DEU NO JORNAL

PAVÃO MISTERIOSO DESVENDA OS MISTÉRIOS

JOSÉ NÊUMANNE - DIRETO AO ASSUNTO

A PALAVRA DO EDITOR

CONSELHO

Conselho aos queridos amigos fubânicos.

Quando você se sentir um completo idiota, basta lembrar que existe no mundo Juca Kfouri e José Trajano, os entrevistadores de Lula.

E seu astral subirá de imediato.

Na foto abaixo, a parelha de babacas com os dentes arreganhados, saindo do Hotel Polícia Federal, onde Lula está hospedado, cumprindo pena por corrupção e lavagem de dinheiro.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

GLÓRIA MARIA ZAGO – ARAGUARI-MG

Caro Editor:

Seria possível reproduzir esta notícia no JBF?

Ela mostra o caráter dos nossos parlamentares.

Foi publicada no blog de Lauro Jardim no mês de abril passado e reproduzida em vários jornais.

Muito obrigada.

A HORA DA POESIA

SONETO DA SEPARAÇÃO – Vinícius de Moraes

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Colaboração de Pedro Malta

CHARGE DO SPONHOLZ

J.R.GUZZO

A SABOTAGEM DA LIBERDADE

A agressão às liberdades, nessa nova maneira de ver o mundo, pode ser particularmente venenosa na área cultural

Há um novo totalitarismo crescendo pelo mundo afora — mais nocivo, talvez, do que foi na maioria das suas variadas encarnações anteriores. Essa praga antiga se apresenta, em sua versão moderna, como o contrário daquilo que realmente é. Engana melhor do que nunca as almas ansiosas em praticar o bem. Acaba tendo mais chance, no fim das contas, de ser mais eficaz do que jamais foi. Trata-se, para ir logo ao centro da questão, de impor às pessoas uma coleção de regras de pensamento e de conduta que devem ser obedecidas como um muçulmano obedece ao Alcorão; ou o sujeito se submete a isso, ou é excomungado como inapto para levar uma vida aceitável pelo conjunto da humanidade. E que regras são essas? O cidadão é bombardeado por elas o dia inteiro. Tem de aceitar como verdades absolutas, por exemplo, que todos têm o direito de terem tudo, independente do que façam ou deixem de fazer, que a ciência deve se subordinar “à sociedade”, ou que existe apenas uma maneira, e nenhuma outra, de pensar sobre democracia, raça, sexo, natureza, religião, animais, alimentação, agricultura, dinheiro, mérito individual, liberdade de expressão e mais uns 5.000 outros assuntos.

Alguma coisa existe? Então é preciso criar uma lei sobre ela, dizendo o que é certo e o que é errado a seu respeito. É proibido discordar do que foi decidido. Faz parte das suas obrigações sociais, por exemplo, aceitar que as crianças não nascem com um sexo definido pelos seus órgãos genitais, masculinos ou femininos, mas decidem depois se querem ser homem ou mulher. É recomendado, também, achar que a vida de um animal selvagem tem prioridade em relação à vida de um ser humano. É preciso concordar com a ideia de que o homem não tem o direito de alterar a natureza em seu benefício, ou que a vegetação natural não pode ceder espaço para a produção de alimentos. Deve ser vetado ao mundo pobre, ou mais pobre, ter qualquer aspiração realista a ser menos pobre — sua função no planeta é permanecer como está hoje, pois se quiser ficar mais parecido com o mundo rico vai consumir muita água, emitir carbono, usar fertilizantes e praticar sabe-se lá quantas desgraças a mais. Agricultura moderna? Trata-se de algo privativo do Primeiro Mundo — “fazendas aqui, florestas lá”, reza o grande credo atual dos ambientalistas, agricultores e milionários americanos.

