DEU NO JORNAL

VEEMENTE RECUSA

O Ministério Público diz ao STJ que Lula tem direito a progredir para regime semiaberto.

No semiaberto, condenado tem direito a deixar prisão durante o dia para trabalhar.

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Segundo apurou agora há pouco a Editoria do JBF, Lula se recusou a aceitar esta progressão.

Não por se considerar inocente, se dizer condenado injustamente e exigir absolvição.

Mas por se recusar com veemência a trabalhar.

“O qu’eu gosto mermo de fazê é coçá o saco”

PERCIVAL PUGGINA

O BANDIDO IDEALIZADO DOS DEFENSORES DE BANDIDOS

Leio no site Consultor Jurídico que a Defensoria Pública do Rio de Janeiro pediu habeas corpus coletivo contra algemas em audiências de custódia. Ou seja, pretendem que bandidos presos em flagrante, seja por que crime for, permaneçam com liberdade de movimentos durante a audiência. E fazem isso em nome de elevadíssimos valores.

Nunca vi o sujeito de quem falam com tanta estima os defensores dos bandidos. A cada crime cometido por celerados que jamais poderiam andar soltos, eles mencionam esse raríssimo personagem. Discorrem sobre ele com a intimidade de quem certamente sabe o nome da sofrida mulher e dos infelizes filhos. Descrevem sua situação social, os empregos que perdeu por motivos fúteis, os maus tratos que a vida lhe impôs por culpa de todos que estejam uma polegada acima de seus padrões de existência. Apesar do abismo que separa esse sujeito dos bandidos que enchem as páginas policiais, os tais doutores o oferecem ao imaginário nacional como sendo nosso criminoso de referência.

“Filho doente, sem emprego nem dinheiro para os remédios, como buscar aquilo de que necessita?”, indagam como quem fala à dureza de corações empedernidos. Pois é, pode até ser que alguém tenha tido notícias, mas eu jamais soube de assalto cujo produto seja contado em vidros de antibiótico ou gramas de mortadela. O crime que enche os noticiários, que nos atormenta, é bem outro. Seus autores não vão em busca de uma necessidade premente. Querem dinheiro, sexo, automóveis, a conta bancária dos sequestrados, meios para comprar drogas. E, à menor contrariedade, atiram para matar.

Os dois sujeitos armados que me assaltaram tempos atrás não tinham jeito de quem iria dali ao supermercado adquirir gêneros para seus ninhos de amor familiar. Pergunto: as feras que declaram guerra à polícia, queimam ônibus, atiram contra mulheres grávidas, cometem chacinas seriam imagem viva desses chefes de família torturados ao limite de sua resistência moral pelas carências de entes queridos? Qual dos bandidos cujos empreendimentos enchem as páginas policiais tem o perfil que os tais doutores, sem o refinamento de Mark Twain, descrevem como se fossem recortados de uma página de Huckleberry Finn?

Sei que o mais empedernido promotor e o mais insensível magistrado não encarcerariam um miserável cuja situação e delito correspondam a essa quase romântica descrição. Os bandidos que a sociedade quer ver jogando o jogo da velha nos quadrinhos do xadrez são receptadores, quadrilheiros, sequestradores, traficantes, pedófilos, estupradores, estelionatários, assassinos, corruptores e seus fregueses instalados nos escritórios do poder.

Processar com rapidez, prender e manter presos os poucos que caem nas malhas da polícia e da justiça – digo eu antes que os tais doutores retornem com seu mantra – não resolve o problema da criminalidade. Leram-me bem, senhores? Não resolve! Mas resolve o problema da criminalidade praticada por esses específicos bandidos. E isso já é um bom começo. Que paguem atrás dos muros o mal que fizeram. Enquanto isso, cuide-se, também, das outras muitas causas. Entre elas, aliás, a ideologização que, dando origem a essa ladainha sentimental, se constitui em bom estímulo à tolerância perante o crime, ao avanço da violência e à ruptura da ordem pública.

Então, senhores, o sujeito explode um ônibus, é preso em flagrante e vai conversar com o juiz de mãos abanando?

A PALAVRA DO EDITOR

DEU NO JORNAL

GOZAÇÃO PRESIDENCIALÍSTICA

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Esse Messias, além de Tosco, é um tremendo dum sacana.

Postou este vídeo no Twitter agora pela manhã.

Uma tremenda duma gozada com a cara da apresentadora Rachel Sherazade, uma lulo-petista que teve de dar a notícia no noticiário do SBT.

Essa foi arretada!

DEU NO JORNAL

UMA PARELHA DA PORRA

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Foi ontem, dia 4, que Renan botou nos ares este  fedido tolôte bostífero.

