JOSÉ NÊUMANNE - DIRETO AO ASSUNTO

A PALAVRA DO EDITOR

CHARGE DO SPONHOLZ

J.R.GUZZO

NA LINHA DE FRENTE

Não parecia que ia ser assim, mas está sendo. Em quatro meses de governo, apenas contando ao público o que faz durante o seu horário de trabalho, Paulo Guedes já pode ser apontado como o ministro que está dando mais certo na equipe montada para governar o Brasil a partir deste ano. Quem é simpático ao governo, ou mesmo neutro, está gostando. Quem é contra não consegue desgostar de verdade; falam mal, mas têm outros alvos que detestam muito mais, como o ministro Sergio Moro, ou o tipo genérico resumido pela ministra Damares e, mais do que tudo, o próprio presidente Jair Bolsonaro. O resultado é que o ministro da Economia, a cada dia que passa, tem sido ouvido com atenção quando fala. E a conclusão de boa parte do público, cada vez mais, é a seguinte: “Esse homem fala coisa com coisa”. Já é um colosso, na neurastenia geral que comanda a atual vida política brasileira.

Há outros ministros que estão fazendo um bom trabalho ─ fala-se, em geral, das áreas tocadas pelos militares e as suas redondezas. Mas as suas atividades são quase sempre consideradas uma grande chatice pela mídia, e o resultado é que acabam sendo deixados relativamente em sossego. Paulo Guedes, ao contrário, está na linha de frente da infantaria ─ aquela que acaba levando chumbo em primeiro lugar, e chumbo mais grosso que todo o resto da tropa. É natural; ministro da Economia está aí para isso mesmo. Mas embora seja o mais bombardeado de todos, continua inteiro ─ na verdade, está mais inteiro hoje do que quando começou, quatro meses atrás. Guedes está se dando bem, basicamente, porque não tem medo de políticos, de “influenciadores”, de economistas tidos como “importantes” ─ e, sobretudo, porque não tem medo de perder o emprego. Está lá para fazer o trabalho que, aos 69 anos de idade, acha mais correto para os interesses do Brasil. Só isso. Se der certo, ótimo. Se não der, paciência.

O Brasil, por conta disso, começa a ouvir em voz alta coisas que não costumava ouvir de autoridade nenhuma. Num país campeão em usar as palavras para esconder o que pensa, o ministro tornou-se um especialista em dizer, sim ou não, se é contra ou a favor disso ou daquilo, e explicar porque é contra ou a favor. “O fato é que o Brasil cresceu em média 0,6% ao ano nos últimos dez anos”, disse Guedes há pouco. “O país afundou, simplesmente”. Não adianta, explica ele, ficar enrolando: isso é uma desgraça, que nenhum esforço de propaganda pode ocultar, e é exatamente por isso, só por isso, que o Brasil está hoje de joelhos. A possibilidade de que algo possa ir bem numa economia que tem um número desses é zero.

E quem é o responsável direto pela calamidade? Não é o governo da Transilvânia. É o conjunto de decisões tomadas entre 2003 e 2016 pelos presidentes Lula e Dilma Rousseff.

Guedes diz em voz alta o que quase nenhum, ou nenhum, economista laureado deste país tem coragem de dizer: que Lula, Dilma e o PT provaram, através dos seus atos, que são os maiores responsáveis pela criação de pobreza, desigualdades e concentração de renda no Brasil ao longo deste século. “Vocês estão me mostrando um comercial do governo PT”, disse ele ainda outro dia, quando quiseram lhe apertar durante uma entrevista com a exibição de um filme que mostrava filas com milhares de pessoas procurando emprego no Anhangabaú, em São Paulo. Os 13 milhões de desempregados que estão aí, disse o ministro, foram postos na rua pelo PT ─ quem, senão o PT, provocou anos seguidos de recessão? Quem zerou a renda desses coitados? O pior é que essa renda não sumiu; foi transferida para o bolso dos ricos. Também não dá para jogar toda a culpa em cima do PT. Nos últimos 30 anos, lembra Guedes, o crescimento do Brasil chegou ao grande total de 2% ─ isso mesmo, dois miseráveis por cento, durante 30 anos seguidos. Como pode existir alguma coisa certa numa economia assim?