Há leis cada vez mais autoritárias sobre toda e qualquer questão que envolva a cor da pele das pessoas — não só a cor, apenas, mas também a tonalidade dessa cor. Tudo o que é considerado branco, em princípio, é culpado de alguma transgressão, ou pelo menos suspeito; só à essa porção da humanidade se aplica a ideia do pecado original, e só a ela se impõe a obrigação de passar a vida purgando suas culpas de nascença através de uma série crescente de obrigações. Ser considerado negro, na nova forma totalitária de organizar a vida, é, ao contrário, uma virtude em si. Além disso, confere-se às pessoas definidas como negras direitos especiais, não previstos em nenhuma constituição civilizada — crédito permanente por virtudes não comprovadas, ressarcimento por injustiças sofridas até 500 anos atrás, vantagens sobre os não-negros decididas pelo poder público, como as “quotas”, e por aí se vai. Qualquer tentativa de debater o assunto é considerada automaticamente como racismo.

O novo totalitarismo, até agora, não resolveu o que se deve pensar sobre as etnias que não são nem brancas e nem negras — os considerados “índios” desfrutam mais ou menos do mesmo status conferido aos negros, mas ainda não há definição sobre as raças orientais, por exemplo, o que deixa num limbo, só na China, Japão e Coréia, cerca de 1 bilhão e 600 milhões de pessoas. Pecadores ou justos? Há pontos obscuros, também, quanto aos próprios negros — quando vivem na África parecem ser considerados inferiores, de alguma forma, aos que não vivem lá. Como apontado acima, há restrições sérias quanto aos seus direitos de escapar da miséria, por causa dos possíveis danos que trariam à vegetação nativa — e, talvez mais grave ainda, aos animais selvagens. Se um leão, por exemplo, sair pelas ruas de Londres querendo comer gente, será abatido pela polícia. Na África, porém, pode comer quantos negros quiser. Na visão de praticamente todos os ambientalistas, o ser humano, ali, ameaça o território do bicho e, portanto, não tem direito a se defender — que se vire para escapar, é tudo o que lhe recomendam. Jamais passa pela cabeça de alguém que talvez aconteça o contrário — é o leão quem ameaça a vida do homem e sua família. Nessas horas a questão racial muda de qualidade. Ser branco na Europa urbana é muito melhor, e mais seguro, do que ser negro no meio do mato na África.

Um episódio recente, aqui no Brasil, serve de maneira exemplar para trazer à luz do sol outros despropósitos causados pelo novo totalitarismo na “questão racial”. Uma atriz negra foi proibida, na prática, de receber o papel de uma espécie de heroína social negra (figura que depois, na vida real, acabaria se revelando uma fraude), por não ter uma pele considerada suficientemente negra para representar a personagem. Pior: não só apoiou o veto a si própria, como pediu desculpas por ter aceito inicialmente o papel sem ter a quantidade de cromossomos suficiente para tal. Quantos seriam necessários, então? Qual a porcentagem aceitável de sangue negro que alguém precisa ter para representar o papel de um negro? Fica-se com a impressão que o próximo passo será a exigência de testes de laboratório, com cálculos de DNA e o veredito de uma junta de biólogos. O contrassenso explícito, no caso, é pregar ações contra a discriminação racial e, ao mesmo tempo, praticar racismo da pior espécie — ou seja, permitir ou proibir uma pessoa de fazer um trabalho não em função dos seus méritos, mas pela cor da sua pele, ou do tom da sua pele.

A agressão às liberdades, nessa nova maneira de ver o mundo, pode ser particularmente venenosa na área cultural — na verdade, a cultura tem sido uma das vítimas preferidas dos novos totalitários. Ainda há pouco, em janeiro deste ano, a universidade católica de Notre Dame, uma das mais prestigiadas dos Estados Unidos, mandou cobrir (até a sua remoção definitiva) uma coleção de doze murais, descrevendo cenas de Cristóvão Colombo na América; desde 1880 as obras enfeitavam a entrada do seu prédio principal. O reitor da universidade, atendendo a um antigo abaixo-assinado de 300 estudantes (entre os 8.500 que estudam ali) e funcionários, decidiu que as pinturas significariam a cumplicidade da escola diante da “exploração e repressão dos americanos nativos” pelos europeus; esse “lado escuro” da história, disse ele, não poderia mais ser exibido ao público. Stalin não faria melhor na velha União Soviética.

