JOSÉ NÊUMANNE - DIRETO AO ASSUNTO

A HORA DA POESIA

SONETO MATINAL – Bocage

Eram seis da manhã; eu acordava
Ao som de mão, que à porta me batia;
“Ora vejamos quem será”… dizia,
E assentado na cama me zangava.

Brando rugir da seda se escutava,
E sapato a ranger também se ouvia…
Salto fora da cama… Oh! que alegria
Não tive, olhando Armia, que arreitava!

Temendo venha alguém, a porta fecho:
Co’um chupão lhe saudei a rósea boca,
E na rompente mama alegre mexo:

O caralho estouvado o cono aboca;
Bate a gostosa greta o rubro queixo,
E a matinas de amor a porra toca.

Colaboração de Pedro Malta

DEU NO JORNAL

A PALAVRA DO EDITOR

O MAU CARATISMO ESCANCARADO NUMA CAPA DE REVISTA

A grande imprensa brasileira, que passou a formar um partido oposicionista desde as eleições de outubro passado, não se cansa de fazer merda. 

Quando a gente pensa que estes monstrengos chegaram ao extremo, eles conseguem superar a sua espantosa babaquice a cada dia que passa.

Os mamadores das redações não se conformem de modo algum com o secamento dos peitos fartos de verbas públicas para publicidades inúteis.

Acabou-se a boquinha.

E muito menos aceitam a surra que o poste de Lula levou na última eleição, por obra e graça da esmagadora maioria do povo brasileiro, que tocou fogo e extinguiu da floresta política brasileira a quadrilha zisquerdal petralhífera.

Vejam só a idiotice que é a capa da revista IstoÉ que circula neste final de semana:

Uma pica de 17 polegadas no olho do furico do sujeito que imaginou, imprimiu e botou nas bancas uma cafajestice desse porte ainda é muito pouco.

Tinha que ser um caralho bem maior e mais grosso pra não deixar uma única prega inteira.

Aí eu pergunto: dá pra levar a sério esta grande mídia babaca banânica?

Tocaram fogo na própria vergonha, chutaram o pudor e escancaram de vez sua falta de isenção e a posição oposicionista que assumiram após a derrota do lobisomem Haddad.

Informação séria e honesta nos grandes jornais e revistas não existe mais.

Já era.

Ainda bem que temos a internet e as chamadas redes sociais, que tudo mostram, vigiam tudo e não deixam passar nada.

Encerro a postagem recomendando a todos vocês que leiam o excelente artigo de Alexandre Garcia, que está logo aí embaixo.

E, antes que eu esqueça:

Vai te fuder, seu capista descerebrado da revista IstoÉ!!!

ALEXANDRE GARCIA

PIROTECNIA

O Papa Francisco e o Presidente Macron geraram a centelha e reacenderam os ânimos daqueles que não perdoam os brasileiros que os derrotaram em outubro. Do outro lado do Atlântico e das redações urbanas a milhares de quilômetros da floresta, atearam fogo à Floresta Amazônica, para demonstrar que o vencedor de outubro é um Nero suicida; é um erro cometido pelos eleitores que ousaram derrotar os que acreditam que detêm o poder de domar neurônios alheios. Desconhecedores da Floresta, não sabem que para ela queimar, precisa antes ser derrubada, secar por meses, e aí atear fogo. É assim que os indígenas ensinaram e sempre fizeram na coivara, usada para criar roças e pastagens. O nome em inglês – rainforest – floresta úmida, não foi entendido por muitos.

No ápice das queimadas de mata derrubada, há uns 15 anos, fecharam os aeroportos da região, como testemunham meus amigos pilotos, que hoje voam sobre a Amazônia sem restrições. E isso acontecia com frequência na primeira década deste século. A diferença é que o presidente era Lula, um santo, e hoje é o maldito Bolsonaro, que ousou derrotar os que só aceitam a idéia única – sem dinheiro, sem marqueteiro, sem TV, apenas com a vontade do eleitor. Agora eles viram a chance de mostrar que o povo errou, mas precisam ser rápidos, porque já começam os sinais de sucesso em todos os campos da recuperação econômica e moral do país.

Os número mostram que a quantidade de incêndios está dentro da média, mas isso não nos deve tranquilizar. A histeria pirotécnica quase tendeu a provocar estragos nas nossas exportações do agronegócio. Oportunidade para entidades como as Confederações da Indústria e da Agricultura tomarem iniciativas para fiscalizar e conter a grilagem e os desafios à lei, como o que aconteceu no Pará, no Dia do Fogo, 10 de agosto. Serviu também para alertar os governos estaduais e federal para o problema sazonal crônico da Amazônia; mas sobretudo serviu para confirmar como real a cobiça que é a causa da tese de “soberania relativa” do Brasil sobre a Amazônia.

No caso do Presidente Macron, o tiro saiu pela culatra. Num usual diversionismo, ele tentou desviar de seus problemas internos com os coletes amarelos, os imigrantes e os eleitores, para a distante Amazônia. Mas nada conseguiu no G7 e só fez catalisar no Brasil a defesa da soberania sobre a nossa Amazônia. Chamou-nos a atenção para as ONGS que não evitam fogo, os estrangeiros que fingem turismo, desconfiamos do dinheiro estrangeiro e suas intenções de intrometer-se nas nossas questões e Macron sequer conseguiu fingir que defendia seus agricultores que não têm área para expandir. Reagimos com altivez de quem tem noção de que o futuro a nós pertence. Quanto aos pirotécnicos, só nos ofuscaram por alguns segundos, enquanto duraram as cores de seus fogos passageiros; na excitação da revanche, geram a autocombustão de sua credibilidade.

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MIJO NO POSTE

Depois de rifar Fernando Haddad da disputa pela presidência do PT, Lula despachou o poste para uma viagem ao Nordeste neste fim de semana.

O candidato derrotado ao Planalto em 2018 estará em Fortaleza, onde participa de um ato “em defesa da Educação, da Amazônia e por Lula Livre”, segundo o PT.

No sábado, Haddad vai ao Recife.

No domingo, estará em Monteiro, na Paraíba.

Lula está preso, mas faz o seu poste rodar o Brasil.

* * *

Tô esperando ansiosamente o poste de Lula, proprietário do PT, chegar aqui ao Recife hoje.

Vou botar meu cachorro Acari pra mijar nele.

Um mijo vermêio e bem fedorento.

Acari foi um presente que ganhei do meu cumpade Jessier Quirino, colunista desta gazeta escrota.