Guedes fala com a simplicidade da tabuada sobre o mais cruel de todos os impostos que existem no Brasil ─ o “imposto sobre o trabalho”, que é cobrado do trabalhador, e ninguém mais. “Para empregar um brasileiro a 1.000 reais por mês, o empregador tem de gastar 2.000”, diz o ministro. O trabalhador não vê um centavo desses 1.000 reais a mais que a empresa paga; são os “direitos trabalhistas”, que somem no buraco negro do governo e beneficiam os bolsos de Deus e todo mundo, menos do pobre diabo em nome de quem eles são pagos. O único efeito prático disso, no fim das contas, é suprimir empregos ─ há cada vez menos gente disposta a pagar o salário de duas pessoas para ter o trabalho de uma. As empresas não contratam; trabalho no Brasil virou algo taxado como artigo de luxo. O preço desse culto aos “direitos” é um horror: entre desempregados e trabalhadores sem carteira, há hoje 50 milhões de brasileiros vivendo no limite do desastre. Guedes lembra que esses 50 milhões não pagam um tostão de contribuição para a previdência social ─ mas terão direito a aposentadoria. Pode dar certo um negócio desses?

O ministro também explica que dá, sim, para fazer o próximo censo; não haverá nenhuma “intervenção no IBGE”.

Só que, num país falido como o Brasil de hoje, não se vai fazer 300 perguntas ao cidadão, mas quinze ou vinte, como se faz nos países ricos. A Zona Franca vai acabar? Não, diz Guedes, não vai. Mas não faz sentido deixar de reduzir impostos no resto do Brasil só para não incomodar a indústria de Manaus. Dá para entender? Há, talvez, 1 trilhão de dólares em petróleo embaixo do chão, afirma ele. Mas esse trilhão só existe se o petróleo for tirado de lá; enquanto continuar enterrado será uma beleza para a preservação do “patrimônio da Petrobras”, mas na vida real isso não rende uma lata de sardinha para ninguém. Conclusão: o petróleo tem de sair do chão, e esse trabalho exige investimentos e parcerias mundiais. Há outro jeito?

Paulo Guedes tem, provavelmente, uma das melhores explicações da praça para a dificuldade brasileira de tomar decisões certas ─ a culpa, em grande parte, vem menos da malícia e mais da ignorância. “As pessoas querem as coisas, mas não sabem como obtê-las”, diz ele. Têm certezas em relação aos seus desejos, mas são inseguras quanto aos meios para chegar a eles, e não gostam de pensar no preço, nem no trabalho, que serão exigidos para conseguir o que desejam. É animador, também, que o ministro pareça ser um homem interessado em realidades. Quanto desafiado, como vive acontecendo, a provar a sua autonomia, diz que prefere resultados em vez de ficar mostrando que manda. É um alívio, também, que não pretenda ganhar o Prêmio Nobel de Economia e nem dê muita bola para a liturgia das entrevistas solenes ─ que às vezes se parecem mais com interrogatórios da Gestapo do que com entrevistas, com a vantagem de não haver tortura física e nem perguntas em alemão.

No fim das contas o sucesso de Paulo Guedes vai depender do crescimento da economia e da queda no desemprego ─ sem isso estará morto, como o resto do governo, por mais coisas certas que tenha feito. A questão é que o único jeito de conseguir mais crescimento e emprego é fazer as coisas certas. É um bom sinal que ele esteja tentando.

SONIA REGINA - MEMÓRIA

A CALOURA

Procurando algo interessante no passado recente, deparei com uma produção de 2010 patrocinada por uma filiada da Rede Globo. Com a participação de candidatos ao governo do Distrito Federal ou Brasília, nunca sei qual o nome que deva utilizar, a candidata que inclusive alegou “falta de prática”, debate ao vivo com candidatos experientes na área política. Desculpem, não encontrei palavras para definir o espetáculo que assisti.

Weslian Roriz

* * *

O ASTRO

O inesquecível Elvis Presley na magnifica interpretação ao vivo da música de Paul Simon. Legendado.

Bridge Over Troubled Water

DEU NO JORNAL

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

PARECIDO E O BESOURO

“Parecido” fingindo dormir

A casa era pobre de mobília. Nem mesmo aquela tradicional cristaleira para acomodar um bule, uns copos que pareciam de luxo e de cristal, um açucareiro e uma leiteria. Se não tinha cristaleira, para que ter essas coisas?

Mas, havia sim um cambito e, pousado sobre ele, uma sela que vez por outra Vovô usava no cavalo quando amanhecia o domingo com vontade ir à Missa. Nos armadores da sala, ficavam penduradas as esporas e os arreios das montarias.