É em casos como esse, e em tantos outros, que aparece a semente do mal — a constante imposição de uma visão do “bem” através da prática de atos que, historicamente, só são cometidos em tiranias. Há cada vez mais restrições, por exemplo, à liberdade de premiar. Do Nobel ao Oscar, tornou-se comum dar os prêmios não mais a aquele que foi considerado o melhor trabalho, mas à pessoa que foi considerada a mais representativa de alguma virtude — pertencer à “minorias”, ser “perseguido”, levar este ou aquele estilo de vida etc. É uma espécie de imposição, em escala mundial, do Prêmio Lenin. A liberdade de palavra, cada vez mais, vai para o espaço — o ministro brasileiro do Ambiente, Ricardo Salles, viu-se impedido semanas atrás de falar em diversas cidades da Europa depois que 600 cientistas assinaram um manifesto denunciando o Brasil por crimes ambientais. Que crimes, especificamente? Algum deles verificou as acusações, com rigor técnico, antes de assinar a condenação? Nenhum — e isso, tanto quanto se saiba, é o contrário de ciência, atividade que se obriga a lidar com fatos, e não com crenças. Trata-se cada vez menos, na verdade, de defender a sua opinião; o que importa é não permitir que seja ouvida a opinião do outro. Não apenas estão censuradas as respostas diferentes. Não se admite, sequer, que sejam feitas as perguntas.

O novo totalitarismo, naturalmente, reserva para política um contêiner de mandamentos tão extremos como os aplicados para as questões descritas acima. Sua principal preocupação, hoje em dia, parece ser aquilo que descreve como o “perigo das maiorias”. Que raio seria isso? É algo tão simples quanto parece. Deixar que eleições livres decidam por maioria de votos as questões importantes é um risco cada vez mais contestado, pois o ponto de vista contrário ao seu pode ganhar — e aí vai ser preciso aceitar “gente errada” no governo. Jair Bolsonaro, por exemplo: eis aí, na visão do novo totalitarismo, um caso aberrante de erro cometido pela maioria. Donald Trump, então, é citado praticamente como uma prova científica de que “é preciso fazer alguma coisa” para que o eleitorado não tenha mais o poder de escolher um sujeito como ele para a Presidência — e causar, com isso, prejuízos, mudanças e retrocessos no processo civilizatório mundial, tal como ele é entendido por quem não aprova a conduta do presidente americano. E se os dois, Bolsonaro e Trump, forem reeleitos, então? Aonde vai parar este mundo?

O mesmo se aplica a Matteo Salvini, hoje o maior líder político da Itália, a Benjamin Netanyahu, que há 11 anos seguidos ganha todas as eleições em Israel, ou a Narendra Modi, visto como um pesadelo de direita na Índia — onde acaba de ser reeleito para a chefia do governo numa eleição em que votaram 600 milhões de pessoas. Isso mesmo, 600 milhões — um número que ajuda, definitivamente, a entender por que o universo que chama a si próprio de progressista fica tão incomodado com o “perigo das maiorias”. Há também, no atual time de assombrações, os ingleses que querem sair da Comunidade Europeia. Há os escândalos mundiais detectados na mera existência do líder das Filipinas, ou do chefe direitista que comanda a Hungria ganhando todas as eleições desde 2010 — como se a Hungria pudesse ameaçar alguém num mundo com 7 bilhões de habitantes. Nenhum deles — realmente nenhum — chegou ao governo por golpe de Estado; é tudo resultado de eleição livre. Problemaço.

