AUGUSTO NUNES

ELE VOLTOU

Stédile descobre que o sonho de Bolsonaro é governar um país habitado exclusivamente por analfabetos doentes e miseráveis

“Esse governo é irresponsável. Estão cortando todos os direitos da classe trabalhadora para, na visão deles, ‘reduzir o máximo custo da mão de obra’. Os trabalhadores não têm mais direito à educação, saúde, moradia e reforma agrária. O governo quer transformar esses serviços públicos em meras mercadorias, onde só tem direito a acessá-los quem tem dinheiro. Então, na educação é da mesma forma”.

João Pedro Stédile, chefão do MST, revelando que o sonho de Jair Bolsonaro é governar um país habitado exclusivamente por analfabetos doentes, sem teto e sem terra.

DEU NO JORNAL

CHARGE DO SPONHOLZ

PERCIVAL PUGGINA

O PT QUER PRESERVAR O ESTRAGO FEITO

Existem situações que, não importa quantas vezes as tenhamos presenciado, são naturalmente engraçadas e sempre nos fazem rir. Lembro-me, por exemplo, de um comercial em que, a partir do tropeção de alguém, as pessoas iam desabando umas sobre as outras em longa série de trambolhões. Nas comédias pastelão, o sujeito derrubava uma pilha de pratos e ficava olhando para outro lado como se nada tivesse a ver com o acontecido. Era engraçado.

O petismo faz a mesma coisa, mas sem graça alguma. O partido que viria para regenerar a República patrocinou uma sequência de desastres dos quais nenhuma dimensão da vida social, política e econômica ficou de fora. E lida com tais questões como se nada tivesse a ver com elas. Derrubou pilhas de pratos da economia, contabilizou 13 milhões de desempregados (na realidade o número é muito maior), quebrou os degraus da escada do PIB gerando estagnação e recessão. Fez o mundo olhar para o Brasil com ar de escândalo, vendo-nos como irresponsáveis, como se o Brasil fosse uma Grécia gigantesca e autofágica que engole o próprio PIB. Não contente, emburreceu nossos estudantes, mais preocupado com fazer que fossem incluenciados politicamente do que em lhes transmitir conhecimentos. Temos honrados analfabetos funcionais com diploma de terceiro grau e vivas a Paulo Freire! A produtividade do brasileiro cai. Criminalidade em alta e repressão em baixa. E, claro, corrupção de dez dígitos. Bateram-se carteiras no salão.

As relações entre o PT e a crise brasileira são para lá de conhecidas. No entanto, diante da enorme rejeição social, perante o estrago causado pela crise e a corrupção, os dirigentes petistas andam por aí, em meio a uma montanha de pratos quebrados, olhando para os lados, xingando a todos e pondo as culpas em quem está juntando os cacos do país.

Tenho assistido as reuniões do Congresso a que comparece o ministro Paulo Guedes. São eventos importantíssimos, de extrema urgência. Neles o ministro discorre sobre os botões que precisam ser acionados para que a explosão não aconteça. O que faz o PT, acompanhado da colônia de partidos que o cercam? Nem ao menos tenta ser discreto ou engraçado. Nem olha para o lado com cara de paisagem. Não esboça o menor sinal de constrangimento. Dedica-se, furiosamente, a impedir que medidas saneadoras sejam tomadas. Discursa como se estivesse preocupado com zelar pelos pobres enquanto protege os privilegiados do sistema previdenciário em vigor.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

TARCÍSIO MARTINS – CALIFÓRNIA-EUA

Algumas fotos da Stanford University.

Aqui da Califórnia.

É uma universidade privada, mensalidade custa o olho da cara, mas para o sujeito entrar tem de ter sido ótimo aluno, só a grana não basta.

Veja a sujeira dos pisos.

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

OS CONES INFERNAIS

Os cones de tráfego (também chamados cones de estrada ou cones de segurança) são cones de plástico, de cores brilhantes e fortes. São sempre vermelhos, amarelos ou laranja, com uma fita refletora que os torna mais visíveis., Esses cones são muito usados nas estradas e também dentro das cidades. Tem a finalidade de avisar aos condutores de veículos, que por ali trafegam, algum desvio necessário, em decorrência de obras ou serviços. São usados, também, nas Blitz, dentro ou fora da cidade.

Dentro das cidades, quando necessário, os cones são usados para organizar o trânsito em frente às escolas, espaços públicos , ou marcar ruas em obras e serviços, que impliquem em desvio de passagem de veículos..

Esses cones são fáceis de colocar e retirar. Onde se precisam de marcas maiores e consistentes se utilizam barreiras de tráfego, recheadas de areia.

