DEU NO JORNAL

UM TIRO DE ARROMBAR

“Delação premiada de Palocci é um tiro de canhão na estrutura do PT”, diz Cris Lôbo.

* * *

Um tiro nos culhões do PT.

Afolozou o furico e arrombou as pregas da organização comandada por um prisioneiro condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

Cris Lôbo é da Globo.

E ela disse isso no noticiário da GloboNews.

Se saiu na Globo, não sou eu que vou desmentir.

Quem quiser ouvir o tiro que ela deu, é só clicar na imagem abaixo.

GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

PRESO EM UM BRASIL SURREAL

Como todos sabem, eu sou uma figura estranha, um tipo de Rasputin moderno que, por poderes mágicos, extra-sensoriais, fui capaz de perceber, há anos (e denunciar isso constantemente em minhas conversas, colunas e debates), que Lula é inocente das acusações de corrupção que o levaram a processos judiciais e a condenações.

Juntei uns pontinhos para isso: Lula nunca foi, em suas atividades profissionais e sindicais, bem como políticas, como presidente do Partido dos Trabalhadores e como deputado federal, envolvido em atividades ilícitas.

Lembro, também, que as acusações contra Lula surgiram como a cereja no bolo das delações premiadas.

Percebi, logo, que uma série de circunstâncias as favoreceram, sendo uma delas, talvez, algum deslize ético de sua parte, de fazer pouco caso de favorecimentos a sua pessoa que se articulavam a sua volta – políticos importantes em geral são alvo desse tipo de puxa-saquismo.

Tais circunstâncias se juntavam ao interesse do mesmo tipo que levou ao “impeachment” de Dilma Roussef (lembram do “conjunto da obra” que serviu a sua destituição, não é mesmo?) e vinham a calhar para afastar o empecilho de que falou Drummond, a pedra no meio do caminho.

Por fim, li tudo o que pude a respeito do seu julgamento, desde as suspeitas, delações, de investigações, “powers points”, às denúncias, testemunhos, depoimentos; e me pude surpreender com a carga extensa que foi preciso armar: não bastavam o apartamento e o sítio, era preciso pensar em apropriação de bens do Planalto; e arranjar um depósito irregular de parte desses bens valiosos em banco, pago por alguém como forma de propina; e um terreno; e um outro apartamento; e quem sabe atravessar uma obstrução à justiça e o que mais possível fosse.

Por mais que se procurasse, porém, faltava sempre alguma coisa, como, por exemplo, a posse por Lula de uma soma de dinheiro de pelo menos uma centena de milhões de reais que compensasse sua corrupção, já que os que deveriam ser seus subordinados na prática dos crimes, os criminosos confessos, entraram na posse de propinas de centenas de milhões de reais, tanto que foram capazes de devolver essa grana e, é claro, devem ter reservado algum por aí, para quando saírem da cana beneficiados por sua própria indignidade.

Mas, mais do que o dinheiro, sempre faltaram nos processos as chamadas provas robustas, concretas, objetivas, de modo que os julgadores tiveram de se curvar a isso para sentenciar com base no livre convencimento do juiz em torno de circunstâncias indeterminadas, ou algo que o valha.

Assim como a fortuna fabulosa de Lula, as provas nunca surgiram; nem mesmo qualquer delator foi capaz de afirmar que lhe pagou propina por ato conhecido de corrupção, apenas se alegou que o dinheiro disso ou daquilo saiu de uma conta de propina do PT. Pronto, tudo resolvido, raciocínio fechado!

Pois, a certeza, vinda de meus dons mediúnicos, de que Lula é inocente e de que seu sentenciamento à prisão decorreu de um esforço de retirá-lo da jogada, esforço vindo de sentimentos, intenções e ações de cunho parcial e partidário, materializou-se de fatos mais além da aceitação de um ministério pelo juiz que sentenciou um caso e conduziu o outro às portas da sentença: o ministério é do governo declaradamente de direita, que promete eliminar a esquerda, e o juiz que afastou Lula da disputa presidencial abandonou a magistratura promissora para ser politico dentro desse governo de direita e com vistas a mair tarde assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal.

Os fatos “mais além” vou me dispensar de referi-los: o juiz conduziu a condenação de Lula, é o que eles atestam.

Vendo, olhando, enxergando com olhos de águia lá ao longe o meu Brasil distante, nada posso fazer quanto a isso, nem mesmo uma crônica forte, uma trova, uma canção ou um poema que preste.

BRASIL SURREAL

Estou em Paris, com a vida normal,
comendo o pão que o padeiro amassou,
mas quando me sento pra ler o jornal
vejo com surpresa que o Brasil pirou.
Aqui o calor está tropical,
mas no meu País dizem que até nevou,
e os políticos do Congresso Nacional
ainda não sabem que o barco virou.
A bolsa subiu, o dólar baixou,
se pode lucrar plantando laranjal;
e tem o acordo que a gente fechou
sem saber como é que será no final.
A mais nova moda é um carnaval
de povo enchendo manifestação,
até se tornou uma coisa banal
criança fazendo arminha com a mão.
A mim me parece que a coisa vai mal
e ainda pior com a Interceptação:
– Olhando daqui parece surreal
o Lula ainda estar na prisão!

JOSÉ NÊUMANNE - DIRETO AO ASSUNTO

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

VIOLANTE PIMENTEL – NATAL-RN

Prezado Editor Luiz Berto,

Boa tarde!