Na falta de algum projeto coerente para lidar com essas adversidades, o novo totalitarismo se dedica a tentativas variadas de sabotar os governos eleitos, ou a expor a relação completa dos delitos que atribui a seus eleitores — ignorância, despreparo, cegueira política, fascismo, estupidez e por aí afora. Na melhor das hipóteses, são inocentes úteis que se deixam enganar pela demagogia ou, como se diz na moda atual, pelo “populismo”. A ferramenta básica é classificar como autoritária, reacionária ou totalitária toda a opinião que não seja a sua. Mais que tudo, talvez, se chama de “discurso do ódio” qualquer posição divergente — algo que, naturalmente, deveria ser proibido por lei. Na verdade, de maneira aberta ou disfarçada por palavras em favor da moderação e contra o extremismo, busca-se bloquear, como numa espécie de prisão preventiva, a manifestação do ponto de vista alheio. Foi o que se viu nas últimas manifestações de rua em apoio a Bolsonaro e aos seus programas — as pessoas não deveriam se meter numa coisa dessas, porque era perigoso para “as instituições”, seria um incentivo ao mal, iria fortalecer o radicalismo e sabe lá Deus quanta coisa mais. Resumo da ópera: temos de salvar a democracia proibindo a manifestação das opiniões que achamos antidemocráticas.

Não vai ser fácil para ninguém sair fora dessa charada.

SONIA REGINA - MEMÓRIA

ERA VIDRO E SE QUEBROU!

Ricos empresários, quando tem problemas nos negócios, diferente do pequeno, não ficam empobrecidos. Empresas tem CNPJ enquanto seus donos possuem CPMF e conhecem os chamados “Paraísos Fiscais”, porto seguro para guardar suas reservas. O pequeno, também tem os dois registros, mas quase sempre acaba pendurado em dividas e ganha como prêmio seu nome incluído no “CERASA”, engrossando muitas vezes a fila dos desempregados.

Pedro Guadalupe e João Basílio, são os autores de uma paródia bem-humorada contando a trajetória meteórica do empresário Eike Batista. Talvez por esquecimento, dentre as personalidades próximas ao empresário, uma merece destaque e podemos corrigir essa falha, com uma foto extraída dentre muitas disponíveis nas redes sociais.

Faroeste Caboclo V

* * *

JOE COCKER & JENNIFER WARNES

A música faz parte da trilha sonora do filme A Força do Destino de 1982. A direção é de Taylor Hackford. No elenco: Richard Gere, Debra Winger e Louis Gossett Jr. Conta a história de jovem que decide se tornar um Oficial da Marinha e ingressa na Escola de Aspirantes, comandada por um sargento rigoroso e exigente. Durante o curso preparatório, ele tenta burlar o sistema criando uma espécie de mercado negro, mas acaba sendo descoberto. Ele recebe mais uma chance para permanecer na escola e acaba aprendendo a importância da disciplina. O gênero é drama, romance.

Up Where We Belong

DEU NO JORNAL

DESMORONA A EUFORIA DOS CORRUPTOS

Não se deve esperar condescendência com o site que tem divulgado conversas reservadas roubadas de autoridades da Lava Jato.

A Polícia Federal investiga como crime grave a invasão do aplicativo Telegram ou de celulares de autoridades, e a resposta não deve demorar.

Nesta quinta (13), em Brasília, era forte a expectativa de mandados de busca e apreensão para endereços dos responsáveis pelo site Intercept.

A expectativa do Planalto é que a PF desmascare um esquema de espionagem, com postos no exterior, para desmoralizar a Lava Jato.

A hesitação inicial do governo em relação ao caso deu lugar a uma onda de solidariedade de políticos, magistrados e procuradores.

Nada foi tão contundente, em defesa da Lava Jato, quanto a do ministro Luís Roberto Barroso, ao ironizar a “euforia dos corruptos”.

* * *

Acabei de enviar mensagem para todas as autoridades competentes informando que o jumento Polodoro, mascote desta gazeta escrota, está inteiramente às ordens. 

Às ordens para enfiar sua pajaraca de 17 polegadas no olho do furico de tudo quanto é corrupto e bandido raqueador. Daqui e do exterior.

É só montar uma fila formada pelos corruptos eufóricos.

Uma fila que deve ser encabeçada por Lula.

Anexei à mensagem uma foto da pica de Polodoro em posição de enfiamento enrabativo.

Não tem prega de bandido ladrão do dinheiro público que resista.