Agora, destacado mesmo, num dos cantos da sala da casa, principalmente onde menos o sol “batia”, ficava o altar do pote – coberto com uma peça feita de renda; logo ao lado, um porta-caneca.

Em que pese o tamanho do pote, o maior espaço era reservado para “Parecido” – um sapo que minha Avó resolveu adotar e criar, na tentativa que moscas, mosquitos e outros insetos caíssem dentro do pote, apesar desse estar sempre coberto.

Pois, “Parecido” era uma figura. Devia ter parentesco próximo com alguma coruja, pois olhava, olhava e olhava muito para a gente, e nunca “dizia” nada. Calado que só, ainda que na linguagem que usava para se comunicar. Aquela língua pegajosa e comprida jogada para fora duas vezes, era o sinal característico de que alguma coisa estava acontecendo, com ele, ou com alguém da casa.

Quando jogava a língua para fora três vezes ou mais, era um desespero. Era, claramente, algum pedido de socorro. Na forma de falar deles, os sapos.

Vovô precisava concluir a limpeza de uma área no roçado, onde pretendia plantar umas ramas de batata doce. Após a limpeza, para garantir que algumas pragas terrenas não se alojariam ali, resolveu fazer uma coivara com o material que havia roçado. Tocou fogo. O fogo espantou os insetos, e, entre esses, aquele famoso besouro “rola-bosta”. (Digitonthophagus gazella é um besouro rola bosta, coprófago que pertence à família Scarabaeidae. Esta espécie tem grande importância econômica, pois foi introduzida em todo o mundo para controle biológico de mosca-dos-chifres e melhoria de pastagens.)

Besouro rola-bosta na sua tarefa incansável

Depois do fogaréu imposto à coivara, seria difícil encontrar lugar “mais fresco” que o pé do pote da casa da Vovó. A Natureza é sabia, e transmite aos insetos a sua sabedoria na luta pela sobrevivência.

E o besouro, sem perder tempo, deu um voo rasante para o lugar adequado. Infelizmente, não contava que, o pé daquele pote era guardado por “Parecido”, o sapo cururu da estima do meu Avô.

Claro que o besouro não teve sucesso. Antes mesmo de pousar no barro úmido do pé do pote, foi agarrado por aquela língua grande e pegajosa de “Parecido”, o sapo vigia.

Qualquer besouro, ao ser tocado, emite um odor insuportável. Quando “Parecido” se deu conta, o besouro já estava chegando no intestino grosso dele.

E agora?

Quem conhece sapo cururu, sabe que não é qualquer coisa que “consegue passaporte de saída”. Se um trem passar por cima de um sapo cururu, ele expele tudo pela boca – pelo ânus, nadica de nada fora da hora apropriada. Nem vento!

Foi só então, passados alguns minutos, que, ao tentar beber água, Vovó percebeu a aflição de “Parecido”, lançando a língua pegajosa várias vezes (foram tantas, que nem deu para contar). Olhos arregalados, quase saindo da órbita.

E, rola-bosta, quando encontra o material preferido, faz desacertos quando começa trabalhar.

E agora?

Fazer o que, se pelo lugar comum em outros seres vivos, jamais o besouro sairia.

Resultado da faina: amigo é para qualquer hora. Na tentativa de aliviar o sofrimento de “Parecido”, Vovô pegou uma bengala feita de jucá e, preferiu sacrificar “Parecido”, em vez de vê-lo sofrer tamanho aperreio.

DETALHE: Por que o sapo recebera o nome de “Parecido”? Por que, em represália, o sapo tinha uma aparência com um antigo namorado de minha Avó. Era assim que Vovô e Vovó se tratavam.

DEU NO JORNAL

ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

PREVIDÊNCIA NÃO É CONTA PÚBLICA, PÔRRA!!!

Esse negócio de previdência e de aposentadoria tem uma história extremamente interessante.

Em março de 1812, alguns dos mais ilustres membros da sociedade escocesa se reuniram na Royal Exchange Coffee Room, em Edimburgo, a fim de discutir e formatar um fundo de investimentos que garantisse o sustento de viúvas, irmãs e órfãos, assim como outras parentes do sexo feminino, de todos os fundadores, de modo que estas não mergulhassem na miséria em caso da morte do fundador durante e depois das guerras napoleônicas. Assim, em 1815, “Scottisch Widows Fund and Life Assurance Society entrou em operação como o primeiro fundo de previdência da Escócia e, segundo cremos, o primeiro do mundo.