Devidamente ilustrado com uma linda foto.

“Condenado sem provas e preso injustamente”

Essa tá do caralho!!!

Este é o melhor advogado que Lula poderia ter.

O ilustre presidiário, condenado em todas as instâncias – Moro, TRF-4 e STJ -, cumprindo pena por corrupção e lavagem de dinheiro, e no aguardo das próximas condenações, não poderia ter um defensor melhor do que Renan.

Os dois formam uma parelha da porra!!!

Este tuitada do bandidão parlamentar das Alagoas foi entusiasticamente curtida e repassada por Marcola, Eduardo Cunhão, Fernandinho Beira-Mar e Fernando Collor de Melo. 

Aliás, Lula tem uma paixão muito especial pelos seus colegas alagoanos de bandidagem. 

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

SECA

A seca, faz 50 anos, atormenta o Nordeste. Enerva o nordestino. Basta os “cabas da peste” se lembrar da perda de culturas agrícolas e da morte de 4 milhões de animais de criação para tremer, feito vara verde. Reviver péssimas lembranças. Foi difícil o sertanejo esquecer as agruras que as secas de 2012 a 2013 fizeram na Região. Devido à estiagem prolongada, o prejuízo foi gigantesco. Muita gente lamentou as perdas. O setor de eletricidade, em virtude da enorme baixa nos reservatórios das usinas, teve de ligar as termelétricas, tipo de energia cara, e amargar prejuízos. Outra lamentável recordação das secas foi o desvio das verbas que eram destinadas para a construção de açudes públicos que acabaram servindo apenas para a construção de poços e açudes em terras de famílias ilustres da Região. Coisa de politicagem.

Mas, como sobrou alguns tostões dos desvios, a sobra monetária ainda deu para iniciar a construção de alguns açudes, especialmente no Ceará, um dos estados mais secos do Nordeste. Os famosos açudes do Ceará, com a baixa do nível das águas, assustaram. Até o Castanhão, o maior reservatório de água doce do estado, construído no leito do rio Jaguaribe, justamente para substituir a irregularidade dos invernos na área do semiárido, com a braba estiagem, deixou nordestino apavorado.

As piores mazelas da seca são a migração em massa, a fome generalizada, a sede e, sobretudo, a miséria. O estado menos castigado com a estiagem, em 2018, foi o Maranhão. Enquanto os demais estados choravam a falta de chuvas, o Maranhão enfrentava pesados aguaceiros que provocavam enchentes, desabrigando famílias. Contudo, depois de passar por vexames com as secas, com a perda de culturas agrícolas, criação de animais e inclusive de pessoas em função da fome, parece que a situação mudou em 2019. Pra melhor. Nos meses de abril e maio choveu intensamente em vários estados da Região. Verdadeiros temporais e chuvas acima da média castigaram, com enchentes, velozes correntezas nos rios, sangramento de barragens e alagamentos em diversas cidades nordestinas. Até no Piauí caíram bons aguaceiros. Em alguns locais, o mês de abril trouxe pesadas chuvas. As maiores nos últimos 10 anos. Em Natal, RN, no mês em foco, recebeu 465 mm de chuva. Coisa rara há 30 anos. Em Oeiras, no Piauí, as fortes chuvas de abril causaram medo na população, acostumada, faz tempo, com apenas chuvisco. Agora em maio, tempestades causaram transtornos nos municípios de Barreiros, na Mata Sul de Pernambuco, e na Região Metropolitana do Recife,. O que provocou tanta chuva no Nordeste, em abril, foi a intensa atuação da Zona de Convergência Intertropical que elevou a temperatura da superfície da água no Atlântico Norte.

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O brasileiro anda acabrunhado com a carestia de vida. Queda do poder de compra. Alta de preços que priva o cidadão de comprar alimentos para abastecer a casa e garantir a sobrevivência da família. Muitos fatores interferem no aumento de preço de alimentos. Seca, má colheita e pestes causam descontentamento no supermercado, na comida por quilo cobrada pelos restaurantes. No setor de serviços básicos, então, a explosão de preços assusta, desde 1999. Um dos pontos essenciais para a inflação de preços é a ausência de política fiscal austera. A disparada da inflação acima da meta estabelecida pelo governo. Os erros governamentais cometidos em 2012. A desconfiança na determinação de políticas fiscais que agravaram a precariedade de infraestrutura, a alta carga tributária, a burocracia berrante, a elevadíssima taxa de juros SELIC e a falta de confiança nos governos que inibiram os investidores.