 

GEORGE MASCENA - SÓ SEI QUE FOI ASSIM

E A PONTE NÃO CAIU

Em 1960 um prédio foi inaugurado na Praça da Sé em São Paulo, com grande alarde pela imprensa paulista, um dos maiores edifícios do Brasil, o Edifício Mendes Caldeira, o monumental arranha-céu era propagado como o melhor negócio do Brasil. Sucesso de vendas, todas as salas foram comercializadas rapidamente e em 1961 foram entregues. O prédio novinho em folha era vizinho do Palacete Santa Helena, da década de 20, de influência art-déco e propriedade do ex-governador paulista Manuel Joaquim Albuquerque de Lins. Esses 2 prédios e outros menos famosos e mais baixos ficavam entre as Praças da Sé e Clovis Bevilaqua e no caminho do metrô que seria construído anos depois.

1 e 2. Propaganda e jornal da época da construção do Mendes Caldeira. 3. Praça da Sé antes da implosão do edifício

O metrô de São Paulo foi construído no inicio dos anos 70, porém após entrar em operação, passava próximo à Praça da Sé, mas não tinha estação no local. Em 74 começou a demolição tradicional, na marreta e trator, dos prédios entre as praças, ficando de pé só o Mendes Caldeira, que precisava ser implodido, e foi. A escolha deste arranha-céu pra implosão nunca ficou bem explicada, falava-se de desvio de dinheiro e erro na construção e até uma falha geológica abaixo do prédio, que poderia causar o seu desmoronamento a qualquer momento. No dia 16 de novembro de 1975, um domingo, as 36 mil toneladas do Mendes Caldeira viraram metralha. A implosão virou atração turística, São Paulo queria ver, e em apenas 9 segundos o prédio foi abaixo.

1. Mendes Caldeira com o Palacete ao lado. 2. Palacete Santa Helena recém-construído. 3. Antes e depois da implosão, com o arranha-céu sendo substituído pelas palmeiras imperiais.

Em 1975 houve uma grande cheia no Rio Capibaribe que inundou o Recife, correu-se um boato que a Barragem de Tapacurá iria estourar, foi uma tragédia na cidade, muito prejuízo, mais de uma centena de pessoas morreram. Quando as aguas baixaram, iniciou-se um conjunto de obras para evitar novos alagamentos, uma das ações seria o alargamento da calha do Capibaribe, mas no bairro da Torre tinha uma ponte que atrapalhava o projeto, foi ai que surgiu a ideia: a ponte seria implodida, o Recife precisava alargar o rio e precisava também de uma implosão para entrar na era da modernidade que São Paulo já havia entrado.

Cheia do Capibaribe em 1975

“Foi ai que chamaram uma empresa paulista para implodir a Ponte da Torre. Na data programada para a primeira implosão em Pernambuco, deu TV transmitindo ao vivo e torcida organizada. Na hora exata, o engenheiro, um japonês, responsável pelo grande evento, autorizou a implosão. As bombas foram detonadas, os recifenses que assistiam em loco ou pela TV aguardaram apreensivos o baixar da fumaça, mas quanto se dissipou, a ponte continuava no mesmo lugar, invicta, como, aliás, até hoje está. A implosão virou piada, e acabou num frevo-canção intitulado “E a ponte não caiu”, de Mario Griz, interpretado por Beto de Paula. A Letra: Eu ri, Você também/ todo mundo riu/ a bomba estourou/ mas a ponte não caiu/ o engenheiro pela TV/ anunciava a nova implosão/ E a galera na beira do rio/ mandava o japonês/ para a ponte que não caiu.” Noticiou a Revista Continente de Fevereiro de 2003.

1. Ponte antiga da Torre na cheia de 1966. 2. Engenheiro japonês responsável pela implosão. 3. Implosão. 4. Ponte nova recém-inaugurada

O texto da revista Continente diz q a ponte até hoje está lá, mas na verdade a demolição foi feita manualmente e construída outra mais larga e maior no lugar, mas não importa, pois o Recife tinha feito a primeira implosão de uma via elevada da América do Sul.

Implosão do Mendes Caldeira