Em 1999, o Lloyds TSB chegou a um acordo para a compra da sociedade pelo valor de 7 BILHÕES de Libras.

As contas efetuadas pelos fundadores, a fim de determinar o quanto cada um dos participantes teria de contribuir mensalmente, de modo a que o valor pago às viúvas, embora constante, nunca fosse superior ao valor das contribuições, acrescido do rendimento proporcionado pelos investimentos dos fundos anteriormente acumulados. Foi tudo baseado nas tabelas de nascimentos e mortes levantados pelos periódicos recenciamentos e registros existentes sobre a população inglesa e escocesa. Com estas informações, mais as técnicas de cálculos de grandes números (Estatísticas e probabilidades) que haviam sido recentemente desenvolvidas pelos matemáticos da época, os reverendos escoceses puderam estimar com uma precisão assombrosa qual seria a evolução do valor dos ativos do fundo durante as próximas décadas.

Reza a lenda que, ao final do século XIX, a diferença existente entre o que havia sido previsto pelos fundadores e o resultado final apresentado pelo fundo era de apenas algumas Libras esterlinas, mesmo sobre um montante que chegava a muitos Milhões de Libras. Lembrem que todas estas contas foram realizadas sem computador e sem máquina de calcular. Tudo na mão! Aqui, sobra computador e falta vergonha na cara.

Depois do sucesso do “Scottisch Widows”, a ideia de implantar fundos de previdência se espalhou pelo mundo todo. Nos países desenvolvidos, a obrigação de planejar a própria aposentadoria é do indivíduo. Nada de paternalismo governamental. Essa conversa escrota de que, se for eleito, o filho da puta vai “Cuidar das pessoas”, isso é tudo conversa mole e embromação! Vá administrar a coletividade e cuidar da gestão que é sua obrigação. É para isso que existem os governos. Não para dar o que não é seu a quem quer que seja.

É por isso que existem Fundos de Pensão de professores da Califórnia, dos Policiais de Nova York, dos funcionários de uma empresa como a ALCOA, e por aí vai. Todos poderosíssimos! Altamente capitalizados, geridos conjuntamente pelos afiliados e com investimentos gerenciados por divisões dos grandes bancos responsáveis pela gestão de ativos. Isso é decência! Ao governo, cabe apenas apoiar e induzir para que as pessoas se preocupem em planejar seu futuro, como nas palavras da propaganda da Scottisch Widows abaixo. E botar na cadeia quem roubar. Quem não planejar, vai pedir esmolas na porta da igreja na velhice.

For most people, thinking about how they’ll manage to retire isn’t at the top of their to-do list. But as we live longer, the need to plan ahead is greater than ever. That’s why we’re helping people all over the UK to make a sustainable plan that works for their tomorrow.

O Brasil, como não podia deixar de ser, seguiu a moda. Os resultados foram vários: Alguns poucos foram razoavelmente bem geridos. Outros, nem tanto. A maioria, como não podia deixar de ser, já que estamos no Brasil, foram geridos de maneira absolutamente catastrófica. Os casos de fraudes gigantescas e de falências assombrosas povoaram as páginas dos jornais desde sempre até os dias de hoje. Vejam o que o PT fez com os Fundos de Pensão das estatais. Todos devidamente desossados e estuprados pela canalha vermelha.

A Previdência Social iniciou no Brasil com a Lei Elói Chaves, de 1923, que criou as Caixas de Aposentadorias e pensões (CAPs). Estas eram geralmente organizadas por empresas e empregados. As CAPs operavam em regime de capitalização, mas eram estruturalmente frágeis por possuírem um número pequeno de contribuintes e seguirem hipóteses demográficas de parâmetros duvidosos. Outro fator de fragilidade foi o elevado número de fraudes na concessão de benefícios, só para variar.

Em 1930, o presidente Getúlio Vargas suspendeu as aposentadorias das CAPs durante seis meses e promoveu uma reestruturação que acabou por substitui-las por Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAPs), que eram autarquias de nível nacional e centralizadas no Governo Federal. Dessa forma, a filiação passava a se dar por categorias profissionais, diferente do modelo das CAPs, que se organizavam por empresas.