A luta contra o custo de vida não é novidade no país. Desde 1913, os trabalhadores urbanos se reuniam nas praças do Rio de Janeiro para protestar em comícios contra os aumentos abusivos dos gêneros alimentícios de primeira necessidade. Os movimentos sociais não aguentavam mais o aumento do preço do feijão no mercado. A elevação do custo de vida, o preço que o consumidor paga pela compra de um bem ou serviço. No ano de 1978, o Movimento do Custo de Vida colocou mais 20 mil pessoas na Praça da Sé, em São Paulo, repudiando a carestia. O ato aconteceu em plena vigência da ditadura militar que não fez o povo retroceder.

O ato culminou com a aprovação de um abaixo-assinado, contendo 1,3 milhão de assinaturas, solicitando três medidas. Congelamento de preços de alimentos, aumento real geral de salário e um abono emergencial, sem desconto posterior. Vez por outra ressurgem movimentos populares contra a carestia, protestando contra as políticas econômicas que não beneficiam as classes menos abonadas. Não evitam a estagnação da economia, não impulsionam a indústria para gerar emprego. Falta ativar políticas aprimoradas para não ficar dependente apenas da reforma da Previdência, que não é tudo no fomento econômico. Basta ver o retrato da economia brasileira para notar que ela anda enfraquecida, anêmica, bastante vulnerável, atualmente. Afinal, é com políticas públicas que se aquece uma economia. Por mais fraca que seja.

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Faz um ano a Holanda inaugurou uma ponte de concreto protendido, projetada por uma impressora 3D na Universidade de Tecnologia de Eindhoven. Inicialmente, a ponte de pequenas dimensões, foi destinada aos ciclistas. Na construção, a ponte recebeu apenas o concreto necessário. Sem perder a segurança, mas, reforçada para receber a imensa quantidade de bicicletas que circulam entre duas importantes estradas do país.

Resistente, os construtores calculam que a ponte, além de durar mais de trina anos de uso, tem estrutura para suportar peso de até cinco toneladas. A construção que demorou somente três meses fica na cidade de Gemert. Dessa forma, a Holanda se integra aos EUA e à China no grupo de países que substituem a mão de obra pela máquina.

A tecnologia tem um dom. Despreza as formas tradicionais de construção e através da automação, implanta o trabalho automático, utilizando máquinas inteligentes e equipamentos autossuficientes. A técnica da robótica faz o computador, munido de conceitos fundamentais, facilitar o trabalho das pessoas, enquanto aumenta a produtividade. O lado negativo é o desemprego, com a redução de postos de trabalho.

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A natureza é fantástica. Onde houver condições, luz, calor, umidade e solo fértil, a mãe natureza não perde tempo. Marca presença. Faz brotar a vegetação nativa. Por causa da diversidade climática, a vegetação muda de aspecto. Nos desertos, em virtude da carência de água, sempre escassa, a vegetação típica da área é rala e espaçosa. Nas estepes predomina as gramíneas. Já nas florestas temperadas, começa a aparecer a variedade de árvores. Porém, nas florestas tropicais, situadas em zonas equatoriais, caso do Brasil, embora o solo seja pobre em nutrientes minerais, mas por conta da temperatura elevada e de chuvas em abundância, prevalece a quantidade de árvores gigantes. Extremamente altas, como pau brasil, jacarandá, peroba e jequitibá-rosa.

Essas características garantem enorme produtividade. Graças à decomposição das matérias orgânicas, fontes de nutrientes, o ecossistema é renovável, sempre robusto. Perfeito cenário para atrair tanto animais vertebrados como mamíferos, aves, répteis e anfíbios, como os insetos, os invertebrados. Os maiores berços de floreta tropical ficam na África, Ásia, Austrália, América Central e do Sul. No Brasil, então, a floresta tropical é beleza. A flora, rica e exuberante, inclusive na vasta quantidade de espécies de árvores, a variedade chega a 300 espécies num espaço relativamente pequeno, exibe um encantador manto verde. As copas das árvores encobrem o chão. Algumas, árvores crescem tanto que chegam a atingir a altura de 60 metros.

Contudo, as raízes, como não se aprofundam na terra, as florestas tropicais, também denominadas como Floresta Amazônica, Mata Atlântica e Mata de Araucária, são facilmente derrubadas. Daí os desmatamentos causando preocupações. Os debates sobre as maneiras de como adotar medidas para preservar este ecossistema, responsável pela emissão de volumosa quantidade de oxigênio na atmosfera e servir de filtro para impedir a elevação da temperatura, não param. São constantes. Por isso, as críticas e os protestos contra a devastação desses fantásticos biomas que deformam a paisagem dos locais onde antes existia riqueza em profusão.

PENINHA - DICA MUSICAL