Jesus Cristo continua sendo crucificado todos os dias. Ontem, foi a vez dele se encarnar na pessoa do Ministro Sérgio Moro, o grande brasileiro que, como Juiz, atuou na Operação Lava-Jato, no combate à corrupção que ainda se alastra pelo País.

Os assaltantes do erário público, ladrões de colarinho branco, achincalharam, ultrajaram e humilharam o Ministro Sérgio Moro, chamando-o de ladrão, numa gritante inversão de valores, uma vez que ali os ladrões eram eles próprios. Tiveram a coragem de ultrajar o homem íntegro, que tem nas mãos a lista de nomes dos maiores ladrões do Brasil, com seus respectivos codinomes, inclusive, daqueles que o agrediram.

O Ministro Sérgio Moro é odiado por esses elementos, por ter erguido a bandeira de combate à corrupção espalhada pelo Brasil, punindo os responsáveis e colocando na cadeia os peixes mais graúdos, que se consideravam intocáveis, os verdadeiros tubarões.

Na Audiência da Comissão de Constituição e Justiça na Câmara dos Deputados, a Nação assistiu a um espetáculo degradante, numa cena revoltante de inversão de valores, onde bandidos interrogavam e ultrajavam o “xerife”. Eram as bananas “querendo comer o macaco”, contrariando a metáfora que diz:

“O macaco é quem come a banana. A banana não pode comer o macaco.”

Os agressores do Ministro Sérgio Moro, todos atolados em investigações criminosas até o pescoço, e todos com processos nas costas, sentiram-se no direito de interrogar, intimidar e ultrajar o Herói Brasileiro, Ministro Sérgio Moro, numa atitude vil e revoltante.

Que esses Parlamentares inconsequentes, e com “ficha suja”, sejam logo punidos, na forma da lei, pelos crimes já apurados e agora pelos crimes de Calúnia e Injúria contra o Ministro Sérgio Moro, e também por falta de decoro parlamentar, uma vez que, durante a audiência, comportaram-se como verdadeiros canalhas e agitadores.

Para seu engrandecimento, o Brasil precisa de mais homens honrados, como o Ministro Sérgio Moro, símbolo de competência e integridade moral!

A PALAVRA DO EDITOR

O JORNAL DA BESTA NA GRANDE MÍDIA

No tempo em que a revista Veja prestava e tinha credibilidade, o grande jornalista Ricardo Setti era um de seus colunistas.

Hoje Setti mora na Espanha e está afastado do jornalismo.

Frequentemente ele republicava no seu blog, dentro daquela revista, matérias que eram postadas aqui no Jornal da Besta Fubana, na fase inicial e pioneira desta gazeta escrota.

Augusto Nunes, outro colunista da Veja, também costumava reproduzir nossas matérias.

Futucando aqui no meus arquivos, encontrei esta postagem feita por Setti em dezembro de 2012, na qual ele reproduz um vídeo que eu gravei.

Já lá se vão quase sete anos…

* * *

A HORA DA POESIA

INFELIZ – Augusto dos Anjos

Alma viúva das paixões da vida,
Tu que, na estrada da existência em fora,
Cantaste e riste, e na existência agora
Triste soluças a ilusão perdida;

Oh! Tu, que na grinalda emurchecida
De teu passado de felicidade
Foste juntar os goivos da Saudade
Às flores da Esperança enlanguescida;

Se nada te aniquila o desalento
Que te invade, e o pesar negro e profundo,
Esconde à Natureza o sofrimento,

E fica no teu ermo entristecida,
Alma arrancada do prazer do mundo,
Alma viúva das paixões da vida.

Colaboração de Pedro Malta

DEU NO JORNAL

BANDIDOS EXALTADOS, XERIFE PACIENTE

Após muita gritaria diante de Sergio Moro, o Rei da Paciência, o presidente da comissão, Felipe Francischini (PSL-SP), ameaçou encerrar a sessão se a bagunça continuasse.

Paulo Teixeira (PT-SP) reagiu com uma agressão ao decoro:

Encerrar porra nenhuma!”.

* * *

Esse sujeito chamado Paulo Idiota Teixeira falou isso porque é do PT.

Se fosse do PSOL, teria baixado o nível mais um grau e mandaria o presidente da sessão “tomar no cu“.

Na verdade, vários deputados (arhg!!!) mostraram, diante do paciente e educado Dr. Sérgio Moro, que estão mais pra bandidos integrantes de torcidas organizadas por marginais do que pra parlamentares.

Eles vivem agredindo o Brasil decente.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO JORNAL

MARIDO E MARIDA

A pedido do deputado José Medeiros, a Polícia Federal vai apurar as suspeitas envolvendo a decisão de Jean Wyllys de abrir mão do mandato parlamentar para David Miranda, marido de Glenn Greenwald.

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Eu tinha mesmo que viver o bastante pra ler uma notícia na qual um macho é chamado de “marido” de outro.

É pra arrombar.

Aliás, melhor dizendo, é pra fuder.

É pra um fuder o furico do outro.

E fodem deitados do lado esquerdo.

Vôte!!!

Dois frangos: o marido e a esposa

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

O CAUSO DE PÊDO E VIVELDA

Pense num moído (grande) de namoro apaixonado.

Pensou?

Pois bem.

É o jovem matuto Pêdo, ingênuo, donzelo e cheio de boa-fé, ajustando uma chumbregança com a graciosa Vivelda – uma mocinha brejeira de pele louçã e feição angelical, mas, sapeca na paixão.