Ao longo dos anos seguintes surgiriam os seguintes institutos:

• 1933 – IAPM – Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Marítimos;

• 1934 – IAPC – Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários;

• 1934 – IAPB – Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Bancários;

• 1936 – IAPI – Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários;

• 1938 – IPASE – Inst. de Pensões e Assistência dos Serv. do Estado;

• 1938 – IAPETC – Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Empregados em Transportes e Cargas;

• 1939 – IAPOE – Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Operários Estivadores;

• 1945 – ISS – Instituto de Serviços Sociais do Brasil (Decreto n° 7.526, de 7 de maio de 1945);

• 1945 – IAPETEC – Incorporou ao Instituto dos Empregados em Transportes e Cargas o da Estiva e passou a se chamar Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Estivadores e Transportes de Cargas.

• 1953 – CAPFESP – Caixa de Aposentadoria e Pensões dos Ferroviários e Emp; em Serviços Públicos;

• 1960 – IAPFESP – Inst. de Aposent. e Pensões dos Ferrov. e Emp. em Serviços Públ. (antiga CAPFESP).

Eram todos subordinados ao Ministério do Trabalho e deveriam ser geridos por funcionários do Banco do Brasil. Tudo muito governamental desde sempre, como se vê.

Em 1964, com a ascensão dos militares, foi criada uma comissão para reformular o sistema previdenciário. Culminou com a fusão de todos os IAPs no INPS (Instituto Nacional da Previdência Social), em 1966.

Em 1977 foram fundados os hoje extintos Sistema Nacional de Previdência e Assistência Social (SINPAS), o Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social (IAPAS) e o Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS). Misturou aposentadorias, esmolas e tratamento médico.

Foi sempre um pacto entre vigaristas: De um lado, o governo querendo meter a mão nas somas imensas de dinheiro arrecadadas pelos fundos. Do outro lado, o objetivo da patuleia era sempre conseguir alguma forma de mamata estatal para as aposentadorias, quando não pudesse dar uma fraudada legal na gestão dos investimentos. Bem diferente do ocorrido ne Escócia, onde os pastores anglicanos se reuniram, fizeram suas meticulosas contas e partiram para a operacionalização, sempre contando com os recursos próprios e uma judiciosa administração.

Logo depois, foram criados os “Montepios”, especialmente dos militares: Os mais representativos foram o GBOEx e a CAPEMI. Todos faliram após um período inicial de capitalização e investimentos. Também é desta época, e teve destino semelhante, a APLUB, desta feita originada no meio universitário.

Como bem sabemos, para isso aqui virar uma latrina, ainda vai ter de melhorar muito! Assim, não podia ser diferente nesses fundos gigantescos arrecadados pelo governo e utilizados ao bel prazer do tiranete do momento. Tanto é que nunca deu absolutamente nada para todos os picaretas que aprontaram essas falências fraudulentas.

Agora, vem esse bando de filhos da puta querer me convencer que vão consertar as contas públicas através de remendos e reparos numa estrutura centenariamente escrota e sangrada por milhões de picaretas e ladrões.

PAREM DE METER A MÃO NO DINHEIRO DA NOSSA APOSENTADORIA, PÔRRA!!!!

Funcionário público quer se aposentar com salários nababescos, integrais e extensivos às viúvas e filhas, mesmo tendo contribuído com quase nada? Vão mamar na jereba de um jumento! Chega de roubalheira!!!!

Segundo o jornal “O Estado de São Paulo”, tem mais de SEIS MILHÕES de ações na justiça demandando que o INSS conte o tempo de serviço de pessoas que trabalharam em empresas que não recolheram as contribuições. Eu sou uma dessas pessoas. Imaginem quando essa turma ganhar na justiça, já que é questão líquida e certa. Será algo como uns R$ 150 Bilhões por ano, A MAIS, fora os anos de atrasados.

É quando essa merda quebra de vez! E o país, ao tentar cobrir o rombo da roubalheira com impostos, vai quebrar junto. Eu acho é pouco. Votem em Lula de novo.

Eu falei que isso ia dar merda.

E deu!!!!

A PALAVRA DO EDITOR

ATÉ QUE ENFIM!!!

Finalmente Haddad conseguiu arrumar uma ocupação e largar a vagabundagem.

O desocupado poste de Lula foi contratado pra escrever bostosidades na Folha de S.Paulo.

O jornal certo pra acolher petistas e descerebrados de todos os níveis e desqualificações.

A Folha tem até um redator que é identificado pelo nome de “Diz Leitor“.

O derrotado e esmagado Haddad é o militante certo no jornal oposicionista certo.

Acabei de enviar mensagem ao recém empregado solicitando permissão pra republicar seus tolôtes nesta gazeta escrota.

Afinal, como é do conhecimento de todos, a meta aqui é baixar o nível cada vez mais.

Espero que ele tope!