO

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes disse que não se surpreenderia se os procuradores da Operação Lava Jato em Curitiba tivessem aberto uma conta em seu nome, na Suíça.

O magistrado deu a declaração à reportagem do UOL na última segunda-feira, ao comentar reportagem do jornal El País e do site The Intercept Brasil, que afirma que os investigadores buscaram informações sobre ele visando pedir sua suspeição e até seu impeachment.

Ao UOL, o ministro disse que, ao tomar a atitude, os investigadores se encontram “no mesmo patamar ético de verdadeiros criminosos”.

“A mim não me surpreenderia se eles tivessem aberto uma conta em meu nome na Suiça.”

* * *

Eu tenho a mesma preocupação do Ministro Gilmar Mendes.

Aquele que tem assento numa instituição presidida por Dias Petista Toffoli e que se senta ao lado de Ricardo Lewandowski.

Também vivo apreensivo com a possibilidade de algum inimigo meu, pra me lascar e me incriminar, abrir uma conta em meu nome na Suiça.

Uma conta com milhões de dólares.

Não consigo nem dormir pensando nisso.

Estou solidário com o Ministro Boca-de-Buceta e entendo perfeitamente a preocupação dele.

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

DEU NO JORNAL

UMA DENÚNCIA DE EXTREMA GRAVIDADE

Na seção Verdevaldo da Folha de S. Paulo, foram publicadas mensagens roubadas em que o jornal tenta mostrar que o corregedor-geral do Ministério Público Federal, Hindemburgo Chateaubriand Filho, relevou indevidamente a conduta de Deltan Dallagnol na divulgação de uma palestra na Fiesp, em 2017.

Cuja renda foi revertida para a APAE de Curitiba.

A divulgação dizia que haveria na palestra revelações inéditas sobre a Lava Jato e Hindemburgo passou um pito em Dallagnol.

Nossa, que grave.

Soltem Lula por causa disso.

* * *

É grave mesmo esta revelação.

Gravíssima.

Por conta dela, já dei ordens ao jumento Polodoro, nosso estimado mascote, para enfiar sua pajaraca no olho do furico do Editor Chefe da Folha de S. Verdevaldo.

Enfiar do mesmo jeito que o nosso querido jumento fez ontem, ao enrabar a égua Chiquinha.

Polodoro vai enrabar o redator chefe da Folha de S. Verdevaldo do mesmo modo que enraba Chiquinha; a bichinha chega rincha de tanto prazer

PERCIVAL PUGGINA

A EXPERTISE DA INUTILIDADE

Por obra de Deus, ou do diabo, estou em algumas listas de e-mails criadas para distribuir conteúdos a petistas, esquerdistas e assemelhados. Elas me fornecem rico repertório de informações e, principalmente, das correspondentes “narrativas” e vocabulários. É notável, aliás, o quanto as palavras usadas dizem de quem as profere. Os termos falam de quem os utiliza tanto ou mais do que gestos e expressões faciais. E são menos enganosos do que inteiros discursos.

A afirmação de que houve, na eleição de 2018, “mera troca de uma ideologia por outra” é das tais narrativas bem sucedidas. Embora enganosa, veio tentar vaga no mundo dos fatos. Com ela, subliminarmente, se transfere para a “ideologia” que chega ao poder, parte da carga negativa que se instalou sobre o esquerdismo. Ao mesmo tempo, com poucas palavras, se introduz a ideia de que ocorreu no Brasil mera troca de seis por meia dúzia.

A ideologia que vigorou hegemônica até janeiro deste ano andou no rumo de seu inexorável curso ao longo da história. Como em todas as experiências anteriores, redundou em fracasso, falência, corrupção e colapso da ordem. Por isso, sob o ponto de vista qualitativo, a chegada ao poder do pensamento liberal e conservador significa uma espécie de salto quântico para um nível mais alto. Se fôssemos representar a situação com os pratos de uma balança, o prato velho ficaria caído no fundo enquanto o novo se despegaria e subiria às alturas.

A “ideologia” – digamos assim para clareza do entendimento – que que chegou ao poder em 2019 era majoritária na sociedade, mas não tinha (e ainda não tem) partido de expressão que falasse por ela, nem apoio nos grandes meios de comunicação de massa. O dito Centrão, adesista, operava para os governos de esquerda e para o interesse próprio, e os meios culturais estavam, em sua quase totalidade, dominados pelo pensamento de esquerda. Dou um exemplo pessoal: nos dez anos durante os quais fui colunista dominical de Zero Hora, substituindo o Olavo de Carvalho a partir de 2006, fui o único a defender de modo ininterrupto as ideias liberais e o pensamento conservador.

Coube às mídias sociais e suas redes, ao democratizarem o direito de opinião, dar-nos voz e, com a candidatura de Bolsonaro, proporcionar-nos a expectativa da representação. Graças a elas, por fim, contra tudo e todos, foi viabilizada a expressão política dessas ideias de um modo personificado. O presidente, representando o conservadorismo e o amor à Pátria; Paulo Guedes, também conhecido como Posto Ipiranga, liderando a aplicação das ideias liberais; e Sérgio Moro, espelhando os anseios nacionais de combate à corrupção e à impunidade.

Agora, os derrotados vêm à desforra. Aquela conjugação de estrelas que perdeu a hegemonia parte para o ataque. Ela envolve importantes veículos de comunicação e seus formadores de opinião, mundo acadêmico, centrais sindicais, partidos políticos de esquerda derrotados em 2018 bem como a parcela militante do show business. Em conjunto e de modo cotidiano, atacam o governo valendo-se de insignificâncias e trivialidades pinçadas e apresentadas como se grandes coisas fossem, ainda quando não passam de meras palavras escrutinadas com a expertise da inutilidade. As minúcias alvejadas servem bem melhor para exaltar, pelo silêncio com que são acolhidos, os acertos do governo.

Ao mesmo tempo, se valem da criminalidade para proteger a criminalidade. São contra a Lava Jato, o combate à corrupção, a estabilidade das instituições, a separação dos poderes, a atuação dos órgãos de fiscalização e controle. E contam, para isso, com cobertura do Supremo Tribunal Federal.

Diante desse cenário, a omissão e o silêncio dos omissos e dos ingênuos fazem muito mal ao Brasil.

FALA, BÁRBARA !