O furto de cones de tráfego parece ser comum entre vândalos, pessoas embriagadas e violentas. Eles são usados na realização de blitz nas estradas, em vésperas de feriados e nos dias de carnaval. São de grande utilidade. Entretanto, em Natal, nos últimos anos, os cones de tráfego passaram a invadir o espaço de circulação de pessoas e veículos, a ponto de impedir a passagem por algumas ruas e lojas, dificultando a vida do povo. Os cones deixaram de ser usados somente pelo DETRAN, passando agora, ilegalmente, a serem usados por particulares, donos de garagem e lojas, impedindo o estacionamento de veículos em sua frente. O uso dos famigerados cones invadiu indiscriminadamente o comércio do Bairro do Alecrim, a ponto de você se ver obrigado a usar estacionamentos privativos e afastados. Os logistas não permitem que se estacione na frente de suas lojas, mesmo que o condutor do veículo seja um freguês.

O contribuinte paga IPTU e IPVA, e se vê impedido de circular livremente, a pé, ou de carro, pelas ruas da cidade. Centenas de “amarelinhos” (a cor da farda é amarela), servidores da “indústria da multa”, com talonário e caneta bic na mão, “pastoram” quem infringe as absurdas regras estabelecidas para o condutor de veículo particular ou não, gerando multas altas e constantes. Os guardas de trânsito, jocosamente chamados de amarelinhos, estão em toda parte, caçando presas para multar e garantir suas gratificações na folha de pagamento.

Além do desassossego provocado pelos agentes de trânsito (Amarelinhos), com um talonário de multas e uma caneta “bic” na mão, aplicando multas absurdas, até em portas de hospital, finais de semana, deparamo-nos, agora, com a proliferação de cones de trânsito por toda parte, atrapalhando a passagem de pessoas e veículos..

Sábado à tarde, precisei parar numa padaria, no Tirol, e a Avenida Afonso Pena estava interditada, cheia de cones impedindo a passagem de veículos, e com barracas armadas e espalhadas nas duas vias (mão e contramão), A metade da Avenida Afonso Pena, uma via pública, de intensa movimentação, estava à disposição de um logista, durante toda a tarde do sábado. Estava servindo a uma exposição de produtos encalhados de uma determinada loja. Um evento de iniciativa privada, impedindo a passagem de veículos.

Certa vez, num dia de semana, às 13 horas, precisei ir ao Escritório de uma Casa Funerária no Alecrim, pegar a Nota Fiscal das despesas que havia pago pelo funeral de uma tia minha e fiquei procurando vaga para estacionar o carro. Depois de rodar muito, sem encontrar onde estacionar, vi um espaço na frente de uma loja, com dois famigerados cones impedindo o estacionamento. Já estressada, num calor de quase quarenta graus, e cansada de ouvir das pessoas que ali era “estacionamento proibido”, dei uma de doida. O escritório da Funerária ficava perto de onde eu estava, e a Nota Fiscal das despesas, segundo informação que me fora dada por telefone, já estava pronta. Em menos de 20 minutos, daria para eu ir e voltar. Parei o carro entre os dois cones, e foi o suficiente para vir correndo um vigilante da loja e me mandar tirar o carro. Na mesma hora, chegou um guarda de trânsito e me pediu para eu estacionar em outro local. Chorando de raiva e muito nervosa. implorei ao guarda :

-Pelo amor de Deus, seu Guarda, deixe eu parar esse carro aqui, pois só quero ir ali àquele Escritório do “Grupo Vila”, buscar uma Nota Fiscal, que já está pronta, referente às despesas do funeral de uma tia minha, que se enterrou ontem. Eu volto rapidamente.

Nessas alturas, meu nível de estresse aumentou e eu disparei no choro. O guarda me olhou assustado , tirou os cones da frente da calçada da loja e disse:

-Tenha calma, senhora! Já que é coisa rápida, pode deixar o carro aqui. Eu mesmo vou ficar pastorando, para evitar que um colega meu venha lhe aplicar uma multa e queira rebocar o veículo.

Quase sem acreditar naquele fato, para mim inédito, do próprio guarda de trânsito me tratar com tanta gentileza, fui quase correndo ao escritório do Grupo Vila, recebi a Nota Fiscal que já estava pronta, e retornei como um raio.

Agradeci ao guarda e ele me tratou com muito respeito. Saí dali, ainda triste, tanto pela morte da minha tia Edite, como pelo estresse que acabara de passar. Entretanto, senti-me gratificada, por ter encontrado, naquele momento, um Guarda de Trânsito tão humano.

Lembrei-me do filme “OS BRUTOS TAMBÉM AMAM”.

PENINHA - DICA MUSICAL